
09/02/1997
JORNAL
DO BRASIL
- Lucro substitui inflação nos salários
- Com a estabilização da economia, acabou o repasse da inflação aos
salários e muitas empresas sequer estão repondo as perdas, que no ano passado foram de
10% e devem ficar em 8% este ano. Em vez disso, preferem - por força da pressão dos
sindicatos mais organizados, como os dos bancários e dos metalúrgicos - distribuir o
lucro aos empregados. Pesquisa realizada pela empresa de consultoria Price Waterhouse
mostra que 27% das microindústrias e 28% das pequenas já adotaram a prática. Nas de
porte médio, o percentual já chega a 29%, e, entre as grandes, 35% dão, além do
salário-base, prêmios por produtividade. Ou seja, do alto executivo ao contínuo, todos
buscam superar metas para engordar o contracheque. No ano passado, as montadoras de
automóveis, por exemplo, distribuíram aos seus 100 mil funcionários R$ 179 milhões
extras. No caso dos bancos, 350 mil trabalhadores receberam R$ 388 milhões. (pág. 1, 15
a 17)
- O presidente Fernando Henrique Cardoso chega hoje à Europa, onde tem
encontros com os primeiros-ministros John Major, da Inglaterra, e Romano Prodi, da
Itália, além do secretário-geral do Vaticano, cardeal Angelo Sodano. Fernando Henrique
também será recebido, para audiência de 30 minutos, pelo papa João Paulo II. O
Presidente leva reclamações contra as barreiras que a União Européia (UE) vem impondo
aos produtos brasileiros, principalmente os agrícolas. Segundo o Ministério da
Indústria e do Comércio, por causa de bloqueios comerciais da UE, dos Estados Unidos e
do Japão, o Brasil deixa de exportar anualmente US$ 6 bilhões - o suficiente para cobrir
o déficit de US$ 5,5 bilhões na balança comercial em 1996. (pág. 1 e 3)
- Aos 53 anos, o francês Gérard Bourgeaiseau aceitou um dos maiores
desafios da administração do prefeito Luís Paulo Conde: está em suas mãos a tarefa de
moralizar a Riotur, empresa de turismo da cidade responsável pela organização e
administração do carnaval. (...) (pág. 1 e 12)
- Quando o ministro das Comunicações, Sérgio Motta, afirmou que
formava com o líder do PFL, Inocêncio Oliveira (PE), a "aliança do mal",
acabou batizando um grupo de políticos que frequenta com assiduidade o gabinete do
presidente Fernando Henrique Cardoso no Planalto. Esse grupo forma a tropa de choque do
Governo na Câmara e vive no gabinete do Presidente tramando, definindo estratégias e
contando votos nos momentos decisivos. (...) (pág. 2)
EDITORIAL
"Valores relativos" - A discussão sobre o valor da companhia
mineradora Vale do Rio Doce é um desses casos em que tudo parece estar sendo debatido,
menos quanto vale mesmo o bem em questão. Para começo de conversa, só há uma forma
correta de aferir o valor real da ação de uma companhia aberta: colocando-a no mercado.
(...) (pág. 10)
COLUNAS
(Coisas da Política - Dora Kramer) - Por dever de ofício, o PT ainda
procura manter acesa a chama da esperança de que, candidato em 1998, Fernando Henrique
não consiga se reeleger. Mas é só para fazer as honras da casa. O presidente do
partido, José Dirceu, se contradiz no raciocínio de que nem tudo está perdido e ele
mesmo admite que só um desastre, uma crise espetacular, tiraria essa de FH. Tanto que ao
falar sobre o futuro de seu partido não considera a possibilidade de grandes sucessos a
curto prazo: "O PT tem de se preparar para ser o partido do século 21". (...)
(pág. 2)
(Informe JB - Maurício Dias) - O presidente em exercício, Marco
Maciel, acha que a idéia do senador Pedro Simon de votar um plebiscito para saber se a
população apóia uma revisão constitucional "merece ser analisada".
"Mas no tempo oportuno", pondera Maciel.
Simon quer fazer a votação no dia 28, simultaneamente à votação do
segundo turno da reeleição.
Maciel acha, entretanto, que "o fundamental, essencial e
prioritário agora" é votar as emendas e leis complementares que estão tramitando
no Congresso. (...) (pág. 6)
FOLHA DE S. PAULO
- Reforma do governo não cobre déficits
- As reformas administrativa e previdenciária propostas pelo Governo
não serão suficientes para cobrir o déficit público. O fim da estabilidade do
funcionalismo pode gerar, por exemplo, uma economia de R$ 10 bilhões a estados e
municípios. Esse montante, no entanto, é inferior ao rombo anual das contas estaduais e
municipais, que chega a R$ 16 bilhões.
No caso da União, as mudanças poderiam evitar os repasses do Tesouro
para a Previdência Social. Nos últimos dois anos, cerca de R$ 3 bilhões foram usados
para cobrir as despesas com benefícios de aposentados e pensionistas. (pág. 1 e 1-7)
- Pedro Malan procurou um grão-tucano e manifestou preocupação
diante da CPI dos Títulos Públicos. A seu ver, a comissão faz pontaria no BC e disso
poderia resultar a ressurreição da CPI do sistema financeiro. (Elio Gaspari). (pág. 1 e
1-10)
- Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA) aposta que seu filho, deputado
Luís Eduardo (PFL-BA), chegará à Presidência. "Se ele tiver o êxito que teve
até aqui, acredito que isso vai ser uma coisa normal". Eleito presidente do Senado,
ACM diz ter chegado "a tudo que poderia ser". (pág. 1 e 1-9)
- A incidência da leishmaniose no País dobrou em uma década. Em 96,
atingiu 39 mil pessoas, principalmente no Norte e Nordeste. A leishmaniose cutânea causa
feridas profundas. A leishmaniose visceral provoca anemia e mata em 95% dos casos. (pág.
1, 5-13 e 5-14)
- A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Senado que apura
irregularidades nas emissões de títulos públicos não deverá responsabilizar os
governadores e prefeitos pelas operações que estão sendo investigadas.
As investigações estão se concentrando nos secretários de Fazenda
responsáveis pelas operações, assim como nos integrantes do segundo escalão dos
governos estaduais e municipais envolvidos - dirigentes de bancos públicos e assessores
financeiros. (...) (pág. 1-5)
- O presidente Fernando Henrique Cardoso vem vender o produto Brasil em
sua passagem por Londres, com chegada que estava prevista para a noite de ontem.
Fernando Henrique faz a palestra de encerramento em conferência
promovida pelo governo britânico e pela CBI (Confederação das Indústrias Britânicas),
a realizar-se amanhã pela manhã. (...) (pág. 1-6)
- A nova fórmula em estudo na CEF (Caixa Econômica Federal) para
financiar imóveis à classe média tem pelo menos duas vantagens: cálculo de
entendimento mais fácil pelo leigo e menor risco de inadimplência. O inconveniente é
pesar mais no bolso do mutuário no início do contrato.
A avaliação é do professor de matemática financeira José Dutra
Vieira Sobrinho, estudioso das várias formas de crédito que existem no mercado. (...)
(pág. 2-4)
- Os CDBs (Certificados de Depósito Bancário) prefixados fecharam
janeiro com menos dinheiro aplicado do que as cadernetas de poupança, mas ainda resistem,
com R$ 75,78 bilhões de estoque, porque continuam sendo comprados por fundos de
investimento sem a mordida de 0,20% a cada renovação mensal. (...) (pág. 2-7)
EDITORIAL
"A vez das reformas" - Desde que foi conduzido, no dia 3 de
outubro de 1994, com o voto de mais de 34 milhões de brasileiros, ao posto máximo da
Nação, o sociólogo Fernando Henrique Cardoso sempre reafirmou suas animadoras promessas
de que promoveria grandes mudanças no País. As reformas seriam prioridade de seu
Governo, que ficaria assim marcado por uma histórica passagem de uma estrutura gigantesca
e ineficiente para um Estado verdadeiramente moderno.
Apesar de ter conseguido manter uma significativa popularidade ao longo
da primeira metade de seu mandato, devido principalmente aos efeitos benéficos da
estabilidade da moeda, o ritmo das reformas foi se mostrando decepcionante diante dos
anseios de todo o País. O que era premente foi relegado a simples elemento de
negociação com os instáveis partidos que formam a base governista no Congresso
Nacional. (...) (pág. 1-2)
COLUNA
(Painel) - Relator da reforma política, o senador Sérgio Machado
(PSDB-CE) começará seu parecer recomendando que as pesquisas eleitorais sejam
disciplinadas por lei ordinária. Abre a porta para limitar a divulgação. (pág. 1-4)
O ESTADO DE S. PAULO
- Recorde de imóveis reduz valor do aluguel
- Está sobrando imóvel para a classe média. A oferta de casas e
apartamentos para alugar, com preço acima de R$ 600 por mês, é a maior em mais de 30
anos. Tantas ofertas derrubaram os preços, que registraram variação abaixo da
inflação no ano passado, segundo avaliação do setor imobiliário. (...) (pág. 1 e B1)
- O ministro da Previdência Social, Reinhold Stephanes, está
conformado com o atraso sofrido na tramitação da reforma previdenciária em 1996, ano de
eleições. Ele adverte, porém, que agora o Congresso tem de ser rápido ao retomar o
antigo projeto: o sistema do INSS corre o risco de quebrar. Stephanes afirma que, sem a
reforma, ficará impossível equilibrar as contas das aposentadorias. O Senado começa a
debater o projeto no dia 17 como prioridade do Governo. (pág. 1 e A8)
- O projeto do Ministério do Trabalho que acaba com o imposto sindical
e a contribuição assistencial ameaça de demissão muitos trabalhadores dessas entidades
de classe. Categorias fortes, como a dos metalúrgicos, terão de enfrentar o desafio de
ver estruturas construídas durante anos sofrerem uma brutal redução. Contrárias ao
desemprego, as centrais concordam, porém, com o fim de duas das três taxas que incidem
sobre os salários. Para sindicalistas, a medida levará à busca da auto-sustentação,
permitindo maior independência. (pág. 1 e B5)
- O Ceará teve crescimento do PIB de 29,7% em cinco anos formou
indústrias de tecidos e de sapatos, passou a atrair empresas de outras regiões do País
e deverá receber investimentos de quase R$ 4 bilhões até o fim de 1998. Companhias
privadas, como a Parmalat e a Grendene, ampliarão os negócios no estado e garantirão 38
mil empregos diretos e 153 mil indiretos. O governo cearense e a União também investem
em obras de infra-estrutura, entre as quais a construção do Porto de Pecém. (pág. 1 e
B4)
- O presidente Fernando Henrique Cardoso leva, na bagagem para a viagem
à Inglaterra e Itália, um trunfo importante para mostrar, como gosta de dizer, "um
novo Brasil": o efeito reeleição. A possibilidade de Fernando Henrique continuar
comandando os rumos da economia brasileira por mais seis anos terá um peso significativo
nas palestras que fará para investidores e nos encontros agendados com os chefes de
governo na Inglaterra e na Itália.
Muitas vezes criticado por viajar tanto - esta é sua 28ª viagem
internacional, o Presidente nunca desistiu de fazer o que chama de "diplomacia
presidencial" e demonstrar empenho em contribuir para que o País se insira na
economia mundial em bons termos. Para Fernando Henrique, a globalização significa,
dependendo da capacidade de reação e adaptação dos países aos novos tempos, não uma
"camisa de força, mas uma janela de oportunidades". O Presidente embarcou na
manhã deste sábado para Londres. (...) (pág. A4)
- No encontro que terá nesta segunda-feira com o primeiro-ministro
britânico, John Major, o presidente Fernando Henrique Cardoso vai tentar conquistar um
aliado para os problemas que o Brasil está enfrentando na União Européia (UE) com as
barreiras impostas aos produtos brasileiros. A conversa com Major é um dos pontos altos
da visita à Inglaterra e à Itália. A chegada de Fernando Henrique a Londres estava
prevista para a noite deste sábado. (...) (pág. A6)
- Os vereadores que dão apoio ao prefeito de São Paulo, Celso Pitta
(PPB) na Câmara Municipal ainda podem voltar atrás e votar a abertura de uma Comissão
Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a emissão de títulos públicos. Segundo
alguns governistas, caso o prefeito não cumpra a promessa de nomear os administradores
regionais e diretores de empresas do município de acordo com a indicação dos
vereadores, a Câmara pode apresentar novo pedido de CPI. (pág. A6)
EDITORIAL
"Nova atitude nas comunicações" - O ministro Sérgio Motta
deu todas as demonstrações de que o Governo está pronto para iniciar em 1997 o processo
de privatização do sistema Telebrás, concluindo-o no próximo ano. (pág. 1 e A3)
COLUNA
(Coluna do Estadão) - A idéia de criar o Ministério Extraordinário
para o Comércio Exterior tem muitos adversários no próprio Governo.
A reação principal parte do Ministério da Fazenda. Assessores de
Pedro Malan, acham que está tudo muito bem dividido entre a Fazenda, o Ministério da
Indústria e do Comércio e o Itamaraty. (pág. A6)
O GLOBO
- Mocidade e Imperatriz, favoritas do carnaval
- Vai ser um duelo em verde e branco: Mocidade Independente de Padre
Miguel e Imperatriz Leopoldinense não dividem apenas as mesmas cores, mas também a
condição de favoritas para o desfile das escolas de samba do Grupo Especial, na opinião
dos produtores da festa. Uma pesquisa entre os 16 carnavalescos do Grupo Especial
contabiliza dez votos - 60% - para as duas escolas. No quesito enredo, o tema loucura
mobiliza duas escolas e serve para evidenciar a rivalidade entre duas correntes da
psiquiatria: um grupo do Instituto Phillipe Pinel sairá na Porto da Pedra e os
especialistas da Casa das Palmeiras, de Nise da Silveira, sairão no Salgueiro. (...)
(pág. 1, 11 a 19)
- A Previdência está tentando recuperar os US$ 400 milhões que a
máfia das fraudes conseguiu arrecadar e espalhar pelo mundo. A vitória judicial nos
Estados Unidos contra Jorgina Fernandes já foi um avanço, mas as maiores dificuldades
são mesmo no Brasil, onde está metade do dinheiro roubado. (pág. 2 e 5)
- O deputado Michel Temer (PMDB-SP) passou três semanas de absoluto
inferno astral: a convenção em que seu partido decidiu votar contra a emenda da
reeleição; a rebelião dos senadores do partido contra a votação da proposta; as
pressões do Governo para que conseguisse votos para a reeleição; e os rumores de que
sua candidatura à presidência da Câmara era um fracasso e que seria derrotado pelo
"bom companheiro" Wilson Campos (PSDB-PE), o candidato do baixo clero, que fazia
campanha dando presentes e defendendo o corporativismo. (pág. 4)
- Trocando Brasília pela Europa, o presidente Fernando Henrique
Cardoso atravessou o oceano e fugiu do carnaval para desfilar a partir de hoje por
Londres, Roma, Bolonha e Vaticano. Numa maratona de mais de 120 horas - que inclui seis
almoços, cinco jantares, 20 encontros com importantes autoridades e pelo menos cinco
discursos para empresários e industriais da União Européia - ele vai vender o Brasil
como um porto seguro para investimentos e criticar o protecionismo europeu.
Em encontros reservados, em megaconferência em Londres e depois em
Roma - onde encerrará o seminário "Parcerias para o investimento", na
Cofindustria, a Confederação Italiana da Indústria - o Presidente vai pedir que os
países da União Européia revejam sua "política comunitária de proteção" -
leiam-se barreiras comerciais. Em 1996, o déficit comercial brasileiro chegou a US$ 5,5
bilhões - US$ 1,1 bilhão só com a Itália. Como efeito da forte política protecionista
de países como a França, produtos como o suco de laranja brasileiro são taxados em até
140% em países vizinhos, como a Alemanha, que não produz uma gota. (...) (pág. 3)
EDITORIAL
"Números preocupantes" - O déficit total da União no ano
passado foi inferior ao de 1995. No entanto, ao se analisar os números relativos aos
últimos meses do exercício, constata-se que as contas do Tesouro Nacional se deterioram,
pois o déficit permaneceu, embora a arrecadação tenha se recuperado expressivamente.
(...) (pág. 6)
COLUNAS
(Panorama Político - Tereza Cruvinel) - Nada contra o Brasil ser
conhecido como o país do carnaval e do futebol. Mas aparecer com um "rating"
(critério internacional de avaliação de risco) pior que o México, depois do Plano Real
e da quebra daquele país vizinho, já é um pouco demais. Melhorar a imagem externa do
País, livrando-a de velhos clichês forjados por décadas de ditadura e inflação é
agora uma política de Governo. Até um conselho específico será criado para isso. (...)
(pág. 2)
(Swann - Ricardo Boechat) - O ministro Francisco Dornelles, que também
é do Turismo, representará o presidente FH, hoje, no camarote da Rio 2004, na Marquês
de Sapucaí.
Ontem ele desempenhou igual missão no Baile da Cidade, no Copacabana
Palace. (pág. 14)
CORREIO BRAZILIENSE
- Máfia dos condomínios fatura com novas vítimas
- Estatística oficial não há, mas milhares de pessoas continuam
sendo enganadas por grileiros que agem abertamente no Distrito Federal. A bronca que o
governador Cristovam Buarque deu em seus secretários, pedindo mais agilidade na
regularização de condomínios, somada ao desejo de pessoas que querem ter seu próprio
lote a qualquer custo, alimentam a especulação imobiliária na cidade. E os golpes. Um
escritório na 411 Norte, denunciado pela CPI da Grilagem da Câmara Legislativa, é o
quartel-general de "corretores" que vendem lotes em terras do governo, muitas
vezes negociando o mesmo terreno com duas ou mais pessoas. (...) (pág. 1, Cidades, capa e
pág. 3)
- O funcionalismo consegue driblar o arrocho decretado pelo Governo com
artifícios da legislação brasileira, que permitem a engorda progressiva dos salários.
Na Universidade de Brasília (UnB), por exemplo, o reitor João Cláudio Todorov, cujo
vencimento é de R$ 1.218,99 mensais, recebeu em dezembro mais de R$ 16 mil. Um lote de
900 mil funcionários públicos federais, ativos ou não, consomem a cada ano R$ 40
bilhões entre salários e aposentadorias. (pág. 1 e 12)
- Os brasileiros estão sendo obrigados a mudar a maneira de encarar a
vida profissional para se encaixar num mercado de trabalho cada vez mais estreito.
Ousadia, criatividade, controle emocional e uma boa apresentação são requisitos
básicos na hora de tentar conquistar um emprego. Veja o que aconselham a respeito disso
especialistas ouvidos pelo "Correio Braziliense". (pág. 1 e 18)
ZERO HORA
- Na tarde de quarta-feira o ministro da Fazenda, Pedro Malan, procurou
um grão-tucano e manifestou-lhe sua preocupação diante do curso que vêm tomando as
investigações da CPI dos Títulos Públicos. Malan pediu-lhe que desse atenção ao
problema porque, a seu ver, a Comissão está fazendo pontaria no Banco Central e disso
poderia resultar a ressurreição da CPI do sistema financeiro, que o Governo teve tanto
trabalho para dinamitar. Com algo de profeta (ou de erudito) o presidente do BC, Gustavo
Loyola, expôs raciocínio semelhante ao presidente Fernando Henrique Cardoso, em dezembro
passado, antes da criação da CPI. (pág. 4 e 5)
- Na quarta-feira pela manhã, os telefones dos principais gabinetes do
Palácio do Planalto tocavam sem parar. O circo estava armado no Ministério da Fazenda
para anunciar o primeiro superávit na balança comercial em mais de um ano de seguidos e
pesados déficits. O número era falso: o que era um superávit de US$ 60 milhões virou
um déficit de US$ 413 milhões, porque havia um erro nos cálculos da Petrobras sobre
importação de combustíveis. "Começando assim, dificilmente esse será um bom
dia", desabafou um dos mais próximos assessores do presidente Fernando Henrique
Cardoso. (pág. 6)
MANCHETES
JORNAL DO COMMERCIO (PE)
- Galo torna mais alegre a manhã sem sol no Recife
ZERO HORA (RS)
- As rotas da morte
DIÁRIO CATARINENSE
- CPI suspeita que precatórios já foram pagos
REVISTAS
VEJA
TÍTULO DE CAPA
- ELE VAI FAZER FALTA - A trajetória do mais debatido e exasperante
jornalista brasileiro
BARBA, CABELO E BIGODE - Planalto dá um banho na eleição do
Congresso, mas deixou ACM poderoso demais. (pág. 24 a 26)
O PREMIADO - Suspeito da lista contra o PPB ganha novo cargo. (pág.
27)
O VEREDICTO - CPI pede o impeachment do governador Suruagy. (pág. 27)
LUXO NA FLÓRIDA - Marcos Coimbra e Leda Collor erguem casa de 1
milhão de dólares nos EUA. (pág. 28 e 29)
DRIBLE NA ESTATAL - Serviços de "call-back" quebram
monopólio da Embratel e derrubam tarifas de chamadas. (pág. 37)
AMPARO OFICIAL - Cidade distribui pílulas para vítimas de estupro.
(pág. 44)
OPERÁRIO PADRÃO - Pesquisa diz que empregado brasileiro precisa
melhorar. (pág. 44)
ENTRE A TELA E A VIDA REAL - Pesquisa mostra como o Brasil da novela
das 8 interfere na vida do Brasil de carne e osso. (pág. 52 a 56)
SOLIDÁRIOS POR LEI - A menos que se manifestem contra, todos os
brasileiros tornam-se doadores de órgãos. (pág. 58 a 61)
A TÁTICA DO GRITO - A Casa Branca fala grosso e aumenta o tom das
discussões com o Brasil sobre o mercado comum das Américas. (pág. 66 e 67)
COMPRA MAIS FÁCIL - Os preços caíram, há financiamento e grande
oferta de casas e apartamentos. (pág. 68 e 69)
TERMINOU A POLÊMICA - A trajetória do mais amado e odiado jornalista
brasileiro. (capa e pág. 74 a 80)
ISTOÉ
TÍTULO DE CAPA
- POR QUE O BRASIL INCOMODA OS EUA - O governo Clinton reage à
liderança brasileira no Mercosul, mas os americanos investem cada vez mais no País
"AS PESSOAS ME INVEJAM" - Lula se aborrece com a cobrança
sobre a sua ascensão social e diz que só será candidato à Presidência se o PT tiver
dinheiro e fizer alianças. (pág. 5 a 8)
AXÉ NO CONGRESSO - Vitórias de Antônio Carlos Magalhães no Senado e
de Michel Temer na Câmara prometem facilitar a aprovação das reformas que ainda faltam.
(pág. 20 a 24)
TEMPERATURA MÁXIMA - Novos depoimentos e pedido de impeachment em
Alagoas esquentam CPI dos Títulos Públicos. (pág. 25)
PROTEGENDO O OURO - Governo anuncia que não abrirá mão de tudo o que
for descoberto pela Vale do Rio Doce. (pág. 26)
SOB SUSPEITA - PF descobre que MST usa dinheiro público. (pág. 26)
QUEM PISCA PRIMEIRO - EUA tentam acelerar abertura comercial, atacam o
Mercosul e o Brasil lidera uma resistência. (pág. 60 a 65)

ATENÇÃO
O Boletim de Acompanhamento Macroeconômico da Secretaria de Política
Econômica, que traz avaliação mensal da conjuntura econômica brasileira (análise e
tendência de preços, salários, juros, balança comercial, contas externas, etc), está
disponível via FTP através do endereço na INTERNET www.fazenda.gov.br,
na área específica de "Publicações". Outras informações atualizadas,
inclusive sobre os resultados do Plano Real, podem ser também obtidas, em português e em
inglês, na página eletrônica do Ministério da Fazenda.
Consulte a homepage da Secretaria de Comunicação Social da
Presidência da República.
O endereço na Internet é www.brasil.gov.br
O telefone para solicitação de publicações é:061-411.4892.
O email da Secretaria de Comunicação Social é:secom@planalto.gov.br |