01/01/2000

JORNAL DO BRASIL

- 2000 chega com paz e luz

- Quatro milhões de pessoas comemoraram a chegada do Ano Novo no Rio de Janeiro, assistindo a espetáculos pirotécnicos em várias praias da cidade. O principal deles, em Copacabana, foi transmitido pela TV para o mundo inteiro. (...) O presidente Fernando Henrique Cardoso, o governador Anthony Garotinho e o prefeito Luiz Paulo Conde, e mais 500 convidados participaram da festa sob uma grande tenda construída no Forte Copacabana. A chegada do Ano 2000 foi também um show de transmissão de TV, com os diferentes povos do mundo assistindo, ao vivo, às comemorações nos diversos fusos horários. Não houve registro de problemas com o bug do milênio.

No Vaticano, o papa João Paulo II pela primeira vez apareceu à meia-noite, diante da Praça de São Pedro lotada, abrindo o Ano do Jubileu e preparando o terceiro milênio da Era Cristã. Em todos os cantos do mundo, o ano 2000 chegou iluminado, renovando esperança de uma nova era de paz. (pág. 1 e cad. Réveillon)

- Este ano é decisivo para as oposições. Os partidos da esquerda estão depositando todas as suas fichas nas eleições municipais de outubro e trabalhando para o fortalecimento das legendas nos municípios, a fim de colher frutos positivos na disputa presidencial, em 2002.

"Será o ano de julgamento do Governo federal", garantiu o presidente nacional do PT, deputado José Dirceu (SP). A crítica à política do presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e a apresentação das experiências e programas bem-sucedidos da esquerda em várias prefeituras do País serão estratégias comuns das oposições para 2000. (...) (pág. 2)

- O presidente Fernando Henrique Cardoso anunciou ontem que o combate à pobreza e a melhoria da qualidade do ensino serão as prioridades do seu Governo para este ano.

O Presidente aproveitou a festa de lançamento da chama do conhecimento brasileiro, na Escola Naval, que marcou a abertura das comemorações dos 500 anos de descobrimento, para transmitir sua mensagem de boas entradas no ano 2000. "Mas o que falta fazer não deve desmerecer o que já fizemos", disse Fernando Henrique. "Paz e amor são também os nossos lemas", acrescentou, lembrando o slogan dos hippies dos anos 70. (...) (pág. 3)

- O projeto de lei do novo Código Civil, que tramita no Congresso desde 1975, emendado pela Câmara dos Deputados em 1984 e pelo Senado em 1989, está prejudicado. Caso os legisladores insistam na aprovação da atual proposta, ocorrerá um retrocesso inaceitável, provocado pela volta de normas jurídicas há muito superadas, segundo avaliação feita pela Ordem dos Advogados do Brasil. (...) (pág. 3)

- Brasil e Argentina fecharam dia 30 um acordo provisório a respeito do comércio de automóveis, autopeças e produtos correlatos que vai durar dois meses, anunciou ontem o subsecretário para Assuntos Econômicos do Itamaraty, embaixador José Alfredo da Graça Lima. O impasse entre os dois principais parceiros do Mercosul sobre o regime automotivo, porém, está longe de ter fim: no mesmo dia em que negociava com o Brasil, o governo vizinho baixou decreto que prorroga a concessão de subsídios ao seu parque automotivo. (...) (pág. 9)

- O Governo federal quer se unir aos governos estaduais e municipais para utilizar seu poder comercial junto às empresas de telecomunicações. Os poderes Executivo, Judiciário e Legislativo, nas esferas federal, estadual e municipal, gastam juntos, por ano, entre R$ 1,2 bilhão a R$ 1,5 bilhão com esses serviços.

A economia gerada com a formação de uma única rede de informações, uma grande infovia, permitiria o atendimento das cerca de 10 mil localidades do País com serviços de telefonia e Internet, dentro da política do Governo de dar prioridade à área de Ciência e Tecnologia. (...) (pág. 3)

EDITORIAL

"Ganhos de 1999" - O ano de 1999 pode ser considerado o mais atribulado desta década na área econômica, levando-se em conta que o seqüestro da poupança financeira que perdurou até 1992 foi praticado em 1989. A economia brasileira superou todos os problemas causados pela desastrada desvalorização do real, seguida pela liberação do câmbio, e fechou o ano com a inflação em queda e a produção de volta à trilha do crescimento.

Trata-se de feito notável, pela magnitude da desvalorização do real: o dólar chegou a aumentar mais de 70% até fevereiro e alguns bancos internacionais, como o Lehman Brothers, arriscaram a previsão de que a inflação fecharia o ano em 85%. (...) (pág. 6)

COLUNAS

(Coisas da Política - Dora Kramer) - Previsões são sempre perigosas, uma vez que a realidade não é uma senhora obediente. Portanto, mais seguro é mesmo falar em possibilidade e probabilidades. E antes que os fatos se apresentem ao desmentido, pois são senhores igualmente independentes e voluntariosos, vamos às hipóteses que, no que tange à política para ano de 2000, resumem-se a uma só: a eleição municipal que servirá de coadjuvante à personagem principal que será a armação da campanha eleitoral para 2002. (...) (pág. 2)

(Informe JB - Luciana Nunes Leal) - Se no ano que começa hoje o relacionamento entre o prefeito do Rio, Luiz Paulo Conde, e o governador do estado, Anthony Garotinho, continuar como o dos últimos dias de 1999, o que se verá na eleição municipal da capital será uma grande camaradagem entre os dois.

Não se trata de aliança, mas algo como cada um vai tratar da sua vida, sem grandes animosidades. Garotinho, do PDT - sabe-se lá por quanto tempo -, promete apoio incondicional a sua vice, Benedita da Silva, se for ela mesma a candidatura do PT. Conde é candidatíssimo à reeleição. (...) (pág. 4)

FOLHA DE SÃO PAULO

- Boris Ieltsin renuncia ao governo da Rússia

- (Moscou) - O presidente russo, Boris Ieltsin, 68, anunciou ontem, na TV sua renúncia à Presidência.

Primeiro presidente da Rússia eleito pelo voto direto, em 1991, Ieltsin liquidou o comunismo no país, mas foi incapaz de evitar a crise econômica de 1998. Tem sérios problemas de saúde.

Ele foi substituído pelo premiê Vladimir Putin, que ficará no cargo até a eleição, que deve ocorrer no máximo em 90 dias. Apoiado por Ieltsin, Putin é o favorito para vencer o pleito.

Já como presidente interino, Putin assinou decreto dando imunidade a Ieltsin, alvo de acusações de corrupção. Ele não pode ser preso, interrogado nem indiciado em processos. (pág. 1 e 2-2)

- A passagem de ano transcorreu sem que computadores do mundo inteiro registrassem falhas significativas decorrentes do chamado bug do ano 2000.

No Brasil, houve falta de energia em algumas cidades e em bairros paulistanos. Segundo as autoridades, os casos não têm relação com o bug.

O esquema do Ministério da Defesa contra falhas será mantido na próxima semana, porque diversos setores, principalmente o financeiro, só funcionam a partir de amanhã. (...) (pág. 1)

- (Tóquio) - Nada de desastres, nenhum atentado de grupos radicais e tudo funcionou como previsto no Japão na virada do ano. O premiê Keizo Oduchi trabalhou em seu escritório até a meia-noite para acompanhar os serviços essenciais. (pág. 1 e 2-1)

- (Washington) - Como poucos computadores entraram em colapso, o governo dos EUA fez questão de insistir que foi necessário gastar US$ 100 bilhões para evitar o bug. Na virada do ano, só 150 guichês de apostas em jóquei clubes pararam. (pág. 1 e 2-13)

EDITORIAL

"Banco sem povo" - A idéia é boa, funcionou em países tão distintos quanto Itália e Bangladesh. Mas o Banco do Povo, no Brasil, ainda é incipiente. Trata-se de criar linhas de "microcrédito": operações de pouco valor, em geral sem exigência de garantia, ligados a organizações comunitárias, com juros baixos. A experiência internacional sugere que se trata de meio adicional de distribuição de renda e combate à pobreza. No limite, de disseminação de atitudes empreendedoras. E, em geral, com baixa inadimplência.

No Brasil, um decreto presidencial qualificou ONGs para atuar como sociedades de financiamento a microempreendedores, sob controle do Banco Central. Mas, dos R$ 150 milhões disponíveis para empréstimos no BNDES, só R$ 16,3 milhões foram emprestados, ou 10,8% dos recursos repassados pelo FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador. (...) (pág. 1-2)

COLUNA

(Painel) - FHC está se preparando para enfrentar ACM (PFL) na convocação extraordinária do Congresso. Viu que o presidente do Senado já sentiu que está sendo minado pelo Planalto e articula aliança tática com o PMDB para não deixar o cacique pefelista limitar como deseja o uso das MPs (medidas provisórias).

* O Planalto sabe que o Congresso aprovará o projeto que diminui a liberdade que FHC tem hoje para editar medidas provisórias. A intenção é suavizá-lo e não deixar ACM amarrar o Governo ao Congresso no ano que FHC pretende depender menos do Legislativo.

* Causaram revolta os outodors de Levy Fidélix (PRTB) que dizem que os paulistanos desejam feliz Ano Novo a Collor. A pré-candidatura do ex-presidente a prefeito de SP, com inexpressivos 4% na última pesquisa Datafolha, está conseguindo mobilizar a população. Contra ela.

* Foi sentida a ausência de Élcio Álvares (Defesa), na cerimônia de ontem, na Escola Naval, no Rio de Janeiro, na qual FHC discursou sobre os 500 anos Brasil. O ministro está por um fio. No Planalto, auxiliares do Presidente dizem claramente que, se ele cometer um pequeno deslize, perderá o ministério. (pág. 1-4)

O ESTADO DE SÃO PAULO

- Mundo recebe 2000 de braços abertos e bug é fiasco

- A chegada de 2000, com a força simbólica da data "redonda", foi celebrada em todo o mundo com a alegria e a esperança de uma passagem de era, embora o novo milênio só comece daqui a um ano.

Os primeiros a festejar o ano novo foram os habitantes de Kiribari e Tonga, arquipélagos do Pacífico que estão 16 horas à frente do horário de Brasília. O maior réveillon do planeta ocorreu no Rio, onde cerca de 4 milhões de pessoas foram assistir à queima de fogos nas praias. Mas a festa oferecida a FHC, no Forte Copacabana, foi marcada por incidentes: parte da cobertura do salão foi derrubada pelo vento e chegou a faltar luz. O temido bug dos computadores não provocou nenhum problema grave. O único incidente digno de registro aconteceu no Japão, onde o sistema de detecção de vazamento de uma usina nuclear parou de funcionar à meia-noite. A expectativa, agora, é com relação à segunda-feira, quando o mundo dos negócios volta a operar. (pág. 1 e A4 a A20)

- Acaba seqüestro de avião indiano

- Seqüestradores libertaram reféns após 8 dias de cativeiro. (pág. 1 e A23)

- O presidente Boris Yeltsin surpreendeu a Rússia, ontem, ao anunciar sua renúncia e a realização de eleições no dia 26 de março. Depois de oito anos de governo, ele deixa o país em meio a uma intensa crise econômica e moral. O primeiro-ministro Vladimir Putin assumiu o cargo e governará até as eleições. Um decreto de Putin concede imunidade penal a Yeltsin e sua família. Os benefícios incluem o uso vitalício de uma casa de campo. (pág. 1 e A21)

EDITORIAL

"O século começou em 1914" - Se se pode dizer, como alguns, que o século 20 começou em 1914, é necessário ressaltar que foi o século em que a democracia liberal viveu seus momentos mais dramáticos, desafiada pelo totalitarismo exemplificado nos regimes stalinista e nazista mais do que no fascismo italiano, e, depois, na violência do regime comunista chinês. (pág. 1 e A3)

O GLOBO

- Adeus bug velho, feliz 2000

- As linhas telefônicas ficaram congestionadas na orla, faltou luz na Lagoa, no Forte de Copacabana e até no edifício Chopin, reduto das festas mais badaladas do réveillon. A chuva e um vento forte também passaram pela praia, mas o tão temido bug do milênio não apareceu para atrapalhar a festa de 2,5 milhões de pessoas em Copacabana, entre elas o presidente Fernando Henrique. Durante 18 minutos, fogos coloriram o céu com rostos sorrindo, corações e palmeiras. A vizinha Ipanema não ficou atrás, com 13 minutos a mais de fogos e uma apresentação de Gal Costa. Da Austrália a Paris, gente de todos os credos comemorou a chegada do ano 2000. (pág. 1, 8, 9 e cad. Especial Réveillon)

- As chuvas de verão podem se transformar num pesadelo para vários municípios do Rio. Da verba de R$ 13 milhões reservada pelo Orçamento da União para obras de contenção de enchentes e encostas, até agora apenas a capital foi beneficiada com R$ 2 milhões. Neste verão, o radar meteorológico da Aeronáutica será usado para prever temporais. (pág. 2 e 15)

- O ano 2000 chega com previsões de recuperação da economia brasileira e inflação mais baixa. Bancos e consultorias apostam num crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) que pode variar de 2,5% a 3,5%.

As previsões são de que a inflação deve ficar entre 6,5% e 7%. O Ministério do Planejamento acredita que o crescimento deve ser puxado pela indústria. (pág. 2 e 17)

- O Brasil e a Argentina fecharam ontem um acordo provisório sobre o regime automotivo, que vai vigorar até 29 de fevereiro.

Entretanto, o governo argentino anunciou que pretende prorrogar os incentivos que concede a sua indústria automobilística. A medida pode tornar inviável a capacidade de concorrência das empresas brasileiras no Mercosul. (pág. 2 e 18)

- Ao dar início ontem, no Rio, às comemorações oficiais dos 500 anos do Descobrimento do Brasil, o presidente Fernando Henrique Cardoso desejou aos brasileiros que neste novo ano e no próximo milênio a impunidade não encubra a justiça. Em seu último discurso de 1999, o Presidente destacou a diversidade de culturas do País e os avanços deste século.

"Estamos nos preparando para participar da nova era. Queremos progresso, crescimento econômico e mais empregos. Não aceitamos discriminações de raça, de religião ou de gênero. Queremos o amor ao próximo com dimensão prática: que a impunidade não encubra a justiça", afirmou Fernando Henrique na cerimônia em que foi acesa a chama do conhecimento, na Escola Naval. (...) (pág. 3)

- (Salvador) - A tese de que os índios pataxós são os primitivos habitantes da região no Sul da Bahia onde ocorreu o Descobrimento do Brasil - que levou o presidente Fernando Henrique Cardoso a transformá-los, através de um decreto, nos proprietários do Sítio Histórico de Coroa Vermelha, cenário da primeira missa no País - é objeto de polêmica. (...) (pág. 4)

- Um ano e quatro meses depois de O Globo denunciar em uma série de reportagens a prática de pedofilia através da Internet - que deflagrou a operação Catedral-Rio e poderá levar ao indiciamento de 21 pessoas no estado - um agente da US Customs (órgão que corresponde à Alfândega Americana) esteve no mês passado no Rio de Janeiro para realizar perícia e recolher provas contra um suspeito de praticar a pedofilia pela rede, da Califórnia.

A perícia, acompanhada por um policial cedido pelo Ministério Público estadual, foi realizada no equipamento da jornalista Marta Serrat, cujo filho adolescente recebeu, no ano passado, 40 fotos pronográficas envolvendo crianças, enviadas dos EUA. (...) (pág. 12)

- O Governo fez suas apostas para a economia em 2000 e não pretende alterá-las. Por enquanto, o otimismo ainda domina nos gabinetes de Brasília e, por isso, a previsão é de 4% de crescimento e inflação de 6%, como consta do acordo fechado com o Fundo Monetário Internacional (FMI).

"Nada indica que será preciso rever as previsões. Podemos ter alguns problemas com a inflação no segundo trimestre, mas a meta do ano está mantida. E quanto ao crescimento, são boas as expectativas para a economia mundial, o que deve ajudar o desempenho do Brasil", diz o ministro do Planejamento, Martus Tavares. (...) (pág. 17)

EDITORIAL

"Ação integrada" - Nem os mais ferozes críticos do Governo Fernando Henrique Cardoso se abalançam a negar os evidentes progressos que têm sido alcançados na área da educação.

Os números são eloqüentes: hoje, quase 96% das crianças entre 7 e 14 anos estão matriculadas em escolas, contra cerca de 90% há apenas um ano; a taxa de analfabetismo, se já estava em queda contínua há muito tempo, claramente acelerou esse ritmo nos últimos cinco anos, tendo sido reduzida de 11,3% para 6,9%.

Boa parte de todo esse progresso pode ser creditada à emenda constitucional que criou o Fundo de Desenvolvimento do Ensino Fundamental e Valorização do Magistério (Fundef), em 1996. (...) (pág. 6)

COLUNAS

(Panorama Político - João Domingos) - Ano novo, vilão velho. O salário mínimo, hoje R$ 136, deverá alimentar o debate no Congresso nos próximos meses, até receber um pequeno aumento em maio, deixar decepcionada a oposição e em perigo a Previdência. O salário mínimo, que garante a eleição de muitos parlamentares, é vilão sob todos os ângulos, diz em estudo do Ipea, coordenado pelo professor Ricardo Paes de Barros. (...) (pág. 2)

(Nhenhenhém - Jorge Bastos Moreno) - O Globo: O que o senhor deixou de fazer em 1999 e gostaria de ter feito?

Fernando Henrique Cardoso: Gostaria de ter estado mais com meus netos.

- Cite um acontecimento positivo ocorrido em 1999 para o Brasil.

FH: A inflação não disparou, ao contrário das previsões de muitas cassandras no começo de 1999. O dólar fechou o ano em baixa. O Brasil, até 15 de dezembro, recebeu US$ 28,3 bilhões em investimentos estrangeiros diretos em nossa economia, isso significa US$ 2,2 bilhões a mais do que em 1988. Também em 1999 vencemos a China em investimentos estrangeiros diretos. Eles tiveram US$ 26 bilhões em investimentos desse tipo.

- E um fato negativo.

FH: O fato negativo foi termos tido de enfrentar uma crise externa que nos custou tanto tempo o caminho daquilo que, esse sim, é o objetivo central do meu Governo: assegurar desenvolvimento com prosperidade e justiça social. Mas o rumo segue firme e já retomamos o passo nessa direção. (...) (pág. 3)

(Ricardo Boechat) - Do ministro Pimenta da Veiga, depois da meia-noite de ontem, num interurbano que funcionava em alto e bom som:

"O bug foi como a Batalha de Itararé: ameaçou, ameaçou e simplesmente não aconteceu". (pág. 10)

CORREIO BRAZILIENSE

- 2000 - O jornal do leitor

- Da primeira à última página, esta edição do Correio foi produzida por alguns de vocês, leitores. (...) (pág. 1)

- Os brasilienses tiveram uma desagradável surpresa no último dia do ano. Os trabalhadores das três maiores empresas de ônibus do Distrito Federal entraram em greve às 4h da madrugada de ontem.

Eles só retornaram ao trabalho às 13h, depois de aprovarem em assembléia proposta dos empresários do setor de transportes. (...) (pág. 2)

- A Nova Zelândia atravessou a virada do ano às 9h de ontem de Brasília, sem enfrentar nos primeiros momentos qualquer problema em decorrência do bug do ano 2000. (...)

A exemplo da Nova Zelândia e Austrália, o Japão entrou 2000 sem nenhum problema ligado ao bug do milênio, disse uma autoridade do governo. (...) (pág. 2)

- O Brasil, neste fim de ano, vive um momento mágico. Estamos comemorando, ao mesmo tempo, a virada do milênio e o começo das celebrações dos 500 anos do descobrimento. (...)

No plano interno, estamos terminando o milênio e iniciando as comemorações dos 500 anos do descobrimento com a consolidação da democracia. (...)

O Brasil avançou também no resgate da dívida social de 500 anos de atraso. Com o Plano Real, mais de 13 milhões de brasileiros deixaram a faixa da pobreza. (...) (Fernando Henrique Cardoso, col. Brasília-DF, pág. 8)

JORNAL DE BRASÍLIA

- Rússia surpreende mundo com renúncia de Yeltsin

- Boris Yeltsin, pediu perdão ao povo russo por não ter podido concretizar os seus sonhos, após anunciar pela TV, a sua renúncia à presidência e a convocação a eleições em 90 dias. O anúncio pegou os russos de surpresa, que ouviram, também, pedidos formais de desculpas pelos erros do governo. (...) (pág. 1 e 4-A)

- Para fugir do assédio da imprensa e com a desculpa de que precisa viajar, a viúva Eunícia Guimarães depôs durante várias horas na madrugada de ontem ao delegado João Kleiber, sobre a misteriosa morte - até agora caracterizada como um estranho suicídio - de seu marido José Carlos. Ontem, a casa de Eunícia permaneceu fechada, vigiada por seguranças e pela polícia. (pág. 1 e 1-B)

- Lembrando que Brasília está enfrentando o desemprego com frentes de trabalho para 12 mil pessoas e a distribuição de 82 mil cestas básicas mensais e pão e leite diários para 160 mil crianças, o governador Joaquim Roriz disse ao Jornal de Brasília que não se preocupa com as críticas dos que o acusam de fazer "assistencialismo populista". "Essa crítica eu tiro de letra, porque vêm das elites", que ele identifica como sendo formada pelos "ricos e esnobes, que desprezam a pobreza" e pelos "esquerdistas intelectuais, enciumados pela eliminação do caldo de cultura e miséria, do ódio, da desigualdade que exploram". (...) (pág. 1, 4 e 5-B)

MANCHETES

HOJE EM DIA (MG)

- Empresas investem mais

JORNAL DO COMMERCIO (PE)

- Yeltsin renuncia

REVISTAS

VEJA

TÍTULO DE CAPA

O segundo descobrimento: Nossos repórteres rodaram 10.000 km na estrada em torno da qual está nascendo um novo Brasil

Uma crise do século passado - Brigadeiros zangados tentam criar um clima, mas nem sequer perturbam o descanso do presidente Fernando Henrique. (pág. 32 a 34)

Natal trágico - Ex-diretor da Caixa Econômica do governo Collor é encontrado morto na piscina de casa. (pág. 36)

O último dos generais - João Figueiredo foi o executor da abertura e chefe do governo mais atrapalhado do regime de 64. (pág. 38 e 39)

ISTOÉ

TÍTULO DE CAPA

- Perspectivas 1999/2000

O inesquecível Figueiredo - João Baptista Figueiredo deu uma série de depoimentos ao repórter de IstoÉ, Hélio Contreiras, enter 1982 a 1998 a condição de que eles só fossem publicados após a sua morte. (pág. 20 e 21)

Voto de silêncio - Sem poder de mobilização, a esquerda perde até seu discurso para a direta. Resultado: desinteresse. (pág. 42 e 43)

ATENÇÃO

O Boletim de Acompanhamento Macroeconômico da Secretaria de Política Econômica, que traz avaliação mensal da conjuntura econômica brasileira (análise e tendência de preços, salários, juros, balança comercial, contas externas, etc), está disponível via FTP através do endereço na INTERNET www.fazenda.gov.br, na área específica de "Publicações". Outras informações atualizadas, inclusive sobre os resultados do Plano Real, podem ser também obtidas, em português e em inglês, na página eletrônica do Ministério da Fazenda.

Consulte a homepage da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.

O endereço na Internet é www.brasil.gov.br

O telefone para solicitação de publicações é:061-411.4892.

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