
11/10/1999
JORNAL DO BRASIL
- Brasil vai abrir mão de US$ 4,8 bi
- Otimista, o Governo retoma hoje
negociações com o Fundo Monetário Internacional (FMI) e confirma que não sacará em
novembro os US$ 4,8 bilhões referentes à última parcela do empréstimo de US$ 41,5
bilhões acertado no ano passado. Para o diretor de Assuntos Internacionais do Banco
Central (BC), Daniel Gleizer, o mercado mundial constatou que "o País era mais
resistente do que imaginavam", o que fez mudar "da água para o vinho" a
percepção dos investidores sobre o Brasil. Uma equipe do Fundo chegou ontem a Brasília
com dupla missão: fixar as metas para o primeiro trimestre de 2000 e rediscutir os
resultados de 1999, já que nem todos os números acertados foram alcançados na prática.
(pág. 1 e 11)
- Em pesquisa do Data-UFF realizada com 400
moradores do Rio, 47% dos entrevistados apontam a violência como o maior problema da
cidade. O índice era de 15% em março de 1998 e passou para 30% em outubro do mesmo ano.
Dez casos de violência policial em comunidades carentes foram compilados no livro
Violência policial e Direitos Humanos, cujo lançamento abre a campanha Pela Vida, contra
a impunidade, da Comissão Nacional de Direitos Humanos-RJ. (pág. 1 e Informe JB, pág. 6
e 17)
- A quebra do sigilo bancário, fiscal e
telefônico dos suspeitos de crime organizado no Piauí deve ser pedida hoje pelo
Ministério Público e pela Polícia Federal. O procurador-geral da República, Geraldo
Brindeiro, está em Teresina. (pág. 1 e 5)
- O poeta João Cabral de Melo Neto foi
sepultado ontem no Mausoléu dos Imortais, no Cemitério de São João Batista. O
presidente da ABL, Arnaldo Niskier, e o vice-presidente da República, Marco Maciel,
acompanharam o cortejo. Para o presidente Fernando Henrique, João Cabral deixa marca na
literatura. (pág. 1)
- O Congresso Nacional deve ficar às
moscas nessa semana que começa com um feriado e deve terminar sem nenhuma votação
importante.
Com debates postergados e decisões
adiadas, a Câmara e o Senado provavelmente não terão quorum para as sessões. Mas os
líderes dos partidos da base aliada podem tentar fechar acordos que possibilitem a
aprovação de projetos de interesse do Governo que estão emperrados no Congresso. Estão
entre os temas eleitos para as discussões dos próximos dias a Lei de Responsabilidade
Fiscal, a Reforma Tributária e a Lei de Informática. (...) (pág. 3)
- (Belo Horizonte) - As declarações pouco
amistosas em relação ao PMDB feitas pelo governador de Minas Gerais, o peemedebista
Itamar Franco, deixaram entusiasmados os líderes do PSB. O presidente nacional do
partido, ex-governador pernambucano Miguel Arraes, convidou ontem, no Rio, o governador
mineiro a integrar-se à legenda. A resposta de Itamar não foi revelada. (...) (pág. 3)
- (São Paulo) - O governador Mário Covas
(PSDB) encaminhou à Assembléia Legislativa projeto de lei que garante indenização a
todas as pessoas detidas sob a acusação de terem participado de atividades políticas,
no período de 31 de março de 1964 e 15 de agosto de 1979, que tenham ficado sob
responsabilidade ou guarda da polícia do estado de São Paulo. A indenização deverá
variar de R$ 3,9 mil e R$ 39 mil, de acordo com a gravidade dos danos sofridos pelas
vítimas. (...) (pág. 4)
EDITORIAL
"Terra da Promissão" - O
Movimento dos Sem-Terra vai inaugurar em novembro a nova fase que o seu líder anuncia
como parte do repertório para não deixar em paz os proprietários de terra. João Pedro
Stédile se considera para os sem-terra uma espécie de Moisés para o "povo de
Deus", e acaba de conduzir sua gente, num mar de bandeiras vermelhas, à terra da
promissão agrária. Encalhou em Brasília. (...) (pág. 8)
COLUNAS
(Coisas da Política - Rosângela Bittar) -
O ministro Aloysio Nunes Ferreira, chefe da Secretaria Geral da Presidência da República
e coordenador político do Governo, discorda das avaliações que têm sido feitas sobre a
inapetência generalizada que se registra entre os ministros do presidente Fernando
Henrique Cardoso.
Reage o coordenador, com veemência, à
constatação de que muitos dos principais titulares da Esplanada dos Ministérios
prefeririam, neste momento, viajar pelo exterior, participar de seminários, congressos,
simpósios e conferências pelo Brasil afora, até passar a fase mais negra do aperto e,
finalmente, poderem fazer algo no Governo. (...) (pág. 2)
(Informe JB - Luciana Nunes Leal) - Cada
vez mais o carioca vê na violência o maior problema da cidade. Pesquisa feita pelo
instituto Data-UFF, da Universidade Federal Fluminense, no dia 4 de outubro, com 400
moradores da cidade do Rio, mostra que esta preocupação não pára de crescer.
Em março do ano passado, o instituto
constatou que 15% dos cariocas consideravam a violência o maior problema do Rio. Em
outubro de 1998, eram 30% das pessoas ouvidas. Na pesquisa mais recente, nada menos que
47% dos entrevistados apontaram a violência como problema número 1. Em segundo, ficou o
desemprego. (...) (pág. 6)
FOLHA DE SÃO PAULO
- Brasil em Ação usa só 35% de sua verba
- O Governo federal liberou até agosto,
para o programa Brasil em Ação, apenas 34,66% dos R$ 5,7 bilhões disponíveis no
Orçamento. Segundo dados do Siafi, sistema informatizado de acompanhamento dos gastos
federais, R$ 214 milhões em investimentos previstos para este ano correspondem a
empreendimentos que ainda não saíram do papel.
O programa foi o carro-chefe da campanha de
Fernando Henrique Cardoso à reeleição, no ano passado.
Entre as obras não iniciadas estão a
conclusão da hidrovia Tietê-Paraná, a recuperação de 23 trechos de estradas federais,
a drenagem em áreas endêmicas de malária e o projeto de biotecnologia na Amazônia.
O coordenador do "Brasil em
Ação", José Silveira, do Ministério do Planejamento, prevê que o programa
chegará ao final do ano sem cumprir a previsão de gastos. "A crise financeira
perturbou o fluxo de recursos", afirma. (pág. 1 e 1-5)
- O corpo do poeta João Cabral de Melo
Neto foi enterrado ontem à tarde no mausoléu da Academia Brasileira de Letras no
cemitério São João Batista, em Botafogo, na zona sul do Rio de Janeiro. João Cabral
morreu anteontem, aos 79 anos.
Cerca de cem pessoas compareceram ao
velório do maior poeta brasileiro, na ABL. O vice-presidente Marco Maciel representou o
Governo federal. A Folha publica hoje caderno especial sobre a vida e a obra do escritor.
(pág. 1 e Folha Ilustrada e cad. Especial)
- O presidente fundador da Rede
Bandeirantes de rádio e TV, João Jorge Saad, morreu ontem, aos 80 anos, em sua casa, em
São Paulo. Ele estava com câncer generalizado. Seu corpo será cremado hoje.
Paulista descendente de libaneses, Saad
começou a vida como mascate. Assumiu em 1951 a rádio Bandeirantes, que era do sogro, o
governador de São Paulo, Adhemar de Barros, e a transformou em rede. Em 1967, abriu sua
TV. (pág. 1 e 6-7)
- Pais preocupados com o futuro financeiro
dos filhos têm várias opções de aplicação, como fundos de investimento e
previdência privada.
Projeção mostra que é possível acumular
R$ 10 mil num fundo DI, partindo de R$ 200 no primeiro ano do filho e aplicando cerca de
R$ 30 mensais até que ele complete 18. (pág. 1 e 2-1)
- Um processo em que 12 policiais armados
são acusados de espancar um homem em uma delegacia de Belém (PA) teve seu arquivamento
pedido pela promotora Ociralva Tabosa, em setembro passado.
Ela argumentou que os 12
"tuberculosos" policiais não teriam força para bater no microempresário
Hildebrando Freitas, 36 - "hercúleo", segundo sua definição. O juiz recusou o
arquivamento da ação. Tabosa não foi encontrada para comentar. (pág. 1 e 4-1)
EDITORIAL
"Espião de si mesmo" -
Afunila-se a investigação sobre executores e mandantes da escuta telefônica que gravou
conversas de altas autoridades da República no ano passado, pouco antes da privatização
do Sistema Telebrás.
A divulgação de parte dos diálogos - que
envolvia, entre outros, o presidente Fernando Henrique Cardoso - teve conseqüências
políticas consideráveis para o Governo.
Caíram duas das principais figuras em que
o PSDB apostava para promover uma mudança de rumo nas políticas do segundo mandato
fernandino. (...) (pág. 1-2)
COLUNA
(Painel) - O crescimento político de Jader
(PMDB) incomoda os tucanos. Há uma dose de ciúme, mas o temor é que o paraense se
transforme em um novo ACM. Até agora, o Planalto tem gostado da situação. Argumento:
quanto mais dividido e equilibrado o jogo político, maior o poder relativo do Presidente.
* Jader disfarça quando perguntam se
deseja virar o novo ACM. Ao contrário do baiano, que gosta de aparecer como quem manda em
FHC, o peemedebista vende a imagem de que só quer ajudar o Presidente.
* Itamar se reuniu ontem no Rio com Arraes,
que convidou o governador mineiro a se filiar ao PSB. Atualmente no PMDB, Itamar não deu
resposta. Arraes gostaria de tê-lo como opção presidencial em 2002, defendendo projeto
nacionalista. (...) (pág. 1-4)
O ESTADO DE SÃO PAULO
- Déficit de fundos de pensão reduz ganho com
privatizações
- Os déficits crônicos nos fundos de
pensão das estatais provocaram perdas de receita superiores a R$ 10 bilhões nas
privatizações realizadas nos últimos cinco anos. "Como todas as empresas tinham
déficit em seus fundos, o valor era abatido do preço final", diz José Pio Borges,
ex-presidente do BNDES que comandou parte do processo durante o primeiro mandato de FHC.
Outro ex-presidente do banco, Luiz Carlos
Mendonça de Barros, confirma: "O buraco nos fundos de pensão desvalorizou o preço
de todas as estatais." A Secretaria de Previdência Complementar, encarregada de
fiscalizar os fundos, não adotou medidas capazes de fazer com que os déficits fossem
reduzidos antes da venda das empresas, o que poderia reduzir a desvalorização do
patrimônio público.
No setor elétrico, prestes a ser
privatizado, a situação também é dramática. O presidente da Eletrobrás, Firmino
Sampaio, estima que os fundos das companhias preparadas para a venda tenham déficits
entre R$ 1 bilhão e R$ 2 bilhões cada um. (pág. 1, B1 e B3)
- Começa hoje uma nova rodada de
negociações entre o Governo brasileiro e o FMI. Os técnicos do Fundo, chefiados pela
economista Teresa Ter-Minassian, terão reuniões, em Brasília, com representantes do
Ministério da Fazenda e do BC. Serão analisados os resultados da economia brasileira no
terceiro semestre e estabelecidas as metas para os períodos de janeiro a março e de
abril a junho. (pág. 1 e B4)
- Em votação marcada pelo avanço da
esquerda, o PS não conseguiu obter a maioria absoluta nas eleições realizadas ontem,
mas deverá ficar com 113 das 230 cadeiras do parlamento português.
O Partido Comunista, pela primeira vez
desde 1983, aumentou sua votação e garantiu 17 cadeiras. O Bloco de Esquerda - uma
aliança de ex-membros do PCP, trotsquistas, ex-maoístas e independentes -, formado
recentemente, elegeu dois deputados. (pág. 1 e A12)
- Embora a valorização das ações tenha
estimulado fusões maiores o oposto nem sempre acontece. Papéis de muitas empresas
tiveram um desempenho pior do que o do mercado depois da fusão. Pesquisa mostra que as
ações resultantes dos 30 maiores acordos dos últimos cinco anos ficaram aquém do
índice Standard & Poor's 500. (pág. 1 e B7 a B9)
EDITORIAL
"Os estados sofrerão mais" -
Liminar do STF, suspendendo cobrança de contribuição dos inativos, abre caminho para
que os estados tenham problemas fiscais maiores do que os que já enfrentam. As perdas de
receitas terão conseqüências graves. (pág. 1 e A3)
COLUNA
(Coluna do Estadão) - A Federação das
Indústrias mineira acha que, após as medidas fiscais que o Governo anunciou, fica
comprovada a urgência da reforma da Previdência.
Documento da Fiemg alerta que o rombo nas
contas da Previdência previsto para este ano é de R$ 49,6 bilhões. Em 96, foi de R$
15,5 bilhões.
Para a Fiemg, a reforma é fundamental para
reduzir a carga tributária do setor produtivo, que ficou mais onerado com as novas
medidas. (pág. A5)
O GLOBO
- Governador do PT defende taxação dos inativos
- Apesar da posição de seu partido, o PT,
que sempre votou contra a taxação dos servidores inativos, o governador do Rio Grande do
Sul, Olívio Dutra, é a favor de que todos os servidores - sejam da ativa, aposentados ou
pensionistas - contribuam para a Previdência. Mas uma Previdência, ressalva, bem
administrada.
Para ele, a questão do déficit é de
todos os trabalhadores, e não apenas dos governadores, e deve envolver também as esferas
municipais, além de empresários e sindicatos. (pág. 1 e 3)
- O ex-governador e candidato a presidente
Ciro Gomes (PPS) negou ontem que haja omissão de dados em suas declarações de renda de
95 e 97.
Segundo reportagem da Folha de S. Paulo, o
patrimônio de Ciro teria crescido 1.085% entre 94 e 97 e ele não declarou uma bolsa de
R$ 24 mil da Fundação Ford. (pág. 1 e 4)
- Depois de um velório discreto e
emocionado na Academia Brasileira de Letras, João Cabral de Melo Neto foi sepultado no
início da tarde de ontem no Mausoléu da ABL, no Cemitério São João Batista.
Filhos e netos, parentes e acadêmicos
prestaram a última homenagem ao poeta que, para o crítico Wilson Martins, fica para as
novas gerações como um enigma devido à sua extrema originalidade. (...) (pág. 1)
- O governador de Minas Gerais, Itamar
Franco (PMDB), recebeu ontem no Rio convite para entrar no PSB. Em nota, a direção do
partido afirmou que ele é uma "alternativa viável, política e eleitoralmente, ao
atual modelo econômico". Itamar, que almoçou com o ex-governador de Pernambuco
Miguel Arraes, ainda não respondeu ao convite. (pág. 2 e 4)
- A Polícia Federal fez sábado a maior
apreensão de crack do País. Numa fazenda entre as cidades de São Pedro e Piracicaba
(SP), os agentes apreenderam 245 quilos da droga e outros 50 quilos de cocaína. O piloto
de avião Ruy Sérgio Freitas de Carvalho foi preso e o traficante Vanderlei Cesar de
Andrade morreu numa troca de tiros. (pág. 2 e 5)
- Os líderes do Conselho Nacional de
Resistência Timorense (CNRT) querem adotar o currículo básico brasileiro em todas as
escolas. O português será a língua oficial do Timor independente.
Ontem, tropas australianas das forças de
paz da ONU enfrentaram pela primeira vez militares da Indonésia. Um policial indonésio
morreu. (pág. 2 e 18)
- A nova versão da reforma tributária
ameaça desfalcar o caixa do BNDES. O texto propõe o fim do PIS e do Pasep, usados na
formação do Fundo de Amparo ao Trabalhador, que representa 70% do orçamento do banco.
O deputado Germano Rigotto, presidente da
Comissão de Reforma Tributária, reconhece que a alocação de recursos para o banco
está indefinida. (pág. 2 e 13)
- A idéia do Banco Central de zerar o IOF
sobre as operações de crédito pode não se concretizar. BC e Receita resolvem esta
semana de quanto será a redução - uma das medidas do pacote para baixar os juros ao
consumidor, a ser anunciado quinta-feira.
A equipe teme abrir mão dessa receita
totalmente, devido aos cortes de orçamento que o Governo está sendo obrigado a fazer.
(pág. 2 e 14)
EDITORIAL
"Falta prevenir" - O Sistema
Único de Saúde (SUS) atende atualmente a 32 mil meninas e adolescentes grávidas, com
idade até 14 anos. Incluindo moças até 19 anos, o número de grávidas muito jovens
atendidas pelo SUS chega a 600 mil. (...)
Os padrões de fato se tornaram mais
permissivos em relação ao sexo entre pessoas muito jovens, não só no Brasil, mas em
todo o mundo. E, por causa disso, o elevado número de casos de gravidez precoce -
fenômeno que ocorre também em outros países - é preocupante. (...) (pág. 6)
COLUNAS
(Panorama Político - João Domingos) -
Brasília consolidou-se como centro do poder. Seu impressionante conjunto arquitetônico
é patrimônio cultural da humanidade. Hoje seus gramados doem nos olhos, tão verdes são
nestes tempos de chuva. Há menos de quatro décadas, porém, Brasília era quase só
poeira e lama. Os deputados a rejeitavam. Para que se mudassem, foi preciso antes
convencer suas mulheres. (...) (pág. 2)
(Ricardo Boechat) - As empresas cariocas
estão contratando cegos para trabalhar com telemarketing. O projeto, da ONG Ecos, foi
possível graças à tecnologia criada na UFRJ: um dos fones transmite a voz do cliente e
o outro, as informações do computador.
* Regina Duarte foi visitar seu amigo José
Gregori em Ibiúna no fim de semana e aproveitou para dar uma passada no sítio do
Presidente.
A atriz convidou FH para assistir a
"Honra", peça que ela estréia em São Paulo e fala sobre a ética nas
relações pessoais.
FH confirmou presença. (pág. 10)
GAZETA MERCANTIL
- Conglomerados põem fim à era da diversificação
- Os conglomerados industriais alemães
vivem uma era de intensas mudanças. O ritmo frenético da diversificação vai ficando
para trás e, pressionados pelos acionistas e investidores, caminham para a concentração
em seu principal negócio.
Alguns exemplos ilustram bem isso: a
Mannesmann surpreendeu o mercado ao anunciar a intenção de criar duas empresas distintas
para áreas de telecomunicações e de engenharia e automotiva; as ex-estatais Veba e
Viag, que há pouco acabaram de fazer a maior fusão do país, vão concentrar os
esforços em energia e química. (...) (pág. 1 e C-1)
- (Rio) - O Banco Nacional de
Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) retomou sua linha de apoio às
privatizações, aberta em 1997. O banco aprovou créditos para os futuros compradores das
distribuidoras de energia de Pernambuco e Campina Grande, que serão leiloadas este ano, e
para a do Maranhão, a ser vendida no início de 2000.
A direção da instituição está
estudando ainda financiar 50% do valor da geradora Tietê, a ser leiloada na Bolsa
paulista no próximo dia 27. O preço mínimo da empresa foi fixado em R$ 721 milhões.
Segundo Fernando Perrone, diretor de
infra-estrutura do banco, a decisão será tomada nesta semana. O BNDES já desembolsou R$
4 bilhões para financiar privatizações do setor elétrico. (pág. 1 e B-3)
- (São Paulo e Ribeirão Preto) - Os
preços do álcool e do açúcar no mercado interno subiram 87% desde maio. O álcool
hidratado foi vendido na sexta-feira, a R$ 0,30 o litro - a maior cotação desde
fevereiro de 1998, quando, na prática, o mercado deixou de ser tabelado.
Dois fatores vêm ajudando a manter o
preço firme: o aumento das exportações de açúcar, que reduz a oferta do álcool, e a
alta da gasolina. (pág. 1 e B-22)
- (São Paulo e Curitiba) - Os produtores
brasileiros estão animados com a quebra da safra de soja dos EUA, seus maiores rivais no
mercado internacional. Os fazendeiros americanos devem colher neste segundo semestre 73,4
milhões de toneladas. Inicialmente, esperava-se que a produção do país alcançasse o
recorde de 80 milhões de toneladas.
O alto preço garantido pelo governo
norte-americano - cerca de 20% acima do que pagava o mercado em meados deste ano -
estimulou o plantio, mas a seca não ajudou. (...) (pág. 1 e B-22)
CORREIO BRAZILIENSE
- Tudo sobre remédios genéricos
- Saiba qual a diferença entre esses
medicamentos e os chamados similares. Entenda o que é princípio ativo e tire outras
dúvidas antes de ir à farmácia. (pág. 1 e 9)
- Lançada no Brasil a pílula
revolucionária que ataca as causas biológicas do alcoolismo. Usado com o auxílio de
tratamento psicológico, o remédio ameniza crises de abstinência e pode curar a doença.
(pág. 1 e 4)
- Mudanças na aposentadoria dos
trabalhadores do setor privado favorecem planos de previdência particulares. Empresas que
atuam nessa área aumentaram em 40% a captação de recursos desde o ano passado. (pág. 1
e 11)
- Dossiê elaborado pelo Ministério da
Política Fundiária denuncia a indústria das superindenizações no campo. Terras
requisitadas para a reforma agrária são avaliadas por quantias superiores ao valor real.
O documento foi entregue ao Congresso, que votará projeto destinado a restringir o abuso.
(pág. 1 e 5)
ZERO HORA
- O Brasil tem mais um novo megamilionário. Ele é de
Salvador, Bahia, o próprio local onde ocorreu na noite de ontem o sorteio das seis
dezenas do concurso 188 da Mega Sena - que deu ao acertador o maior prêmio da história
das loterias brasileiras.
Os números sorteados foram: 17, 27, 34,
42, 43 e 46. O vencedor - que, segundo a Caixa Econômica Federal (CEF), apostou um
cartão de R$ 1 - receberá o prêmio recorde de R$ 64.905.517,74 líquidos. (pág. 1 , 4
e 5)
- O governo gaúcho deverá condicionar o
apoio à proposta do Governo federal de instituir a contribuição previdenciária dos
aposentados e pensionistas do serviço público ao atendimento das reivindicações dos
estados.
Na próxima sexta-feira, o presidente
Fernando Henrique Cardoso se reunirá com os governadores e apresentará uma nova proposta
de emenda constitucional para reformar a Previdência. (pág. 6)
- O ex-prefeito de Porto Alegre Tarso Genro
(PT) considerou "ofensas pessoais" as palavras ditas a seu respeito pelo
presidenciável Ciro Gomes (PPS), em entrevista concedida a Zero Hora, publicada na
edição de ontem. Ciro disse chocar-se com "a fragilidade de caráter" de Tarso
ao compará-lo com o ex-presidente Fernando Collor. Tarso afirma que as comparações
"são eminentemente políticas". (pág. 8)
- Se depender dos especialistas em
tributação, fracassará a tentativa do Governo de arrecadar mais com a mudança no
sistema de pagamento da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins)
e com as novas regras para eliminar brechas na legislação.
As iniciativas que têm como objetivo
apertar o cerco fiscal podem se transformar em novas oportunidades para driblar a Receita
Federal. (pág. 14)
CORREIO DO POVO
- A percepção dos investidores estrangeiros em relação
à situação econômica do Brasil mudou, porque eles observaram que a economia do País
era mais resistente do que imaginavam, segundo o diretor de Assuntos Internacionais do
Banco do Brasil, Daniel Gleizer. A continuidade das melhoras do cenário econômico deve
fazer inclusive com que o País não precise das duas últimas parcelas do empréstimo
feito pelo FMI, que totalizam 4,8 bilhões de dólares. "A intenção é começar a
pagar e não sacar mais", disse Gleizer.
O diretor do BC explicou que os
estrangeiros estão otimistas em relação à situação brasileira, embora tenham se
decepcionado com as perdas decorrentes da decisão do STF de proibir a contribuição
previdenciária dos servidores inativos e o aumento da alíquota para os da ativa.
"Mas ficaram satisfeitos com a resposta rápida do Governo de que não desistiu do
ajuste", garantiu. (...) (pág. 1 e central)
MANCHETES
ZERO HORA (RS)
Milhões da Mega Sena vão para um baiano
CORREIO DO POVO
(RS)
País deve abrir mão de parcelas do FMI

ATENÇÃO
O Boletim de Acompanhamento Macroeconômico da Secretaria de Política
Econômica, que traz avaliação mensal da conjuntura econômica brasileira (análise e
tendência de preços, salários, juros, balança comercial, contas externas, etc), está
disponível via FTP através do endereço na INTERNET www.fazenda.gov.br,
na área específica de "Publicações". Outras informações atualizadas,
inclusive sobre os resultados do Plano Real, podem ser também obtidas, em português e em
inglês, na página eletrônica do Ministério da Fazenda.
Consulte a homepage da Secretaria de Comunicação Social da
Presidência da República.
O endereço na Internet é www.brasil.gov.br
O telefone para solicitação de publicações é:061-411.4892.
O email da Secretaria de Comunicação Social é: secom@planalto.gov.br |