
15/10/1999
JORNAL DO BRASIL
- BC força queda de juro no varejo
- O Governo baixou um pacote de 21 medidas
com o objetivo de reduzir os juros cobrados aos consumidores. A principal foi a queda do
Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), de 6% para 1,5% ao ano a partir de
segunda-feira.
O IOF incide sobre todas as formas de
empréstimo à pessoa física, como financiamentos de bens de consumo, cheque especial e
cartão de crédito. A decisão foi tomada após estudo realizado pelo Banco Central, que
constatou que os impostos representam 25% do spread bancário (custos embutidos). Apenas
cinco das 21 medidas entrarão em vigor de imediato. As demais dependem de negociações
políticas.
Além da redução do IOF, o Governo tomou
outras medidas para facilitar a cobrança de inadimplentes, o que também contribuirá
para baixar os juros. (pág. 1, 8 e 13)
- O promotor Antônio Pádua Linhares,
pediu ontem a prisão preventiva de nove envolvidos com o crime organizado no Piauí. A
lista é encabeçada pelo coronel PM José Viriato Correia Lima. (pág. 1, 4 e 8)
- O presidente Fernando Henrique Cardoso
proporá aos 15 governadores que reúne em Brasília, amanhã, limitar aposentadorias e
pensões dos servidores da União, de estados e municípios ao teto do INSS: R$ 1.255,32.
(pág. 1 e 2)
- O presidente do Supremo Tribunal Federal
(STF), ministro Carlos Velloso, ameaçou ontem processar a revista inglesa The Economist,
que publica, na edição desta semana editorial com críticas à decisão do tribunal de
revogar a contribuição previdenciária dos servidores federais inativos e o aumento da
taxação dos ativos. O editorial, com o título Nuts in Brazil (Loucos no Brasil), acusa
os ministros do STF de terem revogado a contribuição movidos pelo corporativismo,
pressionando por aumentos de salários. (...) (pág. 2)
- O presidente do Senado, Antônio Carlos
Magalhães (PFL-BA), defendeu ontem que os servidores públicos federais tenham como teto
salarial valor correspondente ao vencimento do presidente da República. Antônio Carlos
disse que o teto deveria ainda acompanhar o salário de governadores e prefeitos, no caso
do funcionalismo estadual e municipal. "O teto tem que ser o que ganha o governador
do estado, o que ganha o prefeito do município e o que ganha o presidente da República
na União", sugeriu o senador durante solenidade no Palácio do Planalto. (...)
(pág. 3)
- O ministro da Justiça, José Carlos
Dias, defendeu ontem que o Banco Central coordene uma ação com os bancos privados e
públicos para retirar caixas eletrônicos de locais sem segurança. Segundo ele, a medida
diminui o risco de assaltos e seqüestros. "Por que manter os caixas em locais
isolados e sem segurança?", perguntou.
Desde o início do mês, Dias vem se
reunindo com representantes da Federação Nacional dos Bancos (Febraban) e aguarda
resposta do presidente do BC, Armínio Fraga. (...) (pág. 5)
- (Belo Horizonte) O presidente do Banco
Central, Armínio Fraga, terá que preparar o espírito para o dia em que for receber,
nesta capital, homenagem oferecida pelo Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças
(Ibef). A recepção a "personalidade do ano", escolhida há seis meses pela
direção nacional da entidade, não deverá ser das mais tranqüilas. Estimuladas pelas
reações indignadas do governador Itamar Franco (PMDB) contra o homenageado, entidades
sindicais prometem dar a Fraga o que o vice-governador Newton Cardoso, há uma semana,
aconselhou: "Se os tomates forem podres, será bem merecido. Se não, será um
desperdício", avisou Paulo César Funghi, presidente da Central Única dos
Trabalhadores (CUT). (...) (pág. 6)
COTAÇÕES
- Salário mínimo: (outubro) R$ 136,00.
Dólar comercial: (compra) R$ 1,9640, (venda) R$ 1,9648. Dólar paralelo: (compra) R$
1,960, (venda) R$ 1,990. TR do dia 15.09 a 15.10: 0,2581%. TBF do dia 13.10 a 13.11:
1,4518%. (pág. 1)
EDITORIAL
"No mundo real" - Os brasileiros
esperam que se transforme em realidade a afirmação do presidente Fernando Henrique de
que o Brasil perdeu muito tempo cuidando das graves questões macroeconômicas desde a
crise da Rússia em agosto de 98. Chegou o momento de dar mais atenção à microeconomia.
(...)
O Governo deu sinais positivos ao reduzir o
Imposto sobre Operações Financeiras nos empréstimos a pessoas físicas de 6% para 1,5%
(como nas empresas) e ao baixar a zero a alíquota do recolhimento compulsório sobre os
depósitos a prazo dos bancos. Essas medidas, de efeito imediato, serão complementadas
com providências na redução do risco no crédito ao consumidor. (...) (pág. 8)
COLUNAS
(Coisas da Política - Dora Kramer) - Não
é nada de concreto, mas o clima no Palácio do Planalto está esquisito com relação à
Receita Federal em função das duas multas - ao Banespa e à Nossa Caixa - que foram
aplicadas ao governo de São Paulo e que agora rendem ataque público feroz por dia do
governador Mário Covas contra o secretário da Receita, Everardo Maciel. (...) (pág. 2)
(Informe JB - Luciana Nunes Leal) - Falando
de assuntos diferentes, mas que envolvem governantes e parlamentares, o secretário da
Receita Federal, Everardo Maciel, e a governadora do Maranhão, Roseana Sarney, fazem o
mesmo comentário: os temas em pauta são muito difíceis, mas existe disposição para o
diálogo. Mais do que para o confronto.
É como se houvesse a constatação
generalizada de que partindo para a briga a possibilidade de avanço fica cada vez mais
remota. (...) (pág. 6)
FOLHA DE SÃO PAULO
- Pacote reduz imposto sobre crédito
- O Governo anunciou pacote para tentar
reduzir os juros cobrados pelos bancos. Uma das medidas baixa de 6% para 1,5% ao ano o IOF
sobre empréstimos a pessoas físicas, que influencia também o crediário e o cheque
especial. A decisão vai gerar perda de receita de R$ 700 milhões em 12 meses.
O pacote diminui também, de 10% para zero,
a parcela dos depósitos a prazo retida no Banco Central, medida que pode liberar R$ 9,6
bilhões em títulos. Para o mercado, que esperava a queda do compulsório sobre
depósitos à vista - o que não ocorreu -, o pacote deixa o cenário inalterado.
A Fiesp considerou as medidas positivas,
mas sem impacto imediato no setor. Para o presidente Fernando Henrique Cardoso, o pacote
é "oportunidade que se abre" para que o País cresça. Disse, porém, que não
é "camelô de ilusões" porque para criar empregos, "não há
milagres". (pág. 1 e cad. Dinheiro)
- O Exército do Paquistão decretou ontem
estado de emergência no país. Seu comandante, general Pervez Musharraf, proclamou-se
chefe do Executivo e suspendeu a Constituição e os órgãos legislativos.
"Todo o Paquistão estará sob
controle das Forças Armadas", afirmou o comunicado oficial. O governo militar
formalizou o afastamento do premiê Nawaz Sharif, que havia sido derrubado na última
terça-feira.
Antes do anúncio, tropas já haviam
fechado o Parlamento. O presidente dos EUA, Bill Clinton, pediu aos golpistas que
entreguem o poder aos civis e que não agravem "a tensão com a Índia". (pág.
1 e 1-11)
- Proposta de emenda constitucional
preparada pelo Governo prevê a redução de até 30% nos vencimentos dos servidores
inativos e pensionistas.
O texto também estabelece a cobrança de
contribuição previdenciária dos funcionários aposentados, recusada há duas semanas
pelo STF. Além disso, o projeto impede que os aposentados se beneficiem de aumentos e
vantagens dados aos servidores ativos. (pág. 1 e 1-4)
- A quantidade de pessoas que passam fome
no mundo está diminuindo, segundo levantamento da ONU. Com base em dados de 95 e 97, a
entidade afirma que 790 milhões de pessoas não têm acesso a nutrientes suficientes.
Apesar de alto, o número representa queda de 4,8% em relação a levantamento feito entre
90 e 92.
No Brasil, 10% da população passa fome.
Em 91, a proporção era de 13%. (pág. 1 e 1-12)
- Marco Antônio de Oliveira Abreu,
indicado pelo prefeito Celso Pitta para a Secretaria da Administração, foi preso ontem,
pouco antes da posse.
Ele foi detido por não depor sobre a
falência de empresa da qual era sócio. Abreu substituiria Renato Tuma, tio do delegado
Romeu Tuma Júnior, responsável pela prisão.
O delegado Tuma disse ter tomado
conhecimento da ordem de prisão anteontem.
Abreu é presidente estadual do PTN e,
segundo Pitta, lhe foi recomendado pelo partido. Ele nega irregularidade, mas pôs o cargo
à disposição para não causar "mais constrangimento" ao prefeito. A
nomeação foi cancelada ontem. (pág. 1 e 3-1)
- Os bancos Sumitomo e Sakura anunciaram
possível fusão, que resultaria na segunda instituição bancária do mundo em ativos
(US$ 925 bilhões).
O líder será o grupo a ser formado entre
o Banco Industrial do Japão, o Daí-Ichi Kangyo e o Fuji Bank (US$ 1,3 trilhão). O Ashi
e o Tokai revelaram que também pretendem se ligar. (pág. 1 e 2-6)
EDITORIAL
"Mais ar na economia" - Reativa,
cíclica e sem horizontes de longo prazo, a política econômica segue à risca um
figurino que os técnicos definem como stop and go.
Não há propriamente novidade, nem se
descortina o início de um novo modelo de desenvolvimento.
O foco está no curto prazo, e a ação do
Governo é pautada por questões setoriais, com destaque para o apoio à redução dos
juros para tomadores finais (consumidores e empresas), por exemplo, ou para a reativação
da construção civil (que não provoca aumento de importações e tende a empregar mais
mão-de-obra). Antes o Governo anunciara renegociação de dívidas de pequenas empresas.
(...) (pág. 1-2)
COLUNA
(Painel) - O Governo já está costurando
apoio à sua proposta para a Previdência pública com governadores que se reunirão com
FHC: criação de fundos estaduais e cobrança dos servidores inativos devem ser os pontos
principais. Será enviada emenda constitucional ao Congresso.
* O Planalto também está fazendo o que
deveria ser feito antes da última derrota no STF: já sondou ministros do Supremo,
comprometendo-se a elaborar uma emenda que não tenha falhas jurídicas. Em troca, o
Executivo deverá voltar a tratar de aumento de teto salarial. (pág. 1-4)
O ESTADO DE SÃO PAULO
- Bancos e lojas já estudam redução dos juros
- O Governo baixou ontem pacote para
reduzir o juro e estimular a retomada da economia. O IOF de pessoas físicas, que era de
6,5%, foi igualado ao das empresas, em 1,5%; criou-se um novo título de crédito, a
cédula de crédito bancário; e acabou-se com o recolhimento compulsório dos bancos
sobre os depósitos a prazo, cuja alíquota era de 10%.
Isso significa a disponibilidade de R$ 9,6
bilhões para empréstimos e conseqüente queda do custo do dinheiro. As medidas entram em
vigor segunda-feira. O BC também passará a divulgar pela Internet as taxas cobradas por
bancos, que hoje chegam a 180% ao ano no cheque especial.
O pacote tem 21 medidas e deve representar
elevação do consumo. Apesar disso, o Governo não espera aumento da inflação.
O presidente do BC, Armínio Fraga, disse
que a intenção não é reverter a impopularidade do Presidente, pois sua equipe trabalha
há seis meses nesse projeto.
Alguns bancos admitiram ontem analisar a
possibilidade de novas reduções nos juros que cobram dos clientes.
Para Alencar Burti, presidente da
Associação Comercial de São Paulo, a queda do juro em lojas deve ser significativa e a
previsão de alta de 4% a 5% nas vendas no fim do ano deve passar a 7,5%. Só com o IOF,
simulação indica que na compra de carro de R$ 10 mil em 24 meses se economizaria R$
394,52, ou um televisor em cores. A Bovespa fechou em alta de 0,28%. (pág. 1, B1 a B5 e
B14)
- Setenta entidades de empresários
propuseram ontem ao Governo federal e ao relator do projeto de reforma tributária na
comissão especial da Câmara, deputado Mussa Demes (PFL-PI), um modelo baseado na
substituição da quase totalidade dos tributos vigentes no País por quatro impostos e a
permanência do IPTU e do IPVA. Essa sugestão intensificou a resistência à criação do
Imposto sobre Valor Agregado (IVA). (pág. 1 e A6)
- A Confederação Nacional da Indústria
trabalha com a expectativa de reversão na queda da atividade industrial. Na opinião do
presidente da entidade, Carlos Eduardo Moreira Ferreira, é preciso cautela, mas os dados
apontam para isso.
Nessa análise, ele levou em conta o
crescimento de 7,26% das vendas da indústria em agosto, ante a queda de 1,38% em julho e
o fato de que pelo terceiro mês consecutivo o nível de emprego do setor se mostrou
positivo.
Para ele, o ambiente de queda dos juros
favorece a formação desse novo cenário no último trimestre. O nível de emprego, para
a Fiesp, ficou estável em setembro, com -0,06%. A diretora Clarice Seibel previu melhora
nos setores de bens de consumo duráveis e alimentos nos próximos meses. (pág. 1 e B6)
- O novo secretário municipal de
Administração, Marco Aurélio Oliveira Abreu, foi preso ontem, no momento em que saía
de casa para ir à prefeitura, onde tomaria posse em cerimônia com centenas de
convidados. A prisão foi decretada porque Abreu deixara de atender a uma intimação para
comparecer à 5ª Vara Cível e explicar as causas da falência de sua empresa, a Exame
Comércio Exterior. Representante do partido nanico ao qual se filiou o prefeito Celso
Pitta, o PTN, Abreu passou a tarde numa cela de delegacia e começou a noite dando
explicações a uma juíza. Pitta viu-se obrigado a nomear José Antônio de Freitas como
secretário interino. (pág. 1, C1 a C4)
EDITORIAL
"A crise na pauta da reunião de
amanhã" - Aqui vai um consolo para o presidente Fernando Henrique Cardoso e os
governadores que estarão reunidos em Brasília: a Previdência tem problemas semelhantes
no mundo todo, dos países mais ricos aos mais pobres. (pág. 1 e A3)
COLUNA
(Coluna do Estadão) - O governador de
Minas, Itamar Franco, poderá ser gentilmente convidado a sair do PMDB. A cúpula do
partido trabalhava até dias atrás na idéia de ainda tentar agradar ao governador
mineiro, mas essa disposição mudou diante das insistentes ameaças de Itamar de que
mudará de partido se o PMDB continuar apoiando o Governo. Ele agora fala em prazos: se
até janeiro o partido não mudar a relação com o Governo, ele sairá.
* Deputado estadual no Acre, Cosmoty
Pascoal (PPB), irmão de Hildebrando Pascoal, apresentou um projeto inusitado na
Assembléia: a exigência de exame antidoping nas pessoas indicadas para cargos no
Executivo, no Legislativo e no Judiciário.
E já antecipa: quem votar contra está
comprometido com o narcotráfico. (pág. A-6)
O GLOBO
- Empresas esperam vender mais com pacote de juros
- O Governo anunciou ontem um conjunto de
21 medidas para tentar reduzir a taxa de juros ao consumidor. As medidas incluem o fim do
compulsório sobre os depósitos a prazo, o que deve injetar cerca de R$ 9 bilhões na
economia, e a redução de 6% para 1,5% na alíquota do Imposto de Operações Financeiras
(IOF) cobrada nos empréstimos a pessoas físicas, já a partir de segunda-feira.
Segundo a equipe econômica, o efeito nas
taxas de juros deve ser sentido a médio e a longo prazos, mas as empresas e economistas
já estão prevendo um aquecimento maior nas vendas no último trimestre. Resultado de
estudos promovidos pelo Banco Central nos últimos quatro meses, as medidas anunciadas
ontem estabelecem novas regras para o combate à inadimplência e tentam estimular a
concorrência bancária.
O presidente Fernando Henrique disse que
algumas das novas normas podem ser consideradas ruins por determinados setores. "Para
os que sonegam e gostam de abusar, não vão ser positivas. Mas não se poderá dizer que
o Governo não fez a sua parte", disse Fernando Henrique.
Durante o anúncio das medidas, o
Presidente afirmou ainda que nada justifica uma taxa de juros de 150% ao ano no crédito
pessoal, como cobram alguns bancos: "Tem que haver um controle e é preciso denunciar
quando houver abuso". (pág. 1, 17 e 18)
- O presidente Fernando Henrique discutirá
com governadores na reunião de amanhã a adoção, para aposentadorias no serviço
público, do fator previdenciário e do teto de R$ 1.255, iguais aos do INSS. Proporá
também desvincular salários de servidores da ativa das aposentadorias e taxar inativos.
(pág. 1 e 3)
- Um foguete chinês pôs ontem em órbita
com sucesso dois satélites brasileiros, um deles desenvolvido em parceria com a China.
Com os satélites, o Brasil não dependerá mais de serviços estrangeiros de imagens e
dados ambientais. (pág. 1 e 24)
- Os soldados brasileiros há quase duas
semanas no Timor Leste têm uma rotina cansativa: sem hora para dormir, descansam em
qualquer intervalo. Embora a situação em Díli, capital timorense, esteja sob controle,
o estado é de guerra e eles dormem com capacete e colete à prova de balas. A tropa é
responsável pela segurança de autoridades. (pág. 2 e 25)
- O presidente Fernando Henrique Cardoso
abraça o presidente da Argentina, Carlos Menem, que chegou a Brasília em sua última
visita como chefe de Estado. Ao se despedir de Menem na rampa do Palácio do Planalto,
Fernando Henrique quebrou o protocolo e acrescentou o abraço ao habitual aperto de mãos.
Hoje, o presidente argentino oferece um almoço a Fernando Henrique. (pág. 1 e 25)
- Minutos antes de ser empossado ontem na
Secretaria das Administrações da prefeitura de São Paulo, Marco Aurélio Abreu foi
preso por não ter pago R$ 3 mil de custas judiciais da falência de uma empresa.
Vice-presidente do Partido Trabalhista
Nacional, ele se disse vítima de pessoas interessadas em evitar as investigações que
faria na secretaria. (pág. 2 e 9)
- O governador do Rio Grande do Sul,
Olívio Dutra (PT), recebeu ontem no Palácio Piratini o guerrilheiro Hernán Ramirez,
dirigente da Farc, movimento revolucionário que concorre com o governo constitucional da
Colômbia. Hernán disse que já se tinha encontrado com os governadores de São Paulo,
Mário Covas, e do Rio, Anthony Garotinho. (pág. 2 e 8)
- O ministro da Justiça, José Carlos
Dias, sugeriu à Febraban que reforce a segurança de caixas eletrônicos, com câmeras de
vídeo e vigilantes, para desestimular os assaltos e os seqüestros-relâmpago.
A Febraban ainda está avaliando a
sugestão, mas integrantes da diretoria tendem a rejeitar a proposta, por causa do aumento
de custos. (pág. 2 e 8)
EDITORIAL
"Todos com razão" - Da briga
entre os laboratórios farmacêuticos pode depender o futuro do projeto de reduzir
extraordinariamente o custo dos medicamentos no Brasil.
Os grandes laboratórios, reunidos na
Associação Brasileira da Indústria Farmacêutica, acusam os fabricantes de remédios
genéricos de usarem métodos desleais em suas campanhas de venda. Se provarem que estão
certos, terão andado meio caminho no esforço para desmoralizar os genéricos (muito mais
baratos do que os chamados remédios de marca, mas com a mesma eficácia, pelo menos em
tese, por terem os mesmos princípios ativos).
Da trincheira oposta parte a denúncia de
que os membros da Abifarma estariam formando um cartel para boicotar as firmas
distribuidoras que trabalham com os dois tipos de medicamentos. Entrou em circulação a
suposta ata de uma reunião em que gerentes de vendas dos grandes laboratórios teriam
traçado a estratégia do boicote. Para o ministro da Saúde, José Serra, isso prova o
esforço dos fabricantes dos remédios tradicionais para preservar suas margens de lucro.
(...) (pág. 6)
COLUNAS
(Panorama Político - Tereza Cruvinel) -
Tem amanhã o presidente Fernando Henrique Cardoso, na reunião com os governadores, uma
boa chance de avançar na negociação sobre a crise previdenciária que aperta os calos
gerais. Está porém desafiado a não levar apenas um pacote, mas a apresentar o modelo
previdenciário que realmente deseja para o País, certamente mais justo, à prova de
desconfianças e de novas derrotas jurídicas. (...) (pág. 2)
(Ricardo Boechat) - A CPI do Judiciário
divulgará terça-feira suas primeiras conclusões.
A leva inicial incluirá os casos das
adoções ilegais em Jundiaí, os desvios de verbas no TRT do Rio e a venda de alvarás de
soltura para traficantes no Amazonas.
No mesmo dia, o Ministério Público
receberá do relator Paulo Souto a lista dos nomes contra os quais a CPI oferecerá
denúncia.
* O Governo lança nas próximas semanas
uma campanha nacional de prevenção da gravidez precoce.
O problema é sério.
De janeiro a junho, 342 mil adolescentes de
15 a 19 anos deram à luz no Brasil. (pág. 12)
GAZETA MERCANTIL
- Dinheiro extra vai financiar a dívida pública
- Num esforço para recuperar a
popularidade, o Governo anunciou ontem um pacote extenso de quase duas dezenas de medidas
para reduzir o custo do crédito para a pessoa física. Algumas delas terão impacto
imediato, como a redução do IOF de 6% para 1,5% nos empréstimos para pessoa física já
a partir de segunda-feira.
Apesar da queda nas taxas para o usuário
final, que vem pagando até 178% ao ano no cheque especial, o esperado efeito tonificante
na produção dificilmente ocorrerá. As seis semanas em que o Governo refreou a queda nos
juros criaram um ambiente de desconfiança que, no momento, prevalece sobre a
recuperação.
Para aumentar a oferta de crédito, foi
zerado o compulsório sobre depósitos a prazo, liberando aos bancos R$ 9,6 bilhões.
(...) (pág. 1 e B-1)
- (São Paulo) - Novas bases de produção
no Brasil, México e Argentina deverão consumir mais US$ 130 milhões no próximo ano no
grupo suíço Roche, o quarto maior fabricante europeu de remédios. Neste ano o
desembolso no Brasil é de US$ 60 milhões, no México US$ 40 milhões e na Argentina US$
30 milhões. (...) (pág. 1 e C-5)
- (São Paulo) - No fim de novembro, o
Banco Bradesco Argentina S.A. finalmente abrirá suas portas em Buenos Aires para
financiar negócios entre os dois maiores sócios do Mercosul.
Seus clientes potenciais são 60 empresas
brasileiras no país vizinho e duas dezenas de companhias argentinas operando no Brasil.
(...) (pág. 1e B-4)
CORREIO BRAZILIENSE
Governadores se unem para taxar aposentado
- Afogados em dívidas, 12 dos 13
governadores ouvidos pelo Correio reúnem-se amanhã com o Presidente para pedir mudança
na Constituição e cobrar contribuição dos inativos. (pág.1, 12 e 13)
- O presidente da Ordem dos Advogados do
Brasil-DF, Safe Carneiro, sugere que o secretário de Fazenda, Valdivino de Oliveira,
anule o edital de licitação da Loteria Social do Distrito Federal (Lotesi).
A OAB foi chamada para analisar o edital
mas impedida de fazer qualquer alteração no documento. (pág. 1 e 6)
- Projeto de lei enviado pelo governador
Joaquim Roriz à Câmara Legislativa cria cinco taxas de serviços públicos e aumenta o
valor das que já existem. (...) (pág. 1 e 2)
- Grã-Bretanha, Rússia, China e França
recebem com preocupação a decisão do Senado dos Estados Unidos. Os parlamentares foram
contrários à assinatura de Tratado de Proibição Total de Testes Nucleares. (pág. 1 e
3)
- Militares golpistas decretam estado de
emergência no Paquistão. Parlamento e prédios do governo foram cercados por soldados do
Exército que destituíram o primeiro-ministro Nawaz Sharif. (pág. 1 e 4)
- O Governo está buscando em todos os
lugares compensações para a receita orçamentária perdida com a suspensão da
contribuição previdenciária dos aposentados e inativos.
A decisão do Supremo Tribunal Federal
(STF) que considerou a cobrança ilegal há duas semanas ressuscitou a discussão sobre a
necessidade de se estabelecer um valor máximo para os salários e aposentadorias do
funcionalismo público. (...) (pág. 13)
- Nova fusão agita o sistema financeiro.
Dessa vez o Sumitomo, terceiro maior banco do país, decidiu juntar suas forças com o
Sakura, o quinto no ranking. (...) (pág. 15)
ZERO HORA
- As despesas do estado com a dívida pública terão, a
partir de hoje, um aumento de R$ 16,1 milhões por mês devido ao vencimento da primeira
parcela do empréstimo do Proes, o programa de saneamento do sistema financeiro estadual.
Pelo contrato com a União, o pagamento
poderia ser adiado na prática se o Banrisul fosse privatizado, condição rechaçada pelo
Palácio Piratini. O governador Olívio Dutra chegou a anunciar em julho que o Governo
federal havia se comprometido em alterar a redação da cláusula, mas até ontem à noite
nenhuma mudança havia sido formalizada. (pág. 6)
- O decreto de regulamentação da nova lei
do Fundo Operação Empresa (Fundopem) será publicado, no máximo, no início de
novembro. Ontem, o secretário do Desenvolvimento e Assuntos Internacionais, Zeca Moraes,
recebeu uma comissão de representantes da Federação das Indústrias do estado (Fiergs).
(pág. 36)
- Produtores gaúchos dispostos a investir
no plantio de sementes transgênicas já não dependem mais apenas do produto
contrabandeado da Argentina. Eles guardaram grãos da colheita do ano passado para plantar
na safra 1999/2000 ou vender aos vizinhos.
Alheios à dona da tecnologia, a
multinacional Monsanto que desenvolveu a soja resistente à aplicação do herbicida
Roundup, e ao governo do estado, contrário ao cultivo de plantas modificadas em solo
gaúcho, colheram a safra clandestina, não dependem mais dos chibeiros (contrabandistas)
e, agora, desenvolvem a soja pirata. (cad. Campo & Lavoura)
MANCHETES
CORREIO DA BAHIA
- Pacote derruba juros para consumidores
ESTADO DE MINAS
- Bancos não têm mais motivo para juro
alto
HOJE EM DIA (MG)
- Dinheiro custa menos, e cresce cerco ao
devedor
JORNAL DO COMMERCIO
(PE)
- BC melhora crédito para Natal
O DIA (RJ)
- Servidor tem 9,6% para receber
ZERO HORA (RS)
- Sojicultores preparam plantio com
sementes transgências gaúchas
TELEJORNAIS
GLOBO - JORNAL DA GLOBO -
00H10
Na luta pela recuperação da popularidade
perdida o governo lança novo pacote para baixar os juros. Entre as medidas estão a
redução dos juros ao consumidor e o aumento das garantias ao sistema financeiro. A Taxa
Básica de Juros do Banco Central é de 19% ao ano. No cheque especial chega a 170% ao
ano, diferença que o próprio presidente Fernando Henrique classificou de
"ganância", ao anunciar o pacote. A inadimplência é um dos principais motivos
alegados pelos bancos para cobrar juros tão altos. Para combatê-la será criada a
Cédula de Crédito Bancário, uma espécie de Nota Promissória. O cliente assina e o
título pode ser protestado se a dívida não for paga. Ao todo são 21 medidas. A queda
do IOF está entre as principais. O Imposto sobre Operações Financeiras para
empréstimos de pessoas físicas cai de 6% para 1,5%. Dívidas acima de R$ 20 mil vão
ficar num cadastro do Banco Central para identificar os maus pagadores. E acabam os
compulsórios sobre depósitos a prazo, dinheiro que os bancos têm que deixar parado no
Banco Central. Para forçar a queda dos juros do cheque especial o Banco Central vai
divulgar, todo dia, a partir de 5 de novembro, a taxa média cobrada por cada banco.
A redução do Imposto sobre Operações
Financeiras - IOF de 6% para 1,5% é a única medida que deve provocar uma queda imediata,
embora pequena, nos juros finais, dizem os especialistas. É que o imposto não poupa
nada. Está em todos os empréstimos. No comércio a previsão é de que os juros caiam de
7,9% ao mês para 7,5% a partir de segunda-feira. O cálculo é da Associação Nacional
dos Executivos de Finanças. Na prática, uma geladeira que custa R$ 800, financiada em 12
vezes, sai hoje por R$ 105 ao mês. Com a mudança no IOF a prestação deve cair para R$
103, economia final para o consumidor de R$ 25. A redução do IOF, segundo os
comerciantes, deve dar algum impulso às vendas, principalmente a prazo. A previsão do
setor de crescer 5% em relação a 1998 foi revista agora para 7,5%. O pacote não foi
tudo o que o mercado queria. O governo não reduziu os 65% do dinheiro das contas
correntes que os bancos continuam obrigados a deixar congelados no Banco Central. Para
analistas, a maioria das medidas terá reflexo só a médio prazo.
O dólar reagiu mal. Continuou subindo. Foi
para R$ 1,97 com alta de 0,6% só nessa quinta-feira.
Apesar da derrota no Supremo Tribunal
Federal, o governo não desiste de cobrar a contribuição previdenciária dos
funcionários públicos inativos e busca apoio nos Estados. Não é à toa que este será
o principal assunto da reunião entre o presidente Fernando Henrique e 16 governadores, no
sábado.
Franklin Martins: "O presidente vai se
limitar a defender alguns princípios gerais para a previdência do setor público. A
forma final da proposta de emenda constitucional será dada mais tarde, já aproveitando
as sugestões dos governadores. São três os princípios gerais. O primeiro é o da
cobrança da contribuição previdenciária dos servidores inativos. O segundo é o da
desvinculação entre os vencimentos dos funcionários públicos da ativa e os dos
aposentados. O terceiro é o da adoção do cálculo atuarial também na previdência do
setor público, ou seja, a aposentadoria passaria a ser proporcional à contribuição
recolhida ao longo do tempo de serviço do funcionário. Atualmente, a aposentadoria é
igual aos vencimentos do último contra-cheque. Votos para aprovar emenda dessa
envergadura o governo não tem. Mas o Palácio do Planalto acha que a situação ficou
tão dramática depois da decisão do Supremo que proibiu a contribuição dos inativos,
que esse quadro pode se alterar. Fernando Henrique aposta no apoio dos governadores e na
conquista da opinião pública como ponto de partida para formar ampla maioria entre
deputados e senadores."
A conta do telefone celular, que já está
mais cara em algumas regiões, continua subindo pelo Brasil. Vem aí aumentos em Minas,
Mato Grosso e interior de São Paulo. A companhia telefônica Brasil Central, que opera
nessas regiões, foi autorizada pelo governo a aumentar as tarifas em até 7,7%. Na
capital de São Paulo as tarifas da Telesp Celular subiram este mês 9,7%. E a outra
operadora, a BCP, também pediu autorização e só espera o sinal verde para aumentar as
tarifas.
A Pastoral da Criança, com o apoio do
Unicef e do Criança Esperança, está transformando a vida de famílias pobres em Mato
Grosso. Com ações simples como a distribuição de uma farinha rica em vitaminas e
remédios caseiros, foi possível levar saúde para mães e bebês da cidade de Santo
Antônio de Leverger. Até três anos atrás era do município um dos maiores índices de
desnutrição do país. Em cada mil nascidos vivos 29 morriam antes de completar um ano.
Agora, em cada mil são registrados seis óbitos no primeiro ano.
NACIONAL - REDE
BRASIL NOITE - 19H30
O governo anuncia um conjunto de medidas
para tentar diminuir os juros pagos pelo consumidor. Entre as mudanças está a redução
do Imposto sobre Operações Financeiras para pessoas físicas de 6% para 1,5%, ou seja, a
mesma alíquota das empresas. A taxa paga pelos bancos ao Banco Central sobre os
depósitos a prazo, que era de 10%, caiu para zero. O Banco Central também ampliou a base
de cobertura e garantia para os empréstimos. Antes, cobria empréstimos a partir de R$ 50
mil e agora passa a cobrir empréstimos a partir de R$ 20 mil. Para o presidente do Banco
Central, Armínio Fraga, as mudanças chegam em boa hora.
O presidente Fernando Henrique chama de
factóides e irresponsáveis os políticos que não ajudam o Brasil. O desabafo foi feito
durante solenidade no Palácio do Planalto ao anunciar medidas para reduzir os juros ao
consumidor. FHC admitiu que não foi fácil administrar a crise que ameaçou o Real no
início do ano, mas garantiu que já fez o que prometeu quando ainda era candidato à
reeleição. "Nunca fui camelô de ilusões. Não adianta cobrar de mim a redução
do desemprego, como se isso dependesse de vontade política. Estou lutando, com a
incompreensão e a oposição desnecessária de políticos irresponsáveis (e por sorte a
maioria dos políticos não são irresponsáveis, mas alguns o são) que transformam tudo
em factóide, em objeto de crítica", afirmou o presidente.
Segundo a Associação Nacional dos
Executivos em Finanças, Administração e Contabilidade, a taxa de juros média cobrada
do brasileiro é de 8,5% ao mês. Esse índice vem caindo lentamente mês a mês. A menor
queda está no cheque especial, cuja taxa média mensal caiu de 10,89% em agosto para
10,75% em setembro. As medidas podem provocar uma redução mais rápida dos juros para o
consumidor.
Patrícia Marins: "As medidas poderão
ser sentidas a partir da semana que vem. As grandes lojas e redes já estão refazendo as
contas. Já se pode esperar redução em dívidas de crediário com redução de juros
para 6% ao mês. Mas continua valendo aquela velha regra: juros mais baixos para
crediários mais curtos. Na compra de um carro financiado os juros devem ficar em 2% ao
mês e 28% ao ano".
O curso "Conhecendo o Brasil",
lançado na Argentina, começa a colher os primeiros frutos. O sucesso do projeto foi
comemorado na embaixada brasileira em Buenos Aires. Com o Telecurso do ensino de
Português, da TV Educativa, a Fundação Centro de Estudos Brasileiros e a produtora
argentina Formar, esperam atingir mais de mil lares argentinos.
O presidente da Argentina Carlos Menem
desembarca em Brasília para se encontrar com o presidente Fernando Henrique Cardoso. É a
última viagem que ele faz em seu mandato que termina no dia 10 de dezembro. Menem também
se encontrou com o presidente do Congresso, Antônio Carlos Magalhães. O presidente
argentino pretende voltar à Casa Rosada em 2003, esperando manter estreitos os laços
políticos com o Brasil, país mais importante economicamente para a Argentina.
O Procon começa a fiscalizar na
segunda-feira os supermercados de todo o país para saber se eles estão fixando as
etiquetas de preços nas mercadorias. A volta das etiquetas com preços em Real foi uma
determinação do governo considerada legal pelo Superior Tribunal de Justiça. Há pelo
menos cinco anos os códigos de barras estão nos produtos. A volta das etiquetas vai
combater, principalmente, as diferenças de preços que eram encontradas entre a gôndola
e a caixa registradora dos supermercados.
A morte misteriosa de um marinheiro
ucraniano na noite de terça-feira em Mossoró, no Rio Grande do Norte, leva as
autoridades a suspeitarem de que a causa tenha sido o vírus Ebola, identificado na
África. O sangue dele e fragmentos de pele foram enviados para exame no Centro de
Pesquisas Virais e o resultado sai no final do mês.
A CPI do Narcotráfico retoma as
investigações no Acre. O prazo para a conclusão dos trabalhos termina dia 11 de
novembro mas deve ser prorrogado por mais 90 dias. O pedido será entregue na terça-feira
ao presidente da Câmara, Michel Temer, pelos integrantes da comissão que querem
investigar melhor as denúncias sobre o narcotráfico. Quatro deputados da comissão
estão no Acre colhendo depoimentos. O Ministério Público do Estado ofereceu denúncia
contra o deputado Hildebrando Paschoal por envolvimento nos assassinatos de um delegado e
de um soldado do Corpo de Bombeiros. O soldado da PM Marcos Figueiredo confirmou em
depoimento que levava carretas roubadas no Brasil para Bolívia, onde eram cotadas a US$ 5
mil. Ele disse também que o ex-governador do Acre Orleir Camelli teria envolvimento no
assassinato do irmão do deputado Hildebrando Paschoal.
O presidente do Supremo Tribunal Federal,
ministro Carlos Velloso, anunciou que vai processar a revista inglesa The Economist. O
motivo é a publicação de um artigo chamando os ministros do Supremo de
"loucos" por causa da decisão que isentou de imposto os servidores públicos
inativos da Previdência. O ministro disse esperar que o presidente Fernando Henrique
Cardoso se pronuncie em defesa do Judiciário, pois segundo ele, como Chefe de Estado, o
presidente tem obrigação de defender as instituições brasileiras.
Economista da Fipe consegue avaliar pela
primeira vez o rombo provocado pela sonegação de impostos por parte das empresas. Usando
dados do IBGE e da Receita Federal, Maria Helena Zockun concluiu que em média 40% dos
impostos devidos não são pagos. Segundo a pesquisadora, o principal motivo para a
sonegação não é malandragem, mas alíquotas muito altas.
Uma comissão de deputados de Minas Gerais
e do Espírito Santo se reuniu em Belo Horizonte para discutir um projeto de preservação
para o Rio Doce. O desmatamento e a atividade industrial no chamado Vale do Aço está
colocando em risco o equilíbrio ambiental da região.
RECORD - JORNAL DA
RECORD - 19H20
A Polícia Federal ouve nesta sexta-feira o
presidente do Conselho Federal de Farmácia do Distrito Federal, Antônio Barbosa. Ele vai
fundamentar as denúncias de que representantes de laboratórios estão formando cartel. A
denúncia está sendo investigada em inquérito aberto pela Polícia Federal, em
Brasília.
Três juizes são afastados e nove pessoas
têm pedido de prisão temporária, acusados de participar do crime organizado do Piauí.
Entre os acusados estão o coronel reformado Viriato Correia Lima, já recolhido ao
comando da PM, e o ex-delegado José Wilson Torres, ex-presidente da Associação dos
Delegados de Polícia. Um dos juizes, Orlando Pinheiro, é acusado de agir junto com o
promotor para arquivar todas as denúncias contra a quadrilha.
A CPI do Narcotráfico quer mais três
meses para concluir os trabalhos. O Ministério Público no Acre denunciou o ex-deputado
Hildebrando Paschoal por envolvimento nos assassinatos de um delegado e de um soldado do
Corpo de Bombeiros do Estado. Os procuradores da República aproveitaram a denúncia para
pedir prorrogação por mais 30 dias da prisão temporária do ex-deputado e dos 27
suspeitos de envolvimento com a organização criminosa que seria comandada por
Hildebrando Paschoal.
Cai o número de pessoas no mundo que
sofrem de fome crônica. A informação é da FAO, organismo da ONU para Agricultura e
Alimentação. Segundo as Nações Unidas, o número de pessoas que passam fome caiu de
830 milhões entre 1990 e 1992, para 790 milhões no período entre 1995 e 1997. Na
divulgação dos números a FAO alertou que o problema da fome ainda está longe de ser
resolvido.
Pesquisa divulgada pela Fiesp mostra que o
nível de emprego na indústria caiu 0,06% em setembro. Isso significa uma redução de
957 postos de trabalho no Estado de São Paulo. O índice acumulado no ano está negativo
em 3,49%, o que representa o fechamento de 56.714 vagas.
O governo reduz o IOF de 6% para 1,5% para
empréstimos pessoais e elimina o compulsório dos depósitos a prazo. São algumas das
medidas anunciadas nesta quinta-feira para tentar baixar os juros ao consumidor. As
diferentes taxas de juros do cheque especial, praticadas pelos bancos, serão
obrigatoriamente informadas ao Banco Central e amplamente divulgadas. Também serão
tomadas medidas para desburocratizar os pequenos empréstimos bancários. O Banco Central
reduziu o limite de consulta à Central de Risco de R$ 50 mil para R$ 20 mil, em caso de
empréstimos. A Central também passa a contar com o Cadastro do Bom Pagador. O Banco
Central está criando ainda a cédula de crédito bancário, que vai antecipar aos bancos
o recebimento de dívidas.
O anúncio das medidas mereceu destaque na
agenda do presidente. É a terceira solenidade em uma semana para promover a ativação da
economia. O governo tenta mostrar serviço, perseguindo a redução da taxa de desemprego
e buscando soluções que alcancem o cidadão comum. O ministro da Fazenda foi o principal
alvo dos elogios do presidente. "Ele continuará definindo os rumos da
economia", disse Fernando Henrique, que defendeu a competição entre os bancos.
"As medidas adotadas podem não ser consideradas positivas por alguns setores, mas
terão efeitos concretos nos meses seguintes", afirmou.

ATENÇÃO
O Boletim de Acompanhamento Macroeconômico da Secretaria de Política
Econômica, que traz avaliação mensal da conjuntura econômica brasileira (análise e
tendência de preços, salários, juros, balança comercial, contas externas, etc), está
disponível via FTP através do endereço na INTERNET www.fazenda.gov.br,
na área específica de "Publicações". Outras informações atualizadas,
inclusive sobre os resultados do Plano Real, podem ser também obtidas, em português e em
inglês, na página eletrônica do Ministério da Fazenda.
Consulte a homepage da Secretaria de Comunicação Social da
Presidência da República.
O endereço na Internet é www.brasil.gov.br
O telefone para solicitação de publicações é:061-411.4892.
O email da Secretaria de Comunicação Social é: secom@planalto.gov.br |