
25/01/1998
JORNAL DO BRASIL
- General diz que tráfico é estado paralelo no rio
- O ministro-chefe do Gabinete Militar, general Alberto Cardoso,
revelou à colunista do "Jornal do Brasil" Dora Kramer que está coordenando um
grupo de estudos para a criação de uma política de segurança cuja estratégia seja o
combate ao narcotráfico. O Brasil ainda está "muito longe de Medelín", disse
o general, numa referência ao cartel da droga colombiano. "Mas a tomada de
consciência não pode esperar mais. Nossa soberania está sendo desafiada quando temos
nossas fronteiras fora de controle.
O combate ao crime organizado, cujo núcleo central é o narcotráfico,
é um problema de segurança nacional", afirmou. Na opinião do chefe do Gabinete
Militar da Presidência da República, já existe no Rio "um estado paralelo"
comandado pelos traficantes, que atuam em outras "zonas liberadas" do País,
como o polígono da maconha, em Pernambuco. Segundo Cardoso, a "banalização do
crime está levando à banalização da autoridade". (Dora Kramer, pág. 1 e 2)
- O território brasileiro poderá ganhar mais 700 mil quilômetros
quadrados, após a virada do século - o equivalente à soma das áreas de toda a região
Sul (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul) mais os estados de Rio de Janeiro,
Espírito Santo e Sergipe. O número é resultado de estudos oficiais feitos para medir a
extensão da plataforma continental submarina, sobre a qual o Brasil tem direitos de
exploração econômica, definidos pela convenção da Organização das Nações Unidas
(ONU). Sob a responsabilidade de um grupo interministerial, o levantamento indica que a
nova área sob domínio brasileiro mede cerca de 8% do território nacional, que tem 8,5
milhões de quilômetros quadrados. (pág. 4)
- Promete ser um parto. A nove meses das eleições, a corrida ao
Palácio Guanabara está embolada, mas César Maia reassume a liderança depois de duas
rodadas atrás de Anthony Garotinho. A diferença entre o pefelista e o pedetista é quase
nada: 25% para o ex-prefeito do Rio, 25% para o prefeito de Campos. É o que aponta
pesquisa do Instituto Gerp realizada entre os dias 15 e 18 deste mês. O governador
Marcello Alencar ficaria com 11%. (...) (pág. 3)
- O presidente Fernando Henrique Cardoso já começou a amadurecer as
propostas de montagem de seu governo para um possível segundo mandato. O cenário que
determina uma profunda mudança no atual organograma é o de que a estabilização
econômica já está em estágio avançado e é hora de dar lugar ao desenvolvimento do
País. Assim, o ministério que deve ser fortalecido, ganhando novos nomes e estrutura, é
o da Indústria e Comércio, que cuidará da produção de bens e serviços. O Banco
Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), hoje ligado ao Planejamento,
passaria a ser o braço financeiro desse novo ministério, que centralizaria, também, a
política de comércio exterior. O nome natural para esta pasta é o do secretário de
Política Econômica do Ministério da Fazenda, José Roberto Mendonça de Barros. (pág.
5)
- A direção da Petrobras deve esperar uma atuação rigorosa por
parte da diretoria da Agência Nacional do Petróleo (ANP), instalada há uma semana.
"Não pretendemos provocar prejuízo, deliberadamente, nem favorecer a
Petrobras", disse o diretor-geral da Agência, David Zylbersztajn, ao avisar que
pretende dar sinais claros, desde o início, de que a ANP será neutra em relação a
todas as empresas do mercado. (...) (pág. 16)
EDITORIAL
"À moda inglesa" - Quando Luís Inácio Lula da Silva
disse que não vai rever as privatizações, mas taxar as empresas privatizadas,
inspirando-se na plataforma do Partido Trabalhista inglês, a verdade ficou pela metade.
Se alguém estudar a fundo a história de Tony Blair verá que ele atravessou seu Rubicão
quando, desafiando a esquerda do Labor Party, tirou da carteririnha de identidade dos
sócios do partido a frase famosa do comprometimento com a socialização dos meios de
produção. Blair arriscou, ali, todas as fichas para dar a guinada que redefiniria o
caráter do Labor. (...)
A proposta de Luís Inácio Lula da Silva tem de ser
considerada no contexto em que foi feito o pronunciamento. Este é um ano de campanha
eleitoral, e alguns inspiradores de retóricas desgastadas talvez achem que vale tudo para
ganhar manchetes. É preciso que os partidos e suas lideranças deixem de pensar que a
cultura política brasileira involuiu. O discurso políticamente correto é hoje
identificável com muito mais velocidade que nas campanhas passadas. (...) (pág. 8)
COLUNAS
(Coisas da Política - Dora Kramer) - O
ministro-chefe do Gabinete Militar, general Alberto Cardoso, considera que existe hoje no
Rio "um Estado paralelo" comandado pelo crime organizado cujo
"carro-chefe" é o narcotráfico. (...) Na opinião dele, este é o momento de o
Brasil tomar plena consciência da dimensão do problema e de o Governo federal com a
ajuda dos governos estaduais, iniciar uma ofensiva definitiva para estancar a escalada de
uma situação que, segundo Alberto Cardoso, poderá resultar no surgimento de outros
estados paralelos por todo o País. (...) (pág. 2)
(Informe JB - Cristiano Romero) - Como todo bom mineiro, o ministro da
Agricultura, Arlindo Porto, adora Minas Gerais. E a adoração é tanta que elegeu seu
estado para receber nada mais nada menos do que 34,39% das verbas federais da Agricultura.
É verdade que, no comando do Ministério da Agricultura, o ministro de Patos de Minas
(MG), que faz parte da cota do PTB no Governo, administra miséria. O total destinado pelo
Governo, no ano passado, às chamadas transferências voluntárias de sua Pasta, foi de
apenas R$ 64,192 milhões, um valor ultrajante quando comparado a qualquer outra rubrica
do orçamento federal. O problema é que agora, além de escassos, os recursos estão
concentrados em pouquíssimos estados. (...) (pág. 6)
FOLHA
DE SÃO PAULO
- Ações trabalhistas aumentam 64%
- O número de processos que chegam anualmente às Juntas de
Conciliação e Julgamento (primeira instância) da Grande São Paulo e Baixada Santista
cresceu 63,8% entre 90 e 97, informa Mauricio Esposito.
"O aumento do desemprego leva a mais ações individuais",
afirma o presidente do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo, Delvio Buffulin.
Em 1997, o tribunal recebeu quase 400 mil ações individuais, a
maioria movida por demitido que discorda da indenização recebida da empresa.
Outro tipo de ação parte do trabalhador informal dispensado que tenta
obter o reconhecimento do vínculo empregatício e, assim, receber seus direitos.
Segundo o presidente do TRT-SP, uma ação demora um ano e meio para
ser julgada. No recurso, a decisão leva igual tempo. (pág. 1, 2-1 e 2-6)
- O presidente da ANP (Agência Nacional de Petróleo), David
Zylbersztajn, defende o Proálcool. "Hoje o petróleo é barato. Amanhã pode não
ser." Ele reclama de protecionismo dos EUA contra o álcool do Brasil.
Em entrevista à "Folha", Zylbersztajn admite, no futuro, a
possibilidade da privatização da Petrobras. "Não diria que é uma consequência
natural, mas (o processo) cria possibilidades", afirma. (pág. 1 e 1-7)
- O presidente Fernando Henrique Cardoso tem se dedicado menos do que
esperava e queria a reforma do seu ministério, que deve ocorrer até o dia 3 de abril
deste ano. As dificuldades que encontra para votar a reforma da Previdência na Câmara,
durante a convocação extraordinária do Congresso, têm tomado o tempo das
articulações políticas que visam a montagem do ministério de transição com o qual
ele irá governar durante a sua campanha de reeleição.
O ministro que desejar disputar alguma vaga nas eleições de outubro
deverá deixar seus cargos seis meses antes. (...) (pág. 1-5)
- O Brasil é o destaque esta semana no canal de notícias
internacional CNN. Sob o título "Brasil: o Despertar de um Gigante", a emissora
traz uma série de reportagens especiais com um enfoque positivo do País.
Em setembro passado, o Governo federal, por meio da Embratur (Instituto
Brasileiro de Turismo), anunciou um investimento de US$ 3 milhões em publicidade na CNN
para atrair turistas ao País, atualmente no ar.
A rede nega qualquer ligação entre o dinheiro e a semana especial com
enfoque positivo. (...) (pág. 1-6)
EDITORIAL
"Cidade devastada, 444 anos" - Talvez mais do que qualquer
outra metrópole brasileira, São Paulo tipifique uma forma predatória e atabalhoada de
progresso. Uma cidade cujos surtos vertiginosos e desordenados de crescimento dissiparam
sucessivamente a memória urbana e a formação de uma identidade paulistana estável. A
cidade que não podia parar ficou, pois, sem rosto.
Mais do que uma cidade sem fisionomia própria,
traços históricos ou arquitetônicos que a tornem reconhecível, São Paulo é hoje, ao
completar 444 anos, uma obra em regresso. A idéia surrada de que a cidade seria o motor
do Brasil, a terra do trabalho e do ritmo febril (motivos de orgulho para seus habitantes)
é hoje obliterada pela extensão de seus traumas urbanos e pelo declínio ainda mais
acelerado da qualidade de vida que proporciona. (...) (pág. 1-2)
COLUNA
(Painel) - Por "sugestão" de FHC, o TSE
está elaborando uma resolução dizendo, detalhadamente, o que o Presidente pode e não
pode fazer ao disputar a reeleição no exercício do cargo. O Planalto teme denúncias na
campanha.
Governistas e oposicionistas do PMDB chegaram a pensar em Sarney para a
presidência do partido. Mas a ala pró-FHC não confia no ex-presidente. Acha que ele só
faz o seu jogo.
FHC está disposto a jogar pesado para reverter a previsão de
recessão neste ano. Pretende incentivar exportações com programas especiais em setores
da agricultura e da indústria. (pág. 1-4)
O
ESTADO DE SÃO PAULO
- Código tem o apoio de 85% dos paulistanos
- Depois de seis anos de discussões, o novo Código de Trânsito
entrou em vigor com a aprovação de 85% dos paulistanos, segundo pesquisa realizada pelo
InformEstado. A maioria - 87% - admite ter conhecimento apenas parcial das novas regras,
mas está otimista quanto à possibilidade de a legislação mudar o comportamento dos
motoristas. No período em que o código foi elaborado, cerca de 150 mil pessoas morreram
no País, vítimas da violência no trânsito. (...) (pág. C1)
- O economista Raul Velloso, respeitado especialista em finanças
públicas, recomenda que os estados tomem medidas duras para sanear suas contas, entre as
quais a demissão de pessoal. "Os governadores terão de enfrentar a hora da
verdade", anuncia Velloso, preocupado com o aumento das dívidas estaduais. Ele
adverte que, quando as empresas energéticas já estiverem privatizadas, faltarão
recursos. (pág. 1 e A6)
- Alguns gurus de Wall Street apregoam que a era da inflação cedeu
lugar à era da deflação. O economista Paul Krugman, professor de Economia do Instituto
de Tecnologia de Massachusetts (MIT), diz que não leva essas opiniões a sério. Para
analistas, o período vai equivaler em importância às décadas inflacionárias de 60 a
70. "Eu não acredito, porque a deflação é fácil de corrigir", diz o
economista em artigo. (pág. 1 e B2)
- A crise do Sudeste Asiático afeta a economia brasileira por três
canais interligados, segundo economista Affonso Celso Pastore, explica: esses fatores são
a valorização adicional do câmbio real, a queda das relações de troca e o
encolhimento dos fluxos de capital para financiar países emergentes. Esse encolhimento,
comenta Pastore, produz efeitos dominantes. (pág. 1 e B6)
- No Brasil, o tratamento de pacientes que sofrem de deficiências
renais crônicas está sendo feito de maneira irregular. O problema mais sério é a
reutilização ilegal de sondas e filtros empregados nos processos de diálise. É grande
o risco de contaminação. (pág. 1 e A14)
EDITORIAL
"A questão da dívida dos municípios" - O Governo precisa impor aos
municípios, que agora querem renegociar suas dívidas, rígida disciplina fiscal e
orçamentária. O Ministério Público deve estar atento aos prefeitos que torram
orçamentos. (pág. 1 e A3)
COLUNA
(Coluna do Estadão) - Dos atuais sete governadores
do PSDB, Tasso Jereissati é, na avaliação do próprio partido, o menor problema das
eleições deste ano. Ele vive um dilema que, comparado ao turbulento processo de Mário
Covas em São Paulo, é o melhor dos mundos. A sua dúvida é: ser candidato à
reeleição (com grandes chances de vitória) ou disputar o Senado (idem). Nas últimas
conversas entre dirigentes tucanos ganhou dimensão a tese de que Jereissati precisa estar
no cenário político nacional a partir de 1999. Ou seja, no Senado Federal. (...)
Nas últimas pesquisas sobre a disputa pelo governo de Minas, o
governador Eduardo Azeredo e o ex-presidente Itamar Franco estão mais ou menos empatados.
O que não anima Itamar Franco a entrar no páreo. Ele já confidenciou
a amigos que não vai querer ser o candidato do "Newtão". Isso porque sabe que
só com o aval de Newton Cardoso poderá ser o candidato do PMDB. (pág. A6)
O
GLOBO
- Conde usará 55 milhões para melhorar trânsito
- O prefeito Luiz Paulo Conde já decidiu como usará os R$ 55 milhões
que deverão ser arrecadados este ano com as multas do novo Código de Trânsito. Para
prestar socorro a motoristas, a prefeitura planeja a criação de três grandes centrais
equipadas com reboques, motos, carros, radiotransmissores e computadores, além da
instalação em vários pontos da cidade de miniquiosques - com um operador munido de
rádio e moto - que funcionarão dia e noite.
A prefeitura quer ainda repintar faixas de rolamento e investir na
expansão do sistema informatizado de acompanhamento dos sinais de trânsito, que passaria
a monitorar 1.500 cruzamentos. Na Avenida Brasil, estão previstas faixas para ônibus nas
pistas laterais. O secretário de Trânsito, Paulo Afonso, estima que o município
aplicará 110 mil multas por mês. (pág. 1 e 16 a 19)
- O diretor-geral da Agência Nacional de Petróleo (ANP), David
Zylbersztajn, afirma que grupos privados nacionais e estrangeiros poderão importar gás
natural, combustíveis e petróleo ainda este ano. Segundo ele, a medida é mais um passo
para acabar com o monopólio da Petrobras no setor. Além disso, a estatal deverá
aumentar em 1998 suas contribuições para o Tesouro. (pág. 2 e 40)
- Os governistas estão com uma carta nas mãos capaz de adiar para
junho a convenção do PMDB em que será decidido se o partido lançará candidato
próprio ou apoiará a reeleição do presidente Fernando Henrique Cardoso. Com isso, os
aliados de Fernando Henrique vão poder ganhar mais tempo na procura de novas adesões à
reeleição. No dia 21, os governistas obtiveram um documento assinado pela secretária do
PMDB, Marilda Carvalho, de acordo com o qual não houve reunião da Executiva Nacional
antes de marcar a data da convenção para o dia 8 de março. (pág. 5)
- O fim da aprovação automática na rede estadual de ensino, criada
pelo então governador Leonel Brizola em janeiro de 93, marcará a volta às aulas neste
ano. Nos próximos dias, o governador Marcello Alencar assinará decreto pondo fim à
aprovação automática que, segundo educadores, criou uma legião de 270 mil alunos
semi-analfabetos. O ano letivo começa a 4 de fevereiro na rede estadual e a 9 de
fevereiro na rede municipal, porque as escolas terão de dar 200 dias de aula. (pág. 1,
22 e 23)
- Apesar da persistência do presidente do partido, deputado Paes de
Andrade (CE), o PMDB deverá mesmo sucumbir à sedução governista na convenção
nacional do dia 8 de março. Levantamento feito pelo "Globo" com todos os
diretórios reginais do partido no País mostra que, se a convenção fosse hoje, a tese
de aliança com o presidente Fernando Henrique Cardoso seria vitoriosa, embora por pequena
margem: com mais de 350 votos a favor e cerca de 280 contra. Pelos cálculos, nem mesmo os
54 votos de diretórios que se declaram indecisos seriam capazes de mudar essa tendência.
(pág. 3)
EDITORIAL
"Aprovado" - A crise nas economias da Ásia foi gerada
basicamente a partir da quebra de instituições financeiras. Para estancar essa crise, os
governos dos Estados Unidos e do Japão se uniram ao Fundo Monetário Internacional e a
bancos privados internacionais para refinanciar dívidas e sanear o sistema financeiro na
região. A crise na Ásia não foi reproduzida no Brasil - o ataque especulativo contra o
real em outubro do ano passado acabou sendo neutralizado - em grande parte porque aqui o
sistema financeiro já havia passado por um processo de saneamento. (...) (pág. 6)
COLUNAS
(Panorama Político - Tereza Cruvinel) - Esta
semana, os líderes governistas vão contar votos para a reforma previdencária na casa do
ministro Sérgio Motta. O problema não está na oposição, que é contra mas não tem
voto. Está na base governista. E é na bancada do PPB que vão se deter mais. Diz-se que
Paulo Maluf sentiu o golpe do encontro entre Fernando Henrique e Mario Covas e pode
orientar a bancada contra a aprovação da reforma. (...) (pág. 2)
(Ricardo Boechat) - O governador-geral do Canadá, Romeo LeBlanc,
perguntou a Bill Clinton, em dezembro, o que todos querem perguntar:
- Por que o bloqueio a Cuba?
- Eu quero a abertura. Mas no Congresso os anticastristas vetam -
explicou o presidente. O relator do diálogo foi feito pelo próprio LeBlanc ao governador
Vítor Buaiz, dia 16, durante um banquete no Itamaraty.
Com o cofre abarrotado, o Bank of America está de olho no mercado
segurador brasileiro. Se encontrar receptividade do outro lado da mesa de negociações,
comprará a Marítima Seguros, nona do ranking nacional. (pág. 26)
CORREIO
BRAZILIENSE
- Novo código de trânsito não assusta Brasilienses
- O novo Código de Trânsito ainda não mudou o comportamento dos
brasilienses. De quinta-feira até ontem, 234 motoristas foram multados. Um número
próximo à média de multas aplicadas no mesmo período antes da nova lei. Especialistas
acham que só com o tempo o Código será respeitado e dizem o que é preciso fazer para
que ele não se transforme em lei morta. (pág. 1 e 10 a 12)
- A boa notícia foi dada pelo presidente do Banco Central, Gustavo
Franco: dia 28, quarta-feira, o Comitê de Política Monetária deve baixar as taxas de
juros mais um pouco. Quanto, ele não diz - "Isso a gente não anuncia, a gente
faz". Mas antecipa que está escrevendo um livro sobre os desafios da estabilização
econômica. (pág. 1, 18 e 19)
- Em jogo válido pela Taça Rio-São Paulo, o time dirigido por
Antônio Lopes venceu o Botafogo por 1 x 0, ontem, em Brasília, com um gol de Ramon. O
botafoguense Túlio perdeu um pênalti. (pág. 1 e 29)
- Em Brasília, uma mensalidade em universidade particular pode chegar
a R$ 755. Feitas as contas, no final do curso o diploma de doutor custa o equivalente a um
carro de luxo - cerca de R$ 45 mil. (pág. 1 e 5)
ZERO
HORA
- No laboratório do Centro de Biotecnologia da
Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), o professor Giancarlo Pasquali, 32
anos, divide o seu tempo entre a sala de aula e as pesquisas transgênicas (organismos
geneticamente modificados) com eucaliptos. Farmacêutico, com doutorado em Biologia
Molecular, ele trata essa nova tecnologia, com apenas 10 anos de vida, com a naturalidade
de quem vê as vantagens dos organismos geneticamente modificados. Mas a polêmica está
instaurada no mundo. (...) Outra proposta, do deputado Fernando Gabeira (PV-RJ), sugere
que os produtos comercializados tenham informação no rótulo. Nessa entrevista, Pasquali
esclarece um pouco por que existe tanto temor quando o assunto envolve as modificações
realizadas pelo homem. (pág. 20)
- Numa área cercada por coxilhas, na localidade de Cabeceira do
Raimundo, interior de Santa Maria, sete pesquisadores vasculham o solo. A procura,
iniciada na última terça-feira, pretende montar em dois anos um perfil do índio
tupi-guarani que povoava a região central do Rio Grande do Sul no período pré-
colonial. Os especialistas querem desvendar, pela análise de fragmentos de utensílios
indígenas, as características dos tupis-guaranis que viveram no estado a partir do
século 7. (pág. 34)
- As prefeituras, escolas e instituições públicas e comunitárias do
Rio Grande do Sul começarão a receber nesta segunda-feira o material e as fichas de
cadastro do programa "Toda Criança na Escola". A campanha Nacional pretende
mobilizar a sociedade para chamar os 2,7 milhões de brasileiros de sete a 14 anos - quase
10% dos jovens em idade escolar - que estão fora dos colégios para dentro da rede de
ensino. De 7 a 14 de fevereiro, será realizada a Semana nacional da Matrícula, quando
serão montados postos como os da campanha de vacinação para matricular crianças e
adolescentes que não tentaram ou não conseguiram uma vaga. (...) (pág. 35)
VEJA
TÍTULO DE
CAPA
- Sexo na casa branca: Promotor investiga se Clinton mentiu à
Justiça sobre romance com funcionária. Denúncia pode dar em impeachment
Nas asas da bola - O presidente da Fifa diz que, em 24 anos de
reinado e 19.000 horas de vôo, transformou o mundo do futebol. (pág. 9 a 11)
Dinheiro na mão - Privatizações podem acabar financiando obras
eleitorais, sem reduzir a dívida dos estados. (pág. 20 a 22)
Retrato fiel - O Brasil divulga novo PIB e o cálculo da
população. (pág. 23)
Dúvida jurídica - Contrato da embaixada americana pode ser ilegal.
(pág. 23)
Voando de graça - Sem ter de pagar passagem, a Aeronáutica viaja
tanto que lota um Boeing por dia. (pág. 24 e 25)
Gritando gol - FHC vai demitir Pelé para que ele atue como
comentarista na Copa e depois vai readmití-lo. (pág. 25 a 27)
Os barões do transporte urbano - Leilão de linhas em Belo
Horizonte expõe o poder de um cartel que inclui o dono da maior frota de ônibus do
mundo. (pág. 64 a 67)
Um lance para o futuro - Em visita histórica, o Papa trata do papel
da igreja na transição pós-Castro. (pág. 36 a 38)
ISTOÉ
TÍTULO DE
CAPA
- O Rock tecnológico do U2: Entrevista exclusiva com Bono, encarte
especial e reportagem revelando detalhes da turnê PopMart, que já foi vista por três
milhões de pessoas.
O brasil vai dar certo - Aos 95 anos, o arquiteto Lucio Costa, que
ajudou a dar uma face moderna ao País, reafirma sua fé nas novas tecnologias e no nosso
poder de invenção. (pág. 5 a 9)
Me dá um dinheiro aí - Prensados pelo pacote fiscal, prefeitos de
todo o País tentam aumentar a arrecadação e pedem socorro ao Governo federal para
administrar a crise financeira. (pág. 22 e 23)
O Genro na plataforma - David Zylbersztajn articula saída de Joel
Rennó e põe a diretoria da Petrobras sob contrato de risco. (pág. 24)
A cruz e a revolução - Como jogadores de xadrez, o ditador Fidel
Castro e o Papa João Paulo II medem forças na primeira visita realizada por um
pontífice católico a Cuba. (pág. 28 a 72)
Imigração suspeita - Descoberta fraude no Ministério do Trabalho
para a emissão de vistos de permanência de estrangeiros no País, que facilitava,
sobretudo, a entrada de chineses. (pág. 74 a 77)

ATENÇÃO
O Boletim de Acompanhamento Macroeconômico da Secretaria de Política
Econômica, que traz avaliação mensal da conjuntura econômica brasileira (análise e
tendência de preços, salários, juros, balança comercial, contas externas, etc), está
disponível via FTP através do endereço na INTERNET www.fazenda.gov.br,
na área específica de "Publicações". Outras informações atualizadas,
inclusive sobre os resultados do Plano Real, podem ser também obtidas, em português e em
inglês, na página eletrônica do Ministério da Fazenda.
Consulte a homepage da Secretaria de Comunicação Social da
Presidência da República.
O endereço na Internet é www.brasil.gov.br
O telefone para solicitação de publicações é:061-411.4892.
O email da Secretaria de Comunicação Social é: secom@planalto.gov.br |