
10/02/1997
JORNAL
DO BRASIL
- Mocidade copia Spielberg e aposta no bicampeonato
- A Mocidade Independente de Padre Miguel, a mais aguardada das oito
escolas que fecham hoje o desfile do Grupo Especial na Marquês de Sapucaí, vem com tudo
em busca do bicampeonato. Inspirado no filme "Viagem insólita", o carnavalesco
Renato Lage promete encantar a avenida com baianas fantasiadas de células e com efeitos
especiais dignos de Spielberg. Mas a Beija-Flor, a Portela, a Vila Isabel e a Viradouro
também apostam alto na tradição de que a campeã sairá do último dia do desfile.
(...) (pág. 1 e caderno B especial)
- O presidente Fernando Henrique Cardoso disse em Londres que o
processo de abertura da economia será renegociado. "O Brasil se precipitou em
algumas áreas e os resultados não são tranquilos", afirmou, ao desembarcar sábado
à noite, iniciando viagem que se estenderá à Itália e ao Vaticano. Segundo Fernando
Henrique, o ex-presidente Fernando Collor foi precipitado ao iniciar a abertura
econômica, em 1990. "No governo do presidente Collor, não discutimos nada, ponto a
ponto, sobre o que ia acontecer", criticou. Fernando Henrique defendeu a posição do
Brasil contra a abertura total nas áreas de informática e telecomunicações, exigida
pelos Estados Unidos. Considerou a proposta americana liberalizante demais para a
realidade brasileira, mas se dispôs a negociar compensações em outros setores.
"Essa é uma posição madura", declarou Fernando Henrique. (pág. 1 e 3)
- (Londres) - Como símbolo da estabilidade econômica, representada
pelo Plano Real, o presidente Fernando Henrique Cardoso tenta hoje vender a imagem de um
Brasil mais moderno e dinâmico aos empresários britânicos. Mas uma pesquisa realizada
com mais de 200 empresas européias considerou insatisfatórias em diversas áreas as
condições econômicas, políticas, sociais e financeiras para fazer negócios no
Mercosul. Só Argentina e Brasil passaram no exame, mesmo assim raspando com nota média
pouco maior que 5. (...) (pág. 2)
- O Governo considera que a reestruturação de três setores da
economia é um dos fatores que levaram ao crescimento de 6,1% nas exportações de
janeiro, que somaram US$ 3,685 bilhões. As vendas de aviões, veículos e calçados
passaram de US$ 145 milhões em janeiro de 1996 para US$ 217 milhões e deixaram a equipe
econômica animada. "O que puxou a melhora foram os setores que se
reorganizaram", afirmou o secretário de Política Econômica do Ministério da
Fazenda, José Roberto Mendonça de Barros. (pág. 6)
COTAÇÕES
- Salário mínimo: (fevereiro) R$ 112,00. Dólar comercial: (compra)
R$ 1,0471, (venda) R$ 1,0473. Dólar paralelo: (compra) R$ 1,070, (venda) R$ 1,080. Dólar
turismo: (compra) R$ 1,0528, (venda) R$ 1,0530. TR do dia 10.01 a 10.02: 0,7390%. TBF do
dia 06.02 a 06.03: 1,6232%. (pág. 1)
EDITORIAIS
"Imprensa acuada" - É espantosa a contabilidade da
violência contra jornalistas e jornais divulgada no Encontro Mundial de Entidades
Jornalísticas realizado esta semana em Porto Alegre. Nos últimos oito anos, revelou-se
ali, só no continente americano foram assassinados 164 profissionais de imprensa. Outros
56 foram sequestrados, 1.278 sofreram agressões e registraram-se 224 atentados contra
veículos de comunicação. (...) (pág. 8)
"Euforia perigosa" - A boa safra que o presidente Fernando
Henrique Cardoso tem colhido na seara política desde a convocação extraordinária do
Congresso vem gerando um clima de euforia que ultrapassa o racional. A excitação entre
assessores, ministros, parlamentares aliados, empresários e economistas de plantão
aumenta a cada nova vitória, desde que a Câmara sinalizou, em primeiro turno, com a
possibilidade de um novo mandato.
Embora haja, efetivamente, motivos para comemorar os votos de
confiança dados pelos parlamentares a uma política que vem mudando a História recente
do País, há que aparar os excessos e conter os aduladores que usam lentes coloridas.
(...) (pág. 2)
COLUNAS
(Coisas da Política - Marceu Vieira) - (...) A reeleição vem aí,
palmas para eles. Mas o povo ainda não botou o voto na urna. Em 1988, Leonel Brizola
também era o favorito para o ano seguinte, mas a finalíssima foi entre Lula e Collor. Em
1993, Lula já estava eleito para 94 e, na hora H, quem levou a faixa foi o presidente de
agora.
Não é mau agouro e nem torcida contra. É só uma tentativa de voltar
à realidade depois de uma temporada de miragens produzidas em Brasília. (...) (pág. 6)
(Informe JB - Maurício Dias) - Um acordo de cooperação entre o
Brasil e a Itália, que será assinado hoje, em Roma, vai botar na mira das polícias dos
dois países o tráfico de drogas e o crime organizado, incluindo aí os mafiosos. (...)
(pág. 6)
FOLHA DE S. PAULO
- FHC diz que abertura da economia foi "precipitada"
- O presidente Fernando Henrique Cardoso criticou a
"precipitação" na abertura da economia praticada no governo Fernando Collor,
culpando-a por resultados que "não são tranquilos". A declaração é uma
referência indireta ao déficit da balança comercial e às pressões dos EUA por maior
abertura do mercado brasileiro. FHC disse que manterá a abertura, mas, "em economia
comercial, sempre há o toma lá-dá-cá". (pág. 1 e 1-6)
- As crises no Peru e Equador são problemas isolados e não afetarão
a imagem da América Latina, afirmou Alberto Fujimori à "Folha". O presidente
peruano disse que não fará concessões aos guerrilheiros do Tupac Amaru. (pág. 1 e 1-8)
- A vice-presidente do Equador, Rosalía Arteaga Serrano, assumiu
temporariamente a Presidência. Fabián Alarcón, que havia sido eleito presidente
interino pelo Congresso, desistiu após conversa com militares. (pág. 1 e 1-7)
- O Tribunal de Contas da União descartou irregularidades na
concorrência do Sivam, projeto de vigilância da Amazônia de US$ 1,4 bilhão. O Governo
deve assinar contrato com empresa dos EUA. (pág. 1 e 1-5)
- O governador do Paraná, Jaime Lerner, 59, foi atropelado sexta por
um táxi quando atravessava rua em Londres. Ele sofreu deslocamento no joelho direito, foi
operado e deve ter alta hoje ou amanhã. (pág. 1 e 1-6)
- O sociólogo Francisco de Oliveira, 63, da USP (Universidade de São
Paulo), afirma que o grupo político liderado pelo presidente Fernando Henrique Cardoso se
tornou hegemônico e pode ter fôlego para muitos anos no poder. A aprovação da
reeleição agora foi um sinal dessa pretensão. Na opinião de Oliveira, filiado ao PT,
ex-amigo dileto de FHC e hoje seu crítico, Fernando Henrique é o "condottiere"
(comandante) que as elites brasileiras esperaram desde o presidente Getúlio Vargas. A
habilidade de FHC, diz Oliveira, permitiu que ele reunisse grupos dominantes antes
divididos. (...) (pág. 1-4)
- No momento em que cerca de 2.000 pessoas participavam de um ato
contra a violência em Tabarai, no final da tarde de sábado, as polícias Militar e Civil
prenderam dois integrantes do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) em
Sandovalina, no Pontal do Paranapanema (extremo Oeste de São Paulo). (...) (pág. 1-5)
- Os juízes federais e estaduais vão promover uma paralisação
nacional no dia 26 contra as reformas administrativa e da Previdência e por reajuste
salarial. Eles reivindicam correção nos salários - 59% - e pressionam contra itens das
reformas constitucionais que vão impor, em alguns casos, redução de vencimentos ou
perda de vantagens. (...) (pág. 8)
- O presidente Fernando Henrique Cardoso não esconde que está
empenhado em uma corrida contra o tempo (e contra a pressão norte-americana), para
ampliar as relações do Mercosul com seus vizinhos sul-americanos antes de negociar a
Alca (Área de Livre Comércio das Américas, que reunirá os 34 países do continente,
exceto Cuba). (...) (pág. 1-6)
- Com as declarações do final de semana em Londres, o presidente
Fernando Henrique Cardoso parece estar arbitrando pendências internas em seu Governo e
respondendo aos EUA. Há, no Governo FHC, nítida divisão entre os ultraliberais, que
querem ampliar e aprofundar a abertura da economia, e os que, sem serem contra, preferem
um ritmo mais lento. (...) (pág. 1-6)
EDITORIAL
"Mais perto de privatizar" - Chegou-se nos últimos dias a
mais um aperfeiçoamento técnico no processo de privatização da Companhia Vale do Rio
Doce. A revelação de novas jazidas vinha sendo usada como argumento por grupos
interessados em adiar a venda da empresa. O Governo deu um bom exemplo de agilidade,
apresentando uma solução para a questão das novas descobertas minerais, e a Vale está
agora mais perto de ser privatizada. (...) (pág. 1-2)
COLUNA
(Painel) - FHC deu quatro entrevistas ontem à mídia internacional.
Para as redes de TV CNN (americana) e BBC (inglesa). E para os jornais "Financial
Times" e "The Times", ambos britânicos. (pág. 1-4)
O ESTADO DE S. PAULO
- País propõe à OMC abertura da telefonia
- O Governo brasileiro está decidido a abrir os serviços de
telecomunicações a operadores estrangeiros nos próximos anos. Proposta que será
apresentada hoje à Organização Mundial do Comércio (OMC), em Genebra, na Suíça,
estabelece julho de 1999 como prazo final da restrição de investidores externos no
mercado de satélites e telefonia celular. O documento formulado por técnicos do
Ministério das Comunicações, ao qual o "Estado" teve acesso, não se
compromete com a abertura dos serviços de telecomunicações explorados pelas estatais.
É que a Lei Geral de Telecomunicações, que propõe normas para a privatização do
setor, ainda tramita no Congresso, e pode ser mudada. A maior novidade se refere à
participação estrangeira nas empresas que vão operar telefonia celular pela banda B e
explorar satélites. A participação de estrangeiros no capital votante das empresas,
limitada a 49%, não terá mais restrição a partir de 20 de julho de 1999. O presidente
da Embratel, Dílio Sérgio Penedo, informou que a estatal, que detém o monopólio das
telecomunicações, estará pronta para ser privatizada até o final do ano. (pág. 1 e B1
e B3)
- O setor de vestuário foi o que menos elevou preços desde a
criação do Real. Ao lado do barateamento da comida, teve peso fundamental no sucesso do
combate à inflação. Segundo o IPC, da Fipe, o custo das roupas, entre julho de 94 e
janeiro de 97, ficou praticamente estável, com alta de 0,29%. Em janeiro, os preços
caíram 2,71% com as liquidações. (pág. 1 e B3)
- O grupo das sete nações mais industrializadas do mundo, o G-7,
lançou ontem em Berlim um ultimato aos especuladores do mercado de câmbio internacional,
destinado a desestimular a recente onda de supervalorização do dólar. Os
"dealers" de divisas foram advertidos para o fato de o dólar não poder ser
valorizado indefinidamente "sem punição". (pág. 1 e B7)
- O presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou ontem em Londres que o
Governo não cederá à pressões para apressar a abertura comercial em novos setores sem
antes avaliar com rigor as vantagens para o País. Ele chegou sábado à Inglaterra para
uma visita de dois dias com objetivo de conquistar investidores. A posição foi entendida
como um recado aos países ricos, que criticam o regime automotivo brasileiro. (pág. 1 e
A4)
- A vice-presidente do Equador, Rosalía Arteaga, assumiu ontem o
comando do país horas depois de Abdalá Bucaram ter reconhecido sua destituição. Ela
ficará no cargo até que o Congresso designe um novo presidente interino, que irá
governar até 10 de agosto de 1998 e convocará eleições em no máximo um ano. A
indicação está prevista para amanhã. (pág. 1 e A9)
- A psicanalista brasileira Helena Vianna provocou forte reação na
França com a publicação de um livro sobre a tortura no Brasil durante o regime militar.
Na obra, ela diz que as sociedades psicanalíticas brasileiras e francesas foram omissas
com a tortura de presos políticos. (...) (pág. 1 e A12)
- (Londres) - Os presidentes Fernando Henrique Cardoso e Alberto
Fujimori, do Peru, manifestaram interesse em que a crise política no Equador seja
resolvida o mais rápido possível e pela via democrática e constitucional. A crise
equatoriana foi o principal assunto do encontro entre Fernando Henrique e Fujimori, ontem,
na residência oficial da embaixada brasileira em Londres. Eles também discutiram as
possibilidades de um maior intercâmbio entre os países do Mercosul e do Pacto Andino.
(...) (pág. A4)
EDITORIAL
"Uma questão de tempo" - O Brasil realmente precisa de tempo
para fortalecer o Mercosul antes de criar a Área de Livre Comércio das Américas. Mas o
Itamaraty pode enfraquecer sua posição porque insiste em estratégia rígida demais.
(pág. 1 e A3)
COLUNA
(Coluna do Estadão) - O ministro Arlindo Porto ficou com a tarefa de
convencer os deputados a aprovar em plenário projeto que trata da doação de 40 mil
toneladas de alimentos para Angola, Moçambique e Namíbia.
A proposta foi rejeitada por unanimidade na Comissão de Agricultura,
sob o argumento de que o Brasil tem famintos demais para doar alimentos.
O projeto do Governo tem dois objetivos: tirar do estoque regulador
alimentos com risco de perda e obter da comunidade africana apoio para a candidatura do
Brasil a uma vaga no Conselho de Segurança da ONU. (pág. A6)
O GLOBO
- Desfile do grupo especial começa com violinos
- O desfile do Grupo Especial começou ontem ao som de violinos, em vez
de tamborins, e a música-tema da Disneylândia, em vez de samba. A Acadêmicos da
Rocinha, com o enredo "A viagem fantástica de Zé Carioca à Disney", abriu o
desfile preocupada com o risco de seu abre-alas pegar fogo, por causa de um
superaquecimento no gerador, que soltou fumaça, chamuscando a espuma que cobria o carro,
mas a situação foi controlada. Diferentemente dos anos anteriores, as arquibancadas já
estavam lotadas quando o desfile começou. (...) (pág. 1, 8 a 13 e 15)
- Em seu primeiro dia em Londres, o presidente Fernando Henrique
criticou duramente o protecionismo adotado pela Comunidade Européia que vem dificultando
a entrada de produtos brasileiros. Segundo FH, a partir de agora o Brasil adotará a
política do "toma-cá-dá-lá" e só abrirá mais o seu mercado se houver
reciprocidade. Ele condenou a abertura econômica sem freios do governo Collor. (pág. 1 e
3)
- O presidente do Citibank, Roberto do Valle, está muito otimista com
o Brasil. Em entrevista, ele afirma que o País é talvez o mais atraente hoje para os
investidores estrangeiros, prevê que as reformas vão sair, ainda que demorem, e avisa
que o Citi tem ambiciosos planos de expansão no Brasil. (pág. 1 e 16)
- Ao perder o apoio das Forças Armadas, o presidente destituído do
Equador, Abdalá Bucaram, reconheceu ontem a sua derrota. A vice-presidente Rosalía
Arteaga assumiu o governo, mas apenas por três dias. Amanhã, o presidente do Congresso,
Fabián Alarcón, será nomeado presidente do país. (pág. 1 e 20)
- Uma pesquisa realizada com 202 empresas da Europa, que será
divulgada hoje em Londres, mostra que o Brasil é considerado o País com maior índice de
corrupção no Mercosul. Em compensação, os empresários avaliaram que o Brasil teve a
maior melhoria da qualidade de vida nos últimos tempos. (pág. 2 e 17)
- O PMDB, mais uma vez, está em pé de guerra. O motivo agora é a
prorrogação em um ano do mandato do presidente nacional do partido, deputado Paes de
Andrade (CE). O governador do Rio Grande do Sul, Antônio Britto, saiu atirando logo que
soube da notícia e classificou a manobra de golpista. Irritado, Paes redigiu uma nota
para rebater as críticas do governador, a quem chamou de arrogante, desinformado e
grosseiro. (pág. 4)
- Atropelado por um táxi na tarde de sexta-feira, quando caminhava no
centro de Londres e esqueceu-se da inversão de mão, o governador do Paraná, Jaime
Lerner, teve de operar o joelho, numa cirurgia que durou três horas, no Royal Westminster
Hospital. Ao final da cirurgia, às 15h de sábado, o governador soube que terá de usar
muleta nos próximos meses. (pág. 3)
EDITORIAL
"Pulso firme" - Em seu último relatório anual sobre
direitos humanos, o Departamento de Estado dos Estados Unidos condena com razão a
violência policial no estado do Rio. Os números que cita, tirados de levantamentos
feitos por organizações não-governamentais, são impressionantes: "Antes de junho
de 1995, a polícia matava em média 3,2 pessoas por mês; esse número subiu para 20,5 na
primeira metade de 1996". (...) (pág. 6)
COLUNAS
(Panorama Político - Tereza Cruvinel) - Nem as normas dos desfiles das
escolas de samba mudam todo ano como as regras para as eleições no Brasil. Presidente
interino, Marco Maciel, tem aproveitado o carnaval para rever todas as propostas de
reforma política que tramitam no Congresso. Há muito o que mudar, mas como o prazo
encurtou, ele acha que o essencial agora é aprovar uma lei eleitoral mais perene, o que
já seria um grande passo para a estabilidade política. (...) (pág. 2)
(Swann - Adriana Barsotti)
- Em sua próxima reunião, o Conselho de Administração da Petrobras
vai homologar o relatório oficial das reservas brasileiras de petróleo e gás. O número
é de 14 bilhões de barris - quase 25% a mais em relação ao último balanço
energético da estatal, referente a 1995. (pág. 10)
CORREIO BRAZILIENSE
- Mudança na casa própria
- Juros menores e financiamento para terrenos e material de
construção são algumas das novidades que a Caixa Econômica Federal vai oferecer a
partir da próxima quinta-feira. (pág. 1 e 10)
- Dois políticos que lutam pela reeleição em seus países reúnem-se
em Londres: o presidente Fernando Henrique Cardoso e o primeiro-ministro britânico John
Major. Fernando Henrique fala na Conferência da América Latina para tentar convencer
investidores ingleses a aplicar mais na região. (pág. 1 e 4)
- O governador do Paraná, Jaime Lerner, deixa hoje o hospital em
Londres, onde foi submetido a uma cirurgia na perna. Lerner foi atropelado na sexta-feira
por um táxi, ao chegar na capital inglesa. (pág. 1 e 4)
- Polícia acusa Movimento dos Sem Terra (MST) de ter fornecido armas a
criminosos presos no sábado no acampamento Taquaraçu, no interior paulista. (pág. 1 e
7)
- Segundo dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT), o
índice de desemprego na Rússia chega a 9,5%, o equivalente a quase oito milhões de
pessoas. (pág. 1 e 10)
ZERO HORA
- A reforma da máquina administrativa pública deve ser considerada
prioritária na agenda do Governo. Essa foi a principal conclusão de uma pesquisa feita
pelo Instituto Brasileiro de Estudos Políticos (Ibep), entidade privada que faz estudos
políticos e sócio-econômicos. O Ibep ouviu 311 formadores de opinião de nove regiões
do País e concluiu que o Estado brasileiro deve ser basicamente regulador, sem, no
entanto adotar integralmente o modelo liberal. (pág. 8)
- O relator da CPI dos Títulos Públicos, senador Roberto Requião
(PMDB-PR), desconfia que o governo de Santa Catarina já não tinha sequer um precatório
(dívida com ordem judicial de pagamento) para quitar quando, no ano passado, pediu ao
Senado autorização para emitir títulos. Requião baseia a sua desconfiança em um
documento encaminhado pelo governo catarinense ao Tribunal de Justiça do estado, em
dezembro de 1988, anunciando a sua intenção de pagar todos os precatórios até janeiro
do ano seguinte. A única exceção seria uma dívida com a construtora GAP, que seria
parcelada e paga até junho de 1989. "Então, que precatórios são esses que o
governo queria pagar?", pergunta Requião. (pág. 11)
HOJE EM DIA
- O Brasil não vai ceder às pressões - particularmente do governo
dos Estados Unidos - para apressar sua abertura comercial em novos setores. A garantia foi
dada ontem pelo presidente Fernando Henrique Cardoso, durante sua visita à Inglaterra.
(pág. 1 e 5)
MANCHETES
HOJE EM DIA (MG)
- Povo faz a festa nas ruas
DIÁRIO CATARINENSE
- 17 mortos nas estradas
DIARIO DE PERNAMBUCO
- Olinda explode em alegria e animação
JORNAL DO COMMERCIO (PE)
- Pitombeira e encontro de maracatus fazem a festa
ZERO HORA (RS)
- Brasil mergulha na maior festa popular da terra

ATENÇÃO
O Boletim de Acompanhamento Macroeconômico da Secretaria de Política
Econômica, que traz avaliação mensal da conjuntura econômica brasileira (análise e
tendência de preços, salários, juros, balança comercial, contas externas, etc), está
disponível via FTP através do endereço na INTERNET www.fazenda.gov.br,
na área específica de "Publicações". Outras informações atualizadas,
inclusive sobre os resultados do Plano Real, podem ser também obtidas, em português e em
inglês, na página eletrônica do Ministério da Fazenda.
Consulte a homepage da Secretaria de Comunicação Social da
Presidência da República.
O endereço na Internet é www.brasil.gov.br
O telefone para solicitação de publicações é:061-411.4892.
O email da Secretaria de Comunicação Social é:secom@planalto.gov.br |