
06/02/2000
JORNAL DO BRASIL
- Areia de Copacabana põe em risco saúde
de banhista
- Uma análise realizada pelo Departamento
de Oceanografia da Uerj - a pedido do Jornal do Brasil - nas praias do Flamengo, de
Copacabana, de Ipanema, de São Conrado e da Praia da Reserva mostra que, além da água
do mar, a areia também passou a ser uma ameaça aos banhistas. (...)
A contagem não poupa nem mesmo a faixa de
areia lavada pelo movimento das ondas, normalmente mais limpa. Os exames mostram que ali
cariocas e turistas sujeitam-se ao contato com ovos de lombrigas de cachorro e outros
parasitas. (pág. 1 e 17)
- O Jornal do Brasil reuniu o
ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República,
general Alberto Cardoso, e os secretários, para discutir a segurança pública no País.
Todos concordaram num ponto: é preciso uma ação integrada para combater o crime
organizado. (pág. 1, 14 15)
- Desvio de verbas, fraudes em licitações
e contratações sem concurso nas 5,5 mil prefeituras brasileiras não devem terminar com
a aprovação da Lei de Responsabilidade Fiscal, que restringe os gastos municipais. A
lentidão do Judiciário e as brechas da legislação dificultam punições.
No estado do Rio, dos 35 prefeitos e
ex-prefeitos transformados em réus desde 1991, em processos abertos no Tribunal de
Justiça, apenas dois foram condenados. (...) (pág. 1 e 6)
- No cenário que a estratégia do
presidente nacional do PPS, senador Roberto Freire (PE), traçou, os atuais adversários
da cena política nacional estarão sentados lado a lado, num futuro governo comandado por
Ciro Gomes.
Enquanto cuida da campanha para 2002,
Freire preocupa-se também em manter abertos canais de diálogo com todos os partidos que
considera democráticos.
Na lista de aliados que Freire imagina para
quando o PPS chegar ao poder estão o PT, de Luiz Inácio Lula da Silva, o PSDB, do
presidente Fernando Henrique Cardoso, e setores do PMDB e do PDT. (...) (pág. 2)
- A lenta recuperação da economia,
iniciada no segundo semestre de 1999, não melhorou apenas a popularidade do presidente
Fernando Henrique Cardoso. Também recolocou na cena política uma possível candidatura
do ministro da Fazenda, Pedro Malan, à Presidência da República, em 2002.
Sem filiação partidária, e diante da
premissa de que a estabilidade econômica se mantenha, o nome de Malan voltou a fazer
parte do imaginário de políticos da base aliada. O ministro tem simpatizantes em todos
os partidos aliados, especialmente no PFL. (...) (pág. 3)
- Alvo de investigação do Ministério
Público Federal e com os principais assessores sob a mira da Justiça, Rafael Greca é um
ministro sitiado. Escolhido para substituir Pelé no Ministério de Esporte e Turismo, o
ex-prefeito de Curitiba já não tem apoio unânime nem de seu partido, o PFL. (...)
(pág. 8)
EDITORIAL
"Ordem na baía" - Os dias se
passam, o brasileiro tem memória curta e a revolta da opinião pública com o vazamento
de óleo da Petrobras na Baía de Guanabara, vai aos poucos, se esfumando no ar. Do
impacto inicial, ficaram várias promessas, mas pouquíssimas ações concretas foram
tomadas com olhos no futuro. (...) (pág. 10)
COLUNAS
(Coisas da Política - Dora Kramer) -
Depois de cinco anos fazendo o papel de filho enjeitado numa aliança em que os melhores
carinhos eram reservados para os irmãos postiços do PMDB e PFL, o PSDB acha que chegou a
hora de desfrutar mais e sozinho, das delícias de ser poder. Nesta semana, liderados pelo
presidente Fernando Henrique Cardoso, os tucanos iniciam uma ofensiva de exposição do
partido de longa distância: começa agora e só tem hora para acabar na sucessão. (...)
(pág. 2)
(Informe JB - Luciana Nunes Leal) - A
petista Heloísa Helena, que este mês assumirá a liderança da oposição no Senado,
costuma dizer que o País está criando tanta agência reguladora que daqui a pouco vai
fazer a "Agência Brasil". Integrante da ala radical do PT, Heloísa Helena diz
que esta prática relega ao Estado um papel secundário.
Pois agora está em fase de criação mais
uma agência para a senadora implicar. É a Agência Nacional de Mineração (ANM). (...)
(pág. 6)
FOLHA DE SÃO PAULO
- Ajuda a banco público soma R$ 90 bi
- O Governo já utilizou R$ 90 bilhões em
empréstimos para recuperar os bancos estaduais desde 96, informam David Friedlander e
Ricardo Grinbaum. O dinheiro só retornará em 30 anos e a juros abaixo do mercado, com
perda para os cofres federais. O uso político dos bancos trouxe prejuízo às
instituições, que atuaram como financiadoras dos estados.
Em troca do socorro, mais de quatro vezes o
injetado no sistema privado, governadores tiveram de fechar ou vender seus bancos. Para
apurar a gestão dos bancos, o Banco Central abriu 25 processos administrativos e enviou
13 denúncias ao Ministério Público.
Procurador encarregado de investigar o
Banespa duvida que vá haver punições. (pág. 1 e 1-8)
- O processo judicial que obriga o Governo
a pagar R$ 379,9 milhões a 31 empreiteiras, o maior precatório (dívida judicial) do
ano, contém grave falha de defesa por parte do DNER (Departamento de Nacional de Estradas
de Rodagem).
O órgão não acompanhou a perícia que
calculou os supostos prejuízos das empreiteiras devido a atrasos nos pagamentos de obras
em rodovias. O Governo tentará reduzir o valor do precatório. (pág. 1 e 1-6)
- O sistema de lotações, centro de uma
série de confrontos na cidade de São Paulo desde janeiro, está perdendo apoio dos
paulistanos. Pesquisa feita pelo Datafolha na quinta-feira passada mostra que 65% aprovam
essa opção de transporte, contra 79% em outubro de 97.
O levantamento sugere que a crítica diz
mais respeito aos incidentes com os perueiros. Para 88%, as lotações devem continuar a
existir, mas 67% defendem a permanência somente das regulamentadas, e 64% apóiam as
blitze contra as clandestinas. (pág. 1 e 3-1)
EDITORIAL
"Genéricos nas prateleiras" -
Esta semana devem finalmente chegar às farmácias os primeiros medicamentos genéricos.
É uma iniciativa que não pode deixar de ser louvada. Trata-se, afinal, de utilizar
mecanismos de mercado para induzir a uma maior concorrência entre os laboratórios
farmacêuticos, o que deve resultar em redução de preços para o consumidor. A
estratégia já é adotada há muito em alguns países desenvolvidos, com resultados
satisfatórios. (...) (pág. 1-2)
COLUNAS
(Painel) - A equipe econômica tem
planilhas para reajuste do salário mínimo que variam de 8% a 20% do valor atual. O menor
índice corresponde à correção do INPC. As tabelas são do Ministério da Previdência,
e embassam os cálculos de déficit público discutidos com o FMI.
* O ministro Pedro Parente (Casa Civil)
anda em alta entre os governadores. Uns acham até que FHC tem ciúme do ministro.
Explica-se. FHC é conversador. Parente, operador. Tratam com FHC, mas cobram de Parente.
"A gente fala com o Presidente, mas, quando chega em casa, pensa: fui enrolado",
conta um governador. (...) (pág. 1-4)
O ESTADO DE SÃO PAULO
- FHC intervém na disputa de liberais e
nacionalistas
- O presidente Fernando Henrique Cardoso
pretende apoiar as empresas nacionais que se mostrarem competitivas, mas acha que o
consumidor não pode ser esquecido. Para o Governo, não se pode mais pensar em
fechamentos de mercados ou restrições à competição. FHC decidiu adotar uma posição
intermediária entre os dois grupos de seu Governo - o liberal e o mais intervencionista -
no tratamento que será dispensado às empresas nacionais.
O presidente rejeita a bandeira de luta
contra a desnacionalização, por achá-la atrasada e infrutífera. O debate a respeito do
assunto esquentou com a venda do Banespa, prevista para maio.
Os intervencionistas gostariam que o banco
não passasse para mãos estrangeiras, enquanto o chamado grupo liberal, no outro extremo,
acha que o importante é nacionalizar o desenvolvimento e não o controlador da empresa.
Essa disputa repercute no Congresso, onde
predomina uma maioria favorável ao capital externo e à existência de regras claras para
os investidores. (pág. 1, A4 e A5)
- O ex-ministro da Fazenda Maílson da
Nóbrega adverte para a possibilidade de a nova fase da guerra fiscal inibir futuros
investimentos no Brasil, enquanto os governadores não chegam a um acordo. Já o jurista
Miguel Reale conclui que o governo paulista está "coberto de razões" ao dotar
medidas de proteção aos seus interesses tributários.
Maílson afirma que "a falta do grande
pai provedor e generoso, como foi o Governo federal durante anos", é o motivo usado
por alguns governadores para adotar a política de incentivos fiscais. Reale não vê
possibilidade de sucesso para os estados que entrarem na Justiça contra a reação de
São Paulo e essa guerra. (pág. 1 e A4)
- O Ministério do Trabalho prepara uma
ofensiva contra a informalidade no mercado de trabalho, que já atinge 36% da força de
trabalho brasileira. Uma operação em favor da carteira assinada vai envolver todos os
3.200 auditores fiscais trabalhistas do País, 850 dos quais no estado de São Paulo, na
segunda quinzena deste mês. (pág. 1 e B1)
- São Paulo é pequena para as cerca de 15
mil peruas e vans que transportam pelo menos 300 mil pessoas por dia. Isso é consenso
entre especialistas, prefeitura e até perueiros. A licitação para a escolha dos 4.042
que serão autorizados a trabalhar pode ser o início de nova onda de protestos. O desafio
é convencer quem perder a mudar de atividade. (pág. 1 e C1)
- Se a manipulação genética ainda divide
opiniões, adiando a formação em laboratório do atleta ideal, a medicina esportiva
contenta-se em cuidar da nutrição, da hidratação e de acompanhar os atletas,
fornecendo informações para melhorar o desempenho nas competições. (pág. 1 e E8)
EDITORIAL
"Capital estrangeiro novamente em
discussão - II" - As reformas destinadas a propiciar o ajuste fiscal no País são
também uma forma de reduzir a dependência externa. O ajuste do setor público abre
espaço para o capital nacional privado. É o contrário do que diz a esquerda. (pág. 1 e
A3)
COLUNA
(Coluna do Estadão) - Uma consulta
informal feita entre parlamentares da base aliada confirma o que o Palácio do Planalto
já desconfiava: está cada vez mais difícil, no Congresso, a aprovação da emenda que
institui a cobrança previdenciária dos servidores públicos inativos e pensionistas.
"Essa matéria não anda nem vai andar no Congresso, a grande maioria dos
parlamentares é contra, o que inviabiliza a tramitação da matéria", admite um
político que trata do assunto com o Planalto. (...) (pág. 1-8)
O GLOBO
- Emprego na Internet dobra a cada 6 meses
- Pesquisa da empresa americana Andersen
Consulting mostra que o número de empregos na Internet está dobrando a cada seis meses.
Atualmente, 300 mil pessoas no Brasil já trabalham na rede mas o crescimento dos
negócios é tão veloz que, em meados do próximo ano, 2,4 milhões estarão ocupados em
atividades diretamente ligadas à Internet.
A previsão é de que a expansão da rede
fará aumentar o emprego também em profissões tradicionais, como publicidade, marketing,
administração e engenharia. (...) (pág. 1, 31 a 33)
- O Ministério da Saúde constatou que a
indústria privada cobra preços, em média, 747% mais altos do que os laboratórios
oficiais. Ao trocar de fornecedor para os 11 hospitais federais do Rio, o ministério
economizou, em seis meses, R$ 3,2 milhões. (pág. 1 e 35)
- A escolha errada de um plano de telefonia
celular pode representar uma conta até 60% mais alta no fim do mês. Isto porque as 42
operadoras de celular têm hoje 524 planos aprovados pelo Governo, muitos com serviços
semelhantes e preços bastante diferentes. Antes de fazer a escolha, é melhor analisar as
necessidades de comunicação da família. (pág. 1 e 34)
- Quatro anos depois do massacre que
resultou, em 9 de agosto de 1995, na morte de dois PMs e nove sem-terra na Fazenda Santa
Elina, testemunhas localizadas pelo Globo revelam fatos novos que indicam a participação
de pistoleiros, que teriam sido contratados pelo fazendeiro Antenor Duarte, líder dos
pecuaristas da região.
O confronto se deu quando 190 policiais
iniciaram, por ordem judicial, a retirada de famílias de trabalhadores sem-terra que
tinham invadido a Fazenda Santa Elina, de propriedade do fazendeiro Heitor Pereira. A
Santa Elina, a 15 quilômetros de Corumbiara, faz divisa com as propriedades de Antenor,
que, segundo o Ministério Público, temia que suas terras fossem invadidas. (...) (pág.
3)
- Para tentar pôr um mínimo de ordem na
conturbada relação entre União, estados e municípios, o presidente Fernando Henrique
encomendou ao ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência, Aloysio Nunes Ferreira,
projeto de lei complementar para dar regulamentação única a três artigos da
Constituição que estabelecem responsabilidades comuns das três esferas do Poder
Executivo. O objetivo é pôr fim à disputa permanente por recursos e ao jogo de empurra
na prestação de serviços públicos. (...) (pág. 8)
- O secretário estadual de Segurança
Pública, Josias Quintal, determinou ontem prioridade máxima nas investigações sobre
suspeitas do envolvimento de mercenários angolanos na guerra pelo comando do tráfico de
drogas na Favela Nova Holanda, Complexo da Maré.
Ainda nesta semana, o secretário quer
saber a dimensão das suspeitas e o nível de envolvimento dos africanos e prometeu
acompanhar de perto as investigações. Para coordenar o trabalho, Josias Quintal escolheu
o delegado Marcos Relmão, superintendente de Delegacias Especializadas. (...) (pág. 20)
- No momento em que o PT completa 20 anos,
comemorados quinta-feira, o presidente de honra do partido, Luiz Inácio Lula da Silva,
está diferente daquele líder metalúrgico que foi o principal nome entre os fundadores
do partido. A barba está cuidadosamente aparada e as camisetas foram substituídas pelo
paletó e a gravata.
Mas Lula se diz, também, mais amadurecido.
E cita dois erros ao longo da sua trajetória e da trajetória do PT: não se esforçar
para costurar uma aliança com o PMDB de Ulysses Guimarães no segundo turno da campanha
de 1989, quando perdeu a disputa para Fernando Collor; e não ter participado, ou pelo
menos tentado influenciar, o governo Itamar Franco. (...) (pág. 5)
EDITORIAL
"A longo prazo" - O
desequilíbrio financeiro da Previdência Social é um problema para cuja solução são
necessárias medidas de longo prazo e não ações provisórias, incapazes de trazer
benefícios duradouros. (...)
Há entretanto o perigo de que a nova lei
se mostre ineficaz. O foco desse risco está na legislação complementar a ser baixada,
determinando quais são as atividades exclusivas de estado. (...) (pág. 6)
COLUNAS
(Panorama Político - Tereza Cruvinel) -
Há algo mais que o interesse de banqueiros nacionais nas articulações políticas contra
a participação do capital estrangeiro, possivelmente vitoriosa, no leilão do Banespa. A
aliança pontual entre os neonacionalistas e a esquerda e a divisão na base governista e
no próprio Governo podem expressar um início de trincadura no bloco político que apoiou
a liberalização da economia. (...) (pág. 2)
(Ricardo Boechat) - O Governo estuda acabar
com a obrigatoriedade da pessoa ter que depositar 30% do valor da multa que recebeu da
Receita Federal, se quiser recorrer da pena no Conselho de Contribuintes.
A medida é reivindicada há tempos por
nove entre dez empresários do País.
* A Casa da moeda está prestes a fechar um
dos maiores contratos de sua história.
Disputa o páreo para fornecer 750 milhões
de moedas de rúpia para a Índia.
O resultado da concorrência internacional
sai este mês.
* Rixa antiga entre Brasil e Argentina,
caíram, anteontem, as alíquotas no comércio bilateral de brinquedos, que terão agora
livre acesso.
Desde que certificados pela Abrinq, aqui, e
pelo Iram, lá. (pág. 16)
CORREIO BRAZILIENSE
- Governo anuncia fim da farra nos fundos
de pensão
- Previdência quer punir responsáveis por
desvios no setor que movimenta R$ 122 bilhões. (pág. 1 e 18)
- Guerra fiscal muda imagem da Bahia.
Atraindo cada vez mais empresas como a Ford, o estado tem PIB do R$ 40 bilhões, igual ao
do Uruguai e Equador somados. (pág. 1 e 20)
- Governo quer criar sistema que permita
aos sindicatos abrir mão de direitos para reduzir desemprego, anuncia o ministro do
Trabalho, Francisco Dornelles. (pág. 1 e 22)
- Rebeldes separatistas conseguiram
retardar por mais de 40 dias o avanço das tropas russas sobre a capital, mas a Chechênia
é hoje uma república em pedaços. (pág. 1, 4 e 5)
- Moradores de cidades do Entorno
desaparecem e parentes denunciam policiais como criminosos. Comissão de Direitos Humanos
acredita que pelo menos cem corpos de desaparecidos devem estar ocultos nos matagais do
Entorno. (pág. 1 e cad. Cidades, pág. 4 e 5)
- Depois de cinco versões, o governo do
Distrito Federal chegou a uma nova explicação sobre o destino do dinheiro das pesquisas
de emprego e desemprego. Pela primeira vez, a explicação não é contestada por algum
dos envolvidos. (pág. 1 e 23)
JORNAL
DE BRASÍLIA
- CPI sabe tudo mas não prova nada:
falta-lhe um Fiat Elba e o motorista Eriberto
- Desde que começou a trabalhar, no final
de novembro do ano passado, a CPI dos Remédios conheceu, em detalhes, a questionável
relação entre médicos e laboratórios, viu de perto a campanha contra os genéricos e
constatou, para desespero dos consumidores, que parece ser impossível controlar o abuso
nos preços dos medicamentos.
Apesar de saber de todos os podres que
envolvem esse bilionário mercado, os deputados que integram a mais importante comissão
de inquérito em funcionamento na Câmara hoje não tiveram até agora - assim como
ocorreu na CPI dos Bancos - a sorte dos colegas que investigaram o esquema PC Farias.
"Nosso desafio é encontrar o Fiat
Elba desse caso", diz o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP). "Temos que achar a
secretária e motorista desta CPI", adverte.
Os ministros Pedro Malan, José Serra e
até o presidente do Banco Central, Armínio Fraga, compareceram à comissão. Todos deram
a sua receita mas nada de concreto surgiu que pudesse ajudar na briga com os
laboratórios. Ou seja, os culpados existem. Faltam as provas. (pág. 1 e 3-A)
- Luiz Inácio Lula da Silva é a cara do
PT e a maior liderança de esquerda no País nos últimos 20 anos. Ao mesmo tempo, a
supremacia de Lula o transforma em um dos principais problemas do partido, já que ele é
o único capaz de apaziguar os ânimos dos militares das correntes divergentes e de unir a
legenda em torno de uma candidatura à Presidência: a sua própria. Se não der Lula, a
briga pela sucessão em 2002 vai ser grande no PT. (pág. 1 e 4-A)
- Em busca do único título que ainda
falta ao futebol brasileiro, a medalha de ouro olímpica, a Seleção mostrou que está no
caminho certo. Depois de tropeçar no início do torneio, o time comandado por Luxemburgo
garantiu a vaga para Sydney por antecipação e, hoje, contra o Uruguai, pode conquistar o
título do Pré-Olímpico com um empate, fazendo as pazes com a torcida. (pág. 1 e 11-A)
ZERO HORA
- Os quatro países que formam o Mercado
Comum do Sul (Mercosul) precisarão de muito fôlego para ativar a evolução do bloco,
que completa nove anos em março.
Depois que acabou 1999 - o ano que os
parceiros preferem esquecer - 2000 terá de apresentar respostas a desafios que vão da
convergência de indicadores econômicos a barreiras levantadas ao sabor do momento, para
proteger setores em dificuldade. (pág. 18 e 20)
- A reestruturação do Meridional, agora
controlado pelo Banco Santander Central Hispano (BSCH), começa sob o comando de Elvaristo
Teixeira do Amaral.
Fortalecer o banco na Região Sul e
universalizar os serviços prestados, consolidando a interconexão com a rede de 27 bancos
do Santander espalhados por 33 países, são as metas do executivo. (pág. 21)
- A Segunda usina hidrelétrica em
construção na bacia do Rio Uruguai, na divisa entre o Rio Grande do Sul e Santa
Catarina, pode começar a operar antes do previsto.
A Machadinho Energética SA (Maesa), o
consórcio responsável pela obra da Usina Hidrelétrica Machadinho, espera pela
liberação de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social
(BNDES) para concretizar a antecipação. (pág. 30)
MANCHETES
ESTADO DE MINAS
- Milhões de férias em dobro
O DIA (RJ)
- 8.500 vagas no serviço público
ZERO HORA (RS)
- CPI ameaça quebrar sigilo de
laboratórios suspeitos de cartel
REVISTAS
VEJA
TÍTULO DE CAPA
- O rei do rolo - Wagner Canhedo, dono da
Vasp, deve 2 bi ao Governo, não paga e fica tudo por isso mesmo.
Órfãos da Aids - O Brasil conta o número
de crianças cujas mães morreram vítimas do HIV: 30.000. (pág. 64 a 67)
A receita de Canhedo. (pág. 38 a 45)
Cervejaria engasga no Governo - Somente
dentro de dois meses, Antarctica e Brahma saberão se a AmBev poderá existir no Brasil.
(pág. 102 e 103)
ISTOÉ
TÍTULOS DE CAPA
- O homem biônico - Cegos podem voltar a
enxergar e surdos, a escutar. É possível também recuperar o movimento e o tato. São os
milagres da neuromedicina na qual brilha um brasileiro, Miguel Nicolelis, que há 11 anos
faz pesquisas nos EUA.
- Greca - Governo já prepara saída do
ministro.
Uma trágica lição - O presidente da
Petrobras, Henri Philippe Reichstul, diz que o desastre ambiental na Baía de Guanabara
vai melhorar a consciência ecológica do País. (pág. 7 a 11)
Sr. metralhadora - Aos 78 anos, Leonel
Brizola continua atirando para todos os lados e criando polêmica com adversários e
aliados. (pág. 26 a 29)
Barrado na festa - Atolado em denúncias,
Greca aos poucos vai sendo afastado por FHC das comemorações do Descobrimento. (pág. 29
a 32)
A guerra do Canudo - Ministério da
Educação é acusado de montar esquema para favorecer universidades privadas, que têm
1,5 milhão de alunos e faturam R$ 5 bilhões por ano. (pág. 38 a 43)
ÉPOCA
TÍTULO DE CAPA
- Proteção de papel - Hildebrando
intimida;
Espião federal foge.
Sem proteção - Precariedade do programa
federal que promete apoio a testemunhas expõe autores de denúncias à fúria dos
responsáveis pelos crimes. (pág. 28 a 33)
Calendário de risco - Sem-terra morre
durante o primeiro conflito do ano no campo, mas o Governo prevê tranqüilidade em 2000.
(pág. 34)
O crime de Brizola - Depois de pregar o
assassinato de Fernando Henrique, o presidente do PDT tenta desmentir-se. (pág. 35)
Técnico em política - Depois de seis
meses na Casa Civil, Parente ultrapassa os limites da burocracia e é reconhecido como o
ministro que fala pelo Presidente. (pág. 36 e 37)
Burocrata trapalhão - O presidente da
Funai demite Orlando Villas Bôas por fax a pretexto de corrigir a folha de pagamentos.
(pág. 39)
Desastre previsto - Relatório confidencial
sobre vazamento ocorrido em 1997 apontava falhas no duto que se romperia na Baía de
Guanabara em janeiro. (pág. 40 e 41)
O mecenas de Nazaré - Pela restauração
do único cinema de sua cidade natal, o jogador Vampeta concorre em uma categoria do
Grande Prêmio, lançado pelo Ministério da Cultura. (pág. 69 a 71)

ATENÇÃO
O Boletim de Acompanhamento Macroeconômico da Secretaria de Política
Econômica, que traz avaliação mensal da conjuntura econômica brasileira (análise e
tendência de preços, salários, juros, balança comercial, contas externas, etc), está
disponível via FTP através do endereço na INTERNET www.fazenda.gov.br,
na área específica de "Publicações". Outras informações atualizadas,
inclusive sobre os resultados do Plano Real, podem ser também obtidas, em português e em
inglês, na página eletrônica do Ministério da Fazenda.
Consulte a homepage da Secretaria de Comunicação Social da
Presidência da República.
O endereço na Internet é www.brasil.gov.br
O telefone para solicitação de publicações é:061-411.4892.
O email da Secretaria de Comunicação Social é: secom@planalto.gov.br |