09/03/1998

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JORNAL DO BRASIL

- PMDB é Fernando Henrique

- A facção governista saiu vitoriosa da convenção do PMDB, ontem, na Câmara dos Deputados, em Brasília. O partido decidiu apoiar o projeto da reeleição de Fernando Henrique Cardoso, derrotando a idéia da candidatura própria. O resultado: 389 votos a 303, e cinco em branco. Analistas consideram que agora crescem as chances de FH ser reeleito já no primeiro turno. A ala governista tem um desafio duplo: conquistar espaço na coligação que inclui PSDB, PFL, PPB e PTB e fazer uma bancada expressiva no Congresso. O deputado Luís Eduardo Magalhães (PFL-BA) disse que o PMDB passa a integrar o comando da campanha, ao lado de PSDB e PFL. Houve muita pancadaria. Segundo o senador Roberto Requião, entre os manifestantes havia PMs que receberam R$ 100 cada. (pág. 1, 2 a 7, Dora Kramer, pág. 2 e Informe JB, pág. 6)

- As negociações para as indenizações do caso Palace II começam hoje, em reunião entre as vítimas e o advogado Sílvio Viola, representante do deputado e construtor Sérgio Naya. A família do defensor público Gil Maneschy, morto no desabamento, já negocia com Viola. (pág. 1 e 18)

- O ex-presidente Itamar Franco foi o grande derrotado da convenção de ontem. Foi empurrado, xingado e até traído. E afirmou, antes mesmo de saber o resultado da votação, que continuaria apoiando a candidatura própria do partido à sucessão presidencial. Até as 21h, o ex-presidente permanecia trancado em sua suíte no Hotel Nacional, analisando a derrota com amigos, enquanto no Congresso o presidente do PMDB, deputado Paes de Andrade (CE), principal articulador dos antigovernistas, declarou que seguiria, a partir de agora, a decisão da convenção.

A traição veio até de alguns convencionais mineiros que lhe prometeram o voto, entre eles o prefeito de Contagem, Newton Cardoso, que não apareceu para votar. "Sentimos a falta do Newton", comentou Itamar com um amigo. (pág. 5)

- Barganhas de última hora fizeram parte da convenção do PMDB. Em reuniões no fim de semana, o Governo ofereceu o comando da Telepar (Telecomunicações do Paraná) a Mário Pereira, que passa a ser o homem forte do diretório regional do estado, e prometeu R$ 150 milhões para obras em Santa Catarina, do governador peemedebista Paulo Afonso Vieira. (pág. 1 e 2)

- A indústria do Rio volta a crescer. Estão previstos investimentos de R$ 31,1 bilhões até o fim de 99 e a criação de 16 mil empregos, ainda assim poucos, perto das perdas de setores intensivos em mão-de-obra como a indústria naval, que chegou a empregar 40 mil nos anos 70. Os destaques hoje são os setores de petroquímica e higiene e limpeza, que usam tecnologia sofisticada e exigem qualificação de mão-de-obra. (pág. 1 e 13)

- Pela primeira vez na história do PMDB, o MR-8 não foi o único grupo a movimentar uma convenção do partido com palmas, gritos de guerra, vaias e doses de violência. Ontem, os militantes do movimento quercista - que apoiou a candidatura própria - tiveram que dividir o plenário da Câmara com uma agressiva claque pró-reeleição, controlada pelo PMDB local, organizada pelo ministro da Justiça, Íris Rezende, pelo ex-governador do Distrito Federal Joaquim Roriz e comandada pelo deputado Sandro Mabel (GO). Segundo denúncias do senador Roberto Requião (PR), a turma incluía soldados da Polícia Militar de Goiás, que teriam recebido diária de R$ 100. (pág. 4)

- (São Paulo) - Na avaliação do presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), José Dirceu, o resultado da convenção do PMDB que decidiu pelo apoio à reeleição de Fernando Henrique deixa claro que a base do partido está insatisfeita. "Basta ver o resultado da votação", argumentou Dirceu, referindo-se aos 304 votos favoráveis à candidatura própria.

"O resultado deixou claro que prevaleceu o uso da máquina do Governo, através de recursos públicos e tráfico de interesses, para ganhar a convenção", acrescentou. Ele informou que seu partido vai denunciar o fato à Justiça. (pág. 7)

EDITORIAL

"O desafio das cidades" - Deste verão sobrará, como entulho não removido, a certeza de que Rio e São Paulo ficaram para trás em suas aspirações metropolitanas e, se nada for feito com urgência, acima das suas debilidades, entrarão num ciclo de degradação urbanística já à vista. A favela sobrepõe-se ao arranha-céu. Qualquer chuva com duas horas de duração é suficiente para realçar a incapacidade pública de atenuar o impacto das águas que excedem de muito a capacidade de conduzí-las à rede de escoamento.

As causas são comuns às duas maiores cidades brasileiras. (...) (pág. 8)

COLUNAS

(Coisas da Política - Dora Kramer) - As cenas de pancadaria, xingamentos, acusações e baixarias em geral podem ter horrorizado muita gente que assistiu, ao vivo ou pela televisão, à convenção do PMDB. Mas não surpreendeu quem conhece, de fato, o partido. O presidente da Câmara, Michel Temer, por exemplo, acha que o que se viu ontem não passou de uma "legítima convenção do PMDB, igual a todas as outras".

Temer está coberto de razão, pois apenas os excessivamente cínicos ou os absurdamente ingênuos teriam direito à surpresa. Num caso por desfaçatez e no outro por pureza d'alma. Como dizia à tarde o senador Jader Barbalho, a única coisa diferente é que nesta convenção houve contraponto à baderna, em geral exclusivamente comandada pelo MR-8 de Orestes Quércia. (...) (pág. 2)

(Informe JB - Cristiano Romero) - Começam a funcionar em 1º de abril duas delegacias especiais da Receita Federal, uma no Rio e outra em São Paulo, criadas exclusivamente para fiscalizar as instituições financeiras.

Outra delegacia, essa voltada para assuntos internacionais (leia-se contrabando, sub e superfaturamento no comércio exterior, remessa ilegal de divisas etc), começa a operar na capital paulista no mesmo dia.

Com essas delegacias, o secretário da Receita, Everardo Maciel, quer prevenir o Fisco contra escândalos como os dos bancos Nacional e Econômico. (pág. 6)

FOLHA DE SÃO PAULO

- FHC vence convenção do PMDB

- O PMDB decidiu que não terá candidato próprio nas eleições presidenciais deste ano, em uma convenção marcada por brigas e bate-bocas entre os membros do partido.

A decisão foi uma vitória da ala governista do PMDB, que apóia a reeleição de Fernando Henrique Cardoso. Promessas de verbas alteraram posições. No caso de Santa Catarina, a negociação de R$ 200 milhões mudou 28 votos da bancada.

O eventual apoio do PMDB à reeleição só será discutido em nova convenção do partido, em junho. No encontro de ontem, as lideranças saíram divididas sobre a candidatura FHC - parte cogita até apoiar Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

"Vai ser difícil reconstruir a unidade do partido", disse o senador Ronaldo Cunha Lima (PB), comentando vaias a Itamar Franco (MG), que pretendia ser candidato. (pág. 1 e cad. Brasil)

- Dois blocos de militantes de aluguel se destacaram na convenção do PMDB. Comandadas por monitoras, 90 moças de minissaia faziam coro contra a candidatura própria.

Frases pró-reeleição vinham de 120 pessoas recrutadas a R$ 40 cada, todas vestidas com camisas amarelas. (pág. 1 e 1-8)

- O Governo festejava o resultado do jogo que empregou para ganhar a convenção do PMDB. Ao recusar o candidato próprio, o PMDB - acha o Governo - mantém a disputa no maniqueísmo FHC versus Lula e torna mais fácil que o Presidente se reeleja já no primeiro turno. (pág. 1 e 1-6)

- Pesquisa Datafolha mostra que apenas 5% dos paulistanos aprovam o fura-fila, principal proposta da prefeitura para o trânsito em São Paulo. Obras começam neste mês e devem custar R$ 146,9 milhões.

A cobrança de pedágio na cidade, sugerida pelo prefeito Celso Pitta (PPB), fica em último lugar - 1%. Para a maioria - 42% -, a solução viria com a ampliação do metrô, administrado pelo estado. (pág. 1 e 3-1)

- O comércio de São Paulo está renegociando com clientes devedores a fim de reduzir perdas com a inadimplência. A anistia envolve dilatação do prazo para pagamento, redução dos juros ou desconto no total da dívida.

"Fazemos qualquer negócio para diminuir o risco de perdas", diz Luiza Helena Trajano Rodrigues, diretora de um magazine com 92 lojas. (pág. 1 e 2-1)

- O governo do Chile criticou a concessão do título de comandante-chefe benemérito ao general Augusto Pinochet, que deixa amanhã a chefia do Exército. O ex-ditador deve se tornar senador vitalício nos próximos dias. (pág. 1 e 1- 11)

EDITORIAL

"A reforma que falta"- Começa a ganhar corpo no mundo desenvolvido a tese de que é urgente iniciar a discussão sobre a reforma das chamadas instituições de Bretton Woods, o acordo que, em 1944, lançou as bases do sistema financeiro mundial até hoje prevalecentes.

É uma tese cara ao presidente Fernando Henrique Cardoso. Ainda no mês passado, no encontro anual do Fórum Econômico Mundial, FHC, ao lado do megainvestidor George Soros, defendeu a necessidade de "um novo Bretton Woods" como arma contra a instabilidade financeira. (...) (pág. 1-2)

COLUNA

(Painel) - Além de facilitar eventual vitória no 1º turno, FHC diz a interlocutores ser importante o apoio do PMDB para equilibrar a força entre seus aliados. Leia-se: está incomodado com o carimbo de que ACM e o PFL mandam nele.

_* Caciques do PMDB governista avaliam que precisam se aliar ao PSDB para fazer frente ao PFL e ao PPB, que também apóiam FHC. Mas há um entrave forte: tucanos e peemedebistas sonham em presidir a Câmara. (pág. 1-4)

O ESTADO DE SÃO PAULO

- Convenção do PMDB decide apoiar reeleição

- O presidente Fernando Henrique Cardoso eliminou ontem um grande obstáculo para a reeleição, ao obter da convenção nacional do PMDB, por 389 votos contra 306 e 5 em branco, uma declaração formal de apoio à sua candidatura. A convenção transcorreu em clima de guerra inédito nos 33 anos do partido. O principal derrotado foi o presidente da legenda, deputado Paes de Andrade (CE), que já perdeu, na prática, o comando político do partido. Também foram derrotados os ex-presidentes José Sarney (AP) e Itamar Franco (MG) que fizeram discursos tímidos em favor de uma candidatura própria, mas não exigiram dos convencionais a eles ligados o apoio à tese rebelde. A vitória do Palácio do Planalto ainda terá de ser confirmada oficialmente por uma nova convenção do PMDB, em junho, mas os governistas não acreditam numa reversão do processo. O Governo ganhará 22 minutos diários a mais na propaganda eleitoral obrigatória de rádio e TV, tempo reservado ao PMDB. (pág. 1, A-4, A5 e A8)

- Cerca de um terço dos trabalhadores brasileiros trocou de emprego no ano passado, segundo dados do Ministério do Trabalho. O ano de 1997 encerra-se com 24,1 milhões de trabalhadores empregados no setor formal da economia, com elevado índice de rotatividade: no período, 8,457 milhões de assalariados foram demitidos, enquanto outros 8,421 milhões foram admitidos. "É uma taxa muito alta", observa o economista Márcio Pochmann, diretor do Centro de Estudos Sindicais da Economia do Trabalho (Cesit) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). A rotatividade é maior na indústria. (pág. 1 e B1)

- O ministro de Política Fundiária, Raul Jungmann, disse ontem que até o fim do mês anunciará um pacote de medidas para dar início à "Reforma Agrária Verde", em que o plantio de florestas será incentivado com a criação de empréstimos para assentados e pequenos agricultores. (pág. 1 e A9)

- O gerente do projeto de reestruturação das empresas elétricas, Lindolfo Paixão, disse que a falta de investimentos coloca a Eletropaulo no pior posto entre as empresas de distribuição de energia, ao lado da Ligth, do Rio. "A falta de eletricidade em São Paulo indica má performance", diz. (pág. 1 e C1)

- O presidente francês, Jacques Chirac, pediu ontem uma ação internacional "urgente e determinada" para aplacar a nova crise nos Bálcãs. A secretária de Estado americana, Madeleine Albright, reuniu-se com o ministro de Relações Exteriores da França, Hubert Vedrine, para discutir a situação. Nos últimos 15 dias, quase cem pessoas foram mortas por policiais sérvios em Kosovo. (pág. 1 e A12)

EDITORIAL

"A reforma do código penal" - São mais que respeitáveis as razões que levam três juristas a se exonerar da comissão que elaboraria um anteprojeto de Código Penal. Os juristas queriam um calendário menos rígido e a ampliação da discussão das propostas. (pág. 1 e A13)

COLUNA

(Coluna do Estadão) - O ministro Eliseu Padilha reagiu com ironia à denúncia do deputado Chico Vigilante (PT-DF), de uso de verba do Ministério dos Transportes para a compra das marmitas destinadas aos convencionais do PMDB.

O ministro lembrou que Chico Vigilante não tem isenção para falar de marmitas, porque o Governo do Distrito Federal, do PT, pagou as refeições dos manifestantes contra FHC. Padilha lembrou também o caso das "gambiarras" - denúncia de que o deputado petista teria usado serviços da Companhia Elétrica de Brasília (CEB) no aniversário de seu filho. (pág. A5)

O GLOBO

- PMDB sepulta candidatura própria e decide apoiar FH

- O PMDB decidiu ontem em sua convenção nacional, por 389 votos contra 303, apoiar a reeleição do presidente Fernando Henrique Cardoso. Com isso, fica sepultada a hipótese de uma candidatura de Itamar Franco à Presidência da República, encabeçando uma chapa de centro. Com o apoio do PMDB, Fernando Henrique ganha mais 22 minutos em seu programa de TV no horário eleitoral gratuito, além de contar com a estrutura do partido para a campanha, vendo aumentadas sua chances de vencer a eleição já no primeiro turno. A convenção foi marcada por tumultos e agressões físicas e verbais entre parlamentares, convencionais, filiados ao partido e integrantes das claques organizadas pelos dois lados em disputa. (...) (pág. 1 e 3 a 8)

- O governador Marcello Alencar decidiu anistiar as multas de Linha Vermelha referentes a 1997. Ele quer alterar o limite de velocidade da via expressa dos atuais 80km/h para 100km/h. Para isso, enviará um ofício ao Contran, pedindo permissão para a mudança. Segundo o governador, o limite de 80km/h é baixo para a Linha Vermelha, provocando engarrafamentos e até acidentes. (pág. 2 e 16)

- O Governo aceitou o preço do apoio do PMDB de Santa Catarina à reeleição do presidente Fernando Henrique Cardoso. O governador Paulo Afonso Vieira espera, para os próximos dias, a liberação de R$ 200 milhões do BNDES - fundamentais para o acordo da dívida do estado, de R$ 1,9 bilhão - e mais recursos para a construção de uma via expressa em Florianópolis, a restauração da BR-282 e programas habitacionais. Segundo o deputado Edinho Bez - coordenador da bancada de Santa Catarina - o acordo foi fechado na semana passada, graças à intermediação do presidente da Câmara, Michel Temer (SP), e do líder do partido na Câmara, Geddel Vieira Lima (BA). Além das verbas, segundo o prefeito de Joinville, Luiz Henrique, Fernando Henrique prometeu maior espaço para o partido no futuro Ministério, se for reeleito. (pág. 4)

- Além das queimadas visíveis, a floresta amazônica sofre o chamado incêndio verde. A mata pega fogo por baixo, destruindo a biodiversidade e os bancos de sementes, mas a copa permanece verde, dando a ilusão de que a área está intacta. O corte seletivo de madeira abre fendas na mata, permitindo a penetração dos raios solares até o chão repleto de folhas secas e restos florestais de alta combustão. (pág. 1 e 9)

- A Agência Nacional de Petróleo (ANP), que regulará as atividades da indústria petrolífera, chega hoje ao Rio. Provisoriamente, ficará na sede do BB. David Zylberzstajn, seu diretor, se mudará para a cidade. Até agosto, a ANP decidirá que áreas a Petrobras continuará explorando. (pág. 1 e 18)

- O desabamento do Palace II expôs a profunda crise vivida pela construção civil no País: só ao BB e à CEF, construtoras devem R$ 4 bilhões. Hoje começam as negociações entre a Sersan, que construiu o Palace II, e os ex-moradores, que criaram uma associação. (pág. 1 e 11 a 14)

- Durante o fim de semana, o presidente Fernando Henrique Cardoso tentou aparentar despreocupação em relação à convenção do PMDB mas logo que soube do resultado, telefonou para o ministro dos Transportes, Eliseu Padilha, o principal articulador dos governistas, e deu-lhe os parabéns. Fernando Henrique passou o domingo no Alvorada com a família. Até o início da noite não tinha recebido a visita de ministro ou parlamentares, mas se manteve informado do desenrolar da convenção por telefone.

No fim da tarde, a assessoria do Planalto reiterou que o Presidente não faria qualquer declaração sobre o resultado da convenção. Mas a previsão era a de que os dois ministros peemedebistas - Íris Rezende (Justiça) e Eliseu Padilha - fosse anunciar pessoalmente ao Presidente a decisão do partido. Independentemente do resultado da convenção, a disposição de Fernando Henrique é a de solicitar aos dois ministros que permaneçam no Governo. (pág. 4)

EDITORIAL

"Ineficaz" - O desabamento do edifício Palace II mostrou com trágica eloquência que a sociedade precisa urgentemente de mecanismos para se proteger de construtoras, empresários e engenheiros incompetentes, desonestos e gananciosos. O Palace II não tinha "habite-se", a declaração pública de que um imóvel é adequado para habitação. Mas isso não elimina nem diminui a responsabilidade do poder público, pois o edifício desmanchou-se no ar depois de pronto - com pessoas morando nele. (...) (pág. 6)

COLUNAS

(Panorama Político - Tales Faria) - O grande vitorioso da convenção de ontem do PMDB chama-se Eliseu Padilha. O ministro dos Transportes foi quem comandou, do gabinete do líder do PMDB na Câmara. Geddel Vieira Lima, todas as articulações para derrubar a tese da candidatura própria no partido. Padilha apostou todas as suas fichas e ganhou. A partir de hoje, seus aliados no PMDB começam a trabalhar para fazê-lo coordenador político do Governo. (...) (pág. 2)

(Ricardo Boechat) - Fechou bem a primeira semana da balança comercial de março. O número não oficial, sábado, era de US$ 55 milhões. E a exportação de soja - vedete da temporada - só começa depois do dia 20.

_* Têm sido frequentes, no Planalto, as conversas sobre um terceiro mandato para Fernando Henrique Cardoso. O Presidente renunciaria seis meses antes de terminar seu segundo governo, em 2002, para sair candidato novamente. Ainda este mês, através de consulta ao TSE, o PDT tentará fechar a porta ao sonho tucano. (pág. 14)

CORREIO BRAZILIENSE

- PMDB apoia reeleição de Fernando Henrique

- "Ganhamos!" Quem comemorava ao telefone, às 19h45 de ontem, o resultado da convenção do PMDB, era o ministro dos Transportes, Eliseu Padilha. Do outro lado da linha, o presidente Fernando Henrique Cardoso. "Dê os parabéns a todos os convencionais", respondeu o Presidente. A comemoração na primeira pessoa mostra o quanto o Governo se empenhou em garantir que o PMDB não tivesse candidato próprio na eleição presidencial de 4 de outubro. Padilha comandou pessoalmente a pressão governista, instalado no gabinete do presidente da Câmara, Michel Temer.

A convenção começou com pancadaria entre as "tropas de choque" dos dois lados e terminou com a promessa dos governistas de que o presidente do PMDB, deputado Paes de Andrade - defensor da candidatura própria - será substituído pelo senador Jader Barbalho, aliado do Governo. O ex-presidente Itamar Franco, candidato dos oposicionistas, disse a amigos que apoiará a reeleição de Fernando Henrique. (pág. 1, 6 e 9)

- Com uma goleada de 4x0 sobre o Brasília, o Gama sagrou-se campeão do primeiro turno do Campeonato Brasiliense. Apesar do sucesso, o técnico Paulo Roberto, que chegou ao título invicto, foi demitido do cargo por causa de uma briga com o supervisor Edvan Aires. No Maracanã, apenas 14 mil torcedores viram o Vasco derrotar o Fluminense por 4x3 e disparar na liderança do Campeonato Carioca. No Mineirão, 60 mil torcedores empurraram o Cruzeiro na virada contra o Atlético. Com a vitória de 2x1 o time passou a dividir a liderança com o América. (pág. 1 e 24 a 26)

- Governo não vem cumprindo a meta de construir 129 usinas térmicas e hidrelétricas até 2004. Licitações para obras estão atrasadas. (pág. 1 e 2)

- Administradoras de estradas privatizadas pelo Governo federal arrecadaram no ano passado R$ 312 milhões com a cobrança de pedágio. (pág. 1 e 12)

- Na virada do milênio, mais uma revolução no país comunista: cerca de quatro milhões de funcionários públicos podem ser demitidos. (pág. 1 e 13)

EDITORIAL

"Fim à impunidade" - Uma das mais graves deformações da vida pública brasileira é o privilégio concedido aos parlamentares de não serem processados pela prática de crime comum, salvo mediante prévia licença da Casa a que pertencer. (...) Mantê-los imunes à ação da Justiça quando flagrados em crimes comuns é instituir privilégio odioso, recusado aos cidadãos que os elegem e lhes pagam os subsídios. Muitos com o sacrifício de impostos sobre os seus míseros salários. (...) (pág. 10)

ZERO HORA

- Com a habitual sinceridade, o ministro das Comunicações, Sérgio Motta, mandou um recado ao vice-governador do Rio Grande do Sul, Vicente Bogo, que está em campanha para ser candidato a governador: o PSDB nacional tem outros planos. Em entrevista exclusiva à RBS, Serjão disse que a prioridade do PSDB nacional é a aliança com o governador Antônio Britto, a quem o ministro considera "um irmão". E deixou no ar a possibilidade de uma intervenção no PSDB do Rio Grande do Sul, se Bogo não for compreensivo. Durante quase uma hora, Serjão falou sobre sua saúde, previu o fim do Ministério das Comunicações e acenou com uma reforma partidária que deverá unir setores do PMDB ao PSDB. (pág. 16)

- O final de semana foi de preparativos nas duas áreas ainda ocupadas por sem- terra no estado. Depois de acompanharem pelo rádio a desocupação da Fazenda Capão do Leão, em Santo Antônio das Missões, no sábado, as 1,7 mil famílias acampadas na Guabiju, em Jóia, passaram o domingo cavando trincheiras e esparramando óleo sobre máquinas e benfeitorias da propriedade. Um esquema para enfrentar as forças militares foi também traçado pelos colonos acampados na Fazenda Rubira, em Piratini, caso a Justiça decida decretar a reintegração de posse ao proprietário. (pág. 42)

MANCHETES

A TARDE (BA)

- PMDB sem candidato em convenção tumultuada

CORREIO DA BAHIA

- PMDB decide apoiar reeleição de FHC

JORNAL DO COMMERCIO (PE)

- PMDB vai apoiar Fernando Henrique

DIARIO DE PERNAMBUCO

- PMDB desiste de ter candidato

ZERO HORA (RS)

- PMDB em guerra opta por FH

ATENÇÃO

O Boletim de Acompanhamento Macroeconômico da Secretaria de Política Econômica, que traz avaliação mensal da conjuntura econômica brasileira (análise e tendência de preços, salários, juros, balança comercial, contas externas, etc), está disponível via FTP através do endereço na INTERNET www.fazenda.gov.br, na área específica de "Publicações". Outras informações atualizadas, inclusive sobre os resultados do Plano Real, podem ser também obtidas, em português e em inglês, na página eletrônica do Ministério da Fazenda.

Consulte a homepage da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.

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O telefone para solicitação de publicações é:061-411.4892.

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