
26/01/1999
JORNAL DO BRASIL
- Dólar vai a R$ 1,80 e testa o BC - O mercado
continuou testando ontem a nova política do Banco Central e chegou a cotar o dólar a R$
1,80, fechando o dia em R$ 1,76. A valorização da moeda americana já chega a 45,4%
desde o dia 13, quando o Governo modificou o sistema de bandas. Apesar do feriado em São
Paulo, saíram do País US$ 95 milhões. O Governo deu os primeiros passos para a
unificação das cotações dos segmentos comercial e flutuante. (pág. 1 e 13)
- O governador Anthony Garotinho saiu com boas
notícias do encontro de ontem com Joel Rennó, presidente da Petrobras. A estatal tem R$
5,7 bilhões para investimentos no Rio nos próximos cinco anos. Em 1999, serão R$ 141
milhões em cinco grandes projetos. Segundo Garotinho, a Petrobras vai reativar também a
indústria naval destinando 15 navios para reparos nos estaleiros fluminenses, ao preço
de R$ 150 milhões, gerando cerca de 4.000 empregos diretos. (pág. 1 e 18)
- Os servidores públicos federais aposentados e
pensionistas e os funcionários públicos da União da ativa vão pagar as novas
alíquotas de contribuição previdenciária também sobre o 13º salário. O desconto
está previsto no projeto de lei que deve ser votado hoje pelo Senado. O anúncio foi
feito, ontem, pelo ministro da Previdência, Waldeck Ornelas, e se aprovado começa a
vigorar a partir de 1º de maio. Com a cobrança, o Governo espera arrecadar R$ 4,1
bilhões em 12 meses. (pág. 1 e 5)
- Em resposta às pressões da base aliada no
Congresso por medidas de combate à recessão e de retomada do desenvolvimento, o Governo
anunciou ontem a criação de dois grupos interministeriais que apresentarão propostas
nas áreas de produção e emprego. Os dois grupos serão coordenados pelo ministro do
Desenvolvimento, Celso Lafer. (pág. 1 e 3)
- A energia elétrica em Niterói, São Gonçalo,
Baixada Fluminense e interior está 2,74% mais cara a partir de hoje. O reajuste ficou
acima da inflação, que no mesmo período foi de 2,18%. Com o aumento da Cofins nos
derivados de petróleo o preço desses produtos pode subir 3,8%. (pág. 1, 14 e 16)
- O presidente do Congresso Nacional, senador
Antônio Carlos Magalhães (PFL- BA), disse ontem que o presidente Fernando Henrique
Cardoso tem que dar, no mais curto prazo de tempo possível, sinais à sociedade de que o
Governo está conseguindo superar a crise econômica. "Não acho que esteja havendo
lentidão, mas reconheço que deve haver mais pressa".
"As duas coisas são diferentes", disse o
senador. Para ele, Fernando Henrique deve elaborar uma agenda para a superação da crise
para mostrar que tem condições de dar prosseguimento ao programa de desenvolvimento do
País logo que passar "esse turbilhão de irracionalidade do mercado
financeiro", disse o senador.
Antônio Carlos afirmou ainda, que está faltando
mais agilidade na forma de agir para enfrentar a crise. Mas evitou fazer críticas ao
ministro da Fazenda, Pedro Malan, ou a qualquer outro integrante da equipe econômica.
Antônio Carlos Magalhães criticou os "boateiros que a cada dia estão criando
boatos para contagiar a elite brasileira". (...) (pág. 2)
- O Governo decidiu criar dois grupos
interministeriais para discutir propostas nas áreas de produção e emprego. O anúncio
foi feito ontem pelo coordenador político do Governo, o ministro das Comunicações,
Pimenta da Veiga.
A primeira reunião dos grupos, que serão
coordenados pelo ministro do Desenvolvimento, Celso Lafer, foi marcada para quinta-feira.
A iniciativa é uma resposta às pressões da base parlamentar aliada no Congresso, que
cobra medidas de combate à recessão e a retomada do desenvolvimento. E responde também
à perplexidade provocada pelas incertezas no mercado de câmbio. (...) (pág. 3)
- O presidente Fernando Henrique Cardoso se
esforçou ontem para desfazer os boatos que previam uma nova mudança na política
econômica do Governo por meio de uma centralização cambial. O Presidente determinou ao
porta-voz da Presidência, embaixador Sérgio Amaral, que fizesse um pronunciamento
afastando qualquer possibilidade de controle de câmbio. Para Sérgio Amaral, o esforço
atual do Governo é evitar o que ele chamou de "inflação preventiva", ou seja,
empresários que remarcam os preços para evitar perdas no futuro. (...) (pág. 3)
- O governador de Minas Gerais, Itamar Franco
(PMDB), aproveitou as alegações apresentadas ontem contra a Advocacia-Geral da União,
no Supremo Tribunal Federal (STF), para criticar o Governo do presidente Fernando Henrique
Cardoso.
"Não é necessário maior esforço para
constatar que a deterioração das expectativas dos agentes econômicos relativamente às
perspectivas do País não se funda no estado de necessidade administrativa" de
Minas, afirmou, dizendo que a onda de previsões negativas "é fruto do desastrado
desempenho do Governo federal em sua política econômico-financeira. (...) (pág. 4)
COTAÇÕES
- Salário mínimo: R$ 130. Dólar comercial: R$
1,7598 (compra), R$ 1,7606 (venda). Dólar paralelo: R$ 1,700 (compra), R$ 1,850 (venda).
Dólar turismo (Banco do Brasil - compra): R$ 1,55, (Banco do Brasil - venda): R$ 1,85. TR
do dia 26/12 a 26/01: 0,4910%. TBF do dia 22/01 a 22/02: 2,4687%. (pág. 1)
EDITORIAL
"Abalo de confiança" - Aos olhos dos
brasileiros espantados, a revelação dos números gigantes que apresentam o Brasil, do
endividamento externo à dívida interna, acentuou o contorno da crise econômica
desencadeada pela desvalorização do real. É certo que não haverá solução sem
restabelecimento da confiança nem se restabelecerá a confiança sem a grande
negociação política nacional. (...) (pág. 10)
COLUNAS
(Coisas da Política - Dora Kramer) - O departamento
de efeitos especiais do Governo federal anda pouco criativo e dado a brincadeiras de mau
gosto. É antiga a fórmula de se criar uma comissão, um grupo de trabalho ou mesmo
lançar uma discussão a propósito de tema de aparente relevância quando não se sabe
bem o que fazer ou dizer.
Sinceramente, essa idéia grandiloquente de se
formar um grande fórum nacional de debates pró-desenvolvimento está com todo jeito de
ser daqueles temas "do bem" criados para que deles a imprensa se ocupe a fim de
deixar de lado assuntos mais complicados. (...) (pág. 2)
(Informe JB - Marcia Carmo) - Um dos parlamentares
mais antigos no Congresso, com 16 anos como deputado e senador, o acadêmico Roberto
Campos assistiu ao início e ao fim de vários planos econômicos. Amanhã, ele se
despedirá do Senado em meio a mais uma crise.
"É hora de dizer não à reindexação, não
ao controle de preços, não a novas bandas cambiais. É hora de deixar o câmbio flutuar
para encontrar equilíbrio. De dizer sim às reformas fiscais e previdenciárias e às
privatizações. As propostas fiscais foram tímidas".
Liberal, para muitos em excesso, ele acha que FH
começou a perder credibilidade justamente porque errou o "timing" da
liberação cambial. (...) (pág. 6)
FOLHA DE
SÃO PAULO
- BC unifica o câmbio a partir de segunda - O
Governo federal anunciou duas medidas para aumentar a oferta de dólares no mercado e
evitar desvalorizações do real.
A partir de hoje, os bancos estão autorizados a
tomar 50% a mais de empréstimos em dólar no dia-a-dia para atender aos clientes que
queiram comprar a moeda norte-americana - o que poderá aumentar em até US$ 1,2 bilhão a
oferta total.
Os menores bancos podem agora obter até US$ 8,475
milhões. Para os maiores, o limita sobe para US$ 33,75 milhões.
O CMN (Conselho Monetário Nacional) aprovou a
unificação, a partir de segunda- feira, dos mercados flutuante e livre do dólar, que
terão cotação única. Os dólares de um dos mercados poderão suprir necessidades do
outro. (pág. 1 e 2- 1)
- O presidente Fernando Henrique Cardoso
"lamenta que se dê curso à especulação de centralização de câmbio",
afirmou o porta-voz Sérgio Amaral.
A idéia foi defendida pela "Folha" em
editorial no domingo. "Se fosse para centralizar, não seria necessário
desvalorizar", disse. (pág. 1, 2-1 e 2- 3)
- A premiação de "Central do Brasil", de
Walter Salles, como melhor filme estrangeiro no 56º "Globo de Ouro", anteontem,
aumentou suas chances de conquistar um Oscar em março.
O filme possui um enredo que agrada a Hollywood: a
transformação de um adulto em contato com uma criança. (pág. 1 e 4-1)
- O ministro Celso Lafer (Desenvolvimento) vai
propor hoje aos presidentes de 27 federações estaduais da indústria um pacto
antiinflação.
Lafer nega reedição das "câmaras
setoriais" - que chamou de "herança de uma economia inflacionária".
Poderão ser dados benefícios a empresas em troca da geração de empregos. (pág. 1 e
1-6)
- Pelo menos 73 pessoas morreram e 800 ficaram
feridas em razão de um terremoto que atingiu ontem à tarde a região centro-oeste da
Colômbia.
O tremor, de 6 graus na escala Richter, chegou a ser
sentido em Bogotá (capital). Diversas cidades ficaram sem comunicação telefônica.
(pág. 1 e 1- 9)
- O secretário de Acompanhamento Econômico do
Ministério da Fazenda, Cláudio Considera, disse que os preços dos combustíveis não
subirão devido à desvalorização cambial o que trará prejuízo à Petrobras.
Considera admitiu que deve haver aumento de até
3,8% no preço da gasolina, a partir de 1º de fevereiro, caso se confirme o repasse ao
consumidor do aumento de 2% para 3% da alíquota da Cofins. (pág. 1 e 2-3)
EDITORIAL
"Sonatas do Banco Central" - Num momento
em que as decisões sobre o destino do País tornam-se a cada dia mais urgentes, o Banco
Central anunciou ontem a data de 1º de fevereiro para a unificação dos mercados de
câmbio.
É um passo correto, voltado para o aumento da
transparência nesses mercados. Mas, na atual situação de crise aguda, parecem duvidosos
os seus efeitos sobre a confiança na moeda brasileira. (...) (pág. 1-2)
COLUNA
(Painel) - Segundo estudo reservado da CNI
(Confederação Nacional da Indústria), a crise do Real pode fazer o índice de
desemprego do IBGE atingir 12% até o fim do 1º semestre. Em novembro de 98, a taxa era
de 7,04%. Quando FHC assumiu, janeiro de 95, 4,42%.
PFL e PMDB desconfiam que há articulação tucana
para tomar conta do Governo. Temem perder espaços. ACM, que andava quieto à espera de
que a reeleição para o Senado fosse sacramentada, saiu em defesa de Malan. (pág. 1- 4)
O ESTADO
DE SÃO PAULO
- Câmbio muda para aumentar oferta de dólar - O
Governo anunciou ontem duas medidas destinadas a conter a especulação com o dólar e
reduzir a pressão sobre o mercado à vista de câmbio. As mudanças permitirão a
unificação das taxas cambiais das instituições financeiras e o aumento de 50% dos
limites de contratos de venda de dólar sem que os bancos possuam a moeda em espécie, ou
seja, para entrega futura.
A unificação das taxas livres (comercial) e
flutuante (turismo), que entrará em vigor no dia 1º, é considerada uma
"adaptação" ao regime de flutuação do dólar. O objetivo é evitar que a
escassez de dólares pressione as cotações.
"Na sexta-feira, havia dinheiro sobrando no
flutuante e faltando no comercial", de acordo com a Assessoria de Imprensa do Banco
Central (BC). Já o aumento da chamada posição vendida dos bancos entra hoje em vigor.
Com a decisão tomada pela diretoria do BC, o limite máximo da capacidade de
endividamento em dólares de cada instituição atuante nos dois mercados subirá de R$
22,5 milhões para até R$ 33,7 milhões. (...) (pág. 1 e B1)
- Missão do FMI chega para avaliar economia - Uma
missão técnica do FMI desembarca hoje no Brasil, segundo informou a direção da
instituição em Washington. O grupo avaliará o desempenho da economia.
Uma segunda missão negociadora, que terá como
objetivo discutir eventuais medidas adicionais na área fiscal, a partir da adoção do
câmbio flutuante, virá ao País provavelmente no início da próxima semana.
A primeira análise do andamento do acordo
brasileiro com o Fundo terá de estar concluída até o fim de fevereiro. (pág. 1 e B5)
- "A melhor contribuição que, neste momento,
os dirigentes argentinos podem dar aos nossos vizinhos brasileiros é elogiar publicamente
os méritos do regime de conversibilidade monetária. Se os líderes brasileiros
quisessem, poderiam pôr fim, de imediato, à crise que causa tantos danos à região.
Para quem conhece bem a experiência do regime que
nos rege desde 1º de abril de 1991, deve ser fácil perceber que o Brasil resolverá o
problema se aplicar nosso sistema de conversibilidade. E o País está nas melhores
condições para fazer isso". (Domingo F. Cavallo) (pág. 1 e B11) p 5,1 - "A
proposta de centralizar o câmbio agradou aos empresários e desagradou aos economistas e
profissionais do mercado financeiro. Os primeiros a apoiaram encantados com a promessa de
que haveria queda dos juros e estabilização da taxa de câmbio. Os segundos, melhor
conhecendo suas consequências, viram na idéia o risco de desastre.
O Brasil viveu duas experiências de centralização
cambial, em 1983 e 1989. Eu estava no governo em ambas. É uma experiência dramática. A
medida justifica-se apenas quando todas as demais se tornaram inviáveis. Os danos à
economia e à imagem do País são incomensuráveis e duradouros. A mera discussão do
tema já é prejudicial. (Mailson da Nóbrega) (pág. 1 e B3)
- Os líderes partidários estudam a possibilidade
de nova convocação extraordinária do Congresso para acelerar a tramitação, na
Câmara, da proposta que prorroga a vigência da CPMF e aumenta a sua alíquota. O
objetivo do Governo é que a alíquota de 0,38% entre em vigor em maio.
Desde a semana passada, os governistas tentam, sem
sucesso, fechar um acordo com a oposição para modificar o regimento e diminuir os prazos
de tramitação da matéria. O presidente da Câmara, Michel Temer, acha mais
"razoável" estender a convocação que mudar o regimento, mas avisa que não
haverá salário extra. (pág. 1 e A4)
EDITORIAL
"Quem quer a derrota do Brasil" - O
governador petista Jorge Viana, do Acre, fala com clareza: "Não é hora para
revanchismo. Se tem alguém querendo derrotar FHC, está errado, a eleição já passou.
Derrotá-lo significa derrotar o Brasil". (pág. 1 e A3)
COLUNA
(Coluna do Estadão) - O Governo enfrentará, a
partir do dia 2 de fevereiro, uma nova realidade política no Congresso Nacional, que
deverá ser apresentada a ele com o mesmo tom cinzento com que a sociedade consegue
visualizar hoje o futuro próximo da economia brasileira.
O presidente Fernando Henrique Cardoso está
contando com a manutenção de uma maioria folgada na Câmara e no Senado para aprovar as
matérias de interesse em seu Governo - presume-se um nível de lealdade equivalente ao do
mandato anterior. (...) (pág. A6)
O GLOBO
- Produtores de alimentos anunciam aumento de
preçoes - Apesar de os supermercados terem avisado que vão resistir a aumentos
injustificados, os fornecedores começaram a enviar ontem para o varejo as novas tabelas
com reajustes de até 21% no preço de alimentos como café, farinha de trigo, queijo,
carne bovina, frango e óleo de soja. A negociação desses produtos ficou praticamente
paralisada ontem e o presidente da Bolsa de Gêneros Alimentícios do Rio, José de Sousa,
garantiu que a alta do frango e da carne de boi é especulativa.
"O mercado está bem abastecido, não há
motivo para aumentos imediatos", disse Sousa. O porta-voz da Presidência, Sérgio
Amaral, disse que o consumidor deve voltar a fazer pesquisa e que cabe à sociedade e aos
empresários não aceitarem aumento de preços. O presidente Fernando Henrique anunciou a
criação de dois grupos interministeriais para elaborar um programa de desenvolvimento e
emprego para o País, com recursos do BNDES, da Caixa Econômica e do Banco do Brasil.
(pág. 1, 21 e 23)
- O Banco Central anunciou ontem a unificação dos
câmbios comercial e flutuante, que a partir de segunda-feira terão apenas uma taxa
média divulgada no fim da tarde pelo BC. As regras para os negócios no comercial e no
flutuante, entretanto, serão mantidas, mas as instituições poderão agora transferir as
sobras de dólares de um segmento para o outro, o que deverá reduzir a pressão sobre o
preço da moeda nos dois mercados. (pág. 1 e 24)
- A taxação previdenciária de servidores ativos,
inativos e pensionistas, que o Senado vota hoje, atingirá também o décimo terceiro
salário. O presidente da Câmara, Michel Temer, quer a autoconvocação do Congresso em
fevereiro para apressar a aprovação da CPMF. (pág. 1, 4 e 5)
- A manifestação pública de desapreço por causa
de raça, opção sexual, origem, etnia e religião será crime punido com detenção,
segundo o projeto do novo Código Penal. Um soropositivo de Aids que tiver relações
sexuais sem camisinha também vai ser condenado. (pág. 1 e 9)
- O governo do estado decidiu apertar ainda mais o
cerco aos devedores de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS): a
secretaria estadual de Fazenda e a Procuradoria-geral do estado ampliaram de 200 para mil
o número dos maiores devedores, que serão fiscalizados com rigor. O próximo alvo será
uma empresa multinacional. Ela deve cerca de R$ 16 milhões. (pág. 2 e 18)
- A Polícia Federal vai investigar o desvio de
alimentos do Comunidade Solidária no Pará. A decisão foi tomada depois que a Polícia
Civil encontrou 32 sacos de farinha, com a inscrição do programa, à venda num
supermercado de Conceição do Araguaia. O alimento estava com prazo de validade vencido.
Vereadores da cidade denunciaram, nas eleições do ano passado, o desvio de cestas
básicas. (pág. 2 e 9)
- O presidente Fernando Henrique não aceitou o
convite do governador do Rio, Anthony Garotinho (PDT), para participar da inauguração da
fábrica da Peugeot, no Rio. Seria uma oportunidade para o Presidente se encontrar com
governadores da oposição. O porta-voz Sérgio Amaral alegou que Fernando Henrique já
havia assumido compromissos em São Paulo no próximo dia 29. (pág. 2 e 10)
- Na primeira reunião entre o ministro do
Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Celso Lafer, e o secretário de Indústria e
Comércio argentino, Alieto Guadagni, o governo argentino pediu que o Brasil restrinja os
financiamentos do Programa de Incentivos às Exportações (Proex) para países fora do
Mercosul. O Brasil pediu a manutenção das vendas de petróleo e trigo argentinos ao
câmbio antigo. (pág. 2 e 26)
- O presidente Fernando Henrique Cardoso criou ontem
dois grupos de ministros que vão estudar propostas nas áreas da Produção e do Emprego
para a elaboração de um programa de desenvolvimento para o País. A primeira reunião
acontecerá já nesta quinta-feira, sob o comando do ministro do Desenvolvimento, Celso
Lafer. Juntos, os ministros terão a tarefa de dinamizar a destinação de recursos do
BNDES, da CEF e do Banco do Brasil a quatro áreas apontadas como prioritárias:
habitação, saneamento, turismo e agroindústria familiar. (...) (pág. 3)
- O presidente do Senado, Antônio Carlos Magalhães
(PFL-BA), sugeriu ontem que o Governo federal lidere o pacto pelo desenvolvimento no
País, começando pela montadora Ford, que demitiu 2.800 funcionários na véspera do
Natal.
Antônio Carlos afirmou que o Governo pode abrir
mão de parte do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e os governos estaduais do
Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), para possibilitar a
diminuição dos preços e o aumento das vendas dos automóveis. (...) (pág. 3)
- O presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP),
vai propor hoje aos líderes da base governista que o Congresso se autoconvoque, no
período entre os dias 1º e 15 de fevereiro, para encurtar o tempo de tramitação da
emenda que prorroga e aumenta a alíquota da Contribuição Provisória sobre
Movimentação Financeira (CPMF). Se for aceito, a tramitação da emenda ganhará oito
sessões nesse período. (...) (pág. 4)
EDITORIAL
"Ajuste nacional" - Especialistas do
mercado financeiro internacional, reunidos em Nova York pelo Conselho das Américas,
afirmaram que depende em boa parte dos governos estaduais o retorno da confiança dos
investidores no Brasil.
Os estados não estão sendo responsabilizados pela
crise. Mesmo a moratória anunciada pelo governador Itamar Franco - um caso clássico de
decisão errada no pior momento - foi apenas um entre muitos fatores de inquietação e
descrédito.
Agora e nos próximos meses, no entanto, o
comportamento dos governadores será visto como forte indicador das chances de êxito do
ajuste fiscal. (...) (pág. 6)
COLUNAS
(Panorama Político - Tereza Cruvinel) - Nada mais
batido, no Brasil contemporâneo, do que o chamado dos governos ao pacto nacional quando o
calo aperta. Muda o objetivo. O de agora é pacto pelo desenvolvimento. A idéia, bonita,
altruísta e quase romântica, pode até funcionar em famílias ou sociedades, mas não
entre entes políticos que disputam poder. A proposta verbalizada pelo ministro Pimenta da
Veiga foi imediatamente rejeitada pelas forças de oposição. (...) (pág. 2)
(Ricardo Boechat) - A Petrobras anuncia este mês os
nomes dos grupos pré- qualificados na concorrência para desenvolvimento do campo de
Barracuda, na Bacia de Campos, ao custo de US$ 1,3 bilhão.
Quatro gigantes estão bem cotados; Dresser
Halliburton (EUA), ABB (Suíça), Aker e Kvaerner (ambos da Noruega).
Gente do setor dá como pule de dez a escolha do
americano.
Antes de transferir seu teatro para as mãos da
Igreja Universal do Reino de Deus, a atriz Tereza Rachel apelou ao Ministério da Cultura.
Mas quebrou a cara.
Há 20 dias, enviara um fax ao ministro Francisco
Weffort pedindo ajuda.
Só ontem recebeu a resposta.
"Ele disse simplesmente que agradecia por eu
ter lhe comunicado o destino de meu estabelecimento" - queixou-se. (pág. 14)
CORREIO
BRAZILIENSE
- Alimentos mais caros - As grandes redes de
supermercados do País começaram a receber ontem tabelas de fornecedores com aumentos de
até 21% nos preços de produtos como café, farinha de trigo, queijo, carne bovina,
frango e óleo de soja. Os comerciantes não aceitaram os reajustes e praticamente
suspenderam as compras. O presidente da Bolsa de Gêneros Alimentícios do Rio, José de
Sousa, tachou de especulativa a alta do frango e da carne de boi. O Governo também
reagiu, condenando a elevação de preços de produtos que nada têm a ver com a
desvalorização do Real e a cotação do dólar. O porta-voz da Presidência da
República, Sérgio Amaral, pediu que a sociedade e os empresários rejeitem aumentos
abusivos. Mas a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), órgão ligado ao Governo
autorizou reajuste de 2,74% nas tarifas da Companhia de Eletricidade do Rio (Cerj). (...)
(pág. 1, 2 e 3)
- Os servidores públicos do Distrito Federal estão
proibidos de fazer viagens e cursos fora de Brasília com recursos do governo local. Uma
das medidas que o governador Roriz promete adotar para conseguir economizar R$ 128
milhões este ano.
Até o segundo semestre estão previstas várias
outras tesouradas, como o corte de 30% dos cargos comissionados, a extinção de órgãos
da administração e o cancelamento da publicidade do Banco de Brasília (BRB). (pág. 1 e
7)
- O governador Joaquim Roriz admitiu que poderá
haver atraso de "um, dois ou três dias" no pagamento do reajuste de 28,86%
prometido aos servidores. O pagamento seria feito no próximo dia 29.
Segundo Roriz, o motivo da demora é o
"trabalho gigantesco" feito por técnicos do governo, que analisam a situação
de cada um dos servidores para definir o percentual de aumento a que eles têm direito.
Nem todos ganharão reajuste integral. A folha suplementar será paga quando os cálculos
forem concluídos. (pág. 1 e 2)
JORNAL
DE BRASÍLIA
- Brasil rejeita dolarização proposta pela
Argentina - A ousada proposta argentina de dolarizar as economias dos países do Mercosul
foi formalmente rejeitada ontem pelo Brasil. O ministro do Desenvolvimento, Celso Lafer,
recebeu, por escrito, a proposta encaminhada pelo ministro da Economia da Argentina, Roque
Fernandez. "Essa proposta não contribui, na nossa primeira avaliação, ao
encaminhamento construtivo de longo prazo em torno do Mercosul", disse Lafer, depois
de uma reunião com o secretário de Comércio e Indústria argentino, Alieto Guadagni,
que veio ao Brasil discutir formas de atenuar o impacto da desvalorização do real na
economia de seu país. (...) (pág. 1 e 9)
- Os líderes dos partidos que apóiam o Governo
estão decididos a encurtar o caminho da aprovação da CPMF. A idéia é fazer uma
autoconvocação do Congresso. Com isso, correria o prazo para a contagem das oito
sessões para que a emenda seja votada na comissão especial. A autoconvocação não
incorreria em gastos para o Tesouro porque os parlamentares não seriam remunerados por
comparecer às sessões. (...) (pág. 1 e 3)
- O Banco Central anunciou, ontem, o primeiro ajuste
nas regras do mercado de câmbio. Os bancos foram autorizados a unificar as operações
com o dólar comercial e o dólar turismo, a partir de segunda-feira. Hoje, como esses
mercados são separados, os bancos não podem usar divisas de um segmento para cobrir a
escassez no outro. (...) (pág. 1 e 11)
- (...) O filme brasileiro "Central do
Brasil", dirigido por Walter Salles, ganhou o Globo de Ouro, um prêmio da
Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood, que na prática é um passo prévio
para a indicação ao Oscar. Fernanda Montenegro, radiante de felicidade, agradeceu aos
norte-americanos por terem recebido tão bem o filme brasileiro. (...) (pág. 1 e 2)
CORREIO
DO POVO
- Um convite do Governo federal para uma conversa
hoje em Brasília pode representar o início da negociação para a repactuação da
dívida mobiliária do estado. Esta é a expectativa do vice-governador Miguel Rossetto,
que, ontem à noite, informou que o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Pedro
Parente, recebe hoje o secretário da Fazenda, Arno Augustin, e o chefe da Casa Civil,
Flávio Koutzii, para tratar da dívida. Ambos vão reafirmar que o RS não tem
condições de pagar R$ 850 milhões por ano de parcelas da dívida, deixando de lado
questões sociais como saúde e educação. Segundo Rossetto, o governo espera que a
União reconheça a dramática situação financeira dos estados e opte pela
repactuação. (capa)
- Aviões norte-americanos bombardearam ontem cinco
instalações de defesa antiaérea localizadas no norte e no sul do Iraque, em resposta
às tentativas de Bagdá de desafiar a demarcação das zonas de proibição de vôo sobre
seu território. Foi o terceiro dia consecutivo de incidentes nas zonas de exclusão
aérea nestas regiões. Caças norte-americanos F15F e quatro caças F/A-18 Hornet
dispararam contra unidades da defesa antiaérea iraquiana posicionadas ao sul do País, na
cidade de Basra, por volta das 4h25 locais. Segundo o prefeito da cidade, Ibrahim Hamash,
pelo menos 11 civis morreram e outros 59 ficaram feridos. (capa)
MANCHETES
HOJE EM DIA (MG)
- Dólar dispara preços
JORNAL DO COMMERCIO
(PE)
- Crise eleva preços no comércio
O DIA (RJ)
- Governo obriga Telerj a instalar 127 mil linhas
CORREIO DO POVO
(RS)
- BC inicia unificação do câmbio
TELEJORNAIS
RECORD-JORNAL DA
RECORD-19H20H
- A Ericsson vai demitir mais de 10% dos seus
funcionários. A empresa, uma das maiores fabricantes de telefones celulares e
equipamentos de telefonia do mundo, fez o anúncio dos cortes em sua sede, na Suécia. Nos
próximos dois anos, as demissões deverão atingir 11 mil dos 104 mil funcionários da
Ericsson em vários países. A empresa, que tem filial no Brasil, alega queda nos lucros
provocada, principalmente, pela crise asiática.
- Dia nervoso nos mercados financeiros
internacionais. O medo de que a China desvalorize sua moeda fez a maioria das bolsas de
valores da Ásia fechar em baixa. O banco central e o governo da China negaram qualquer
plano nesse sentido, mas não conseguiram acalmar os investidores. Em Hong Kong, a queda
atingiu 2,5%. A exceção foi a Bolsa de Tóquio, que subiu 0,4% por causa do otimismo
sobre a reforma bancária no Japão. Na Europa e em Nova Iorque, as bolsas abriram em
baixa mas reagiram ao longo do Pregão. A Bolsa de Londres subiu 0,3%. Em Paris a alta foi
de 0,8% e, em Frankfurt, a bolsa caiu 0,4%.
- A Bolsa de Nova Iorque fechou com alta de 0,9%. A
Bolsa do Rio caiu 0,7%. Em São Paulo não houve Pregão, devido ao feriado. O
aniversário de São Paulo também atrapalhou os negócios com o câmbio. Em dia de poucas
transações, o dólar comercial teve uma desvalorização de 3,8%. Foi negociado a R$
1,80, contra R$ 1,73 na sexta-feira.
- O Conselho Monetário Nacional decide unificar o
dólar comercial e o flutuante. Hoje os bancos podem negociar, por dia, US$ 5 milhões no
câmbio comercial e US$ 1 milhão no câmbio turismo. Como a procura pelo dólar turismo
está muito alta, a cotação sobe. O Banco Central permitiu, então, que os bancos vendam
os US$ 6 milhões como quiserem, no câmbio comercial ou no turismo. O governo espera,
assim, diminuir a pressão e reduzir as cotações do dólar. Mas, mesmo com as mudanças
no câmbio, o país precisa cortar despesas dentro de um forte ajuste fiscal, alertou o
secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Pedro Parente.
- O ministro do Desenvolvimento abre nesta
terça-feira negociações com todas as federações de indústrias do país, para evitar
a alta de preços e a volta da inflação. Também nesta terça, chegam ao Brasil duas
equipes técnicas, do BID e do FMI. Elas vêm para uma revisão das condições
econômicas do país e da estratégia fiscal do governo.
- O presidente Fernando Henrique Cardoso está
preocupado em desmentir notícias sobre uma eventual centralização do câmbio. Segundo o
porta-voz do Planalto, Sérgio Amaral, tudo não passa de especulação. Sobre os
negócios no mercado de câmbio, os negócios foram poucos e o dólar comercial teve uma
valorização de 3,8%. O dólar comercial foi negociado na segunda-feira a R$ 1,80. Na
sexta-feira ele foi negociado a R$ 1,73.
- A Argentina quer compensações para os produtos
importados do Brasil, por causa da desvalorização do real. A discussão já começou. O
ministro do Desenvolvimento, Celso Lafer, se reuniu em Brasília com o ministro da
Indústria e Comércio da Argenetina. Os argentinos querem que o governo brasileiro reduza
os incentivos aos exportadores. O governo da Argentina teme uma inundação de produtos
brasileiros, por causa da mudança no real.
- Salette Lemos: "A unificação do câmbio,
anunciada pelo governo para valer já a partir de 1º de fevereiro, era esperada para
daqui dois ou três meses. Antecipada para já, acaba evidenciando a falta de rumo da
política econômica. Enquanto empresários e autoridades econômicas discutem a
centralização do câmbio, negada pelo governo, o governo anuncia a unificação. O
objetivo da medida é uma menor flutuação das cotações que insistem em seguir curvas
ascendentes. Como o câmbio comercial tinha junto ao mercado um apelo mais oficial, a
intenção é que, a partir da unificação, sejam menores os solavancos. É uma medida de
efeito duvidoso, uma vez que não temos mais credibilidade junto ao mercado no controle da
política cambial."
- O Congresso entra na semana final da convocação
extraordinária. É a chance de o governo votar as últimas medidas do ajuste fiscal antes
da chegada dos novos deputados e senadores, a partir do dia 1º de fevereiro. O governo
conta com a aprovação do projeto que cria a contribuição previdenciária dos inativos
e aumenta a alíquota dos que estão na ativa, nesta terça-feira, pelo Senado. Antes de
se reunir com o Senado na quarta-feira, para votar o orçamento, a Câmara tem dois
grandes desafios. Um é aprovar os três projetos que faltam da reforma administrativa,
entre eles, o que limita os gastos da administração pública com pessoal. O outro
desafio é a CPMF. O governo quer apressar a votação do projeto que aumenta e prorroga a
contribuição. Nesta terça-feira, a base começa a conversar com os líderes, inclusive
da oposição, para reduzir os prazos de tramitação. Se fosse seguir à risca o
regimento, a CPMF só seria votada em abril.
- O presidente Fernando Henrique pretende dar essa
semana os primeiros passos de seu plano de desenvolvimento. O presidente quer dois blocos
de ministérios coordenando ações conjuntas. Um na área de produção e outro na área
de emprego. Eles terão a tarefa de propor ações imediatas de desenvolvimento nas áreas
de habitação, saneamento, agroindústria e turismo. A primeira reunião, a do grupo de
produção, que envolve cinco ministros, está marcada para quinta-feira. O esforço é
para tentar afastar o fantasma da recessão.
BANDEIRANTES-JORNAL
DA BAND-20H
- O governo decide unificar as taxas de câmbio para
enfrentar a crise. A partir de 1º de fevereiro, operações de importação e
exportação, turismo e todas as entradas e saídas de dólares vão ser feitas com a
mesma taxa. O dólar comercial e o dólar turismo desaparecem. Ao unificar o câmbio, o
Banco Central espera melhorar a circulação de dólar e reduzir a pressão sobre as
cotações sem ter que gastar mais dinheiro das reservas. Hoje há dois mercados de
dólares: o flutuante, para os turistas, e o comercial, para importadores e exportadores.
Os dois mercados são separados. O dólar que sobra de um lado não pode passar para o
outro.
- O real volta a cair em relaçao ao dólar. Fechou
segunda-feira a R$ 1,78. Desde a liberação do câmbio, o real já perdeu 32% do seu
valor. Nessa segunda saíram do Brasil US$ 107 milhões.
- A desvalorização do real pesa no bolso do
consumidor. Uma pesquisa feita em Brasília, pela Federação do Comércio, mostra que, em
apenas nove dias, o comércio aumentou os preços em quase 3%. O preço dos produtos
importados e do pãozinho também subiu. Donos de padaria, por exemplo, que usam trigo
argentino, estão repassando os custos. O preço do pãozinho já está R$ 0,02 mais
salgado.
- O porta-voz do Planalto, Sérgio Amaral, desmente
que o governo esteja preparando um novo plano para salvar o real. Ele desmentiu, também,
que o Brasil vá adotar a centralização do câmbio para estabilizar as cotações do
dólar.
GLOBO-JORNAL
NACIONAL-20H
- O dólar comercial e o dólar turismo vão ter a
mesma cotação. A novidade anunciada pelo Banco Central é mais uma tentativa de acalmar
o mercado de câmbio. A partir da próxima segunda-feira, o Banco Central passa a anunciar
apenas uma cotação para o dólar. Já nesta terça-feira, os bancos poderão comprar e
vender 50% mais dólares, mas só entre os próprios bancos. Para o consumidor não muda
nada.
- Chega ao Brasil uma equipe de técnicos do FMI
para conferir o ajuste fiscal brasileiro. Na próxima semana, a missão de negociadores do
Fundo é que estará aqui, para fazer um acompanhamento de todas as mudanças na economia
e revisar o acordo firmado com o Brasil, em novembro do ano passado.
- Começa a queda de braço entre o comércio e
fornecedores. Os supermercados decidem suspender compras e indicar nas prateleiras os
produtos que tiveram alta de preço. Pecuaristas seguram o boi no pasto. A cotação da
arroba sobe e a carne chega mais cara aos açougues. Em Brasília, hóspedes desconfiaram
de dolarização no hotel. De uma hora para outra a diária aumentou mais de 30%. A
Embratur notificou o hotel.
- A cobrança da CPMF está suspensa a partir dessa
segunda-feira. A prorrogação do imposto sobre o cheque e o aumento da alíquota para
0,38% ainda dependem da aprovação do Congresso. Para compensar parte da perda, o governo
aumentou o Imposto sobre Operações Financeiras e a contribuição sobre o lucro das
empresas. A CPMF só deve voltar a vigorar no segundo semestre.

ATENÇÃO
O Boletim de Acompanhamento Macroeconômico da
Secretaria de Política Econômica, que traz avaliação mensal da conjuntura econômica
brasileira (análise e tendência de preços, salários, juros, balança comercial, contas
externas, etc), está disponível via FTP através do endereço na INTERNET www.fazenda.gov.br, na área específica de
"Publicações". Outras informações atualizadas, inclusive sobre os resultados
do Plano Real, podem ser também obtidas, em português e em inglês, na página
eletrônica do Ministério da Fazenda.
Consulte a homepage da Secretaria de Comunicação
Social da Presidência da República.
O endereço na Internet é www.brasil.gov.br
O telefone para solicitação de publicações
é:061-411.4892.
O email da Secretaria de Comunicação Social é: secom@planalto.gov.br |