
19/02/1997
JORNAL DO BRASIL
- Governo eleva a banda cambial
- A banda cambial (limites mínimo e máximo
dentro dos quais o dólar pode flutuar) foi elevada ontem
pelo Banco Central, passando a ter piso de R$ 1,05 e teto
de R$ 1,14. A variação entre os dois extremos é de R$ 0,09,
a mesma que havia na banda anterior. Hoje, o Banco Central
desvaloriza o real em 0,15%. O diretor de Assuntos Internacionais
do BC, Gustavo Franco, disse que "nada mudou".
Segundo Franco, o Governo operou ontem e vai operar hoje
exatamente com a mesma política de pequenas desvalorizações
do câmbio, para indicar ao mercado que não há perspectiva
de maxidesvalorização. "Não há invencionices",
acrescentou. (...) (pág. 1, 10 e 17 a 21)
- O Governo anunciou ontem as regras com
as quais espera facilitar a compra da casa própria e aumentar
o volume de empréstimos no financiamento de imóveis. Segundo
o presidente da Caixa Econômica Federal, Sérgio Cutolo,
as novidades começam a valer já na próxima semana. (...)
(pág. 1 e 22)
- Os índios seriam a maior alegria de Darcy
Ribeiro se ele pudesse ver o cortejo que lhe acompanhava
o caixão, quando o corpo deixou o Senado rumo ao aeroporto
de Brasília, às 15h de ontem. Eram poucos, atrás de vários
presidentes (da República, do Supremo, da Câmara e do Senado)
e de um séquito de políticos, mas eram a marca maior do
cortejo. (...) (pág. 1, 12 e 13)
- A União estima em 3 mil o total de servidores
federais que ilicitamente acumulam cargos nos governos estadual
e municipal do Rio de Janeiro. No País inteiro, as acumulações
irregulares chegam a 30 mil. (...) (pág. 1 e 4)
- O secretário da Receita Federal, Everardo
Maciel, anuncia hoje que os contribuintes vão poder entregar
a declaração do Imposto de Renda deste ano através da Internet,
a rede mundial de computadores. A intenção do Governo é
evitar filas nas agências de bancos e na própria Receita
até a data da entrega, dia 30 de abril. Para ter acesso
ao serviço, o contribuinte deverá abrir a página da Receita
na rede, cujo endereço é http://www.receita.fazenda.govr
(pág. 1 e 23)
- O presidente Fernando Henrique Cardoso
vai manter o Ministério da Coordenação Política e não pretende
transferir seu titular, o deputado Luiz Carlos Santos (PMDB-SP),
para outra pasta. O Presidente, que criou esta função para
ampliar o espaço do PMDB no Governo e abrir um canal a mais
de interlocução com a Câmara, chegou à conclusão de que
este ministério ainda tem tarefas a cumprir em prol da aprovação
das reformas administrativa e da Previdência, e da regulamentação
do fim dos monopólios do petróleo e das telecomunicações.
(...) (pág. 3)
- (Buenos Aires) - Um sinal de alerta,
mas ainda sem motivos para pânicos. Assim economistas e
analistas argentinos receberam a informação de que o Governo
brasileiro promoveu mudanças na banda cambial, alterada
em 7,5%. "O Brasil está tratando de resolver o problema
do seu déficit fiscal, torna-se mais competitivo como exportador
e a Argentina, por sua vez, menos competitiva em relação
ao Brasil", disse um economista que preferiu não se
identificar. (...) (pág. 19)
- A valorização do real em relação ao dólar e as elevadas taxas de
juros estão levando as indústrias brasileiras a optarem por investir no mercado interno
em detrimento do mercado externo. É por isso que as indústrias não pretendem reduzir o
ritmo de importações. As conclusões, que adiam as perspectivas de mudança no fraco
desempenho das exportações brasileiras nos próximos anos, fazem parte de uma pesquisa
realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). (...) (pág. 21)
COTAÇÕES
- Salário mínimo: R$ 112,00. Dólar comercial: R$ 1,0490 (compra), R$
1,0491 (venda). Dólar paralelo: R$ 1,070 (compra), R$ 1,080 (venda). Dólar turismo: R$
1,0545 (compra), R$ 1,0549 (venda). TR do dia 19.01 a 19.02: 0,7381%. TBF do dia 17.02 a
17.03: 1,7571%. (pág. 1)
EDITORIAL
"Colonos do asfalto" - Uma saca de milho à vista posta em
Campinas valia esta semana R$ 6,88, segundo cotação da FGV/BM_&F. Vale dizer: se
quisesse estabelecer uma relação de troca direta, um produtor teria que levar uma saca
de milho para comprar um hamburguer em uma loja de "fast food", ou sete quilos
de frango de granja.
A comparação é velha, mas justifica uma pergunta nova: pretende o
Movimento dos Sem-Terra, em marcha sobre Brasília, propor o aumento ou a redução do
preço do milho? E como resolveria o paradoxo do agricultor do extremo-oeste do País,
cujos custos unitários de transporte até a costa leste podem superar o valor unitário
de uma saca de grãos?
É nesse contexto competitivo que os sem-terra fazem enorme esforço
para vender sua causa, como se fosse possível esconder o sol com a peneira, apagando tudo
o que o brasileiro médio já sabe sobre agricultura moderna e seus mercados de consumo.
(...) (pág. 10)
COLUNAS
(Coisas da Política - Dora Kramer) - Darcy Ribeiro morreu como viveu:
lúcido até o último instante. (...) (pág. 2)
(Informe JB - Maurício Dias) - Eis uma das mais veementes páginas já
escritas em defesa da soberania do Congresso: "O Executivo abusa da paciência e da
inteligência do País quando insiste em editar medidas provisórias sob o pretexto de
que, sem sua vigência imediata, (...) vai por água abaixo o combate à inflação. Com
esse ou com pretextos semelhantes o Governo afoga o Congresso numa enxurrada de medidas
provisórias. O resultado é lamentável: Câmara e Senado nada mais fazem do que
apreciá-las aos borbotões... ...Seja qual for o mecanismo, ou o Congresso põe ponto
final no reiterado desrespeito a si próprio e à Constituição ou então é melhor
reconhecer que no País só existe um poder de verdade: o do Presidente. E daí por diante
esqueçamos também de falar em democracia". O texto, escrito em 1990, foi publicado
no jornal "Folha de S. Paulo" pelo senador Fernando Henrique Cardoso, em momento
de resistência ao governo Collor, que, em dois meses, tinha despejado 42 medidas
provisórias no Congresso. (...) (pág. 6)
FOLHA DE S. PAULO
- Governo muda a banda cambial
- O Banco Central mudou a banda cambial, que determina limites para a
cotação do dólar. O piso foi fixado em R$ 1,05 por dólar e o teto, em R$ 1,14. Os
limites anteriores eram de R$ 0,97 e R$ 1,06. O Banco Central estudava reduzir o intervalo
entre piso e teto, mas o manteve próximo ao anterior. Expectativas do mercado que
aguardava a alteração desde janeiro, precipitaram a decisão. "Mudamos a banda
cambial para mostrar que não haverá surpresas e bruxarias, como
maxidesvalorizações", afirmou Gustavo Franco, diretor de Assuntos Internacionais do
Banco Central. (pág. 1, 2-1,
2-5 e 2-10)
- O ministro da Previdência, Reinhold Stephanes, descartou a
concessão de um prazo mínimo de transição para o fim do sistema de aposentadoria por
tempo de serviço. "Mais dois ou três anos, estoura tudo. Daí, vai ter de reformar
de todo jeito", avalia o ministro. Pela regra atual, homens se aposentam após
contribuir por 35 anos; mulheres, após 30 anos, não importando a idade. (pág. 1 e 1-6)
- A Caixa Econômica Federal anunciou ontem a liberação, em parcelas
mensais, do saldo do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para a construção da
casa própria.
As parcelas terão correção pela TR (Taxa Referencial) mais 3% ao
ano. O presidente da CEF, Sérgio Cutolo, também divulgou a concessão de mais R$ 400
milhões para o financiamento habitacional da classe média. (pág. 1 e 2-4)
- O Piauí é o estado com menor índice de mortes violentas de pessoas
entre 15 e 29 anos, segundo o Ipea, órgão do Ministério do Planejamento. O Rio tem o
maior índice. No País, mais de 60% das mortes entre 90 e 93 tiveram como causa
homicídios, acidentes de trânsito e lesões intencionais. (pág. 1 e 3-5)
- O presidente Fernando Henrique Cardoso interferiu nas negociações
da base governista na Câmara para impedir a formação de blocos entre os partidos. FHC
teme que a disputa pela conquista da maior bancada - e, consequentemente, dos cargos mais
cobiçados nas comissões especiais - prejudique a aprovação das reformas
constitucionais. Ontem, o Presidente aproveitou um almoço com o presidente do Suriname,
Jules Wijdeenbosch, para discutir o assunto com o líder do PFL, Inocêncio Oliveira (PE).
"Não haverá blocos. Essa foi a mensagem que o Presidente me autorizou a
transmitir", disse Inocêncio, ontem à tarde. Segundo o pefelista, FHC argumentou
que os blocos poderiam criar problemas na base e descaracterizar os partidos. (...) (pág.
1-4)
- A Vale do Rio Doce está a venda, e ainda existem oportunidades nos
setores de telecomunicações, elétrico e de transportes. Em visita oficial à Alemanha,
nesta semana, o vice-presidente Marco Maciel reconheceu que veio ao país entre outras
coisas, para promover o programa de privatizações do Governo brasileiro. Falando a
jornalistas, ontem, em Bonn, Maciel disse crer no interesse alemão nas estatais
brasileiras, citando a Vale como exemplo. Se há interesse ou não, os alemães não
responderam. Mas não custa nada ouvir as garantias sobre a condução do plano
econômico. (...) (pág. 1-4)
- O cardeal-arcebispo de São Paulo, dom Paulo Evaristo Arns, afirmou
que a Igreja Católica apóia as invasões promovidas pelos sem-terra. Disse também que
é preciso fazer reforma agrária "urgente" no Brasil. "É legítima a
ocupação de uma terra que não está sendo trabalhada", disse o cardeal. (...)
(pág. 1-11)
- O Banco Central vai lançar novas cédulas de R$ 1, R$ 5 e R$ 10
parecidas com as atuais, mas com algumas mudanças para evitar falsificação do dinheiro.
As cédulas de R$ 50 e R$ 100 continuarão como estão. O lançamento deve acontecer em
abril. (...) (pág. 2-3)
- O ministro da Indústria, do Comércio e do Turismo, Francisco
Dornelles, disse ontem em Paris que as cotas para importação de veículos não serão,
aumentadas e que o déficit comercial deve continuar. "A cota hoje é 50 mil
veículos, elas não serão aumentadas e não poderão passar do ano de 1999. Se alguma
coisa acontecer, ou elas ficam como estão ou são reduzidas", afirmou Dornelles. Ele
participou, na Câmara de Comércio e Indústria de Paris, de um seminário sobre
investimentos. (...) (pág. 2-6)
EDITORIAL
"Crescer, só com poupança" - A expansão da economia
ocorrida logo depois do Plano Real foi um "surto". Ou seja, entre esse tipo de
aquecimento do consumo e uma trajetória de crescimento sustentável, há uma longa
distância que mal começou a ser percorrida. Para alguns economistas, como o
ex-presidente do BNDES Antônio Barros de Castro, em artigo que a "Folha"
publica hoje, é preciso optar entre várias "rotas" possíveis. Infelizmente, o
debate sobre o tema tem girado principalmente em torno da questão cambial. Para os
céticos e os críticos, crescer "demais" leva irreversivelmente a
desequilíbrios intoleráveis na contas externas. Na prática, embora os economistas
brasileiros durante anos denunciassem a impossibilidade de pensar o longo prazo por conta
da superinflação, por enquanto a inflação é bastante baixa, mas pouco ou nada se
discute com relação ao longo prazo. Ora, como alerta o professor Castro, a essência do
desenvolvimento é a formação de poupança. Aliás, é por essa razão que não se pode
ver num surto consumista o ponto de partida para um novo desenvolvimento. (...) (pág.
1-2)
COLUNA
(Painel) - Embora diga que a reforma tributária é tão importante
quanto as outras, o Governo ainda não sabe o que pretende do projeto. Exemplo: como
cobrar o ICMS. A discussão voltou à estaca zero, segundo líderes governistas. (pág.
1-4)
O ESTADO DE S. PAULO
- BC aumenta a faixa para dólar flutuar
- O Banco Central alterou, ontem, a faixa dentro da qual a cotação do
dólar pode flutuar e ampliou os limites mínimo e máximo de oscilação da moeda para R$
1,05 e R$ 1,14. Os valores anteriores eram de R$ 0,97 e R$ 1,06 e haviam entrado em vigor
em 30 de janeiro do ano passado. Esta é a terceira vez que o BC altera a banda cambial
desde a criação do sistema, em março de 1995. O diretor de Assuntos Internacionais do
Banco Central, Gustavo Franco, ao anunciar a mudança, ressaltou que se mantém inalterada
a política cambial do Governo. "Não há surpresa", disse ele. "Mantém-se
o mesmo espírito de previsibilidade e tudo continua igual ao que tem sido". A nova
banda permite uma variação de 8,57% entre o piso e o teto, em comparação com 9,27% da
faixa anterior. O BC manteve o intervalo de variação, que, nos dois casos, continua
sendo de R$ 0,09. A nova banda cambial foi anunciada no mesmo dia em que se revelava que a
balança comercial, nos primeiros 16 dias de fevereiro, acumulou um déficit de US$ 1,2
bilhão. Gustavo Franco, porém, garantiu que a medida não tem por objetivo equilibrar o
fluxo de comércio exterior. "A melhoria das exportações depende de medidas
estruturais que aumentem a competitividade da economia", justificou. "Isso não
vai ser obtido com subsídios, com freio na economia ou com desvalorização". Ele
reafirmou que está afastada qualquer possibilidade de uma máxi. (pág. 1, B1, B8 e B12)
- O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) pretende entrar
com ação no Ministério Público contra bancos que adotaram medidas elevando a cobrança
de tarifas. A idéia é promover uma reavaliação nos contratos bancários. Técnicos da
entidade abriram contas em 12 grandes bancos em agosto de 1996 e descobriram várias
irregularidades. De acordo com eles, nenhum contrato bancário definia quais serviços
são cobrados ou o critério de reajustes das tarifas. (pág. 1 e B5)
- O presidente do Senado, Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA), quer
definir prazos para votação do Código Civil, que está no Congresso desde 1975, e da
emenda que institui o efeito vinculante. A fórmula, tida como a melhor para desobstruir o
Judiciário, obrigará juízes a se guiarem pelas decisões do STF no julgamento de
processos idênticos aos já examinados pela Corte. (pág. 1, A5 e A6)
- O presidente Fernando Henrique pediu aos aliados que evitem a
formação de blocos, recurso usado para conquistar a hegemonia do poder na Câmara. Em
almoço com o líder do PFL, Inocêncio Oliveira (PE), e o ministro Sérgio Motta, o
Presidente disse que não interessa ao Governo a luta entre aliados. A disputa pelo poder
na base governista pode ser mais um complicador na votação das reformas no Congresso.
(pág. 1 e A4)
- O leilão de privatização da Vale do Rio Doce deverá ser marcado
para 18 de abril. O preço da empresa ficará próximo de US$ 10 bilhões, mas só será
acertado definitivamente duas semanas antes do leilão em reunião da qual participará o
presidente Fernando Henrique. Os consórcios interessados esperam que o edital de
privatização seja publicado dia 28 e trabalham para se acertar. A sul-africana Anglo
American dispõe-se a aplicar US$ 1,2 bilhão no negócio. (pág. 1 e B2)
- O governo americano pagará US$ 400 milhões aos hospitais-escolas de
Nova York que reduzirem em até 25% as vagas para residentes. O objetivo é conter o
excesso de médicos nas metrópoles, que provoca alta nos preços dos serviços de saúde.
Segundo estudos, a superprodução de médicos levou ao aumento de pedidos de exames
desnecessários. (pág. 1 e A16)
- A desapropriação da fazenda Timboré, em Andradina, foi colocada
como questão fechada por parte dos invasores e tentada pelo Incra, mas o Supremo Tribunal
Federal desfez a manobra. A decisão do STF manda indenizar os proprietários em moeda
corrente. Os contribuintes vão pagar. Não vai ficar barato. (pág. 1 e A15)
EDITORIAL
"Remover obstáculos" - A economia tem mudado muito mais do
que poderia ser previsto em qualquer plano. Remover entraves é uma das principais tarefas
que o setor público pode realizar. E isso se fará com as reformas. (pág. A3)
COLUNA
(Coluna do Estadão) - No Congresso, muito se fala sobre os novos
ministros. Mas FH prefere esperar o segundo turno da reeleição. Os dois ministérios
serão do PMDB - para um gaúcho e para um paulista. O gaúcho deve ser José Fogaça, que
iria para a Justiça. E, nos Transportes, o nome citado é Aloysio Nunes Ferreira - muitas
vezes cotado para a Justiça. Luiz Carlos Santos fica onde está: Assuntos Políticos.
(pág. A6)
O GLOBO
- Caixa divulga regras para uso do FGTS na habitação
- A Caixa Econômica divulgou ontem um conjunto de medidas
habitacionais. O programa carta de crédito para a classe média terá mais R$ 400
milhões disponíveis nos próximos dias, beneficiando 12 mil candidatos, e o FGTS poderá
ser sacado, a partir de agora, para a compra de imóvel na planta, algumas modalidades de
construção e reforma. A liberação do FGTS para a compra de apartamentos e casas na
planta será permitida com ou sem financiamento bancário. No caso da reforma, o
interessado terá que tomar um financiamento em banco, mas ao fim da obra poderá quitar o
crédito com o FGTS. (pág. 1 e 29)
- Devido às especulações no mercado, o Banco Central antecipou em um
mês a correção dos valores mínimo e máximo da banda cambial. A partir de agora, a
cotação do dólar poderá variar entre R$ 1,05 e R$ 1,14. Até ontem, a faixa de
flutuação ficava entre R$ 0,97 e R$ 1,06. Essa alteração não implica desvalorização
imediata do real ou mudanças na política cambial. (...) (pág. 1, 25 a 27)
- Para normalizar o fornecimento de energia no estado do Rio e afastar
o risco de novos blecautes, o ministro de Minas e Energia, Raimundo Brito, autorizou ontem
Furnas a comprar, sem licitação, os equipamentos necessários para melhorar o sistema.
(...) (pág. 1, 14 e 15)
- O ministro da Justiça, Nelson Jobim, já começou a pedir aos
governadores dos estados onde há conflitos agrários que instruam a polícia a abrir
inquérito contra os líderes do MST que fizerem ameaças em seus discursos e contra os
fazendeiros que pregarem o uso de força para impedir invasões. Jobim lembrou que em dois
artigos do Código Penal estão previstos crimes contra a paz pública. Apesar das
críticas do presidente Fernando Henrique ao engajamento da Igreja na reforma agrária, o
cardeal-arcebispo de São Paulo, dom Paulo Evaristo Arns, divulgou ontem carta abençoando
a marcha dos sem-terra: "Contem sempre com nosso apoio e orações". (pág. 1 e
12)
- Às vésperas das votações da emenda da reeleição em segundo
turno e das reformas constitucionais, o presidente Fernando Henrique Cardoso decidiu
coordenar pessoalmente a pacificação da base governista. Ontem, ele agiu em duas
frentes: determinou a seus auxiliares que trabalhassem para uma reaproximação com o PPB
de Paulo Maluf e vetou a formação de um bloco do PSDB com o PTB, desencorajando os
partidos que apóiam o Governo a também formar blocos para lutar por cargos na Câmara.
(...) (pág. 3)
- Criada há um ano e sete meses para regulamentar o artigo da
Constituição que trata do sistema financeiro, a comissão especial composta por 30
deputados titulares e 30 suplentes ainda não produziu uma linha sequer sobre as novas
regras que disciplinarão o setor bancário, mobiliário ou de corretoras de seguros. Mas,
nesse tempo, alguns desses deputados desfrutaram de mordomias nas principais cidades
européias e dos Estados Unidos, sempre às expensas de empresas do setor financeiro,
interessadas no projeto final que já deveria ter chegado ao plenário. Alguns dos
parlamentares admitem que, sem realizar uma única reunião há mais de seis meses, a
comissão se transformou em fantasma, com seus membros sendo alvo de um "lobby"
constante de grupos como o das seguradoras e das bolsas de valores. (...) (pág. 4)
- O presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), aumentará para R$
20 mil a verba de gabinete dos 513 deputados, o dobro dos atuais R$ 10 mil. O ato da Mesa
Diretora será oficializado amanhã e trará a autorização para que seja dobrado o teto
dos salários pagos aos funcionários de gabinete não concursados. Hoje, o maior salário
permitido para os funcionários mais graduados é de R$ 2 mil, passando agora para R$ 4
mil. (...) (pág. 5)
- Os ministérios da Fazenda e da Indústria e do Comércio não se
entendem em relação à forma e à data de divulgação das importações. Enquanto o
ministro Francisco Dornelles e a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) preferem que os
dados sejam informados em intervalos mais curtos, o ministro Pedro Malan, com apoio da
Receita Federal, não admite anúncios antes do fechamento dos dados da balança
comercial. (...) (pág. 31)
- Depois de um período de recessão, a indústria brasileira retomou o
nível de investimentos registrado na década de 80. Motivadas pela estabilização da
economia e pelo crescimento do mercado interno, as indústrias instaladas no Brasil
pretendem aplicar US$ 26,3 bilhões no período de 1995 a 1999 em 3.500 projetos em todo o
País. Esta é uma das principais conclusões de uma pesquisa realizada pela
Confederação Nacional da Indústria (CNI) e pela Comissão Econômica para a América
Latina e Caribe (Cepal). (...) (pág. 33)
EDITORIAL
"Armas para competir" - Os brasileiros gastaram ano passado
no exterior (incluindo passagens) mais de US$ 5 bilhões. Turistas estrangeiros, por sua
vez, deixaram no País menos de US$ 2 bilhões: um déficit superior a US$ 3 bilhões.
Com a recuperação do poder aquisitivo proporcionado pela relativa
estabilidade do real, os brasileiros tendem a gastar mais em cultura e diversão. Ou seja,
viajarão cada vez mais. Uma parte desse impulso de consumo poderia ser absorvida pelo
turismo interno se houvesse competitividade em relação aos rivais no exterior. (...)
(pág. 6)
COLUNAS
(Panorama Político - Tereza Cruvinel) - Se já andava desnorteada por
tudo o que aconteceu no mundo e aqui, a esquerda caiu na perplexidade desde que a
reeleição foi preliminarmente aprovada. Indicando o surgimento de uma hegemonia
política quase absoluta dos grupos políticos associados a Fernando Henrique. Amanhã e
depois, em Vitória, o governador petista Vitor Buaiz reúne duas dezenas de
personalidades num seminário que vai discutir o rumo a seguir. (...) (pág. 2)
(Swann - Ricardo Boechat) - Caiu, ontem, o líder do PTB na Câmara,
Vicente Cascione. Em desgraça junto ao Planalto e defensor do colega Pedrinho Abrão, foi
substituído pelo deputado mineiro Paulo Heslander. (pág. 18)
CORREIO BRAZILIENSE
- Casa para classe média
- Caixa Econômica Federal promete para este ano R$ 400 milhões em
financiamentos. (pág. 1 e 19)
- O Banco Central (BC) deu ontem um novo passo na valorização do
dólar, aumentando a banda cambial da moeda norte-americana em relação ao real. Ou seja:
permitindo que a partir de agora o dólar seja comprado, no mínimo, a R$ 1,05 e vendido,
no máximo, a R$ 1,14. (...) (pág. 1 e 14)
- O velório do senador Darcy Ribeiro (PDT-RJ) conseguiu reunir ontem,
no Congresso Nacional, representantes de todos os segmentos da tribo Brasil. Do cacique
Marcos Terena ao presidente Fernando Henrique Cardoso. Do PFL ao PT. O corpo seguiu para o
Rio no final da tarde. Está sendo velado na Academia Brasileira de Letras e às 16h será
enterrado no cemitério São João Batista, no bairro de Botafogo. (pág. 1, 6, 7 e 8)
- Atraído pelo ministro Sérgio Motta (Comunicações), o governador
pernambucano Miguel Arraes (PSB) examina a idéia de deixar as esquerdas e aderir ao
Governo. (pág. 1 e Brasília-DF, pág. 8)
- Na Argélia, os terroristas islâmicos resolveram desafiar o
presidente Zeroual e só numa aldeia queimaram e degolaram 33 pessoas. (pág. 1 e 3)
- Técnicos do Ministério da Administração calculam que 30 mil dos
550 mil servidores públicos federais acumulam cargos ilegalmente. (pág. 1 e 17)
JORNAL DE BRASÍLIA
- Aposentadoria pode mudar este ano
- O Governo vai acionar os aliados para aprovar a reforma da
Previdência no Congresso até o fim deste ano e levar a matéria à sanção
presidencial. O ministro da Previdência, Reinhold Stephanes, insiste na fixação da
idade mínima para aposentadoria em 55 anos para a mulher e 60 para o homem. Exige também
o fim da paridade salarial entre funcionários públicos da ativa e aposentados e a
proibição do acúmulo de aposentadorias. O ministro adverte: se as mudanças não
saírem este ano, os aposentados podem ficar sem aumento em junho. (pág. 1 e 3)
- O Banco Central (BC) antecipou as mudanças na faixa de variação do
dólar, previstas para o próximo mês, para conter as especulações do mercado. As
cotações foram elevadas para R$ 1,05 (mínimo) e R$ 1,14 (máximo). (pág. 1 e 5)
ZERO HORA
- O presidente Fernando Henrique Cardoso está de olho no Ministério
da Saúde. A expressão é de um funcionário do primeiro escalão do Governo e indica que
FH quer mais agilidade na adoção de novas medidas na área da saúde pública. O
assessor fez questão de informar que o Presidente não critica o desempenho do ministro
Carlos Cézar de Albuquerque, mas acha que está passando da hora de o Governo mostrar
serviço no setor. FH acha que, depois dos avanços obtidos nas áreas da educação e da
reforma agrária, é preciso promover mudanças profundas e urgentes na saúde pública.
(pág. 8)
- A vaidade colocou em risco o acordo feito entre os líderes
governistas para evitar a formação de blocos e as brigas entre os partidos aliados.
Antigas desavenças entre os líderes do PFL, deputado Inocêncio Oliveira (PE), e do
PSDB, deputado José Aníbal (SP), vieram à tona e colocaram a coordenação política do
Palácio do Planalto em alerta. Desde o início do Governo Fernando Henrique Cardoso, PFL
e PSDB, instigados pelos dois líderes, disputam o título de mais fiel ao Presidente.
Ontem, a briga abalou a tranquilidade na base governista. (pág. 12)
CORREIO DO POVO
- A balança comercial brasileira teve um déficit de cerca de 1,2
bilhão de dólares na primeira quinzena de fevereiro. O resultado é provocado pelo forte
aumento das importações, baixo desempenho das exportações e registro atrasado de
petróleo importado em janeiro. Até a última sexta-feira, as exportações somaram 1,33
bilhão de dólares, segundo o Ministério da Indústria, do Comércio e do Turismo, e as
importações até sábado, 2,529 bilhões, conforme técnicos do Governo. (...) (capa)
ESTADO DE MINAS
- O FGTS será liberado em parcelas mensais quando for usado na
construção da casa própria. Os financiamentos terão a mesma correção da conta
vinculada do trabalhador no Fundo de Garantia, ou seja, Taxa Referencial (TR) mais 3% ao
ano. (pág. 1 e 4)
- O deputado Paulo Heslander (PTB-MG) foi escolhido, ontem, pela
unanimidade da bancada para o cargo de líder do PTB na Câmara em substituição ao
deputado Vicente Cascione (SP) que renunciou ao cargo depois de ouvir queixas e
acusações de seus colegas petebistas. (pág. 3)
HOJE EM DIA
- O Banco Central alterou, ontem, a banda cambial, que determina
limites oficiais para cotação do dólar. O piso foi fixado em R$ 1,05 e o teto em R$
1,14. Os limites eram de R$ 0,97 e R$ 1,06. A mudança, segundo o BC, não significa que a
desvalorização do real será acelerada, mas apenas que a cotação do dólar se
manterá, nos próximos meses, entre estes valores. "Mudamos a banda para mostrar que
não haverá surpresas e bruxarias como maxidesvalorização", garantiu o diretor de
Assuntos Internacionais da instituição, Gustavo Franco. (pág. 1 e 11)
MANCHETES
ESTADO DE MINAS
- Começa guerra da libertadores
HOJE EM DIA (MG)
- Dólar pode subir mais
GAZETA DO POVO (PR)
- Novo esforço para aprovar previdência
DIARIO DE PERNAMBUCO
- Chuvas causam transtornos na RMR
JORNAL DO COMMERCIO (PE)
- Caixa facilita quitação do financiamento de casa
CORREIO DO POVO (RS)
- Déficit da balança em us$ 1,2 bi
ZERO HORA (RS)
- Menor revela como advogada foi assassinada
DIÁRIO CATARINENSE
- Déficit de us$ 1,2 bi na balança comercial
TELEJORNAIS
SBT-CANAL 12-TJ BRASIL-19H
- Muita gente compareceu na tarde desta terça-feira ao velório do
senador e educador Darcy Ribeiro, no Salão Negro do Congresso Nacional. O Presidente
Fernando Henrique Cardoso também participou da homenagem. Em meio aos demais amigos de
Darcy, o Presidente da República ouviu o discurso feito pelo senador baiano Josaphat
Marinho, no momento em que as duas casas do Congresso estavam paradas em sinal de luto.
- Ameaça de bomba tumultua os trabalhos da Câmara Municipal de
Maceió. A mesa diretora pediu ajuda à Polícia Federal e suspendeu a sessão na manhã
desta terça-feira. Tudo não passou de um susto.
- O Ministro da Justiça, Nelson Jobim, quer acelerar o processo que
investiga a chacina de 19 sem-terra em Eldorado dos Carajás. O Ministro iniciou pelo
Pará uma série de contatos para tratar da violência no campo. Ele se reuniu com o
governador do Pará, Almir Gabriel, com quem discutiu o desarmamento no Estado e as formas
de combater a invasão de terras.
- Trabalhadores sem-terra invadem a sede do Incra em Recife. Eles
passaram o dia todo negociando a posse de terras e só desocuparam o prédio depois de
ouvir uma promessa vinda de Brasília. O Incra vai liberar a documentação de posse dos
engenhos pertencentes à usina Jaboatão.
- A Eletronorte tenta negociar com os índios Guajajaras da reserva
Cana Brava, no Maranhão. Os índios adotaram a mesma estratégia dos Krikatis e forçam o
Governo a demarcar suas terras. Eles incendiaram duas torres de transmissão de energia na
área da aldeia.
- Uma comissão da Funai e do Governo de Santa Catarina vai estudar a
situação dos índios da reserva Duque de Caxias, a 250 quilômetros de Florianópolis.
Os índios pedem obras de infraestrutura e ocupam a casa de máquinas da barragem Norte,
que fica dentro da reserva. Nesta terça-feira, depois de uma negociação com o Governo,
os índios decidiram manter as comportas da barragem abertas até sair alguma solução.
- O Governo se mobiliza para aprovar a reforma da Previdência e quer
que isso aconteça o mais rápido possível. O Presidente Fernando Henrique Cardoso pediu
urgência nas reformas ao presidente do Senado, Antônio Carlos Magalhães. O ministro da
Previdência também se reuniu no Senado com o relator da emenda, o senador Beni Veras.
RECORD-CANAL 8-JORNAL DA RECORD-19H45
- A Caixa Econômica Federal libera mais dinheiro e chama novos
inscritos para realizar o sonho da casa própria. Para quem já tem o imóvel com
prestações baixas mas quer se livrar de uma vez por todas do saldo devedor, a CEF criou
um programa com condições especiais. O saldo devedor poderá ser reduzido de 40% a 90% e
o que sobrar será corrigido com uma taxa de 12% ao ano, o que significa que as
prestações serão fixas.
- O Supremo Tribunal Federal decide nesta quarta-feira se os
funcionários públicos federais têm direito a um aumento de 28,86%, concedido em janeiro
de 1993 só para os militares. O Ministro Bresser Pereira disse que se o reajuste sair,
vai ser um desastre nacional, porque o processo movido por 11 servidores beneficiaria a
todos.
- o Real está valendo menos. A moeda sofreu uma mini desvalorização
pelo Banco Central. O dólar que estava contido entre R$ 0,97 e R$ 1,06 passa a valer
entre R$ 1,05 e R$ 1,14. Segundo o BC, a desvalorização é pequena mas vai beneficiar os
exportadores. O diretor da área externa, Gustavo Franco, disse que a mudança comprova
que a política cambial do Governo não muda e que se enganaram os especuladores que
apostavam numa grande desvalorização da moeda. Ele disse que a medida vai tranquilizar o
mercado.
- Os políticos de Brasília prestam sua última homenagem a Darcy
Ribeiro. Todos reconhecem a bravura do senador na luta contra o câncer e por um Brasil
melhor. O velório foi no Salão Nobre do Congresso Nacional e reuniu parentes,
políticos, ministros e gente simples. O Presidente Fernando Henrique também se despediu
do amigo.
GLOBO-CANAL 10-JORNAL NACIONAL-20H
- A Câmara dos Deputados vota nesta quarta-feira o projeto de lei que
transforma o porte de armas em crime. Entre muitos avanços, o projeto prevê que o
candidato ao porte de arma passe por um exame de equilíbrio emocional.
- O Governo mexe no câmbio e garante que não haverá surpresas.
Durante quase 13 meses, vigorou a faixa de oscilação conhecida como banda cambial,
fixada em R$ 0,97, o mínimo, e em R$ 1,06, o máximo, para o dólar. Agora, com o dólar
se aproximando do limite máximo, o Banco Central mudou a banda cambial, que vai ser de R$
1,05, o mínimo, e R$ 1,14, o máximo. Mas nada vai mudar no ritmo de flutuação cambial.
- Em 96, o déficit da balança comercial foi a R$ 5,5 bilhões e a
situação só piorou até agora. As despesas com importações podem ficar mais de US$ 1
bilhão acima das exportações este mês. O Governo prefere dizer que está apostando no
mês de março, quando começam as exportações dos produtos agrícolas.
- As notas do real vão mudar para dificultar o trabalho dos
falsificadores. Só no ano passado circularam no País R$ 8 milhões falsos. O Banco
Central reconhece que as cédulas são vulneráveis e, por isso, resolveu mudar. As novas
moedas começam a circular em março.
- O Governo avisa que os aposentados só terão reajuste nas pensões
se a reforma da Previdência passar no Congresso. O Ministro da Previdência, Reinhold
Stephanes, disse que até a reposição da inflação, prevista para junho, vai ser
difícil sem a reforma. O Governo quer aprovar pelo menos cinco pontos do projeto: a
criação do limite máximo de R$ 8,500,00 para as aposentadorias; a idade mínima de 55
anos para as mulheres e 60 anos para os homens; o fim do repasse automático do aumento de
salário para os benefícios; o fim do acúmulo de aposentadorias; e o fim da
aposentadoria especial dos professores universitários. Os líderes governistas querem que
a reforma entre em vigor assim que for aprovada, sem prazo de transição.
- A maioria dos servidores públicos federais terá aumento abaixo da
inflação. Será o primeiro, em dois anos, e não será igual para todos. Algumas
carreiras do serviço público passam a ser consideradas indispensáveis e os 27 mil
servidores públicos dessas carreiras vão receber bons aumentos de salário. Em
compensação, os outros, um milhão e 70 mil funcionários, não vão ganhar nem a
inflação passada. Os reajustes serão concedidos em três etapas, mas as datas ainda
não estão definidas.
- No Palácio do Planalto prevaleceu a tese de que aumentos
generalizados são coisas do passado, que só se justificavam para compensar as perdas
gerais causadas pela inflação. Com a inflação sob controle, o Governo acha que o ideal
é examinar caso a caso.
BANDEIRANTES-CANAL 4-JORNAL BANDEIRANTES-20H
- O contribuinte gasta R$ 400 milhões por ano à toa. O dinheiro vai
para o bolso de funcionários públicos fantasmas. Mas o Governo aposta que desta vez a
festa vai acabar. Se a caça aos fantasmas tiver realmente sucesso, a economia em dinheiro
com os funcionários que ganham sem trabalhar será suficiente para triplicar o atual
número de enfermeiros do Governo federal.
- O Banco Central vai mexer na banda cambial depois de mais de um ano.
A cotação do dólar comercial, usado para importar e exportar, vai poder variar de R$
1,05 até R$ 1,14. Em outras palavras, a moeda americana poderá ficar 7,5% mais cara. Ao
anunciar a medida, o diretor de área internacional do BC, Gustavo Franco, negou que a
mudança signifique uma desvalorização do real frente ao dólar.
- Entrevista com o deputado Delfim Netto: "Não houve nenhuma
mudança importante na política econômica e nem na política cambial. Simplesmemte,
ampliou-se a banda porque ela já não cabia dentro da banda cambial. Permanece o mesmo
sistema usado nos últimos 30 meses. Isso não vai alterar a capacidade dos exportadores
de ampliarem suas exportações".
- O corpo do senador Darcy Ribeiro foi velado na madrugada de terça no
Salão Negro do Congresso Nacional. O Presidente Fernando Henrique e vários políticos
estiveram lá. À tarde, o corpo deixou o Congresso e seguiu para o Rio de Janeiro.
- O Ministro da Justiça, Nelson Jobim, passou o dia no Pará e
garantiu que a Justiça vai andar mais rápido no julgamento dos policiais envolvidos no
massacre dos sem-terra, em Eldorado dos Carajás. Em abril do ano passado, policiais
militares e trabalhadores sem-terra entraram em conflito. O saldo foi a morte de 19
sem-terra. As imagens correram o mundo e o Brasil provocou indignação lá fora. Cento e
55 policiais foram indiciados. O Ministro também mandou um aviso aos sem-terra. Ele quer
que daqui para frente todas as invasões de terra e de prédios públicos sejam tratadas
como casos de polícia.
- O cardeal arcebispo de São Paulo, Dom Evaristo Arns, confirmou nesta
terça-feira que a Igreja apóia as ocupações de fazendas feitas pelos sem-terra. Disse
também que é urgente fazer a reforma agrária no Brasil. Em entrevista exclusiva ao
Jornal da Band, transmitida segunda-feira, o Presidente Fernando Henrique Cardoso disse
que se queixou ao Papa da atuação de padres católicos no Movimento dos Sem-Terra.
- A lei para transformar em crime o porte ilegal de
armas começa a ser votada nesta quarta-feira na Câmara dos
Deputados. É provável que seja aprovada nesta quarta mesmo,
já que o Governo tem maioria. A lei deve ser sancionada
pelo Presidente Fernando Henrique dentro de 15 dias.

ATENÇÃO
O Boletim de Acompanhamento Macroeconômico da Secretaria de Política
Econômica, que traz avaliação mensal da conjuntura econômica brasileira (análise e
tendência de preços, salários, juros, balança comercial, contas externas, etc), está
disponível via FTP através do endereço na INTERNET www.fazenda.gov.br,
na área específica de "Publicações". Outras informações atualizadas,
inclusive sobre os resultados do Plano Real, podem ser também obtidas, em português e em
inglês, na página eletrônica do Ministério da Fazenda.
Consulte a homepage da Secretaria de Comunicação Social da
Presidência da República.
O endereço na Internet é www.brasil.gov.br
O telefone para solicitação de publicações é:061-411.4892.
O email da Secretaria de Comunicação Social é:secom@planalto.gov.br |