
22/08/1998
JORNAL DO BRASIL
- Pânico nas bolsas do mundo
- O mundo reviveu ontem a crise financeira de outubro e novembro do ano
passado. O agravamento da situação na Rússia, aliado à má repercussão dos ataques
americanos a supostos alvos terroristas, à inércia do governo japonês para dar resposta
à recessão e ao medo do contágio nos mercados latino- americanos, provocou um onda de
quedas nas bolsas de valores em todos os continentes. Da Ásia à América Latina, as
quedas foram violentas. Em Frankfurt, a bolsa fechou em 5,92%. O peso mexicano atingiu
ontem o nível mais baixo de sua história. No Brasil, a Bolsa de São Paulo chegou a cair
10% e houve interrupção do pregão.
O Banco Central vendeu R$ 1 bilhão em títulos para acalmar o mercado.
Mesmo com a intervenção, o índice Bovespa fechou em queda de 2,85%. A saída de
dólares do País foi de mais de US$ 2 bilhões. No mês, a fuga de capitais já é de US$
6,3 bilhões. O Governo descartou a adoção de medidas emergenciais. (pág. 1, 13 a 17,
editorial, pág. 8 e Informe Econômico, pág, 15)
- Os Estados Unidos temem pagar preço alto por sua ofensiva de
quinta-feira contra supostos alvos terroristas no Sudão e no Afeganistão. Todos os
aeroportos do País adotaram medidas extraordinárias de segurança. Funcionários
públicos e americanos no exterior, especialmente ligados às companhias de petróleo,
foram alertados de que devem informar qualquer movimento suspeito. Os ataques teriam
matado 18 pessoas no Afeganistão e ferido 10 no Sudão, cujo governo pediu uma reunião
do Conselho de Segurança da ONU, que será realizada segunda-feira. Diante da comunidade
internacional, o governo americano justificouu o ataque com o artigo 51 da Carta das
Nações Unidas, que permite aos países agirem em autodefesa em caso de perigo iminente.
A Rússia criticou o bombardeio, qualificando-o de "indecente". Nos países
muçulmanos, houve manifestações de rua contra os EUA. (pág. 1, 10, 11 e editorial,
pág. 8)
- O presidente Fernando Henrique criticou a qualidade dos programas
eleitorais e garantiu ontem que, se for reeleito, vai propor uma reforma política que
crie o voto distrital misto, a fidelidade partidária e o financiamento público das
campanhas. Em Minas, Lula pediu aos empresários que se rebelem contra a política
econômica do governo. O PT desistiu do branco na campanha. (pág. 1, 3 e 4)
- Os sinais dados pelo Governo de que baixará medidas de ajuste fiscal
após as eleições levaram o candidato a presidente Ciro Gomes (PPS-PL-PAN) a voltar a
bater duro no presidente Fernando Henrique Cardoso, ontem, no Rio. Na condição de
ex-ministro da Fazenda que ajudou a gerir o Plano Real, Ciro acusou o Governo de ter
perdido o pudor, ao adiar mudanças na economia para evitar desgaste eleitoral.
"Quebraram o Brasil e estão anunciando que vão ter que dar cabo a essa quebradeira
do País depois da eleição", condenou. (...) (pág. 2)
- (São Paulo) - A direção nacional do Movimento dos Trabalhadores
Rurais Sem Terra (MST) recebeu as críticas da presidente da Comunidade Solidária, dona
Ruth Cardoso, à ação de seus militantes no Nordeste como parte de uma estratégia do
Governo para jogar a população contra os que lutam pela reforma agrária. "Como
não consegue combater as consequências da seca, o Governo busca um bode expiatório para
encombrir sua incompetência", reagiu um dos coordenadores nacionais do movimento,
Egídio Brunetto. (...) (pág. 5)
COTAÇÕES
- Salário mínimo (agosto): R$ 130,00. Dólar
comercial: R$ 1,1745 (compra), R$ 1,1753 (venda). Dólar paralelo: R$ 1,200 (compra), R$
1,220 (venda). Dólar turismo: R$ 1,1771 (compra), R$ 1,1779 (venda). TR do dia 22.07 a
22.08: 0,5190%. TBF do dia 20.08 a 20.09: 1,4334%. (pág. 1)
EDITORIAL
"A coisa certa" - O altíssimo índice de aprovação,
dentro e fora dos EUA, ao bombardeio de redutos terroristas no Afeganistão e no Sudão,
mostra que os povos do mundo reprovam o terrorismo que age sem poupar vítimas inocentes.
Considerou- se que a explosão das embaixadas americanas, na Tanzânia e no Quênia, com
seu cortejo de 257 mortos e 5 mil feridos, foi um ato abominável exatamente por não
escolher as vítimas entre civis ou militares, portanto passível de represália.
Afora a reprovação óbvia dos países árabes e o
muxoxo do presidente russo Boris Yeltsin, que se queixou de não ter sido avisado com
antecedência, os países do mundo ocidental aceitaram as explicações dos EUA, repetindo
de alguma maneira o alinhamento do início da década quando o Iraque invadiu o Kuwait e
foi instado pela ONU a se retirar por bem ou por mal. (...) (pág. 8)
COLUNAS
(Coisas da Política - Dora Kramer) - Que o Poder
Judiciário precisa passar por uma profunda reforma não é novidade. Quanto a isso há
consenso social, político e institucional, que é reforçado quando se assiste a dois
descalabros como os ocorridos nesta semana: Sérgio Naya e Fernando Collor, ambos cassados
pelo Congresso, atuando livres, leves e soltos pela vida braileira como se nada devessem
à lei.
São apenas símbolos diante da enormidade de problemas que o cidadão
enfrenta cotidianamente no trato com a instituição em tese existente para defender os
mais fracos de abusos, sejam eles produzidos pelo Estado ou pelo poder privado. Servem, no
entanto, como evidência de que alguma coisa está errada, muitas coisas precisam mudar.
Tal necessidade torna-se ainda mais premente diante do fato de que o
Judiciário é o único dos três poderes até agora intocado pelas mudanças que
aconteceram no País da redemocratização até hoje. Os outros dois, Executivo e
Legislativo, já iniciaram - tocados pelas exigências da sociedade - seus processos de
adaptação aos tempos de um Brasil mais exigente e vigilante. (...) (pág. 2)
(Informe JB - Maurício Dias) - O governador do Rio, Marcello Alencar,
procurou e localizou o ministro da Saúde, José Serra, ontem, na Bahia.
Por telefone Marcello bloqueou novas demissões e nomeações para a
direção dos hospitais federais do Rio, sobre os quais Serra começou um trabalho de
saneamento.
"O ministro e eu temos o maior entrosamento. Compartilho da
preocupação dele com as indicações que, em muitos casos, são feitas com objetivos
duvidosos. Mas ele não confirmou nada", diz Marcello.
Mas o governador não ligou para Serra motivado por boato. Ele tomou
conhecimento de que, na quinta-feira, circulou no ministério as portarias com três
nomeações. (...)
Antônio Carlos Magalhães faz segunda-feira o talk-show de Fernando
Henrique.
Embora a campanha de FH fuja da emoção, ACM irá dar o tom. "Ele
não vai dizer coisas mornas", garante um assessor.
Os shoppings do Rio estão dando dor de cabeça ao ministro da
Previdência, Waldeck Ornellas.
Sob pressão, o Ilba Plaza cedeu e vai abrigar um dos postos do
Programa de Atendimento Integrado do INSS, criado por Ornellas.
Mas os shoppings Rio Sul e Gávea indeferiram o pedido do ministro.
(pág. 6)
FOLHA
DE SÃO PAULO
- Mercados caem e bovespa chega a parar
- O mercado financeiro do Brasil viveu ontem o dia mais nervoso desde o
auge da crise asiática, em outubro, em razão da desconfiança externa em relação à
América Latina.
Em São Paulo, o pregão da Bolsa chegou a ser interrompido pelo
sistema anticrash ao cair 10%. Acabou fechando em baixa de 2,85%. A recuperação se deu
em parte após intervenção do Governo nos mercados de ações e de câmbio - só ontem,
calcula-se que US$ 2 bilhões podem ter saído do País.
No mercado de dólar comercial, segundo os analistas, o Banco do Brasil
pode ter vendido até US$ 800 milhões. O BB teria atuado ainda no mercado futuro de
câmbio. Já o Banco Central leiloou R$ 1 bilhão em títulos cambiais. Os titulos da
dívida externa brasileira caíram para 55,63% do valor de face. Os juros que pagam sobre
títulos dos EUA - que indicam o risco Brasil - pularam para 11,76 pontos percentuais, o
maior salto desde a crise mexicana - 95.
O temor em relação aos emergentes latino-americanos ajudou a provocar
queda de quase 1% na Bolsa de Nova York. Na Venezuela, a Bolsa caiu 8,43% e teve o seu
pior desempenho em pontos desde 96. Na Argentina, o pregão encerrou sua pior semana desde
a crise mexicana. Fechou em queda de 7,83%, mas chegou a cair 10%. Já o peso mexicano
atingiu a cotação mais baixa de sua história em relação ao dólar.
Na Europa, praticamente todas as Bolsas caíram. Em Madri, as ações
de empresas presentes na América Latina foram as mais afetadas. Registraram queda os
bancos Bilbao Vizcaya e Santander, a seguradora Mapfre e a Telefónica - um dos maiores
vencedores do leilão da Telebrás. (pág. 1 e cad. Dinheiro)
- O Governo se dispõe a usar até US$ 30 bilhões das reservas
internacionais para conter eventual ataque especulativo ao real antes das eleições.
Em junho, as reservas acumulavam mais de US$ 70 bilhões, quase US$ 10
bilhões a mais do que no início da crise asiática de outubro passado, que levou o
Governo a dobrar os juros. (pág. 1 e cad. Esp. pág. 3)
- A privatização da Gerasul (geradora de energia da Eletrobrás no
Sul do País) foi adiada para o próximo dia 15. A empresa tinha sua venda prevista para o
dia 1º de setembro.
Segundo o BNDES, o leilão foi adiado para que os investidores tenham
mais tempo para conhecer as normas da transação.
O presidente da Eletrobrás, Firmino Sampaio, nega que o adiamento
tenha relação com a queda registrada nas principais Bolsas do mundo. (pág. 1 e 1-4)
- O Sudão vai pedir à ONU que investigue se sua indústria
farmacêutica atacada anteontem pelos EUA fabricava armas químicas, conforme acusa o
governo norte- americano.
A ação dos EUA contra Sudão e Afeganistão, em resposta a atentados
contra duas embaixadas do país na África, teve apoio de cerca de dois terços dos norte-
americanos, diz pesquisa divulgada ontem.
No Afeganistão, versões divergentes apontam entre 11 e 21 mortes em
consequência do bombardeio. Segundo fontes sudanesas, cerca de 300 pessoas teriam
desaparecido após o ataque. (pág. 1, 1-10 e 1-12)
- O presidente russo, Boris Yeltsin, declarou estar
"ultrajado" com as ações dos EUA. Ele qualificou de "indecente" o
comportamento americano.
França e Itália apoiaram os EUA, mas pediram o uso de meios
diplomáticos. No Oriente Médio, a reação foi hostil a Washington. (pág. 1 e 1-12)
- O governador de Santa Catarina, Paulo Afonso Vieira ((PMDB), afirmou
que não vai decretar intevenção estadual em Florianópolis e em dois municípios do
interior, cujos processos foram abertos esta semana pelo TJE (Tribunal de Justiça do
Estado). (...) (pag. 1-4)
- O Governo vai criar a partir da próxima semana um novo tipo de
licitação com prazo de validade de um ano e que permitirá aos diversos órgãos
públicos do Governo federal comprarem de um mesmo fornecedor. (...) (pág. 1-9)
- Planos brasileiros de reduzir o fluxo de água das cataratas do
Iguaçu por até dois meses para encher a represa provocaram indignação na vizinha
Argentina, que teme danos ao meio ambiente e ao turismo na região. (...) (pág. 1-9)
EDITORIAL
"Guerra fiscal na eleição" - Como não poderia deixar de
ser, o tema do desemprego foi um dos principais alvos dos candidatos que estrearam seus
programas eleitorais na TV. Em São Paulo, o assunto foi abordado de maneira muito
semelhante por dois candidatos de oposição ao governo estadual, Paulo Maluf (PPB) e
Orestes Quércia (PMDB). (...) (pág. 1-2)
COLUNA
(Painel) - Para Michel Temer (Câmara), a queda
mundial das Bolsas ontem não atrapalhará a reeleição de FHC por falta de tempo, devido
à proximidade do pleito. Acha ainda que "o Presidente enfrentou bem a crise da Ásia
e tem condições de vencer outra".
Indagado a respeito de eventual mudança na linha de TV de FHC por
conta da queda mundial das Bolsas ontem, o publicitário Nizan Guanaes - DM9 - disse:
"Isso é coisa do Governo".
A ação de Covas contra o uso pelos candidatos a governador do tempo
de TV de deputados evitou uma crise na campanha de Maluf. Candidatos a deputado do PFL só
não entraram na Justiça contra o pepebista porque o tucano fez isso por eles. (...)
(pág. 1-4)
O
ESTADO DE SÃO PAULO
- Crise financeira agrava-se no mundo
- O mercado financeiro do mundo voltou a tremer ontem, lembrando o
"outubro negro" de 1997. Houve quedas em bolsas de valores asiáticas e logo
depois na Europa, com impacto também na América. O temor da possibilidade de a crise da
Rússia ter chegado à América Latina ajudou a derrubar também moedas de países
emergentes. Autoridades monetárias governamentais precisaram intervir nos mercdos
cambiais para evitar uma situação ainda pior. Os juros tiveram baixa recorde nos Estados
Unidos, obrigando os investidores a buscar segurança nos títulos do Tesouro.
A Bolsa de Nova York, apresentou queda de 0,9%. Os reflexos da crise
russa e de antigos problemas da Ásia pressionaram o bolívar venezuelano e atingiram o
peso mexicano, que sofreu baixa recorde ante o dólar americano: chegou a 9,74% por
dólar. A Venezuela aumentou a minibanda de flutuação do bolívar, de 1,28% para 7,5%.
A Bolsa de Frankfurt registrou sua maior queda num só dia, 5,92%. A
Bolsa de Moscou acusou baixa de 5,6%. Em São Paulo, momentos de pânico atingiram o
pregão da Bovespa, que foi suspenso quando a queda chegou a 10%. Na reabertura, houve
estabilização e a Bolsa acabou fechando em baixa de 2,85%.
O presidente Fernando Henrique Cardoso disse que o País não pretende
mexer nas taxas internas de juros. Nos demais países latino-americanos, as bolsas também
registraram quedas consideráveis: Buenos Aires, 9,3%; Caracas, 8,4% Santiago do Chile,
2,7% e Cidade do México, 2,45%. A tensão pode voltar segunda-feira. (pág. 1 e B-1)
- Um dia depois do ataque dos EUA com mísseis contra o Afeganistão e
o Sudão, o secretário de Defesa americano, William Cohen, afirmou que Washington não
descarta a possibilidade de voltar a atacar instalações suspeitas de abrigar atividades
terroristas. Ao mesmo tempo, Mohammad Omar, líder supremo da milícia fundamentalista
islâmica Taleban, que controla quase todo o território afegão, advertiu que se vingará
dos ataques.
O governo sudanês também anunciou que não deixará impune uma
eventual nova ofensiva. Cerca de dois terços dos americanos, os principais líderes da
oposição republicana e os governos dos países tradicionalmente aliados dos EUA
aceitaram as razões apresentadas pelo presidente Bill Clinton para a ação militar, mas
o presidente russo, Boris Yeltsin, não disfarçou sua indignação, qualificando os
bombardeios de "indecentes". (pág. 1, A-20, A-22 e A-23)
EDITORIAL
"Sexta-feira negra" - É provável que o pânico nos
mercados financeiros não perdure, mas é preciso examinar com realismo os perigos que o
Brasil pode enfrentar. A queda constante das bolsas dos EUA pode trazer graves
consequências para todo o mundo. (pág. 1 e A-3)
COLUNA
(Coluna do Estadão) - Agentes de saúde do
Comunidade Solidária em Mato Grosso do Sul vão ter de esperar mais um pouco por novos
jalecos de trabalho.
Um lote de 862 jalecos doados pela Abifarma ao Comunidade Solidária
foi levado por larápios num assalto a um caminhão de carga que saiu de São Paulo na
última semana com destino ao estado.
Delfim Netto, crítico implacável da política de câmbio, não aposta
um centavo em adoção de medidas de ajuste fiscal antes das eleições. "Depois
virão as mesmas de sempre: aumento de impostos e 'apenas promessa` de redução dos
gastos". (pág. -A-9)
O
GLOBO
- Brasil perde 2,1 bi em dia de crise nas bolsas do mundo
- O Brasil passou ontem pela maior turbulência desde a crise da Ásia,
em outubro do ano passado. Os pregões nas bolsas do País foram interrompidos por 30
minutos, quando a queda do índice de lucratividade da Bolsa de São Paulo chegou a 10%.
Foi a primeira vez que o mecanismo para evitar a derrubada das bolsas foi acionado no
País desde o começo da crise internacional.
A paralisação dos negócios surtiu o efeito desejado: no início da
tarde as bolsas brasileiras começaram a se recuperar, fechando em baixa de apenas 2,85%
em São Paulo e 3,78%, no Rio. Somente ontem, saíram do País US$ 2,1 bilhões, elevando
para US$ 5,6 bilhões o total de perdas nas reservas internacionais no mês de agosto. Os
títulos da dívida externa brasileira mais negociados no exterior, os C-Bonds, fecharam
ontem a 55,5% do seu valor nominal. Na véspera, a cotação desses títulos era de 61%.
Praticamente todas as bolsas do mundo fecharam em queda, mais acentuada nos países da
América Latina. O Governo garantiu que não haverá mudanças nas taxas de juros. (pág.
1, 23 a 29 e editorial, pag. 6)
- Sob aparato de 70 policiais militares e 20 homens da PF, estudantes,
funcionários e professores da UFRJ saíram ontem da reitoria da universidade, após 44
dias de ocupação em protesto contra a nomeação do reitor José Henrique Vilhena,
terceiro colocado em consulta interna. Os estudantes só quiseram sair com a preença da
polícia, que fez um cordão de isolamento para que eles pudessem atravessar o hall da
reitoria e descer as escadas para o primeiro andar do prédio. Eles queriam que ficasse
marcado que Vilhena só chegou ao gabinete por ação da polícia. A retirada, realizada
por determinação da PF, foi pacífica e ao final os estudantes cantaram o Hino Nacional.
Estudantes e servidores dizem não reconhecer a autoridade do reitor mas os decanos, na
maioria contra a nomeação, pretendem acatar suas decisões. (pág. 1 e 10)
- Cristovam Buarque (PT) subiu seis pontos na última semana e já
ameaça a liderança de Joaquim Roriz (PMDB) na disputa pelo governo do Distrito Federal.
Cristovamm está agora com 33%, contra 36% de Roriz, que cresceu dois pontos. Esta é a
principal novidade da pesquisa Ibope/TV Globo/O Globo, realizada entre os dias 15 e 18 de
agosto, ouvindo 600 eleitores em todo do Distrito Federal. José Roberto Arruda (PSDB) vem
em terceiro lugar, com 13%. Pretendem votar nulo ou em branco 5% dos entrevistados e não
sabem ou não opinaram 11%. Os demais candidatos, somados, têm cerca de 2%. (...) (pág.
9)
- Um grupo de 30 crianças de uma escola pública teve ontem uma aula
diferente: diante de uma televisão, aprenderam a importância da preservação da Mata
Atlântica, a maior área de biodiversidade do planeta, que vem sendo devastada desde o
descobrimento do Brasil. Dos 1,2 milhão de quilômetros quadrados, restam menos de 90
mil. (...) (pág. 12)
- Num telefonema à rede de TV ABC, um porta-voz do terrorista Osama
bin Laden ameaçou ontem se vingar dos EUA pelos ataques ao Sudão e ao Afeganistão, que
enfureceram o mundo islâmico. Os EUA reforçaram a segurança interna. Segundo pesquisas,
a maioria absoluta dos americanos aprovou a iniciativa do presidente Clinton, que ontem
retomou suas férias em Martha's Vineyard. O presidente da Rússia, Bóris Yeltsin, chamou
os ataques de indecentes. (pág. 1 e 36 a 39)
- (Brasília e Uberaba, MG) - Nem bem a propaganda eleitoral no rádio
e na TV começou e já está temperando o discurso dos candidatos. Ontem, enquanto o
presidente Fernando Henrique Cardoso criticava, em Brasília, o que chamou de
"bobagens vergonhosas" ditas por adversários, em Minas o candidato Luiz Inácio
Lula da Silva ironizava a primeira-dama Ruth Cardoso, que na véspera assegurava na TV que
o Governo está destinando recursos para o social. Para o candidato do PT, dona Ruth
"está achando que as famílias de banqueiros que receberam ajuda do Governo através
do Proer são indigentes". (...) (pág. 3)
- O Instituto Nacional do Câncer (Inca) começará este ano a testar
uma nova vacina contra a forma mais mortal do câncer de pele. A vacina estimula o
próprio organismo a destruir as células do tumor. A partir de amanhã, os maiores
especialistas do mundo estarão reunidos no Rio para participar do 17º Congresso Mundial
de Câncer, promovido pelo Inca. (pág. 1 e 40)
- (Brasília e São Paulo) - O Governo está disposto a ocupar o
Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST). Com apoio do Palácio do Planalto, o
presidente em exercício da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, está
tentando cooptar o mais simbólico integrante do MST, José Rainha Júnior. (...) (pág.
4)
EDITORIAL
"Apostar na lógica" - Os mercados financeiros são
vulneráveis a momentos de alta volatilidade - e extrema volubilidade. Não existem hoje
mecanismos capazes de impedir o movimento dos capitais que se aproveitem de situações de
risco, explorando o clima de instabilidade.
Não há apenas perdedores quando os preços flutuam
nos pregões. Existem ganhadores. Portanto, nos momentos em que falta explicação
racional para o comportamento das cotações, os mais prudentes procuram manter a calma e
esperar o fim do estouro da boiada. (...) (pág. 6)
COLUNAS
(Panorama Político - Tereza Cruvinel) - O PT não
perdeu a calma com a última pesquisa O Globo/TV Globo/Ibope, a que mais nitidamente
aponta a possibilidade FH vencer no primeiro turno. Com 44% de preferência, contra 21% de
LULA, o Presidente abre 14 pontos percentuais de frente sobre o conjunto dos adversários.
Luiz Gushiken, coordenador da campanha de Lula, diz que a pesquisa mostrou FH em seu teto
e Lula no fundo do poço, do qual começará a sair agora. (...) (pág. 2)
(Ricardo Boechat) - O comando da campanha do PSDB tranquilizou o TSE,
ontem.
Esclareceu ao Tribunal que o cantor que animará o comício de Fernando
Henrique Cardoso em Nova Iguaçu dia 29, mediante cachê, não é o mesmo que gravará um
depoimento para o programa eleitoral do candidato na TV.
Um é o baiano Netinho, astro do axé. Outro é o carioca Netinho,
astro do pagode.
Só o primeiro receberá cachê.
Um detalhe intrigou membros da OAB e da CNBB aos quais Lula entregou,
esta semana, um dossiê rebatendo as suspeitas de maracutaia na compra de seu apartamento
em São Paulo.
O candidato pediu que o documento fosse mantido em sigilo. Ninguém
entendeu o porquê do mistério. (pág. 14)
CORREIO
BRAZILIENSE
- Dia de pânico nas bolsas de valores
- As principais bolsas de valores do mundo viveram ontem um dia de
queda como não se via desde a crise de outubro de 1997 provocada por desarranjo
financeiro dos países asiáticos. Na bolsa paulista, o pregão chegou a ser suspenso às
12h34, depois de uma queda de 10%. No final do dia, a bolsa fechou em baixa de 2,85%.
(...)
O efeito cascata acabou batendo à porta dos chamados países
emergentes. Pior para o Brasil, que viu o título da dívida externa de maior liquidez
fechar o dia com um valor 7,85% menor que o da quinta-feira. O Governo interveio comprando
ações por meio do BNDESpar. O Banco do Brasil especulou com o dólar para proteger o
Real, perdendo US$ 2,1 bilhões. Só este mês, o País já queimou US$ 5,6 bilhões das
reservas internacionais. (pág. 1 e 14 a 18)
- Anthony Garotinho (PDT) surpreendeu na corrida pelo governo do Rio,
revela a pesquisa Diários Associados/Vox Populi. Ele abriu 14 pontos sobre César Maia
(PFL). No Paraná, Jaime Lerner também está 12 pontos à frente de Roberto Requião. Em
Santa Catarina, Espiridião Amin pode vencer com folga no primeiro turno. (pág. 1, 10 e
11)
- Estudo publicado nos Estados Unidos alerta: a pílula contra a
impotência traz riscos também para quem não toma remédio à base de nitrato.
Hipertensos que usam mais de um medicamento devem evitar o Viagra. (pág. 1 e 12)
JORNAL
DE BRASÍLIA
- A segunda versão do Programa Brasil em Ação
será anunciada nesta terça-feira. O presidente Fernando Henrique Cardoso fez questão de
ser o mestre de cerimônia e vai comparecer pessoalmente ao Ministério do Planejamento
para falar sobre os 18 projetos incluídos no programa. Os números ainda estavam sendo
fechados ontem, mas falava-se em gastos federais de pelo menos R$ 600 milhões. Os
projetos vão contar ainda com financiamento de organismos internacionais e empresas
privadas. Estradas, ferrovias, gasodutos, treinamento de mão-de-obra e um laboratório de
biotecnologia na Amazônia estão na lista. Todas das regiões do País estão
contempladas. (pág. 1 e cad. Sim/Não, pág. 3)
- As concorrências públicas entram na era virtual. Decreto assinado
pelo presidente Fernando Henrique cria a licitação por registro de preço. O Governo
abre uma concorrência para ver quem pode fornecer um produto ao menor preço. Todos os
órgãos públicos federais passam a comprar de quem venceu. Além de mais transparência,
a licitação eletrônica permitirá aposentar 192 comissões de licitação espalhadas
pela administração federal. "É uma revolução", comemora a ministra Cláudia
Costin. (pág. 1 e 2)
ZERO
HORA
- O mercado financeiro voltou ontem a desafiar os
nervos - e a lógica - de investidores ao redor do globo. Como há um ano, no Sudeste da
Ásia, as bolsas de valores despencaram, as moedas derreteram e os juros apontaram para o
céu. No Brasil, a sexta-feira foi especialmente dramática. Desta vez, porém, o crash
não livrou nem os centenários pregões europeus, sinônimos de estabilidade. O pânico
foi amenizado pela relativa recuperação dos preços da bolsa em Wall Street. A Bolsa de
Valores de São Paulo (Bovespa), a principal do País, chegou a desabar mais de 10%. Os
negócios foram interrompidos às 12h34, para evitar um desastre. No final do dia, parte
das perdas foram recuperadas. A Bovespa fechou com 2,85% de queda. (pág. 4 a 7)
- A 3ª Turma do Tribunal Regional Federal (TRF) da 4ª Região
confirmou ontem a inclusão como dependente no Plano de Assistência Médica Suplementar
(Pams) da Caixa Econômica Federal e na Fundação dos Economiários Federais (Funcef) do
companheiro de um servidor homossexual aposentado da Caixa e titular do plano. Os dois
são portadores do vírus HIV, o que, inclusive, provocou a aposentadoria do bancário. A
sentença é inédita no País. A decisão foi tomada por unanimidade. (pág. 21)
CORREIO
DO POVO
- As Bolsas de Valores de São Paulo e do Rio
viveram momentos de pânico ontem e, pela primeira vez no ano, precisaram acionar o
mecanismo de circuit breaker, interrompendo os pregões tão logo a desvalorização
atingiu 10%. A parada nos negócios, que não acontecia desde o auge da crise asiática em
outubro passado, ocorreu às 12h34 em São Paulo e às 12h35 no Rio. À tarde, o mercado
reagiu e os índices foram se recuperando progressivamente, fechando em baixa de 2,85%
(São Paulo) e 3,78 (Rio). A desconfiança da comunidade financeira internacional em
relação aos mercados emergentes derrubou as Bolsas de todo o mundo e os títulos da
dívida externa de países com o Brasil. (...) (capa)
- A crise financeira internacional não vai alterar as taxas de juros
nem provocar a adoção de medidas emergenciais no Brasil, afirmou ontem o porta-voz-
adjunto da Presidência, Georges Lamaziére. "Não estamos estudando nenhuma
medida". Segundo ele, o presidente Fernando Henrique Cardoso acredita que não há
razão para mexer nos juros e nenhuma possibilidade de se rever o cronograma de pagamento
da dívida externa brasileira. "O Presidente nem considera pensar na hipótese de
moratória". Para o Governo, a queda dos C-Bonds é reflexo da grande liquidez desses
papéis. "A turbulência mundial das bolsas não é expressão da preocupação de
investidores externos com os fundamentos da economia brasileira, que são hoje ainda mais
sólidos do que eram na ocasião da eclosão da crise asiática", disse o porta-voz,
repetindo a declaração do ministro da Fazenda, Pedro Malan, que havia sido divulgada
meia hora antes. (capa)
MANCHETES
ESTADO DE MINAS
- Bolsas em queda livre
HOJE EM DIA
(MG)
- Crise não muda juro, diz FH
JORNAL DO
COMMERCIO (PE)
- EUA ameaçam novos ataques a terroristas
CORREIO DO
POVO (RS)
- Pânico nas bolsas
ZERO HORA
(RS)
- Queda nas bolsas assusta o mundo
O DIA (RJ)
- INSS revê concessão de benefícios
TELEJORNAIS
RECORRD-JORNAL
DA RECORD-19H20
- Lula responsabiliza o governo pela queda nas bolsas de valores. O
candidato passou o dia no Triângulo Mineiro. Em Uberlândia, participou de protestos e
disse que a crise econômica acontece porque o governo teria optado por abrir a economia
para o capital especulativo.
- No Rio, o candidato Ciro Gomes acusou o presidente Fernando Henrique
de promover uma quebradeira no país e agora prometer ajuste fiscal para depois das
eleições. Criticou o Banco Central por usar as reservas cambiais, defendendo que
reservas devem ser guardadas. Disse ainda que retira sua candidatura para apoiar o
presidente, se o governo federal adotar medidas concretas contra o desemprego.
- O presidente-candidato Fernando Henrique recebeu com festa o apoio de
sindicalistas e cobrou de empresários responsabilidade no combate ao desemprego. Mais de
mil sindicalistas da CGT, Força Sindical e Social Democracia Sindical vieram à Brasília
declarar apoio à candidatura de Fernando Henrique Cardoso. Eles também apresentaram
propostas que querem ver incluídas no plano de governo do presidente reeleito, entre
elas, o financiamento para pequenos negócios como forma de combater o desemprego. Os
sindicalistas vieram em caravanas e se hospedaram em hotéis, tudo pago pelo comitê de
campanha.
- Depois de 43 dias termina a ocupação da reitoria da Universidade
Federal do Rio de Janeiro. Funcionários e alunos deixaram o local com a chegada da
polícia. Os manifestantes fizeram um ato de protesto ao reitor José Henrique Vilhena,
nomeado pelo governo.
- A propósito do ataque norte-americano a países da África, o
Itamaraty divulgou nota oficial em que afirma que o governo brasileiro é contra o
terrorismo.
BANDEIRANTES-JORNAL
DA BAND-20H
- A grave crise econômica que explodiu na Rússa contaminou o resto do
mundo e atingiu com força o Brasil. A Bolsa de Valores de São Paulo fechou em baixa de
quase 3%. Antes, chegou a cair mais de 10%, o que provocou uma suspensão dos negócios.
É a primeira vez que isso acontece desde outubro do ano passado, quando a crise se
agravou na Ásia.
- O governo brasileiro teve de intervir de novo no mercado para evitar
um ataque ao Real. Os títulos da dívida externa, que revelam a confiança dos
investidores estrangeiros, caíram ao ponto mais baixo de toda a história. O governo
brasileiro teve de comprar títulos para sustentar os preços. O governo também teve que
vender dólares para defender o Real. O Brasil nunca esteve tão perto de um ataque
especulativo como o que houve no ano passado.
Uma onda de desvalorização varreu as bolsas de todo o mundo. A Bolsa
de São Paulo viveu um dia de pânico. O mecanismo automático que interrompe o Pregão
para evitar uma quebradeira, teve que disparar. A Bovespa caiu 10%, a maior queda deste
ano. Na Bolsa de Nova Iorque, os investidores também ficaram intranquilos com o ataque
norte-americano às supostas bases terroristas no Sudão e no Afeganistão. O clima de
insegurança atingiu todo o mercado financeiro. Subiram as taxas de juros e a cotação do
dólar. O governo interveio no mercado comprando ações. E a Bolsa apresentou sinais de
recuperação. No final da tarde, fechou com queda de 2,85%.
- Por causa da crise, grandes corretoras norte-americanas estão
recomendando aos investidores que não comprem ações de bancos latino-americanos. Para
elas, a crise reflete uma crescente perda de confiança nos chamados países emergentes,
como Brasil, México e Rússia. Em Brasília, o porta-voz da Presidência da República
disse que não há a menor possibilidade de o Brasil decretar moratória.
- Dois bilhões de dólares deixaram o Brasil nessa sexta-feira,
segundo cálculos de profissionais do mercado financeiro. É a maior fuga de dólares num
único dia, desde outubro do ano passado, pior dia da crise. O Banco Central vendeu um
bilhão de títulos corrigidos pelo dólar. Foi um recado para o mercado financeiro de que
o governo não pretendia desvalorizar o Real. De acordo com os bancos privados que atuam
nessa área, o governo teria entrado no mercado vendendo dólares por intermédio dos
bancos oficiais e, com isso, impediu que o preço do dólar subisse.
- O Jornal da Band fez outra tentativa de esclarecer a origem do cheque
de R$ 10 mil que surgiu na conta de Luiz Inácio Lula da Silva. Ao usar o direito de
defesa no Jornal da Band, Lula disse que todos os documentos do carro tinham sido enviados
à Ordem dos Advogados do Brasil, à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e ao
Tribubnal Superior Eleitoral. A OAB e a CNBB não permitiram o acesso aos documentos por
serem de caráter reservado. No TSE, só o presidente Ilmar Galvão pode entregar, mas ele
viajou. O PT proibiu a Rede Bandeirantes de participar da coletiva que o advogado de Lula,
José Roberto Pizza, deu em São Paulo para mostrar os documentos.
- Mil líderes sindicais participam em Brasília de um ato em apoio ao
candidato Fernando Henrique. O PSDB pagou parte das despesas mas não diz quanto gastou. O
presidente defendeu o financiamento público das campanhas eleitorais, para depois que ele
for reeleito.
- O PSDB cobra e caro dos candidatos do partido. Essa é a reclamação
de um candidato a deputado federal, Marcelo Turra, no Rio de Janeiro. Ele disse que pagou
pela vaga e também para aparecer no horário eleitoral gratuito.
- Estudantes deixam a reitoria da Universidade Federal do Rio de
Janeiro. O reitor, agora, vai poder trabalhar. Primeiro, foram dois oficiais de Justiça
para fazer cumprir a ordem judicial. Os estudantes não saíram. Quando chegou a policia,
os estudantes não resistiram. Depois de 45 dias de briga, o reitor José Vilhena pode,
agora, assumir o posto.
- O Ministério da Previdência demite o coordenador do programa
Bolsa-Criança em Sergipe, Paulo Chagas. Segundo o Ministério, ele foi responsável pelo
atraso na liberação de recursos para bolsas de estudo. Por isso, centenas de crianças
abandonaram a escola. Também em Sergipe, a Polícia Federal abriu inquérito para
investigar porque políticos em campanha eleitoral usaram ônibus escolar.
- O escândalo das fraudes de remédios provoca uma queda de 15% nas
vendas. A indústria farmacêutica estuda medidas de segurança para reconquistar os
consumidores.
- Os Estados Unidos anunciam "estado de alerta máximo" e
reforçam a segurança das embaixadas em todo o mundo. Grupos islâmicos, revoltados com
os bombardeios na quinta-feira ao Sudão e ao Afeganistão, prometem vingança. Os ataques
norte- americanos mataram 26 pessoas no Afeganistão e um número ainda desconhecido no
Sudão. Mas não atingiram o alvo principal, o milionário saudita Osama Bin Laden, que os
Estados acusam de financiar o terrorismo internacional. Em Brasília, o Itamaraty
distribuiu uma nota oficial para dizer que é contra o terrrorismo.
GLOBO-JORNAL
NACIONAL-20H
- Estudantes e funcinários da Universidade Federal do Rio de Janeiro
são retirados do prédio da reitoria depois de uma ocupação que durou 43 dias. Foi um
protesto contra a nomeação do reitor José Henrique Vilhena.
- Péssima sexta-feira para as bolsas de valores. O investidor
americano se assustou com o sobe-desce das ações e procurou se proteger, comprando
títulos do governo. O resultado foi queda na bolsa de Nova Iorque. A Bolsa de São Paulo
fechou com uma queda de 2,85%.
- Operadores da Receita Federal fazem operação-padrão em várias
cidades brasileiras e as cargas se acumulam pelos portos do país. A liberação das
cargas leva até três dias. No Rio, só estão sendo liberados alimentos e medicamentos.

ATENÇÃO
O Boletim de Acompanhamento Macroeconômico da Secretaria de Política
Econômica, que traz avaliação mensal da conjuntura econômica brasileira (análise e
tendência de preços, salários, juros, balança comercial, contas externas, etc), está
disponível via FTP através do endereço na INTERNET www.fazenda.gov.br,
na área específica de "Publicações". Outras informações atualizadas,
inclusive sobre os resultados do Plano Real, podem ser também obtidas, em português e em
inglês, na página eletrônica do Ministério da Fazenda.
Consulte a homepage da Secretaria de Comunicação Social da
Presidência da República.
O endereço na Internet é www.brasil.gov.br
O telefone para solicitação de publicações é:061-411.4892.
O email da Secretaria de Comunicação Social é: secom@planalto.gov.br |