
15/03/1998
JORNAL DO BRASIL
- Escola já subiu 124% no real
- Os gastos da classe média com educação subiram 124,34% desde o
início do Plano Real, em julho de 1994. O aumento, segundo a Fundação Instituto de
Pesquisas Econômicas (Fipe), da USP, foi quase o dobro da inflação no período, que
ficou em 68,21%. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os
gastos com escolas e livros consomem 3,49% do orçamento familiar, ou 7,49% nas contas do
Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio- Econômicos (Dieese). Na vida
real da classe média, porém, o comprometimento de renda com essa despesa é muito maior.
Os gastos da família vão crescendo junto com as crianças, enquanto, muitas vezes, os
ganhos dos pais vão encolhendo.
O esforço para dar aos filhos uma boa educação chega a levar até
50% da receita familiar. Colégios, cursinhos e universidades no País estão tão caros
que muitas famílias estão mandando os filhos estudar no exterior. A classe média está
descobrindo que esta opção, antes comum só entre os mais ricos, pode sair mais barato
que pagar universidade, transporte, cursos complementares e livros para seus filhos
estudarem no Brasil. (pág. 1 e 27)
- O secretário-geral da Presidência da República, Eduardo Jorge
Caldas, vai deixar o Governo em maio para assumir o comando operacional da campanha do
presidente Fernando Henrique Cardoso. A escolha de Eduardo Jorge, em lugar do ministro
Sérgio Motta - que não se recuperou totalmente dos problemas de saúde para poder
assumir a tarefa e, portanto, ficará no Governo - significa, também, que o presidente
Fernando Henrique resolveu tomar para si as decisões finais sobre rumos e estratégias da
campanha pela reeleição. Eduardo Jorge conta com a confiança e a intimidade do
Presidente. Só não tem ligações ou ascendência sobre os lideranças dos partidos que
vão participar da coligação - PSDB, PFL, PTB, PMDB e PPB. (...) (pág. 3)
- O Governo quer acabar com a isenção da contribuição
previdenciária de 5.000 entidades consideradas filantrópicas. Só em 1997, o INSS deixou
de arrecadar R$ 1,8 bilhão. Para obter a isenção, garantida por lei, as entidades
precisam de certificado do Governo, que usa a burocracia para dificultá-lo e acaba
prejudicando associações assistenciais. (pág. 1 e 12)
- Hoje à tarde, enquanto estiver passeando por vestígios do altivo
ciclo do café brasileiro, na Fazenda São Fernando, em Vassouras, região do Médio
Paraíba Fluminense, o presidente Fernando Henrique Cardoso vai conhecer um Carlos Lacerda
que pouca gente conhece. Ele vai receber de presente o primeiro exemplar da 2ª edição
do folhetim "O Quilombo de Manuel Congo", que narra a saga do líder de um
quilombo na região de Vassouras enforcado há 160 anos. (pág. 3)
- Na pilha de inquéritos criminais contra parlamentares que se acumula
no Congresso, o caso do deputado e empreiteiro Sérgio Naya (sem partido-MG) pode ser o
mais novo e o mais grave, mas não é exceção. Na Câmara, a maioria dos pedidos de
suspensão de imunidade parlamentar requisitados pelo Supremo Tribunal Federal para julgar
deputados por crimes comuns também têm como protagonistas industriais, donos de
construtoras, fabricantes de bebidas, sócios de transportadoras e administradores de
empresas. (pág. 6)
- O preenchimento da cota que garante 25% das candidaturas
parlamentares às mulheres, prevista na Lei Eleitoral, se tornou um desafio para os
partidos. Como o número de pré-candidatas está longe de dar conta de todas as vagas,
pode faltar mulher nas urnas de 4 de outubro. O deputado Roberto Jefferson, presidente do
PTB do Rio, se queixa: "Não temos mulheres. Teremos que inventar". (pág. 1 e
4)
EDITORIAL
"Rigor Mortis" - Todas as guerras de audiência entre
televisões brasileiras resultaram em rebaixamento de nível. Basta ligar o botão e
passear de um canal a outro, nos horários em que eles desfecham suas ofensivas que variam
inevitavelmente do "mundo cão" à batalha dos sexos, passando pela violência,
para constatar que a tevê tupiniquim, em 40 anos de existência, em vez de acumular
experiência sólida, deixou-se levar pela volúpia da disputa sem freios, oportunidade em
que literalmente vale tudo, até mesmo vender a alma, para conquistar alguns pontos. (...)
(pág. 8)
COLUNAS
(Coisas da Política - Dora Kramer) - Numa
sexta-feira plena de inaugurações - escolas, casas populares, reservatório de água,
estradas -, o governador Mário Covas (...) durante todo o dia ouviu apelos para se
candidatar à reeleição e rende-se aos fatos: "O PSDB não se mexe para arranjar um
candidato e agora sou obrigado a reconhecer que está ficando tarde para arrumar um".
Não passa disso, não diz quando nem como será o desenlace. Mas também não é
necessário mais que isso para se ver que o suspense de final mais conhecido da história
está perto de terminar. "Precisa ser ainda em março, pois em 2 de abril é o prazo
das desincompatibilizações. As pessoas precisam se definir". (...) (pág. 2)
(Informe JB - Maurício Dias) - O Governo quer abocanhar mais 30
segundos no horário de propaganda eleitoral na campanha de outubro. Alega que os 30
segundos básicos do PPB valem 60. Sustenta o pedido pelo fato de o PPB ter nascido da
fusão do PPR e do PP, que, pela Lei Eleitoral, teriam direito a 30 segundos cada um.
(pág. 6)
FOLHA
DE SÃO PAULO
- Maluf cai na disputa em São Paulo
- Pesquisa Datafolha indica que a candidatura do ex-prefeito Paulo
Maluf (PPB) ao governo paulista perdeu até oito pontos percentuais em relação à
sondagem anterior, de dezembro.
O motivo provável é a imagem da administração de seu afilhado e
sucessor, Celso Pitta (PPB), considerado o pior entre 11 prefeitos de capitais em pesquisa
feita no final de 97.
Uma das evidências disso é a queda de Maluf na região metropolitana
de São Paulo, onde o ex-prefeito perdeu de oito a dez pontos e foi superado por Francisco
Rossi (PDT) em todos os cenários - em um deles, a diferença chega a sete pontos. Antes,
Maluf liderava com folga. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou
menos. (pág. 1-15 a 1-17)
- O governador de São Paulo, Mário Covas (PSDB), comunicou a
auxiliares que tentará a reeleição, convencido por eles de que não pode entregar o
cargo a Paulo Maluf (PPB).
Em reunião com secretários em sua casa de praia, em Bertioga, Covas
falou que a pressão para se candidatar ficou insuportável e que pode até renunciar para
concorrer sem sofrer acusações de uso da máquina. (pág. 1, e 1-17)
- Vêm aí, se a reeleição colar, dois superministérios acima das
três atuais pastas militares. Além do da Defesa, já previsto, haverá o Ministério da
Coordenação das Agências Reguladoras, versão do Ministério da Infra-Estrutura de
Collor, cujo titular deverá ser Sérgio Motta. (pág. 1 e 1-2)
- O Proger (Programa de Geração de Emprego e Renda) dirigiu menor
volume de recursos às áreas mais necessitadas, informa Mário Cesar Carvalho. O Distrito
Federal, com desemprego de 18,1% em 97, recebeu 0,4% da verba; Porto Alegre teve a 2ª
menor taxa de desocupação, mas o Rio Grande do Sul ficou com 23,24%. O Governo, não vê
distorção. (pág. 1 e Dinheiro)
EDITORIAL
"As duas faces da moeda" - O combate à inflação no
Brasil tem sido muito bem sucedido, uma das grandes realizações do Governo de Fernando
Henrique Cardoso e uma demonstração de competência e criatividade de seus assessores da
área econômica. Não obstante, não se pode dizer que a coerência esteja entre as
virtudes que se podem observar na conduta da política econômica. (...) A política de
estabilização é não apenas previsível como faz da constância das regras que a
orientam o seu fundamento talvez mais sólido. (...) (pág. 1- 2)
COLUNA
- ACM e o PFL identificaram o PMDB como o maior
adversário no Congresso. E, no Executivo, estão empenhados em reduzir a influência
futura dos tucanos Serra e Tasso. Avaliam que, fora Covas, os dois podem ser os inimigos
de Luís Eduardo em 2002.
Quem defender a tese de que o Presidente e o vice deixem o cargo para
evitar acusações de uso da máquina diz que eles podem fazê-lo pouco antes de outubro.
Mas tucanos próximos a FHC não querem nem ouvir a idéia. (pág. 1-4)
O
ESTADO DE SÃO PAULO
- Governadores gastam para mostrar obras
- A cinco meses do horário eleitoral gratuito no rádio e na TV, os
governadores já iniciaram seu horário eleitoral pago, na luta pela reeleição. Não
falta dinheiro para aplicar na publicidade sobre as obras dos governos estaduais. Mais de
R$ 350 milhões deverão ser gastos neste ano nos 26 estados e no Distrito Federal, sob a
aparente intenção de dar informações à população. Só o governador do Rio Grande do
Sul, Antônio Britto (PMDB), entregará aos meios de comunicação, em 98, o total de R$
69 milhões, superando os R$ 67,7 milhões que a Coca-Cola investiu em publicidade em toda
a mídia nacional em 96. Em Roraima, a proporção dos gastos do governador Neudo Campos
(PTB) é de R$ 22,10 por eleitor. (...)
O governador mineiro, Eduardo Azeredo (PSDB), enfrenta dez inquéritos
na Promotoria de Defesa do Patrimônio Público, por publicidade eleitoral. Em São Paulo,
o governador Mário Covas (PSDB) diz que não será candidato, mas tem pela frente
inúmeras inaugurações. (pág. 1 e 12)
- Pesquisa InformEstado mostra que a maioria dos paulistanos prefere o
rodízio municipal ao rodízio estadual, que deve voltar a vigorar de 4 de maio até o fim
de setembro. No rodízio municipal, a restrição vale no chamado centro expandido da
cidade em dois períodos: das 7 às 10 horas e das 17 às 20 horas. No estadual, a
proibição atinge 10 municípios da Grande São Paulo, das 7 às 20 horas. A pesquisa
também indica um aumento na aceitação do rodízio pelos paulistanos. Dos entrevistados,
87% são favoráveis à medida. Na última pesquisa, realizada em setembro, às vésperas
de o rodízio municipal entrar em vigor, a aceitação era de 73%. Apesar da aprovação,
a população, considera a medida um paliativo. (pag. 1 e C1)
- No passado, o Partido Comunista enchia as ruas de Paris com suas
bandeiras vermelhas e suas palavras de ordem. Agora é a vez dos caçadores, que conseguem
reunir em suas manifestações mais de 100 mil pessoas. Eles constituem um verdadeiro
desafio aos partidos políticos, centrais sindicais e associações de direitos humanos. A
França é o país que reúne o maior número de caçadores licenciados em toda a Europa -
1,6 milhão. A economia da caça na França é estimada em quase US$ 3 bilhões, mantendo
25 mil empregos diretos no país. (pág. 1, A20 e A21)
- Ao criar um tribunal militar para condenar e impedir de chegar ao
poder o general reformado Lino Oviedo, do Partido Colorado, o presidente paraguaio, Juan
Carlos Wasmosy, perdeu o prazo para inscrever o candidato de sua preferência, Raúl
Cubas. Agora, Wasmosy tenta uma nova manobra para neutralizar a candidatura de seu rival
que, mesmo condenado a 10 anos de prisão, pode ser eleito. Ele busca uma forma de adiar
as eleições e reabrir os prazos para a inscrição de candidatos. O presidente do
Tribunal Superior de Justiça Eleitoral, Carlos Mojoli, afirmou ao "Estado" que
as eleições são "legalmente inadiáveis". (pág. 1, A30)
EDITORIAL
"Contas públicas transparentes" - Se o déficit das
contas públicas foi um desastre, o debate sobre os critérios de apuração desse
balanço é útil. Trata-se de saber onde o Governo, em seus três níveis, gasta o
dinheiro que toma dos contribuintes. (pág. 1 e A3)
COLUNA
(Coluna do Estadão - Cristiana Lôbo) - Se o
Governo enviar a proposta do Orçamento Geral da União de 1999 ao Congresso um mês antes
do prazo fatal, que é 31 de agosto, o calendário para sua aprovação já estará
adequado ao da campanha eleitoral. Começa a discussão em agosto e a votação final em
novembro, depois das eleições. Mas o presidente do Congresso, senador Antônio Carlos
Magalhães (PFL-BA), quer fixar em 31 de junho o prazo-limite para o envio da proposta
orçamentária ao Congresso, a partir de 1999.
A Receita Federal pode anunciar amanhã ou depois a conclusão de um
processo de investigação em Alagoas envolvendo políticos locais. Desta vez, deputados
estaduais de vários partidos. Em dezembro do ano passado, a Receita Federal investigou e
autuou empresas da família Collor em R$ 5 milhões. (pág. A6)
O
GLOBO
- Favelas do rio crescem até 50 vezes mais que a cidade
- Dados inéditos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE), de 1996, revelam que a população das maiores favelas do Rio está aumentando
até 50 vezes mais rápido que o do município. Enquanto o crescimento na cidade foi de
apenas 1,2%, entre 1991 e 1996, os quatro maiores conjuntos de favelas cariocas incharam
no mesmo período até 69,43%, como é o caso do Complexo da Maré. No Alemão, o aumento
chegou a 35,70% e no Jacarezinho, a 11,02%. "O crescimento das favelas não é mais
consequência da migração de fora. É o empobrecimento que está fazendo aumentar a
população favelada - afirma Gustavo Peres, consultor do IplanRio. (...) (pág. 1 e 16 a
18)
- O Ministério da Educação vai gastar mais da metade do orçamento
do Programa Nacional de Informática na Educação - que instalará cem mil computadores
em seis mil escolas públicas até o fim do ano - no treinamento de 25 mil professores. No
Rio, os 30 primeiros instrutores, que ensinarão os professores a operar os micros, já
estão se preparando para o desafio. (pág. 2 e 15)
- O deputado Sérgio Naya, dono da Sersan, não é o único parlamentar
a figurar na lista de devedores do Governo. Ele tem a companhia de outros colegas de
Legislativo, entre os quais os deputados Wigberto Tartuce (PPB-DF) e Luís Barbosa Alves
(PTB-RR), cujas empresas figuram no Cadastro de Inadimplentes (Cadin). Até o ministro dos
Transportes, Eliseu Padilha, que é deputado, é um antigo devedor do Governo. Desde 95,
uma de suas empresas - a Eliseu Padilha Empreendimentos e Pardicipações - figura no
Cadin, em consequência de dívidas com a Receita Federal. Em janeiro, outra empresa do
ministro - a Eliseu Padilha Construções e Incorporações - entrou no cadastro também
em decorrência de débitos com o Fisco. (pág. 3)
- O secretário José Roberto Mendonça de Barros acha que o pico do
desemprego no País será este mês e a partir daí as taxas cederão. Mas admite que uma
mudança significativa na oferta de empregos só acontecerá com a queda acentuada dos
juros. Para consultores, a taxa do desemprego ainda pode chegar a 9% este ano. No Rio, as
indústrias criarão dez mil vagas. (pág. 1, 37 e Boa Chance)
- As madeireiras da Malásia, que estão começando a operar na
Amazônia, já devastaram enormes florestas em seu país. (pág. 1, 10 a 12 e editorial
"Assassinar o Futuro")
- A entrada do PMDB na coligação que vai sustentar sua campanha à
reeleição deu ao presidente Fernando Henrique Cardoso uma certeza: não poderá subir
nos palanques dos candidatos a governador em praticamente nenhum dos estados do País. Por
isso, já se diz que Fernando Henrique vai optar por uma "campanha"
virtual", através da propaganda na TV e no rádio, para evitar problemas regionais.
Líderes governistas no Congresso sugeriram ao Presidente que ele grave mensagens de apoio
aos candidatos aliados e não apareça nos estados. Vencedor da convenção de domingo
passado, o grupo governista do PMDB já pediu a Fernando Henrique para gravar mensagens
para seus programas na TV. (pág. 4)
- A Fundação Nacional de Saúde (FNS) vai liberar recursos para o Rio
de Janeiro adquirir mais 20 máquinas de pulverização - o chamado fumacê - que serão
usadas no combate ao mosquito transmissor da dengue. Com isso, vai dobrar o número de
máquinas para borrificação dos focos Aedes aegypti no estado. O diretor do Centro
Nacional de Epidemiologia da FNS, Jarbas Barbosa, disse ontem que o recrudescimento dos
casos de dengue no Rio está preocupando o Governo. Jarbas Barbosa admitiu que a doença
voltou com força porque na época da seca, quando cai o número de casos, a população e
o Governo se descuidam. (...) (pág. 34)
- Passada a convenção do PMDB que decidiu apoiar a reeleição do
presidente Fernando Henrique Cardoso, os dissidentes do partido - que mostraram ter quase
metade da legenda - tranformaram-se no mais novo alvo dos candidatos. O próprio Fernando
Henrique já deixou clara sua preocupação com o destino dessa fatia do PMDB e acertou
com os governistas do partido: vai ajudar no que for possível para que eles tragam os
dissidentes para os braços do Governo. (...) (pág. 5)
- O presidente Fernando Henrique Cardoso enviará, em 60 dias, projeto
ao Congresso com mudanças na legislação que concede títulos de entidade de utilidade
pública. O Governo quer acabar com as falsas entidades que nada têm de filantrópicas e
se aproveitam dos títulos para sonegar impostos e importar equipamentos com isenção
fiscal.
Há cinco mil dessas entidades, precariamente fiscalizadas. Um dos
maiores interessados na mudança é o programa Comunidade Solidária, de dona Ruth
Cardoso, que não conseguiu encontrar entre essas entidades muitos parceiros para seus
programas. (pág. 9)
EDITORIAL
"Avanço substancial" - A imunidade parlamentar tem sido
alvo de tantas críticas, ultimamente, que pode até ficar a impressão de que se trata de
um completo abuso - um privilégio sem justificativa criado pelos próprios congressistas
como uma forma de autofavorecimento. No entanto, se as críticas não deixem de ter sua
razão de ser, não é porque a imunidade deva ser extinta, mas porque precisa ser
modificada, pois tem sido invocada para proteger gente que deveria estar sendo processada
criminalmente. (...) (pág. 6)
COLUNAS
(Panorama Político - Tereza Cruvinel) - Sérgio Motta foi o
todo-poderoso na campanha de Fernando Henrique em 1994. Na sexta-feira, o ministro avisou
que não deixará o Governo para coordenar a campanha de reeleição. Que poderá no
máximo, dar palpite de madrugada. É isso mesmo que os demais partidos da aliança
fernandista temem. Que o Presidente fique longe dos conflitos nos estados, enquanto Motta
faz os diabos a favor do PSDB.
Ao anunciar que desta vez ficará fora da campanha, Motta recordou sua
posição estratégica e a privatização do sistema Telebrás, que deve começar em
junho. (...) (pág. 2)
(Ricardo Boechat) - O repentino cancelamento da visita de Marco Maciel
a Oslo, semana passada, deixou sequelas.
Entre outros eventos, ele defenderia a entrega do Nobel de literatura a
um brasileiro, em palestra para membros noruegueses do comitê que concede o prêmio.
Os velhinhos estão até agora esperando uma explicação. (pág. 28)
CORREIO
BRAZILIENSE
- Os dados são de relatório do Batalhão de
Escolta. Somente no ano passado foram registrados quatro assassinatos e outros 368 crimes
de grande porte nas 846 escolas públicas e particulares do Distrito Federal e cidades do
Entorno. Os números confirmam o crescimento da violência. Em 1998, foram 282
ocorrências - e, entre elas, apenas um assassinato. A maioria dos crimes é cometida por
gangues formadas por assaltantes e traficantes que quando não estão nas salas de aula
difundem o terror na porta da escola. Nem professores e diretores escapam à violência.
(...) (pág. 1, Cidades, capa e pág. 2 e 3)
- Os sucessivos movimentos da sociedade e a campanha do Ministério da
Educação para integrar crianças deficientes como as consideradas normais nas escolas
estão dando resultado. No ano passado, o número desses alunos cresceu 68% na rede
pública de ensino do País. Pioneiros nessa experiência, a escola do Sesi em Natal, tem
25 estudantes deficientes em perfeita sintonia com os outros 500. Um exemplo é Gabriel
Piva, 10 anos. Ele não ouve nem fala, mas seu desempenho na sala de aula é igual dos
outros alunos. (pág. 1, 8 e 9)
- De 269 médicos entrevistados durante encontro na cidade de Narwalk,
nos Estados Unidos, 99% não têm dúvida: a fé religiosa de uma pessoa pode ajudá-la a
se recuperar de doenças: cientistas do Laurentian Universaty, no Canadá, o
neuropsicólogo Michael Persinger também está convencido: a fé ativa uma parte do
cérebro que regula o sistema imunológico. (...) (pág. 1 e 14)
ZERO
HORA
- Trinta e um municípios gaúchos são
protagonistas de um feito raro no mundo da política. Unido por um acordo de cavalheiros,
velhos adversários conseguiram a façanha de lançar em suas cidades apenas um candidato
a prefeito nas eleições de 1996. Coligações inimagináveis em outros tempos puseram
fim a antigas picuinhas, facilitando as administrações. Um ano e três meses depois da
posse dos atuais governantes, os rivais permanecem sob o mesmo teto, convictos de que o
consenso trouxe maior credibilidade à administração municipal. A maioria das 31
localidades tem menos de 10 anos de emancipação, exibe uma infra estrutura precária e
está com os cofres raspados. (pág. 6 e 8)
- A hora é agora. A frase, que lembra as palavras de ordem de grupos
de esquerda durante o regime militar, foi repetida inúmeras vezes na última semana por
parlamentares que, há quase três anos, tentam votar no Congresso a lei que altera a
imunidade parlamentar. Senadores e deputados estão decididos a não deixar cair no
esquecimento o desabamento do edifício Palace 2, no Rio de Janeiro. (...) (pág. 12)
- Centenas de pilotos da França e do Brasil participam desde sábado,
em Santa Maria, da Operação Mistral II - a maior manobra já realizada entre militares
de ambos os países. Os exercícios conjuntos, previstos para terminar no dia 20 de
março, envolvem o que há de mais moderno em tecnologia aérea. Mas não só isso. Mais
do que jogos de guerra, os franceses estarão exibindo um bom e caro produto a um cliente
em potencial: o Ministério da Aeronáutica brasileiro. Os céus da região central do
estado servem de cenário para as evoluções do Mirage 2000, jato da Força Aérea
Francesa. Ele é um dos seis aviões favoritos na corrida para o reaparelhamento da Força
Aérea Brasileira - um projeto de renovação de frota que se estenderá até o ano 2010.
(pág. 6)
REVISTAS
VEJA
TÍTULO DE
CAPA
O ratinho que ruge - Quem é o novo fenômeno da TV brasileira
e como ele assusta os concorrentes: Carlos Massa, o
Ratinho,
400.000 reais por mês de salário.
Exclusivo: O mais completo diagnóstico sobre a produtividade
das empresas brasileiras.
O ratinho que ruge- Quem é o novo fenômeno da TV brasileira e como ele assusta os
concorrentes. (pág. 120 e 126)
Cuidado com o já ganhou - O governador tucano diz que a reeleição é mais difícil
do que se pensa, privatização é para pagar obras e demitir marajás é muito
complicado. (Entrevista, Tasso Jereissati) (pág. 9 a 11)
Aliança dura de manobrar - Condomínios de poder têm de agradar a tanta gente que
viram paquidermes imobilizados por contradições. (Opinião, Flávio Pinheiro) (pág. 19)
O candidato que morreu na praia - PMDB apóia a reeleição de FHC e deixa Itamar num
beco sem saída. (pág. 24 e 26)
Suspense petista - Lula jura que não, mas é grande o temor no PT de
que ele renuncie à candidatura. (pág. 28)
Idéias para uma nova arrancada - O mais completo estudo sobre a produtividade
brasileira mostra que o País pode crescer rapidamente. (pág. 108 a 113)
ISTOÉ
TÍTULO DE
CAPA
A vida sem rugas - Do laser à manipulação genética, tratamentos
e novas tecnologias que estão chegando para
aperfeiçoar sua beleza. O fim da calvicie. A
depilação
definitiva. Os novos cosméticos.
O Serjão do PMDB - Com um trabalho intenso nos bastidores, muito dinheiro e cargos
para oferecer, o ministro Eliseu Padilha conquista o PMDB para FHC e vira trator. (pág.
20 a 23)
Lula na gangorra - O candidato do PT não consegue agradar as alas do partido e oscila
emocionalmente diante das críticas. (pág. 30)
A lição de Peterossi- Tenente-coronel da PM escancara o que todos sabem: prisão no
Brasil é coisa para preto, pobre e prostituta. (pág. 34)
Confesso que venci - O ex-ditador Augusto Pinochet chora ao aposentar a farda, vira
senador vitalício e vai continuar sendo a pedra no caminho da democracia chilena. (pág.
100 a 102)

ATENÇÃO
O Boletim de Acompanhamento Macroeconômico da Secretaria de Política
Econômica, que traz avaliação mensal da conjuntura econômica brasileira (análise e
tendência de preços, salários, juros, balança comercial, contas externas, etc), está
disponível via FTP através do endereço na INTERNET www.fazenda.gov.br,
na área específica de "Publicações". Outras informações atualizadas,
inclusive sobre os resultados do Plano Real, podem ser também obtidas, em português e em
inglês, na página eletrônica do Ministério da Fazenda.
Consulte a homepage da Secretaria de Comunicação Social da
Presidência da República.
O endereço na Internet é www.brasil.gov.br
O telefone para solicitação de publicações é:061-411.4892.
O email da Secretaria de Comunicação Social é: secom@planalto.gov.br |