12/01/1997

JORNAL DO BRASIL

- Planos de saúde são campeões de queixas

- Aumentos abusivos de mensalidades, cancelamento indevido de contratos, má prestação de serviços e falta de cobertura para tratamentos médicos transformaram os planos de saúde nos campeões de reclamações de usuários encaminhadas em 1996 ao Programa Estadual de Orientação e Proteção do Consumidor (Procon). Golden Cross, Unimed, Amil e Assim destacam-se neste ranking, respondendo por cerca de 20% do total de 22.480 reclamações. Boa parte das pendências é resolvida com a intermediação do Procon, mas a inflexibilidade da Golden Cross deverá levá-la a figurar no cadastro de maus fornecedores que a entidade divulga todos os anos. (pág. 1 e Negócios _& Finanças/Seu Bolso, pág. 4)

- O Plano Real está mudando o ritmo das escolas de samba a menos de um mês do carnaval. É baixa a frequência às quadras e há escassez de componentes, que preferem, entre outras coisas, gastar os R$ 300 do preço de uma fantasia na compra de um televisor, por exemplo. Nem mesmo a campeã Mocidade Independente de Padre Miguel escapa à debandada dos foliões: a um mês do desfile, várias de suas alas estão com fantasias encalhadas. (pág. 1, 26 e 27)

- Pressionados pela competição no comércio internacional e pelo aumento do desemprego, países de todos os continentes tentam aprovar leis que reduzem os direitos dos trabalhadores e permitem que as empresas assinem contratos de trabalho temporário. Mas essa política, que tende a consagrar o trabalho informal como regra geral, enfrenta resistência dos sindicatos na Argentina, na Coréia do Sul e na Europa Ocidental. (pág. 1, 18 e 19)

- O ex-prefeito Paulo Maluf diz que o Governo está desconsiderando muitos dos adversários da emenda da reeleição: os deputados que faltarão à sessão de votação da proposta. "Mesmo que tenham o absurdo de votos que estão falando - 330 votos -, o placar está ainda apertadíssimo. E estão esquecendo de uma coisa: tem gente que simplesmente vai faltar", aposta o ex-prefeito. Há 13 anos, os faltosos ajudaram a rejeitar a emenda das Diretas-Já, numa operação em que Maluf teve participação decisiva. (...) (pág. 2)

- A reeleição do presidente Fernando Henrique Cardoso passa hoje por seu grande teste: a Convenção Nacional do PMDB. Na semana da votação da emenda da reeleição na Comissão Especial, além de ter que enfrentar os velhos problemas dos peemedebistas de oposição, o Governo ainda terá que controlar parte da bancada do partido no Congresso disposta a só votar a emenda depois de eleitos os novos presidentes da Câmara e do Senado. As desconfianças dos rebeldes recaem sobre o PFL, acusado de articular a retirada do apoio à candidatura de Michel Temer (SP) para a presidência da Câmara depois que a reeleição estiver garantida. (...) (pág. 3)

- (São Paulo) - O ambiente de tensão gerado pelas invasões de terra no Pontal do Paranapanema está evoluindo para um quadro de provocação recíproca entre os dois principais atores da reforma agrária na região. Desde a semana passada, sempre que os militantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) se movimentam para invadir alguma área, a União Democrática Ruralista (UDR) passou a responder com uma mobilização rápida e gigantesca. "Se for necessário vamos usar armas para impedir as invasões", avisou o presidente da UDR, Roosevelt Roque dos Santos. Na quinta-feira, ele abortou a invasão da Fazenda São João, em Marabá Paulista, com um mutirão de fazendeiros e seguranças. (...) (pág. 11)

EDITORIAL

"O grande teste" - (...) A capitalização brasileira de mercado (isto é, o valor das ações do que se poderia chamar de portfólio brasileiro) já se aproxima da capitalização de países como a Itália. Isto sinaliza enorme potencial industrial e de serviços. Daí deriva a capacidade para atrair capital fixo. Economia e política jamais caminharam desvinculadas. (...) (pág. 12)

COLUNAS

(Coisas da Política - Dora Kramer) - Antigamente, no tempo de Tancredo Neves, Ulysses Guimarães, governo militar e outras razões que justificavam a razão de ser do PMDB, o partido costumava se reunir apenas para referendar decisões previamente bem articuladas e acertadas. Prática herdada da tradição de desde sempre, sem paternidade definida mas com ação amplamente difundida, no mínimo assegurava unidades e evitava desgastes políticos inúteis. Pois a convenção que reúne todo o PMDB hoje em Brasília segue exatamente o caminho oposto: ninguém tem a mais pálida e remota idéia de que exatamente se vai discutir, quem dirá o que se vai decidir. (...) (pág. 2)

(Informe JB - Maurício Dias) - O dramaturgo Mauro Rasi anda curioso com o sucesso da peça "A dama do cerrado", que ele mantém em cartaz, no Rio, há vários meses. Rasi surpreendeu-se com o prazer do público ao ver encenada a comédia que escreveu e dirige na qual expõe as vísceras do processo político brasileiro. (...) (pág. 6)

FOLHA DE S. PAULO

- FHC depende de 90% dos indefinidos

- O presidente Fernando Henrique Cardoso e seus aliados precisam dos votos de 90% dos deputados indefinidos para aprovar a emenda da reeleição. Pesquisa Datafolha indica que os indefinidos representam 20% dos 513 parlamentares da Câmara. Desse percentual, sete pontos correspondem a deputados do PMDB, partido que faz hoje convenção para definir posição sobre a emenda. Em conversas reservadas, governistas admitem que têm feito barganhas para cooptar parlamentares, mas afirmam que é "ético" liberar verbas e cargos para obter os votos necessários à reeleição. (pág. 1, 1-8 a 1- 12)

- O presidente Fernando Henrique Cardoso tentou negociar com Paulo Maluf a realização de um referendo em troca de menor resistência do líder do PPB à emenda da reeleição. Maluf recusou: "Eu quero que ele (FHC) se arrombe". (pág. 1 e 1-11)

- O Ministério do Planejamento propõe criar fundo com o dinheiro a ser obtido na venda da Vale do Rio Doce - cerca de R$ 10 bilhões - informa o "Painel S.A." A solução contentaria equipe econômica e cidades que abrigam a estatal. (pág. 1 e 2-2)

- O embaixador Carlos Luiz Coutinho Perez, que foi refém em Lima por três dias, diz em entrevista que crê em uma solução pacífica para a crise. Criticado por deixar o Peru após ser libertado, diz que obedeceu ao Itamaraty. "Minha viagem ao Brasil não foi uma fuga de qualquer compromisso". (pág. 1 e 1-22)

- As comparações entre os presidentes Juscelino Kubitschek e Fernando Henrique Cardoso esbarram nas diferenças entre o Brasil de então e o atual. O país de JK tinha menos da metade da população de hoje e 54% dos brasileiros viviam no campo, contra 15% atualmente. Socióloga diz que, ao contrário de hoje, o discurso desenvolvimentista de JK trazia a marca da inclusão. (pág. 1 e 1-7)

- Queda de produtividade pode chegar a 41% nos dias de calor. Há relaxamento muscular, e o trabalho intelectual é prejudicado. Sofre mais quem trabalha em escritórios e circulando na rua. (pág. 1 e 8-1)

- O Rio deve ser incluído entre as cinco cidades finalistas que disputarão a organização dos Jogos Olímpicos de 2004. Apesar do mais alto custo previsto, o Rio só perde para Roma em relatório preliminar de avaliadores. (pág. 1 e 4-1)

- A comissão que investiga irregularidades na Zona Franca de Manaus (AM) encerrou sua estada de cinco dias na capital amazonense investindo contra a fiscalização feita às empresas da região. Para o deputado federal Antônio Feijão (PSDB-AP), relator da comissão, é insuficiente a fiscalização das empresas realizada pela Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus). (...) (pág. 1-6)

- A UDR (União Democrática Ruralista) vai lançar amanhã um manifesto político analisando as invasões de sem-terra a fazendas da região do Pontal do Paranapanema (extremo oeste de São Paulo). O lançamento do documento foi decidido durante reunião de proprietários rurais realizada na última quinta- feira, em Presidente Prudente (558 km a oeste de São Paulo). (...) (pág. 1-6)

EDITORIAL

"Ponto final à Era Vargas" - Alguns analistas têm interpretado o conjunto de mudanças econômicas, institucionais e políticas da década de 90 como o "fim definitivo" da Era Vargas no Brasil. De fato, o País e a sociedade conseguiram se libertar de amarras que os aprisionavam desde o pós-guerra. (...) (pág. 1-2)

COLUNAS

(Painel) - Acertado o acordo para eleger Michel Temer (SP) na Câmara, o que atende o PMDB do Sul, o Planalto articula a recomposição do apoio do resto do partido. Paes de Andrade (CE) é opção para o Ministério da Justiça. (pág. 1-4)

O ESTADO DE S. PAULO

- Rede particular perde 10% dos alunos

- A rede privada de ensino de São Paulo, principalmente de primeiro grau, perderá 10% de seus alunos este ano. Isso significa que cerca de 70 mil estudantes de classe média entrarão em uma escola pública pela primeira vez em março. Esse movimento de migração, que começou há cinco anos, já levou para escolas estaduais e municipais do estado mais de 200 mil alunos. (...) (pág. 1 e A-27)

- O Governo conseguiu conquistar mais votos pela reeleição na base aliada, segundo pesquisa feita pelo "Estado" e pelo jornal "O Globo". De 475 deputados ouvidos - 93% do total -, 198 - 41,6% - são a favor, 169 - 35,6% - são contra e 96 - 20,2% - estavam indecisos. Doze deputados - 2,6% - não quiseram responder. Os deputados foram consultados entre quarta e sexta-feira, depois que o Planalto desencadeou uma ofensiva em favor da aprovação da emenda. Na pesquisa anterior, realizada em setembro, 38,2% dos deputados eram favoráveis e 50,4% eram contra. A oposição, porém, precisaria agora de mais 5% dos deputados para derrubar a emenda, que prevê a reeleição tanto para o Presidente como para os atuais governadores e prefeitos. (pág. 1 e A-8)

- (Lima) - Passados 24 dias da ocupação da residência do embaixador japonês no Peru, Morihisa Aoki, e 10 dias do rompimento do diálogo entre o interlocutor do governo, ministro Domingo Palermo, da Educação, e o líder do Movimento Revolucionário Tupac Amaru (MRTA), Néstor Cerpa Cartolini, ressurge uma esperança de solução pacífica para a crise: o presidente Alberto Fujimori, em entrevista, disse que o diálogo entre governo e guerrilheiros será retomado este fim de semana. Panamá e México estariam dispostos a receber os guerrilheiros em troca da libertação de 74 reféns. (pág. 1 e A-20)

- O Brasil bateu recorde de captação de recursos no ano passado. O volume que ingressou no País via emissão de títulos somou US$ 18,425 bilhões, 62% a mais do que a captação total de 1995, que foi de US$ 11,375 bilhões. Na América Latina, o Brasil ficou em segundo lugar no volume total de captação de eurobônus, só perdendo para o México. Neste ano, está previsto um volume de captação entre US$ 20 bilhões a US$ 22 bilhões. (pág. 1 e B-1)

- O Palácio do Planalto mobilizou seu comando político no Executivo e no Congresso, o presidente da República entrou em ação, os governadores foram convocados e o primeiro time da ala governista do PMDB fez o que pôde. Mas o Governo ainda corre riscos na convenção nacional que o maior partido do Congresso realiza hoje em Brasília. O problema é uma cédula de votação, em que os 516 convencionais deverão dizer sim ou não à reeleição do presidente Fernando Henrique Cardoso, ao plebiscito e ao referendo popular. (...) (pág. A-4)

- O presidente Fernando Henrique Cardoso começou o novo ano disposto a obter, ainda em janeiro, a autorização da Câmara para disputar um segundo mandato em 1998. Como um candidato em campanha, ele está fazendo política num ritmo frenético desde segunda-feira, dia 6, ele vem recebendo os grandes caciques do Congresso, em sucessivos jantares no Palácio da Alvorada. Conheceu, assim, as entranhas do voto e está certo da vitória, apesar das pesquisas com deputados que dizem o contrário. (...) (pág. A-5)

- O Governo pretende investir mais na área social em 1997. A previsão orçamentária para os 16 projetos da agenda básica do Programa Comunidade Solidária passará de R$ 1,9 bilhão em 1996 para R$ 2,4 bilhões este ano, um aumento de 25%. Esses recursos reforçarão o atendimento dos atuais projetos, que devem atingir agora 1.335 municípios do País, 244 a mais do que os atendidos no ano passado. "Cumprimos a meta de 1996", assegura Anna Peliano, secretária-executiva do Comunidade Solidária. (...) (pág. A-10)

- As bolsas de valores começaram o ano confiantes na aprovação da emenda da reeleição do presidente Fernando Henrique Cardoso, o que tem contribuído para o bom desempenho das ações. O mercado de capitais está antecipando um fato político positivo, afirma o presidente da Bolsa de São Paulo, Alfredo Rizkallah. (...) (pág. B-6)

EDITORIAL

"A grande estratégia de Clinton" - O governo Clinton estabeleceu como diretiva que comércio exterior e segurança nacional são questões equivalentes. Vem daí a ofensiva para abrir mais e mais mercados. (pág. A-3)

COLUNA

(Coluna do Estadão) - Os aliados do Governo estão otimistas com as perspectivas de aprovação da emenda da reeleição. Mas são cautelosos: "Só vamos parar de trabalhar quando Luís Eduardo disser: está encerrada a votação". Depois, é só olhar para o painel eletrônico. (pág. A-6)

O GLOBO

- PMDB e PPB serão fiel da balança na reeleição

- A três dias da votação da emenda da reeleição no plenário da Câmara, 95 deputados se declaram indecisos, de acordo com o segundo levantamento "O Globo/O Estado de S. Paulo", que ouviu 93% dos 513 deputados. Dos consultados, 198 - 41,6% - são favoráveis à emenda, 169 - 35,57% - contrários e 13 não quiseram responder. Os indecisos - 20,1% estão, em sua maior parte, no aliado PMDB e no PPB do ex- prefeito Paulo Maluf, o que transforma estes dois partidos no fiel da balança para aprovar a reeleição. O resultado é bem pior do que as previsões do Planalto, mas líderes governistas não se abalam: acham que muitos dos que se declaram indecisos e dos que não querem responder, na verdade, já resolveram votar a favor e tentam não se expor. Nesta hipótese, com indecisos, a favor e votos não declarados, o Governo teria 64,4% dos deputados ou 330 votos e aprovaria a reeleição. (pág. 1, 3 e 13)

- O prefeito Luiz Paulo Conde anunciou ontem que vai investir R$ 120 milhões em obras contra enchentes em Jacarepaguá. Conde foi ao bairro, o mais castigado pelo temporal de sexta-feira, para ver de perto os estragos. Apesar de casas e lojas invadidas pelas águas, ele disse que a cidade resistiu bem às chuvas, pois a água escoou rapidamente e não houve mortes. (pág. 1, 24 e 25)

- Os preços das linhas de telefone celular no mercado paralelo despencaram e devem cair nos próximos meses. Em 96, chegaram a ser de R$ 4 mil no Rio e R$ 6 mil em São Paulo. Hoje, já saem por R$ 2.500. O Governo publicará amanhã no "Diário Oficial" os editais de licitação da banda B. (pág. 1 e 41)

- Foragida na Costa Rica, a advogada Jorgina Maria de Freitas Fernandes, condenada à revelia por fraudar a Previdência em dezenas de milhões de dólares, será julgada também em Miami no dia 28. Uma nova condenação dará ao Brasil a chance de recuperar parte dos US$ 44 milhões que ela expatriou. (pág. 2, 14 e 15)

- Dois anos e meio de estabilidade monetária não foram suficientes para que preços absurdamente altos deixassem de ser cobrados. A falta de concorrência faz com que uma garrafa de champanhe francês, por exemplo, custe R$ 521, um sofá de dois lugares, US$ 9.288, e um quilo de tomate seco, R$ 40. (pág. 2 e 47)

- O Governo trabalha prioritariamente agora na tentativa de conquistar votos dos indecisos, que aparecem tanto na sua lista quanto na da pesquisa "O Globo/O Estado de S. Paulo", indecisos que, na verdade, não existem, na maioria. São deputados que, muito pelo contrário, sabem bem o que querem. E muitos casos, desejam representar o Governo em seus estados, de olho nas próximas eleições, e se consideram preteridos pelo prestígio dado aos adversários. Em outros, por causa de pendências partidárias que podem ser arbitradas pelo Planalto. Alguns querem mesmo é trocar favores. (...) (pág. 5)

EDITORIAL

"Efeitos danosos" - Ao se aproximar a data de entrada em vigor da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), as autoridades econômicas são obrigadas a fazer e refazer ajustes para evitar que o tributo tenha mais efeitos negativos que os inicialmente previstos. Se não se mexer na política monetária, por exemplo, a CPMF provocará aperto de liquidez: os fundos de curto prazo praticamente desaparecerão do mapa, devido ao prejuízo nas aplicações a menos de 20 dias. Os recursos desses fundos migrarão para os depósitos à vista nos bancos, sob os quais recai elevado percentual de recolhimento compulsório ao Banco Central. (...) (pág. 6)

COLUNAS

(Panorama Político - Tales Faria) - Embora o Governo acredite ter esvaziado, na convenção nacional do PMDB, a idéia de adiamento da votação da reeleição pelo Congresso, não é isso o que pensam os articuladores da proposta. Dizem-se fortalecidos pelos números da pesquisa publicada hoje no "Globo", sobre a intenção de votos dos deputados no projeto de emenda constitucional da reeleição, e vão insistir em que o adiamento é fundamental para a sobrevivência do PMDB. (...) (pág. 2)

(Swann - Ricardo Boechat) - O senador José Sarney quer se despedir da presidência do Senado em grande estilo. Dia 30, em sessão solene, ele entregará o Grande Colar do Congresso Nacional ao presidente do Uruguai, Julio Sanguinetti, e aos ex-presidentes Itamar Franco e Raul Alfonsín. (pág. 260)

CORREIO BRAZILIENSE

- Reeleição depende de 110 votos

- Pesquisa conjunta realizada entre quarta e sexta-feira da semana passada pelos jornais "O Globo" e "O Estado de S. Paulo", junto a 475 dos 503 deputados da Câmara, revela: o Governo tem garantidos, por enquanto, 198 votos a favor da reeleição do presidente da República. Isso significa que ainda faltam 110 votos para serem alcançados os 308 necessários à aprovação da emenda. (...) (pág. 1 e 9 a 13)

- A Previdência Social começa o ano com um déficit de R$ 300 milhões e terá que recorrer a empréstimos bancários para poder pagar aos aposentados já a partir deste mês. "A situação é dramática", diz em entrevista exclusiva ao "Correio Braziliense" o ministro Reinhold Stephanes. Culpa de quem? Culpa dos "dois milhões de aposentados precoces e milionários do setor público", acusa o ministro Stephanes. Stephanes informa que só este ano o Governo vai gastar R$ 48 bilhões com os servidores públicos aposentados. (pág. 1 e 18)

ZERO HORA

- A Câmara não realizou uma única votação, e os deputados já faturaram o equivalente a R$ 5,3 mil (R$ 2,6 mil de extras) por terem comparecido a duas sessões da convocação extraordinária na semana passada. Com extensa pauta, mas com interesse quase que exclusivamente na emenda constitucional que permite a reeleição do presidente Fernando Henrique Cardoso, os parlamentares que ficarem em Brasília entre 6 de janeiro e 14 de fevereiro engordarão suas contas bancárias em R$ 16 mil (dois salários a mais, sem desconto do Imposto de Renda). Esse valor equivale 12 anos de trabalho de quem recebe salário mínimo. (pág. 6 e 12)

- É como prorrogar um jogo pela falta de adversário para a partida seguinte. Pelos cálculos do Governo, a emenda da reeleição será aprovada na Câmara com uma confortável maioria: 330 a 340 votos entre os 513 deputados. Nada porém que esteja vinculado a uma profunda convicção de que a proposta seja melhor para o País. Ocorre que nenhum partido hoje vislumbra a possibilidade de disputar as próximas eleições com boas chances de vitória. Sem perspectivas próprias, os partidos da base governista preferem imaginar um horizonte político com os mesmos parceiros de hoje. "A disputa entre o liberalismo e a social-democracia fica pelo menos adiada para 2002", avalia o cientista político Wálder de Góes. "Em 1998, os dois continuarão juntos". (pág. 14)

- Uma campanha publicitária em defesa da reeleição será lançada, em todo o País, a partir deste domingo. A intenção é consolidar na opinião pública um clima favorável à emenda que permite a reeleição do Presidente e influenciar o voto dos parlamentares indecisos sobre a questão. Como o Congresso começa a votar a emenda a partir de terça-feira, a campanha será concentrada basicamente na TV. Em princípio, serão veiculados quatro comerciais diferentes, três de 30 segundos e um de um minuto. Três dos quatro filmetes contêm explicações, em tom didático, sobre o que é reeleição. (pág. 18)

- O Brasil participará em maio junto a outros 13 países da América Latina de uma avaliação da qualidade do ensino de 1º Grau. Cerca de 600 mil alunos - 3 mil brasileiros - da 4ª e 5ª séries serão submetidos às mesmas provas. Além de medir a habilidade dos estudantes, uma pesquisa vai avaliar a situação sócio-econômica de suas famílias e os fatores de influência no desempenho escolar. (pág. 48)

ESTADO DE MINAS

- O presidente Fernando Henrique Cardoso terá que dedicar especial atenção à bancada federal mineira para aprovar a emenda da reeleição que tramita no Congresso. Levantamento realizado pelo "Estado de Minas" revela a divisão dos mineiros. Dos 56 deputados federais e senadores mineiros, 22 já se decidiram votar a favor da emenda da reeleição, 23 votam contra e sete estão indecisos e quatro ainda não foram localizados. Há votos contra em todas as bancadas aliadas, inclusive no PSDB, partido do Presidente. Alguns parlamentares condicionam seu voto a mudanças no texto da emenda. Na oposição, todos são contrários à reeleição. (pág. 1 e 3)

HOJE EM DIA

- Entre os 53 deputados federais e três senadores, apenas 16 defendem, com convicção, o direito à reeleição para presidente, governadores e prefeitos. Outros oito parlamentares defendem a tese, mas com ressalvas. De outro lado, estão 18 parlamentares posicionados contra a tese, por identificarem nela um novo casuísmo. Todos os demais continuam indecisos ou preferem fazer mistério, enquanto prosseguem as negociações para a votação da emenda constitucional. (pág. 1 e 3)

MANCHETES

ESTADO DE MINAS

- Reeleição divide a bancada mineira

HOJE EM DIA (MG)

- Reeleição divide Minas

ZERO HORA (RS)

- No limiar da civilização

GAZETA DO POVO (PR)

- Indústria deve crescer 5% neste 1º trimestre

JORNAL DO COMMERCIO (PE)

- Tráfico dá as ordens no coque

DIÁRIO CATARINENSE

- Emprego não acompanha o crescimento da economia

REVISTAS

VEJA

TÍTULOS DE CAPA

- INTELIGÊNCIA EMOCIONAL - A nova descoberta nas empresas e escolas: o sucesso depende mais dos sentimentos que do QI

- REELEIÇÃO - O que está em jogo

O QUE ESTÁ EM JOGO - Fala-se em reeleição porque o eventual beneficiado com ela está de bem com o povo. (Capa e pág. 24 a 26)

LINHA DE CHEGADA - Pela reeleição Fernando Henrique oferece o Senado a ACM e Minas a Itamar Franco. (pág. 26 a 28)

PODER EM DOBRO - Mandatos longos e reeleição estão em alta no mundo. (pág. 28 a 30)

VOTO NA SEGURANÇA - A reeleição, aprovada pela maioria dos brasileiros, mantém a economia previsível. (pág. 31 a 33)

SÃOS E SALVOS - Políticos tomam um grande susto a bordo de um jato da FAB, mas tudo termina bem. (pág. 34)

CRIME SEM CASTIGO - Adido da Geórgia mata brasileira em desastre nos EUA e reabre discussão sobre imunidade diplomática. (pág. 38 e 39)

PIRATAS DA SELVA - Empresas se aproveitam de vácuo legal para patentear plantas e material genético. (pág. 46 e 47)

CERCO AO MOSQUITO - Cientistas brasileiros estão por trás da primeira vacina eficaz contra a malária. (pág. 63)

QUANDO A EMOÇÃO É INTELIGÊNCIA - Empresas e escolas aderem à tese de que o sucesso depende mais dos sentimentos do que do QI. (Capa e pág. 66 a 73)

EM LINHA RETA - Nacionalista e fora de moda, Barbosa Lima Sobrinho faz 100 anos com o pé na estrada. (pág. 86 a 90)

ISTOÉ

TÍTULO DE CAPA

- CRISE NA IGREJA UNIVERSAL - O bispo Edir Macedo vem ao Brasil tentar reverter rombo no seu banco e queda fantástica na arrecadação dos templos.

A IGUALDADE DOS DESIGUAIS - Cientista mineiro que participa do Projeto Genoma revela como a genética está derrubando de vez o preconceito da superioridde racial. (pág. 5 a 7)

CANDIDATO A GETÚLIO - FHC confia na vitória da reeleição e já faz planos para mais seis anos de poder. (pág. 19 a 24)

ENVELOPE RECHEADO - Engenheiros da Nec são suspeitos de oferecer US$ 40 mil a homem de confiança do ministro Israel Vargas. (pág. 25 e 26)

CEM ANOS - A trajetória do jornalista e escritor Barbosa Lima Sobrinho, um mestre da dignidade no País. (pág. 32 a 34)

TURISMO CÍVICO - Abertos ao público nos finais de semana, Congresso, Itamaraty e STF atraem centenas de visitantes. (pág. 52)

A GUERRA SUJA DA CIA - Aumentam rumores de que o serviço secreto dos EUA estaria envolvido no sequestro em Lima. (pág. 74)

O CALVÁRIO DO BISPO - Edir Macedo retorna ao País para salvar banco e conter perda de fiéis e de arrecadação na Igreja Universal. (Capa e pág. 76 a 81)

ONDE ESTÁ O PROBLEMA? - A balança comercial brasileira registra resultado medíocre, fruto do erro estratégico na política setorial. (pág. 83)

A VOLTA DO IMPOSTO MALDITO - Antes de entrar em vigor, a CPMF já coleciona resistências e deve enfrentar processos judiciais. (pág. 84 a 87)

TEM ALEMÃO NA RUA - BMW anuncia investimentos de US$ 650 milhões no País e vai fabricar os utilitários Land Rover. (pág. 93)

ATENÇÃO

O Boletim de Acompanhamento Macroeconômico da Secretaria de Política Econômica, que traz avaliação mensal da conjuntura econômica brasileira (análise e tendência de preços, salários, juros, balança comercial, contas externas, etc), está disponível via FTP através do endereço na INTERNET www.fazenda.gov.br, na área específica de "Publicações". Outras informações atualizadas, inclusive sobre os resultados do Plano Real, podem ser também obtidas, em português e em inglês, na página eletrônica do Ministério da Fazenda.

Consulte a homepage da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.

O endereço na Internet é www.brasil.gov.br

O telefone para solicitação de publicações é:061-411.4892.

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