
05/01/2000
JORNAL DO BRASIL
- Proposta de FH reduz garantias de
trabalhador
- O presidente Fernando Henrique Cardoso
vai enviar ao Congresso Nacional, até o fim deste mês, duas propostas de emenda à
Constituição que mudam completamente a legislação trabalhista. Uma das emendas altera
o artigo 7º da Carta e acaba com direitos trabalhistas como o pagamento de
décimo-terceiro salário, de férias, do aviso prévio e do Fundo de Garantia do Tempo de
Serviço (FGTS), criando o contrato coletivo de trabalho. A outra institui um regime
jurídico diferenciado para os empregados das pequenas e microempresas, com a inclusão no
artigo 179 da Constituição da palavra "trabalhista".
A proposta do Governo, em estudos no
Palácio do Planalto, dará poder aos sindicatos, patronais e de empregados, de negociar
direitos como férias, décimo-terceiro salário, aviso prévio e FGTS, prevalecendo os
acordos sobre a legislação. A redução de garantias está sendo chamada pelo Governo de
flexibilização dos direitos trabalhistas.
Segundo o ministro do Trabalho e do
Emprego, Francisco Dornelles, a proposta não tem por objetivo retirar os direitos
conquistados pelos trabalhadores ao longo das últimas décadas. O presidente Fernando
Henrique prevê crescimento econômico e queda do desemprego em 2000. (pág. 1 e 3)
- A Vésper, competidora da Telemar na
telefonia fixa, disponibilizará 500 mil linhas telefônicas no Rio até o próximo dia
24. Ao iniciar suas operações hoje, em Roraima e no Amapá, a Vésper torna-se a
primeira empresa-espelho a entrar em ação no País após a privatização do sistema
Telebrás. (pág. 1 e 17)
- Cerca de 13 mil pessoas (ou 3.407
famílias) vivem em encostas com risco de deslizamentos, em terrenos alagadiços às
margens de rios ou em áreas próximas de pedras que ameaçam desabar. O levantamento é
da prefeitura. Segundo a Defesa Civil, já são 12 os mortos pelas chuvas no estado do
Rio.
Em Minas, 37 cidades foram fortemente
atingidas. Sete pessoas morreram. O presidente Fernando Henrique visitou ontem as áreas
mais castigadas no Rio e em Minas e foi chamado de anfótero (que reúne em si duas
qualidades opostas) pelo governador Itamar Franco. (pág. 1, 2, 20, 21 e 22)
- O presidente da Câmara dos Deputados,
Michel Temer (PMDB-SP), admitiu ontem que, na semana que vem, não será possível votar
projetos importantes previstos na pauta da convocação extraordinária do Congresso, como
o Fundo de Estabilização Fiscal (FEF), agora rebatizado de Desvinculação dos Recursos
da União (DRU). A convocação extraordinária começa oficialmente hoje, mas os
deputados e senadores só vão aparecer para trabalhar na próxima semana. (...) (pág. 4)
- As bolsas do Rio e São Paulo
despencaram, ontem, arrastadas pela queda de 3,17% de Wall Street, em Nova Iorque. A
Bovespa recuou 6,37% e, no Rio, o IBV fechou em queda de 2,74%. Receosos de um possível
aumento da taxa de juros dos Estados Unidos, os investidores venderam seus papéis. No
mercado de câmbio, o Banco Central foi obrigado a intervir para segurar a cotação do
dólar, que fechou a R$ 1,85. (pág. 1 e 13)
- Classificada pela Agência Nacional de
Energia Elétrica (Aneel) como a pior da Região Sudeste, a Companhia de Eletricidade do
Rio de Janeiro (Cerj), que atende 66 municípios do estado, vai aumentar suas tarifas em
8,58%. O reajuste, que vigora desde ontem, foi autorizado pela própria Aneel e estava
previsto no contrato de concessão. No Rio, a Companhia Estadual de Gás anunciou reajuste
de 1% para consumidores residenciais e comerciais. O aumento será cobrado a partir de
fevereiro, retroagindo ao mês de janeiro. (pág. 1 e 17)
- O presidente Fernando Henrique Cardoso
iniciou o ano disposto a viajar mais pelo Brasil, dar demonstrações de solidariedade à
população e mostrar que o Governo federal está atento aos problemas locais de todo o
País. Com isso espera recuperar popularidade perdida. A nova estratégia começou a ser
posta em prática ontem.
Numa atitude incomum nos primeiros cinco
anos de mandato, Fernando Henrique, sobrevoou cidades do Rio e Minas Gerais atingidas
pelas enchentes e prometeu liberar R$ 5 milhões para assistência aos desabrigados.
A distância do Presidente de lugares que
enfrentam desastres naturais não passou despercebida no cenário político nacional e a
iniciativa mereceu elogios no Congresso. "As pessoas acabam aprendendo", afirmou
o presidente do Senado, Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA). (...) (pág. 2)
- (Belo Horizonte) - Antes mesmo que o
presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) pudesse ver pessoalmente os estragos da chuva
em Minas Gerais, o governador Itamar Franco classificou a iniciativa como um "ato
mesquinho, demagógico e provocativo".
Claramente irritado, o governador afirmou
que não foi informado sobre a visita do Presidente, a quem chamou de anfótero (que
reúne em si duas qualidades opostas, conforme definição do Dicionário Aurélio) e
reivindicou a liberação dos recursos bloqueados pelo Governo federal por conta do não
pagamento da dívida estadual. (...) (pág. 2)
- O presidente Fernando Henrique Cardoso
Cardoso lançará, na segunda quinzena de janeiro, uma nova linha de crédito rural do
Programa Nacional de Agricultura Familiar (Pronaf) voltada para o pequeno agricultor.
Através do microcrédito rural, incluído dentro do projeto chamado Pronaf Planta Brasil,
serão liberados empréstimos no valor de R$ 500 para cada pequeno produtor. O novo
programa receberá investimentos totais de R$ 50 milhões para geração de emprego e
renda no campo. O dinheiro sairá do Fundo de Amparo do Trabalhador (FAT).
Fernando Henrique anunciou o lançamento da
nova linha de crédito rural durante seu programa radiofônico "Palavra do
Presidente", levado ao ar na manhã de ontem. (...) (pág. 13)
COTAÇÕES
- Salário mínimo: (janeiro) R$ 136,00.
Dólar comercial: (compra) R$ 1,8329, (venda) R$ 1,8337. Dólar paralelo: (compra) R$
1,920, (venda) R$ 1,950. TR do dia 05/12 a 05/01: 0,2699%. TBF do dia 03/01 a 03/02:
1,4994%. (pág. 1)
EDITORIAL
"As Bolsas e o Sonho" - O sonho
é antigo, mas finalmente pode se tornar concreto graças à maturidade dos responsáveis
pelos destinos do mercado financeiro nacional. Com o apoio do Ministério da Fazenda, do
Banco Central e da Comissão de Valores Mobiliários, as Bolsas de Valores do Rio e de
São Paulo estão a um passo de firmar o acordo histórico que tornará viável a fusão
das duas entidades. Pelo acerto, a Bovespa ficaria com o mercado de ações e seus
derivativos e à BVRJ caberiam os negócios com títulos de renda fixa. Os obstáculos de
ordem patrimonial - que sempre emperraram a união - estão sendo contornados com cuidado
para que ninguém se sinta prejudicado. Ao cabo do processo, 108 corretores serão
proprietários das duas bolsas, equiparados em direitos e obrigações. (...) (pág. 10)
COLUNAS
(Coisas da Política - Dora Kramer) - O
vexame no Forte de Copacabana poderia ter sido muito pior do que foi na virada do ano. Na
lista de convidados figurava simplesmente o nome do deputado Jair Bolsonaro que, na semana
anterior, havia defendido publicamente o fuzilamento do presidente Fernando Henrique
Cardoso. O descalabro do Cerimonial - ou a provocação, pois nesta altura já estão
autorizadas todas as suposições - foi percebido por integrantes da comitiva presidencial
na manhã do dia 31.
De imediato, foi enviado um fax
desconvidando o deputado, que não se sabe se tinha alguma intenção de comparecer. (...)
(pág. 2)
(Informe JB - Luciana Nunes Leal) - Durante
muitos anos, a pesquisadora da Fundação Getúlio Vargas Maria Celina D'Araújo andou
atrás do general João Figueiredo, em busca de um depoimento. Mandou bilhetes, cartas,
flores, propostas de projetos, procurou os amigos do ex-presidente, fez plantão na porta
da casa. "Só faltou lamber o chão", brinca. Há um ano, Maria Celina,
especialista no estudo do regime militar, viu que não seria atendida.
Com a revelação de declarações feitas
por Figueiredo em 1987, e gravadas durante uma festa no interior do estado do Rio, Maria
Celina acredita que finalmente deu-se "status de verdade a uma série de versões que
corriam". (...) (pág. 6)
FOLHA DE SÃO PAULO
- Chuva mata mais 9; FHC libera R$ 5 mi
- Mais nove corpos de vítimas das chuvas
foram localizados ontem, elevando para 24 o número de mortos no Sudeste desde a virada do
ano. Há cerca de 47 mil desabrigados nos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e São
Paulo.
O presidente Fernando Henrique Cardoso
visitou cidades do Rio e Minas e anunciou socorro de R$ 5 milhões às vítimas. Itamar
Franco (MG), que transferiu seu governo para a área atingida, qualificou a visita de
"ato demagógico".
O Orçamento da União de 1999 previa R$
8,99 milhões para o controle de enchentes só no estado de São Paulo, mas, até o dia 17
de dezembro de 99, o Governo federal não havia gasto nenhum centavo. Agora promete mais
verbas.
No sul de Minas e na divisa entre São
Paulo e Rio, choveu quase 300mm em quatro dias, mais do que a média do mês de janeiro
inteiro. O Instituto Nacional de Meteorologia prevê mais chuva hoje, mas em menor
quantidade. (pág. 1 e 3-1)
- Santa Rita do Sapucaí (MG) sofreu a pior
enchente de sua história. Dos 35 mil moradores, 21 mil estão desabrigados: 70% da cidade
está submersa. A vizinha Itajubá não tem vacinas contra leptospirose e tifo. Já falta
comida na cidade.
Em Campos do Jordão (SP), cerca de 50
casas desabaram, e duas pessoas morreram; 2.000 moradores serão retirados de suas casas.
Resende e Barra Mansa, no Rio, temem que as comportas da Hidrelétrica do Funil sejam
abertas. (pág. 1 e 3-4)
- Depois de abandonar a corrida
presidencial nos Estados Unidos em outubro, a republicana Elizabeth Dole anunciou ontem
seu apoio ao governador do Texas, George W. Bush, que lidera todas as pesquisas.
Elisabeth é mulher de Bob Dole,
republicano derrotado por Bill Clinton em 1996. O apoio teria sido dado em troca da
indicação de Elisabeth para vice na chapa de Bush. Os EUA nunca tiveram uma mulher na
Vice-Presidência. (pág. 1 e 1-9)
- A inflação medida pelo Dieese em São
Paulo ficou em 0,8% em dezembro, recuando em relação aos 1,34% de novembro. A taxa
fechou 1999 em 9,57%, contra 0,49% em 1998.
O Dieese concluiu que o grande responsável
pela inflação do ano passado foram os preços públicos, que contribuíram com 3,86
pontos percentuais na taxa geral de 9,57%. A maior pressão veio dos transportes, devido
aos aumentos da gasolina e do álcool. (pág. 1 e 2-2)
- A forte queda registrada na Bolsa de Nova
York causou um "efeito dominó" em quase todos os mercados financeiros mundiais,
que fecharam o dia com grande baixa. Wall Street teve ontem queda de 3,17%. No dia
anterior, a desvalorização havia sido de 1,21%. A Bovespa apresentou desvalorização de
6,37%, a maior registrada em um só dia desde 14 de janeiro do ano passado.
O desempenho fez o dólar comercial subir
1,59%, maior valorização desde 24 de agosto. A moeda fechou a R$ 1,85.
O nervosismo dos EUA deve-se ao temor de
uma alta nos juros, que pode ser decidida em 2 de fevereiro. A esperada confirmação de
Alan Greenspan para mais quatro anos à frente do Federal Reserve (banco central dos EUA)
não alterou o mercado. (pág. 1 e 2-1)
EDITORIAL
"A vingança de Greenspan" - Há
três anos, muitos analistas já consideravam exagerada a alta na Bolsa de Nova York. Foi
quando Alan Greenspan, presidente do Federal Reserve, o banco central dos EUA, disse que
os mercados viviam uma fase de "exuberância irracional". (...)
Reconduzido à posição de timoneiro da
ordem financeira global, Greenspan continuará atento à exuberância irracional dos
mercados. Depois de um início de ano quase eufórico, os investidores agora passam por
uma inversão de expectativas, com a rápida difusão do temor de uma forte elevação dos
juros norte-americanos ao longo do ano 2000.
Num momento em que a União Européia
também se vê às voltas com receios de inflação e em que o Japão mal começa a sair
da depressão que lhe custou uma década, a perícia de Greenspan na condução do ajuste
será mais que nunca decisiva.
No cargo desde o remoto 1987, o presidente
do Fed é um pragmático nada exuberante. Resta saber até que ponto conseguirá ser
racional. (...) (pág. 1-2)
COLUNA
(Painel) - O DNER suspeita de negligência
da empresa Nova Dutra na execução de obras de contenção de enchentes. Uma equipe foi
à Via Dutra investigar. A empresa concessionária nega que tenha falhado. Em 99, o
Governo gastou R$ 5,35 milhões para fiscalizar a rodovia, que alagou em alguns trechos.
(pág. 1-4)
O ESTADO DE SÃO PAULO
- Nova York derruba bolsas no mundo inteiro
- As bolsas de valores de todo o mundo
caíram ontem, num movimento causado pelo comportamento do mercado americano. O Índice
Dow Jones, que registra a variação média das principais ações negociadas na Bolsa de
Nova York, apontou queda de 3,17%. No caso do Índice Nasdaq, para os papéis de empresas
de alta tecnologia, o resultado foi ainda pior: uma variação negativa de 5,57%, a maior
desde sua criação, há 29 anos.
Os investidores temem que os bancos
centrais dos EUA e dos principais países da Europa decidam aumentar as taxas de juros
mais do que o esperado antes da virada do ano. O mercado brasileiro também viveu um dia
nervoso.
A Bolsa de São Paulo teve uma
desvalorização de 6,4% e a cotação do dólar chegou a subir 2,14%, forçando o BC a
vender moeda para reduzir a pressão sobre o câmbio. No encerramento dos negócios, o
dólar valia R$ 1,855, com alta de 1,87%. (pág. 1, B1, B9 e B14)
- O presidente Bill Clinton nomeou ontem
Alan Greenspan para mais um mandato de quatro anos à frente do Federal Reserve Board, o
BC americano. Greenspan dirige o Fed desde 1987 e sua manutenção era esperada pelos
investidores. (pág. 1 e B14)
- O Governo decidiu promover um aperto no
crédito concedido por meio do Programa de Financiamento às Exportações (Proex). Os
exportadores que precisarem de dinheiro para amenizar os efeitos da diferença entre as
taxas de juros do Brasil e as cobradas no exterior terão acesso a no máximo 85% dos
recursos necessários, e não mais a 100%. (pág. 1 e B3)
- O Índice do Custo de Vida (ICV) na
capital acumulou alta de 9,57% em 1999, superando em 9,08 pontos porcentuais o de 1998, de
acordo com levantamento realizado pelo Dieese. Em dezembro, o índice atingiu 0,80%,
inferior 0,44 ponto porcentual ao de novembro (1,34%). A alta do ICV foi provocada
principalmente pelas tarifas públicas, que tiveram aumento médio de 21,68% no ano
passado. (pág. 1 e B4)
- A Rua 46, batizada pela prefeitura de
Nova York como Little Brazil, também conhecida como ruas dos brasileiros, entrou em lento
processo de agonia com a crise do real, em janeiro do ano passado. As três últimas lojas
do trecho entre a 5ª e a 6ª Avenidas fecharam esta semana. Além da falta de turismo,
houve concorrência das lojas americanas instaladas na área que contrataram brasileiros
para atrair a freguesia. (pág. 1 e C8)
- (Paris) - O governo da França calcula
que o miniciclone que devastou o país na semana passada tenha destruído 270 milhões de
árvores. O Escritório Nacional de Florestas estima em cerca de 200 anos o prazo
necessário para que as florestas sejam restauradas. O prejuízo do setor madeireiro
chegou a US$ 5 bilhões. (pág. 1 e A9)
- Pelo menos 33 pessoas morreram em São
Paulo, Rio e Minas por causa das chuvas dos últimos dias. Em Campos do Jordão, avalanche
de lama e pedras atingiu 170 casas e matou quatro pessoas.
Há mais de 30 mil desabrigados no sul de
Minas e 4.600 no Rio. A Via Dutra foi liberada ontem, mas deslizamentos ainda provocam
bloqueios em pontos da pista Rio-São Paulo. O congestionamento chegou a 13 quilômetros.
O presidente Fernando Henrique Cardoso
visitou áreas atingidas pelas cheias nos três estados e prometeu liberar inicialmente R$
5 milhões para ajudar os municípios afetados. (pág. 1 e C1)
EDITORIAL
"Revolução da informação" - A
locomotiva e o comércio via Internet foram desenvolvimentos surpreendentes. Nos
primórdios da Internet, o que se dizia era que livros e jornais simplesmente
desapareceriam. Para prever o futuro, é preciso descobrir o imprevisto. (pág. 1 e A3)
COLUNA
(Coluna do Estadão) - Todo verão no
Brasil é a mesma coisa. Ruas alagadas, casas despencando dos morros e milhares de
desabrigados. E a resposta dos governos também é sempre no sentido de que a natureza é
mais forte que o homem.
Mas todo brasileiro sabe do descuido das
autoridades, antes e depois das chuvas. (pág. A6)
O GLOBO
- Prefeitura antecipa envio de carnê do IPTU
- A prefeitura do Rio decidiu antecipar
para a semana que vem o início do envio dos carnês do IPTU. Eles serão remetidos aos
contribuintes com os aumentos previstos na nova lei que cria as alíquotas únicas para o
imposto.
A apreciação do veto do prefeito Luiz
Paulo Conde à emenda que bloqueava aumentos nos carnês não será feita durante o
recesso da Câmara dos Vereadores. (...) (pág. 1 e 20)
- O DNER vai investigar se a
concessionária NovaDutra é responsável pelos deslizamentos de terra na Rio-São Paulo,
durante a enchente que interditou a estrada. O presidente Fernando Henrique visitou ontem
de helicóptero áreas inundadas do Rio e de Minas e liberou uma verba emergencial de R$ 5
milhões para as regiões mais atingidas. Até agora, as chuvas causaram 12 mortes no
estado do Rio, 11 em Minas e cinco em São Paulo. (pág. 1 e 9 a 13)
- A volta da expectativa de alta de juros
nos Estados Unidos derrubaram bolsas nos EUA, na Europa e na América Latina. O Dow Jones,
índice que mede a lucratividade da Bolsa de Nova York, teve a quinta maior queda em
pontos da sua história.
No Brasil, a Bovespa caiu 6,3% e o dólar
ficou em R$ 1,852, uma alta de 1,75%, apesar da intervenção do BC.
O presidente Fernando Henrique disse, pela
manhã, que o Governo só vai comemorar quando houver redução significativa do
desemprego. No dia 12, o Presidente sanciona uma série de projetos para desburocratizar a
Justiça trabalhista. (pág. 1, 21 e 22)
- O presidente Fernando Henrique recorreu a
uma frase do ex-presidente Figueiredo para reafirmar a defesa da democracia e reagir à
crítica de que teria sido vacilante na crise na Aeronáutica. "O que querem que eu
faça? Que prenda e arrebente? Isso é coisa de regime autoritário. (pág. 1 e 5)
- O presidente da Câmara, Michel Temer
(PMDB-SP), decidiu liderar os esforços para a negociação de um acordo em torno da
emenda constitucional que limita a edição de medidas provisórias pelo presidente da
República. Ele não aceita, como quer o Governo, retirar o artigo 246 do texto da
Constituição, mas admite abrir uma exceção que permita MPs sobre certos assuntos, como
tributos e finanças. (...) (pág. 3)
- Grande parte dos 500 mil funcionários da
União teve ontem uma surpresa desagradável. Não foi pago o salário de dezembro ou a
segunda parcela do reajuste de 28,8%. O Ministério do Planejamento ainda não sabe
quantos funcionários deixaram de receber algum pagamento e atribui o problema aos
ministérios e órgãos públicos. Alguns deles não teriam pedido verba ao Tesouro
Nacional para fazer todos os pagamentos. (pág. 1 e 4)
- (Mirandiba-PE) - O ministro da Reforma
Agrária, Raul Jungmann, informou ontem que vai pedir à Justiça a expropriação de 79
propriedades rurais no chamado Polígono da Maconha, no Sertão Pernambucano. Nessas
terras, o Exército e a Polícia Federal erradicaram cerca de 300 mil pés de maconha
durante a Operação Mandacaru, que começou há 35 dias na região. A Constituição
prevê a expropriação de glebas onde foram encontradas plantas psicotrópicas.
Jungmann anunciou a criação de uma
superintendência especial do Incra na região do Polígono da Maconha e avisou que ela
ficará encarregada de recadastrar todas as propriedades rurais nos 45 mil quilômetros
quadrados do Polígono. Todos os donos de fazendas serão convocados para o
recadastramento. Se não se apresentarem, o Incra vai pedir à Justiça que declare as
terras devolutas e autorize sua utilização na reforma agrária. (pág. 5)
- O traficante Luiz Fernando da Costa, o
Fernandinho Beira-Mar, telefonou ontem para o relator da CPI do Narcotráfico de Minas,
deputado Rogério Correia (PT), dizendo que quer depor para a CPI do Narcotráfico da
Câmara dos Deputados. Mas a sub-relatora do Rio na CPI, Laura Carneiro (PFL-RJ),
advertiu: "Não vou ouvir traficante por telefone".
Anteontem, a CPI mineira ouviu Beira-Mar
por telefone por duas horas e meia. A CPI da Câmara autorizou os mineiros a negociar o
depoimento, mas com uma condição: Beira-Mar teria que se apresentar pessoalmente.
Membros da CPI da Câmara dizem que não têm sequer certeza se foi mesmo Beira-Mar quem
depôs para a comissão de Minas. (...) (pág. 5)
- O presidente Fernando Henrique anunciou
ontem, em seu programa semanal de rádio, a abertura de uma linha de crédito do Pronaf
Planta Brasil: a Pronaf Microcrédito, que destinará R$ 500 para cada pequeno produtor. O
Governo vai investir R$ 50 milhões nesse programa. Fernando Henrique explicou que o
crédito será destinado ao agricultor que cultiva em média cinco hectares, que vive da
agricultura familiar e que não tem acesso a empréstimos. (...) (pág. 5)
- O Ministério Público determinou a
abertura de inquérito para investigar a contaminação por chumbo da água fornecida ao
Rio. Agora, Cedae, Uerj e UFRJ têm 72 horas para emitir laudos. Por causa de
divergências entre as universidades, a Feema também emitirá um parecer. (pág. 1 e 16)
EDITORIAL
"Áreas de risco" - Ainda não
há tecnologia no mundo capaz de domar inteiramente a natureza. (...)
É grande o número de construções
frágeis em encostas, à beira de rios e canais, sob linhas de transmissão de
eletricidade ou sobre adutoras de água. As pessoas não vivem nessas condições porque
querem; a maioria não tem renda para construir ou alugar uma casa onde morar dignamente.
Sem ajuda do poder público, estarão
sempre à mercê da perda de seus poucos bens materiais ou da própria vida por força de
catástrofes. (...) (pág. 6)
COLUNAS
(Panorama Político - Tereza Cruvinel) -
Hoje, na abertura dos trabalhos na Câmara, o líder do PSDB, Aécio Neves, encaminhará
à Corregedoria da Casa um pedido de processo contra o deputado Jair Bolsonaro, que no
almoço de desagravo ao brigadeiro Walter Bräuer, exonerado do comando da Aeronáutica,
declarou que o presidente Fernando Henrique deveria ser fuzilado. "Ele passou dos
limites", disse o próprio FH ontem. (...) (pág. 2)
(Ricardo Boechat) - Em declarações à
revista "Brasília em Dia", ontem, o novo comandante da Aeronáutica, Carlos
Baptista, defendeu investimentos de emergência na Força Aérea Brasileira.
Chegou a sugerir que a FAB fosse extinta.
(...)
* O Governo federal vai criar sua própria
rede telefônica.
Contratou a Embratel para montar o sistema,
que interligará numa só central todos os ministérios, estatais, autarquias e
embaixadas.
As comunicações passarão a ser feitas
por ramal. (pág. 14)
GAZETA MERCANTIL
- VW monta base para exportação global no Brasil
- (São Paulo) - A Volkswagen pretende
transformar o País em base exportadora. Os planos da empresa prevêem a concentração de
20% de sua produção mundial no Brasil. Pelos números de 1999, isso equivaleria a cerca
de 1 milhão de veículos. Cerca de 250 mil unidades seriam destinadas a exportação.
(...) (pág. 1 e C-1)
- (São Paulo) - A privatização do
Banespa, prevista para maio deste ano, deve provocar alterações no ranking dos maiores
administradores de recursos de terceiros do País. Se Bradesco ou Itaú comprarem o banco
estadual paulista, podem desbancar a liderança do Banco do Brasil (BB), hoje com
patrimônio líquido na casa de R$ 29,5 bilhões, segundo a Associação Nacional dos
Bancos de Investimento (Anbid). (...) (pág. 1 e B-3)
- (Rio) - A Eletrobrás, dona de todos os
sistemas de transmissão de energia elétrica do País, vai disputar com a iniciativa
privada os novos projetos licitados pelo Governo neste mercado. Através da sua
subsidiária Eletrosul, a estatal participará da concorrência para construção e
exploração da linha de transmissão Campos Novos-Blumenau, em Santa Catarina.
O trecho, de 253 quilômetros, fica entre
as linhas já operadas pela Eletrosul no estado. A habilitação das empresas deve ocorrer
no dia 15 de março. De acordo com o presidente da Eletrobrás, Firmino Sampaio, a empresa
vai concorrer com o setor privado na disputa por novos projetos de transmissão porque o
Governo não deu à estatal a concessão de novas linhas que estava pleiteando. (pág. 1 e
A-4)
CORREIO BRAZILIENSE
- Suspeitos da Novacap eram 18. Agora, são 6
- Um mês depois, o massacre da Novacap, em
que morreu o jardineiro José Ferreira da Silva, ainda tem seis suspeitos. O secretário
de Segurança Pública, José de Jesus, anunciou ontem que o confronto de depoimentos e a
análise de imagens de tevê do massacre permitiram reduzir os suspeitos de 18 para 6.
São todos policiais militares que
estiveram na Novacap armados com escopetas calibre 12. Ontem, também foram divulgados
cinco laudos sobre o caso. Apesar da linguagem fria, os laudos registram a extrema
violência usada pela PM ao reprimir os trabalhadores da Novacap.
O caminhão de choque colidiu com o
caminhão dos trabalhadores e atropelou o portão da empresa. Houve feridos em cinco
áreas da Novacap. (...) (pág. 1 e 6)
- Enquanto as chuvas castigam o Sudeste,
políticos batem boca. No sul de Minas, sete pessoas morreram e 30 mil perderam suas
casas. (pág. 1, 8 e 9)
- PF encontra dez africanos mortos nos
porões de cargueiro carregado com cacau. São todos navios negreiros da migração
ilegal. (pág. 1 e 3)
- Israelenses cumprem acordo e marcam para
amanhã a devolução de mais 5% da Cisjordânia aos palestinos. (...) (pág. 1 e 4)
- No final de 1998, o Governo federal
exagerou e fez uma aposta muito otimista para o resultado da balança comercial do ano
passado, prevendo um superávit de US$ 11 bilhões. Esta semana, porém, constatou-se o
que se verificava pelos desempenhos mensais de 1999: não houve superávit e sim um
déficit de US$ 1,19 bilhão.
Para este ano as previsões também são
positivas, mas nada de exageros. Aposta-se num resultado favorável de US$ 5 bilhões nas
contas entre as exportações e as importações - ressaltando que número deste vez não
é uma meta. (...) (pág. 12)
JORNAL DE BRASÍLIA
- Bolsa de S. Paulo cai 6,37% seguindo tendência mundial
- O desejo de antecipar os lucros obtidos
no fim do ano passado e o temor com a alta de juros nos Estados Unidos, prevista para
fevereiro, foram como uma senha que assustou a manada e em todas as bolsas do mundo a
ordem foi vender. Medo reforçado com a confirmação de Alan Greenspan em seu quarto
mandato como presidente do Fed, o banco central dos EUA. O resultado na Bolsa de Valores
de São Paulo foi uma queda espetacular de 6,37%, em um dia em que ações por um valor de
R$ 811 milhões trocaram de mãos. (...) (pág. 1 e 5-A)
- O ex-governador Cristovam Buarque
submeteu-se, ontem à tarde, a um cateterismo para eliminar sua arritmia cardíaca,
controlada há três anos por remédios. Segundo seu médico, Geniberto Paiva Campos, ele
passa bem e sai hoje do hospital andando normalmente. (pág. 1 e 1-B)
- O rei Juan Carlos ficou muito emocionado
durante o enterro de sua mãe, dona Maria de las Mercedes de Borbón e Orleans, que
descansa no Panteão dos Reis do Monastério do Escorial. (pág. 1 e 4-A)
ZERO HORA
- O PT gaúcho inicia hoje uma série de debates com
entidades sindicais sobre o balanço do primeiro ano do governo Olívio Dutra. Os
dirigentes do Cpers-Sindicato, com greve marcada para março, são os primeiros convidados
da cúpula petista. (pág. 8)
- A estiagem já provocou perdas de até
90% em lavouras de milho no Noroeste. Outras regiões também sofrem o efeito da falta de
chuvas. Segundo o 8º Distrito de Meteorologia, a partir de sábado, devem ocorrer
pancadas esparsas em todo o estado, mas sem muita intensidade.
O chefe do serviço, Solismar Damé
Prestes, acredita, porém, que a situação possa ser atenuada até o final do mês. (...)
(pág. 28)
MANCHETES
CORREIO DA BAHIA
- Ministro anuncia postos reguladores para
conter preços dos combustíveis
ESTADO DE MINAS
- FHC leva Itamar para a chuva
HOJE EM DIA (MG)
- Chuva já matou 7 em MG
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(PE)
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O DIA (RJ)
- Rio ganha 15 mil empregos já
ZERO HORA (RS)
- Bolsa de Nova York despenca e arrasta
pregões nas Américas
TELEJORNAIS
GLOBO - JORNAL NACIONAL -
20H15
A região Sudeste ainda sofre com as
enchentes. Em São Paulo 10 pessoas morreram. Quase três mil estão desabrigadas. Em
muitas cidades falta luz e a água está racionada. A chuva castiga 26 cidades do Estado
de São Paulo. Os estragos são maiores nas regiões de Campinas, São José do Rio Preto,
São Carlos e Santos. Outra região muito prejudicada é a do Vale do Paraíba, junto à
Serra da Mantiqueira, na divisa com o Sul dos Estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro. Em
Queluz o Rio Paraíba subiu 15 metros, arrastou muita terra e derrubou uma ponte. Uma
pessoa morreu e mais de mil moradores perderam as casas. No campo plantações estão
submersas.
O governo federal anuncia que vai liberar
R$ 5 milhões para socorrer as cidades mais atingidas em São Paulo, Minas Gerais e Rio de
Janeiro. No Sul de Minas mais de 30 mil pessoas estão desabrigadas e cinco morreram. No
Rio são 1.100 desalojados. Treze pessoas morreram. O trânsito foi liberado na rodovia
Presidente Dutra, principal ligação entre Rio e São Paulo. Mas a lama que cobriu as
pistas ainda provocou engarrafamentos na terça-feira.
O investimento da grande maioria dos
brasileiros fechou o ano passado com rendimento abaixo do esperado. A caderneta de
poupança perdeu para todas as outras aplicações, e o investidor está sacando dinheiro.
Em todo o Brasil os saques chegaram a R$ 5 bilhões em 1999, 4% do total de dinheiro
poupado. Em 1999 o dólar no paralelo valorizou 51%. Os fundos de renda fixa renderam 25%.
A poupança ficou em último lugar, com 12%. Descontando a inflação, a rentabilidade foi
de 3,9%, abaixo, portanto, dos 6% prometidos pelo governo. A queda nas aplicações da
poupança agrava uma situação que já é muito séria, a da habitação. Oitenta por
cento do dinheiro poupado serve para financiar a construção civil no Brasil, país que
precisa construir pelo menos 10 milhões de casas.
Os investimentos em ações foram os que
mais renderam. Mas esse tipo de aplicação é arriscado e o investidor pode perder
dinheiro. Nessa terça-feira as bolsas caíram. São Paulo teve a pior baixa desde maio:
-6,4%. No Rio a queda foi de 3,7%. Baixa também em Nova Iorque. O índice Dow Jones caiu
3,17%. Esta foi a quarta maior queda, desde sua criação. O mal dia em The Wall Street
foi causado pela expectativa de que o banco central americano aumente a taxa de juros.
Neste início de ano fazer contas pode ser
um veneno para o bom humor dos brasileiros. Muitos ainda nem receberam a restituição de
Imposto de Renda de 1999 e já descobriram que a mordida do Leão em 2000 vai ser ainda
mais dolorosa. Nas declarações desde 1996 não muda a redução fixa por dependente, de
R$ 1.080, e nem o limite máximo de despesas com educação, estacionado em R$ 1.700 por
estudante. O governo diz que não altera os valores para evitar que a economia volte a ser
indexada, como no tempo da inflação alta, com reajustes automáticos, um puxando o
outro. O contribuinte acha injustiça. Os auditores da Receita Federal dão outro nome ao
que está acontecendo: confisco. "E acaba acontecendo que, os que ganham menos,
acabam pagando mais, proporcionalmente", explicam.
O governo quer mudar a Constituição para
mexer na legislação trabalhista. A idéia é facilitar a contratação de trabalhadores
por pequenas e micro empresas e fazer com que os acordos coletivos tenham força de lei.
Até a semana que vem, o presidente Fernando Henrique assina a lei que acelera a solução
de conflitos entre patrões e empregados. A intenção é desafogar a Justiça do
Trabalho, eliminando mais de um milhão de ações por ano. Para ter direito de fazer uma
reclamação judicial, o empregado será obrigado a recorrer, primeiro, a uma comissão de
conciliação prévia, que terá cinco dias para resolver o conflito. Se não houver
acordo, aí, sim, pode-se recorrer à Justiça do Trabalho.
Começa nesta terça-feira a convocação
extraordinária do Congresso. Votação para valer só na próxima semana. Uma
divergência entre o governo e parlamentares causa muito barulho: a proposta de limitar as
medidas provisórias. A pauta da convocação extraordinária inclui 30 projetos de lei,
emendas constitucionais, medidas provisórias. Governo e parlamentares sabem que não
será possível votar tudo durante a convocação. Por isso, os líderes governistas e da
oposição vão negociar uma agenda mínima de projetos que têm condições de fato de
chegar a plenário para votação. Para o governo, a prioridade é a aprovação do
projeto que libera 20% dos recursos do orçamento para o governo usar como quiser. A lei
de responsabilidade fiscal e a reforma do Judiciário também estão prontas para
votação. O orçamento, a contribuição dos inativos do serviço público e a reforma
tributária ainda dependem de muita negociação nas comissões.
RECORD - JORNAL DA
RECORD - 19H 30
O índice do custo de vida apurado pelo
Dieese, em São Paulo, subiu 9,57% no ano passado. No ano anterior esse índice foi de
0,49%.
A decisão argentina de prorrogar
incentivos ao setor automotivo irrita o Brasil e pode comprometer as negociações na
busca de um regime comum para vigorar até 2004. No próximo dia 12, representantes dos
dois países se encontram para mais uma tentativa de se estabelecer as regras definitivas
para o setor. Pelo menos nos próximos 60 dias, o acordo provisório acertado entre os
dois países vai manter o equilíbrio com o intercâmbio compensado. Para cada carro
exportado pelo Brasil, um será importado da Argentina e vice-versa. O problema é
garantir a mesma competitividade quando vencer prazo desse acordo. O governo brasileiro
avisa que não vai ser tolerante. Só vai esperar 60 dias.
A Ford da Bahia só começa a produzir no
ano que vem. Nessa terça, recebeu o primeiro lote de carros importados da Argentina, num
total de 1.688 veículos. Os carros que antes desembarcavam no porto de Vitória, chegam
beneficiados por vantagens garantidas pelo Programa de Incentivos às Montadoras no
Nordeste. Entre elas, a redução de até 50% no Imposto de Importação. Os incentivos à
Ford vão provocar só no Estado da Bahia uma renúncia fiscal de R$ 180 milhões por ano.
O Banco Central diz que nenhum problema foi
registrado com o bug nos bancos, nas bolsas e nos mercados seguradores. O sistema de
compensações de cheques no primeiro dia útil do ano foi até baixo para uma
segunda-feira. O Banco do Brasil que coordena a compensação nacional, processou três
milhões de cheques com valores superiores a R$ 300, num total de R$ 9 bilhões. Mas o
receio de que os Estados Unidos subam as taxas de juros acabou levando pânico aos
mercados do mundo. A Bolsa de Nova Iorque operou o dia todo com forte queda. Pouco antes
do fechamento, caía 3%. Londres teve a maior queda em pontos da sua história. As
cotações caíram 3,8%. Em Paris a queda foi de mais de 4%. No Brasil o Pregão da Bolsa
de São Paulo caiu 6,3%, a maior queda desde a desvalorização do real, em janeiro do ano
passado. E o Banco Central teve de intervir no câmbio para segurar a desvalorização do
real. O dólar fechou a R$ 1,85.
Salette Lemos: "O fato de todos os
investidores do mundo estarem ligados nos juros americanos não justifica o reboliço
dessa terça-feira. Alguns analistas de mercado chegaram a garantir que a queda de mais de
6% na bolsa paulista foi resultado da realização de lucro. No ano passado a bolsa
acumulou uma alta de mais de 140%. A ameaça de alta nos juros americanos serviu apenas de
pretexto para a compra de papéis, já que os principais fundamentos da economia
brasileira parecem confirmar expectativas favoráveis de crescimento em 2000. No Brasil a
rentabilidade dos investimentos estrangeiros vai ser tão alta, que dificilmente
deixaremos de contar com esse dinheiro. Não será uma alta de 0,25% nos juros americanos
que vai inviabilizar a chegada de mais dinheiro estrangeiro no mercado brasileiro."
O presidente do banco central dos Estados
Unidos, Allan Greenspan, vai permanecer no cargo por mais quatro anos. A indicação de
Greenspan para o novo mandato foi feita pelo presidente americano Bill Clinton. Allan
Greenspan tem 73 anos e comanda o banco central desde 1987. Durante todo esse período a
economia dos Estados Unidos não parou de crescer. Por isso, a indicação de Greenspan
deve ser facilmente confirmada pelo Senado americano.
O presidente Fernando Henrique se reúne
com coordenadores políticos no Palácio da Alvorada para discutir as prioridades de pauta
para a convocação extraordinária do Congresso. O presidente Fernando Henrique rebateu
críticas de que a pauta seja extensa demais e vá provocar desgaste político ao
Congresso. O presidente lembra que a pauta foi decidida em comum acordo com parlamentares,
inclusive com os presidentes da Câmara e do Senado. Na reunião do Alvorada discutiu-se
também estratégias políticas para enfrentar temas delicados, como a emenda que
restringe o poder do Executivo de baixar medidas provisórias. Texto que o presidente
Fernando Henrique quer mudar, contra a vontade de aliados importantes. O governo se
esforça para que esse assunto não vire ponto de confronto entre Executivo e Legislativo,
e muito menos seja personificada a discussão em torno do senador Antônio Carlos
Magalhães e do Planalto.
O INSS - Instituto Nacional de Seguridade
Social vai apertar a fiscalização nas federações e clubes de futebol profissional. A
estimativa é arrecadar R$ 50 milhões. Os auditores fiscais do INSS vão apurar a
retenção obrigatória, que é de 5% da receita bruta dos jogos. A fiscalização da
Previdência Social também vai incluir na operação os valores de contratos de
publicidade, licenciamento, uso de marcas e de transmissão pela TV.
BANDEIRANTES -
JORNAL DA BAND - 19H30
A Polícia Federal procura uma quadrilha
que frauda vestibulares em todo o país. Professores cobram até R$ 10 mil para fazer as
provas no lugar de estudantes mal preparados. Para evitar o golpe, a Universidade Federal
da Bahia tomou uma medida polêmica. Todo candidato tem que sujar o dedo e deixar as
digitais na folha da prova. O Ministério Público reagiu à medida. A Procuradoria da
República entrou com uma ação civil pública na Justiça Federal pedindo o cancelamento
da coleta de impressões digitais, por considerar o procedimento constrangedor para os
vestibulandos.
O receio de um novo aumento nos juros dos
Estados Unidos tumultua as principais bolsas de valores do mundo. A Bolsa de São Paulo
teve a maior baixa desde janeiro do ano passado. O Banco Central teve de intervir pela
primeira vez no ano para barrar uma disparada do dólar. Mesmo assim, a moeda americana
subiu 1,7%.

ATENÇÃO
O Boletim de Acompanhamento Macroeconômico da Secretaria de Política
Econômica, que traz avaliação mensal da conjuntura econômica brasileira (análise e
tendência de preços, salários, juros, balança comercial, contas externas, etc), está
disponível via FTP através do endereço na INTERNET www.fazenda.gov.br,
na área específica de "Publicações". Outras informações atualizadas,
inclusive sobre os resultados do Plano Real, podem ser também obtidas, em português e em
inglês, na página eletrônica do Ministério da Fazenda.
Consulte a homepage da Secretaria de Comunicação Social da
Presidência da República.
O endereço na Internet é www.brasil.gov.br
O telefone para solicitação de publicações é:061-411.4892.
O email da Secretaria de Comunicação Social é: secom@planalto.gov.br |