
01/03/1998
JORNAL DO BRASIL
- Sonhos viram pó em 5 segundos
- Bastaram cinco segundos e 25 quilos de dinamite para derrubar os 110
apartamentos que restavam do edifício Palace II, na Barra da Tijuca. Marcada inicialmente
para o meio-dia, a implosão foi antecipada por motivo de segurança depois que se
perceberam novas oscilações do prédio às 9h. Às 10h33, a implosão ocorreu como
planejado, segundo a Defesa Civil. Sem afetar as estruturas dos 18 condomínios vizinhos
que tinham sido evacuados. Apenas o edifício Palace I continua interditado. (...)
O prefeito Luiz Paulo Conde vai enviar mensagem à Câmara propondo que
os prédios com mais de quatro andares tenham um seguro contra problemas de construção.
(Entrevista pág. 12, pág. 1, 27, 28, 30 a 32 e Informe JB e Opinião, pág. 11)
- Uma vitória da tese de lançamento da candidatura própria do
partido na convenção de 8 de março ainda não é a garantia de que o PMDB terá um
candidato viável à Presidência da República e seguirá unido em torno dele. O partido,
historicamente, tem transformado em letra morta as suas decisões de convenção, o que
representa uma dificuldade a mais para o ex-presidente Itamar Franco ou o senador Roberto
Requião (PR) viabilizarem suas candidaturas se vencerem a disputa do dia 8. (...) (pág.
2)
- A uma semana da convenção nacional do PMDB, os convencionais
favoráveis à aliança com o presidente Fernando Henrique Cardoso estão 20 votos à
frente dos que defendem a candidatura própria. A estimativa, feita junto aos diretórios
estaduais, parlamentares e delegados, mostra que ainda há 37 indecisos. O voto secreto e
as reuniões que o partido vai fazer nos estados podem mudar a posição de convencionais
que já declararam seus votos. As alianças estaduais têm pesado na decisão dos
pemedebistas. (...) (pág. 3)
- O PMDB não sairá unido da convenção, marcada para o próximo
domingo, que vai definir se o partido apoiará a candidatura à reeleição do presidente
Fernando Henrique Cardoso ou se terá um candidato próprio. A tendência dos
convencionais é a de apoiar a candidatura de Fernado Henrique, embora o número alto de
indecisos ainda mantenha o resultado em aberto. O grupo que quer a candidatura própria
avalia que ainda pode vencer por uma margem e pretende usar o estatuto para obrigar o
restante do partido a apoiar o candidato escolhido. (pág. 3)
- (Belo Horizonte) - Itamar Franco terá um sério desfalque em sua
campanha à Presidência da República, se vencer a convenção do PMDB no dia 8 de
março. Ruth Hargreaves, a única pessoa que participou das sete campanhas eleitorais que
o ex-presidente já disputou, avisa que, desta vez, não vai acompanhar o antigo chefe.
Além das razões da família, ela é motivada pela decepção com política - em especial
com o Governo Fernando Henrique Cardoso.
A maior decepção foi a ingratidão de Fernando Henrique com o
próprio Itamar, que a seu ver não teve o tratamento que merecia após deixar a
Presidência da República, em 1º de janeiro de 1995. (...) (pág. 4)
- Uma das principais características do presidente Fernando Henrique
Cardoso é conseguir tirar proveito de fatos que, a princípio, parecem negativos para o
seu Governo e a sua imagem. Na época da crise financeira da Ásia, por exemplo, Fernando
Henrique, sob o pretexto de resgatar o Plano Real, aumentou os juros e os impostos
promovendo acertos na política econômica brasileira. De acordo com o coordenador do
Centro Nacional de Referência Historiográfica da Universidade de Ouro Preto, professor
Carlos Fico, autor da tese de doutorado na Universidade de São Paulo que resultou no
livro "Reinventando o Otimismo - Ditadura, Propaganda e Imaginário Social no
Brasil", Fernando Henrique Cardoso aplica a chamada "torção de valores"
como estratégia de governo. (pág. 5)
- A idéia do presidente Fernando Henrique Cardoso de criar, até o fim
deste ano, o Ministério da Defesa, enfrenta resistências na área militar além da
escassez de recursos financeiros para o seu imediato funcionamento.
As divergências entre os militares sobre a nova pasta estão centradas
no comando do ministério: enquanto a Marinha defende que o futuro ministro seja um civil,
no Exército a preferência recai sobre um militar da reserva.
A chefia do Ministério da Defesa exige um profissional que tenha
conhecimentos profundos sobre a área militar. Caso contrário, será como colocar no
Banco Central alguém que não entende nada de mercado financeiro, observa um general do
Exército com livre trânsito no Planalto. (pág. 6)
EDITORIAL
"DEPOIS DO CARNAVAL" - É preciso acabar
de vez com o mito de que o Brasil só começa a trabalhar depois do Carnaval. Desvios
culturais seculares e um humor desnecessariamente autodepreciativo criaram a impressão de
que as atividades econômicas, políticas e culturais dependem da Quarta-feira de Cinzas
para recomeçar. Um pouco mais e teremos que deixar passar a Semana Santa. E por que a
Copa?
É preciso um basta nessas posturas falsas que paralisam a produção e
entorpecem a mente das pessoas. A proximidade do fim do verão e do primeiro trimestre do
ano apenas revela o que foi bem ou mal plantado no ano anterior - comédias e tragédias
aí incluídas. (...) (pág. 10)
COLUNAS
(Coisas da Política - Dora Kramer) - De acordo com
o previsto, está instalada a confusão a respeito do que é o uso ou não da máquina
governamental nestes novos tempos de reeleição. A título de esclarecimento, o
presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Ministro Ilmar Galvão, disse nos jornais de
sexta-feira: "Há o Fernando Henrique Presidente e o Fernando Henrique candidato à
reeleição. O primeiro pode fazer suas viagens quando quiser. O segundo pode fazer
campanha eleitoral, mas só depois de 6 de julho".
Tudo maravilhosamente bem expicado, não fosse o fato de os dois
personagens citados pelo ministro serem uma só pessoa. (...) (pág. 2)
(Informe JB - Maurício Dias) - Caso a convenção do PMDB de 8 de
março decida por candidatura própria, vai ser preciso um grande trabalho de costura
política.
Até a convenção oficial de junho pode ser que a mosca azul perturbe
um acordo entre os pré-candidatos Itamar, Sarney e Requião. (pág. 6)
FOLHA
DE SÃO PAULO
- Privatização dá R$ 11,8 bi aos estados nas eleições
- Apontados pelo Governo federal como culpados pelo déficit nas contas
públicas em 97, os estados devem arrecadar pelo menos R$ 11,8 bilhões com a venda de
suas empresas.
O cronograma oficial das privatizações indica que mais de 95% do
dinheiro entrará no caixa dos estados até junho, a tempo de ser gasto em obras
eleitorais, informam Marta Salomon e Fernando Rodrigues.
O estado mais beneficiado deverá ser São Paulo, governado por Mário
Covas (PSDB).
Também vão receber dinheiro das privatizações Ceará, Minas Gerais,
Pernambuco, Amazonas e Roraima.
O Governo Federal não vai exigir um aperto nos gastos estaduais para
não indispor o presidente Fernando Henrique Cardoso com governadores aliados que precisam
do dinheiro para as eleições.
Oficialmente, a equipe econômica argumenta que não pode impor aos
estados um percentual maior de pagamento de suas dívidas. (pág. 1 e 1-6)
- Medida provisória editada em outubro permite ao Governo terceirizar,
sem concorrência, partes da administração. Elas ficam livres de licitações, de
concursos públicos e da tabela de salários do funcionalismo.
As OSs (Organizações Sociais, nome dos novos gestores) não podem ser
empresas ou órgãos do Estado. Duas ex-fundações já foram qualificadas como OSs.
Segundo o ministro Bresser Pereira (Administração), medida é central na reforma do
Estado. (pág. 1 e 1-8 a 1-10)
- Assustada com a crise asiática, a classe média pode estar perdendo
a oportunidade de ganhar dinheiro na bolsa, afirmam especialistas.
A de São Paulo fechou fevereiro com alta de 8,7%. Um indicador de que
o momento é bom para as bolsas é o comportamento do investidor estrangeiro. Após a fuga
de R$ 1,4 bilhão em três meses, o capital externo começou a voltar em janeiro. Até 20
de fevereiro, o ingresso líquido da Bovespa foi de R$ 699,9 milhões. (pág. 1 e 2-1)
- O que custaria à Sersan assegurar nova moradia às vítimas do
desabamento? Estima-se que o dono, Sérgio Naya (PPB), tenha emprestado mais de R$ 500 mil
a colegas do Congresso. Ele já revelou ter 5.000 imóveis em São Paulo, 3.000 na Espanha
e 826 nos EUA. (pág. 1 e 1-12)
- O ministro Raimundo Brito (Minas e Energia) disse na sexta-feira que
as críticas à eficiência do sistema elétrico brasileiro são "discursos
ideológicos com objetivos eleitoreiros". Ele reafirmou que o País não terá
racionamento de energia ou blecautes neste ano eleitoral. (...) (pág. 1-7)
- Apontados pelo Governo como bodes expiatórios do rombo nas contas
públicas em 97, os gastos dos governos estaduais com o dinheiro das privatizações podem
ser reprisados neste ano eleitoral. (...) (pág. 1-6)
EDITORIAL
"DÉFICIT DE CREDIBILIDADE" - Apesar do
esforço reformistas e do discurso de austeridade, o desempenho do Governo na gestão das
contas públicas foi muito decepcionante. O déficit primário registrado em 97 dá a
medida de quanto o Executivo cedeu a pressões de gostos.
A deterioração orçamentária corrói a confiança na moeda nacional
e pode vir a comprometer até mesmo a principal conquista da administração Fernando
Henrique Cardoso, a estabilidade econômica. (...) (pág. 1-4)
COLUNA
(Painel) - Quem esteve com FHC anteontem no Planalto
ouviu que ele achou um erro os governistas do PMDB terem abandonado Brasília nas duas
últimas semanas. Para o tucano, a mobilização para a convenção do próximo domingo
não deveria ter parado.
_* FHC avalia que os oposicionistas do PMDB cresceram nos últimos dias
no vácuo deixado pelos governistas. O maior temor presidencial, segundo um interlocutor,
é o adiamento da decisão. (pág. 1-4)
O
ESTADO DE SÃO PAULO
- Governo adota parcerias para mudar ensino
- O Governo escolheu o último ano do atual mandato do presidente
Fernando Henrique Cardoso para colocar em andamento um amplo programa de reformulação da
educação no País, com a transferência do controle da estrutura do ensino público para
fundações e organizações de direito privado. O novo sistema deverá ser instituído de
forma gradativa e segue um programa que o Banco Mundial (Bird) recomenda para países
pobres, prevendo uma redução na participação do poder público no ensino e parcerias
com o setor privado. (...) No País, a educação consome anualmente cerca de 4,5% do PIB,
segundo estudos do Ministério da Educação (MEC). Seguindo as regras do Bird, o Governo
aposta na municipalização do ensino de crianças de 7 a 14 anos como ponto de partida da
reforma. (...) (pág. 1 e A-10)
- Com base nos investimentos anunciados na imprensa, coletados pela
Simonsen Associados, e em estudo do BNDES, a empresa de consultoria MB Associados
constatou que a maior fatia está concentrada em setores com menor pontencial de criação
de empregos a curto prazo. Em 1997, por exemplo, diz o economista Celso Toledo Neto, da
consultoria, mais da metade dos US$ 218 bilhões de investimentos anunciados no País se
concentrou em quatro desses setores: comunicações, refino de petróleo, equipamentos de
transporte, energia e serviços elétricos e gás. Em termos de empregos, o resultado só
será positivo a longo prazo, observou. (pág. 1 e B-1)
- A guerra contra o Iraque, que Washington preparou com carinho, saiu
pela culatra. Uma passagem em revista dos homens envolvidos nos permite dizer quem saiu
ganhando ou perdendo. Ganhou Kofi Annan, secretário-geral da ONU, que mostrou dignidade.
Ironicamente, Saddam Hussein, carrasco de seu próprio povo, figura no campo dos
vencedores, pois recolocou Bagdá no coração da diplomacia. Bill Clinton está entre as
baixas de uma guerra que não houve. (pág. 1 e A- 18)
- Chuvas e problemas com desapropriações estão obrigando as empresas
construtoras do gasoduto Brasil-Bolívia a reforçar investimentos para não atrasar o
cronograma de execução da obra. O traçado de 3.150 km ligando Rio Grande, na Bolívia,
a Porto Alegre (RS) foi estudado para evitar áreas mais povoadas e diminuir despesas com
desapropriações. No entanto, na hora de iniciar as escavações para a soldagem dos
tubos de aço, as construtoras nem sempre conseguem executar o trabalho conforme o
traçado original. Em vários locais o trajeto está tendo de ser modificado por
exigência dos proprietários de fazendas, que não aceitam ter o uso de suas terras
limitado. O gasoduto está previsto para entrar em operação em dezembro. A Petrobras
garante que os problemas com os proprietários não ameaçam o andamento da obra. (pág.
1, B-4 e B-5)
- O prefeito de Ribeira, Ito Lisboa (PSDB), denunciou ao DNER que o
Governo federal está gastando R$ 9 milhões para "maquiar" 33 quilômetros da
BR-476, que liga o sudoeste de São Paulo ao Paraná, atingidos pela erosão. Além disso,
as águas derrubaram a ponte entre os estados. A Câmara local enviou denúncia semelhante
ao presidente Fernando Henrique Cardoso. (...) (pág. 1 e C- 10)
- Aumentou o número de denúncias sobre irregularidades em prédios
recebidas por órgãos como a Defesa Civil e o Crea, depois do desabamento do Palace II.
Os moradores têm-se mostrado mais preocupados com a segurança nos edifícios. Técnicos
ouvidos pelo "Estado" afirmam que a possibilidade de ocorrer um acidente
semelhante, apesar de mínima, não deve ser desprezada. Grande parte dos problemas,
segundo eles, é causada por negligência. (pág. 1 e C-5)
EDITORIAL
"PARA QUE SERVE ESTE MANDATO?" - O
deputado Sérgio Naya, em terceiro mandato, jamais teve atuação destacada. Deve lhe
faltar tempo para tanto, assoberbado pela diversidade de seus negócios. O Congresso não
pode ser avalista de atividade escusa. (pág. 1 e A-3)
COLUNA
(Coluna do Estadão) - Os defensores de uma
candidatura nova - como a de Ciro Gomes ou a de alguém do PMDB - gostam de relembrar o
que foi a última campanha presidencial para mostrar que em política tudo pode mudar de
uma hora para outra. Em 1994, os principais candidatos eram os mesmos de hoje - Fernando
Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva. Só que em situação oposta. (...) (pág.
A-6)
O
GLOBO
- E o sonho virou pó
- Em escassos cinco segundos, viraram pó os sonhos, os planos, as
lembranças e os pertences das famílias que moravam nos 176 apartamentos do Edifício
Palace II, na Barra. Exatamente às 10h30 de ontem, o prédio foi implodido, destruindo
qualquer chance de recuperação dos objetos que ficaram nos apartamentos. (...)
O deputado Sérgio Naya, dono da Sersan, responde a 13 processos
relativos a um empreendimento residencial que não consegue concluir há quatro anos e
meio em Orlando, na Flórida. São ações executivas exigindo o pagamento de mercadorias
e serviços.
Peritos apontam cuidados a serem tomados na hora de comprar imóveis em
construção. (pág. 1, 14 a 17 e "Morar Bem")
- Grupos que arregimentam desempregados e desvalidos estão tentando
obter parte das terras desapropriadas no Pontal do Paranapanema, em São Paulo, e
ameaçando a hegemonia do Movimento dos Sem-Terra. O MST vai até recorrer a um
instrumento dos fazendeiros, o pedido de reintegração de posse, para expulsar o grupo
Terra e Esperança da Fazenda Santo Antônio. (pág. 2 e 8)
- O Congresso vai continuar funcionando formalmente, mas na prática
deputados e senadores devem encerrar o ano legislativo já em abril, quando nenhum projeto
polêmico ou medida impopular será mais levado à votação em plenário. Os líderes
governistas e os presidentes da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), e do Senado, Antônio
Carlos Magalhães (PFL-BA), têm a consciência de que, num ano eleitoral, cai
naturalmente o quorum à medida em que se aproximam as eleições. Mas há um outro motivo
para a decisão de congelar os trabalhos depois de abril: à medida em que se aproximam as
eleições, fica também mais difícil aprovar qualquer projeto polêmico e que possa
repercutir mal na opinião pública. Daí a intenção de deixar para o próximo ano tudo
o que não for consensual e que não puder ser votado até abril. (pág. 3)
- Quatro comunidades agrícolas do município de Prudentópolis,
região central do Paraná, a 200 quilômetros de Curitiba, estão isoladas em função do
vendaval e das fortes chuvas que atingiram a região há dois dias. Cerca de 150 pontes e
bueiros foram carregados pelas águas que arrasaram quase 200 quilômetros de estradas
vicinais. O vendaval destruiu 20 casas, provocando a morte de cinco pessoas de uma mesma
família, em Macacos. Foram atingidas ainda as cidades de Jaciaba, Ligação e Erval
Grande. O Serviço de Meteorologia do Paraná acredita que a área foi afetada por um
tornado, que deve ter superado 120 quilômetros por hora. (pág. 4)
- O Governo vai propor a criação de um fundo para cobrir as perdas
que possam ocorrer com a Reforma Tributária e garantir a prefeitos e governadores que a
mudança na Constituição não implicará na redução de receitas. A proposta - que
está sendo finalizada pelo Ministério da Fazenda e deve ser enviada ao Congresso em
março - prevê que o fundo será formado com parte da nova arrecadação e deve durar,
pelo menos, dez anos. A fórmula de cálculo das eventuais perdas e o mecanismo de
ressarcimento ainda não foram definidos. Além disso, a equipe econômica estuda a
proposta de fazer uma revisão no sistema tributário cinco anos após a aprovação da
reforma. (pág. 36)
EDITORIAL
"REFORMA SEM FÔLEGO" - A polícia da
Inglaterra tem fama de ser uma das mais competentes do mundo. Mas os ingleses ainda não
estão satisfeitos, e o ministro do Interior acaba de anunciar um plano para melhorá-la.
Seu principal objetivo é despir a corporação de sua aura de machismo. (...)
Policiais armados fazendo reivindicações salariais nas ruas e praças
representam um risco inadmissível para a sociedade e para a democracia. Por isso, uma das
melhores idéias surgidas em decorrência da crise foi a desconstitucionalização das
polícias. Ou seja, a proposta de emenda para retirar da Constituição a regulamentação
das Polícias Militar e Civil a fim de que cada governador, consultada a opinião pública
do seu estado, possa mudar o sistema de segurança pública sob sua responsabilidade.
(...) (pág. 6)
COLUNAS
(Panorama Político - Tereza Cruvinel) - Aberta a
temporada de caça aos culpados pelo estouro do déficit, os santos federais apontam
estados e municípios como vilões. Tendo clamado no deserto para que os governadores não
torrassem o dinheiro das privatizações, o senador Vilson Kleinubing aponta a
responsabilidade do próprio Senado: primeiro, porque não fixou limites para o
endividamento; segundo, porque lá vige uma "solidariedade burra entre os
estados". (...) (pág. 2)
(Ricardo Boechat) - Apesar da irritação do senador Antônio Carlos
Magalhães, o Excell está preparando uma prova irrefutável de que agiu segundo o mais
elementar figurino capitalista ao demitir 400 funcionários nos últimos meses.
Em seu balanço relativo a 1997, que divulgará em breve, o banco
registrará prejuízo.
Segundo fontes oficiosas, algo em torno de R$ 30 milhões. (pág. 26)
CORREIO
BRAZILIENSE
- TSE pode facilitar uso da máquina nas eleições
- Proposta em estudo no tribunal permite que candidato à reeleição
faça reunião eleitoral em seu gabinete e leve seguranças e assessores pagos com
dinheiro público em viagens de campanha. (pág. 1 e 12)
ZERO
HORA
- Não faltam polêmicas na proposta de ressuscitar
os cassinos no País. Detratores do projeto apontam o risco da lavagem de dinheiro do
tráfico de drogas e de outros crimes, da entrada da Máfia americana no País e do
aumento da prostituição, quando não recorrem a digressões morais. Defensores da
idéia, por sua vez, rebatem uma a uma essas críticas e acenam com os milhares de
empregos a serem criados - forte argumento em dias de globalização-, com o incentivo ao
turismo e com a permanência no País do dinheiro hoje gasto no exterior por aposentados
convictos. Apresentado em 1991 pelo deputado Dércio Knop (PDT-SC), o projeto foi fundido
na Câmara com outras propostas semelhantes. (pág.6, 8 e 12)
- Conhecido pelo acompanhamento rigoroso do trabalho de deputados e
senadores, dando notas ao final de cada exercício de mandato, o Departamento
Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) está produzindo agora um documento de
avaliação dos três anos do Governo do presidente Fernando Henrique Cardoso. A análise
do Diap terá 40 páginas e será divulgada em maio, às vésperas do início da campanha
eleitoral. No documento preliminar, o Diap avalia o Governo de Fernando Henrique como o
mais competente da história recente do País para montar a maior base de aliados no
Congresso. Ao mesmo tempo, o departamento classifica o Presidente como autoritário e o
aponta como responsável pela exclusão da sociedade organizada dos debates de grande
temas nacionais. (pág. 14)
- Uma nova praga está alastrando pelo campo. O homem e a mulher que
habitam os mais longínquos rincões do Rio Grande do Sul se tornaram as novas presas da
Aids, uma doença que há menos de cinco anos assombrava apenas os moradores de grandes
centros urbanos. Ainda ignoradas pelas estatísticas, as vítimas são pessoas humildes,
de pouca instrução, vistas empunhando enxadas, manuseando arados ou dirigindo tratores.
As migrações, cada vez mais frequentes em tempos de crise, embalaram também o
comportamento de risco. A doença do século encontrou ambiente para crescer. (pág. 28 e
29)
- Pesquisadores da Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul
descobriram, no município de Candelária, um fóssil de aproximadamente 225 milhões de
anos que pode ajudar a decifrar alguns enigmas sobre a evolução da vida na Terra.
Medindo cinco centímetros de comprimento, o pequeno animal talvez seja um dos mais
antigos ancestrais dos mamíferos já descobertos no mundo. Outra novidade é que ele
teria vivido somente no sul do Brasil, na mesma época de origem dos dinossauros. (pág.
40, 41 e 42)
- Muitos dos capitais que temem o futuro da Ásia e fogem dos altos
preços das empresas nos Estados Unidos estão vindo para a América Latina. Pesquisa da
Price Waterhouse realizada durante um seminário do setor, em Miami, no mês passado,
detectou existirem 20 fundos de investimento privados com disponibilidade de US$ 2,6
bilhões para aplicações na região. Segundo Ricardo Silvagni, sócio-gerente do Centro
de Negócios Latino-Americanos da Price Waterhouse, existe a tendência de optar pelos
chamados "private equity", uma modalidade de investimento em empresas privadas
de capital fechado. (Caderno de Economia)
HOJE EM DIA
- "Nós vamos ser campeões. O Brasil tem uma grande equipe e a
gente só pode perder o Mundial para a gente mesmo". A afirmação é nada mais nada
menos que de Ronaldinho, o melhor jogador do mundo e titular da Seleção Brasileira que
disputará a Copa da França, em entrevista exclusiva ao "Hoje em Dia",
concedida em Milão, na Itália. (pág. 1, 13 e 14)
- O Atlético comemora seus 90 anos hoje enfrentando às 16 horas o
Montes Claros, na cidade do mesmo nome, em busca da reabilitação no Campeonato Mineiro.
Já o Cruzeiro tenta a primeira vitória em casa contra o Ipiranga, às 18 horas, no
Mineirão. O América vai a Nova Lima enfrentar o Vila Nova, às 16 horas. (pág. 1, 15,
16 e 19)
VEJA
TÍTULOS DE
CAPA
- Pesquisa exclusiva: o que os brasileiros pensam de FHC
- O vilão da tragédia do rio
_* Tem 500 milhões de reais
_* 888 processos na Justiça
_* Vários prédios embargados
_* Emprestava jatinhos e imóveis a poderosos de Brasília
ENTREVISTA (Romando Prodi): É HORA DE MUDAR - O primeiro-ministro
italiano diz que só um Estado eficiente e livre do corporativismo é capaz de promover
justiça social e crescimento. (pág. 9 a 13)
A CONTRADIÇÃO DE FHC - Pesquisa diz que o Presidente é bom para
cuidar da economia, mas não cuida do social. (pág. 22 a 27)
O VILÃO DO DESABAMENTO DA BARRA - Quem é o deputado Sérgio Naya, que
faz prédios de baixa qualidade e quer levar vantagem em tudo. (pág. 28 a 32)
INTERNACIONAL: HORROR CHINÊS - Prisão de vendedores de órgãos
humanos liga tráfico à execução de condenados na China. (pág. 37)
INTERNACIONAL: O DITADOR ESTÁ SÓ - Enfermo e entediado no exílio,
Stroessner sonha passar os últimos anos no Paraguai. (pág. 40 e 41)
MEDICINA: SINAL DE ALERTA - O mais eficiente remédio contra acne é
suspeito de provocar depressão e induzir ao suicídio. (pág. 65)
TRÂNSITO: PAZ NA ESTRADA - Novo código passa por prova de fogo ao
poupar 120 vidas em acidentes no carnaval. (pág. 68 e 69)
ECONOMIA E NEGÓCIOS: A HORA DA BRIGA - A chegada dos estrangeiros ao
Brasil faz o serviço bancário melhorar. (pág. 84 e 85)
DINHEIRO DEMAIS - Governo limita a liberdade de investimentos
estrangeiros. (pág. 85)
ISTOÉ
TÍTULO DE
CAPA
- A vitória do talento brasileiro
O filme Central do Brasil e o disco Nascimento são premiados
na Europa e nos Estados Unidos e confirmam a excelente fase
da cultura nacional.
O longo enredo da união da ilha de fidel. (pág. 12)
Acre: crimes sem castigo. (pág. 34)
As mãos na música - Deficientes visuais aprendem a ler partituras pelo método braile
para cantar e tocar instrumentos. (pág. 48)
ONU dá chance à paz no Iraque. (pág. 76 e 77)
Tambores de minas em Nova York. (PÁG. 88 e 89)

ATENÇÃO
O Boletim de Acompanhamento Macroeconômico da Secretaria de Política
Econômica, que traz avaliação mensal da conjuntura econômica brasileira (análise e
tendência de preços, salários, juros, balança comercial, contas externas, etc), está
disponível via FTP através do endereço na INTERNET www.fazenda.gov.br,
na área específica de "Publicações". Outras informações atualizadas,
inclusive sobre os resultados do Plano Real, podem ser também obtidas, em português e em
inglês, na página eletrônica do Ministério da Fazenda.
Consulte a homepage da Secretaria de Comunicação Social da
Presidência da República.
O endereço na Internet é www.brasil.gov.br
O telefone para solicitação de publicações é:061-411.4892.
O email da Secretaria de Comunicação Social é: secom@planalto.gov.br |