
28/01/1997
JORNAL DO BRASIL
- Assembléia decide hoje se imposto vai aumentar
- A Assembléia Legislativa vota hoje a mensagem do governador Marcello
Alencar propondo o aumento das alíquotas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e
Serviços (ICMS). O projeto, alterado pelo governo estadual depois da forte resistência
que encontrou até na bancada governista, prevê alíquota de 20% para a cerveja - antes
eram 27% -, 30% para a gasolina (antes eram 37%) e mantém o imposto sobre o óleo diesel
nos atuais 12%. Ontem, o vice-governador Luiz Paulo Corrêa da Rocha e os secretários
Márcio Fortes, Augusto Werneck, Délio Leal e Airton Xerez passaram parte do dia na
Assembléia tentando convencer os aliados a aprovar o projeto. Marcello Alencar negou que
o pacote seja recessivo e disse que o novo imposto vai possibilitar a abertura de 30 mil
novos empregos em obras públicas. (pág. 1 e 16)
- Um calote de R$ 50 milhões, dado por parlamentares e funcionários
que não pagaram empréstimos, ameaça atrasar a liquidação do Instituto de Previdência
do Congresso (IPC). O prazo termina em 1999, mas o senador Antônio Carlos Magalhães
(PFL-BA) quer que o IPC acabe "o quanto antes". (pág. 1 e 4)
- O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), dos EUA, está
enviando a 150 laboratórios do mundo kits para diagnosticar a gripe do frango, doença
provocada por uma mutação de vírus influenza. Os pesquisadores querem saber se a
doença, que já infectou 11 pessoas em Hong Kong, está se espalhando. No Brasil, a
Fiocruz já pediu os kits à OMS. "Precisamos nos prevenir", disse Elói Garcia,
presidente da Fiocruz. (pág. 1 e 10)
- (São Paulo) - O último dia do descanso de Natal do presidente da
República, em São Paulo, foi marcado por rumores de um encontro de última hora entre
Fernando Henrique e o governador Mário Covas. Depois de muita especulação e atropelo
das assessorias, confirmou-se que os dois tucanos paulistas, cujas relações estariam
estremecidas, acabaram não se encontrando, pelo menos pessoalmente. Assessores do
Presidente admitiram, no entanto, que ambos teriam se falado ao telefone, antes de
Fernando Henrique embarcar para o Rio de Janeiro. (...) (pág. 2)
- (Porto Alegre) - Apesar da pré-candidatura do senador Roberto
Requião à Presidência da República, o senador Pedro Simon (PMDB-RS) previu ontem que
seu partido "não terá outra saída" senão a de apoiar a reeleição do
presidente Fernando Henrique Cardoso, com a manutenção do quadro de estabilidade
econômica e baixa inflação que acredita que será mantido em 1998.
"A reeleição do Fernando Henrique depende do Fernando
Henrique", acrescentou Simon, lembrando que o conselho político tomou a decisão de
apoiar a reeleição do Presidente, mas adiou a decisão final para a convenção nacional
de junho. Nesta época, se a inflação for baixa e se a recessão e o desemprego não
aumentarem, "será muito difícil o Fernando Henrique perder a reeleição", e o
PMDB não ficará contra e o apoiará. (pág. 2)
EDITORIAL
"Fantasma do passado" - Ao apagar das luzes de 1997, na
véspera do Natal, chegou ao fim a novela envolvendo a transferência do controle do
Banespa, da Fepasa e da Ceagesp para a União. Os custos envolvidos nessa transação
poderiam ser bem menores, tanto para o estado de São Paulo quanto para os contribuintes
brasileiros chamados a subsidiar juros incidentes sobre a dívida mobiliária encampada.
Este é, porém, um caso que não pode nem deve ser tratado com a
visão dos contabilistas, escriturando na ponta do lápis o que significam juros sobre
juros, o que é uma taxa real de 6% corrigida pelo IGP-M, ou o valor patrimonial por
ação do Banespa, que depende do intervalo tomado para avaliar o desempenho dos papéis
negociados em bolsa. (...) (pág. 8)
COLUNAS
(Coisas da Política - Rosângela Bittar) - O secretário de Fazenda do
Rio, Marco Aurélio Alencar, telefonou para contestar avaliações do Governo federal
publicadas ontem neste espaço a respeito dos gastos do governo do estado com educação e
as perdas de recursos orçamentários para os municípios em 98, com a implantação do
Fundo de Valorização do Magistério. A partir do dia 1º de janeiro haverá no País uma
espécie de reforma fiscal, com redistribuição de verbas entre estados e municípios,
segundo critérios que levam em conta as matrículas no ensino fundamental. (...) (pág.
2)
(Informe JB - Maurício Dias) - Para contornar as pressões do PFL e do
PMDB governista, os tucanos querem que FH escolha "nomes técnicos" para
substituir os ministros que deixarem o cargo.
Os aliados da base governista dizem, no entanto, que os técnicos não
são apartidários, são tucanos.
Só que sem plumas. (pág. 6)
FOLHA DE SÃO PAULO
- Socorro à Coréia valoriza moeda e faz bolsa reagir
- A moeda sul-coreana, o won, fechou ontem com alta de 20% - sua maior
valorização em um único dia -, depois de perder quase 60% de seu valor devido a rumores
de moratória.
O motivo foi o anúncio de empréstimo externo de US$ 10 bilhões para
socorrer o país.
A Bolsa de Seul também reagiu com otimismo, fechando com valorização
de 6,7%.
Do empréstimo, US$ 2 bilhões serão liberados dia 30, e o resto deve
ser fornecido pelo G-7 (grupo dos países mais ricos do mundo), disse o Fundo Monetário
Internacional.
O governo sul-coreano anunciou ter aceito as condições impostas pelo
FMI. O país se comprometeu a cumprir um rígido ajuste econômico para reestruturar seu
sistema financeiro e desistiu de estatizar a Kia Motors, sua quarta indústria
automobilística. (pág. 1 e 2-1)
- Os preços subiram pela sétima semana seguida nos supermercados de
São Paulo. Do dia 17 ao 23, eles aumentaram, em média 1,09%, segundo pesquisa Datafolha.
No ano, o reajuste médio alcança 9,8%, contra inflação prevista de até 5%.
Nos hipermercados paulistanos, o levantamento semanal do Datafolha
verificou aumento pela sexta vez consecutiva, 0,84%, em média. Ao logo do ano, os preços
tiveram reajuste médio de 10% nesses estabelecimentos. (pág. 1 e 2-4)
- A Câmara de São Paulo deve votar amanhã projeto que adia para 2002
dívida da prefeitura com educação - diferença entre o que a lei manda aplicar no setor
e o que foi gasto.
As gestões Pitta e Maluf gastaram menos do que a lei prevê. A
prefeitura não informou o valor do débito. (pág. 1 e 3-5)
- Eunízia Barroso, ex-refém da tentativa de fuga que resultou na
morte de oito presos em Eusébio (CE), afirmou que os tiros que a atingiram foram
disparados pela Polícia Militar. Coordenadora da Pastoral Carcerária de Fortaleza, ela
disse que a polícia baleou dois presos após a rendição. (pág. 1 e 3-3)
EDITORIAL
"Política em fragmentos" - Está em curso, no mundo todo,
uma sutil mudança na maneira de fazer política. Perdem espaço os partidos, habituais
intermediários entre o Estado e a sociedade na política clássica, e ascendem
organizações de diferentes tipos, cuja principal característica é a fragmentação das
demandas que acabam por impor à agenda de cada país e sociedade. (...) (pág. 1-2)
COLUNA
(Painel) - Lideranças tucanas e peemedebistas de médias e pequenas
localidades de Minas trabalham com a avaliação de que Itamar (PMDB) será candidato a
governador em 98. Com apoio de FHC, que rifaria Eduardo Azeredo, tucano e atual
governador. (pág. 1-4)
O ESTADO DE SÃO PAULO
- Consumo fez supermercado elevar preços
- Os supermercados aproveitaram a explosão de consumo que antecedeu o
Natal para promover uma forte remarcação de preços. Pesquisa feita pelo InformEstado em
16 grandes estabelecimentos de São Paulo mostrou alta média de 2,46% no período de 18 a
23 de dezembro, a maior variação semanal do ano. No levantamento anterior, entre os dias
11 e 18, os preços haviam recuado 0,44%. Dos 73 itens que integram a lista da pesquisa,
59 subiram, 12 baixaram e 2 ficaram estáveis. Em alguns casos, o reajuste semanal superou
a taxa de inflação acumulada em todo o ano de 97. (...)
Os reajustes devem provocar elevação na inflação média de
dezembro. O Índice Fipe-Estadão, que mede diariamente as variações de preços
competitivos, indicou aumento de 0,38% nos 30 dias encerrados ontem. Na semana anterior, a
variação havia sido de 0,18%. Os preços de alguns alimentos, como soja, café e arroz,
foram os que apresentaram maior alta. (pág. 1 e B1)
- O pacote liderado pelo Fundo Monetário Internacional para evitar a
moratória da Coréia do Sul, anunciado na véspera do Natal, provocou euforia ontem no
mercado financeiro de Seul. A moeda do país, o won, teve alta de 22,7% e recuperou um
terço de suas perdas acumuladas em relação ao dólar. A Bolsa de Seul fechou em alta de
6,74%. Espera-se agora que grandes grupos internacionais comprem empresas sul-coreanas em
dificuldades, especialmente bancos. (...) (pág. 1 e B10)
- A votação das reformas pelo Congresso, prevista para o início de
98, impede que o presidente Fernando Henrique Cardoso inicie o ano com novos ministros,
após a saída dos que disputarão as eleições. O Governo deixou a mudança para abril,
na tentativa de evitar que a partilha de cargos provoque choque entre os partidos. O
presidente do Senado, Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA), não acha a troca importante.
(pág. 1 e A4)
- O Banespa divulgou ontem um resumo de seus balanços de 94 a 96 e do
primeiro semestre de 97, encerrando o período em que o banco ficou sem publicar seus
números por causa de uma disputa judicial com o ex-governador Orestes Quércia. A rolagem
da dívida estadual permitiu que o Banespa tivesse patrimônio líquido positivo mesmo em
94, ano da intervenção do BC. Nos seis primeiros meses de 97, o banco teve lucro
líquido de R$ 939 milhões. (pág. 1 e B4)
EDITORIAL
"Rever as relações com as montadoras" - A indústria
automobilística do País tem-se beneficiado do regime automotivo e de isenções de
impostos de estados e municípios. Em breve, será preciso reavaliar esse tipo de
relação. (pág. 1 e A3)
COLUNA
(Coluna do Estadão) - Antônio Carlos Magalhães quer que a reforma
administrativa seja votada na Comissão de Constituição e Justiça do Senado no dia 7 de
janeiro - abertos os trabalhos. Para que possa ser votada em plenário dia 11 de
fevereiro, como prometera a FHC. (pág. A6)
O GLOBO
- Vendas sobem e reposição de estoques começa mais cedo
- O movimento no comércio nos dias que antecederam o Natal acabou
surpreendendo os lojistas, que deverão fazer em janeiro a reposição de estoques
prevista só para fevereiro. Com o aumento de até 15% nas vendas em relação ao ano
passado, alguns setores da indústria, como o de brinquedos, também já falam em retomada
da produção a plena carga. Algumas empresas começaram a reduzir o período de férias
coletivas, por conta do aumento inesperado nas encomendas e falta de alguns produtos. Até
as lojas de eletroeletrônicos têm motivos para comemorar com as compras de última hora,
a previsão de queda no faturamento deste ano em relação ao fim de 1996 caiu de 30% para
15%. (pág. 1 e 17)
- FH elogia congresso ao avaliar o seu 97
- O presidente Fernando Henrique considera que o fato mais marcante de
1997 foi a maturidade com que o Brasil reagiu à crise asiática e a crítica mais injusta
foi ouvir que seu Governo não olha para o social. Ao fazer um balanço do ano ao
colunista Jorge Bastos Moreno, ele elogiou o desempenho do Congresso e o papel da
oposição, mas quer que seus adversários tenham uma ação mais construtiva. Para
Fernando Henrique "Canudos" foi o filme do ano e "Auto-subversão", de
Albert Hirschan, o livro que mais gostou de ler. Ele revela que sente falta de ir a
livrarias e andar sozinho na rua. O Presidente chegou ontem à Restinga da Marambaia, onde
passará o réveillon. (pág. 1 e 3)
- Os contribuintes considerados isentos e aqueles que optarem pelo
desconto padrão de 20% poderão apresentar, a partir do ano que vem, suas declarações
via Internet, em modelo supersimplificado. Segundo as novas regras divulgadas ontem pela
Receita Federal, terá que prestar contas ao Fisco o contribuinte que receber menos de R$
900,00 por mês mas tiver imóvel ou veículo em seu nome, ganhar mensalmente mais de R$
3,3 mil em aplicações financeiras ou acumular patrimônio superior a R$ 100 mil. (pág.
1 e 17)
- A votação do pacote que aumenta alíquotas do ICMS em até 50%
começa hoje, às 10h, na Assembléia Legislativa, com a base governista dividida: os 19
deputados do grupo formado por PMDB, PPB e PSC condicionam seu apoio à mensagem do
governador Marcello Alencar a duas modificações: o fim do aumento da alíquota dos
combustíveis e a manutenção da alíquota atual, de 18%, para o consumo de energia
elétrica até 400 quilowatts e não 200 quilowatts, como quer o Governo. (pág. 1, 8 e 9)
- O senador Pedro Simon (PMDB-RS), ferrenho adversário do presidente
do Senado, Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA), disse ontem que não pode deixar de
reconhecer o trabalho de Antônio Carlos no comando da Casa. Segundo Simon, nada ficou
atrasado, o Código Civil foi aprovado depois de anos de tramitação e o Senado conseguiu
mostrar ao povo que exerce sua função legislativa. (pág. 2 e 4)
- O Governo espera fechar dezembro com um ganho de US$ 1 bilhão nas
reservas internacionais em relação a novembro, quando o Banco Central registrava volume
de US$ 51,1 bilhões. A avaliação dos técnicos do BC é de que a entrada de
investimentos externos diretos no País, de US$ 800 milhões, será suficiente para cobrir
a concentração de pagamentos ocorrida este mês. (pág. 2 e 18)
- O alerta foi dado pelo filósofo José Arthur Gianotti no fim de
novembro, em palestra para a bancada tucana, na casa do deputado José Aníbal (SP) em
Brasília: "A política de Fernando Henrique Cardoso inibiu a direita, mas, se ele
cair, a direita vai se apresentar como opção. Hoje, ela negocia e adquire forças, se
viabiliza. Claramente é essa a estratégia de Paulo Maluf (ex-prefeito de São Paulo). O
novo governo poder ser mais forte ou mais fraco que o atual, vai depender dos seus
compromissos. A direita está ganhando muito terreno!". (pág. 3)
- O secretário de Acompanhamento Econômico, Bolivar Moura Rocha,
disse ontem que o Governo federal estuda a criação de uma agência profissionalizante de
vigilância sanitária. Segundo Moura Rocha, a agência permitirá uma completa revisão
da oferta de medicamentos no País e viabilizará a queda dos preços dos produtos
farmacêuticos. Ele defendeu a venda de medicamentos pelos planos privados de saúde,
ainda em 1998, como forma de ampliar a concorrência no setor. (pág. 17)
- (Rio e São Paulo) - Depois de passar três dias do feriado de Natal
em seu sítio em Ibiúna, isolado com a família, o presidente Fernando Henrique Cardoso
chegou ontem ao Rio para uma temporada de descanso numa praia na Restinga de Marambaia,
uma área militar e santuário ecológico a 90 km do centro. Lá, ele passará o Ano Novo
com uma pendência política a resolver: seu esperado encontro com o governador Mário
Covas, um sinal de que a crise entre o PSDB paulista e o Planalto estaria em vias de se
resolver, acabou não acontecendo. (...)
O único contato de Fernando Henrique com a imprensa deverá ocorrer na
terça- feira, na Base Aérea, onde ele assinará o Orçamento geral da União de 1998.
Ontem, os jornalistas, que estavam em embarcações, foram barrados a cerca de três
quilômetros da praia. Segundo o tenente De Castro, da Marinha, a Capitania dos Portos
determinou que os navegantes mantenham essa distância da Ilha da Marambaia. Esta é a
segunda vez no ano que Fernando Henrique descansa na ilha. Ele esteve lá no feriado de
Finados. (pág. 3)
EDITORIAL
"Revogue-se" - O tabelamento das taxas de juros em 12% é uma
das muitas aberrações contidas da Constituição. O tabelamento foi uma reação
emocional dos constituintes diante de uma situação abusiva que existia no País e que,
de certa forma, teve o beneplácito das autoridades monetárias ao longo do tempo. O
Brasil tem sido o campeão das taxas de juros no mundo - uma das consequências do
desequilíbrio das finanças governamentais como um dos mais graves da economia
brasileira. (...) (pág. 6)
COLUNAS
(Ricardo Boechat) - Vai dobrar a produção dos filmes brasileiros em
1998. O cálculo é da Riofilme. Das 40 produções de 1998, quase a metade será dedicada
a adaptações literárias. O primeiro longa a ficar pronto será "Primeiras
estórias", baseado em contos de Guimarães Rosa. (pág. 12)
(Panorama Político - Tereza Cruvinel) - Abriu-se o pregão na bolsa de
cotações para a reforma ministerial. Por ora, soltam-se os balões de ensaio, em
tentativas de inflar ou queimar nomes. Até março, eles vão colorir o horizonte,
funcionando como testes para os nomes cogitados. Por ora, temos a reação dos tucanos à
possibilidade de André Lara Resende ir para o Planejamento e o descontentamento do PPB
com a cotação de José Roberto Mendonça de Barros para Indústria e Comércio. (...)
(pág. 2)
CORREIO BRAZILIENSE
- Servidor do GDF terá desconto menor em 98
- Supremo Tribunal decide que deve ser de 6% o desconto para a
Previdência nos salários de 37 mil funcionários do Distrito Federal. Governo queria que
a contribuição continuasse em 12%. (pág. 1, Cidades, pág. 2)
- Novo programa comprado de Israel permitirá que as declarações do
Imposto de Renda feitas em formulário sejam processadas em apenas 20 dias, em vez dos
três meses atuais. A Secretaria da Receita Federal, no entanto, informa que não mudarão
fluxo de devoluções durante 1998. A economia de tempo será utilizada na análise
detalhada das declarações. "Nos dedicaremos mais à malha fina", avisou ontem
o secretário Everardo Maciel. Formulários errados também serão corrigidos com mais
rapidez pelo novo sistema. (pág. 1 e 12)
- Pelo menos dois dos nove fugitivos do Instituto Penal Paulo Sarasate,
em Fortaleza, foram mortos friamente pela polícia. Quem garante é Eunícia Barroso, que
estava entre os reféns tomados pelos presos durante a rebelião ocorrida na véspera do
Natal. "Eu já estava ferida, mas vi quando dois dos fugitivos foram sumariamente
executados pela polícia, quando se entregavam", acusou Eunícia. O governo do Ceará
não comentou a acusação, mas garantiu "que todas as ações tomadas pela polícia
estão sendo cuidadosamente avaliadas". (pág. 1 e 9)
EDITORIAL
"Modelo eficaz" - Já está em movimento novo mecanismo de
grande impacto para apoiar a expansão econômica e social. É o que se segue à decisão
do Conselho Monetário Nacional (CMN) de liberar grande parte dos recursos captados pelas
cadernetas de poupança para cessão de empréstimos diretos aos adquirentes de casa
própria. A iniciativa se corporificou a partir da modernização das normas aplicáveis
ao Sistema Financeiro da Habitação (SFH). Retiram-se de cena as empresas construtoras e
incorporadoras do processo de financiamento de unidades habitacionais. Era tal segmento
que nos últimos anos comprometia recursos próprios nas operações do gênero. (...)
(pág. 16)
JORNAL DE BRASÍLIA
- Bolsas da Ásia continuam ameaçando fim de ano
- As bolsas de valores dos países asiáticos continuam sofrendo fortes
oscilações e lançando incertezas para o início de 98. Ontem a Bolsa de Tóquio fechou
em baixa de 3,25% sob o efeito dos rumores de quebra de mais empresas e instituições
financeiras. "O mercado está preocupado com a possibilidade de novas falências nas
próximas semanas", comentou Dhia Amir, da Nomura Securities.
Na Tailândia, a bolsa fechou em baixa de 0,82% e na Malásia fechou em
alta de 1,92%. Em Paris, a queda foi de 0,1%, mas índice Dow Jones da Bolsa de Nova
Iorque fechou em alta de 0,25%. Em Seul, a bolsa subiu 6,74%. No Brasil, a Bovespa fechou
em alta de 2,51%. (...) (pág. 1 e 4)
- Mais de quatro mil aposentados e pensionistas do GDF podem ficar fora
da folha de pagamento de janeiro se não se recadastrarem até o dia 10. O recadastramento
terminou dia 10 deste mês, mas o Governo decidiu prorrogar até 10 de janeiro. Dos 32.960
servidores aposentados, 28 mil fizeram o recadastramento. Há suspeita de que muitos já
tenham morrido e outras pessoas estejam recebendo no lugar deles. (...) (pág. 1 e 4)
ZERO HORA
- Depois do Fundo de Estabilização Fiscal (FEF) e da Lei Kandir, a
distribuição das quotas do salário-educação é a mais recente preocupação que tem
tirado o sono dos prefeitos gaúchos. Escondido no terceiro capítulo do projeto de lei
que prevê parcerias e regime de colaboração entre estados e municípios, a
distribuição desses recursos está dividindo os prefeitos e provocando muitas
reclamações. No caso do Rio Grande do Sul, as verbas somam R$ 111 milhões anuais. Entre
os prefeitos mais descontentes estão os que não têm serviço de transporte escolar
municipal. É o caso de Porto Alegre, por exemplo. (pág. 8)
- O presidente Fernando Henrique Cardoso teve de adiar para abril seus
planos de começar 1998 com um Ministério renovado. O Governo precisa da base aliada
unida até a conclusão da votação das reformas no Congresso. O Palácio do Planalto
também constatou que os chamados "ministros políticos" - obrigados a deixar o
cargo até o dia 4 de abril, se quiserem ser candidatos em 4 de outubro - resistiam a sair
em janeiro, sem fazer antes a programação financeira de seus ministérios para o ano
eleitoral. Mesmo assim, Fernando Henrique já deu o sinal de largada para o processo de
reforma ministerial. E, o formato da equipe já está definido. Será um ministério de
transição, com caráter provisório, mas obedecendo à repartição política atual.
(pág. 12)
- A venda das distribuidoras de energia Norte-Nordeste e Centro-Oeste
da Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE) foi a principal razão para o superávit
projetado de R$ 327 milhões na receita do estado este ano. A informação faz parte do
balanço anual da Secretaria da Fazenda, divulgado ontem, em Porto Alegre, pelo
secretário Cézar Buzatto. Do total de R$ 9,4 bilhões arrecadados neste ano, R$ 1,7
bilhão veio das privatizações. (pág. 16)
MANCHETES
CORREIO DA BAHIA
- Governo terá ministério provisório em 98
A TARDE (BA)
- Governo quer remédio mais barato em 98
JORNAL DO COMMERCIO (PE)
- Servidores e aposentados vão pagar alíquota de 10% ao IPSEP
DIARIO DE PERNAMBUCO
- Servidor paga mais pelo IPSEP
ZERO HORA (RS)
- Cresce violência no trânsito da capital
CORREIO DO POVO (RS)
- Justiça suspende licitação do DETRAN
TELEJORNAIS
SBT-TJ BRASIL-18H30
- O Presidente Fernando Henrique Cardoso está descansando na Restinga
de Marambaia, unidade da Marinha, no Rio. O único compromisso oficial agendado para a
próxima semana é formalizar o orçamento geral da União para 98.
RECORD-JORNAL DA RECORD-19H15
- Depois do corre-corre das vendas de Natal os comerciantes tiveram de
enfrentar o dia oficial da troca de presentes, nesta sexta-feira. Os consumidores
desaparecerem, mas os shoppings ficaram cheios para o troca-troca. Vendas como antes do
Natal, agora só no ano que vem.
- O Procon dá algumas dicas para os consumidores não saírem
prejudicados. Pelo Código de Defesa do Consumidor, as reclamações de produtos com
defeito podem ser feitas até 90 dias depois da compra. Se em 30 dias o comerciante não
resolver o problema, o consumidor poderá escolher entre a troca, um desconto ou a
devolução do dinheiro.
- O Presidente Fernando Henrique Cardoso deixou, nesta sexta-feira, sua
chácara, em Ibiúna, no interior de São Paulo, onde passou o Natal. Ele viajou para o
Rio de Janeiro para a Restinga de Marambaia, onde fica instalada uma unidade da Marinha no
litoral sul do Estado. É lá que o Presidente vai passar o Réveillon.
- A Receita Federal vai usar um novo programa para facilitar o uso da
Internet na declaração do Imposto de Renda em 98. Se tudo der certo, a restituição
pode sair mais cedo. Este ano, 500 mil pessoas tiveram acesso ao serviço. O esforço da
Receita é aperfeiçoar o sistema e permitir que este número suba para dois milhões de
pessoas. O Governo quer estimular o uso da Internet, para que o processo da declaração
caia para 20 dias.
- Uma das quatro reféns feridas na rebelião do Instituto Penal Paulo
Sarazate, a 30 Km de Fortaleza, denunciou que os 10 presos teriam sido executados de forma
sumária pela polícia. Eunícia Barroso, da Pastoral Carcerária da Arquidiocese, foi
feita refém dos presos durante uma exibição de capoeira, quando a rebelião começou.
Foram 25 horas de tensão e o motim terminou nesta quinta-feira com 10 presos mortos e
três feridos.
GLOBO-JORNAL NACIONAL-20H
- Depois das compras de última hora do Natal chegou a vez da temporada
de trocas. Os shoppings ficaram cheios nesta sexta-feira para o troca-troca de presentes
que não deram certo. O maior movimento aconteceu nas lojas de calçados e roupas de todo
o País.
- Uma das reféns passou 24 horas nas mãos de presidiários, em
Fortaleza, denuncia que a Polícia executou os presos fugitivos depois que eles se
renderam. Nesta sexta-feira a situação foi de calma no presídio, que teve a segurança
reforçada. A rebelião de quinta-feira terminou com a morte de nove presos, que fizeram
quatro reféns. Eunícia Barroso está internada com dois tiros nas costas.
- Mais de 140 mil mutuários já procuraram a Caixa Econômica Federal
para antecipar o pagamento das prestações que faltam para quitar o financiamento da casa
própria. O prazo para quem quer se libertar da dívida, que venceu neste Natal, foi
prorrogado para o dia 31 de janeiro do ano que vem. No princípio, a Caixa só aceitava
mutuários que optavam pelo sistema que reajusta as prestações de acordo com a
variação salarial, mas hoje qualquer mutuário pode ganhar descontos que variam de 30 a
60%.
BANDEIRANTES-JORNAL BANDEIRANTES-20H
- Uma refém da rebelião de Fortaleza denuncia que a polícia executou
um fugitivo quando eles estavam dominados. O presidente da pastoral carcerária disse que
ela própria foi ferida a tiros pelos PMs. Das três reféns atingidas, só ela permanece
internada.
- A Receita Federal cria um novo formulário para aumentar o número de
pessoas que declaram Imposto de Renda. O novo formulário é destinado principalmente aos
contribuintes que não declaram imposto. Pelas contas da Receita, seriam cerca de 60
milhões de pessoas. A declaração eletrônica também vai atualiar os números e o CPF
de todos os contribuintes.
- No dia seguinte ao Natal, o comércio volta a registrar um bom
movimento. Mas só para trocar os presentes que não serviram. Os shoppings de todo o
País ficaram lotados.
- O Presidente Fernando Henrique vai passar o réveillon numa reserva
ecológica da Marinha, no Rio de Janeiro. Ele viajou depois de comemorar o Natal em seu
sítio, em Ibiúna, no interior de São Paulo.

ATENÇÃO
O Boletim de Acompanhamento Macroeconômico da Secretaria de Política
Econômica, que traz avaliação mensal da conjuntura econômica brasileira (análise e
tendência de preços, salários, juros, balança comercial, contas externas, etc), está
disponível via FTP através do endereço na INTERNET www.fazenda.gov.br,
na área específica de "Publicações". Outras informações atualizadas,
inclusive sobre os resultados do Plano Real, podem ser também obtidas, em português e em
inglês, na página eletrônica do Ministério da Fazenda.
Consulte a homepage da Secretaria de Comunicação Social da
Presidência da República.
O endereço na Internet é www.brasil.gov.br
O telefone para solicitação de publicações é:061-411.4892.
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