08/02/1998

JORNAL DO BRASIL

- Ministro da saúde critica a saúde

- O ministro da Saúde, Carlos Albuquerque, é o mais novo crítico do sistema de Saúde do País. "É uma anarquia onde as responsabilidades não estão bem definidas e inexiste um esquema profissional de gestão", diz Carlos Albuquerque em depoimento à colunista Dora Kramer. Segundo o ministro, a lista de problemas na sua pasta é imensa e inclui o baixo orçamento - R$ 19 bilhões este ano -, a fisiologia, a corrupção e o corporativismo de todo o sistema. "Aquilo é um dragão. Atrás de cada porta que se abre há uma fera à espreita". Mas a doença maior estaria no próprio modelo da cadeia de atendimento. "Enquanto isso, os postos de saúde foram sucateados, as universidades formam apenas especialistas e os interesses econômicos dos fornecedores de equipamentos direcionam a aplicação de recursos." Como remédio, o ministro receita a urgente integração dos municípios ao Sistema Único de Saúde. (pág. 1 e Coisas da Política, pág. 2)

- As Ilhas Cayman, conhecidas como o principal destino do dinheiro sujo das drogas e da corrupção, estão negociando o primeiro acordo que dará acesso a autoridades de outro país ao seu sistema bancário. A negociação é com o Banco Central do Brasil, que quer fiscalizar as operações das subsidiárias de bancos brasileiros nos paraísos fiscais. Depois de muita pressão dos EUA, esse arquipélago no Caribe já aceitou dar informações sobre envolvidos em lavagem de dinheiro do narcotráfico e outros crimes. (pág. 1, 15 e 16)

- A tão esperada terceira via da sucessão presidencial surgiu na semana passada com a formalização do registro da candidatura do ex-presidente Itamar Franco para a indicação do PMDB à Presidência da República na convenção nacional do partido. A disposição de Itamar Franco de concorrer com o presidente Fernando Henrique Cardoso é o fato novo das eleições de 1998. Considerado até agora o franco favorito, o Presidente pode acabar enfrentando Itamar num 2º turno, se o PMDB confirmar a indicação do ex-presidente. O ex-embaixador na OEA reúne, afinal, a preferência daqueles que não querem votar no PT, dos que vêem um futuro duvidoso na candidatura do ex-ministro Ciro Gomes, do pequeno PPS, e dos que temem uma nova crise asiática até o fim do ano. (...) (Pág. 3)

- O PSDB vai sair junto com o PMDB, o PT não quer nada com o PDT, o PT do B dá as mãos a outros nanicos e o PV busca companhia. A dança das coligações começa a ser ensaiada pelos partidos para as eleições dos 70 deputados estaduais e 40 federais no Rio de Janeiro, à sombra da batalha pelo governo travada entre o pefelista César Maia, o pedetista Anthony Garotinho e o tucano Marcello Alencar. Em busca da melhor situação para as eleições parlamentares, dirigentes partidários e legiões de candidatos se atiram às contas, em maratona de cálculos que só terá fim nas convenções de junho. (...) (pág. 4)

- O clima de radicalização no Congresso durante a votação da reforma da Previdência pode evoluir para uma escalada de violência durante a campanha eleitoral. O favoritismo do presidente Fernando Henrique Cardoso, a ausência de diálogo entre o Governo e a oposição, a falta de perspectivas imediatas de poder e de um projeto viável das oposições e o ressentimento de servidores públicos são elementos de uma realidade que tem tudo para se tornar explosiva durante a campanha. Essa é a avaliação que fazem integrantes da oposição e do Governo. (...) (pág. 5)

- (Fortaleza) - O presidente Fernando Henrique Cardoso terminou seu movimentado primeiro dia de viagem de inaugurações pelo Nordeste prometendo mais obras para a região. Assim que chegou a Fortaleza, vindo de São Luís e Aracaju, na sexta à noite, Fernando Henrique recebeu para um coquetel na residência oficial do governo do Ceará, onde esteve hospedado, um grupo de 20 parlamentares e prefeitos de cidades do interior do Ceará, Paraíba, Rio Grande do Norte e Pernambuco. Os políticos entregaram ao Presidente um documento pedindo o apoio do Governo ao projeto de transposição das águas do Rio São Francisco para outros leitos menores, uma antiga reivindicação nordestina orçada em R$ 1,2 bilhão. (pág. 5)

EDITORIAL

"A montanha mágica" - Quando Thomas Mann escreveu "A montanha mágica", um dos mais famosos romances contemporâneos, certamente não imaginava que os personagens do sanatório de doentes terminais de Davos, na Suíça, poderiam ressuscitar neste fim de século sob a forma de banqueiros, empresários, políticos e dirigentes de combalidas economias asiáticas. Muita água passou debaixo da ponte entre a publicação do romance ambientado na infância deste século e hoje. As enfermidades mortais daquela época são agora curáveis com antibióticos, e os avanços na engenharia genética abrem esperanças até agora para os doentes terminais. O Fórum Econômico de Davos, do qual o presidente Fernando Henrique participou junto com outros governantes e líderes empresariais, só continuaria como laboratório para doenças incuráveis se faltasse ao mundo a inspiração para recriar uma nova ordem econômica e financeira, capaz de garantir-lhe a sobrevivência. Um passo importante nesse sentido será dado se vingar a iniciativa do secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Robert Rubin, para convocar uma reunião ampliada do G-7, o fechado clube dos ministros de Finanças dos países mais ricos. É preciso ver com que roupa o Brasil - um dos convidados - participará desse encontro. (...) (pág. 10)

COLUNAS

(Coisas da Política - Dora Kramer) - Cardiologista de carreira, administrador hospitalar por opção e hoje ministro da Saúde, o gaúcho Carlos Albuquerque faz um diagnóstico curto e grosso do sistema de saúde do Brasil: "É uma anarquia onde as responsabilidades não estão bem definidas e inexiste um esquema profissional de gestão." Falta dinheiro - "O orçamento hoje precisaria ser, no mínimo, duplicado" -, mas esse não é, na visão do ministro, o problema fundamental: "O modelo é que está totalmente superado. O foco principal hoje é o hospital, que deveria ser o último elo da cadeia de atendimento. Enquanto isso, os postos de saúde foram sucateados, as universidades formam apenas especialistas e os interesses econômicos dos fornecedores de equipamentos acabam direcionando a aplicação dos recursos. Precisamos inverter essa lógica e cuidar primordialmente da saúde da população, pois a doença é uma consequência." (...) (pág. 2)

(Informe JB - Maurício Dias) - O ministro Sérgio Motta entrou de corpo e alma na articulação para promover a aliança entre o PSDB e o PFL no Rio. A tarefa de Serjão é dura: fazer o governo Marcello Alencar abrir mão da candidatura em benefício de seu arquiadversário César Maia. A conversa é antiga, mas a presença de Serjão é coisa nova. Ele convocou o deputado Arolde de Oliveira, presidente do PFL do Rio, e debateram a questão longamente na última quarta-feira. (...) (pág. 6)

FOLHA DE SÃO PAULO

- Segurança privada enriquece policiais

- Policiais de São Paulo pagos pelo contribuinte para cuidar da segurança pública ganham dinheiro com a falta dela. Levantamento da "Folha" revela que 11 delegados de polícia e 4 PMs de São Paulo têm empresas de segurança em seus nomes ou de parentes. Há um traço comum entre eles: todos têm bens que não acumulariam com o salário que recebem do estado. O estatuto do funcionalismo proíbe o servidor de "exercer outro emprego ou função". Mas o funcionário pode ter ações ou cotas de uma empresa, desde que não participe de sua gerência. Todos os policiais pesquisados afirmam que não dirigem o negócio. (...) (pág. 1 e cad. São Paulo)

- O rendimento atual da caderneta de poupança é o menor do Real, devido à mudança no cálculo da TR. O percentual de 0,9483% que será creditado nas poupanças de 1º de março equivale apenas 45,5% da média dos juros dos CDBs, base de cálculo da TR. Há um mês, essa equivalência estava em 64%. Apesar disso, a poupança ainda projeta rendimento de 14% ao ano, contra previsão de inflação de 3% em 98. (pág. 1 e cad. Dinheiro)

- O líder do MST José Rainha Jr. deixou de ser sem-terra e virou "quase emergente". Hoje, ele é oficialmente dono de um sítio de 14 hectares, já com parte da área ocupada por plantações. Rainha não mora no lote. Há dois anos comprou uma casa de cerca de 100 metros quadrados em Teodoro Sampaio (SP). Sem tempo para cuidar da terra, ele transferiu a tarefa para seus irmãos, Bertoldo e Eurico. (pág. 1 e 1-8)

- Um terço dos alunos não conclui sua série no País, por evasão ou reprovação. Contra isso, alguns estados instituíram aprovação automática. "Temos de eliminar a reprovação, não a avaliação", diz o ministro da Educação, Paulo Renato Souza. (pág. 1, 3-8 e 3-9)

EDITORIAL

"FHC, estado e mercado" - As credenciais do presidente FHC como sociólogo e intelectual sempre despertaram grandes expectativas e, entre alguns de seus críticos, serviram para ampliar as decepções. O teórico da dependência estaria aprofundando-a e destruindo a estrutura produtiva. O ex-intelectual de esquerda estaria rendido ao neoliberalismo. O social-democrata estaria liquidando o patrimômio público e minando a própria capacidade de ação do Estado no sentido de corrigir distorções sociais que aliás seriam crescentes. Num país em que as resistências nacionalistas foram enfraquecidas - mas continuam presentes -, várias vezes FHC anunciou a ruptura com as heranças da Era Vargas e do populismo. (...) (pág. 1-2)

COLUNA

(Painel) - Covas autorizou tucanos a jogar pesado para fechar aliança com o PFL na sucessão ao governo paulista. Um cacique pefelista diz que, se o governador for candidato, é forte a chance de tirar o partido da canoa de Maluf. (pág. 1- 4)

O ESTADO DE SÃO PAULO

- Mudança do ir garante R$ 7 bilhões

- O aumento da alíquota do Imposto de Renda sobre ganhos das aplicações financeiras de renda fixa, de 15% para 20% e as mudanças no sistema de cobrança do tributo poderão proporcionar ao Governo federal, neste ano, uma arrecadação de cerca de R$ 7 bilhões, o equivalente a uma segunda CPMF. Parte desses recursos já entrou nos cofres da União em janeiro, ao ser cobrado o imposto sobre os rendimentos do estoque das aplicações financeiras. A arrecadação do IR das aplicações de renda fixa será decisiva para o Governo estabelecer as normas para o ajuste fiscal que pretende fazer em 98. (pág. 1 e B9)

- O Governo fez concessões na negociação da reforma da Previdência, mas ainda não sabe o quanto isso vai lhe custar. Para aprovar o texto da emenda na comissão especial, ficaram acertadas três mudanças no projeto que deve ser votado esta semana: os inativos estarão dispensados de contribuir, os servidores em condições de aposentar-se terão garantidos seus direitos para continuar na ativa e os trabalhadores com 35 anos de contribuição não precisarão mais contribuir. Não há estimativa sobre a repercussão desse acordo nos cofres públicos, mas a avaliação sobre o impacto político é positivo. (pág. 1 e A4)

- A Dataprev e a Prodesp ainda não sabem quando vão receber a verba para resolver o problema do chamado "bug do milênio", erro nos computadores que deverá ter efeito na passagem para o ano 2000. Na maior parte dos computadores, as datas foram registradas com apenas dois dígitos para indicar o ano. Em vez de 1997, marcam apenas 97. No ano 2000, porém, os dígitos serão 00. Naquela data, os computadores não adaptados poderão estar registrando a "chegada" de 1900. Estima-se que serão gastos, no mundo, até R$ 600 bilhões para eliminar a falha. (pág. 1 e A14)

EDITORIAL

"A Ásia, Kissinger, o G-7 e o Brasil"

- O presidente do Banco Mundial, James Wolfensohn, fez autocrítica, no caso da Indonésia, que se aplica ao diagnóstico dado à crise asiática. Grandes nomes dos EUA discutem o futuro do FMI. (pág. 1 e A3)

COLUNA

(Coluna do Estadão) - Sobre a eleição para o governo da Bahia, ACM tem por enquanto, uma única certeza: "Alguém nós teremos de derrotar". Os partidos que fazem oposição ao PFL de ACM ainda não lançaram o adversário de Luís Eduardo ou Paulo Souto. Mas para o cacique baiano, isso não faz diferença. Já considera a vitória certa.

_* O tucano mineiro Pimenta da Veiga diz, sem pestanejar, que toda a movimentação de Itamar Franco, seja para uma candidatura à Presidência ou ao governo de Minas, não passa de espuma: "Mas essa situação só será oficialmente esclarecida no último minuto do último dia de registro das chapas - 2 de junho". Até lá, o processo continuará tumultuado pelo vaivém do ex-presidente. (pág. A6)

O GLOBO

- Grampo revela nomes de policiais ligados ao bicho

- Um dossiê do Centro de Inteligência de Segurança Pública (Cisp), a qual "O Globo" teve acesso, aponta o envolvimento de mais de cem policiais, entre eles delegados e oficiais, com a máfia do jogo do bicho. Elaborado com base em escuta telefônica, feita com autorização judicial, o dossiê revela nomes de policiais que recebiam propinas de pessoas ligadas a Kátia Suely Corrêa de Melo, filha do banqueiro do bicho Raul Capitão, e sua cunhada, Míriam Nascimento. As gravações, que resultaram em cinco inquéritos, indicam ainda participação dos acusados em tráfico e homicídios. (pág. 1 e 16 a 19)

- A comissão de juristas, encarregada de elaborar o anteprojeto de reforma do Código Penal, proporá a legalização da eutanásia no Brasil. A idéia é autorizar os médicos a desligarem os aparelhos que prolongam a vida do paciente, desde que tenham o consentimento da família e a certeza de que o doente não tem chances de recuperação. A proposta conta com apoio da CNBB, mas divide médicos e juristas. A indução à morte com medicamentos está fora do projeto. (pág. 1 e 13)

- As mulheres conquistam cada vez mais espaço político como candidatas e boas articuladoras. No Rio, a senadora Benedita da Silva (PT) foi fundamental no acordo PT-PDT, que culminou com a candidatura de Anthony Garotinho. Em São Paulo, a deputada federal Marta Suplicy (PT-SP) e a ex-prefeita de São Paulo Luiza Erundina (PSB) confessam que sonham chegar à Presidência da República. (...) (pág. 2 e 10)

- Tapete vermelho ou corredor polonês. Na maioria dos estados, o presidente Fernando Henrique Cardoso poderá encontrar, em viagens de campanha, as duas situações. A ampla aliança que deverá se formar para apoiar sua reeleição poderá não se repetir em nenhum estado. Alguns aliados na disputa federal são inimigos de morte em nível regional. Há casos em que o Presidente terá de ver seus companheiros no palanque inimigo, ao lado de Luiz Inácio Lula da Silva, candidato do PT, ouvindo palavras de ordem contra o Governo. Com isso, ficará limitado o número de capitais onde o Presidente poderá ir tranquilamente. A última esperança de palanque unificado ruiu esta semana no Rio Grande do Sul. Para garantir o apoio do PPB à sua reeleição, o governador Antônio Britto, do PMDB, ofereceu ao partido a vaga de vice-governador. Ofendeu o atual vice, o tucano Vicente Bogo que, irritado, anunciou a sua candidatura. Em Minas, há muitas queixas de tucanos: o governador Eduardo Azeredo (PSDB) teme que Fernando Henrique apóie Itamar Franco para o governo estadual. Em represália, Azeredo já fala em apoiar Itamar para a Presidência. (...) (pág. 3)

- (Fortaleza) - Com discurso e jeito de candidato, mas se esforçando para desempenhar o papel de chefe da Nação, o presidente Fernando Henrique Cardoso lançou ontem, em caráter nacional, "A Semana Nacional de Matrícula", que prevê o cadastramento de todas as crianças de 7 a 14 anos que estão fora da escola. No Ceará há 35 mil crianças fora da escola, sendo 12.500 em Fortaleza. Mas ontem o governo do estado prometeu absorver o excedente até março, utilizando salões paroquiais, galpões, garagens, residências vizinhas a grupos estaduais e municipais. "Se necessário sacrificaremos temporariamente até as bibliotecas escolares", disse ontem o secretário de Educação Antenor Naspolini. (...) (pág. 4)

- Os principais estados brasileiros renegociam suas dívidas com a União no ano passado, prometendo sanear suas finanças, mas não pararam de se endividar. Em 1997, o Senado aprovou operações de empréstimo para estados e municípios no valor de US$ 6,9 bilhões. Esse valor é quatro vezes maior que o total autorizado em 1996, quando foram liberados para os governadores e prefeitos cerca de US$ 1,7 bilhão. Não estão computados nesse montante os empréstimos externos autorizados para a União nos dois anos, nem a federalização da dívida de US$ 50 bilhões do estado de São Paulo com o Banespa. (...) (pág. 39)

- O Governo está adotando uma estratégia agressiva para estimular as exportações nos próximos anos. Só neste ano, o orçamento do Banco do Brasil (BB) dispõe de R$ 1 bilhão para o Programa de Financiamento às Exportações (Proex). O Proex financiou no ano passado R$ 324 milhões para o setor privado. Segundo Renato Naegele, gerente de negócios do Banco do Brasil, esses recursos vão alavancar exportações de R$ 2,5 bilhões. "Procuramos oferecer ao empresário nacional as mesmas condições de financiamentos que as empresas estrangeiras têm em seus países", diz Naegele. (...) (pág. 47)

EDITORIAL

"O principal está feito" - A diminuição do número de vítimas de acidentes de tráfego em hospitais públicos já é comprovação mais do que suficiente de que foi acertada a decisão de pôr imediatamente em vigor o novo Código Nacional de Trânsito, apesar da resistência de alguns setores. (...) (pág. 6)

COLUNAS

(Panorama Político - Tales Faria) - O embaixador do Brasil em Lisboa, Jorge Bornhausen, está de malas prontas. Volta ao Brasil para reassumir o cargo de presidente nacional do PFL e pretende encontrar-se imediatamente com o presidente Fernando Henrique Cardoso. Bornhausen quer convencer Fernando Henrique a apressar a montagem do palanque da eleição presidencial nos estados. E traz uma proposta no bolso do colete: usar os ministérios. (...) (pág. 2)

(Ricardo Boechat) - A agenda de FH registra, para esta semana, um encontro reservado com Newton Cardoso. Prefeito de Contagem, Cardoso é o padrinho e avalista da diretoria do DNER, órgão sob graves denúncias de corrupção. Ainda assim, a conversa não será sobre probidade. O Presidente está de olho, apenas, nos votos que o político mineiro administra no PMDB. (pág. 26)

CORREIO BRAZILIENSE

- Como construir e reformar mais barato (pág. 1 e 21)

- Retrato do brasileiro à procura de emprego

- Eles folheiam desesperadamente os jornais. Enviam currículos. Enfrentam filas nas portas das empresas. Mas estão cada vez mais distantes de um mercado de trabalho que fica dia-a-dia mais sofisticado e exigente. São os 4,2 milhões de desempregados brasileiros. A maioria tem entre 25 e 39 anos e o 1º Grau incompleto. (pág. 1, 13 e 19)

- Depois de dar vexame com os empates contra Jamaica e Guatemala, o Brasil enfrenta El Salvador, hoje à noite em Los Angeles, com a obrigação de vencer para garantir vaga na segunda fase da Copa Ouro. Em meio à crise, o goleiro Taffarel comemora cem jogos com camisa da Seleção. (pág. 1 e 29)

ZERO HORA

- A volta da censura é inaceitável, concordam parlamentares, intelectuais, artistas, Igreja e Governo. Mas também está fora de cogitação, para esses mesmos setores, que fique no ar, como está a atual programação das emissoras de televisão, considerada abusiva e desrespeitosa. Ninguém aponta o caminho ideal a ser seguido ou modelo a ser copiado, e é unânime o sentimento de que ficou um vazio entre a censura e a total liberdade. Hoje, as emissoras de televisão não são obrigadas a fazer nem mesmo classificação com base na faixa etária. Em casos de filmes, essa qualificação fica por conta das distribuidoras. (pág. 6, 8 e 12)

- Um bom psicólogo faria festa. Se fosse levado ao pé da letra, o PMDB não dispensaria tratamento de choque, nem escaparia da camisa de força. Os interlocutores são muitos, cada um fala uma língua, e o próprio presidente Fernando Henrique Cardoso acha difícil tratar com o partido. Na semana passada, em conversa com políticos amigos, FH voltou a se queixar dos peemedebistas e fez uma breve análise dos que figem que são Governo mas, fazem oposição. Ou vice- versa. (...) (pág. 14)

- O agricultor S., 42 anos, perdeu o sono. O pesadelo que arrasa com suas noites há uma semana é marcado pela visão de homens da Polícia Federal em ternos bem cortados, vistoriando sua lavoura e encontrando plantas ilegais no País. S. é um entre mais de uma dezena de produtores do norte do estado que plantou a soja transgênica, vegetal geneticamente alterado para tolerar herbicidas. A semente modificada garante maior produtividade ao agricultor, mas sua venda está proibida no Brasil, porque ainda não ultrapassou a fase de testes, nem se sabe seus efeitos a longo prazo no meio ambiente. Ao menosprezar os riscos, agricultores de oito cidades do Planalto Médio e da Fronteira Oeste contrabandearam sementes da Argentina. O cálculo é de que 7,5 mil hectares tenham sido plantados com a soja ilegal. O produtor concordou em falar sobre o plantio da soja proibida no País, desde que sua identidade e o município onde planta fossem preservados. O jornal também teve acesso a uma lista de quatro agricultores e três vendedores de sementes apontados por outros produtores e pela própria Polícia Federal como ligados ao plantio ilegal da soja. Seus nomes foram preservados para não prejudicar as investigações da PF. (pág. 22)

- À beira da insanidade, o dono do Iraque, Saddam Hussein, deve estar rindo. Como não é burro, exercita os músculos das mandíbula escondido em algum bunker longe de Bagdá. O bandido preferido dos anos 90 possivelmente se diverte com a sinuca em que seu arquiinimigo se meteu. O presidente do mais poderoso país da Terra, Bill Clinton, não tem mais o apoio incondicional de seus amigos. A estrela do xerife do planeta está a perigo. Bem, até o mítico Wyatt Earp deve ter passado alguns maus bocados em sua vida - na verdade, seus dias lendários correspondem às datas em que sua família quase foi dizimada. (pág. 24 a 27)

- Governadores e prefeitos que aumentarem o número de matrículas no ensino fundamental, em 1998, terão mais facilidades em obter dinheiro da União para investimentos nas escolas e no Programa de Aceleração de Aprendizagem. Além da redução na burocracia dos processos de pedidos de verbas, estados e municípios estarão isentos de investir dinheiro próprio. Para premiar os que participam do projeto Toda Criança na Escola, o Ministério da Educação (MEC) deverá usar parte dos R$ 500 milhões recebidos com a privatização da banda B da telefonia celular, segundo a coordenadora do programa do MEC, Sônia Moreira. Serão financiados pelo Governo federal, com prioridade, os projetos de ampliação, reforma e construção de prédios escolares, além de compras de equipamento e transporte escolar. (pág. 49)

MANCHETES

JORNAL DO COMMERCIO (PE)

- Crime organizado em Alagoas se ramifica em Pernambuco

ZERO HORA (RS)

- Motos mataram 32 na capital em 97

REVISTAS

VEJA

TÍTULO DE CAPA

- Você tem medo de perder o emprego? O risco disso acontecer no Brasil está cada vez maior com a globalização e a quebra da Ásia.

Assombração nacional - O aumento acelerado das demissões começa a provocar inquietação no Brasil. (pág. 68 a 73)

Entrevista: Norman Mailer - rebelde em paz - Com fama de brigão e língua-de- trapo, o maior ícone da esquerda americana reescreve a vida de Cristo e se diz farto de confusão. (pág. 9 a 11)

Dado biográfico - Delegado diz que Chico Mendes era colaborador da PF e fala dos relatos que o seringueiro lhe fazia. (pág. 28 e 29)

O perigo global - A Ásia pode ser a espoleta de uma contração econômica mundial semelhante à de 1929. (pág. 74 a 76)

Vacina para a campanha - Para enfrentar a menor inflação brasileira desde 1949, nada melhor para a oposição que uma vacina de sete séculos. (pág. 17)

Você acredita que este senhor é candidato a presidente?

- Na quinta-feira passada o presidente Fernando Henrique Cardoso e o ex-presidente Itamar Franco se encontraram para um almoço no Palácio da Alvorada. Ali, entre uma garfada de couve e outra de carne assada, travou-se um diálogo político esclarecedor: "Sabe Fernando, estou sendo obrigado pelo partido a colocar meu nome como candidato. Você é meu amigo fraterno, nossa amizade está acima de qualquer coisaaa. Eu não gostaria de disputar nada com você". "Você sabe que também tem a minha amizade, Itamar... Mas... você é candidato?"

"Nem sei se vou disputar... Depende da convenção do PMDB agora em março, mas eu não vou pedir votos, nem vou estar lá. Vou permanecer em Washington". O tom da conversa supreendeu o próprio Fernando Henrique, que temia por uma conversa mais indigesta e viu um Itamar tranquilo, sem rompantes, sereno. "Itamar está numa fase zen", brincou o Presidente com um amigo, logo após o almoço. Durante toda a semana o assunto político de Brasília havia sido a possível candidatura de Itamar à Presidência. Na quarta-feira ele havia entregue uma carta ao Presidente do PMDB, deputado Paes de Andrade, na qual colocava seu nome "à disposição" do partido. (...) (pág. 20 a 23)

A virada de Ruth - "Ói lá, é a mulé do hômi!", grita um passante apontando para Ruth Cardoso, que visitava a cidade de Caririaçu, a 500 quilômetros de Fortaleza em viagem pelo programa social do Governo que ela dirige, o Comunidade Solidária. Seus assessores, constrangidos, trocam olhares para identificar nela algum sinal de irritação mas nada. Ela apenas sorri. Três anos atrás, Ruth reclamaria simplesmente ao ouvir a expressão "primeira-dama". (...) (pág. 24 a 27)

ISTOÉ

TÍTULO DE CAPA

- A tragédia do Aconcágua: A 700 metros do ponto mais alto do continente, uma avalanche encerra a aventura de três alpinistas brasileiros.

Morte no topo - Mozart Catão, Alexandre Oliveira e Othon Leonardos tinham tudo para conquistar a face sul do Aconcágua. Mas a montanha venceu. (pág. 81)

A dama da estação  - Aos 68 anos, Fernanda Montenegro brilha no filme Central do Brasil, de Walter Salles Jr., no papel de Dora, mulher embrutecida pela realidade. (pág. 5 a 7)

Itamar desce do muro... - Ex-presidente assume candidatura, cria um constrangimento para Fernando Henrique e pode embolar a eleição. (pág. 20 a 22)

Entre tapas e pernadas - Durante votação da reforma da Previdência, Câmara dos Deputados é invadida e vira palco de pancadaria. (pág. 28)

Mea-culpa fardado - Livro revela plano de militares brasileiros para invadir o Uruguai durante o governo Medici. (pág. 26)

Diplomacia de batina - Padre-diplomata condena fogueira das vaidades do Itamaraty e neoliberalismo do Governo FHC. (pág. 31)

Morte prematura- Tragédia em maternidades do Rio, que matou 71 bebês em 31 dias, expõe o caos do serviço público. (pág. 38 a 39)

ATENÇÃO

O Boletim de Acompanhamento Macroeconômico da Secretaria de Política Econômica, que traz avaliação mensal da conjuntura econômica brasileira (análise e tendência de preços, salários, juros, balança comercial, contas externas, etc), está disponível via FTP através do endereço na INTERNET www.fazenda.gov.br, na área específica de "Publicações". Outras informações atualizadas, inclusive sobre os resultados do Plano Real, podem ser também obtidas, em português e em inglês, na página eletrônica do Ministério da Fazenda.

Consulte a homepage da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.

O endereço na Internet é www.brasil.gov.br

O telefone para solicitação de publicações é:061-411.4892.

O email da Secretaria de Comunicação Social é: secom@planalto.gov.br