19/01/1997

JORNAL DO BRASIL

- PMDB quer sacrifício de ACM em troca da reeleição

- O PMDB está cobrando um preço alto para aprovar a reeleição: as presidências da Câmara dos Deputados e do Senado. Para atender aos peemedebistas, o presidente Fernando Henrique Cardoso teria que sacrificar a candidatura de Antônio Carlos Magalhães, que disputa a presidência do Senado e lidera o PFL, partido que é o mais forte aliado do Governo. Por trás das pretensões do PMDB está a sua sobrevivência política. Derrotados nas eleições presidenciais de 1989 e 1994, os peemedebistas consideram o comando do Congresso como único espaço capaz de garantir vida longa ao partido, encurralado pelo PSDB, na Presidência da República, e pelo PFL, na vice. (pág. 1 e 3)

- O presidente dos EUA, Bill Clinton, toma posse amanhã em seu segundo mandato, consagrado por uma eleição fácil sobre o adversário republicano, Bob Dole, mas de certa forma refém de uma agenda que se tornou mais direcionada ao conservadorismo devido ao peso da oposição no Congresso. Clinton pretende conduzir a América por uma ponte ao século 21, mas ainda precisa resolver problemas como o equilíbrio orçamentário e rombo da previdência. (pág. 1 e 17)

- O projeto de doação presumida de órgãos, aprovado no Congresso, enfrenta resistências de médicos, advotados e até do Ministério da Saúde. A novidade ainda depende de sanção presidencial. O relator, senador Lúcio Alcântara

(PSDB-CE), esclarece em entrevista ao "Jornal do Brasil" que, se aprovada, a nova lei não vai obrigar ninguém a ser doador. (pág. 1 e 12)

- Os correntistas de bancos e investidores têm apenas três dias para realizarem operações financeiras livres da mordida da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). A partir de quinta- feira, dia 23, começa a incidir a taxa de 0,2% sobre saques e resgates de contas correntes e investimentos. Com a cobrança do novo tributo, que vai até 23 de fevereiro de 1998, o Governo espera arrecadar mais de R$ 4,8 bilhões, que serão repassados à Saúde. (...) (Negócios e Finanças, pág. 5)

- As reservas cambiais podem crescer US$ 20 bilhões este ano, segundo previsão do Banco Central, e o Governo já começa a se preocupar com o que fazer caso se confirme a enxurrada de recursos externos que ameaça inundar o País. As reservas, que já cresceram US$ 10 bilhões em 96, engordariam com as privatizações e a facilidade de empresas privadas captarem recursos externos. (Negócios e Finanças, pág. 1)

- Na tentativa de integrar às escolas públicas os portadores de deficiências - uma legião de 15 milhões de pessoas em todo o Brasil, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) - o Ministério da Educação (ME) mobilizou a cantora Daniela Mercury e o comediante Renato Aragão para uma campanha a ser lançada em fevereiro. (...) (pág. 8)

EDITORIAL

"A ÓPERA-BUFA" - O Brasil do final dos anos 90 caminha com duas moedas na mão: uma, política, indispensável ao desenho de um cenário de estabilidade mínima; outra, econômica, que requer decisões de longo prazo, balançando cuidadosamente lucros e benefícios para o capital investido. O uso que fizer dessas duas moedas definirá o perfil nacional na alvorada do novo milênio. (...) (pág. 10)

COLUNAS

(Coisas da Política - Dora Kramer) - Os próximos dez dias serão decisivos para a reeleição. Dificilmente haverá mesmo a votação da emenda nesta quarta-feira, como diz querer o Governo, e o mais provável é que o "Dia D" seja o próximo 29. É o prazo final para Fernando Henrique Cardoso decidir se enfrenta a possibilidade da derrota, se entra na disputa com a certeza da vitória ou se recorre à consulta popular através do plebiscito ou do referendo. (...) Por isso mesmo, a possibilidade mais plausível é que a coisa termine desaguando na discussão entre plebiscito e referendo. Esse debate, na verdade, já corre paralelo às tentativas de manter a votação em plenário, pois as definições terão de ser rápidas porque o tempo corre contra o Governo. (pág. 2)

(Informe JB - Maurício Dias) - O comando político que trabalha pela emenda da reeleição está buscando agora uma sintonia fina dos votos aliados - incluindo aí, além do próprio PSDB e PMDB, o PFL - ou, mais precisamente, como diz um parlamentar do grupo, acabando com "alguns problemas surgidos nas bancadas de Minas e de São Paulo". E já não há dúvidas de que o Governo não tem margem de segurança para o confronto. (...) A data da próxima quarta-feira, imaginada como própria para a votação da emenda em primeiro turno na Câmara, é portanto fruto de tática política somada à urgência de usar o firme comando que o deputado Luís Eduardo Magalhães tem na casa. (...) FH já está por demais atado ao tema e sabe que não pode deixar o País por mais tempo enrolado na reeleição.

- Há cinco defecções no PFL na votação da emenda da reeleição. Mas os caciques do partido acreditam que ganharão pelo menos dois dessas ovelhas negras pefelistas. O único voto dado como perdido é o do paranaense Ricardo Barros. Ele malufou. (pág. 6)

FOLHA DE S. PAULO

- Esquema oferece FMs piratas com objetivo eleitoral

- Gravações obtidas pela "Folha" revelam esquema de instalação de FMs piratas com fins eleitoreiros, por meio de associações comunitárias de fachada. A manobra conta com a aprovação, no Congresso, da legalização de rádios comunitárias. Um dos envolvidos é Antônio Zucco Jr., presidente de associação de rádios comunitárias. Ele orienta como instalar as rádios e dá "assessoria". Quatro FMs no Maranhão são mantidas por José Freire Silva, que pretende se candidatar a deputado em 98. Silva tem ligações com o senador Francisco Escórcio (PFL-MA) e o delegado do Ministério das Comunicações Itaqué Mendes Câmara. Todos negam envolvimento no esquema e existência de fins eleitoreiros. (pág. 1 e 1-15)

- Os acidentes nas estradas federais aumentaram 21% no ano passado, informa José Roberto de Toledo. Foram 115.313 acidentes, contra 95.499 no ano anterior. No período , as mortes nessas estradas cresceram 11%. De acordo com os dados da Polícia Rodoviária Federal, 59% dos acidentes nessas estradas ocorrem por três fatores de responsabilidade exclusiva dos motoristas: imprudência, imperícia e desatenção. Estatísticas demonstram que as mortes violentas, causadas por acidentes de trânsito ou homicídios, por exemplo, diminuem a expectativa de vida do brasileiro em até quatro anos. (pág. 1 e 3-1 a 3-3)

- O presidente Fernando Henrique Cardoso vai testar os aliados antes de votar a emenda da reeleição na Câmara. Na próxima semana, líderes governistas tentarão votar um item qualquer, para verificar o apoio a FHC. A reeleição só será discutida se houver 330 votos assegurados. (pág. 1 e 1-6)

- Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA) disputa a presidência do Senado com Íris Rezende (PMDB-GO). ACM, que tem o apoio velado de FHC, diz em entrevista que não pode "comprometer o Fernando (FHC)". "Íris diz que busca votos "onde eles existem". (pág. 1 e 1-13)

- Conhecidos como "baixo clero" do Congresso, os deputados que não aparecem na mídia e nunca dão palpite nas decisões tomadas por seus líderes sonham em sair do anonimato. (pág. 1 e 1-12)

- Os cientistas Manuel Limonta Vidal e Conchita Fernández narram o avanço de Cuba, onde a saúde é uma das mais importantes conquistas da revolução. (Mundo, pág. 1)

- Segundo advogados, novo imposto do cheque quebra o sigilo bancário. Os bancos estão divididos. (pág. 1 e 2-1)

- A anemia falciforme, doença hereditária mais comum no Brasil, não tem programa nacional de exames e controle. Nos EUA, onde há testes em massa, os doentes vivem pelo menos duas vezes mais que os brasileiros. (pág. 1 e 5-14 a 5-16)

EDITORIAL

"A ECONOMIA DA REELEIÇÃO" - O ano passado terminou com certo otimismo, e 1997 começou no vácuo das indefinições sobre a emenda da reeleição. As bolas esperam que os próximos meses sejam um período de bons negócios, mas sujeitam seus cenários ao andar das negociações políticas e se assustam com a hipótese de uma paralisação das reformas. Torna-se a cada dia mais difícil separar a análise da conjuntura econômica das previsões políticas. Mas, ainda que a emenda da reeleição seja aprovada, as contas externas continuam gerando preocupação. Passados já 20 meses da fuga de capitais ocorrida em março de 95, a opinião pública tem dado menor atenção ao desequilíbrio externo. Mas a perspectiva de um déficit comercial da ordem de R$ 1 bilhão em janeiro e a possibilidade de que, seguindo essa trajetória, o saldo de 97 seja negativo em R$ 8 bilhões ou mesmo R$ 10 bilhões estão longe de ser tranquilizadoras. (pág. 1-2)

COLUNA

(Painel) - Virou questão de honra para os peemedebistas boicotar a votação da reeleição no plenário da Câmara na quarta, dia 22, anunciada pelo pefelista Inocêncio Oliveira (PE). Viram que, se votassem, fortaleceriam o PFL.

- O jogo do PFL: com a ajuda do PSDB, tenta conseguir uma parcela de votos peemedebistas que seja suficiente para aprovar a emenda no dia 22. Se obtiver sucesso, sairá como vencedor da queda-de-braço com o PMDB.

- O jogo do PMDB: não vota a reeleição no dia 22, mostra a FHC que sem o partido a emenda não passa e vence o PFL. Depois, faz acordo para votar o 1º turno no dia 29 e deixa o 2º turno para depois de 15 de fevereiro.

- FHC já sentiu que não dá para votar a reeleição no dia 22. Tem dito que é preciso recontar os votos e que o anúncio da data foi feito para manter aceso o processo. Deixa claro que o dia marcado é responsabilidade do PFL.

- Um ministro quer tirar Sérgio Motta (Comunicações) da articulação pró-reeleição. "Essa tentativa de filiar peemedebistas ao PSDB nesta hora é mais uma contribuição dele para melar os sonhos de FHC", afirma. (pág. 1-4)

O ESTADO DE S. PAULO

- Aumenta apoio popular à reeleição

- A maioria dos paulistanos apóia a reeleição - 83% - e quer decidir o assunto por consulta popular - 88%. Pesquisa InformEstado, feita entre os dias 15 e 16, mostra também que 54% aprovam o modo de o presidente Fernando Henrique Cardoso conduzir a negociação em torno da emenda que lhe permite tentar o segundo mandato. A possibilidade de reeleição para Fernando Henrique é defendida por 71%, o que representa um crescimento de 12 pontos porcentuais em relação ao levantamento feito em dezembro. A imagem dos políticos sai desgastada com a negociação que vem ocorrendo no Congresso: os paulistanos condenam a atuação tanto dos oposicionistas - 66% - quando dos governistas - 43%. (pág. 1 e A8 a A10)

- Menores reajustes das tarifas públicas, do aluguel e das mensalidades escolares devem contribuir para que a inflação fique abaixo de 7% durante 1997. Esses itens foram os maiores responsáveis pelo aumento do custo de vida no ano passado, de acordo com levantamento da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) da USP. As autoridades reconhecem que segurar os reajustes nesses setores será um dos principais desafios do ano. (pág. 1 e B1)

- O sul do Pará vive em estado de alerta. De um lado, seguranças e pistoleiros protegendo as propriedades. De outro, lavradores pobres em busca de um pedaço de terra para plantar, seguindo o exemplo de 6 mil famílias que já ocuparam 30 fazendas na região. Sem estrutura e despreparadas, as polícias Civil e Militar pouco podem fazer para impedir as mortes. A reforma agrária é fundamental para levar a paz à região, mas também deve-se combater a impunidade. Os assassinos de aluguel nem se dão ao trabalho de fugir. (pág. 1 e A25)

- Com artigos dos professores Gilberto Dupas, Maria Hermínia Tavares de Almeida, Paulo Eduardo Moreira Rodrigues e Luiz Jacintho da Silva, do historiador e brasilianista Mathew Shirts e do ministro Paulo Renato Souza, além de entrevistas com o reitor da Universidade de São Paulo, Flávio Fava de Moraes, e com o geógrafo Milton Santos, o "Agenda 97" discute o Brasil e o Governo de Fernando Henrique Cardoso. Entre as várias opiniões, há uma linha em comum: o difícil equilíbrio entre ousadia e tolerância. (pág. 1 e Caderno 2 Especial)

- Capital do Tocantins, Palmas, fundada há sete anos, garantiu liderança no último censo do IBGE entre as cidades que mais cresceram no País. De 1991 a 1996, a população saltou de 24,3 mil para 85,9 mil habitantes, com taxa anual de crescimento de 28,67%. A cidade começou com oito casas de madeira. Hoje, tem 21.543 casas, 40% de ruas asfaltadas e 6 estações de TV. Como cidade planejada, Palmas realiza a ocupação de áreas somente quando há condições mínimas, com água tratada e esgoto. (pág. 1 e A26)

EDITORIAL

"UM SOMATÓRIO DE DIFICULDADES" - Os números do déficit público do ano passado, mais o déficit permanente da balança comercial, mais a crise política começam a preocupar os que desejam o êxito do Plano Real. (pág. A3)

COLUNA

(Coluna do Estadão - Cristiana Lobo) - O presidente Fernando Henrique tem dito a amigos que não há motivos para José Sarney ter ficado melindrado com o fato de ter sido incluído no grupo de peemedebistas que ouviu suas queixas ao partido. FH diz que sempre o distinguiu - como político, como ex-presidente da República e como presidente do Senado. Mas foi por considerá-lo um dos líderes do PMDB que o chamou para conversas políticas que precederam a convenção do partido, no domingo passado, para traçar estratégias de interesse do País. E, na condição de um dos líderes do PMDB, que com ele combinou determinadas posições do PMDB, visando à participação sempre crescente do partido no Governo. E não com o ex-presidente da República ou com o presidente do Senado. (pág. A6)

O GLOBO

- Grandes bancos compensarão os investidores pela CPMF

- A quatro dias do início da cobrança da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), os grandes bancos estão fazendo de tudo para evitar que os clientes abandonem as aplicações e transfiram seus recursos para a conta corrente. Algumas instituições financeiras vão pagar a CPMF para os investidores que aplicarem em operações de curto prazo, na poupança mensal, nos fundos e nos CDBs. A fim de enfrentar a concorrência, outros bancos estão dando de graça o talonário para transferências entre contas do mesmo titular. (pág. 1, 42 e 43)

- Apesar da ameaça de não votar a reeleição, os peemedebistas não se dispõem a entregar os cargos no Governo, argumentando que isto significaria ruptura. Segundo eles, o alvo da rebeldia é o calendário de votação, que teria sido imposto pelo PFL. "Fui voto vencido na bancada. Defendi a saída dos cargos e perdi", disse o senador Ronaldo Cunha Lima. O repórter Jorge Bastos Moreno conta os bastidores da crise que abalou as relações do PMDB com o Governo. (pág. 1 e 3 a 5)

- O diretor do Banco Central Cláudio Mauch enviará esta semana relatórios preliminares ao relator da CPI dos Precatórios, Roberto Requião, identificando as corretoras que negociaram R$ 9 bilhões em títulos estaduais e municipais. (pág. 1, 41 e Elio Gaspari)

- (Ourilândia do Norte - PA) - Cenário de uma das mais recentes corridas do ouro e da madeira de lei, Ourilândia do Norte - onde três sem-terra foram mortos semana passada - e Tucumã, a mil quilômetros de Belém (PA), viraram, depois de 15 anos de história, usinas de conflitos agrários. Os garimpos, que chegaram a despejar 200 quilos de ouro por mês nas lojas locais, produzem hoje menos de 40 quilos por mês. O mogno, explorado de forma vertiginosa a R$ 100 o metro cúbico de tora bruta, praticamente acabou, assim como outras madeiras menos nobres, como o cedro, levando ao fechamento de 13 das 16 serrarias locais. O mogno e o ouro não levaram melhorias para Ourilândia e Tucumã e, tão rapidamente quanto chegaram, deixaram pelo menos três mil pessoas desempregadas. É essa legião que hoje engrossa os conflitos de terra nos 19 mil quilômetros quadrados da região. (...) (pág. 18)

- O cafezinho servido esta semana no gabinete do senador Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA) foi mais doce que o habitual. A cada visitante, o senador oferecia o conteúdo de uma caixa de papelão enfeitada com laços de fita. Eram cocadas e docinhos caseiros cristalizados, oferta de ninguém menos do que seu maior adversário do momento, o senador Íris Rezende (PMDB-GO), que disputa com Antônio Carlos a cadeira de presidente do Senado. O agrado mostra bem o comportamento dos senadores, que mesmo na mais acirrada disputa política, são conhecidos como experts em jogos de cena, tapinhas nas costas e elogios rasgados. (...) (pág. 9)

- (Washington) - O secretário de Estado assistente para Assuntos Interamericanos, Jeffrey Davidow, desembarcará em Brasília esta semana, possivelmente amanhã, para negociar com autoridades brasileiras a agenda da visita que o presidente Bill Clinton fará ao País em abril. Na bagagem estará a perspectiva de acordos nas áreas nuclear, espacial e judicial, já em fase final de negociação. Do lado brasileiro, há basicamente uma preocupação: "Não queremos que a visita sirva para cobranças em matéria de combate ao tráfico de drogas, coisa que se tornou num dos aspectos mais destacados na política americana em relação à América Latina", disse um alto funcionário do Governo brasileiro. (...) (pág. 19)

- Ao assumir a Casa Branca, quatro anos atrás, a meta de Bill Clinton era criar uma revolução, pacífica mas determinante: uma série de reformas que transformaria os Estados Unidos num país, ao mesmo tempo, mais moderno e menos violento internamente. Amanhã, ao colocar sua mão sobre a Bíblia, e fazer, às 11h30 (14h30 no Brasil), o juramento de governar mais uma vez o seu país, respeitando a Constituição, o seu objetivo será mais ambicioso: entrar para a História como o líder que preparou os americanos para liderar o planeta na era da tecnologia avançada do século XXI. (...) (pág. 49)

EDITORIAL

"DE FATO NO RIO" - É possível que a lei destinada a regulamentar a flexibilização do monopólio estatal do petróleo - cujo projeto está sendo relatado pelo deputado Eliseu Resende (PFL-MG) - venha a determinar que a futura agência reguladora do setor (ANP) tenha formalmente sua sede em Brasília, mas funcione de fato no Rio através de um escritório central, tal qual o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Seria uma solução pragmática: do ponto de vista institucional, o novo órgão estaria representado na capital federal, junto aos três poderes da República, e do ponto de vista da funcionalidade estaria próximo das principais empresas que atuam no mercado de petróleo. (...) (pág. 6)

COLUNAS

(Panorama Político - Tales Faria) - O líder do PFL na Câmara, Inocêncio Oliveira, conta com os votos, na próxima quarta-feira, da parcela governista do PMDB para a aprovação da emenda constitucional que autoriza a reeleição. A data foi marcada pelo presidente da Câmara, Luís Eduardo Magalhães (PFL-BA). Mas até mesmo os articuladores mais próximos de Luís Eduardo dentro do PMDB já se rebelaram contra a data, deixando evidente que não haverá votação. (...) (pág. 2)

(Swann - Ricardo Boechat) - Uma conferência de direitos humanos pretende reunir em setembro, em Brasília, vários agraciados com o Nobel da Paz. Segundo a OAB, organizadora do evento, já confirmaram presença Ramos Horta, Nelson Mandela, Yasser Arafat e Perez Esquivel. Gorbachov, Lech Walesa e Desmond Tutu também devem vir.

- Partidos de oposição vão pedir ao TSE, que proíba os anúncios, exibidos na televisão, favoráveis à reeleição presidencial. A campanha, paga pelo PSDB e pelo PFL, configuraria propaganda - no caso, do candidato Fernando Henrique Cardoso - fora do período eleitoral. (pág. 12)

CORREIO BRAZILIENSE

- Quem doa um rim a Carmem?

- Só para receber um novo órgão, 650 pessoas estão na fila de espera em Brasília. (pág. 1 e 18)

- Porque não prestou contas dos gastos de 1995, o Governo do Distrito Federal (GDF) perdeu o direito no ano passado a um repasse de R$ 8.259.451,20 do Ministério da Educação (MEC) para a compra de merenda escolar. (...) (pág. 1 e Cidades, Capa)

- Para o sociólogo político Wanderley Guilherme dos Santos, o presidente Fernando Henrique Cardoso dará um golpe branco se convocar um plebiscito - caso seja derrotado no Congresso - para aprovar a emenda da reeleição. Em entrevista exclusiva ao "Correio", Santos diz também que o carão que Fernando Henrique deu na cúpula do PMDB foi "uma barbaridade". "Ele infligiu a autonomia dos poderes e o direito de livre manifestação do pensamento e organização da participação política", observou. (pág. 1 e Brasil, pág. 11)

- Nos bastidores, sem fazer barulho, os governos do Distrito Federal e de Goiás disputam palmo a palmo novas empresas dispostas a investir. (pág. 1 e 19)

JORNAL DE BRASÍLIA

- Receita arrocha mais os casados

- Estudo do Ipea comprova que carga tributária é maior para contribuinte com filhos do que para solteiros. (pág. 1 e 8)

- O governador de Goiás, Maguito Vilela, descarta a possibilidade de o senador Íris Rezende renunciar a sua candidatura à presidência do Senado em torno de um nome de consenso. "O PMDB não lançou candidatura para barganhar", avisa. Em entrevista ao "Jornal de Brasília", Vilela condena a realização de um plebiscito, agora, sobre a reeleição por entender que paralisaria o País, com prejuízos enormes. (pág. 1 e 5)

- Relatório do Banco Central encaminhado à CPI de precatórios, pode ser decisivo para a identificação dos responsáveis por fraudes em renegociação da dívida de estados e municípios, que renderam R$ 2 bilhões. (pág. 1 e 4)

ZERO HORA

- Quando vai às urnas escolher seus representantes no Congresso, o cidadão imagina estar elegendo indivíduos cujas ações serão sempre norteadas por uma interrogação de extrema simplicidade: "O que é melhor para o País?" Talvez por isso seja difícil entender o tremendo imbróglio instalado a cada grande tema colocado em pauta - caso, por exemplo, da reeleição. Acima do sentimento patriótico, no entanto, costumam reinar sem constrangimentos o instinto de autopreservação, o senso de proteção do próprio clã, dos amigos e do partido. O desejo de dar uma mãozinha para um parente em cargo eletivo ou necessitado de emprego é apenas a ação mais visível no guichê das barganhas. (pág. 6)

- A briga para valer pela reeleição será mesmo no plenário. Há tanto em jogo que uma questão de interesse nacional se converte em produto de balcão. Especialista em criar tensão, o senador Jáder Barbalho (PMDB-PA) tem tirado o sono do presidente Fernando Henrique Cardoso. A cada crise, Jáder consegue uma vantagem a mais - normalmente um cargo para seus apadrinhados. O goiano Íris Rezende (PMDB) quer a presidência do Senado. Se garantirem o atendimento de seu desejo, o PMDB de Goiás votará pela reeleição. É um jogo tão intrincado que alguns saem ganhando com qualquer resultado. É o caso do ex-presidente José Sarney (PMDB-AP). Se a reeleição for aprovada, a sua filha e herdeira política, Roseana Sarney (PFL), governadora do Maranhão, será beneficiada. Se a emenda for rejeitada, Sarney leva vantagem, como possível candidato à Presidência. (pág. 14)

- A fisionomia atual do Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR-8) deixaria os jovens comunistas que pegaram em armas para combater a ditadura militar nos anos 60 e 70 de cabelo em pé. Nascido em 1968 de uma dissidência do PCB carioca e batizado com a data de morte do revolucionário argentino Ernesto Che Guevara, o MR-8 é hoje o principal sustentáculo do ex-governador paulista Orestes Quércia no PMDB, um político conservador e manchado por uma lista de acusações de corrupção. "O MR-8 é um instrumento hibernado que o Quércia tira do gelo quando precisa", dispara o deputado federal Fernando Gabeira (PV), um dos guerrilheiros do MR-8 que sequestraram o embaixador norte-americano Charles Elbrick, em setembro de 1969. (pág. 18 e 20)

- Os principais líderes do jornalismo mundial se reunirão em Porto Alegre, de 5 a 6 de fevereiro, no Hotel Plaza São Rafael, para avaliar e conhecer a situação dos jornais da América Latina. Promovido pela Associação Nacional de Jornais, o encontro terá a participação de várias entidades jornalísticas e ligadas à defesa da liberdade de informação. O presidente da Fiej, o gaúcho Jayme Sirotsky, assumiu a Associação Mundial de Jornais em maio de 1996, com a missão de integrar os editores da América Latina e do Oriente. (pág. 46)

MANCHETES

 ESTADO DE MINAS

- Governo dá ultimato ao PMDB

 HOJE EM DIA (MG)

- Chuva dá rombo de r$ 350 milhões

 GAZETA DO POVO (PR)

- Empresário teme demora nas reformas econômicas

 JORNAL DO COMMERCIO (PE)

- Usinas em crise podem desaparecer

 CORREIO DO POVO (RS)

- Governo usa cargos para garantir os votos no congresso

 DIÁRIO CATARINENSE

- Saúde garante remédio grátis 

REVISTAS

VEJA

TÍTULO DE CAPA

PICARETAS DEMAIS: O pintor quer o Estado longe do mundo das artes, fala que 70% dos marchands não prestam e recomenda cuidado ao comprar um quadro. (pág. 9 a 13)

- BLOCO DOS SUMIDOS: Convenção do PMDB rearmou políticos que andavam fora de cena. (pág. 30 e 31)

- A REELEIÇÃO ENROSCA EM ACM: O Planalto se alinha com o candidato do PFL e se arrisca a perder votos do PMDB. (pág. 26 a 28)

- O PEDAÇO PODRE DA EUROPA: Pobres e sem democracia, os países dos Bálcãs são sacudidos pelo vigor das manifestações. (pág. 36 e 37)

- TIGRE NERVOSO: Protesto contra lei que autoriza demissões em massa de trabalhadores agita o País. (pág. 38)

- O IMPERADOR DO BRADESCO: Quem é Lázaro Brandão, chefe da empresa privada de maior lucro na história do País. (Economia e Negócios, pág. 102 a 109)

- VOSSOS BOSQUES TÊM MAIS VIDA: Mato para o brasileiro é sinal de atraso, mas está virando parâmetro de civilização. (Opinião, pág. 25)

ISTOÉ

TÍTULO DE CAPA

- UM APRENDIZ NO GOVERNO: Édson Arantes do Nascimento começa a marcar gols como ministro dos Esportes e diz que vai propor uma nova lei para o futebol. (pág. 5 a 7)

- UM PARANINFO ESPECIAL: Como Saddam Hussein, que fica no Iraque, teve notícias da pequena Quirinópolis no interior de Goiás. (pág. 12)

- PROJETO PAINHO: Plano da família Magalhães de ocupar os principais cargos do Congresso embaralha o jogo da reeleição de FHC. (pág. 20 a 24)

- PALAVRA DE CAPATAZ: Ex-empregado de Joaquim Roriz afirma que mentiu na CPI do Orçamento a pedido do ex-governador. (pág. 25)

- MUDANÇA DE ALVO: Vadão Gomes apresenta sua versão sobre o desvio de verbas das cooperativas, revelado por "IstoÉ". (pág. 31)

- SURPRESA NO DESERTO: Israel entrega 80% da cidade de Hebron à Autoridade Palestina. (pág. 83)

 

ATENÇÃO

O Boletim de Acompanhamento Macroeconômico da Secretaria de Política Econômica, que traz avaliação mensal da conjuntura econômica brasileira (análise e tendência de preços, salários, juros, balança comercial, contas externas, etc), está disponível via FTP através do endereço na INTERNET www.fazenda.gov.br, na área específica de "Publicações". Outras informações atualizadas, inclusive sobre os resultados do Plano Real, podem ser também obtidas, em português e em inglês, na página eletrônica do Ministério da Fazenda.

Consulte a homepage da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.

O endereço na Internet é www.brasil.gov.br

O telefone para solicitação de publicações é:061-411.4892.

O email da Secretaria de Comunicação Social é:secom@planalto.gov.br