
12/08/1998
JORNAL DO BRASIL
- Japão derruba bolsas no mundo
- A lentidão do governo japonês para responder à recessão e à
crise de seu sistema financeiro fez desabar, ontem, a cotação do iene diante do dólar
americano e levou os mercados de todo o mundo a nova jornada de quedas. O dólar foi
cotado a 147,63 ienes - o patamar mais baixo atingido pela moeda japonesa nos últimos
oito anos.
A perspectiva de uma desvalorização a curto prazo do iuan chinês
levou pânico às bolsas asiáticas. A onda chegou aos pregões europeus, fez estragos nos
países emergentes e se instalou em Wall Street, onde o índice Dow Jones fechou a -
1,31%. No Brasil, a Bolsa de São Paulo fechou em queda de 4,14% e a do Rio, em baixa de
4,5%. Analistas acreditam que o Governo usou parte das reservas cambiais para sustentar a
cotação do principal título da dívida externa, os C- Bonds. O Banco do Brasil e os
fundos de pensão teriam atuado no mercado de câmbio para segurar o valor do real. (pág.
1, 13, 14 e 17)
- O PFL entregou ontem ao presidente Fernando Henrique Cardoso seu
programa de governo, que inclui a defesa da privatização da Petrobras, no futuro. Na
versão do documento encaminhada à imprensa, a proposta foi omitida. (pág. 1 e 4)
- Quase 500 aposentados e pensionistas enfrentam diariamente filas
enormes para receber os benefícios do INSS na agência Praia de Botafogo do Unibanco. O
pagamento é feito em apenas dois guichês, no subsolo da agência. (pág. 1 e 19)
- (Belo Horizonte) - A coligação dos partidos de esquerda União do
Povo Muda Brasil, liderada pelo petista Luiz Inácio Lula da Silva, pretende erradicar o
analfabetismo no País com a ajuda de jovens recém-formados em busca de experiência
profissional. A proposta contida no programa de governo para a educação, é envolver 500
mil pessoas em projetos elaborados por governos estaduais e municipais e entidades
não-governamentais, além de iniciativas da sociedade civil. (...) (pág. 4)
- Candidato à Presidência da República pelo PPS, Ciro Gomes reagiu
indignado à proibição de participar, ontem, de um programa de entrevistas na
"Rádio Jornal", em Recife. O juiz Eduardo Paruá exigiu uma autorização do
TSE, que não foi conseguida a tempo pelos organizadores do programa. "A legislação
eleitoral foi feita para beneficiar FH", disse. Ciro Gomes esteve no Recife para
participar de uma reunião na Câmara dos Dirigentes Lojistas, onde criticou as taxas de
juros estabelecida pelo Governo federal. No final da tarde, participou de uma caminhada
pelas ruas principais do centro da cidade, sempre acompanhado do vice Roberto Freire.
(...) (pág. 5)
- Após se encontrar com o presidente Fernando Henrique Cardoso em
Brasília, o senador Carlos Wilson, candidato do PSDB ao governo de Pernambuco, acusou o
PFL de "tomar para si" as obras do Governo federal no estado. "O PFL gosta
sempre de ganhar as obras dos outros". Wilson está atrás de Jarbas Vasconcelos e de
Miguel Arraes nas pesquisas eleitorais realizadas no estado. O vice-presidente Marco
Maciel, pernambucano, disse que o PFL é parte do Governo e, portanto, pode utilizar sem
problemas as obras na propaganda eleitoral de seus candidatos. (...) (pág. 5)
- O ex-prefeito de Maceió, Ronaldo Lessa (PSB), pode ser o único
candidato ao governo de Alagoas este ano. Na noite de anteontem, o Tribunal Regional
Eleitoral (TRE) do estado cassou a candidatura do empresário Euclydes Mello (PRN), primo
do ex-presidente Fernando Collor, sob a alegação que ele não respeitou o prazo legal
para se afastar da presidência das Organizações Arnon de Mello. Ontem, aliados do
presidente Fernando Henrique Cardoso admitiram que PSDB, PFL, PTB e PMDB poderão desistir
de ter candidato a governador no estado. (...) (pág. 5)
- (São Paulo) - A aliança política foi negociada, mas a vizinhança
dos outdoors de propaganda eleitoral nos quais o presidente Fernando Henrique Cardoso
aparece ao lado do governador Mário Covas (PSDB) ou do ex-prefeito Paulo Maluf (PPB) é
mera coincidência. A distribuição dos espaços ocupados pelas empresas expositoras
obedece a sorteio feito pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), que leva em conta apenas a
representatividade de coligações e partidos. (...) (pág. 5)
COTAÇÕES
- Salário mínimo: (agosto) R$ 130,00. Dólar
comercial: (compra) R$ 1,1681, (venda) R$ 1,1689. Dólar paralelo: (compra) R$ 1,210,
(venda) R$ 1,225. Dólar turismo: (compra) R$ 1,1741, (venda) R$ 1,1749. TR do dia 12.07 a
12.08: 0,4652%. TBF do dia 10.08 a 10.09: 1,4813%. (pág. 1)
EDITORIAL
"Xarope eletrônico" - Os debates de candidatos na
televisão só vão ser suportáveis no dia em que o critério for invertido e se
apresentarem apenas dois de cada vez. A nova tentativa de reunir pretendentes ao governo
do estado do Rio e submetê-los a uma prova oral repetiu o insucesso da primeira. (...)
Os debates estão com os dias contados. Vão se
extinguir por falta de público ou virar programa humorístico, a não ser que os partidos
com votos e instinto de sobrevivência tenham a iniciativa de reexaminar a questão
partidária e a própria idéia de que a liberdade possa resistir a tantas limitações.
Os maiores interessados em resolver a questão são os políticos, pois a demora vai
sobrecarregá-los com mais essa culpa. Já é tempo de que o Congresso Nacional entenda
que democracia não se mede pela quantidade de partidos, nem se qualifica com programas
obrigatórios, mas se fortalece quando a representação política tem partidos eleitos
por 5% do eleitorado, no mínimo. Não é muito. (...) (pág. 8)
COLUNAS
(Coisas da Política - Dora Kramer) - Para os que
reclamam da falta de suspense e animação na disputa eleitoral deste ano, recomenda-se
uma temporada em São Paulo. A única certeza por lá é que haverá segundo turno.
Ninguém - Paulo Maluf, Mário Covas, Francisco Rossi ou Marta Suplicy - tem votos
suficientes para liquidar a parada em 4 de outubro. (...) (pág. 2)
(Informe JB - Maurício Dias) - Os candidatos em desvantagem eleitoral
jogam a esperança de mudar o jogo com a campanha de televisão, que começa no dia 18.
A televisão, com o horário gratuito e as inserções, ganha cada vez
maior importância na decisão das eleições no Brasil.
Mas a distribuição do tempo entre os candidatos congelou uma
situação difícil de ser mudada, por ter sido instituído com base no tamanho das
bancadas na Câmara. A reeleição agravou o problema: quem está no poder dispõe da
máquina administrativa, arma alianças eleitorais mais numerosas e carrega para a TV a
desigualdade na disputa. (...)
Como está, o sistema acabou com a paridade democrática. (pág. 6)
FOLHA
DE SÃO PAULO
- 6,4 milhões de eleitores são "fantasmas"
- No universo de brasileiros a partir de 25 anos, o País tem 6,4
milhões de eleitores a mais que o número de habitantes dessa mesma faixa etária.
O total de eleitores com mais de 25 anos, segundo divulgou o Tribunal
Superior Eleitoral, é de 84,7 milhões. Já a projeção da população nessa idade para
1998, feita pelo IBGE, é de 78,3 milhões.
- Segundo o TSE, a diferença se deve, provavelmente, a eleitores
mortos que continuam no cadastro eleitoral por falta de fiscalização.
O eleitorado "fantasma" facilita fraudes: pessoas podem usar
o título eleitoral de um morto para votar duas ou mais vezes. (pág. 1 e 1-6)
- A indústria petrolífera inglesa British Petroleum anunciou ontem
que está comprando a norte-americana Amoco Corp. por US$ 48 bilhões em ações. É a
maior fusão já realizada na área industrial no mundo.
Juntas, as empresas tiveram em 97 um faturamento de US$ 108 bilhões.
Agora, deverão ocupar a terceira posição entre as maiores indústrias produtoras de
petróleo do mundo. Em nota, as companhias disseram que pretendem ter ganhos extras de US$
2 bilhões até o final do ano 2000. (pág. 1 e 2-4)
- O iene caiu para seu nível mais baixo desde 90, relata Marcio Aith.
A moeda japonesa foi cotada a 147,6 por dólar - quando atingiu 146,7, em julho, os EUA
intervieram.
A queda, aliada à expectativa de desvalorização do yuan (moeda
chinesa), derrubou todas as Bolsas da região - em Hong Kong, houve baixa de 3,6%, a maior
em cinco anos.
A Bolsa de Nova York caiu 1,31%, e os mercados europeus recuaram cerca
de 3%. Na Rússia, houve perda de 9,11%, a maior desde maio de 96. A Bovespa teve queda de
4,14%.
Na Argentina, houve recuo de 4,35%. No Chile, o governo gastou US$ 30
milhões para segurar sua moeda, o peso. Já o peso mexicano está no seu pior nível
histórico. (pág. 1 e cad. Dinheiro)
- Francisco de Assis Pereira não reconheceu entre suas vítimas 12
mulheres desaparecidas cujas fotos foram mostradas a ele. Por esse método, a polícia
tenta descobrir a identidade de duas das mulheres mortas no parque do estado. Segundo a
polícia, o motoboy teve dúvidas ao olhar a foto de Michele dos Santos, 20. Pereira disse
que "perdeu a conta" das mulheres que já teria matado. (pág. 1 e cad.
Cotidiano)
- A reitoria da PUC anunciou ontem a expulsão de sete estudantes da
Faculdade de Medicina de Sorocaba (SP), a suspensão de 11 e advertências a mais três,
todos acusados de participação em trotes violentos.
Os dois alunos envolvidos no caso de queimadura de Rodrigo Favoretto
Canas Piccini estão entre os suspensos. (pág. 1 e 3-5)
- A privatização "radical" do sistema de aposentadorias é
um dos pilares da agenda apresentada ontem pelo PFL na qualidade de maior partido da
aliança que sustenta a candidatura do presidente Fernando Henrique Cardoso à
reeleição.
Pelo sistema proposto, cada trabalhador teria o valor da aposentadoria
fixado pela contribuição feita a fundos privados de capitalização. O documento do PFL
diz que essa é a solução para o rombo nas contas da Previdência Social e para a
criação de poupança interna - desafios a serem enfrentados na segunda fase do Plano
Real.
O Presidente já encomendou estudos para a nova etapa da reforma da
Previdência, mas a proposta pefelista é mais radical, pois não prevê a participação
do setor público no sistema. Mesmo os trabalhadores de mais baixa renda só receberiam o
equivalente ao que conseguissem poupar.
Para tentar vencer as dificuldades enfrentadas no primeiro mandato de
FHC para aprovar as reformas no Congresso, o PFL estabeleceu como prioridade da sua agenda
política a adoção da fidelidade partidária. (...) (pág. 1-4)
- O senador Carlos Bezerra (PMDB-MT) pode ser reeleito em outubro para
mais um mandato de oito anos, apesar de estar no meio do atual mandato, que termina em
2002.
Favorito à disputa pelo Senado no Mato Grosso, Bezerra anunciou que
pretende renunciar ao atual mandato, cedendo sua vaga a Elói de Almeida, seu primeiro
suplente.
Ex-prefeito de Alta Floresta, Almeida assumiria os quatro anos
restantes na condição de representante da região norte do estado.
Carlos Miranda, assessor de Bezerra, disse que "o norte do Mato
Grosso nunca teve representante no Senado". (...) (pág. 1-12)
- O diretor-financeiro da Expo 98, a última exposição mundial do
milênio, João Caldeira, foi preso ontem, em Lisboa (Portugal), acusado de desviar US$
5,5 milhões do evento. A fraude foi descoberta por uma equipe de auditores. Outros três
funcionários foram suspensos de suas atividades até o final das investigações.
O secretário-geral da Expo 98, Antônio Mega Ferreira, afirmou que
diversos pagamentos referentes à venda de imóveis na feira não foram registrados no
balanço das finanças. Os auditores não conseguiram descobrir para onde foi o dinheiro
desviado. (...) (pág. 1-16)
EDITORIAL
"Aumenta o risco global" - Os mercados financeiros de todo
o planeta entraram ontem numa onda de desvalorizações em cadeia, em bolsas e moedas,
tão espetacular quanto rara. A hipótese de uma depressão global voltou à tona.
A dimensão e a simultaneidade do pânico de ontem
foram impressionantes, ainda que nuvens mais carregadas já se acumulassem havia alguns
dias nos mercados mundiais.
A impressão, agora, é de que mais uma vez o risco de um colapso deixa
de ser um fenômeno regionalizado para assumir proporções autenticamente globais, como
ocorreu em outubro do ano passado. O nervosismo no centro do sistema financeiro mundial, a
Bolsa de Nova York, dita essa potencialização do pessimismo.
Bolsas em países desenvolvidos e estáveis, como a de Frankfurt,
viveram quedas típicas de mercados emergentes - quase 4% num só dia. E em mercados antes
vistos como emergentes houve até mesmo necessidade de interrupção das operações no
pregão (caso da Rússia). (...) (pág. 1-2)
COLUNA
(Painel) - O comando da campanha de FHC gostou de o
PT ter decidido pegar pesado no programa de TV, realçando diferenças com o Governo. O
programa tucano será mudado, reforçando o carimbo que fez sucesso em 94, o de que Lula
seria o algoz do Real.
De Nizan Guanaes, publicitário de FHC, sobre o programa de TV de Lula
adotar linha de forte ataque: "Não sei se é erro ou se é mérito, mas o PT não
consegue deixar de ser o PT".
O PT aposta que, se voltar a marcar fortemente diferenças com FHC,
acabará ganhando politicamente, mesmo que venha a perder eleitoralmente. Avalia que
problemas econômicos graves explodirão no colo do tucano em eventual 2º governo. (pág.
1-4)
O
ESTADO DE SÃO PAULO
- Desvalorização do iene derruba bolsas
- A queda do iene em relação ao dólar teve ontem efeito devastador
sobre os mercados acionários e cambiais, especialmente em países emergentes. A moeda
americana avançou para 147,61 ienes. "O pânico foi geral na costa do
Pacífico", disse um analista. A principal razão para o desespero foi a convicção
de que uma intervenção unilateral do Japão será ineficaz.
Alguns economistas acreditam que a desvalorização será a única
saída para o governo chinês no momento em que o dólar alcançar os 150 ienes, agravando
ainda mais o desequilíbrio nos mercados. A Bolsa de Moscou registrou o recorde do dia,
com baixa de 9,11%, depois de perder 13%, ou 112 pontos.
Em São Paulo a queda foi de 4,14%. O Brasil corre o risco de sofrer um
ataque especulativo contra sua moeda, alertou o economista Lauro Vieira de Faria, da
revista "Conjuntura Econômica". Mas, de acordo com o economista do Banco BBA
Adauto Lima, o País está em melhor situação do que no início da crise asiática,
quando investidores se desfizeram de sua aplicações para cobrir os prejuízos acumulados
na região.
Segundo ele, de lá para cá não apenas houve um grande movimento de
redistribuição das aplicações no mundo como também as reservas externas do País, a
principal arma contra ataques especulativos desse tipo, subiram de US$ 53 bilhões para
US$ 73 bilhões. (pág. 1 e B1)
- Pesquisa Ibope-TV Globo-Estado, realizada no período de 5 a 9 deste
mês, indica que o candidato do PDT ao governo de São Paulo, Francisco Rossi, ampliou sua
vantagem em relação a Paulo Maluf, do PPB, ao obter a preferência de 27% dos eleitores,
cinco pontos porcentuais à frente do ex-prefeito paulistano.
Na sondagem anterior, feita na segunda quinzena de julho, Rossi estava
tecnicamente empatado com Maluf, este com 23% e o primeiro com 24%. A pesquisa mostrou,
ainda, que se mantém distante dos líderes a candidatura do governador Mário Covas à
reeleição. Com apenas 11% da preferência dos eleitores, ele ficou empatado com Marta
Suplicy, do PT. Covas, na última pesquisa, teve 12% dos votos. Ou seja, estacionou na
corrida eleitoral. (pág. 1 e A6)
- A Fazenda Dois Irmãos, no município de Iguaí (BA), a 496 km de
Salvador, ocupada desde o fim de semana por cem famílias de trabalhadores sem-terra, foi
cercada por soldados da PM, na tentativa de evitar que outras pessoas invadam a área.
Dirigentes do Movimento dos Sem-Terra da região alegam que, com o isolamento, os
acampados têm dificuldades para conseguir alimentos. Na região de Bauru (SP) o MST
pretende montar um superacampamento, com a participação de 4 mil famílias. (pág. 1 e
A10)
- O programa de renda mínima anunciado pelo Governo federal nesta
semana não funcionaria nos Estados Unidos, segundo avaliação do diretor do Centro de
Estudos Orçamentários e de Políticas Públicas daquele país, Robert Greenstein. Com
base na experiência norte-americana, ele diz que, ao exigir uma contrapartida de 50% do
valor do subsídio e limitar em 4% a participação das prefeituras nos custos executados
pela União, o Governo brasileiro pode inviabilizar a criação de programas de
complementação de renda desse tipo. (...) (pág. A4)
- O presidente Fernando Henrique Cardoso considera
"imprivatizável" a Petrobras e não está em seus planos de governo avançar
nas linhas de abertura do monopólio do petróleo além do sistema de concessões. Essa
definição, sustentada ontem por um interlocutor direto do Presidente, forçou um recuo
do PFL, que afastou da discussão de seu programa de governo a privatização da Petrobras
e do Banco do Brasil. (...) (pág. A5)
- O PFL quer rever os critérios que regulamentam o instituto da
reeleição. O projeto foi aprovado pelo Congresso especialmente para permitir que o
presidente Fernando Henrique Cardoso e os governadores disputassem o segundo mandato no
exercício do cargo. "Alguns têm usado a máquina e tem havido muitas
denúncias", afirmou o líder do PFL na Câmara, Inocêncio Oliveira (PE), favorável
à reeleição, ao antecipar que discutirá o assunto com a bancada após as eleições.
Apesar da preocupação com o ajuste da reeleição, o assunto não foi
incluído no pacote de sugestões apresentado ontem pelo PFL para ser incluído no
programa de governo de Fernando Henrique. (...) (pág. A5)
- (Rio) - O candidato do PT à Presidência da República, Luiz Inácio
Lula da Silva (PT), vai pessoalmente discutir suas divergências com o postulante do PDT
ao governo paulista, Francisco Rossi, provavelmente num almoço ainda esta semana. O
encontro foi combinado anteontem em conversa telefônica de Rossi com o concorrente da
aliança a vice-presidente, Leonel Brizola, que também participará da reunião. Os três
debaterão um pacto de convivência entre os parlanques petista e pedetista no estado, que
poderá incluir pelo menos sinais explícitos de que Rossi votará em Lula. (...) (pág.
A7)
EDITORIAL
"A preparação para a rodada do milênio" - O embaixador
brasileiro em Genebra, Celso Lafer, adverte que o País precisa preparar-se com urgência
para a próxima grande negociação mundial de comércio. Os escalões superiores podem
ter dois tipos de reação. (pág. 1 e A3)
COLUNA
(Coluna do Estadão) - O presidente do Senado,
Antônio Carlos Magalhães, quer aprovar amanhã na Casa o projeto que estabelece como
crime hediondo a falsificação de medicamentos. Isso se a Câmara aprovar a proposta
hoje. Aliás, as mudanças feitas no projeto pelo líder do PSDB, Aécio Neves, vão
exigir novas negociações.
No primeiro programa de FHC, que será apresentado na televisão no
horário da tarde, no dia 18, o presidente-candidato aparece sendo entrevistado por
várias pessoas. Pretende-se, logo de início causar impacto. O do horário nobre, à
noite, ainda é cercado de mistério. Artistas e intelectuais devem aparece logo nos
primeiros. (pág. A6)
O
GLOBO
- Recessão se agrava no Japão e provoca queda nas bolsas
- Um relatório da Agência de Planejamento Econômico do Japão
informando que a economia japonesa passou da estagnação para a depressão fez o iene
atingir ontem sua cotação mais baixa em oito anos - 147,63 unidades por dólar -, o que
derrubou as principais bolsas de valores do mundo. A Bolsa de Moscou caiu 9,11%, enquanto
o Dow Jones, índice que mede a lucratividade da Bolsa de Nova York, fechou com queda pelo
segundo dia consecutivo - 1,31%. No Brasil, as ações chegaram a cair 5,62%, mas no
fechamento da Bovespa a queda ficou em 4,14%. Com a nova crise, a expectativa dos
analistas é que o Governo brasileiro desacelere o ritmo da redução das taxas de juros.
(pág. 1 e 23 a 25)
- Num encontro intermediado pelo senador José Eduardo Dutra (PT),
cinco dos seis decanos da UFRJ, defensores da renúncia do reitor José Henrique Vilhena,
foram recebidos ontem pelo presidente do Senado, Antônio Carlos Magalhães. Os decanos
pedem a nomeação de um reitor temporário e a convocação de novas eleições em 60
dias. (pág. 1 e 11)
- A venda de passagens além do número de assentos do avião é a
queixa mais comum de passageiros ao Departamento de Aviação Civil. De janeiro a junho,
25% das reclamações recebidas pelo DAC referiam-se ao "overbooking". A
Justiça tem arbitrado, em média, 50 salários mínimos de indenização. (pág. 1 e cad.
Defesa do Consumidor, (pág. 28)
- O PFL apresentou ontem ao presidente Fernando Henrique o documento
"Premissas e projeções para um programa de Governo", no qual toma posição
contrária ao segundo mandato para os governantes. Segundo o líder do partido na Câmara,
Inocêncio Oliveira, após as denúncias de uso da máquina nos estados há quem defenda
que até o Presidente deve perder o direito à reeleição. (pág. 2 e 4)
- Depois de muitas reclamações dos deputados e funcionários quanto
ao gosto e ao cheiro, a diretoria geral mandou analisar o café servido na Câmara. Laudo
do Instituto Adolfo Lutz atestou a presença de coliformes de rato e insetos, areia, casca
e pau. O Café Belém, de Uberaba (MG), ganhou a licitação no início da legislatura. O
contrato será suspenso e 1.400 quilos serão devolvidos. (pág. 2 e 5)
- Com mais tempo diário para vender Fernando Henrique Cardoso em
anúncio na TV do que tinha no auge da campanha de uma das maiores cervejarias do Brasil,
o publicitário Nizan Guanaes, da DM-9, está apostando tudo nessa nova modalidade de
propaganda eleitoral. Além dos dois programas eleitorais que já tem prontos (com talk
shows, reportagens e quadros diversos), a equipe responsável pelo horário eleitoral do
presidente-candidato na televisão já concluiu 20 comerciais que começam a ser levados
ao ar no dia 18. Em princípio, essas peças e os programas vão questionar as propostas
do PT em tom pouco agressivo. Mas tudo vai depender do adversário Luiz Inácio Lula da
Silva.
"Não vamos fazer baixaria, vamos divergir com modos. Mas o PT vai
ter que escolher o tom. Se colocarem o 'vagabundo', vou botar no ar o Lula dizendo que o
desemprego aumentou porque Deus é grande", afirma Nizan, numa referência à gafe
presidencial que classificou como vagabundos os aposentados precoces. (...) (pág. 3)
EDITORIAL
"Sem argumentos" - A pesquisa feita este mês pelo Ibope
mostrou que, se o voto não fosse obrigatório, 51% dos eleitores deixariam de ir às
urnas em outubro. É um percentual significativamente próximo do que se registra nos
países onde o voto é facultativo - a grande maioria, por sinal. Fica habitualmente em
torno da metade o número de eleitores que costumam votar, nos Estados Unidos ou na
Inglaterra.
Esse resultado desmente portanto a noção de que o
eleitor brasileiro seria mais desinformado ou alienado do que o dos países do Primeiro
Mundo. (...) (pág. 6)
COLUNAS
(Panorama Político - Tereza Cruvinel) - O projeto
que a Câmara deve aprovar hoje, tipificando como crime hediondo a falsificação de
remédios, não ficará só nisso. Em seu parecer, o relator Aécio Neves estende a
tipificação ao ato de falsificar e adulterar alimentos, crime que campeia no Brasil. O
Ministério da Saúde ganha também novos poderes para vigiar e punir estabelecimentos que
prestam serviços relacionados com a saúde, de hospitais a academias de ginástica. (...)
(pág. 2)
(Ricardo Boechat) - O aumento das importações e a queda das
exportações em agosto deve aumentar o buraco da balança comercial no segundo semestre.
É o que avalia um novo boletim, que a Confederação Nacional da
Indústria divulga hoje.
De setembro do ano passado a junho deste ano, o déficit anual tinha
caído de US$ 9,7 bi para US$ 6,6 bi. (pág. 16)
CORREIO
BRAZILIENSE
- Crise econômica no Japão derruba bolsas
- Nova York fechou em baixa de 1,31%, Moscou despencou 9,11%, e São
Paulo, com a queda de 4,14%, a sétima consecutiva, já acumula perdas de 18% desde o
início deste mês. (pág. 1 e 18)
- Um país pobre que, além de conviver com seus problemas diários,
ainda está digerindo a tragédia provocada pelo terrorismo e que abalou todo o Quênia. O
atentado de Nairóbi não foi apenas uma tragédia que retirou brutalmente a vida de
centenas de pessoas. A outra face da explosão do carro-bomba estacionado nos fundos da
Embaixada dos Estados Unidos são os danos materiais de mais de US$ 500 milhões. (...)
(pág. 4)
- Fim da taxação às transações feitas nas bolsas de valores
brasileiras. Essa é uma das propostas apresentadas pelo PFL para o eventual segundo
mandato de Fernando Henrique Cardoso que faz parte do documento "premissas e
Projeções para um Programa de Governo", entregue ontem ao Presidente e à
coordenação de sua campanha.
O presidente do PFL, Jorge Bornhausen, que foi ao Palácio da Alvorada,
disse que as bolsas não devem ser taxadas porque servem de alavanca ao processo de
desenvolvimento do País. "Não se pode pensar no mercado de ações como um
cassino". (...) (pág. 15)
- (Londres) - A empresa inglesa British Petroleum (BP) e a
norte-americana Amoco Corp. anunciaram ontem a maior fusão industrial da história. O
negócio foi calculado em US$ 110 bilhões e deve ser concluído até o final do ano.
(...) (pág. 19)
- A Medida Provisória (MP) 1.079, que trata do trabalho a tempo
parcial, deverá ser alterada em menos de 30 dias - antes de sua reedição. A previsão
é do ministro do Trabalho, Edward Amadeo, porque a MP não deixa claro que os contratos
desse tipo devem ser firmados com a participação do sindicato, depois de negociações
coletivas.
O trabalho a tempo parcial prevê uma jornada semanal de no máximo 25
horas, com reduções proporcionais de salário, férias, contribuições sociais e
encargos trabalhistas. (...) (pág. 21)
ZERO
HORA
- Os auditores fiscais da Receita Federal e os
técnicos do Tesouro Nacional voltaram a realizar ontem uma operação padrão nas
principais delegacias e inspetorias no estado. O protesto ocorreu no porto de Rio Grande,
no aeroporto Salgado Filho e nas aduanas de fronteira do Brasil com a Argentina e o
Uruguai. Em Uruguaiana, principal porto seco da América Latina, por onde transitam cerca
de 500 veículos diários, o protesto causou transtornos para transportadores,
caminhoneiros e motoristas de carros de passeio que se deslocavam entre a cidade e a
vizinha Paso de los Libres, no lado argentino. (pág. 25)
- Algumas taxas de juros cobradas pelos bancos e pelo comércio em sete
estados tiveram uma pequena redução em julho em relação a junho. Na média, no
entanto, uma cesta de cinco taxas - que vão do crédito direto ao juro do cheque especial
- continua 5,93% superior à de outubro passado, um mês antes da decisão do Governo de
dobrar a Taxa Básica de Juro (TBC) de 20,7% ao ano para 43,41%, na tentativa de evitar a
fuga de capitais estrangeiros provocada pela crise nas bolsas de valores asiáticas.
(pág. 26)
- O candidato a presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) desembarca
hoje em Porto Alegre, às 15h30, para reafirmar o que disse há dois dias no Rio de
Janeiro. Se for eleito, quer alfabetizar 5 milhões de jovens e criar 7,3 milhões de
vagas da pré-escola ao ensino superior, além de dar prioridade ao ensino técnico. A
promessa será feita aos gaúchos no início da noite de hoje, durante o "Ato pela
Educação" que o comitê do candidato ao governo Olívio Dutra (PT) preparou. (cad.
Jornal da Eleição, pág. 2)
- A comparação pode ser simples, mas cumpre seu papel: o porte dos
comitês centrais de campanha dos candidatos à Presidência da República representa o
poder de fogo de cada um dos pretendentes ao cargo de comandante do Palácio do Planalto a
partir de janeiro de 1999. O comitê central do candidato Fernando Henrique tem 2,7 mil
metros quadrados, distribuídos em um prédio localizado no Setor Bancário Norte, zona
nobre no segmento de prédios para escritórios em Brasília. É de longe o mais caro e
imponente comitê de campanha. (cad. Jornal da Eleição, pág. central)
CORREIO
DO POVO
- O Senado aprovou ontem, em votação simbólica, o
ensino obrigatório da língua espanhola para os estudantes brasileiros de grau médio. O
projeto substitutivo do senador José Fogaça (PMDB-RS) determina que, no prazo de cinco
anos a contar da sanção da lei, a matéria seja incluída nos currículos
gradativamente. Mas o texto ainda terá de retornar à Câmara porque Fogaça rejeitou o
projeto aprovado anteriormente pelos deputados.
Outro substitutivo, do senador Romeu Tuma (PFL-SP), foi aprovado ontem
no Senado. Policiais civis, militares e do Corpo de Bombeiros terão de se submeter a
avaliações psicológicas de cinco em cinco anos, e extraordinárias sempre que
necessário. O projeto também deverá retornar à Câmara para nova votação. Tuma
alterou a proposta original, do deputado Carlos Apolinário (PMDB-SP), que previa
avaliações psicológicas em um intervalo mínimo de até um ano. (capa)
MANCHETES
ESTADO DE MINAS
- Assaltos assustam população
HOJE EM DIA
(MG)
- CDL abre guerra ao cheque
GAZETA DO
POVO (PR)
- Desvalorização do iene derruba bolsas no mundo
JORNAL DO
COMMERCIO (PE)
- Japão derruba bolsas em todo mundo
O DIA (RJ)
- Morre doente expulsa de hospital do estado
CORREIO DO
POVO (RS)
- Agravamento da crise asiática derruba bolsas
ZERO HORA
(RS)
- Crise no Japão derruba bolsas
TELEJORNAIS
RECORD-JORNAL DA
RECOR-19H20
- Pânico nos mercados financeiros mundiais. Uma desvalorização
recorde do iene japonês provoca queda generalizada nas bolsas de valores. A moeda atingiu
sua cotação mais baixa frente ao dólar nos últimos oito anos e carregou junto o
mercado de ações. Os papéis dos bancos despencaram e a Bolsa de Tóquio fechou com
queda de 1,4%. No Brasil, a Bolsa de São Paulo operou em baixa durante todo o dia e
fechou com queda de 4,14%. É o oitavo dia consecutivo que a bolsa reage negativamente aos
problemas na Ásia.
- Mais um índice mostra deflação em julho. O IGP da Fundação
Getúlio Vargas ficou negativo em 0,38%. Caiu 0,66 ponto percentual. Em junho, a
inflação foi de 0,28%.
- Os juros do comércio são os únicos que já voltaram aos níveis
praticados antes do começo da crise asiática, em outubro do ano passado. A revelação
é da pessquisa da Associação dos Executivos de Finanças. O levantamento mostra que os
juros cobrados pelo comércio estavam em 8,77% em julho, contra 9,09% em outubro. No
cartão de crédito, a taxa subiu para 11,13%. Antes da crise, estava em 10,77%. No cheque
especial, o juro praticado agora é de 10,75% contra 9,95% em outubro do ano passado.
- Salette Lemos: "Depois de quatro anos de estabilização os
consumidores continuam sem saber quanto pagam de juros nos financiamentos. De acordo com a
pesquisa, 93% deles nem querem saber e continuam preocupados com o tamanho das
prestações, se elas cabem ou não no orçamento. Então, de nada adianta o governo
exigir dos comerciantes juros explícitos porque os abusos vão continuar por ignorância
dos próprios consumidores".
BANDEIRANTES-JORNAL
DA BANDEIRANTES-20H
- A terça-feira foi um dia de pânico no mundo das finanças. Foi o
pior dia desde a explosão da crise da Ásia, em outubro do ano passado. A moeda do
Japão, o iene, caiu ao ponto mais baixo dos últimos oito anos. O governo da China
interveio pelo segundo dia seguido para evitar uma desvalorização da moeda. As bolsas da
Europa também caíram muito. No Brasil, as bolsas também caíram. O governo brasileiro
entrou firme no mercado para evitar o pior, não deixando os títulos da dívida externa
desabar, evitando uma disparada dos juros e da cotação do dólar.
- Um dos indicadores mais claros de problemas no Brasil é a confiança
do investidor estrangeiro, que se expressa na cotação dos títulos da dívida externa
brasileira. Embora não se possa dizer que tenha havido um ataque especulativo contra o
Brasil, como houve em outubro passado, os títulos brasileiros caíram forte durante três
dias. Em Nova Iorque, os títulos fecharam com a baixa de 1%.
- o consumidor que atrasar o pagamento tem o direito de ser avisado
antes de entrar numa lista de maus pagadores. É o que diz a lei, mas não é assim que
funciona. Um grupo de consumidores entrou com uma ação na Justiça para garantir o seu
direito.
- Na guerra dos sexos as mulheres ganham a batalha. Os números
comprovam que elas dão menos calote do que os homens e, por isso, conseguem vantagens
para comprar de novo. Enquanto na maioria das lojas o índice de inadimplência é de 9%,
em lojas de mulheres o índice pode chegar a ser três vezes menor. Pesquisas feitas pela
Associação Comercial de São Paulo confirmam que as mulheres são melhores pagadoras do
que os homens.
- No Porto de Salvador não houve fiscalização nesta terça-feira. Os
navios descarregaram, mas as mercadorias ficaram retidas. No aeroporto, os fiscais só
liberaram os produtos perecíveis. Na Ponte da Amizade, que liga Foz do Iguaçu a Cidade
do Leste, no Paraguai, os funcionários da Receita fizeram uma operação padrão e
provocaraam um grande congestionamento.
- O presidente Fernando Henrique Cardoso anuncia que vai criar o
Ministério da Defesa até o fim do ano. Os ministérios do Exército, Marinha e
Aeronáutica serão secretarias do novo ministério.
- Vender o Banco do Brasil e a Petrobrás, acabar com o INSS,
descentralizar a administração do fundo de garantia. Essas são algumas das idéias que
o PFL sonha aprovar num segundo mandato do presidente Fernando Henrique Cardoso. Nem a
cara do vice e nem o PFL aparecem nos cartazes da campanha, mas a influência do partido
no governo aparece no programa de privatização, por exemplo. O programa tomou o rumo que
o PFL queria. Novas sugestões do partido para um eventual futuro governo foram
apresentadas nesta terça feita ao presidente e ao comitê da reeleição.
- O presidente do PSDB, senador Teotônio Vilela, considera que a
princípio é arriscado privatizar como um todo, mas admite que pode ser estabelecido um
cronograma. A tônica dos liberais é transferir a contabilidade do governo para o setor
privado, como o financiamento da habitação. Por isso, fazem outra proposta, a de acabar
com a centralização do dinheiro do FGTS na Caixa Econômica. Os trabalhadores ficariam
livres para escolher o banco e o rendimento do fundo de garantia.
- Para fazer tanta reforma, é preciso primeiro reformar o Congresso e
o partido propõe para este ano a aprovação da fidelidade partidária, segundo a qual o
deputado aliado, se não votar conforme manda o governo, perde o direito de disputar outra
eleição.
GLOBO-JORNAL
NACIONAL-20H
- Para fugir das multas de trânsito, motoristas estão adulterando as
placas dos veículos. As vítimas que têm as placas copiadas só descobrem a clonagem
quando recebem as multas pelo Correio. Em Brasília, as barreiras eletrônicas facilitaram
a investigação. Graças à fotografia da barreira eletrônica, o falsificador é
identificado e encaminhado à polícia para responder por processo- crime de
falsificação. Vai ter que pagar todas as multas e mais uma, a da clonagem da placa. Vai
ser responsabilizado pela pontuação e pode perder a carteira.
-Duas mulheres que engravidaram tomando a pílula Microvlar de farinha
obtiveram na Justiça liminares contra o labortório fabricante. A decisão obriga o
laboratório Schering do Brasil a pagar as despesas do pré-Natal. As mulheres também
querem que o laboratório pague as despesas com enxoval, mobília e alimentação para os
filhos.
- As bolsas de valorees de todo o mundo caem num efeito dominó,
provocado pela crise no Japão. Wall Streeet sentiu os efeitos na Ásia e não saiu do
vermelho o dia inteiro. De cada 10 ações, nove eram negociadas em baixa. Em um mês, a
queda em Wall Street soma 10%. A notícia de que a moeda japonesa chegou à cotação mais
baixa em relação ao dólar, deixou o mercado aflito. Era um sinal de que o novo
primeiro-ministro não vai conseguir aprovar o pacote de reforma do sistema bancário sem
negociar muito com a oposição. As bolsas da Ásia fecharam todas em baixa. A de Hong
Kong registrou a maior queda dos últimos cinco anos. As da Europa seguiram a queda. No
Rio, a Bolsa operou em baixa de 4,5%. Em São Paulo, a queda foi de 4,1%.

ATENÇÃO
O Boletim de Acompanhamento Macroeconômico da Secretaria de Política
Econômica, que traz avaliação mensal da conjuntura econômica brasileira (análise e
tendência de preços, salários, juros, balança comercial, contas externas, etc), está
disponível via FTP através do endereço na INTERNET www.fazenda.gov.br,
na área específica de "Publicações". Outras informações atualizadas,
inclusive sobre os resultados do Plano Real, podem ser também obtidas, em português e em
inglês, na página eletrônica do Ministério da Fazenda.
Consulte a homepage da Secretaria de Comunicação Social da
Presidência da República.
O endereço na Internet é www.brasil.gov.br
O telefone para solicitação de publicações é:061-411.4892.
O email da Secretaria de Comunicação Social é: secom@planalto.gov.br |