
15/02/1998
JORNAL DO BRASIL
- Obra no aeroporto começa em 1 mês
- As obras de recuperação do Aeroporto Santos Dumont, destruído por
incêndio na sexta-feira, serão iniciadas dentro de um mês e o projeto original do
prédio será totalmente respeitado. A informação é do presidente da Empresa Brasileira
de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero), Adyr da Silva, que mandou iniciar ontem
mesmo o exame que avaliará a extensão dos danos na estrutura do prédio. "Em uma
semana saberemos o que será preciso fazer", disse. Segundo Adyr da Silva, "em
um ano o terminal de passageiros voltará a operar". Ontem, bombeiros estiveram no
prédio para apagar alguns focos de fogo e peritos passaram o dia investigando as causas
do incêndio. (pág. 1 e 33)
- A arte de engolir sapos está sendo praticada em vários estados em
que a disputa pelo poder não será travada nas eleições de 4 de outubro, mas terá seu
momento decisivo em junho, mês das convenções. Em Minas Gerais, por exemplo, o
governador Eduardo Azeredo (PSDB), criatura tirada da manga do ex-governador Hélio
Garcia, equilibra-se sobre o fio da navalha. Ganhou autonomia, mas não se livrou da
sombra incômoda do criador. "As candidaturas de um ou outro ao governo são
excludentes", diz o deputado Danilo de Castro (PSDB). (...) (pág. 3)
- O quadro sucessório para a Presidência da República tem uma
incógnita que pode definir não só a realização do segundo turno como o resultado da
eleição em si. Qual dos postulantes já colocados - ou algum que ainda vai aparecer -
encarnará o papel de terceira via, ou seja, aquele que será o estuário de uma dupla
insatisfação - com o presidente Fernando Henrique Cardoso e seu maior opositor, Luiz
Inácio Lula da Silva. (...) (pág. 4)
- (São Paulo) - Dezenove anos separam os extremos da biografia do
ministro da Articulação Política, Luiz Carlos Santos. Hoje filiado ao PFL, Santos está
cotado para sair candidato a vice-governador de São Paulo na chapa do pepebista Paulo
Maluf, líder das intenções de voto. Maluf o corteja abertamente: quer o PFL em sua
campanha, para obter mais tempo nos programas de televisão. O ministro Santos também
corteja Maluf. Depois de abandonar a caravana quercista, que acompanhou até 1994, virou
ministro de Fernando Henrique e mudou-se para o PFL, quase inexistente em São Paulo.
(...) (pág. 4)
- O fenômeno criatura "versus" criador mais uma vez vai se
repetir nas eleições de 4 de outubro. E não apenas na disputa presidencial, em que
Itamar Franco (PMDB), caso passe pela convenção do partido, terá que lutar contra seus
dois ex-ministros da Fazenda, o presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e Ciro Gomes
(PPS). Tradicionais lideranças regionais estão passando pelo desafio de enfrentar seus
antigos pupilos nas eleições para os governos estaduais. (...) (pág. 4)
- Por recomendação do PFL, o presidente Fernando Henrique Cardoso
será poupado das discussões sobre a montagem dos palanques estaduais. Como em todos os
27 estados brasileiros existem candidatos de partidos aliados disputando entre si os
governos estaduais, Fernando Henrique Cardoso será obrigado a montar palanques próprios
estabelecendo regras de convivências entre os caciques locais. (...) (pág. 5)
- Jorgina Maria de Freitas Fernandes chegou ontem ao Brasil. O avião
que a trouxe da Costa Rica, onde estava presa desde novembro, aterrissou às 3 horas na
Base Aérea do Galeão. Um ofício do presidente do Tribunal de Justiça, Thiago Ribas
Filho, determinou que a advogada fosse levada para a Companhia Especial de Polícia de
Trânsito, na Rua Clementino Fraga, no centro do Rio. (...) (pág. 6)
- A aprovação em 1º turno da reforma da Previdência, semana passada
na Câmara dos Deputados, poderá causar uma nova onda de pedidos de aposentadoria precoce
entre professores das universidades públicas brasileiras. A evasão não é de agora.
Pelo menos desde 1995 as universidades vêm tendo seu quadro de docentes cada vez mais
reduzido. A debandada tem explicação. De um lado, existe a aposentadoria integral,
ameaçada de extinção pela reforma. De outro, a desvalorização salarial, que leva
faculdades particulares a contratar mestres e doutores para obedecer às exigências da
nova Lei de Diretrizes e Bases. (...) (pág. 9)
EDITORIAL
"Montanha tributária" - Quando se escrever a história
econômica deste final de século certamente serão creditadas ao Governo do presidente
Fernando Henrique Cardoso e ao Congresso as mudanças estruturais fundamentais para o
Brasil se reencontrar com o futuro. Longe vai o populismo que impregnou a chamada
Constituição Cidadã de 1988.
Os sucessos obtidos na Câmara e no Senado nos
últimos dias não apagam da memória o fato de que o Brasil ainda é conhecido como país
onde leis pegam ou não pegam. A reforma da Previdência requer complementos essenciais, e
a reforma administrativa só sairá do papel se houver determinação em todos os níveis
do Poder Público, envolvendo a União, os estados e os municípios.
Depois de dar a volta à montanha, superando todos os tipos de
obstáculos às reformas constitucionais básicas, Governo e Congresso têm ainda um longo
dever de casa a cumprir. Tome-se a reforma tributária. A necessidade de reformar o
sistema de taxação dos bens, da renda e dos serviços é unanimidade que não sai do
papel. (...) (pág. 12)
COLUNAS
(Coisas da Política - Dora Kramer) - Sergipano,
advogado, 37 anos de idade, bonitão, boêmio, recentemente reconvertido à solteirice,
dono ao mesmo tempo de indisfarçável vocação para a polêmica e inequívoca tendência
à conciliação, o deputado Marcelo Déda - assim mesmo, com acento - assumiu há quatro
dias o posto de líder do PT na Câmara, com discurso e postura que são a antítese do
mau momento por que passa a esquerda atualmente.
Não abre mão de uma certa dose de radicalismo, mas rejeita o
baixo-astral e o derrotismo: "O PT sofre muito e o melhor caminho não é o da
auto-flagelação. Não se pode fazer oposição desistindo da luta a priori. Se hoje o
placar de votações é amargo para nós, a nossa função é vestir a farda de soldados
da esperança e trabalhar para que o futuro seja doce. Essa sensação de encalacramento
da esquerda brasileira já foi vivida pela esquerda em outros países. A agonia é a
mesma, só muda a língua". (...) (pág. 2)
(Informe JB - Maurício Dias) - Ao abrir os cofres para aprovar a
reforma da Previdência, na semana passada, favarocendo projetos que atendem às bases
políticas dos deputados, o presidente Fernando Henrique Cardoso sintonizou a lógica que
guia os parlamentares, principalmente em ano eleitoral.
Depois de avaliar oito mil emendas individuais dos deputados
apresentados ao Orçamento de 1996, o cientista político Nélson Carvalho, do Iuperj,
concluiu que a única lógica que guia as propostas é o desejo de aumentar as chances
eleitorais. (...) (pág. 6)
FOLHA
DE SÃO PAULO
- Classe média pagará mais à previdência
- A contribuição ao INSS deverá subir após a promulgação da
reforma da Previdência, informa Gabriel J. de Carvalho.
Aprovada em primeiro turno, a emenda eleva o teto das aposentadorias no
INSS, o que exigirá igual aumento no limite das contribuições. O valor máximo dos
benefícios subirá para R$ 1.200. Assim, o assalariado que contribui, por mês, com R$
113,50 - 11% sobre o atual teto, de R$ 1.031,87 - passaria a pagar R$ 132 - ou 16,3% a
mais.
No caso dos autônomos que contribuem com 20% sobre o teto, o valor do
desconto subirá de R$ 206,37 para R$ 240.
Aqueles que já contribuíam antes da reforma vão trabalhar 20% a mais
para se aposentar. Medida afeta especialmente os que trabalham desde antes dos 18 anos.
(pág. 1, 2-1 e 1-8)
- Uma desvalorização de 20% do real no próximo ano foi aventada por
dois de sete economistas de bancos em seus cenários sobre o futuro.
A análise evidencia que parte do mercado financeiro continua em
dúvida se fará sentido manter a política cambial após as eleições. (Celso Pinto, do
Conselho Editorial) (pág. 1 e 1-11)
- Países emergentes reduziram a emissão de bônus no mercado, informa
o "Painel S/A". Foram 3,02% desses papéis em janeiro, contra média mensal de
17% até setembro. (pág. 1 e 2-2)
- A organização não-governamental suíça Solidariedade Cristã
Internacional está realizando viagens períodicas ao sul do Sudão para comprar e depois
libertar escravos negros presos por milícia islâmica ligada ao governo do país. Desde
95, ela já comprou 800 pessoas, por US$ 80 cada. (pág. 1 e 1-20)
- As sete novas florestas nacionais (Flonas) criadas na Amazônia por
decreto presidencial, no último dia 2, não acrescentam um só hectare à área de matas
protegidas na região. A criação das Flonas faz parte do "pacote verde"
lançado pelo Governo Fernando Henrique Cardoso como reação aos altos índices de
desmatamento na Amazônia registrados em 95 e 96.
A acusação é do Instituto Sócio-Ambiental (ISA), organização com
sede em São Paulo e especializada em questões amazônicas. Para obter a superfície
compreendida pelas novas Flonas, de 2,62 milhões de hectares, o Governo lançou mão de
áreas militares - já protegidas da exploração predatória - e do perímetro do Projeto
Carajás, que compreende as atividades de mineração da Companhia Vale do Rio Doce
(CVRD). (...) (pág. 1-6)
- Com o fim da aposentadoria integral do funcionalismo público adiada
para depois das eleições, o principal alvo do projeto de reforma da Previdência são os
brasileiros que começaram a trabalhar antes dos 18 anos.
Não há cálculo preciso desse contingente. Atualmente contribuem com
o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) 1,2 milhão de trabalhadores com menos de 20
anos. Não estão incluídos aqui os servidores públicos.
Dos mais de 30 milhões de trabalhadores que já contribuem, o grupo
dos que começaram a trabalhar com menos de 18 anos será o mais prejudicado porque terá
de contribuir por mais tempo até atingir a idade mínima para se aposentar, de 53 anos
para homens e 48 anos para mulheres. A espera extra pode chegar a seis anos. (...) (pág.
1-8)
- O Ministério da Fazenda vai encaminhar ao Congresso Nacional até o
início de maio sua nova proposta de reforma tributária, mas o Governo não pretende que
a votação ocorra ainda neste ano.
O novo texto traz o mesmo modelo tributário que o
secretário-executivo do ministério, Pedro Parente, expôs em setembro do ano passado no
próprio Congresso.
"Não paramos com a reforma tributária", afirmou Parente à
"Folha". "Mas não vamos apresentar nada apressado e descuidado".
(...) (pág. 1-9)
EDITORIAL
"Trânsito, emergência" - Faltam inteligência, técnica,
planejamento e visão de estadista, ou pelo menos um empenho administrativo menos dado ao
marketing político ou ao negocismo, para enfrentar a deterioração, antieconômica e
desumana, de São Paulo. A vida na cidade, cada vez mais intolerável por motivos vários
- crime, sujeira, falta de verde e feiúra -, está se tornando inviável no passo em que
se aproxima o iminente colapso do trânsito. (...) (pág. 1- 2)
COLUNA
(Painel) - FHC está hoje com 40% das intenções de
voto, afirma um interlocutor de Antônio Lavareda, marketeiro que faz pesquisas para o
Planalto. Quem acompanhou o Presidente anteontem em Pernambuco conta que ele não escondia
a satisfação. (pág. 1-4)
O
ESTADO DE SÃO PAULO
- Cresce na Amazônia versão MST da selva
- (Manaus) - A pressão por uma reforma agrária ecológica ganha
intensidade na Amazônia. Sindicalistas, ambientalistas, sertanistas, seringueiros e
organizações não-governamentais começam a praticar uma nova modalidade de disputa
fundiária, cujo objetivo é a desapropriação de áreas para a formação de reservas
florestais destinadas à exploração de recursos naturais por parte de moradores da
selva, que vivem do extrativismo. O Grupo de Trabalho Amazônico (GTA), que surgiu a
partir dessas ambições, há quase seis anos, é integrado por 355 entidades e pode
tranformar-se numa espécie de Movimento dos Sem Terra (MST) das florestas. Em sua última
reunião, sexta-feira, o GTA discutiu os métodos para ampliar as pressões sobre o
Governo federal e levar adiante as desapropriações. Nos planos do Ibama, está a
criação de 16 reservas extrativistas neste ano. Outras áreas podem ganhar essa
condição nos próximos meses, em vários pontos da Amazônia. (pág. 1 e A-14)
- O cálculo da produção industrial, segundo a Secretaria da Fazenda,
mostra que a participação da Grande São Paulo no total do estado caiu de 64,3% em 1980
para 51,79% em 1995. As regiões que mais crescem são as localizadas próximas à
capital. Ainda não há estatísticas dos dois últimos anos, mas o governo estima que o
processo de desconcentração industrial continuou nesse período. "O interior de
São Paulo já deve responder por 51% do PIB do estado", diz o secretário de
Ciência e Tecnologia, Emerson Kapaz. (pág. 1 e B-1)
- Fouad Ajami, especialista em Oriente Médio da Universidade John
Hopkins, em Washington, não tem nenhuma simpatia por Saddam Hussein. No entanto,
desconfia da firmeza de propósito de Clinton em sua confrontação com o ditador e teme
que o ataque prejudique mais os EUA do que o Iraque. Mas acha que já é tarde demais para
ele chamar as tropas de volta. "Clinton foi até o ponto sem volta na esperança,
talvez, de ser poupado, e agora não pode simplesmente esquecer o assunto", afirmou
Ajami ao correspondente Paulo Sotero, em Washington. (pág. 1 e A-16)
- Funcionários da Varig começaram ontem a construir um miniterminal
no hangar da empresa, onde se pretende realizar embarques de passageiros da Ponte Aérea,
no Aeroporto Santos Dumont, no Rio, a partir de terça-feira. Técnicos do Instituto
Carlos Éboli iniciaram perícia para descobrir a causa do incêndio que destruiu o
aeroporto na sexta-feira. O pintor Sansão Pereira, de 72 anos, tentará restaurar dois
painéis pintados na década de 50 pelo artista Cadmo Fausto e que simbolizam a história
da aviação. (pág. 1, C-1 e C-3)
- O economista André Lara Resende, assessor especial do presidente
Fernando Henrique Cardoso, já trabalha no próximo passo a ser dado pelo Governo para
atenuar seus gastos com a Previdência, depois de a reforma ter sido aprovada em primeiro
turno na Câmara. Essa vitória no Congresso, quarta-feira, representou uma grande
conquista de FHC, mas o impacto financeiro sobre as contas públicas ainda será pequeno
nos próximos meses. A essência da reforma só virá com a regulamentação, em 1999,
primeiro ano do eventual segundo mandato de Fernando Henrique. Para levar adiante uma
verdadeira revolução na Previdência, o Governo recorrerá a projetos de lei, sem
precisar propor nova emenda constitucional, que exige três quintos dos votos do Congresso
para aprovação. O ministro da Previdência, Reinhold Stephanes, afirma que as
alterações ocorrem com atraso, pois as despesas da União com os inativos continuam
aumentando: "O setor público não tem solução, as pressões continuarão por mais
dez anos". (pág. 1, A-4 a A- 6)
- Em cinco importantes estados os deputados só voltam a trabalhar
mesmo em março. Apesar de as Assembléias Legislativas de Rio de Janeiro, Minas Gerais,
Bahia, Pernambuco e Espírito Santo reabrirem as portas nesta semana, após o período de
recesso, trabalho de fato só ocorrerá depois do carnaval. Na Bahia, a folia começa na
quarta-feira, dois dias depois de os parlamentares declararem abertas as sessões de 1998,
ano em que o Legislativo vai consumir R$ 54 milhões. (...) (pág. A-7)
- (Maragogi) - O presidente Fernando Henrique Cardoso disse ontem que o
Governo federal se esforçará para enviar até maio ao Congresso o Orçamento Geral da
União deste ano. Dessa forma, Fernando Henrique estaria atendendo a um apelo do
presidente do Congresso, senador Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA), que afirmou ser
difícil aprovar um orçamento depois de junho, quando começa oficialmente o período da
campanha eleitoral e os parlamentares costumam deixar Brasília. (...) (pág. A-8)
- (Rio) - Um recurso de última hora impetrado pelo advogado Felipe
Amodeo no Tribunal de Justiça do Rio garantiu que a fraudadora Jorgina Maria de Freitas
Fernandes se livrasse do presídio comum. Acusada de desviar US$ 112 milhões do Instituto
Nacional da Seguridade Social (INSS), Jorgina desembarcou ontem, às 2h50, na Base Aérea
do Galeão, e seguiu para a Superintendência da Polícia Federal no Rio, onde chegou às
3h35. De lá, por determinação judicial, foi levada, dez minutos depois, para uma cela
individual da Companhia Especial de Trânsito da PM (Ceptran), no centro da cidade. (...)
(pág. A-10)
- O ministro da Reforma Fundiária, Raul Jungmann, disse ontem, em São
Paulo, que o Governo vai apressar seus projetos na área de reforma agrária. Só no
estado de São Paulo, segundo Jungmann, serão assentadas cerca de 1.200 famílias até o
mês de março. "Isso corresponde a 75% do total que havíamos previsto para o ano
inteiro", explicou.
As declarações de Jungmann foram feitas pela manhã, quando instalou
extraordinariamente em São Paulo a sede do ministério que dirige. A mudança
permanecerá até o fim da tarde de hoje, quando Jungmann e sua equipe retornarão a
Brasília. (...) (pág. A-13)
EDITORIAL
"Aprendendo a ser 'global Trader'"- O Brasil começa a
aprender que rótulos são insuficientes para um país tornar-se potência comercial. É
preciso ter uma consistente política de comércio exterior, com clara definição de
prioridades. (pág. 1 e A-3)
COLUNA
(Coluna do Estadão) - O senador José Serra tem
esperanças de ver aprovado seu projeto que reorganiza os serviços de saneamento básico.
Pela proposta, as Assembléias Legislativas decidirão se o poder concedente nas regiões
metropolitanas ficará com o estado ou com o município.
"Não dá para ficar com os municípios porque prefeito algum vai
cuidar, pois seneamento não dá votos nem palanque", diz o senador.
A reação, porém, é grande. (pág. A-6)
O
GLOBO
- Mortes em acidentes de trabalho batem recorde
- Os casos de morte em acidentes de trabalho no Brasil estão crescendo
desde 1993: em 96 morreram 5.538 trabalhadores nas empresas, o que significa uma média de
15 por dia. Foi o maior número registrado nos últimos nove anos e o segundo pior
resultado desde 1972. Especialistas apontam a terceirização excessiva de serviços
essenciais, uso de equipamentos inadequados e a falta de treinamento como causas do
aumento de mortes de trabalhadores no País, o que está na contramão da tendência
mundial de redução de acidentes de trabalho. O número de pessoas aposentadas por
invalidez também cresceu: 25 mil ficaram incapacitadas em 96, contra 5.900 em 94. O valor
das indenizações chegou a R$ 1,19 bilhão, dos quais R$ 396 milhões destinados ao
pagamento de pensões. (pág. 1, 40 a 42)
- As empresas que operam a ponte aérea se queixaram de falta de
infra-estrutura e da confusão no Aeroporto Internacional. No Santos Dumont, atingido por
um incêndio anteontem, funcionários trabalham para improvisar um terminal de
passageiros. (pág. 1 e 34)
- Atraídos pelo carnaval, turistas de diversos países vão deixar na
cidade cerca de R$ 141 milhões, segundo a Associação Brasileira de Agentes de viagem. O
interesse pela festa aparece também nas vendas para o desfile do Grupo Especial, cujos
ingressos estão praticamente esgotados. Na passarela, a disputa por um lugar de destaque
inclui empurrões e brigas a minutos do início do desfile. A Mangueira levará para a
avenida amigos de Chico Buarque, como Zizi Possi, Maria Bethânia, MPB-4 e Nana Caymmi.
(pág. 1 e 15 a 18)
- A comissão do Ministério da Justiça que prepara a reforma do
Código Penal vai decidir quarta-feira se cria um artigo tornando crime o assédio sexual
no Brasil. A proposta causa polêmica entre juristas (inclusive os da comissão),
feministas e parlamentares. Há quem argumente que a criminalização do assédio inibirá
novos relacionamentos e se transformará em instrumento de chantagens. (pág. 2 e 11)
- Um banho e a visita de uma advogada foram os únicos benefícios da
fraudadora Jorgina Maria de Freitas em seu primeiro dia de prisão no Brasil. Ela está
presa, sem privilégios, na Companhia Especial de Trânsito da Polícia Militar (Ceptran),
na Cidade Nova. Nem mesmo a visita de parentes foi permitida. Segundo o major Antônio
Germano, os nomes dos visitantes precisam ser cadastrados, o que deverá acontecer durante
esta semana. Assim, Jorgina só poderá ver parentes, quatro pessoas por dia, nos
próximos sábado e domingo, dias de visita.
Em Alagoas, o presidente Fernando Henrique Cardoso disse que a prisão
de Jorgina é uma prova de que o Brasil mudou: "Roubou, cadeia", disse o
Presidente. (pág. 3)
- O Ministério da Saúde está apostando todas as fichas em três
projetos populares que poderão, em 98, melhorar a situação dos municípios mais pobres
e render frutos políticos para a reeleição do presidente Fernando Henrique Cardoso: o
Piso de Atenção Básica (PAB), pelo qual serão repassados este ano, de forma
equitativa, R$ 2,3 bilhões para ações básicas de saúde, a distribuição de kits de
remédios da Farmácia Básica e o reforço das equipes de agentes comunitários de
saúde. (pág. 5)
- Meses antes da eleição, a equipe econômica já começou a preparar
terreno para um segundo mandato do presidente Fernando Henrique Cardoso. O ministro do
Planejamento, Antônio Kandir, vai contratar um serviço de consultoria para traçar o
cenário de desenvolvimento das regiões brasileiras, apontar os problemas e as principais
obras que devem ser feitas pelo Governo nos próximos cinco anos, o mesmo prazo desse
possível segundo mandato. (pág. 5)
EDITORIAL
"O remédio não serve" - O Brasil sofre de uma doença
grave e precisa urgentemente de um bom remédio. Certos setores voltam a insistir na
adoção da pena de morte, e o secretário de Segurança do Rio, general Nilton Cerqueira,
sugere ao Governo federal a convocação de um plebiscito. Compreende-se o radicalismo,
pois a paciência está no fim, mas a solução recomendada não serve. Países como os
Estados Unidos, onde a Polícia e o Judiciário têm outro perfil, a aplicam
rotineiramente. Em última análise, entretanto, é uma escolha política, uma questão de
foro nacional. Até agora, nenhum estudo científico demonstrou que a ameaça de receber
uma injeção letal, ou uma descarga elétrica, seja suficiente para amedrontar bandidos
perigosos. (...) (pág. 6)
COLUNAS
(Panorama Político - Tereza Cruvinel) - Também em
política não fica bem externar certos desejos. O PFL e o PSDB, por exemplo, são
compelidos a dissimular a torcida que alimentam, no fundo da alma, para que o PMDB não se
decida pelo apoio a Fernando Henrique, embora isso seja do interesse do Presidente. E nem
é só para ter um sócio a menos na partilha do possível futuro governo, mas sobretudo
porque isso liquidaria adversários na disputa eleitoral deste ano. (...) (pág. 2)
(Ricardo Boechat) - O Brasil terá, de novo, "O maior partido do
Ocidente".
Surgirá da fusão do PPB de Paulo Maluf com o PFL de Antônio Carlos
Magalhães, logo após a reeleição de Fernando Henrique Cardoso.
O sonho da neo-Arena é derrotar o PSDB na sucessão presidencial de
2002.
Com a candidatura de Luís Eduardo Magalhães. (pág. 24)
(Swann) - O presidente Fernando Henrique Cardoso e os ministros
Francisco Weffort e Francisco Dornelles vão subir a Serra de Petrópolis, no dia 14 de
março, para a triunfal reinauguração do Palácio de Cristal.
A reestruturação que já está durando quatro meses é feita com os
seiscentos mil reais dos ministérios da Cultura, e da Indústria, Comércio e Turismo.
O palácio é uma réplica do Crystal Palace de Londres, encomendado
pelo Conde D'Eu e presenteado, em 1884, à princesa Isabel. (Segundo Caderno, pág. 3)
CORREIO
BRAZILIENSE
- O que o congresso mudou na sua vida
- Em 39 dias de convocação extraordinária, senadores e deputados
mudaram a cara do País. Mexeram na Previdência, contratos de trabalho, meio ambiente,
servidores, sigilo bancário. (...) (pág. 1, 22 a 24 e Editorial, pág. 29)
- José Roberto Arruda já decidiu: é candidato ao governo do Distrito
Federal. "Minha candidatura não tem retorno", garante o senador tucano. Nem se
o presidente Fernando Henrique Cardoso convidá-lo para ser ministro? "Não. O
Presidente conversou comigo sobre isto. Fizemos uma análise das circunstâncias e
concluímos que não posso deixar de disputar as eleições". (...) (pág. 1 e cad.
Cidades, pág. 3)
ZERO
HORA
- O número de multas aplicadas nas estradas
federais do Rio Grande do Sul em janeiro deste ano diminuiu 38% em comparação às
registradas no mesmo mês de 1997. Em Porto Alegre, a redução nas infrações foi maior:
69% em relação ao mesmo período do ano passado. Nas estradas estaduais, o número de
multas aumentou 18%, principalmente em razão da instalação de pardais (controladores
eletrônicos de velocidade) em três rodovias. (pág. 32 e 33)
MANCHETES
JORNAL DO COMMERCIO
(PE)
- CELPE se prepara para novo dono
ZERO HORA
(RS)
- Rodovias federais têm menos multas
REVISTAS
VEJA
TÍTULO DE
CAPA
- "Fui até humilhado em Hollywood" - Como Bruno Barreto
abriu seu caminho nos EUA e foi indicado para o Oscar com o que é isso companheiro?
Entrevista: Jose Sarney - riscos da profissão
- O ex-presidente lembra os altos e baixos da política e diz que a
campanha de 1998 não será como a de 1994. (pág. 9 a 11)
Primeiro passo - Depois de três anos, Congresso aprova reforma da
Previdência. (pág. 20 a 23)
O SNI de FHC - Como atuam os espiões da SSI e o que será a Abin, o
novo serviço federal de inteligência. (pág. 24 e 25)
Fogo e Ruínas- Incêndio destrói o Aeroporto Santos Dumont e
tumultua a ponte aérea Rio-São Paulo. (pág. 26 e 27)
Falso culpado - Falta de luz no Rio gera debate sobre a
privatização. (pág. 27)
Conversa de surdo - Fernando Henrique recebe Maluf no palácio e
cada um dá uma versão diferente do encontro. (pág. 29)
A escola de todos- Com 91% das crianças matriculadas no 1º Grau, o
desafio é mantê-las estudando. (pág. 68 e 69)
Número inflado - Estatal usa manobra contábil para anunciar lucro
recorde. (pág. 76)
A estrela sobe - Bruno Barreto ganha indicação para o Oscar e diz
que não volta ao Brasil, onde o sucesso "ofende". (pág. 86 a 91)
REVISTAS
ISTOÉ
TÍTULO DE
CAPA
- alcoolismo
A clínica que já tratou oito mil pacientes
O remédio que corta o prazer da bebida
Como pessoas famosas refizeram suas vidas
"Não vou me permitir afundar mais. Estou me tratando".
(João Ubaldo Ribeiro, 57 anos, 13 livros publicados e membro da Academia Brasileira de
Letras)
Reformas coroadas - FHC vence batalhas no Congresso, muda a cara do Estado e agora
terá de fazer o País crescer. (pág. 20 a 23)
Dois presos, duas medidas - Por que a polícia encontra os ladrões da cobertura de
Antônio Carlos mas não recupera os eletrodomésticos de Antônio Costa. (pág. 24)
Caso PC: a um passo do tribunal - Com base em grampo telefônico, Justiça pode mandar
seguranças da família Farias para o banco dos réus. (pág. 31 a 33)
Doce-Amargo regresso
- A classe média volta a contragosto para a escola pública e exige
mais qualidade. (pág. 40 a 44)
Tratamento de choque - Governo multa Light e Cerj pelas falhas no fornecimento de
energia. (pág. 62)
Esforço redobrado - Programa que estimula vendas externas tenta reverter déficit
comercial. (pág. 62)
Como sair da prisão - Uma nova droga, Revia, que reduz o prazer da bebida, e técnicas
eficientes ajudam os alcoólatras que conseguem pedir socorro. (pág. 68 a 73)
Veneno nos ares - Oficiais brasileiros acreditam que Saddam Hussein pode usar armas
becteriológicas contra a aviação americana. (pág. 76)

ATENÇÃO
O Boletim de Acompanhamento Macroeconômico da Secretaria de Política
Econômica, que traz avaliação mensal da conjuntura econômica brasileira (análise e
tendência de preços, salários, juros, balança comercial, contas externas, etc), está
disponível via FTP através do endereço na INTERNET www.fazenda.gov.br,
na área específica de "Publicações". Outras informações atualizadas,
inclusive sobre os resultados do Plano Real, podem ser também obtidas, em português e em
inglês, na página eletrônica do Ministério da Fazenda.
Consulte a homepage da Secretaria de Comunicação Social da
Presidência da República.
O endereço na Internet é www.brasil.gov.br
O telefone para solicitação de publicações é:061-411.4892.
O email da Secretaria de Comunicação Social é: secom@planalto.gov.br |