15/03/1998

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JORNAL DO BRASIL

- Escola já subiu 124% no real

- Os gastos da classe média com educação subiram 124,34% desde o início do Plano Real, em julho de 1994. O aumento, segundo a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), da USP, foi quase o dobro da inflação no período, que ficou em 68,21%. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os gastos com escolas e livros consomem 3,49% do orçamento familiar, ou 7,49% nas contas do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio- Econômicos (Dieese). Na vida real da classe média, porém, o comprometimento de renda com essa despesa é muito maior. Os gastos da família vão crescendo junto com as crianças, enquanto, muitas vezes, os ganhos dos pais vão encolhendo.

O esforço para dar aos filhos uma boa educação chega a levar até 50% da receita familiar. Colégios, cursinhos e universidades no País estão tão caros que muitas famílias estão mandando os filhos estudar no exterior. A classe média está descobrindo que esta opção, antes comum só entre os mais ricos, pode sair mais barato que pagar universidade, transporte, cursos complementares e livros para seus filhos estudarem no Brasil. (pág. 1 e 27)

- O secretário-geral da Presidência da República, Eduardo Jorge Caldas, vai deixar o Governo em maio para assumir o comando operacional da campanha do presidente Fernando Henrique Cardoso. A escolha de Eduardo Jorge, em lugar do ministro Sérgio Motta - que não se recuperou totalmente dos problemas de saúde para poder assumir a tarefa e, portanto, ficará no Governo - significa, também, que o presidente Fernando Henrique resolveu tomar para si as decisões finais sobre rumos e estratégias da campanha pela reeleição. Eduardo Jorge conta com a confiança e a intimidade do Presidente. Só não tem ligações ou ascendência sobre os lideranças dos partidos que vão participar da coligação - PSDB, PFL, PTB, PMDB e PPB. (...) (pág. 3)

- O Governo quer acabar com a isenção da contribuição previdenciária de 5.000 entidades consideradas filantrópicas. Só em 1997, o INSS deixou de arrecadar R$ 1,8 bilhão. Para obter a isenção, garantida por lei, as entidades precisam de certificado do Governo, que usa a burocracia para dificultá-lo e acaba prejudicando associações assistenciais. (pág. 1 e 12)

- Hoje à tarde, enquanto estiver passeando por vestígios do altivo ciclo do café brasileiro, na Fazenda São Fernando, em Vassouras, região do Médio Paraíba Fluminense, o presidente Fernando Henrique Cardoso vai conhecer um Carlos Lacerda que pouca gente conhece. Ele vai receber de presente o primeiro exemplar da 2ª edição do folhetim "O Quilombo de Manuel Congo", que narra a saga do líder de um quilombo na região de Vassouras enforcado há 160 anos. (pág. 3)

- Na pilha de inquéritos criminais contra parlamentares que se acumula no Congresso, o caso do deputado e empreiteiro Sérgio Naya (sem partido-MG) pode ser o mais novo e o mais grave, mas não é exceção. Na Câmara, a maioria dos pedidos de suspensão de imunidade parlamentar requisitados pelo Supremo Tribunal Federal para julgar deputados por crimes comuns também têm como protagonistas industriais, donos de construtoras, fabricantes de bebidas, sócios de transportadoras e administradores de empresas. (pág. 6)

- O preenchimento da cota que garante 25% das candidaturas parlamentares às mulheres, prevista na Lei Eleitoral, se tornou um desafio para os partidos. Como o número de pré-candidatas está longe de dar conta de todas as vagas, pode faltar mulher nas urnas de 4 de outubro. O deputado Roberto Jefferson, presidente do PTB do Rio, se queixa: "Não temos mulheres. Teremos que inventar". (pág. 1 e 4)

EDITORIAL

"Rigor Mortis" - Todas as guerras de audiência entre televisões brasileiras resultaram em rebaixamento de nível. Basta ligar o botão e passear de um canal a outro, nos horários em que eles desfecham suas ofensivas que variam inevitavelmente do "mundo cão" à batalha dos sexos, passando pela violência, para constatar que a tevê tupiniquim, em 40 anos de existência, em vez de acumular experiência sólida, deixou-se levar pela volúpia da disputa sem freios, oportunidade em que literalmente vale tudo, até mesmo vender a alma, para conquistar alguns pontos. (...) (pág. 8)

COLUNAS

(Coisas da Política - Dora Kramer) - Numa sexta-feira plena de inaugurações - escolas, casas populares, reservatório de água, estradas -, o governador Mário Covas (...) durante todo o dia ouviu apelos para se candidatar à reeleição e rende-se aos fatos: "O PSDB não se mexe para arranjar um candidato e agora sou obrigado a reconhecer que está ficando tarde para arrumar um". Não passa disso, não diz quando nem como será o desenlace. Mas também não é necessário mais que isso para se ver que o suspense de final mais conhecido da história está perto de terminar. "Precisa ser ainda em março, pois em 2 de abril é o prazo das desincompatibilizações. As pessoas precisam se definir". (...) (pág. 2)

(Informe JB - Maurício Dias) - O Governo quer abocanhar mais 30 segundos no horário de propaganda eleitoral na campanha de outubro. Alega que os 30 segundos básicos do PPB valem 60. Sustenta o pedido pelo fato de o PPB ter nascido da fusão do PPR e do PP, que, pela Lei Eleitoral, teriam direito a 30 segundos cada um. (pág. 6)

FOLHA DE SÃO PAULO

- Maluf cai na disputa em São Paulo

- Pesquisa Datafolha indica que a candidatura do ex-prefeito Paulo Maluf (PPB) ao governo paulista perdeu até oito pontos percentuais em relação à sondagem anterior, de dezembro.

O motivo provável é a imagem da administração de seu afilhado e sucessor, Celso Pitta (PPB), considerado o pior entre 11 prefeitos de capitais em pesquisa feita no final de 97.

Uma das evidências disso é a queda de Maluf na região metropolitana de São Paulo, onde o ex-prefeito perdeu de oito a dez pontos e foi superado por Francisco Rossi (PDT) em todos os cenários - em um deles, a diferença chega a sete pontos. Antes, Maluf liderava com folga. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou menos. (pág. 1-15 a 1-17)

- O governador de São Paulo, Mário Covas (PSDB), comunicou a auxiliares que tentará a reeleição, convencido por eles de que não pode entregar o cargo a Paulo Maluf (PPB).

Em reunião com secretários em sua casa de praia, em Bertioga, Covas falou que a pressão para se candidatar ficou insuportável e que pode até renunciar para concorrer sem sofrer acusações de uso da máquina. (pág. 1, e 1-17)

- Vêm aí, se a reeleição colar, dois superministérios acima das três atuais pastas militares. Além do da Defesa, já previsto, haverá o Ministério da Coordenação das Agências Reguladoras, versão do Ministério da Infra-Estrutura de Collor, cujo titular deverá ser Sérgio Motta. (pág. 1 e 1-2)

- O Proger (Programa de Geração de Emprego e Renda) dirigiu menor volume de recursos às áreas mais necessitadas, informa Mário Cesar Carvalho. O Distrito Federal, com desemprego de 18,1% em 97, recebeu 0,4% da verba; Porto Alegre teve a 2ª menor taxa de desocupação, mas o Rio Grande do Sul ficou com 23,24%. O Governo, não vê distorção. (pág. 1 e Dinheiro)

EDITORIAL

"As duas faces da moeda" - O combate à inflação no Brasil tem sido muito bem sucedido, uma das grandes realizações do Governo de Fernando Henrique Cardoso e uma demonstração de competência e criatividade de seus assessores da área econômica. Não obstante, não se pode dizer que a coerência esteja entre as virtudes que se podem observar na conduta da política econômica. (...) A política de estabilização é não apenas previsível como faz da constância das regras que a orientam o seu fundamento talvez mais sólido. (...) (pág. 1- 2)

COLUNA

- ACM e o PFL identificaram o PMDB como o maior adversário no Congresso. E, no Executivo, estão empenhados em reduzir a influência futura dos tucanos Serra e Tasso. Avaliam que, fora Covas, os dois podem ser os inimigos de Luís Eduardo em 2002.

Quem defender a tese de que o Presidente e o vice deixem o cargo para evitar acusações de uso da máquina diz que eles podem fazê-lo pouco antes de outubro.

Mas tucanos próximos a FHC não querem nem ouvir a idéia. (pág. 1-4)

O ESTADO DE SÃO PAULO

- Governadores gastam para mostrar obras

- A cinco meses do horário eleitoral gratuito no rádio e na TV, os governadores já iniciaram seu horário eleitoral pago, na luta pela reeleição. Não falta dinheiro para aplicar na publicidade sobre as obras dos governos estaduais. Mais de R$ 350 milhões deverão ser gastos neste ano nos 26 estados e no Distrito Federal, sob a aparente intenção de dar informações à população. Só o governador do Rio Grande do Sul, Antônio Britto (PMDB), entregará aos meios de comunicação, em 98, o total de R$ 69 milhões, superando os R$ 67,7 milhões que a Coca-Cola investiu em publicidade em toda a mídia nacional em 96. Em Roraima, a proporção dos gastos do governador Neudo Campos (PTB) é de R$ 22,10 por eleitor. (...)

O governador mineiro, Eduardo Azeredo (PSDB), enfrenta dez inquéritos na Promotoria de Defesa do Patrimônio Público, por publicidade eleitoral. Em São Paulo, o governador Mário Covas (PSDB) diz que não será candidato, mas tem pela frente inúmeras inaugurações. (pág. 1 e 12)

- Pesquisa InformEstado mostra que a maioria dos paulistanos prefere o rodízio municipal ao rodízio estadual, que deve voltar a vigorar de 4 de maio até o fim de setembro. No rodízio municipal, a restrição vale no chamado centro expandido da cidade em dois períodos: das 7 às 10 horas e das 17 às 20 horas. No estadual, a proibição atinge 10 municípios da Grande São Paulo, das 7 às 20 horas. A pesquisa também indica um aumento na aceitação do rodízio pelos paulistanos. Dos entrevistados, 87% são favoráveis à medida. Na última pesquisa, realizada em setembro, às vésperas de o rodízio municipal entrar em vigor, a aceitação era de 73%. Apesar da aprovação, a população, considera a medida um paliativo. (pag. 1 e C1)

- No passado, o Partido Comunista enchia as ruas de Paris com suas bandeiras vermelhas e suas palavras de ordem. Agora é a vez dos caçadores, que conseguem reunir em suas manifestações mais de 100 mil pessoas. Eles constituem um verdadeiro desafio aos partidos políticos, centrais sindicais e associações de direitos humanos. A França é o país que reúne o maior número de caçadores licenciados em toda a Europa - 1,6 milhão. A economia da caça na França é estimada em quase US$ 3 bilhões, mantendo 25 mil empregos diretos no país. (pág. 1, A20 e A21)

- Ao criar um tribunal militar para condenar e impedir de chegar ao poder o general reformado Lino Oviedo, do Partido Colorado, o presidente paraguaio, Juan Carlos Wasmosy, perdeu o prazo para inscrever o candidato de sua preferência, Raúl Cubas. Agora, Wasmosy tenta uma nova manobra para neutralizar a candidatura de seu rival que, mesmo condenado a 10 anos de prisão, pode ser eleito. Ele busca uma forma de adiar as eleições e reabrir os prazos para a inscrição de candidatos. O presidente do Tribunal Superior de Justiça Eleitoral, Carlos Mojoli, afirmou ao "Estado" que as eleições são "legalmente inadiáveis". (pág. 1, A30)

EDITORIAL

"Contas públicas transparentes" - Se o déficit das contas públicas foi um desastre, o debate sobre os critérios de apuração desse balanço é útil. Trata-se de saber onde o Governo, em seus três níveis, gasta o dinheiro que toma dos contribuintes. (pág. 1 e A3)

COLUNA

(Coluna do Estadão - Cristiana Lôbo) - Se o Governo enviar a proposta do Orçamento Geral da União de 1999 ao Congresso um mês antes do prazo fatal, que é 31 de agosto, o calendário para sua aprovação já estará adequado ao da campanha eleitoral. Começa a discussão em agosto e a votação final em novembro, depois das eleições. Mas o presidente do Congresso, senador Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA), quer fixar em 31 de junho o prazo-limite para o envio da proposta orçamentária ao Congresso, a partir de 1999.

A Receita Federal pode anunciar amanhã ou depois a conclusão de um processo de investigação em Alagoas envolvendo políticos locais. Desta vez, deputados estaduais de vários partidos. Em dezembro do ano passado, a Receita Federal investigou e autuou empresas da família Collor em R$ 5 milhões. (pág. A6)

O GLOBO

- Favelas do rio crescem até 50 vezes mais que a cidade

- Dados inéditos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 1996, revelam que a população das maiores favelas do Rio está aumentando até 50 vezes mais rápido que o do município. Enquanto o crescimento na cidade foi de apenas 1,2%, entre 1991 e 1996, os quatro maiores conjuntos de favelas cariocas incharam no mesmo período até 69,43%, como é o caso do Complexo da Maré. No Alemão, o aumento chegou a 35,70% e no Jacarezinho, a 11,02%. "O crescimento das favelas não é mais consequência da migração de fora. É o empobrecimento que está fazendo aumentar a população favelada - afirma Gustavo Peres, consultor do IplanRio. (...) (pág. 1 e 16 a 18)

- O Ministério da Educação vai gastar mais da metade do orçamento do Programa Nacional de Informática na Educação - que instalará cem mil computadores em seis mil escolas públicas até o fim do ano - no treinamento de 25 mil professores. No Rio, os 30 primeiros instrutores, que ensinarão os professores a operar os micros, já estão se preparando para o desafio. (pág. 2 e 15)

- O deputado Sérgio Naya, dono da Sersan, não é o único parlamentar a figurar na lista de devedores do Governo. Ele tem a companhia de outros colegas de Legislativo, entre os quais os deputados Wigberto Tartuce (PPB-DF) e Luís Barbosa Alves (PTB-RR), cujas empresas figuram no Cadastro de Inadimplentes (Cadin). Até o ministro dos Transportes, Eliseu Padilha, que é deputado, é um antigo devedor do Governo. Desde 95, uma de suas empresas - a Eliseu Padilha Empreendimentos e Pardicipações - figura no Cadin, em consequência de dívidas com a Receita Federal. Em janeiro, outra empresa do ministro - a Eliseu Padilha Construções e Incorporações - entrou no cadastro também em decorrência de débitos com o Fisco. (pág. 3)

- O secretário José Roberto Mendonça de Barros acha que o pico do desemprego no País será este mês e a partir daí as taxas cederão. Mas admite que uma mudança significativa na oferta de empregos só acontecerá com a queda acentuada dos juros. Para consultores, a taxa do desemprego ainda pode chegar a 9% este ano. No Rio, as indústrias criarão dez mil vagas. (pág. 1, 37 e Boa Chance)

- As madeireiras da Malásia, que estão começando a operar na Amazônia, já devastaram enormes florestas em seu país. (pág. 1, 10 a 12 e editorial "Assassinar o Futuro")

- A entrada do PMDB na coligação que vai sustentar sua campanha à reeleição deu ao presidente Fernando Henrique Cardoso uma certeza: não poderá subir nos palanques dos candidatos a governador em praticamente nenhum dos estados do País. Por isso, já se diz que Fernando Henrique vai optar por uma "campanha" virtual", através da propaganda na TV e no rádio, para evitar problemas regionais. Líderes governistas no Congresso sugeriram ao Presidente que ele grave mensagens de apoio aos candidatos aliados e não apareça nos estados. Vencedor da convenção de domingo passado, o grupo governista do PMDB já pediu a Fernando Henrique para gravar mensagens para seus programas na TV. (pág. 4)

- A Fundação Nacional de Saúde (FNS) vai liberar recursos para o Rio de Janeiro adquirir mais 20 máquinas de pulverização - o chamado fumacê - que serão usadas no combate ao mosquito transmissor da dengue. Com isso, vai dobrar o número de máquinas para borrificação dos focos Aedes aegypti no estado. O diretor do Centro Nacional de Epidemiologia da FNS, Jarbas Barbosa, disse ontem que o recrudescimento dos casos de dengue no Rio está preocupando o Governo. Jarbas Barbosa admitiu que a doença voltou com força porque na época da seca, quando cai o número de casos, a população e o Governo se descuidam. (...) (pág. 34)

- Passada a convenção do PMDB que decidiu apoiar a reeleição do presidente Fernando Henrique Cardoso, os dissidentes do partido - que mostraram ter quase metade da legenda - tranformaram-se no mais novo alvo dos candidatos. O próprio Fernando Henrique já deixou clara sua preocupação com o destino dessa fatia do PMDB e acertou com os governistas do partido: vai ajudar no que for possível para que eles tragam os dissidentes para os braços do Governo. (...) (pág. 5)

- O presidente Fernando Henrique Cardoso enviará, em 60 dias, projeto ao Congresso com mudanças na legislação que concede títulos de entidade de utilidade pública. O Governo quer acabar com as falsas entidades que nada têm de filantrópicas e se aproveitam dos títulos para sonegar impostos e importar equipamentos com isenção fiscal.

Há cinco mil dessas entidades, precariamente fiscalizadas. Um dos maiores interessados na mudança é o programa Comunidade Solidária, de dona Ruth Cardoso, que não conseguiu encontrar entre essas entidades muitos parceiros para seus programas. (pág. 9)

EDITORIAL

"Avanço substancial" - A imunidade parlamentar tem sido alvo de tantas críticas, ultimamente, que pode até ficar a impressão de que se trata de um completo abuso - um privilégio sem justificativa criado pelos próprios congressistas como uma forma de autofavorecimento. No entanto, se as críticas não deixem de ter sua razão de ser, não é porque a imunidade deva ser extinta, mas porque precisa ser modificada, pois tem sido invocada para proteger gente que deveria estar sendo processada criminalmente. (...) (pág. 6)

COLUNAS

(Panorama Político - Tereza Cruvinel) - Sérgio Motta foi o todo-poderoso na campanha de Fernando Henrique em 1994. Na sexta-feira, o ministro avisou que não deixará o Governo para coordenar a campanha de reeleição. Que poderá no máximo, dar palpite de madrugada. É isso mesmo que os demais partidos da aliança fernandista temem. Que o Presidente fique longe dos conflitos nos estados, enquanto Motta faz os diabos a favor do PSDB.

Ao anunciar que desta vez ficará fora da campanha, Motta recordou sua posição estratégica e a privatização do sistema Telebrás, que deve começar em junho. (...) (pág. 2)

(Ricardo Boechat) - O repentino cancelamento da visita de Marco Maciel a Oslo, semana passada, deixou sequelas.

Entre outros eventos, ele defenderia a entrega do Nobel de literatura a um brasileiro, em palestra para membros noruegueses do comitê que concede o prêmio.

Os velhinhos estão até agora esperando uma explicação. (pág. 28)

CORREIO BRAZILIENSE

- Os dados são de relatório do Batalhão de Escolta. Somente no ano passado foram registrados quatro assassinatos e outros 368 crimes de grande porte nas 846 escolas públicas e particulares do Distrito Federal e cidades do Entorno. Os números confirmam o crescimento da violência. Em 1998, foram 282 ocorrências - e, entre elas, apenas um assassinato. A maioria dos crimes é cometida por gangues formadas por assaltantes e traficantes que quando não estão nas salas de aula difundem o terror na porta da escola. Nem professores e diretores escapam à violência. (...) (pág. 1, Cidades, capa e pág. 2 e 3)

- Os sucessivos movimentos da sociedade e a campanha do Ministério da Educação para integrar crianças deficientes como as consideradas normais nas escolas estão dando resultado. No ano passado, o número desses alunos cresceu 68% na rede pública de ensino do País. Pioneiros nessa experiência, a escola do Sesi em Natal, tem 25 estudantes deficientes em perfeita sintonia com os outros 500. Um exemplo é Gabriel Piva, 10 anos. Ele não ouve nem fala, mas seu desempenho na sala de aula é igual dos outros alunos. (pág. 1, 8 e 9)

- De 269 médicos entrevistados durante encontro na cidade de Narwalk, nos Estados Unidos, 99% não têm dúvida: a fé religiosa de uma pessoa pode ajudá-la a se recuperar de doenças: cientistas do Laurentian Universaty, no Canadá, o neuropsicólogo Michael Persinger também está convencido: a fé ativa uma parte do cérebro que regula o sistema imunológico. (...) (pág. 1 e 14)

ZERO HORA

- Trinta e um municípios gaúchos são protagonistas de um feito raro no mundo da política. Unido por um acordo de cavalheiros, velhos adversários conseguiram a façanha de lançar em suas cidades apenas um candidato a prefeito nas eleições de 1996. Coligações inimagináveis em outros tempos puseram fim a antigas picuinhas, facilitando as administrações. Um ano e três meses depois da posse dos atuais governantes, os rivais permanecem sob o mesmo teto, convictos de que o consenso trouxe maior credibilidade à administração municipal. A maioria das 31 localidades tem menos de 10 anos de emancipação, exibe uma infra estrutura precária e está com os cofres raspados. (pág. 6 e 8)

- A hora é agora. A frase, que lembra as palavras de ordem de grupos de esquerda durante o regime militar, foi repetida inúmeras vezes na última semana por parlamentares que, há quase três anos, tentam votar no Congresso a lei que altera a imunidade parlamentar. Senadores e deputados estão decididos a não deixar cair no esquecimento o desabamento do edifício Palace 2, no Rio de Janeiro. (...) (pág. 12)

- Centenas de pilotos da França e do Brasil participam desde sábado, em Santa Maria, da Operação Mistral II - a maior manobra já realizada entre militares de ambos os países. Os exercícios conjuntos, previstos para terminar no dia 20 de março, envolvem o que há de mais moderno em tecnologia aérea. Mas não só isso. Mais do que jogos de guerra, os franceses estarão exibindo um bom e caro produto a um cliente em potencial: o Ministério da Aeronáutica brasileiro. Os céus da região central do estado servem de cenário para as evoluções do Mirage 2000, jato da Força Aérea Francesa. Ele é um dos seis aviões favoritos na corrida para o reaparelhamento da Força Aérea Brasileira - um projeto de renovação de frota que se estenderá até o ano 2010. (pág. 6)

REVISTAS

VEJA

TÍTULO DE CAPA

O ratinho que ruge - Quem é o novo fenômeno da TV brasileira

e como ele assusta os concorrentes: Carlos Massa, o Ratinho,

400.000 reais por mês de salário.

Exclusivo: O mais completo diagnóstico sobre a produtividade

das empresas brasileiras.

O ratinho que ruge- Quem é o novo fenômeno da TV brasileira e como ele assusta os concorrentes. (pág. 120 e 126)

Cuidado com o já ganhou - O governador tucano diz que a reeleição é mais difícil do que se pensa, privatização é para pagar obras e demitir marajás é muito complicado. (Entrevista, Tasso Jereissati) (pág. 9 a 11)

Aliança dura de manobrar - Condomínios de poder têm de agradar a tanta gente que viram paquidermes imobilizados por contradições. (Opinião, Flávio Pinheiro) (pág. 19)

O candidato que morreu na praia - PMDB apóia a reeleição de FHC e deixa Itamar num beco sem saída. (pág. 24 e 26)

Suspense petista - Lula jura que não, mas é grande o temor no PT de que ele renuncie à candidatura. (pág. 28)

Idéias para uma nova arrancada - O mais completo estudo sobre a produtividade brasileira mostra que o País pode crescer rapidamente. (pág. 108 a 113)

ISTOÉ

TÍTULO DE CAPA

A vida sem rugas - Do laser à manipulação genética, tratamentos e novas tecnologias que estão chegando para

aperfeiçoar sua beleza. O fim da calvicie. A depilação

definitiva. Os novos cosméticos.

O Serjão do PMDB - Com um trabalho intenso nos bastidores, muito dinheiro e cargos para oferecer, o ministro Eliseu Padilha conquista o PMDB para FHC e vira trator. (pág. 20 a 23)

Lula na gangorra - O candidato do PT não consegue agradar as alas do partido e oscila emocionalmente diante das críticas. (pág. 30)

A lição de Peterossi- Tenente-coronel da PM escancara o que todos sabem: prisão no Brasil é coisa para preto, pobre e prostituta. (pág. 34)

Confesso que venci - O ex-ditador Augusto Pinochet chora ao aposentar a farda, vira senador vitalício e vai continuar sendo a pedra no caminho da democracia chilena. (pág. 100 a 102)


ATENÇÃO

O Boletim de Acompanhamento Macroeconômico da Secretaria de Política Econômica, que traz avaliação mensal da conjuntura econômica brasileira (análise e tendência de preços, salários, juros, balança comercial, contas externas, etc), está disponível via FTP através do endereço na INTERNET www.fazenda.gov.br, na área específica de "Publicações". Outras informações atualizadas, inclusive sobre os resultados do Plano Real, podem ser também obtidas, em português e em inglês, na página eletrônica do Ministério da Fazenda.

Consulte a homepage da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.

O endereço na Internet é www.brasil.gov.br

O telefone para solicitação de publicações é:061-411.4892.

O email da Secretaria de Comunicação Social é: secom@planalto.gov.br