16/02/1997

JORNAL DO BRASIL

- Brasil sofre restrições dos EUA

- Estudo realizado pela Embaixada do Brasil em Washington denuncia várias barreiras erguidas pelos americanos contra produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos. O estudo está servindo de base para o presidente Fernando Henrique Cardoso rever o processo de abertura comercial, que a partir de agora passará a levar em conta a reciprocidade nas relações bilaterais. Um dos principais produtos prejudicados é o suco de laranja, obrigado a pagar uma tarifa de US$ 0,878 por litro. (...) (pág. 1 e Negócios _& Finanças, pág. 1 e 2)

- Quarenta e sete por cento da população fluminense são contrários à idéia da desfusão do estado do Rio de Janeiro, que restabeleceria a divisão territorial anterior à unificação dos antigos estados da Guanabara e do Rio de Janeiro, em 1975. Proposta na Câmara pelo deputado federal Alexandre Cardoso, do PSB, o projeto conta com a simpatia de apenas 32% dos moradores do estado. (...) (pág. 1 e 4)

- No início de mais um ano letivo, o ministro da Educação, Paulo Renato Souza, já tem traçadas suas próximas metas: acabar com o desestímulo de professores e alunos, consolidar o repasse de recursos às escolas e investir em avaliação. O ministro reconhece que "o sistema educacional reproduz a injustiça social" e quer mais quatro anos no cargo para implantar reformas. (pág. 1 e 12)

- O Congresso retoma as atividades amanhã e, antes de tratar do 2º turno da votação da reeleição na Câmara dos Deputados, a base parlamentar do Governo cuidará da escolha de seus novos líderes. Com exceção do PFL, no qual o deputado Inocêncio Oliveira (PE) deverá ser reconduzido por aclamação, há disputa em todos os partidos que apóiam o presidente Fernando Henrique Cardoso. A situação mais delicada é do PSDB: quatro deputados postulam a sucessão do líder José Aníbal (SP).

Os tucanos querem adiar a decisão para março. O PMDB, o PTB e o PPB querem resolver a pendência o mais rápido possível. Nos três partidos, a escolha do novo líder será feita até o dia 25 - data provável do 2º turno da reeleição. No Senado, os atuais líderes serão mantidos. (pág. 2)

- A campanha da reeleição do presidente Fernando Henrique Cardoso, em 1998, já é tema de discussões dos partidos aliados. O PSDB, depois de concluída a votação da emenda da reeleição no Congresso, criará um grupo de trabalho para definir a estratégia de campanha, que incluirá ações sociais de impacto para os dois últimos do atual mandato de Fernando Henrique. (...) (pág. 3)

- O presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton, recorreu a uma lei de 1926 para intervir por decreto e suspender a greve dos pilotos da American Airlines, convocada às 3h de ontem (hora de Brasília) e por ele cancelada minutos depois. O Governo federal nomeará uma comissão mediadora para apresentar em 30 dias uma proposta à empresa e aos empregados, que reivindicam aumento salarial anual de 3% outros direitos. (...) (pág. 1 e 14)

EDITORIAL

"TEMPO DE MUDAR" - Mais um equívoco nacional está com os dias contados pelo calendário da reforma política. A maioria absoluta vai deixar de ser exigência para prefeitos e governadores, em relação aos quais nunca foi reclamada como conveniência democrática. A necessidade dizia respeito historicamente à eleição presidencial, objeto de questionamentos infundados e tentações golpistas. A vigência da Constituição de 46 foi entrecortada de denúncias pelo perdedores, que exigiam o aval da maioria absoluta, mesmo sem estar na lei, para presidentes da República. Nunca, porém, foram arrolados prefeitos e governadores. (...) (pág. 10)

COLUNAS

(Coisas da Política - Dora Kramer) - O monstrengo inócuo em que a Câmara transformou o projeto de reforma da Previdência sofrerá no Senado alterações que já estão sendo negociadas pelo Governo com o relator Beni Veras. Ciente de que esmurrar superfícies pontiagudas não tem outra utilidade a não ser a de produzir ferimentos profundos, o Planalto, e o Ministério da Previdência chegaram à conclusão de que não adianta tentar derrubar determinados privilégios e, sendo assim, taticamente o melhor é centrar fogo no possível. (...) (pág. 2)

(Informe JB - Maurício Dias) - O Rio de Janeiro ainda se mantém no topo do ranking da violência no Brasil.

Segundo dados publicados pelo jornal "Visor", do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que serão divulgados a partir de terça-feira, o Rio é o estado onde ocorre o maior número de mortes violentas entre jovens de 15 a 29 anos.

De cada 10 mil óbitos nessa faixa etária, 136 são provocados por violência, como, por exemplo, homicídios e lesões intencionais, além de acidentes de trânsito e complicações decorrentes do uso de drogas. (...)

- É inusitada a pauta de amanhã da reunião do Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Federal no Rio.

Os sindicalistas vão votar uma proposta de um associado para que Sintrasef envie às principais capitais um pedido de celebração de uma missa na próxima quarta-feira.

Justamente o dia em que o STF julgará a ação de 11 funcionários civis que pedem um reajuste de 28,86%. (pág. 6)

FOLHA DE S. PAULO

- Censo revela "Metrólopes Emergentes" nos anos 90

- Novas metrópoles estão surgindo no Brasil nos anos 90, ao mesmo tempo em que diminui a migração para grandes centros, como São Paulo e Rio, relata José Roberto de Toledo. Dados do IBGE sobre a população entre 91 e 96 mostram, por exemplo, que 43 cidades no eixo Curitiba-Florianópolis tiveram crescimento duas vezes superior à média obtida pelos estados do Paraná e de Santa Catarina - o que corresponde a 500 mil novos habitantes. Para Milton Santos, professor de geografia da USP, a população tem necessidade crescente de serviços e, como a concentração barateia custos, "a tendência é a produção de novas e várias metrópoles". (pág. 1 e 1-9)

- O saldo líquido do FGTS - diferença entre depósitos e retiradas num período de 12 meses - despencou 68,02% entre 94 e 96. Caiu de R$ 1,601 bilhão para R$ 512 milhões. Os motivos são o aumento nos saques por demissão sem justa causa e por aposentadoria e o uso de contas para compra de casa própria. (pág. 1, 2-1 e 2-9)

- Pelo menos uma pessoa admite a possibilidade de o presidente Fernando Henrique Cardoso não se recandidatar: a mulher dele, Ruth Cardoso, relata Maria Cristina Frias. "Não sei se o presidente será candidato", disse durante entrevista em Londres, com ar mais jovial do que tinha quando FHC assumiu o Itamaraty. (pág. 1 e 1-16)

- Aplaudido por empresários e criticado por intelectuais, o presidente Fernando Henrique Cardoso terá de demonstrar a uns e outros, nos próximos dois anos, vontade política para conduzir as reformas e também para superar os mais graves problemas sociais. (...) (pág. 1-5)

- Sem desmerecer a habilidade política de FHC, alguns de seus colegas intelectuais acham que ele a usou para "costurar" um novo pacto das elites sem se preocupar em estabelecer um programa social que compense os desequilíbrios causados pelo liberalismo. (...) (pág. 1-5)

- Um dos maiores esforços do Governo do presidente Fernando Henrique Cardoso na questão da reforma agrária, que lhe foi cobrada até na cerimônia em que recebeu o título de "honoris causa" da Universidade de Bolonha, na quinta-feira, tem sido o de mudar seus interlocutores. O ministro da Política Fundiária, Raul Jungmann, tem procurado relativizar a imagem do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) como entidade que mais tem se empenhado no País por mudanças. (...) (pág. 1-6)

- Uma das frentes de combate entre Raul Jungmann e o MST é a disputa por espaço na imprensa. O ministro se esforça por preencher sua agenda com o maior número possível de entrevistas. Na sexta-feira da semana anterior ao carnaval, por exemplo, o ministro tinha 5 dos seus 6 compromissos agendados com jornais, rádios ou televisões, para tratar de temas diversos. (...) (pág. 1-6)

- Depois de eleger seus candidatos à presidência da Câmara e do Senado, o Governo está preocupado agora em colocar senadores considera os fiéis ao Palácio do Planalto nas comissões que vão analisar as reformas constitucionais. O alvo principal é a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), que, no Senado, é a única responsável por alterar ou manter o texto das emendas antes da votação em plenário. Na próxima terça-feira, os líderes dos partidos aliados começarão a definir os nomes. (...) (pág. 1-8)

EDITORIAL

"MODERNIZAR AGORA" - Os recém-eleitos presidentes da Câmara e do Senado, Michel Temer (PMDB-SP) e Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), respectivamente, têm a grande responsabilidade de liderar o Congresso Nacional, durante a nova sessão legislativa que se inicia nesta semana, na aprovação das há muito prometidas reformas do Estado. Mais do que nunca, existem hoje condições políticas muito favoráveis para que se atinja esse obtetivo. (...) (pág. 1-2)

COLUNA

(Painel) - Publicitários tucanos avaliam que o fortalecimento de FHC está esmagando a oposição à direita. Leia-se: o sonho presidencial de Maluf. A "aliança do mal" acha que o inimigo em 98 será a esquerda. Com discurso radical.

- "O prestígio de FHC é tão grande na elite que não deixa espaço para Maluf", diz um publicitário. Um grupo governista se preocupa em fixá-lo como adversário em 1998. Outro grupo deseja um duelo com a esquerda. (pág. 1-4)

O ESTADO DE S. PAULO

- Alta demanda surpreende no começo do ano

- A procura de crédito para a compra de eletrodomésticos, carros e material de construção surpreendeu executivos de empresas de financiamento, com um aumento de 15% no mês passado em relação a dezembro. Em janeiro, normalmente, por causa do forte crescimento do consumo no fim do ano, a demanda de crédito diminui bastante quando comparada com os números de novembro e dezembro. Em relação a janeiro do ano passado também houve forte expansão: 35%. (...) (pág. 1 e B1)

- Resolvido o impasse da quebra de estabilidade, ponto alto da reforma administrativa, o Governo enfrenta agora divergências entre seus aliados em torno do teto salarial e dos privilégios. A proposta do deputado Moreira Frnaco (PMDB-RJ), que limita os ganhos nos três Poderes ao máximo de R$ 10,8 mil, já tem pelo menos 141 deputados contra. (pág. 1 e A9)

- O presidente do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), José Arthur Giannotti, em artigo publicado nesta edição do "Estado", critica a maneira como o presidente Fernando Henrique Cardoso venceu, até agora, a batalha da reeleição. Essa é a primeira crítica pública que Giannotti, um dos intelectuais, mais próximos de FH faz ao Governo. (pág. 1 e D3)

- Chega ao fim um casamento que durou 51 anos: o da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) com a cidade de Volta Redonda, no estado do Rio. A privatização da empresa, perto de completar quatro anos, não eliminou a dependência da cidade em relação à usina. A direção da companhia admite que essa relação é prejudicial e apresenta planos no sentido de atrair novos tipos de indústrias para a região. Alguns moradores associam a privatização da CSN ao desemprego e ao aumento da violência. (...) (pág. 1 E A8)

- A violenta novela do campo apresentou um revés radical para o grupo que arrebenta cercas e invade fazendas. A Justiça existe - e acontece. Depois de terem ocupado por oito anos a Fazenda Timboré, em Andradina (SP), mais de cem famílias de invasores poderão ser expulsas. O Supremo Tribunal Federal anulou decreto da Presidência da República que declarou Timboré "de interesse social para fins de reforma agrária". A sentença foi baseada em laudo do Incra que contestava a hipótese de desapropriação. (pág. 1 e A26)

- Pela primeira vez, lideranças das quatro etnias de índios que restaram no estado de São Paulo terão um encontro para discutir seus problemas e idealizar programas conjuntos. Será o Intertribol, promoção que usará os jogos de futebol dos índios como forma de chamar a atenção do público paulistano, esta semana, para outras atrações, entre as quais rituais, danças e artesanato, em vários locais da capital. (...) (pág. 1, A23 a A25)

EDITORIAL

"A estratégia da integração americana" - O presidente Fernando Henrique Cardoso, em Londres, deixou claro qual a estratégia que se deve seguir, nos próximos meses, na negociação sobre a futura Área de Livre Comércio das Américas (Alca) com os Estados Unidos: fortalecer a América do Sul. (pág. A3)

COLUNA

(Coluna do Estadão - Diana Fernandes) - O Congresso retoma amanhã os trabalhos com a disputa entre os partidos aliados mais acirrada do que antes.

Caciques pefelistas dizem que foram procurados por vários deputados do partido, que reclamavam da sede de crescimento do PSDB. "Já tem muita gente querendo ir para o PSDB, por causa da perspectiva de mais seis anos de poder, e eles ainda querem fazer bloco com o PTB", reclamou um dirigente do PFL.

- No Ministério da Justiça, a avaliação é de que é grave o conflito com os índios krikati, que estão derrubando torres de eletricidade no Maranhão, em protesto pela não-demarcação de suas áreas. E outros setores do Governo já perceberam a indiferença com que o presidente da Funai, Júlio Gaiger, vem tratando do assunto. (pág. A6)

O GLOBO

- Consumo de classes C e D crescerá R$ 10 bi em 97

- O poder aquisitivo da população de baixa renda continua crescendo e tornando o mercado consumidor brasileiro cada vez mais atraente para as

multinacionais que atuam no varejo. Este ano, segundo a empresa de consultoria Target, os 80 milhões de consumidores das classes C e D deverão gastar US$ 10 bilhões a mais do que no ano passado, deixando nas caixas registradoras do comércio um total de US$ 149 bilhões. Com a volta do crédito, os pobres estão tendo acesso até telefones celulares, há pouco tempo um símbolo de stutus da classe média. (...) (pág. 1, 37 e 38)

- Duzentas e cinquenta mil crianças entre 7 e 14 anos ficarão fora da escola este ano no estado do Rio. O cálculo foi feito pelo professor Ib Teixeira, da Fundação Getúlio Vargas, cruzando projeções de dados populacionais do IBGE com as informações do censo escolar recentemente concluído pelo Governo federal. O desinteresse das famílias, a falta de vagas perto de casa e o desestímulo causado por repetências sucessivas são os principais fatores de desistência escolar. (...) (pág. 1 e 18)

- As perdas causadas por fraudes no pagamento a servidores federais chegam,

no mínimo, a R$ 1,5 bilhão por ano, o que representa 6% da folha. Auditoria feita em 1996 constatou acumulação ilegal de cargos, pagamento indevido de gratificações e até cumprimento de decisões judiciais já cassadas. (pág. 2 e 16)

- Com o primeiro orçamento do projeto Brasil em Ação aprovado pelo Congresso sem cortes expressivos, o presidente Fernando Henrique está com a faca e o queijo na mão para implementar seu programa de desenvolvimento

no estilo Juscelino Kubitschek. São 42 obras que vão receber este ano cerca de R$ 5 bilhões em investimentos e dar ao Presidente um cronograma de inaugurações em todo o País nesta segunda metade de seu mandato. (...) (pág. 3)

- O discurso é unânime no Congresso. Ninguém discorda de que é preciso fazer a reforma política, fortalecer os partidos, acabar com o troca-troca de legendas, dar um fim às siglas de aluguel. Mas, na prática, mexer na legislação político-partidária é uma tarefa que os congressistas vêm adiando sempre que podem. Afinal, o tema é vital e pode comprometer a sobrevivência política de cada um. (pág. 4)

- A arma do Governo para convencer o Senado a aprovar a reforma previdenciária é um documento de 70 páginas que expõe um quadro catastrófico da Previdência, caso as regras de aposentadoria não mudem. Segundo o documento, que deverá ser entregue aos senadores esta semana, a Previdência terá um rombo de R$ 41,6 bilhões - ou 5,5% do PIB - no ano 2020 se a reforma não for feita. (...) (pág. 5)

EDITORIAL

"O FIM DOS MUTANTES" - Na Legislatura passada, 166 deputados federais - 33% do total da Câmara - deixaram o partido pelo qual tinham sido eleitos. Destes, 130 - 78,3% - trocaram de partido uma única vez; e 28 - 16,9% - duas vezes. Na Legislatura atual, em março passado - portanto, com pouco mais de um ano de seu curso - 81 deputados já tinham abandonado a legenda de sua eleição.

Seria o bastante para se constatar a falta de compromisso dos eleitos com a legenda. Ou muito compromisso com causas alheias ou em contradição com o interesse partidário, reduzida a legenda a salvo-conduto do mandato. (...) (pág. 6)

COLUNAS

(Panorama Político - Tereza Cruvinel) - Uma hipoteca da votação da reeleição apareceu não mais que de repente no debate: a supressão dos dois turnos nas eleições de prefeitos e governadores. A mudança foi prometida a alguns aliados do Governo, para facilitar a conquista de seus objetivos eleitorais em 1998. Por exemplo, ao prefeito Newton Cardoso, que deseja concorrer ao governo de Minas, mas sabe que num segundo turno teria todos contra si. (...) (pág. 2)

- (Swann - Adriana Barsotti e Evandro Eboli) - O Ministério dos Transportes

submeteu ao Conselho Nacional de Desestatização, anteontem, seu plano para privatização da Malha Nordeste da Rede Ferroviária Federal.

Para tentar atrair compradores, o Governo se comprometeria a investir, após a privatização, R$ 50 milhões na recuperação daquelas linhas. (pág. 24)

CORREIO BRAZILIENSE

- Tudo sobre a casa própria

- Créditos, juros, prazos: conheça as novas regras de financiamento da Caixa Econômica Federal e dos bancos privados. (pág. 1, 18 e 19)

- A partir de hoje, e até a próxima sexta-feira, o "Correio Braziliense" mostra em reportagens especiais que a destruição e o descontrole ameaçam o meio ambiente brasileiro. (pág. 1, 15, 16 e 17)

- Enviada especial do "Correio Braziliense" ao Equador, Sandra Lefcovich foi a primeira repórter de um jornal brasileiro a entrevistar o novo presidente do País, deputado Fabián Alarcón. Sem gastar um tostão em campanha eleitoral, em uma semana ele substituiu Abdalá Bucaram - destituído por "incapacidade mental", Alarcón conta como o Congresso derrubou "El Loco" e revela: isso só foi possível com a ajuda dos militares. (pág. 1 e 3)

- O Governo federal acabou com os cursos de aperfeiçoamento do servidor em cidades turísticas. Resultado: em três meses economizou R$ 22,5 milhões. (pág. 1 e 20)

- No Brasil, o comércio porta-a-porta cresce sem parar e em 1996 faturou R$ 3,5 bilhões. Começou com a Avon e hoje 10 empresas controlam 70% do mercado. (pág. 1 e 21)

- Uma pesquisa da Universidade de Brasília (UnB) mostra que no Distrito Federal os suicidas são mais jovens que no resto do País. Têm entre 20 e 40 anos. (pág. 1 e Cidades, pág. 4)

ZERO HORA

- O fluxo de comércio entre os países do Mercado Comum do Sul (Mercosul) não pára de crescer: em um ano, o Brasil passou a vender 22,34% mais para Argentina, Paraguai e Uruguai, gerando divisas adicionais na balança comercial superiores a US$ 100 milhões somente em um mês. Apenas a bilateralidade Brasil-Argentina incrementou seu comércio em 34% desde janeiro do ano passado, segundo o Ministério da Indústria e do Comércio. Isso é três vezes mais que o crescimento do comércio entre Brasil e Estados Unidos no mesmo período, que avançou 10,4% desde janeiro de 1996. (Caderno de Economia)

ESTADO DE MINAS

- Só a união dos mineiros viabiliza os projetos políticos do estado, alerta o governador Eduardo Azeredo. Ele afirma que ainda é "cedo" para tomar uma posição sobre a disputa da reeleição e nega "reta de colisão" com o seu antecessor Hélio Garcia, que criticou a venda das ações da Cemig. Azeredo advertiu os deputados tucanos Aécio Neves e Roberto Brant, que brigam pela liderança do PSDB na Câmara Federal: "A disputa enfraquece a posição de Minas". (pág. 1 e 3)

- Orgulho, fama ou dinheiro são os interesses que movem 164 pessoas na batalha judicial pelo reconhecimento do parentesco com o mártir da Inconfidência Mineira, Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes. A imensa "família", com ramificações em Governador Valadares, Ouro Branco, Dom Cavati e no Espírito Santo, se reconhecida, pode exigir pensões vitalícias do Tesouro Nacional. (pág. 1 e 40 a 41)

HOJE EM DIA

- Um levantamento da Fundação João Pinheiro desfez o conceito de que a emancipação de distritos em Minas é motivada mais por questões políticas do que econômicas. Dos 33 novos municípios criados em 1992, apenas Carneirinho, no Pontal do Triângulo apresentou receita "per capita" inferior a Iturama, a cidade de origem. Os outros 32 saíram ganhando. (pág. 1 e Economia, pág. 8)

- O Governo federal gasta por ano R$ 25 bilhões com salários dos servidores civis da ativa e nada menos de 6%, R$ 1,5 bilhão, estão indo para o bolso de fraudadores. Há irregularidades como acumulação ilegal de cargos e pagamento indevido de gratificações. (pág. 1 e 7)

- Um tesouro comparável ao das lendárias minas do Rei Salomão pode estar escondido na Serra do Espinhaço, no Pico da Unha D'anta, próximo de Diamantina. Lá estariam diamantes garimpados há séculos no Rio Jequitinhonha e São Francisco. É o sonho de garimpeiros e donos de minas, e tem apoio em levantamentos geológicos. (pág. 1 e Minas, pág. 12)

MANCHETES

ESTADO DE MINAS

- AZEREDO PREGA UNIÃO DE MINAS

HOJE EM DIA (MG)

- EMANCIPAR É BOM NEGÓCIO

JORNAL DO COMMERCIO (PE)

- TRAGÉDIA DA HEMODIÁLISE NUNCA PUNIU OS CULPADOS

ZERO HORA (RS)

- HÁ PERIGO NA ESQUINA GUERRAS INTERNAS MARCAM QUADRO POLÍTICO

DIÁRIO CATARINENSE

- SC PERDE ATÉ 10% EM EXPORTAÇÕES AOS EUA

REVISTAS

VEJA

TÍTULO DE CAPA

- PROCURA-SE GENTE PARA TRABALHAR: Enquanto a indústria de São Paulo demite, milhares de novos empregos surgem em outras regiões. (pág. 80 a 86)

ENTREVISTA (STEVEN BALLMER): OUTRO PARANÓICO - Apontado por Bill Gates como seu sucessor, o principal executivo da Microsoft diz que Internet ainda demora a dar lucro. (pág. 9 a 11)

BRASIL: EM NOME DO PAI E DO ESTADO - Fernando Henrique encontra o Papa, ouve cobranças sobre a reforma agrária e pede um santo brasileiro. (pág. 22 a 25)

INTERNACIONAL: LIVRE E MAIS MANSA, MAS MILITANTE - Lamia, a brasileira condenada à prisão perpétua em Israel, é solta e abranda críticas a Arafat. (pág. 30 a 32)

ECONOMIA E NEGÓCIOS: O BANQUEIRO NASSER SOLTA A FRANGA - Com Carnaval e futebol, Ezequiel Nasser, dono do Excel Econômico, vai à luta para ganhar o povão. (pág. 96 a 98)

ISTOÉ

TÍTULO DE CAPA

- EXCLUSIVO: QUEM MATOU SENNA? Na véspera da Justiça italiana ouvir os implicados no acidente, novas revelações criam uma polêmica internacional.

ENTREVISTA: UM CARTOLA DO CONTRA - O diretor vascaíno Eurico Miranda condena a profissionalização dos clubes, abomina a Lei do Passe e prefere o campeonato carioca ao Brasileiro. (pág. 5 a 7)

POLÍTICA: O MERCADOR DE BRASÍLIA - FHC tenta vender um novo País na Europa e se enquadra na categoria dos "presidentes-vendedores" criticada pela revista britânica "The Economist". (pág. 20 a 24)

COLARINHO-BRANCO: CRIME SEM CASTIGO - Subprocuradora da República acusa o BC de acobertar falcatruas. (pág. 25)

BRASIL: A CEGUEIRA DO GENERAL - Aos 79 anos, com menos de 30% da visão e incontinência urinária, o ex-presidente João Baptista Figueiredo revela ter sido vítima de um erro médico. (pág. 32 e 33)

SIVAM: QUEDA PARA O ALTO - FHC nomeia embaixador envolvido em escândalo para representar o País em organismo da ONU. (pág. 34)

DIPLOMACIA: NOS BRAÇOS DA PAZ - A brasileira Lamia Maruf, presa por 11 anos em Israel, retorna ao País e é recebida com festa. (pág. 39)

URBANISMO: CIDADES RECRIAM O FUTURO - O desafio dos arquitetos brasileiros no ano 2000 será encontrar soluções para erros do passado. (pág. 46 a 48)

INTERNACIONAL: EM TEMPO DE CÓLERA - Golpe do Congresso do Equador derruba o presidente Abdalá Bucaram e mergulha o País na sua pior crise. (pág. 78)

PRESIDENTE "MUCHO LOCO" - Palhaçadas de Bucaram tentavam desviar atenção de seu desastroso Governo. (pág. 79)

ECONOMIA _& NEGÓCIOS: DIFERENÇAS REAIS - Os preços dos produtos no Brasil se equiparam aos do Primeiro Mundo, mas o custo dos serviços vai às nuvens. (pág. 80 a 82)

MEMÓRIA: O ADEUS AO ORÁCULO - Aos 61 anos morre de câncer Mário Henrique Simonsen, ex-ministro da era militar e consultor de sucessivos governos. (pág. 84 e 85)

CAPA: UMA POLÊMICA VERSÃO - Às vésperas do julgamento dos responsáveis pela morte do piloto brasileiro Ayrton Senna, surge uma nova tese para as causas do acidente. (pág. 88 a 95)

ATENÇÃO

O Boletim de Acompanhamento Macroeconômico da Secretaria de Política Econômica, que traz avaliação mensal da conjuntura econômica brasileira (análise e tendência de preços, salários, juros, balança comercial, contas externas, etc), está disponível via FTP através do endereço na INTERNET www.fazenda.gov.br, na área específica de "Publicações". Outras informações atualizadas, inclusive sobre os resultados do Plano Real, podem ser também obtidas, em português e em inglês, na página eletrônica do Ministério da Fazenda.

Consulte a homepage da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.

O endereço na Internet é www.brasil.gov.br

O telefone para solicitação de publicações é:061-411.4892.

O email da Secretaria de Comunicação Social é:secom@planalto.gov.br