
19/01/1997
JORNAL DO BRASIL
- PMDB quer sacrifício de ACM em troca
da reeleição
- O PMDB está cobrando um preço alto para
aprovar a reeleição: as presidências da Câmara dos Deputados
e do Senado. Para atender aos peemedebistas, o presidente
Fernando Henrique Cardoso teria que sacrificar a candidatura
de Antônio Carlos Magalhães, que disputa a presidência do
Senado e lidera o PFL, partido que é o mais forte aliado
do Governo. Por trás das pretensões do PMDB está a sua sobrevivência
política. Derrotados nas eleições presidenciais de 1989
e 1994, os peemedebistas consideram o comando do Congresso
como único espaço capaz de garantir vida longa ao partido,
encurralado pelo PSDB, na Presidência da República, e pelo
PFL, na vice. (pág. 1 e 3)
- O presidente dos EUA, Bill Clinton, toma
posse amanhã em seu segundo mandato, consagrado por uma
eleição fácil sobre o adversário republicano, Bob Dole,
mas de certa forma refém de uma agenda que se tornou mais
direcionada ao conservadorismo devido ao peso da oposição
no Congresso. Clinton pretende conduzir a América por uma
ponte ao século 21, mas ainda precisa resolver problemas
como o equilíbrio orçamentário e rombo da previdência. (pág.
1 e 17)
- O projeto de doação presumida de órgãos,
aprovado no Congresso, enfrenta resistências de médicos,
advotados e até do Ministério da Saúde. A novidade ainda
depende de sanção presidencial. O relator, senador Lúcio
Alcântara
(PSDB-CE), esclarece em entrevista ao "Jornal
do Brasil" que, se aprovada, a nova lei não vai obrigar
ninguém a ser doador. (pág. 1 e 12)
- Os correntistas de bancos e investidores
têm apenas três dias para realizarem operações financeiras
livres da mordida da Contribuição Provisória sobre Movimentação
Financeira (CPMF). A partir de quinta- feira, dia 23, começa
a incidir a taxa de 0,2% sobre saques e resgates de contas
correntes e investimentos. Com a cobrança do novo tributo,
que vai até 23 de fevereiro de 1998, o Governo espera arrecadar
mais de R$ 4,8 bilhões, que serão repassados à Saúde. (...)
(Negócios e Finanças, pág. 5)
- As reservas cambiais podem crescer US$
20 bilhões este ano, segundo previsão do Banco Central,
e o Governo já começa a se preocupar com o que fazer caso
se confirme a enxurrada de recursos externos que ameaça
inundar o País. As reservas, que já cresceram US$ 10 bilhões
em 96, engordariam com as privatizações e a facilidade de
empresas privadas captarem recursos externos. (Negócios
e Finanças, pág. 1)
- Na tentativa de integrar às escolas públicas
os portadores de deficiências - uma legião de 15 milhões
de pessoas em todo o Brasil, segundo a Organização Mundial
de Saúde (OMS) - o Ministério da Educação (ME) mobilizou
a cantora Daniela Mercury e o comediante Renato Aragão para
uma campanha a ser lançada em fevereiro. (...) (pág. 8)
EDITORIAL
"A ÓPERA-BUFA" - O Brasil do
final dos anos 90 caminha com duas moedas na mão: uma, política,
indispensável ao desenho de um cenário de estabilidade mínima;
outra, econômica, que requer decisões de longo prazo, balançando
cuidadosamente lucros e benefícios para o capital investido.
O uso que fizer dessas duas moedas definirá o perfil nacional
na alvorada do novo milênio. (...) (pág. 10)
COLUNAS
(Coisas da Política - Dora Kramer) - Os
próximos dez dias serão decisivos para a reeleição. Dificilmente
haverá mesmo a votação da emenda nesta quarta-feira, como
diz querer o Governo, e o mais provável é que o "Dia
D" seja o próximo 29. É o prazo final para Fernando
Henrique Cardoso decidir se enfrenta a possibilidade da
derrota, se entra na disputa com a certeza da vitória ou
se recorre à consulta popular através do plebiscito ou do
referendo. (...) Por isso mesmo, a possibilidade mais plausível
é que a coisa termine desaguando na discussão entre plebiscito
e referendo. Esse debate, na verdade, já corre paralelo
às tentativas de manter a votação em plenário, pois as definições
terão de ser rápidas porque o tempo corre contra o Governo.
(pág. 2)
(Informe JB - Maurício Dias) - O comando
político que trabalha pela emenda da reeleição está buscando
agora uma sintonia fina dos votos aliados - incluindo aí,
além do próprio PSDB e PMDB, o PFL - ou, mais precisamente,
como diz um parlamentar do grupo, acabando com "alguns
problemas surgidos nas bancadas de Minas e de São Paulo".
E já não há dúvidas de que o Governo não tem margem de segurança
para o confronto. (...) A data da próxima quarta-feira,
imaginada como própria para a votação da emenda em primeiro
turno na Câmara, é portanto fruto de tática política somada
à urgência de usar o firme comando que o deputado Luís Eduardo
Magalhães tem na casa. (...) FH já está por demais atado
ao tema e sabe que não pode deixar o País por mais tempo
enrolado na reeleição.
- Há cinco defecções no PFL na votação
da emenda da reeleição. Mas os caciques do partido acreditam
que ganharão pelo menos dois dessas ovelhas negras pefelistas.
O único voto dado como perdido é o do paranaense Ricardo
Barros. Ele malufou. (pág. 6)
FOLHA DE S. PAULO
- Esquema oferece FMs piratas com objetivo
eleitoral
- Gravações obtidas pela "Folha"
revelam esquema de instalação de FMs piratas com fins eleitoreiros,
por meio de associações comunitárias de fachada. A manobra
conta com a aprovação, no Congresso, da legalização de rádios
comunitárias. Um dos envolvidos é Antônio Zucco Jr., presidente
de associação de rádios comunitárias. Ele orienta como instalar
as rádios e dá "assessoria". Quatro FMs no Maranhão
são mantidas por José Freire Silva, que pretende se candidatar
a deputado em 98. Silva tem ligações com o senador Francisco
Escórcio (PFL-MA) e o delegado do Ministério das Comunicações
Itaqué Mendes Câmara. Todos negam envolvimento no esquema
e existência de fins eleitoreiros. (pág. 1 e 1-15)
- Os acidentes nas estradas federais aumentaram
21% no ano passado, informa José Roberto de Toledo. Foram
115.313 acidentes, contra 95.499 no ano anterior. No período
, as mortes nessas estradas cresceram 11%. De acordo com
os dados da Polícia Rodoviária Federal, 59% dos acidentes
nessas estradas ocorrem por três fatores de responsabilidade
exclusiva dos motoristas: imprudência, imperícia e desatenção.
Estatísticas demonstram que as mortes violentas, causadas
por acidentes de trânsito ou homicídios, por exemplo, diminuem
a expectativa de vida do brasileiro em até quatro anos.
(pág. 1 e 3-1 a 3-3)
- O presidente Fernando Henrique Cardoso
vai testar os aliados antes de votar a emenda da reeleição
na Câmara. Na próxima semana, líderes governistas tentarão
votar um item qualquer, para verificar o apoio a FHC. A
reeleição só será discutida se houver 330 votos assegurados.
(pág. 1 e 1-6)
- Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA) disputa
a presidência do Senado com Íris Rezende (PMDB-GO). ACM,
que tem o apoio velado de FHC, diz em entrevista que não
pode "comprometer o Fernando (FHC)". "Íris
diz que busca votos "onde eles existem". (pág.
1 e 1-13)
- Conhecidos como "baixo clero"
do Congresso, os deputados que não aparecem na mídia e nunca
dão palpite nas decisões tomadas por seus líderes sonham
em sair do anonimato. (pág. 1 e 1-12)
- Os cientistas Manuel Limonta Vidal e
Conchita Fernández narram o avanço de Cuba, onde a saúde
é uma das mais importantes conquistas da revolução. (Mundo,
pág. 1)
- Segundo advogados, novo imposto do cheque
quebra o sigilo bancário. Os bancos estão divididos. (pág.
1 e 2-1)
- A anemia falciforme, doença hereditária
mais comum no Brasil, não tem programa nacional de exames
e controle. Nos EUA, onde há testes em massa, os doentes
vivem pelo menos duas vezes mais que os brasileiros. (pág.
1 e 5-14 a 5-16)
EDITORIAL
"A ECONOMIA DA REELEIÇÃO" - O
ano passado terminou com certo otimismo, e 1997 começou
no vácuo das indefinições sobre a emenda da reeleição. As
bolas esperam que os próximos meses sejam um período de
bons negócios, mas sujeitam seus cenários ao andar das negociações
políticas e se assustam com a hipótese de uma paralisação
das reformas. Torna-se a cada dia mais difícil separar a
análise da conjuntura econômica das previsões políticas.
Mas, ainda que a emenda da reeleição seja aprovada, as contas
externas continuam gerando preocupação. Passados já 20 meses
da fuga de capitais ocorrida em março de 95, a opinião pública
tem dado menor atenção ao desequilíbrio externo. Mas a perspectiva
de um déficit comercial da ordem de R$ 1 bilhão em janeiro
e a possibilidade de que, seguindo essa trajetória, o saldo
de 97 seja negativo em R$ 8 bilhões ou mesmo R$ 10 bilhões
estão longe de ser tranquilizadoras. (pág. 1-2)
COLUNA
(Painel) - Virou questão de honra para
os peemedebistas boicotar a votação da reeleição no plenário
da Câmara na quarta, dia 22, anunciada pelo pefelista Inocêncio
Oliveira (PE). Viram que, se votassem, fortaleceriam o PFL.
- O jogo do PFL: com a ajuda do PSDB, tenta
conseguir uma parcela de votos peemedebistas que seja suficiente
para aprovar a emenda no dia 22. Se obtiver sucesso, sairá
como vencedor da queda-de-braço com o PMDB.
- O jogo do PMDB: não vota a reeleição
no dia 22, mostra a FHC que sem o partido a emenda não passa
e vence o PFL. Depois, faz acordo para votar o 1º turno
no dia 29 e deixa o 2º turno para depois de 15 de fevereiro.
- FHC já sentiu que não dá para votar a
reeleição no dia 22. Tem dito que é preciso recontar os
votos e que o anúncio da data foi feito para manter aceso
o processo. Deixa claro que o dia marcado é responsabilidade
do PFL.
- Um ministro quer tirar Sérgio Motta (Comunicações)
da articulação pró-reeleição. "Essa tentativa de filiar
peemedebistas ao PSDB nesta hora é mais uma contribuição
dele para melar os sonhos de FHC", afirma. (pág. 1-4)
O ESTADO DE S. PAULO
- Aumenta apoio popular à reeleição
- A maioria dos paulistanos apóia a reeleição
- 83% - e quer decidir o assunto por consulta popular -
88%. Pesquisa InformEstado, feita entre os dias 15 e 16,
mostra também que 54% aprovam o modo de o presidente Fernando
Henrique Cardoso conduzir a negociação em torno da emenda
que lhe permite tentar o segundo mandato. A possibilidade
de reeleição para Fernando Henrique é defendida por 71%,
o que representa um crescimento de 12 pontos porcentuais
em relação ao levantamento feito em dezembro. A imagem dos
políticos sai desgastada com a negociação que vem ocorrendo
no Congresso: os paulistanos condenam a atuação tanto dos
oposicionistas - 66% - quando dos governistas - 43%. (pág.
1 e A8 a A10)
- Menores reajustes das tarifas públicas,
do aluguel e das mensalidades escolares devem contribuir
para que a inflação fique abaixo de 7% durante 1997. Esses
itens foram os maiores responsáveis pelo aumento do custo
de vida no ano passado, de acordo com levantamento da Fundação
Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) da USP. As autoridades
reconhecem que segurar os reajustes nesses setores será
um dos principais desafios do ano. (pág. 1 e B1)
- O sul do Pará vive em estado de alerta.
De um lado, seguranças e pistoleiros protegendo as propriedades.
De outro, lavradores pobres em busca de um pedaço de terra
para plantar, seguindo o exemplo de 6 mil famílias que já
ocuparam 30 fazendas na região. Sem estrutura e despreparadas,
as polícias Civil e Militar pouco podem fazer para impedir
as mortes. A reforma agrária é fundamental para levar a
paz à região, mas também deve-se combater a impunidade.
Os assassinos de aluguel nem se dão ao trabalho de fugir.
(pág. 1 e A25)
- Com artigos dos professores Gilberto
Dupas, Maria Hermínia Tavares de Almeida, Paulo Eduardo
Moreira Rodrigues e Luiz Jacintho da Silva, do historiador
e brasilianista Mathew Shirts e do ministro Paulo Renato
Souza, além de entrevistas com o reitor da Universidade
de São Paulo, Flávio Fava de Moraes, e com o geógrafo Milton
Santos, o "Agenda 97" discute o Brasil e o Governo
de Fernando Henrique Cardoso. Entre as várias opiniões,
há uma linha em comum: o difícil equilíbrio entre ousadia
e tolerância. (pág. 1 e Caderno 2 Especial)
- Capital do Tocantins, Palmas, fundada
há sete anos, garantiu liderança no último censo do IBGE
entre as cidades que mais cresceram no País. De 1991 a 1996,
a população saltou de 24,3 mil para 85,9 mil habitantes,
com taxa anual de crescimento de 28,67%. A cidade começou
com oito casas de madeira. Hoje, tem 21.543 casas, 40% de
ruas asfaltadas e 6 estações de TV. Como cidade planejada,
Palmas realiza a ocupação de áreas somente quando há condições
mínimas, com água tratada e esgoto. (pág. 1 e A26)
EDITORIAL
"UM SOMATÓRIO DE DIFICULDADES"
- Os números do déficit público do ano passado, mais o déficit
permanente da balança comercial, mais a crise política começam
a preocupar os que desejam o êxito do Plano Real. (pág.
A3)
COLUNA
(Coluna do Estadão - Cristiana Lobo) -
O presidente Fernando Henrique tem dito a amigos que não
há motivos para José Sarney ter ficado melindrado com o
fato de ter sido incluído no grupo de peemedebistas que
ouviu suas queixas ao partido. FH diz que sempre o distinguiu
- como político, como ex-presidente da República e como
presidente do Senado. Mas foi por considerá-lo um dos líderes
do PMDB que o chamou para conversas políticas que precederam
a convenção do partido, no domingo passado, para traçar
estratégias de interesse do País. E, na condição de um dos
líderes do PMDB, que com ele combinou determinadas posições
do PMDB, visando à participação sempre crescente do partido
no Governo. E não com o ex-presidente da República ou com
o presidente do Senado. (pág. A6)
O GLOBO
- Grandes bancos compensarão os investidores pela CPMF - A quatro dias do início da cobrança da
Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF),
os grandes bancos estão fazendo de tudo para evitar que
os clientes abandonem as aplicações e transfiram seus recursos
para a conta corrente. Algumas instituições financeiras
vão pagar a CPMF para os investidores que aplicarem em operações
de curto prazo, na poupança mensal, nos fundos e nos CDBs.
A fim de enfrentar a concorrência, outros bancos estão dando
de graça o talonário para transferências entre contas do
mesmo titular. (pág. 1, 42 e 43)
- Apesar da ameaça de não votar a reeleição,
os peemedebistas não se dispõem a entregar os cargos no
Governo, argumentando que isto significaria ruptura. Segundo
eles, o alvo da rebeldia é o calendário de votação, que
teria sido imposto pelo PFL. "Fui voto vencido na bancada.
Defendi a saída dos cargos e perdi", disse o senador
Ronaldo Cunha Lima. O repórter Jorge Bastos Moreno conta
os bastidores da crise que abalou as relações do PMDB com
o Governo. (pág. 1 e 3 a 5)
- O diretor do Banco Central Cláudio Mauch
enviará esta semana relatórios preliminares ao relator da
CPI dos Precatórios, Roberto Requião, identificando as corretoras
que negociaram R$ 9 bilhões em títulos estaduais e municipais.
(pág. 1, 41 e Elio Gaspari)
- (Ourilândia do Norte - PA) - Cenário
de uma das mais recentes corridas do ouro e da madeira de
lei, Ourilândia do Norte - onde três sem-terra foram mortos
semana passada - e Tucumã, a mil quilômetros de Belém (PA),
viraram, depois de 15 anos de história, usinas de conflitos
agrários. Os garimpos, que chegaram a despejar 200 quilos
de ouro por mês nas lojas locais, produzem hoje menos de
40 quilos por mês. O mogno, explorado de forma vertiginosa
a R$ 100 o metro cúbico de tora bruta, praticamente acabou,
assim como outras madeiras menos nobres, como o cedro, levando
ao fechamento de 13 das 16 serrarias locais. O mogno e o
ouro não levaram melhorias para Ourilândia e Tucumã e, tão
rapidamente quanto chegaram, deixaram pelo menos três mil
pessoas desempregadas. É essa legião que hoje engrossa os
conflitos de terra nos 19 mil quilômetros quadrados da região.
(...) (pág. 18)
- O cafezinho servido esta semana no gabinete
do senador Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA) foi mais doce
que o habitual. A cada visitante, o senador oferecia o conteúdo
de uma caixa de papelão enfeitada com laços de fita. Eram
cocadas e docinhos caseiros cristalizados, oferta de ninguém
menos do que seu maior adversário do momento, o senador
Íris Rezende (PMDB-GO), que disputa com Antônio Carlos a
cadeira de presidente do Senado. O agrado mostra bem o comportamento
dos senadores, que mesmo na mais acirrada disputa política,
são conhecidos como experts em jogos de cena, tapinhas nas
costas e elogios rasgados. (...) (pág. 9)
- (Washington) - O secretário de Estado
assistente para Assuntos Interamericanos, Jeffrey Davidow,
desembarcará em Brasília esta semana, possivelmente amanhã,
para negociar com autoridades brasileiras a agenda da visita
que o presidente Bill Clinton fará ao País em abril. Na
bagagem estará a perspectiva de acordos nas áreas nuclear,
espacial e judicial, já em fase final de negociação. Do
lado brasileiro, há basicamente uma preocupação: "Não
queremos que a visita sirva para cobranças em matéria de
combate ao tráfico de drogas, coisa que se tornou num dos
aspectos mais destacados na política americana em relação
à América Latina", disse um alto funcionário do Governo
brasileiro. (...) (pág. 19)
- Ao assumir a Casa Branca, quatro anos
atrás, a meta de Bill Clinton era criar uma revolução, pacífica
mas determinante: uma série de reformas que transformaria
os Estados Unidos num país, ao mesmo tempo, mais moderno
e menos violento internamente. Amanhã, ao colocar sua mão
sobre a Bíblia, e fazer, às 11h30 (14h30 no Brasil), o juramento
de governar mais uma vez o seu país, respeitando a Constituição,
o seu objetivo será mais ambicioso: entrar para a História
como o líder que preparou os americanos para liderar o planeta
na era da tecnologia avançada do século XXI. (...) (pág.
49)
EDITORIAL
"DE FATO NO RIO"
- É possível que a lei destinada a regulamentar a flexibilização
do monopólio estatal do petróleo - cujo projeto está sendo
relatado pelo deputado Eliseu Resende (PFL-MG) - venha a
determinar que a futura agência reguladora do setor (ANP)
tenha formalmente sua sede em Brasília, mas funcione de
fato no Rio através de um escritório central, tal qual o
Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Seria uma solução pragmática: do ponto de vista institucional,
o novo órgão estaria representado na capital federal, junto
aos três poderes da República, e do ponto de vista da funcionalidade
estaria próximo das principais empresas que atuam no mercado
de petróleo. (...) (pág. 6)
COLUNAS
(Panorama Político - Tales Faria) - O líder
do PFL na Câmara, Inocêncio Oliveira, conta com os votos,
na próxima quarta-feira, da parcela governista do PMDB para
a aprovação da emenda constitucional que autoriza a reeleição.
A data foi marcada pelo presidente da Câmara, Luís Eduardo
Magalhães (PFL-BA). Mas até mesmo os articuladores mais
próximos de Luís Eduardo dentro do PMDB já se rebelaram
contra a data, deixando evidente que não haverá votação.
(...) (pág. 2)
(Swann - Ricardo Boechat) - Uma conferência
de direitos humanos pretende reunir em setembro, em Brasília,
vários agraciados com o Nobel da Paz. Segundo a OAB, organizadora
do evento, já confirmaram presença Ramos Horta, Nelson Mandela,
Yasser Arafat e Perez Esquivel. Gorbachov, Lech Walesa e
Desmond Tutu também devem vir.
- Partidos de oposição vão pedir ao TSE,
que proíba os anúncios, exibidos na televisão, favoráveis
à reeleição presidencial. A campanha, paga pelo PSDB e pelo
PFL, configuraria propaganda - no caso, do candidato Fernando
Henrique Cardoso - fora do período eleitoral. (pág. 12)
CORREIO BRAZILIENSE
- Quem doa um rim a Carmem?
- Só para receber um novo órgão, 650 pessoas
estão na fila de espera em Brasília. (pág. 1 e 18)
- Porque não prestou contas dos gastos
de 1995, o Governo do Distrito Federal (GDF) perdeu o direito
no ano passado a um repasse de R$ 8.259.451,20 do Ministério
da Educação (MEC) para a compra de merenda escolar. (...)
(pág. 1 e Cidades, Capa)
- Para o sociólogo político Wanderley Guilherme
dos Santos, o presidente Fernando Henrique Cardoso dará
um golpe branco se convocar um plebiscito - caso seja derrotado
no Congresso - para aprovar a emenda da reeleição. Em entrevista
exclusiva ao "Correio", Santos diz também que
o carão que Fernando Henrique deu na cúpula do PMDB foi
"uma barbaridade". "Ele infligiu a autonomia
dos poderes e o direito de livre manifestação do pensamento
e organização da participação política", observou.
(pág. 1 e Brasil, pág. 11)
- Nos bastidores, sem fazer barulho, os
governos do Distrito Federal e de Goiás disputam palmo a
palmo novas empresas dispostas a investir. (pág. 1 e 19)
JORNAL DE BRASÍLIA
- Receita arrocha mais os casados
- Estudo do Ipea comprova que carga tributária
é maior para contribuinte com filhos do que para solteiros.
(pág. 1 e 8)
- O governador de Goiás, Maguito Vilela,
descarta a possibilidade de o senador Íris Rezende renunciar
a sua candidatura à presidência do Senado em torno de um
nome de consenso. "O PMDB não lançou candidatura para
barganhar", avisa. Em entrevista ao "Jornal de
Brasília", Vilela condena a realização de um plebiscito,
agora, sobre a reeleição por entender que paralisaria o
País, com prejuízos enormes. (pág. 1 e 5)
- Relatório do Banco Central encaminhado
à CPI de precatórios, pode ser decisivo para a identificação
dos responsáveis por fraudes em renegociação da dívida de
estados e municípios, que renderam R$ 2 bilhões. (pág. 1
e 4)
ZERO HORA
- Quando vai às urnas escolher seus representantes
no Congresso, o cidadão imagina estar elegendo indivíduos
cujas ações serão sempre norteadas por uma interrogação
de extrema simplicidade: "O que é melhor para o País?"
Talvez por isso seja difícil entender o tremendo imbróglio
instalado a cada grande tema colocado em pauta - caso, por
exemplo, da reeleição. Acima do sentimento patriótico, no
entanto, costumam reinar sem constrangimentos o instinto
de autopreservação, o senso de proteção do próprio clã,
dos amigos e do partido. O desejo de dar uma mãozinha para
um parente em cargo eletivo ou necessitado de emprego é
apenas a ação mais visível no guichê das barganhas. (pág.
6) - A briga para valer pela reeleição será mesmo no plenário.
Há tanto em jogo que uma questão de interesse nacional se
converte em produto de balcão. Especialista em criar tensão,
o senador Jáder Barbalho (PMDB-PA) tem tirado o sono do
presidente Fernando Henrique Cardoso. A cada crise, Jáder
consegue uma vantagem a mais - normalmente um cargo para
seus apadrinhados. O goiano Íris Rezende (PMDB) quer a presidência
do Senado. Se garantirem o atendimento de seu desejo, o
PMDB de Goiás votará pela reeleição. É um jogo tão intrincado
que alguns saem ganhando com qualquer resultado. É o caso
do ex-presidente José Sarney (PMDB-AP). Se a reeleição for
aprovada, a sua filha e herdeira política, Roseana Sarney
(PFL), governadora do Maranhão, será beneficiada. Se a emenda
for rejeitada, Sarney leva vantagem, como possível candidato
à Presidência. (pág. 14) - A fisionomia atual do Movimento Revolucionário 8
de Outubro (MR-8) deixaria os jovens comunistas que pegaram
em armas para combater a ditadura militar nos anos 60 e
70 de cabelo em pé. Nascido em 1968 de uma dissidência do
PCB carioca e batizado com a data de morte do revolucionário
argentino Ernesto Che Guevara, o MR-8 é hoje o principal
sustentáculo do ex-governador paulista Orestes Quércia no
PMDB, um político conservador e manchado por uma lista de
acusações de corrupção. "O MR-8 é um instrumento hibernado
que o Quércia tira do gelo quando precisa", dispara
o deputado federal Fernando Gabeira (PV), um dos guerrilheiros
do MR-8 que sequestraram o embaixador norte-americano Charles
Elbrick, em setembro de 1969. (pág. 18 e 20) - Os principais líderes do jornalismo mundial
se reunirão em Porto Alegre, de 5 a 6 de fevereiro, no Hotel
Plaza São Rafael, para avaliar e conhecer a situação dos
jornais da América Latina. Promovido pela Associação Nacional
de Jornais, o encontro terá a participação de várias entidades
jornalísticas e ligadas à defesa da liberdade de informação.
O presidente da Fiej, o gaúcho Jayme Sirotsky, assumiu a
Associação Mundial de Jornais em maio de 1996, com a missão
de integrar os editores da América Latina e do Oriente.
(pág. 46)
MANCHETES
ESTADO
DE MINAS
- Governo dá ultimato ao PMDB
HOJE
EM DIA (MG)
- Chuva dá rombo de r$ 350 milhões
GAZETA
DO POVO (PR)
- Empresário teme demora nas reformas econômicas
JORNAL
DO COMMERCIO (PE)
- Usinas em crise podem desaparecer
CORREIO
DO POVO (RS)
- Governo usa cargos para garantir os votos no congresso
DIÁRIO
CATARINENSE
- Saúde garante remédio grátis
REVISTAS
VEJA
TÍTULO
DE CAPA
PICARETAS DEMAIS: O pintor quer o Estado
longe do mundo das artes, fala que 70% dos marchands não
prestam e recomenda cuidado ao comprar um quadro. (pág.
9 a 13)
- BLOCO DOS SUMIDOS: Convenção do PMDB
rearmou políticos que andavam fora de cena. (pág. 30 e 31)
- A REELEIÇÃO ENROSCA EM ACM: O Planalto
se alinha com o candidato do PFL e se arrisca a perder votos
do PMDB. (pág. 26 a 28)
- O PEDAÇO PODRE DA EUROPA: Pobres e sem
democracia, os países dos Bálcãs são sacudidos pelo vigor
das manifestações. (pág. 36 e 37)
- TIGRE NERVOSO: Protesto contra lei que
autoriza demissões em massa de trabalhadores agita o País.
(pág. 38)
- O IMPERADOR DO BRADESCO: Quem é Lázaro
Brandão, chefe da empresa privada de maior lucro na história
do País. (Economia e Negócios, pág. 102 a 109)
- VOSSOS BOSQUES TÊM MAIS VIDA: Mato para
o brasileiro é sinal de atraso, mas está virando parâmetro
de civilização. (Opinião, pág. 25)
ISTOÉ
TÍTULO
DE CAPA
- UM APRENDIZ NO GOVERNO: Édson Arantes
do Nascimento começa a marcar gols como ministro dos Esportes
e diz que vai propor uma nova lei para o futebol. (pág.
5 a 7)
- UM PARANINFO ESPECIAL: Como Saddam Hussein,
que fica no Iraque, teve notícias da pequena Quirinópolis
no interior de Goiás. (pág. 12)
- PROJETO PAINHO: Plano da família Magalhães
de ocupar os principais cargos do Congresso embaralha o
jogo da reeleição de FHC. (pág. 20 a 24)
- PALAVRA DE CAPATAZ: Ex-empregado de Joaquim
Roriz afirma que mentiu na CPI do Orçamento a pedido do
ex-governador. (pág. 25)
- MUDANÇA DE ALVO: Vadão Gomes apresenta
sua versão sobre o desvio de verbas das cooperativas, revelado
por "IstoÉ". (pág. 31)
- SURPRESA NO DESERTO: Israel entrega 80%
da cidade de Hebron à Autoridade Palestina. (pág. 83)

ATENÇÃO
O Boletim de Acompanhamento Macroeconômico da Secretaria de Política
Econômica, que traz avaliação mensal da conjuntura econômica brasileira (análise e
tendência de preços, salários, juros, balança comercial, contas externas, etc), está
disponível via FTP através do endereço na INTERNET www.fazenda.gov.br,
na área específica de "Publicações". Outras informações atualizadas,
inclusive sobre os resultados do Plano Real, podem ser também obtidas, em português e em
inglês, na página eletrônica do Ministério da Fazenda.
Consulte a homepage da Secretaria de Comunicação Social da
Presidência da República.
O endereço na Internet é www.brasil.gov.br
O telefone para solicitação de publicações é:061-411.4892.
O email da Secretaria de Comunicação Social é:secom@planalto.gov.br |