
06/01/1997
JORNAL DO BRASIL
- Chuvas isolam 155 mil no RJ
- As enchentes que atingem Minas Gerais e o Norte do estado do Rio há
cinco dias já deixaram 155 mil pessoas ilhadas - sem comunicação com outras cidades - e
sete mil desalojadas. (...)
Em Minas Gerais, o número de mortes provocadas pelas chuvas já chega
a 66. Até ontem, o estado tinha 26 mil desabrigados e 27 municípios haviam decretado
estado de emergência. (...) (pág. 1, 4, 5, 15 e 16)
- O ex-prefeito Paulo Maluf previu ontem que o presidente Fernando
Henrique Cardoso recuará da decisão de pôr a emenda da reeleição em votação este
mês. Do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, onde convalesce da operação de um
tumor canceroso na próstata, Maluf disse que 250 deputados votariam contra. São
necessários 308 votos para aprovar a emenda. (pág. 1 e 3)
- O governo de Minas Gerais encaminha hoje ao presidente Fernando
Henrique Cardoso pedido de ajuda financeira para a recuperação dos estragos causados
pelas chuvas. Hoje, o governador em exercício, Agostinho Patrus, se reúne com o
secretariado para tentar calcular quanto será necessário para socorrer o estado. (pág.
1 e 4)
- Hoje terá çum novo "round" a disputa entre o Banco
Central (BC) e o empresário Artur Falk, dono do banco e da corretora Interunion,
liquidados extrajudicialmente pelo BC em 30 de dezembro de 1996, porque estava com seu
caixa a descoberto em R$ 30 milhões. Em Brasília, o Departamento Jurídico do BC vai
recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) da decisão da juíza federal substituta
da 3ª Vara, em Brasília, Magnólia Silva da Gama e Souza, que concedeu liminar,
quinta-feira, suspendendo as liquidações extrajudiciais das duas instituições. (...)
(pág. 10)
COTAÇÕES
- Salário mínimo (janeiro): R$ 112,00. Dólar comercial: R$ 1,0390
(compra), R$ 1,0391 (venda). Dólar paralelo: R$ 1,100 (compra), R$ 1,120 (venda). Dólar
turismo: R$ 1,0446 (compra), R$ 1,0448 (venda). TR do dia 06.12 a 06.01: 0,7135%. TBF do
dia 02.01 a 02.02: 1,7253%. (pág. 1)
EDITORIAL
"Mudança de perfil" - A contabilidade do Programa Nacional
de Desestatização desde o seu início deixa um saldo líquido para o Governo de 13
bilhões e meio de dólares. Da telefonia no Rio Grande do Sul às malhas da Rede
Ferroviária Federal e da Fepasa, em São Paulo, bancos, estradas, hidrelétricas,
petroquímicas e siderúrgicas, o perfil industrial e prestador de serviços está mudando
em todos os quadrantes do País. (...) (pág. 8)
COLUNAS
(Coisas da Política - Marceu Vieira) - Houve um tempo - quem aí não
se lembra? - em que malufismo era palavrão. Chamar alguém de malufista não raro
significava ofensa. Anunciar ou reconhecer virtudes no próprio, então, nem se fala.
Nesse tempo, gostar de Maluf era condição envergonhada, coisa de
certo eleitorado paulistano. Não era nem coisa de paulista.
Pois hoje, poucos anos depois, já se ouve motorista de táxi País
afora deitando falação ou revelando simpatias pelo homem. E, para o azar das esquerdas
da vida, Paulo Maluf foi aos poucos se convertendo no principal contraponto do pensamento
dominante no Brasil. (...) (pág. 2)
(Informe JB - Luciana Conti) - Está pronto para ser apresentado esta
semana na Câmara o projeto do deputado Mendonça Filho, autor da emenda da reeleição,
para coibir o uso da máquina pública pelos candidatos a um segundo mandato.
A maior novidade do projeto é a aplicação de penas escalonadas para
candidatos que desobedecerem à proibição de usar bens do estado em suas campanhas.
(...) (pág. 6)
FOLHA DE S. PAULO
- Cai gasto por habitante em saúde
- O gasto "per capita" do Governo FHC com saúde caiu de US$
95,97 em 95 para US$ 88,70 no ano passado. Os recursos vinham crescendo desde 92.
Na campanha eleitoral, o presidente Fernando Henrique Cardoso prometeu
gastar R$ 80 por habitante com saúde.
Em 1995, a dotação orçamentária da saúde foi de R$ 15,8 bilhões.
Ano passado, os recursos caíram a R$ 14,1 bilhões.
O ministro Carlos Albuquerque (Saúde) disse que a queda resultou dos
cortes em gastos públicos e é transitória. Neste ano, o valor deve subir. (pág. 1 e
3-8)
- As chuvas em Minas Gerais e no Rio deixaram mais de 31 mil
desabrigados em cinco dias.
Segundo o governo mineiro, houve até agora 66 mortes. Há mais de 26
mil desabrigados nas 125 cidades atingidas. Em Belo Horizonte, as chuvas já somaram 335
mm. A média histórica mensal é de 290 mm.
No estado do Rio, o transbordamento de rios deixou 5.000 pessoas
ilhadas e sem abrigo em dez cidades. Cinco prefeituras decretaram calamidade pública.
(pág. 1, 3-5 e 3-7)
- O Brasil deixa de receber US$ 5 bilhões ao ano devido aos altos
custos da rede portuária, segundo a Associação Brasileira de Comércio Exterior.
Uma operação que custa em média US$ 15 por tonelada no porto de Rio
Grande (RS) sai por apenas US$ 7 em Antuérpia (Bélgica). (pág. 1 e 1-6)
- Henrique Meirelles, presidente mundial do Bank of Boston, prevê a
entrada de US$ 11 bilhões neste ano no Brasil, um recorde. Ano passado, o País recebeu
US$ 9 bilhões.
Para Meirelles, o grande desafio do Real é o déficit da balança
comercial, mas o momento ainda não é crítico. (pág. 1 e 1-4)
EDITORIAL
"O desafio da privatização" - Nos últimos anos houve
críticas à morosidade do processo de privatização brasileiro. Comparado ao ritmo e à
intensidade da privatização em outros países da América Latina, como México e
Argentina, o Brasil foi sempre o retardatário.
Esse descompasso diante da onda de liberalização na região,
claríssimo sobretudo no final dos anos 80, vai sendo aos poucos superado. Aliás, o que
era um atraso pode converter-se em vantagem. Afinal, hoje praticamente já não há o que
privatizar no México e na Argentina, enquanto o Brasil tem um estoque de patrimônio
estatal significativo.
A vantagem, como se sabe, está no fato de que vender ativos muitas
vezes é uma forma mais fácil de equilibrar as contas públicas do que aumentar a
arrecadação e cortar gastos. Na América Latina, onde a atração de capitais externos
tornou-se a peça chave dos modelos de estabilização dos últimos anos, a privatização
serve também ao objetivo crucial de atrair capitais externos.
O risco, como aliás o próprio Fundo Monetário Internacional já
alertou em estudos sobre o assunto, é a privatização acabar servindo para "tapar
os rombos" sem que ocorra um ajuste fiscal duradouro e uma retomada dos investimentos
com ajuste das contas externas. (...) (pág. 1-2)
COLUNA
(Painel) - FHC não dirá, para não ferir o Congresso, mas gostaria
que, após aprovada, a emenda da reeleição fosse submetida a um referendo. Avalia que
seria o suficiente para se livrar da pecha de casuísmo em benefício próprio.
- Das três maiores delegações do PMDB à convenção do partido, no
próximo domingo, São Paulo - 90 - e Minas Gerais - 71 - devem ficar contra a reeleição
de FHC. O Rio Grande do Sul - 60 -, a favor. São 716 delegados no total. (pág. 1-4)
O ESTADO DE S. PAULO
- Governo elege 15 setores para modernização
- O Governo elegeu 15 setores da economia cujos sistemas produtivos e
de comercialização deverão ser beneficiados neste ano por medidas de estímulo à
modernização. Por sugestão de técnicos do Ministério da Indústria, do Comércio e do
Turismo, esses setores serão reestruturados para ganhar competitividade em relação à
concorrência internacional. As medidas deverão incluir linhas de crédito no Banco
Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), mas, segundo o secretário de
Política Econômica do Ministério da Fazenda, José Roberto Mendonça de Barros, está
afastada a hipótese de novas medidas de restrição a importações. "Há setores,
como o de frutas, que precisam apenas de um canal eficiente de comercialização",
afirma Mendonça de Barros. A capacidade de gerar exportações e criar empregos, além da
importância específica na formação do Produto Interno Bruto, serão levadas em conta
na escolha dos beneficiários. Fazem parte da relação as indústrias de bens de capital,
autopeças, móveis, brinquedos, calçados, papel e celulose e têxteis e a construção
civil. (pág. 1 e B-1)
- As perspectivas da economia para 1997 indicam que os consumidores
deverão ser surpreendidos com menos facilidade de crédito, especialmente nos
supermercados e postos de combustíveis, onde o pré-datado deverá ser abolido, por causa
dos calotes. Já os assalariados não devem contar com reajustes generosos: as empresas
tendem a oferecer correção abaixo da inflação. E com o crescimento limitado do Produto
Interno Bruto e as empresas se modernizando, o desemprego pode aumentar. Os aposentados,
por enquanto, podem contar com a reposição da inflação no benefício em junho. (pág.
1 e Suas Contas).
- Quem autorizou seu banco a aplicar automaticamente o salário nos
fundos de curto prazo precisa ficar atento à chegada da Contribuição Provisória sobre
Movimentação Financeira (CPMF). A partir do dia 25, essas aplicações podem dar
prejuízo se forem mantidas num prazo inferior a 15 dias, por causa da cobrança da CPMF.
A taxa de 0,2% será aplicada sobre cada saque. (pág. 1 e B-1)
- O Orçamento Geral da União para 1997 terá de ser revisto logo
depois de aprovado pelo Congresso. A arrecadação prevista no projeto de R$ 113 bilhões,
foi estimada em agosto com base numa inflação anual de 10%. No final do ano, no entanto,
análises do mercado passaram a projetar uma taxa menor, em torno de 7%. Com isso,
cálculos da Receita Federal indicam que a arrecadação será de R$ 110 bilhões. Outra
correção deverá ser feita no cálculo do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e
da contribuição social sobre o lucro das empresas, em parte contados duas vezes na
coluna da receita. Além disso, alguns técnicos da área econômica temem que a receita
de R$ 1,2 bilhão prevista com a cobrança de contribuição previdenciária dos
funcionários públicos aposentados não saia do papel. A cobrança está sendo
questionada na Justiça. (pág. 1 e A-7)
- A pior fase da disseminação do vírus da Aids entre os paulistanos
já passou, de acordo com o médico Antônio Carlos Bandeira, professor da USP. Em 1985,
cerca de 10 mil pessoas foram infectadas pelo HIV na cidade. Em 1993, último ano
pesquisado, o número baixou para 2,7 mil. (pág. 1 e A-12)
- Até o fim do mês, 370 mil metros cúbicos de lama e detritos serão
retirados do fundo do Rio Tietê em três pontos da capital: na Barragem da Penha, na foz
do Aricanduva e na do Tamanduateí. Contratado em caráter de emergência, o serviço deve
reduzir o risco de transbordamento do Tietê. (pág. 1 e C-4)
- (Lima) - O chanceler boliviano Antonio Araníbar chegou ontem,
criando o temor de que seu governo aceite trocar o embaixador no Peru, Jorge Gumucio,
refém do Movimento Revolucionário Tupac Amaru, pela libertação de quatro terroristas
presos na Bolívia. (pág. 1 e A-8)
EDITORIAL
"A justiça assoberbada" - Pelo menos 85% dos processos que
subirão este ano para o Supremo Tribunal Federal são repetitivos e não precisariam
obstruir a Justiça, se estivesse em vigor a súmula vinculante. A Justiça que tarda
falha, sim. (pág. A-3)
COLUNA
(Coluna do Estadão) - O presidente Fernando Henrique Cardoso estranhou
o fato de Paulo Maluf ter dito que ainda não recebeu o telegrama que enviou com votos de
boa recuperação.
O carteiro entregou na sexta-feira a missiva na casa de Maluf, na Rua
Costa Rica.
- Um dirigente do PSDB assegura que o partido está fazendo o possível
para tirar o deputado Wilson Campos da disputa pela presidência da Câmara, mas acha que
a tarefa também tem de ser assumida pelos outros partidos: "O Campos é o candidato
dos que ficam no fundo do plenário. E no fundo do plenário sentam integrantes de todos
os partidos". (pág. A-6)
O GLOBO
- Prefeitura tentará retirar 700 famílias de áreas de risco
- A prefeitura do Rio notificará hoje as primeiras 300 famílias, das
700 que moram em áreas de risco nas encostas da cidade, pedindo que saiam imediatamente
de suas casas, por causa do risco de deslizamento, com as chuvas que atingem a cidade. As
famílias serão levadas para abrigos provisórios. No Norte e no Noroeste fluminenses,
foi montada uma operação de guerra para ajudar os cerca de dez mil desabrigados em seis
municípios sob estado de calamidade pública. Exército, Marinha e Aeronáutica ajudam a
Defesa Civil a transportar vacinas, água potável e alimentos. Em Minas, o número de
mortos chega a 76, numa das piores tragédias do estado. (...) (pág. 1 e 8 a 12)
- O Ministério da Educação vai ter em 1997 um banco com R$ 2
bilhões em caixa para investimentos no ensino fundamental. Será criado este mês o
Instituto Nacional de Apoio à Educação, com a fusão dos atuais Fundo Nacional de
Desenvolvimento da Educação (FNDE) e Fundação de Assistência ao Estudante (FAE), que
ficará responsável pelos repasses de verbas. (pág. 1 e 5)
- As correntes do PMDB que têm posições opostas quanto à
reeleição para o Executivo - uma a favor, outra contra - levaram o partido, que fará
sua convenção domingo, a não fechar questão sobre o tema. A direção fará apenas uma
recomendação à bancada. (pág. 1 e 3)
- A Merrill Lynch, um dos maiores bancos de investimento do mundo,
está apontando o Brasil como o melhor país da América Latina para a aplicação de
recursos. A economia do País, que deve crescer 4% em 97, é hoje a mais dinâmica da
região, dizem os analistas. (pág. 1 e 19)
- Mesmo de férias em Nova York, César Maia não perdeu a chance de
atacar o governador Marcello Alencar, que, em entrevista ao "Globo", se mostrou
disposto a uma aproximação com o prefeito Luiz Paulo Conde. César disse que Marcello
está enrolando quando fala em negociar o repasse do ICMS. (pág. 2 e 18)
- O presidente do BC, Gustavo Loyola, não escapará do inquérito
aberto na Polícia Federal para apurar o descumprimento de liminar da Justiça que
determinou a suspensão da liquidação no Interunion. Loyola não estava em Brasília na
sexta-feira e o BC não se considerou informado sobre a liminar. (pág. 2 e 20)
- A Executiva Nacional do PSDB se reúne amanhã para enfrentar o que
considera seu maior desafio nesta volta ao trabalho: convencer o deputado Wilson Campos
(PSDB-PE) de que sua insistência em disputar a presidência da Câmara põe em risco a
possibilidade de reeleição do presidente Fernando Henrique Cardoso. Numa reunião
preliminar, a bancada deverá confirmar o nome do deputado Ubiratan Aguiar (PSDB-CE) para
o cargo de primeiro-secretário ou primeiro-vice na chapa do deputado Michel Temer
(PMDB-SP), numa demonstração de que abandonará a candidatura de Campos. (...) (pág. 4)
EDITORIAL
"Mastodonte ineficaz" - (...) No setor público, a
universidade mergulhou na armdilha do modelo único - a instituição que fornece ensino,
pesquisa e extensão. É um modelo extraordinariamente rígido, que só acumula ilusões -
e que custa caro. O sistema de ensino superior, no Brasil, consome 50% do total do que o
País gasta em educação. (...) (pág. 6)
COLUNAS
(Panorama Político - Tales Faria) - Com a tramitação dos projetos na
Câmara praticamente paralisada devido à discussão em torno da reeleição, o Senado
pode transformar-se, neste semestre, na estrela das reformas constitucionais. Esta semana,
os líderes partidários devem dar o pontapé inicial no projeto de reforma
previdenciária. Segundo o líder do PMDB, Jáder Barbalho (PA), a idéia é votar o texto
até março e, logo depois, tratar da reforma administrativa. (...) (pág. 2)
(Swann - Ricardo Boechat) - A audiência que o Papa concederá a
Fernando Henrique Cardoso, dia 12 de fevereiro, está dando trabalho dobrado ao Itamaraty.
Em Brasília, teme-se que a pauta da reunião seja dedicada apenas aos
problemas sociais brasileiros.
O Vaticano parece assim desejar, estimulado por setores da Igreja no
Brasil, para os quais o Governo vai mal nessa área.
Para o Presidente, é claro, o ideal é que o encontro com João Paulo
II seja dedicado apenas a orações. (pág. 14)
CORREIO BRAZILIENSE
- Batalha para estudar
- As filas nas portas das escolas públicas começaram a se formar
ontem, mas o período de matrícula da 2ª à 8ª séries do primário e da 1ª a 3ª do
secundário só começa hoje. O secretário de Educação do Distrito Federal, Antonio
Ibanez, garante: há vagas para todos os alunos de 1º Grau na rede pública. Para o 2º
Grau, não há garantia. A matrícula vai até quinta, dia 9. (pág. 1 e Cidades, pág. 3)
- Mais de mil funcionários de empresas estatais demitidos no governo
Collor e anistiados no governo Itamar Franco vivem hoje o desgosto de um segundo
afastamento. Eles fazem parte da lista de 1.014 nomes cuja anistia foi anulada, publicada
no "Diário Oficial" do último dia de 1996. (...) (pág. 1 e 11)
- As más condições das estradas, portos e ferrovias do País dão
prejuízo aos empresários e tornam mais caros os produtos brasileiros. (pág. 1 e 10)
- Analistas do banco americano Merrill Lynch consideram o Brasil o
melhor país da América Latina para investir em 97. (pág. 1 e 11)
JORNAL DE BRASÍLIA
- Trabalhador pode ter prejuízo com salário aplicado
- Com a entrada em vigor da Contribuição Provisória sobre
Movimentação Financeira (CPMF), a partir do próximo dia 25, trabalhadores que
autorizaram bancos a aplicar automaticamente seus salários nos fundos de curto prazo
poderão ter prejuízo, alerta o Banco Central. A CPMF tributará em 0,20% cada saque
efetuado em conta corrente. Correntista de menor renda, que não pode ficar com o dinheiro
parado nestes fundos por mais de 15 dias, poderá ter rendimento insuficiente até para
pagar o tributo. O Governo decide nesta semana se a CPMF incidirá ou não sobre os
investimentos estrangeiros em bolsas de valores. A equipe econômica receia que a nova
cobrança provoque fuga de capitais. (pág. 1 e 5)
- A partir do próximo dia 25, o correntista pagará 0,20% sobre
qualquer movimentação financeira, com a cobrança da CPMF prevista para durar até
fevereiro de 98. Algumas operações serão isentas, como o recebimento de aposentadorias
e pensões de até dez salários mínimos e de salários de até três mínimos. A
isenção inclui ainda os saques do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, PIS/Pasep e
seguro- desemprego, além das transferências de recursos entre contas correntes do mesmo
titular e a poupança trimestral. (pág. 1 e 7)
ZERO HORA
- O Governo federal decide nesta semana se isenta os investidores
estrangeiros do imposto do cheque, temendo que a cobrança venha a afugentar o capital
externo das operações no mercado de capitais brasileiro. A Contribuição Provisória
sobre Movimentação Financeira (CPMF) vai abocanhar 0,2% de quase todas as operações
bancárias realizadas por correntistas a partir do dia 25. O Governo espera arrecadar R$
5,2 bilhões para os cofres da Saúde com o novo imposto. (pág. 26)
- Com uma política de incentivos agressiva, o Ceará desenvolveu um
pólo calçadista e começa a obter os primeiros resultados apenas 18 meses depois de
lançar a ofensiva. Pelo menos uma indústria de calçados abre uma unidade no estado por
mês, desde meados de 1994. A oferta de empregos diretos no Ceará cresceu em 28 mil vagas
no setor. Indiretamente, o pólo é responsável pelo emprego de outras 15 mil pessoas,
sem contar a repercussão no comércio. São mais de 40 unidades de grande e médio
portes, oito delas filiais de empresas gaúchas. As indústrias despejam no mercado,
diariamente, 172 mil pares de sapatos na faixa de US$ 8 a US$ 20, geralmente injetados ou
tênis. (pág. 28)
- Dos R$ 15 bilhões que a partir de março vão circular na economia
do interior do País como resultado da renda obtida com a venda da safra 1996/97 de arroz,
algodão, feijão, milho e soja, cerca de R$ 3 bilhões sairão das principais culturas
gaúchas. O valor supera a receita da venda da produção passada, quando o estado
arrecadou R$ 2 bilhões. O volume no Brasil superará o dos dois últimos anos, mas não
recompõe o faturamento de 1994, de R$ 18,5 bilhões, o maior da década de 90. O
Ministério da Agricultura trabalha com a expectativa de colheita, neste ano, de 73
milhões de toneladas, ou 6% maior do que a de 95/96. (pág. 32)
- A chuva cai tragicamente em Minas Gerais. Quatro dias de pancadas
ininterruptas sobre Belo Horizonte, cidades vizinhas e a Zona da Mata deixaram um rastro
de mortes e destruição. O corpo de uma criança de sete anos encontrado ontem no bairro
de Ouro Preto, na capital, elevou para 66 o número de mortos em todo o estado. O balanço
da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil traz números dramáticos: até a tarde de ontem
ocorreram 486 desabamentos, deixando 26.627 pessoas desabrigadas, 5.733 casas destruídas,
2.557 famílias ilhadas e cem cidades em situação crítica desde que os temporais
começaram. (pág. 42 e 43)
MANCHETES
GAZETA DO POVO (PR)
- Congresso inicia período extra e votará reeleição
DIARIO DE PERNAMBUCO
- Reeleição deverá ser votada no dia 15 de janeiro
JORNAL DO COMMERCIO (PE)
- Temporal já matou 66 em Minas
ZERO HORA (RS)
- Safra gaúcha movimentará R$ 3,3 bi

ATENÇÃO
O Boletim de Acompanhamento Macroeconômico da Secretaria de Política
Econômica, que traz avaliação mensal da conjuntura econômica brasileira (análise e
tendência de preços, salários, juros, balança comercial, contas externas, etc), está
disponível via FTP através do endereço na INTERNET www.fazenda.gov.br,
na área específica de "Publicações". Outras informações atualizadas,
inclusive sobre os resultados do Plano Real, podem ser também obtidas, em português e em
inglês, na página eletrônica do Ministério da Fazenda.
Consulte a homepage da Secretaria de Comunicação Social da
Presidência da República.
O endereço na Internet é www.brasil.gov.br
O telefone para solicitação de publicações é:061-411.4892.
O email da Secretaria de Comunicação Social é:secom@planalto.gov.br |