
11/02/1997
JORNAL
DO BRASIL
- Imperatriz é a melhor da 1ª noite
- A Imperatriz Leopoldinense destacou-se na primeira noite do desfile
das escolas de samba do Grupo Especial, marcada por apresentações frustrantes como a do
Império Serrano. A Imperatriz repetiu a fórmula vitoriosa em anos anteriores: aliou luxo
e profissionalismo para contar a história da maestrina Chiquinha Gonzaga. A surpresa foi
a Porto de Pedra, de São Gonçalo, que, com um enredo sobre a loucura, provocou um dos
raros momentos de empolgação no sambódromo. Os bicheiros reapareceram no carnaval:
Luizinho Drumond, patrono da Imperatriz, saiu à frente da escola, e Aílton Guimarães
Jorge, o Capitão Guimarães, assistiu de camarote. Os dois vão se unir para disputar a
presidência da Liga das Escolas. (...) (pág. 1 e caderno B especial)
- O presidente Fernando Henrique Cardoso previu ontem em Londres que a
inflação do País este ano deverá ficar em torno de 7%: a de 1996 foi de 10%. O
Presidente disse também que o País concluirá em 1998, último ano de seu mandato, um
ciclo de crescimento econômico de 30%, iniciado em 1993, quando assumiu o comando da
economia do governo Itamar Franco. Para 1997, o Presidente aposta num crescimento de 4,5%
no Produto Interno Bruto (PIB). Fernando Henrique também avisou: a Companhia Vale do Rio
Doce será privatizada já neste semestre. Em Roma, onde chegou ontem à noite, o
Presidente assinará um acordo de cooperação entre os governos da Itália e do Brasil na
luta contra o crime organizado e o tráfico de entorpecentes - na verdade, um tratado de
combate à máfia. (pág. 1, 3 e 4)
- Embora a emenda da reeleição ainda tenha que passar por três
votações no Congresso, aliados do presidente Fernando Henrique já estão empenhados na
discussão da reforma política. A prioridade é a lei que restringe o uso da máquina
administrativa pelos candidatos que são prefeitos, governadores e presidente da
República tentando o segundo mandato. (pág. 2)
- As declarações do presidente Fernando Henrique Cardoso, feitas em
Londres, criticando o processo de abertura da economia brasileira, foram música para os
ouvidos da oposição. "Acho formidável que o Presidente reveja algumas de suas
posições sobre a abertura no Brasil, afinal ainda faltam a desvalorização do câmbio,
a equiparação das taxas de juros aos níveis externos e a adoção de mecanismos de
incentivo à produção iguais aos dos concorrentes estrangeiros", disse ontem o
deputado Antônio Delfim Neto (PPB-SP). (pág. 3)
- "Acho que a inflação não volta. Houve um aprendizado
político importante no Brasil, e a eleição e o apoio público, que aparece em todas as
pesquisas de opinião, a Fernando Henrique Cardoso, um político que rejeitou a inflação
e fez o Plano Real, são as maiores evidências disso". (Mário Henrique Simonsen)
(pág. 1, 10, 11 e 12)
- O ex-ministro da Fazenda e do Planejamento Mário Henrique Simonsen
foi sepultado às 17h20 de ontem no cemitério São João Batista, em cortejo de 200
políticos, intelectuais e empresários. O governo do Rio de Janeiro decretou luto oficial
de três dias. Em Londres, o presidente Fernando Henrique Cardoso lamentou a morte do
economista, lembrando que, quando solicitado, ele jamais recusou-se a colaborar com o
Governo, inclusive em momentos decisivos no lançamento do Plano Real. No sepultamento, o
presidente em exercício, Marco Maciel, destacou o aspecto humanista da formação de
Simonsen, apontando seu papel de elo entre duas gerações de economistas, deixando uma
legião de seguidores. (pág. 10, 11 e 12, coluna de Celso Pinto e Opinião, pág. 9)
EDITORIAL
"Acreditando no Rio" - O presidente Fernando Henrique Cardoso
disse durante a visita que fez ao porto de Sepetiba, no litoral fluminense, que o Rio de
Janeiro é um "farol" para o Brasil. Se o fez, foi porque reconheceu que esse
estado, que durante muito tempo exibiu a face cruel dos seus problemas com as favelas, o
narcotráfico e a perda de renda decorrente da transferência do Governo federal para
Brasília, tem hoje "uma crença". "Percebe-se" - disse o Presidente -
"que existe no Rio, não o desconhecimento das dificuldades, que são imensas, mas a
convicção de que temos capacidade para superá-las". (...) (pág. 8)
COLUNAS
(Coisas da Política - Dora Kramer) - Não se pode nem dizer que eram
foliões bissextos. Isso conferiria incorreta e excessiva intimidade aos ministros
Antônio Kandir e Francisco Weffort com as artes do rebolado. Convidados de Luís Paulo
Conde para o sambódromo na noite de domingo, os ministros do Planejamento e da Cultura
formavam junto com o prefeito um trio de inequívocos, mas bem aplicados, neófitos do
samba. (...) O ministro Weffort ainda arriscou uma análise a respeito do bom astral da
parcela da cultura brasileira que desfilava na Marquês de Sapucaí: "Essas escolas
mostram como nossa cultura agrega o passado de forma não ressentida apostando sempre numa
visão positiva do futuro". (...) (pág. 2)
(Informe JB - Maurício Dias) - O ex-presidente Sarney deverá presidir
o conselho de assessoramento político e econômico que está em gestação no Governo.
Ainda sem composição definida, o conselho terá ocupações transgovernamentais, para
tratar de questões políticas e econômicas exclusivamente no exterior. Agiria em
conjunto com o Itamaraty e o Ministério da Indústria e do Comércio, mas subordinado
diretamente à Presidência da República. Sem inserção oficial na burocracia
administrativa - embora tenha caráter permanente -, disporia de agilidade e desembaraço
para apoiar ações da iniciativa privada e de empresas públicas brasileiras. Integraria,
também, a linha de frente que o embaixador Sérgio Amaral vai desenvolver para cuidar da
imagem do País no exterior. (...) O convite a José Sarney, para presidir o conselho de
assessoramento ao Estado, seria feito nos próximos dias. Sondado, um cauteloso amigo do
ex-presidente ponderou que, feito agora, provocaria constrangimentos ao ex-presidente.
Recém-saído de uma refrega com o Governo, o contato com Sarney soaria como compensação
política. A sugestão foi acatada. Sarney será convidado em março.
- O Governo, pela voz de seus líderes no Congresso, está apalavrado -
com a bancada da esquerda, principalmente - em restabelecer o vínculo do hospital Sarah
Kubitschek ao Ministério da Saúde. O compromisso foi assumido na votação do
Orçamento, por volta das 23h, quando, ameaçado por um pedido de verificação de quorum,
uma voz autorizada do Planalto fechou o acordo. A voz límpida do ministro Clóvis
Carvalho. (pág. 6)
FOLHA DE S. PAULO
- Economia do Brasil perde para latinos
- O Brasil teve em 96 desempenho econômico inferior ao de países
vizinhos, revelam dados da Comissão Econômica para a América Latina, da ONU. A
inflação brasileira, a mais baixa em 46 anos, foi a 13ª menor em "ranking" de
23 países liderado pela Argentina. O crescimento do PIB (soma das riquezas produzidas
pelo país), de 3%, ficou abaixo da média, de 3,4%. (pág. 1 e 2-5)
- O presidente Fernando Henrique Cardoso vê mais avanços no Mercosul
do que no Nafta. (pág. 1 e 1-4)
- O economista Mário Henrique Simonsen, 61, foi enterrado no Rio. Ele
morreu vítima de complicações decorrentes de tumor descoberto em 94. (...) (pág. 1,
1-5 a 1-7)
- Um novo tratamento e uma nova droga podem reduzir a menos de 5% os
casos de cegueira em doentes de Aids, informa Aureliano Biancarelli. Até 1993, pelo menos
30% dos pacientes ficavam cegos. O tratamento é um implante intra-ocular já aprovado
pelo Ministério da Saúde e pelo FDA, órgão dos EUA que controla remédios. A nova
droga está sendo testada. (pág. 1 e 3-11)
- Empresas que participaram do esquema de negociação de títulos
públicos receberam comissão de 0,2% sobre operação que realizaram com corretoras. As
corretoras usaram essas empresas para encobrir os lucros obtidos na negociação dos
títulos. CPI dos Precatórios apura o esquema. (pág. 1 e 1-10)
EDITORIAL
"Disputa americana" - O presidente Fernando Henrique Cardoso
apontou, durante visita a Londres, falhas na abertura da economia brasileira, iniciada no
governo de Fernando Collor de Mello. Para FHC, houve "precipitação" em certos
passos desse processo, o que seria a causa de algumas das dificuldades enfrentadas pelo
Governo hoje. (pág. 2)
COLUNA
(Painel) - Na presença de Fujimori, que fechou o Congresso peruano,
FHC exagerou. Disse que o Brasil tem uma tradição parlamentar que vem desde 1823 e que,
nesse período todo, o Congresso ficou fechado só uns 10 ou 12 anos.
- FHC prometeu ontem em Londres que a privatização da Vale do Rio
Doce sai neste semestre. (pág. 1-4)
O
ESTADO DE S. PAULO
- FH cobra revisão no protecionismo europeu
- O presidente Fernando Henrique Cardoso disse ontem em Londres que o
Brasil está disposto a manter o processo de abertura do mercado brasileiro, mas cobrou da
União Européia (UE) uma redução do protecionismo que, na prática, impede a entrada de
produtos agrícolas brasileiros no mercado europeu. Em discurso feito no seminário Link
into Latin America, o Presidente afirmou que os produtos agrícolas brasileiros competem
com similares da Europa amparados por elevados subsídios. Isso, acrescentou, cria
condições artificiais de concorrência e elimina as vantagens comparativas dos nossos
produtos. "É discussão de gente grande", explicou, mais tarde, em entrevista
na residência oficial do embaixador. Durante almoço com o primeiro-ministro britânico,
John Major, o vice-presidente da Comissão Européia, Leon Brittan, o segundo na
hierarquia da UE, prometeu que dentro de 18 meses as questões agrícolas entre o Mercosul
e a União Européia serão postas em discussão. Ao falar sobre a economia brasileira, FH
previu que a inflação cairá para 7% ao ano. (pág. 1 e A4)
- O corpo do ex-ministro da Fazenda e do Planejamento Mário Henrique
Simonsen foi enterrado ontem à tarde, no cemitério São João Batista, no Rio. Simonsen,
que estava com câncer, morreu às 21h15 de domingo. Ele completaria 62 anos no dia 19.
(...) O Presidente Fernando Henrique Cardoso, que o considerava um conselheiro, foi
representado no enterro pelo presidente em exercício, Marco Maciel. O estado do Rio está
em luto oficial por três dias. (pág. 1 e B1)
- Rosalía Arteaga, empossada como presidente provisória do Equador,
lançou-se ontem na disputa de nova nomeação, na tentativa de manter o poder até agosto
de 1998. Ela rompeu o acordo que previa transição de só dois dias para passar o cargo
ao ex-presidente do Congresso Fabián Alarcón. (pág. 1 e A7)
- O líder dos sem-terra José Rainha Júnior disse que vai processar o
delegado de Sandovalina que acusou o grupo de roubar armas do sítio de um ex-prefeito.
Segundo Rainha, os acampados que roubaram e guardaram as armas em seus barracos não têm
vínculo com os sem-terra. (pág. 1 e A9)
- Para muitos políticos brasileiros, o carnaval passa pelo eixo Paris
- Londres. Os ex-presidentes do Senado José Sarney e da Câmara Luís Eduardo Magalhães
estão na capital francesa por conta própria. Já um grupo de 54 deputados, senadores,
técnicos de ministérios e acompanhantes está em Paris com despesas pagas pela
Federação Nacional dos Corretores de Seguro (Fenacor). A visita inclui Londres e Lisboa.
(pág. 1 e A5)
- Cada vez mais, empresas privadas disputam os serviços de saneamento
básico no País. Só em São Paulo, 24 prefeituras do interior preparam-se para entregar
a empresas particulares a operação de seus serviços de abastecimento de água e
tratamento de esgoto. (...) O diretor de Planejamento do Banco Nacional de Desenvolvimento
Econômico e Social (BNDES), Fernando Perrone, acredita que a partir deste ano, até 1999,
as privatizações já terão se espalhado por todo o País, ajudando a reverter a grave
crise que atinge o setor. (pág. 1, B1 e B2)
- A recepção à brasileira de origem palestina Lamia Maruf Assan e
outras 24 palestinas que deverão ser libertadas hoje por Israel, como parte dos acordos
de paz com a OLP, será feita pelo presidente da Autoridade Palestina, Yasser Arafat, que
desde ontem está em Hebron, na Cisjordânia. (...) O Supremo Tribunal de Israel rejeitou
ontem recurso contra a libertação de duas palestinas (Lamia é uma delas) condenadas por
"crime de sangue" (assassinato), apresentado pela Organização das Vítimas do
Terror. (pág. 1 e A8)
EDITORIAL
"Os capitais que a privatização atrai" - Da velocidade que
o Governo imprimir ao programa de privatização e concessões dependerá o volume de
capitais nacionais e estrangeiros que eliminarão gargalos de infra-estrutura. (...)
(pág. 1 e A3)
COLUNA
(Coluna do Estadão) - Para aumentar a temperatura da reunião dos
ministros de Comércio das Américas, marcada para maio em Belo Horizonte, existe o risco
de Fidel Castro dar as caras na cidade. Cuba é o único país excluído do Fórum das
Américas. Mas Fidel pode se valer de um convite do prefeito Célio de Castro (PSB) para
participar de atividades paralelas ao encontro. O Itamaraty está em polvorosa.
- O ministro Francisco Dornelles se impôs uma tarefa: a de agregar a
maior parcela possível de deputados à base governista. Para isso, está disposto até a
retomar o diálogo com Paulo Maluf, com quem não conversa desde as negociações sobre a
reeleição. "Maluf é uma das principais lideranças do partido, mas deve
compreender o momento político e o importante é fortalecer o PPB".
- O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) adotou medida de
precaução com relação ao programa de saneamento e ação social que financiará no
Brasil, em 1998, no valor de R$ 500 milhões. Para evitar a aplicação indevida dos
recursos, o banco decidiu liberar uma verba extra de R$ 8,5 milhões para que as pequenas
cidades do Norte, do Nordeste e do Centro-Oeste possam contratar empresas especializadas
em projetos de saneamento. (pág. A6)
O GLOBO
- Baile da Imperatriz na Sapucaí
- Segundo o Ibope, Salgueiro, Porto da Pedra e Mangueira também estão
entre as favoritas. (...) (pág. 1, 8 e caderno Carnaval 97)
- Em discurso para empresários britânicos, o presidente Fernando
Henrique Cardoso afirmou que o Brasil oferece altos lucros a baixos riscos. O Presidente
lembrou que o País controlou a inflação e que o PIB deverá crescer 30% no seu período
de Governo. Fernando Henrique voltou a atacar as barreiras comerciais, principalmente
contra produtos agrícolas e agroindustriais. "Estamos dispostos à liberalização,
com a condição de que liberalizem também", afirmou. (pág. 1 e 3)
- O Brasil apresentou na OMC um projeto de abertura mais acelerado do
setor de telecomunicações à concorrência estrangeira. O processo de abertura vem
sofrendo pressões dos EUA e da Europa, interessados nos mercados de telefonia
convencional, celular e fax. (pág. 1 e 15)
- Por motivos ignorados, índios krikati atearam fogo ontem em duas
torres de transmissão de energia da Eletronorte no Maranhão. A destruição poderá
comprometer o fornecimento de energia para São Luís e para a Alcoa, uma das maiores
indústrias de alumínio do País. O abastecimento está temporariamente garantido graças
a uma ligação de emergência feita com torres da Companhia Hidrelétrica do São
Francisco. (pág. 5)
- Depois do frango e da cesta básica, chegou a vez de o vestuário
virar símbolo da estabilização econômica brasileira. De acordo com os índices da
Fipe, desde o início do Plano Real até agora, os preços das roupas acumularam uma queda
de 3,61%, enquanto a inflação no período chegou a 62,31%. (pág. 2 e 13)
COLUNAS
(Panorama Político - Tereza Cruvinel) - Quantos carnavais ainda
esperam o atual bloco no poder? O sociólogo Francisco de Oliveira, em entrevista ontem à
"Folha de São Paulo", diz que o presidente Fernando Henrique é o líder de um
grupo que conquistou a hegemonia política esperada há muitos anos pelas elites, e hoje
tem fôlego para ficar ainda muitos anos no poder. Tal análise acompanha a perplexidade
que tomou conta da esquerda desde a aprovação da reeleição. O que angustia a esquerda
é uma pergunta: como e com quem enfrentar FH em 1998? (...) (pág. 2)
(Swann - Adriana Barsotti e Evandro Eboli) - Devido à nova lei de
doação de órgãos, o Governo vai refazer o modelo do Registro Único de Identidade
Civil, ainda em estudo. O documento terá que informar se o cidadão concorda em doá-los.
(pág. 10)
CORREIO BRAZILIENSE
- Brasileira solta - Suprema Corte de Israel confirma que a brasileira
Lamia Maruf, presa há 12 anos pelo sequestro e morte de um soldado, será solta hoje.
(pág. 1 e 4)
- Especialistas estrangeiros treinam fiscais do Brasil como parte da
estratégia do Governo para modernização do sistema de combate à sonegação nos
estados. (pág. 1 e 10)
- (Londres) - O Brasil está disposto a liberar o mercado para a
entrada de produtos europeus, mas há uma contradição, imposta pelo presidente Fernando
Henrique Cardoso ao discurssar para quase 500 investidores britânicos na conferência
Link to Latin America (Conexão com a América Latina), realizada na capital inglesa: a
União Européia (UE) precisa ampliar o acesso aos produtos agrícolas e agroindustriais
brasileiros. (...) Na palestra, o Presidente reclamou do protecionismo - barreira que os
governos adotam para dificultar a entrada de produtos de outros países - europeu e
condicionou a melhoria das relações do Brasil com a UE a melhores condições de acesso
aos produtos brasileiros. (...) Aos britânicos, o Presidente reconheceu que o Brasil
ainda é um País injusto, embora não seja mais uma nação em desenvolvimento. (...)
(pág. 3)
EDITORIAL
"Ação conjunta" - A liderança política exercida pelo
Brasil no continente não pode passar ao largo das três principais pragas que ameaçam
sua estabilidade: guerrilha, terror e narcotráfico. No momento, países vizinhos, como
Peru e Colômbia, vivem intensamente essa realidade. E o Brasil mantém-se distante de
qualquer mediação diplomática. (...) Acontecimentos como os do Peru e da Colômbia,
para citar apenas duas situações ainda em curso, deveriam, em vez de produzir a omissão
diplomática, estimular o País a liderar uma mobilização conjunta em defesa da
segurança nas fronteiras. (...) Não adianta também contar apenas com a ajuda
pecuniária dos países do Primeiro Mundo. É preciso empenho conjunto para dar conteúdo
e eficácia a uma luta que seguramente contará com o apoio da opinião pública
internacional. (pág. 8)
JORNAL DE BRASÍLIA
- FHC promete crescimento acelerado
- Presidente garante que ao final do mandato, em 98, economia do País
terá crescido 30% e inflação não passará de 7%. (pág. 1 e 3)
ZERO HORA
- O presidente Fernando Henrique Cardoso previu ontem, diante de uma
platéia de quase 500 investidores britânicos, que a inflação deve ficar em torno de 7%
em 1997, contra os aproximadamente 10% do ano passado. "Eu espero", completou em
seguida. Em discurso feito no seminário Link to Latin America, o Presidente expôs o
potencial das economias brasileiras e da América Latina para novos investimentos e
aproveitou para dar um recado à União Européia (UE): o Brasil tem exigências. Está
disposto a aceitar a liberalização de sua economia, mas o mercado europeu precisa se
abrir mais aos produtos agrícolas brasileiros. "É discussão de gente grande",
explicou, mais tarde, em entrevista na embaixada. (pág. 6)
- Com a Esplanada dos Ministérios vazia na segunda-feira de carnaval,
o poder ficou pulverizado entre Londres - onde está o presidente Fernando Henrique
Cardoso, acompanhado de quatro ministros - Rio, Recife, Washington e outras cidades
escolhidas pelos integrantes do primeiro escalão para trabalhar ou espairecer no
feriadão. Considerada tecnicamente um dia de "ponto facultativo", a
segunda-feira nas repartições públicas foi de um legítimo feriadão. A maioria dos
ministros deixou a capital ainda na sexta-feira e até as estatais dispensaram os
servidores. (pág. 8)
- A corretora de imóveis Susan McDougal, ex-amiga e confidente de
Hillary Clinton e sócia dos atuais inquilinos da Casa Branca no controvertido projeto
imobiliário Whitewater, foi amante de Bill Clinton em 1982. A revelação, que aumenta a
lista de casos extraconjugais do presidente dos EUA, foi feita por James McDougal,
ex-marido de Susan. Para evitar um escândalo, Susan cumpre pena de três meses por
"obstrução da Justiça". Ela negou-se a depor na Comissão do Congresso que
investiga os negócios dos Clinton, quando o atual presidente era governador do Arkansas.
(pág. 24)
HOJE EM DIA
- O Brasil não vai ceder às pressões - particularmente do governo
dos Estados Unidos - para apressar sua abertura comercial em novos setores. A garantia foi
dada ontem pelo presidente Fernando Henrique Cardoso, durante sua visita à Inglaterra.
(pág. 1 e 5)
CORREIO DO POVO
- As negociações sobre a integração comercial e econômica da
Europa com o Mercosul incluirão o setor agrícola. A garantia foi dada ontem ao
presidente Fernando Henrique Cardoso durante almoço em Londres com o premiê inglês John
Major e o comissário de Comércio Exterior da União Européia, Leon Brittan. "Sir
Leon Britan foi taxativo. Ele acredita que em 18 meses seja possível terminar essa rodada
de negociações entre o Mercosul e a União Européia, mais o Chile e o México",
disse FHC. Para o Itamaraty, a inclusão da agricultura nessas negociações é uma grande
vitória. O protecionismo europeu causa prejuízo anual de 6 bilhões de dólares ao
Brasil. (...) (capa)
- Em um discurso de mais de 35 minutos para um público constituído
por cerca de 300 industriais e banqueiros ingleses, o presidente Fernando Henrique Cardoso
tentou vender a imagem do Brasil àqueles investidores. Ele aproveitou a conferência
"Link to Latin America" ontem para ressaltar que a inflação de 1997 ficará em
torno de 7% neste ano contra os 10% de 1996. (capa)
MANCHETES
ESTADO DE MINAS
- Estado já conta 93 mortos
HOJE EM DIA (MG)
- Carnaval agoniza em BH
DIARIO DE PERNAMBUCO
- Pernambuco ferve em cores e sons
JORNAL DO COMMERCIO (PE)
- Tradição toma conta de Olinda
ZERO HORA (RS)
- Aguaceiro e ventos provocam estragos e mortes no estado
CORREIO DO POVO (RS)
- O vendaval causa duas mortes

ATENÇÃO
O Boletim de Acompanhamento Macroeconômico da Secretaria de Política
Econômica, que traz avaliação mensal da conjuntura econômica brasileira (análise e
tendência de preços, salários, juros, balança comercial, contas externas, etc), está
disponível via FTP através do endereço na INTERNET www.fazenda.gov.br,
na área específica de "Publicações". Outras informações atualizadas,
inclusive sobre os resultados do Plano Real, podem ser também obtidas, em português e em
inglês, na página eletrônica do Ministério da Fazenda.
Consulte a homepage da Secretaria de Comunicação Social da
Presidência da República.
O endereço na Internet é www.brasil.gov.br
O telefone para solicitação de publicações é:061-411.4892.
O email da Secretaria de Comunicação Social é:secom@planalto.gov.br |