28/01/1997

JORNAL DO BRASIL

- Assembléia decide hoje se imposto vai aumentar

- A Assembléia Legislativa vota hoje a mensagem do governador Marcello Alencar propondo o aumento das alíquotas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). O projeto, alterado pelo governo estadual depois da forte resistência que encontrou até na bancada governista, prevê alíquota de 20% para a cerveja - antes eram 27% -, 30% para a gasolina (antes eram 37%) e mantém o imposto sobre o óleo diesel nos atuais 12%. Ontem, o vice-governador Luiz Paulo Corrêa da Rocha e os secretários Márcio Fortes, Augusto Werneck, Délio Leal e Airton Xerez passaram parte do dia na Assembléia tentando convencer os aliados a aprovar o projeto. Marcello Alencar negou que o pacote seja recessivo e disse que o novo imposto vai possibilitar a abertura de 30 mil novos empregos em obras públicas. (pág. 1 e 16)

- Um calote de R$ 50 milhões, dado por parlamentares e funcionários que não pagaram empréstimos, ameaça atrasar a liquidação do Instituto de Previdência do Congresso (IPC). O prazo termina em 1999, mas o senador Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA) quer que o IPC acabe "o quanto antes". (pág. 1 e 4)

- O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), dos EUA, está enviando a 150 laboratórios do mundo kits para diagnosticar a gripe do frango, doença provocada por uma mutação de vírus influenza. Os pesquisadores querem saber se a doença, que já infectou 11 pessoas em Hong Kong, está se espalhando. No Brasil, a Fiocruz já pediu os kits à OMS. "Precisamos nos prevenir", disse Elói Garcia, presidente da Fiocruz. (pág. 1 e 10)

- (São Paulo) - O último dia do descanso de Natal do presidente da República, em São Paulo, foi marcado por rumores de um encontro de última hora entre Fernando Henrique e o governador Mário Covas. Depois de muita especulação e atropelo das assessorias, confirmou-se que os dois tucanos paulistas, cujas relações estariam estremecidas, acabaram não se encontrando, pelo menos pessoalmente. Assessores do Presidente admitiram, no entanto, que ambos teriam se falado ao telefone, antes de Fernando Henrique embarcar para o Rio de Janeiro. (...) (pág. 2)

- (Porto Alegre) - Apesar da pré-candidatura do senador Roberto Requião à Presidência da República, o senador Pedro Simon (PMDB-RS) previu ontem que seu partido "não terá outra saída" senão a de apoiar a reeleição do presidente Fernando Henrique Cardoso, com a manutenção do quadro de estabilidade econômica e baixa inflação que acredita que será mantido em 1998.

"A reeleição do Fernando Henrique depende do Fernando Henrique", acrescentou Simon, lembrando que o conselho político tomou a decisão de apoiar a reeleição do Presidente, mas adiou a decisão final para a convenção nacional de junho. Nesta época, se a inflação for baixa e se a recessão e o desemprego não aumentarem, "será muito difícil o Fernando Henrique perder a reeleição", e o PMDB não ficará contra e o apoiará. (pág. 2)

EDITORIAL

"Fantasma do passado" - Ao apagar das luzes de 1997, na véspera do Natal, chegou ao fim a novela envolvendo a transferência do controle do Banespa, da Fepasa e da Ceagesp para a União. Os custos envolvidos nessa transação poderiam ser bem menores, tanto para o estado de São Paulo quanto para os contribuintes brasileiros chamados a subsidiar juros incidentes sobre a dívida mobiliária encampada.

Este é, porém, um caso que não pode nem deve ser tratado com a visão dos contabilistas, escriturando na ponta do lápis o que significam juros sobre juros, o que é uma taxa real de 6% corrigida pelo IGP-M, ou o valor patrimonial por ação do Banespa, que depende do intervalo tomado para avaliar o desempenho dos papéis negociados em bolsa. (...) (pág. 8)

COLUNAS

(Coisas da Política - Rosângela Bittar) - O secretário de Fazenda do Rio, Marco Aurélio Alencar, telefonou para contestar avaliações do Governo federal publicadas ontem neste espaço a respeito dos gastos do governo do estado com educação e as perdas de recursos orçamentários para os municípios em 98, com a implantação do Fundo de Valorização do Magistério. A partir do dia 1º de janeiro haverá no País uma espécie de reforma fiscal, com redistribuição de verbas entre estados e municípios, segundo critérios que levam em conta as matrículas no ensino fundamental. (...) (pág. 2)

(Informe JB - Maurício Dias) - Para contornar as pressões do PFL e do PMDB governista, os tucanos querem que FH escolha "nomes técnicos" para substituir os ministros que deixarem o cargo.

Os aliados da base governista dizem, no entanto, que os técnicos não são apartidários, são tucanos.

Só que sem plumas. (pág. 6)

FOLHA DE SÃO PAULO

- Socorro à Coréia valoriza moeda e faz bolsa reagir

- A moeda sul-coreana, o won, fechou ontem com alta de 20% - sua maior valorização em um único dia -, depois de perder quase 60% de seu valor devido a rumores de moratória.

O motivo foi o anúncio de empréstimo externo de US$ 10 bilhões para socorrer o país.

A Bolsa de Seul também reagiu com otimismo, fechando com valorização de 6,7%.

Do empréstimo, US$ 2 bilhões serão liberados dia 30, e o resto deve ser fornecido pelo G-7 (grupo dos países mais ricos do mundo), disse o Fundo Monetário Internacional.

O governo sul-coreano anunciou ter aceito as condições impostas pelo FMI. O país se comprometeu a cumprir um rígido ajuste econômico para reestruturar seu sistema financeiro e desistiu de estatizar a Kia Motors, sua quarta indústria automobilística. (pág. 1 e 2-1)

- Os preços subiram pela sétima semana seguida nos supermercados de São Paulo. Do dia 17 ao 23, eles aumentaram, em média 1,09%, segundo pesquisa Datafolha. No ano, o reajuste médio alcança 9,8%, contra inflação prevista de até 5%.

Nos hipermercados paulistanos, o levantamento semanal do Datafolha verificou aumento pela sexta vez consecutiva, 0,84%, em média. Ao logo do ano, os preços tiveram reajuste médio de 10% nesses estabelecimentos. (pág. 1 e 2-4)

- A Câmara de São Paulo deve votar amanhã projeto que adia para 2002 dívida da prefeitura com educação - diferença entre o que a lei manda aplicar no setor e o que foi gasto.

As gestões Pitta e Maluf gastaram menos do que a lei prevê. A prefeitura não informou o valor do débito. (pág. 1 e 3-5)

- Eunízia Barroso, ex-refém da tentativa de fuga que resultou na morte de oito presos em Eusébio (CE), afirmou que os tiros que a atingiram foram disparados pela Polícia Militar. Coordenadora da Pastoral Carcerária de Fortaleza, ela disse que a polícia baleou dois presos após a rendição. (pág. 1 e 3-3)

EDITORIAL

"Política em fragmentos" - Está em curso, no mundo todo, uma sutil mudança na maneira de fazer política. Perdem espaço os partidos, habituais intermediários entre o Estado e a sociedade na política clássica, e ascendem organizações de diferentes tipos, cuja principal característica é a fragmentação das demandas que acabam por impor à agenda de cada país e sociedade. (...) (pág. 1-2)

COLUNA

(Painel) - Lideranças tucanas e peemedebistas de médias e pequenas localidades de Minas trabalham com a avaliação de que Itamar (PMDB) será candidato a governador em 98. Com apoio de FHC, que rifaria Eduardo Azeredo, tucano e atual governador. (pág. 1-4)

O ESTADO DE SÃO PAULO

- Consumo fez supermercado elevar preços

- Os supermercados aproveitaram a explosão de consumo que antecedeu o Natal para promover uma forte remarcação de preços. Pesquisa feita pelo InformEstado em 16 grandes estabelecimentos de São Paulo mostrou alta média de 2,46% no período de 18 a 23 de dezembro, a maior variação semanal do ano. No levantamento anterior, entre os dias 11 e 18, os preços haviam recuado 0,44%. Dos 73 itens que integram a lista da pesquisa, 59 subiram, 12 baixaram e 2 ficaram estáveis. Em alguns casos, o reajuste semanal superou a taxa de inflação acumulada em todo o ano de 97. (...)

Os reajustes devem provocar elevação na inflação média de dezembro. O Índice Fipe-Estadão, que mede diariamente as variações de preços competitivos, indicou aumento de 0,38% nos 30 dias encerrados ontem. Na semana anterior, a variação havia sido de 0,18%. Os preços de alguns alimentos, como soja, café e arroz, foram os que apresentaram maior alta. (pág. 1 e B1)

- O pacote liderado pelo Fundo Monetário Internacional para evitar a moratória da Coréia do Sul, anunciado na véspera do Natal, provocou euforia ontem no mercado financeiro de Seul. A moeda do país, o won, teve alta de 22,7% e recuperou um terço de suas perdas acumuladas em relação ao dólar. A Bolsa de Seul fechou em alta de 6,74%. Espera-se agora que grandes grupos internacionais comprem empresas sul-coreanas em dificuldades, especialmente bancos. (...) (pág. 1 e B10)

- A votação das reformas pelo Congresso, prevista para o início de 98, impede que o presidente Fernando Henrique Cardoso inicie o ano com novos ministros, após a saída dos que disputarão as eleições. O Governo deixou a mudança para abril, na tentativa de evitar que a partilha de cargos provoque choque entre os partidos. O presidente do Senado, Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA), não acha a troca importante. (pág. 1 e A4)

- O Banespa divulgou ontem um resumo de seus balanços de 94 a 96 e do primeiro semestre de 97, encerrando o período em que o banco ficou sem publicar seus números por causa de uma disputa judicial com o ex-governador Orestes Quércia. A rolagem da dívida estadual permitiu que o Banespa tivesse patrimônio líquido positivo mesmo em 94, ano da intervenção do BC. Nos seis primeiros meses de 97, o banco teve lucro líquido de R$ 939 milhões. (pág. 1 e B4)

EDITORIAL

"Rever as relações com as montadoras" - A indústria automobilística do País tem-se beneficiado do regime automotivo e de isenções de impostos de estados e municípios. Em breve, será preciso reavaliar esse tipo de relação. (pág. 1 e A3)

COLUNA

(Coluna do Estadão) - Antônio Carlos Magalhães quer que a reforma administrativa seja votada na Comissão de Constituição e Justiça do Senado no dia 7 de janeiro - abertos os trabalhos. Para que possa ser votada em plenário dia 11 de fevereiro, como prometera a FHC. (pág. A6)

O GLOBO

- Vendas sobem e reposição de estoques começa mais cedo

- O movimento no comércio nos dias que antecederam o Natal acabou surpreendendo os lojistas, que deverão fazer em janeiro a reposição de estoques prevista só para fevereiro. Com o aumento de até 15% nas vendas em relação ao ano passado, alguns setores da indústria, como o de brinquedos, também já falam em retomada da produção a plena carga. Algumas empresas começaram a reduzir o período de férias coletivas, por conta do aumento inesperado nas encomendas e falta de alguns produtos. Até as lojas de eletroeletrônicos têm motivos para comemorar com as compras de última hora, a previsão de queda no faturamento deste ano em relação ao fim de 1996 caiu de 30% para 15%. (pág. 1 e 17)

- FH elogia congresso ao avaliar o seu 97

- O presidente Fernando Henrique considera que o fato mais marcante de 1997 foi a maturidade com que o Brasil reagiu à crise asiática e a crítica mais injusta foi ouvir que seu Governo não olha para o social. Ao fazer um balanço do ano ao colunista Jorge Bastos Moreno, ele elogiou o desempenho do Congresso e o papel da oposição, mas quer que seus adversários tenham uma ação mais construtiva. Para Fernando Henrique "Canudos" foi o filme do ano e "Auto-subversão", de Albert Hirschan, o livro que mais gostou de ler. Ele revela que sente falta de ir a livrarias e andar sozinho na rua. O Presidente chegou ontem à Restinga da Marambaia, onde passará o réveillon. (pág. 1 e 3)

- Os contribuintes considerados isentos e aqueles que optarem pelo desconto padrão de 20% poderão apresentar, a partir do ano que vem, suas declarações via Internet, em modelo supersimplificado. Segundo as novas regras divulgadas ontem pela Receita Federal, terá que prestar contas ao Fisco o contribuinte que receber menos de R$ 900,00 por mês mas tiver imóvel ou veículo em seu nome, ganhar mensalmente mais de R$ 3,3 mil em aplicações financeiras ou acumular patrimônio superior a R$ 100 mil. (pág. 1 e 17)

- A votação do pacote que aumenta alíquotas do ICMS em até 50% começa hoje, às 10h, na Assembléia Legislativa, com a base governista dividida: os 19 deputados do grupo formado por PMDB, PPB e PSC condicionam seu apoio à mensagem do governador Marcello Alencar a duas modificações: o fim do aumento da alíquota dos combustíveis e a manutenção da alíquota atual, de 18%, para o consumo de energia elétrica até 400 quilowatts e não 200 quilowatts, como quer o Governo. (pág. 1, 8 e 9)

- O senador Pedro Simon (PMDB-RS), ferrenho adversário do presidente do Senado, Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA), disse ontem que não pode deixar de reconhecer o trabalho de Antônio Carlos no comando da Casa. Segundo Simon, nada ficou atrasado, o Código Civil foi aprovado depois de anos de tramitação e o Senado conseguiu mostrar ao povo que exerce sua função legislativa. (pág. 2 e 4)

- O Governo espera fechar dezembro com um ganho de US$ 1 bilhão nas reservas internacionais em relação a novembro, quando o Banco Central registrava volume de US$ 51,1 bilhões. A avaliação dos técnicos do BC é de que a entrada de investimentos externos diretos no País, de US$ 800 milhões, será suficiente para cobrir a concentração de pagamentos ocorrida este mês. (pág. 2 e 18)

- O alerta foi dado pelo filósofo José Arthur Gianotti no fim de novembro, em palestra para a bancada tucana, na casa do deputado José Aníbal (SP) em Brasília: "A política de Fernando Henrique Cardoso inibiu a direita, mas, se ele cair, a direita vai se apresentar como opção. Hoje, ela negocia e adquire forças, se viabiliza. Claramente é essa a estratégia de Paulo Maluf (ex-prefeito de São Paulo). O novo governo poder ser mais forte ou mais fraco que o atual, vai depender dos seus compromissos. A direita está ganhando muito terreno!". (pág. 3)

- O secretário de Acompanhamento Econômico, Bolivar Moura Rocha, disse ontem que o Governo federal estuda a criação de uma agência profissionalizante de vigilância sanitária. Segundo Moura Rocha, a agência permitirá uma completa revisão da oferta de medicamentos no País e viabilizará a queda dos preços dos produtos farmacêuticos. Ele defendeu a venda de medicamentos pelos planos privados de saúde, ainda em 1998, como forma de ampliar a concorrência no setor. (pág. 17)

- (Rio e São Paulo) - Depois de passar três dias do feriado de Natal em seu sítio em Ibiúna, isolado com a família, o presidente Fernando Henrique Cardoso chegou ontem ao Rio para uma temporada de descanso numa praia na Restinga de Marambaia, uma área militar e santuário ecológico a 90 km do centro. Lá, ele passará o Ano Novo com uma pendência política a resolver: seu esperado encontro com o governador Mário Covas, um sinal de que a crise entre o PSDB paulista e o Planalto estaria em vias de se resolver, acabou não acontecendo. (...)

O único contato de Fernando Henrique com a imprensa deverá ocorrer na terça- feira, na Base Aérea, onde ele assinará o Orçamento geral da União de 1998. Ontem, os jornalistas, que estavam em embarcações, foram barrados a cerca de três quilômetros da praia. Segundo o tenente De Castro, da Marinha, a Capitania dos Portos determinou que os navegantes mantenham essa distância da Ilha da Marambaia. Esta é a segunda vez no ano que Fernando Henrique descansa na ilha. Ele esteve lá no feriado de Finados. (pág. 3)

EDITORIAL

"Revogue-se" - O tabelamento das taxas de juros em 12% é uma das muitas aberrações contidas da Constituição. O tabelamento foi uma reação emocional dos constituintes diante de uma situação abusiva que existia no País e que, de certa forma, teve o beneplácito das autoridades monetárias ao longo do tempo. O Brasil tem sido o campeão das taxas de juros no mundo - uma das consequências do desequilíbrio das finanças governamentais como um dos mais graves da economia brasileira. (...) (pág. 6)

COLUNAS

(Ricardo Boechat) - Vai dobrar a produção dos filmes brasileiros em 1998. O cálculo é da Riofilme. Das 40 produções de 1998, quase a metade será dedicada a adaptações literárias. O primeiro longa a ficar pronto será "Primeiras estórias", baseado em contos de Guimarães Rosa. (pág. 12)

(Panorama Político - Tereza Cruvinel) - Abriu-se o pregão na bolsa de cotações para a reforma ministerial. Por ora, soltam-se os balões de ensaio, em tentativas de inflar ou queimar nomes. Até março, eles vão colorir o horizonte, funcionando como testes para os nomes cogitados. Por ora, temos a reação dos tucanos à possibilidade de André Lara Resende ir para o Planejamento e o descontentamento do PPB com a cotação de José Roberto Mendonça de Barros para Indústria e Comércio. (...) (pág. 2)

CORREIO BRAZILIENSE

- Servidor do GDF terá desconto menor em 98

- Supremo Tribunal decide que deve ser de 6% o desconto para a Previdência nos salários de 37 mil funcionários do Distrito Federal. Governo queria que a contribuição continuasse em 12%. (pág. 1, Cidades, pág. 2)

- Novo programa comprado de Israel permitirá que as declarações do Imposto de Renda feitas em formulário sejam processadas em apenas 20 dias, em vez dos três meses atuais. A Secretaria da Receita Federal, no entanto, informa que não mudarão fluxo de devoluções durante 1998. A economia de tempo será utilizada na análise detalhada das declarações. "Nos dedicaremos mais à malha fina", avisou ontem o secretário Everardo Maciel. Formulários errados também serão corrigidos com mais rapidez pelo novo sistema. (pág. 1 e 12)

- Pelo menos dois dos nove fugitivos do Instituto Penal Paulo Sarasate, em Fortaleza, foram mortos friamente pela polícia. Quem garante é Eunícia Barroso, que estava entre os reféns tomados pelos presos durante a rebelião ocorrida na véspera do Natal. "Eu já estava ferida, mas vi quando dois dos fugitivos foram sumariamente executados pela polícia, quando se entregavam", acusou Eunícia. O governo do Ceará não comentou a acusação, mas garantiu "que todas as ações tomadas pela polícia estão sendo cuidadosamente avaliadas". (pág. 1 e 9)

EDITORIAL

"Modelo eficaz" - Já está em movimento novo mecanismo de grande impacto para apoiar a expansão econômica e social. É o que se segue à decisão do Conselho Monetário Nacional (CMN) de liberar grande parte dos recursos captados pelas cadernetas de poupança para cessão de empréstimos diretos aos adquirentes de casa própria. A iniciativa se corporificou a partir da modernização das normas aplicáveis ao Sistema Financeiro da Habitação (SFH). Retiram-se de cena as empresas construtoras e incorporadoras do processo de financiamento de unidades habitacionais. Era tal segmento que nos últimos anos comprometia recursos próprios nas operações do gênero. (...) (pág. 16)

JORNAL DE BRASÍLIA

- Bolsas da Ásia continuam ameaçando fim de ano

- As bolsas de valores dos países asiáticos continuam sofrendo fortes oscilações e lançando incertezas para o início de 98. Ontem a Bolsa de Tóquio fechou em baixa de 3,25% sob o efeito dos rumores de quebra de mais empresas e instituições financeiras. "O mercado está preocupado com a possibilidade de novas falências nas próximas semanas", comentou Dhia Amir, da Nomura Securities.

Na Tailândia, a bolsa fechou em baixa de 0,82% e na Malásia fechou em alta de 1,92%. Em Paris, a queda foi de 0,1%, mas índice Dow Jones da Bolsa de Nova Iorque fechou em alta de 0,25%. Em Seul, a bolsa subiu 6,74%. No Brasil, a Bovespa fechou em alta de 2,51%. (...) (pág. 1 e 4)

- Mais de quatro mil aposentados e pensionistas do GDF podem ficar fora da folha de pagamento de janeiro se não se recadastrarem até o dia 10. O recadastramento terminou dia 10 deste mês, mas o Governo decidiu prorrogar até 10 de janeiro. Dos 32.960 servidores aposentados, 28 mil fizeram o recadastramento. Há suspeita de que muitos já tenham morrido e outras pessoas estejam recebendo no lugar deles. (...) (pág. 1 e 4)

ZERO HORA

- Depois do Fundo de Estabilização Fiscal (FEF) e da Lei Kandir, a distribuição das quotas do salário-educação é a mais recente preocupação que tem tirado o sono dos prefeitos gaúchos. Escondido no terceiro capítulo do projeto de lei que prevê parcerias e regime de colaboração entre estados e municípios, a distribuição desses recursos está dividindo os prefeitos e provocando muitas reclamações. No caso do Rio Grande do Sul, as verbas somam R$ 111 milhões anuais. Entre os prefeitos mais descontentes estão os que não têm serviço de transporte escolar municipal. É o caso de Porto Alegre, por exemplo. (pág. 8)

- O presidente Fernando Henrique Cardoso teve de adiar para abril seus planos de começar 1998 com um Ministério renovado. O Governo precisa da base aliada unida até a conclusão da votação das reformas no Congresso. O Palácio do Planalto também constatou que os chamados "ministros políticos" - obrigados a deixar o cargo até o dia 4 de abril, se quiserem ser candidatos em 4 de outubro - resistiam a sair em janeiro, sem fazer antes a programação financeira de seus ministérios para o ano eleitoral. Mesmo assim, Fernando Henrique já deu o sinal de largada para o processo de reforma ministerial. E, o formato da equipe já está definido. Será um ministério de transição, com caráter provisório, mas obedecendo à repartição política atual. (pág. 12)

- A venda das distribuidoras de energia Norte-Nordeste e Centro-Oeste da Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE) foi a principal razão para o superávit projetado de R$ 327 milhões na receita do estado este ano. A informação faz parte do balanço anual da Secretaria da Fazenda, divulgado ontem, em Porto Alegre, pelo secretário Cézar Buzatto. Do total de R$ 9,4 bilhões arrecadados neste ano, R$ 1,7 bilhão veio das privatizações. (pág. 16)

MANCHETES

CORREIO DA BAHIA

- Governo terá ministério provisório em 98

A TARDE (BA)

- Governo quer remédio mais barato em 98

JORNAL DO COMMERCIO (PE)

- Servidores e aposentados vão pagar alíquota de 10% ao IPSEP

DIARIO DE PERNAMBUCO

- Servidor paga mais pelo IPSEP

ZERO HORA (RS)

- Cresce violência no trânsito da capital

CORREIO DO POVO (RS)

- Justiça suspende licitação do DETRAN

TELEJORNAIS

SBT-TJ BRASIL-18H30

- O Presidente Fernando Henrique Cardoso está descansando na Restinga de Marambaia, unidade da Marinha, no Rio. O único compromisso oficial agendado para a próxima semana é formalizar o orçamento geral da União para 98.

RECORD-JORNAL DA RECORD-19H15

- Depois do corre-corre das vendas de Natal os comerciantes tiveram de enfrentar o dia oficial da troca de presentes, nesta sexta-feira. Os consumidores desaparecerem, mas os shoppings ficaram cheios para o troca-troca. Vendas como antes do Natal, agora só no ano que vem.

- O Procon dá algumas dicas para os consumidores não saírem prejudicados. Pelo Código de Defesa do Consumidor, as reclamações de produtos com defeito podem ser feitas até 90 dias depois da compra. Se em 30 dias o comerciante não resolver o problema, o consumidor poderá escolher entre a troca, um desconto ou a devolução do dinheiro.

- O Presidente Fernando Henrique Cardoso deixou, nesta sexta-feira, sua chácara, em Ibiúna, no interior de São Paulo, onde passou o Natal. Ele viajou para o Rio de Janeiro para a Restinga de Marambaia, onde fica instalada uma unidade da Marinha no litoral sul do Estado. É lá que o Presidente vai passar o Réveillon.

- A Receita Federal vai usar um novo programa para facilitar o uso da Internet na declaração do Imposto de Renda em 98. Se tudo der certo, a restituição pode sair mais cedo. Este ano, 500 mil pessoas tiveram acesso ao serviço. O esforço da Receita é aperfeiçoar o sistema e permitir que este número suba para dois milhões de pessoas. O Governo quer estimular o uso da Internet, para que o processo da declaração caia para 20 dias.

- Uma das quatro reféns feridas na rebelião do Instituto Penal Paulo Sarazate, a 30 Km de Fortaleza, denunciou que os 10 presos teriam sido executados de forma sumária pela polícia. Eunícia Barroso, da Pastoral Carcerária da Arquidiocese, foi feita refém dos presos durante uma exibição de capoeira, quando a rebelião começou. Foram 25 horas de tensão e o motim terminou nesta quinta-feira com 10 presos mortos e três feridos.

GLOBO-JORNAL NACIONAL-20H

- Depois das compras de última hora do Natal chegou a vez da temporada de trocas. Os shoppings ficaram cheios nesta sexta-feira para o troca-troca de presentes que não deram certo. O maior movimento aconteceu nas lojas de calçados e roupas de todo o País.

- Uma das reféns passou 24 horas nas mãos de presidiários, em Fortaleza, denuncia que a Polícia executou os presos fugitivos depois que eles se renderam. Nesta sexta-feira a situação foi de calma no presídio, que teve a segurança reforçada. A rebelião de quinta-feira terminou com a morte de nove presos, que fizeram quatro reféns. Eunícia Barroso está internada com dois tiros nas costas.

- Mais de 140 mil mutuários já procuraram a Caixa Econômica Federal para antecipar o pagamento das prestações que faltam para quitar o financiamento da casa própria. O prazo para quem quer se libertar da dívida, que venceu neste Natal, foi prorrogado para o dia 31 de janeiro do ano que vem. No princípio, a Caixa só aceitava mutuários que optavam pelo sistema que reajusta as prestações de acordo com a variação salarial, mas hoje qualquer mutuário pode ganhar descontos que variam de 30 a 60%.

BANDEIRANTES-JORNAL BANDEIRANTES-20H

- Uma refém da rebelião de Fortaleza denuncia que a polícia executou um fugitivo quando eles estavam dominados. O presidente da pastoral carcerária disse que ela própria foi ferida a tiros pelos PMs. Das três reféns atingidas, só ela permanece internada.

- A Receita Federal cria um novo formulário para aumentar o número de pessoas que declaram Imposto de Renda. O novo formulário é destinado principalmente aos contribuintes que não declaram imposto. Pelas contas da Receita, seriam cerca de 60 milhões de pessoas. A declaração eletrônica também vai atualiar os números e o CPF de todos os contribuintes.

- No dia seguinte ao Natal, o comércio volta a registrar um bom movimento. Mas só para trocar os presentes que não serviram. Os shoppings de todo o País ficaram lotados.

- O Presidente Fernando Henrique vai passar o réveillon numa reserva ecológica da Marinha, no Rio de Janeiro. Ele viajou depois de comemorar o Natal em seu sítio, em Ibiúna, no interior de São Paulo.

ATENÇÃO

O Boletim de Acompanhamento Macroeconômico da Secretaria de Política Econômica, que traz avaliação mensal da conjuntura econômica brasileira (análise e tendência de preços, salários, juros, balança comercial, contas externas, etc), está disponível via FTP através do endereço na INTERNET www.fazenda.gov.br, na área específica de "Publicações". Outras informações atualizadas, inclusive sobre os resultados do Plano Real, podem ser também obtidas, em português e em inglês, na página eletrônica do Ministério da Fazenda.

Consulte a homepage da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.

O endereço na Internet é www.brasil.gov.br

O telefone para solicitação de publicações é:061-411.4892.

O email da Secretaria de Comunicação Social é:secom@planalto.gov.br