
07/02/2000
JORNAL DO BRASIL
- Prefeituras desviam verba da educação
- As investigações da subcomissão da
Câmara dos Deputados que apura irregularidades na aplicação do dinheiro do Fundo de
Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e Valorização do Magistério
(Fundef) mostram que em muitos municípios os prefeitos usam os recursos para outras
finalidades. Em 1999, o Fundef movimentou mais de R$ 13 bilhões. São inúmeros os
exemplos que comprovam o golpe nas verbas que, destinadas exclusivamente para a
educação, são usadas até para comprar produtos de limpeza.
Em Oratórios (MG), a empresa vencedora de
uma licitação para a compra de merenda escolar pertence ao prefeito da cidade. A
prefeitura de João Dourado (BA) comprou sabão em pó, desinfetante e detergente de uma
empresa provavelmente fantasma.
Para obter mais recursos do Fundef, alguns
prefeitos também usam os nomes de alunos fantasmas como em Carinhanha (BA). Em Mococa
(SP), 500 alunos de uma escola particular foram cadastrados na rede municipal de ensino. O
Ministério da Educação, pelo telefone 0800-616161, já recebeu, em apenas seis meses
depois de instalado, cerca de 380 denúncias. (pág. 1 e 4)
- A participação do Brasil no Mercosul
esteve por um triz em 1999. Abandonar o bloco regional foi uma das alternativas discutidas
pelo Governo. A revelação é do embaixador José Botafogo Gonçalves: "Foi um
exercício. Mas não foi acadêmico, foi muito operacional". (pág. 1 e 11)
- A discussão sobre o nepotismo
continuará gerando polêmicas durante a semana, na Câmara dos Deputados. O colégio de
líderes se reúne amanhã para traçar uma posição dos partidos sobre a emenda do
deputado Gerson Peres (PPB-BA), que retira do projeto de reforma do Judiciário a
proibição para contratação de parentes. A proposta remete para lei complementar, a ser
aprovada, a determinação de regras que limitem o nepotismo.
O líder do Governo na Câmara deputado
Arnaldo Madeira (PSDB-SP), disse ontem que a questão é partidária e o Palácio do
Planalto decidiu que não vai interferir na questão. "Ainda não tenho
posição", disse Madeira. A tendência dos partidos que apóiam o Governo é,
contudo, votar a favor da emenda de Gerson Peres.
O próprio presidente da Câmara, Michel
Temer (PMDB-SP), se mostrou favorável ao nepotismo quando defendeu, na semana passada o
estabelecimento de "cotas" que limitasse a contratação de parentes. Cerca de
320 deputados, segundo o autor da emenda, empregam parentes em seus gabinetes. (...)
(pág. 1 e 2)
- O Governo não pretende ceder em nenhum
ponto da Lei de Responsabildiade Fiscal para atender às exigências dos governadores,
feitas semana passada no encontro de Curitiba. "Não vejo espaço para mexer na lei.
Sou contra qualquer modificação", disse o líder do Governo na Câmara, Arnaldo
Madeira (PSDB-SP), que cuidou diretamente das articulações para aprovar o projeto na
Casa.
Os governadores estarão amanhã em
Brasília, para pressionar o Palácio do Planalto. Eles tentarão convencer as bancadas de
seus estados a obstruir a votação da Lei de Responsabilidade Fiscal no Senado, a fim de
barganhar com o Governo a liberação de uma parcela adicional de R$ 400 milhões como
compensação de perdas decorrentes da Lei Kandir neste ano. (...) (pág. 3)
- Disposto a apaziguar disputas entre
ministro e a acompanhar mais de perto a condução dos projetos de interesse do Governo no
Congresso, o presidente Fernando Henrique Cardoso vem consolidando nas últimas semanas o
papel de principal articulador político de sua própria administração. Além das
conversas com aliados, Fernando Henrique tem cultivado o diálogo com interlocutores de
partidos não aliados ao Governo, como o PPS.
O Presidente também vem se empenhando
pessoalmente para evitar alterações nos projetos em discussão no Congresso. (...)
(pág. 1)
COTAÇÕES
- Salário mínimo: (fevereiro) R$ 136,00.
Dólar comercial: (compra) R$ 1,7777, (venda) R$ 1,7785. Dólar paralelo: (compra) R$
1,850, (venda) R$ 1,880. TR do dia 5/1 a 5/2: 0,2969%. TBF do dia 3/2 a 3/3: 1,4048%.
(pág. 1)
EDITORIAL
"O Eleito e o Eleitor" - O mais
importante saldo da convocação extraordinária do Congresso veio a ser o reconhecimento
da necessidade de estancar uma fonte de desgaste político para os parlamentares,
despertados pela estridente repercussão negativa da temporada. A apoteose em torno da
aprovação de projetos de grande expectativa ficou aquém da tomada de consciência em
relação a uma questão que estava acumulando tensões irracionais.
O recesso parlamentar teve a sua razão de
ser num país anterior às rodovias e ao tráfego aéreo nacional, quando as viagens
demandavam tempo a cavalo ou em embarcações fluviais antiquadas. O automóvel e o avião
eliminaram o tempo de ida e vinda dos representantes de pontos distantes da capital do
País. (...) (pág. 8)
COLUNAS
(Coisas da Política - Dora Kramer) - Antes
que os rios da Amazônia tenham o mesmo destino que a Petrobras reservou à Baía de
Guanabara, o Ministério do Meio Ambiente vai montar uma operação para prevenir o risco
de vazamento de óleo, seja nas balsas que transportam combustíveis, seja nos terminais
fluviais de abastecimento que a Petrobras mantém na região, onde quase tudo é
transportado por rio - de gente a carga. O que torna permanente o risco de um desastre
ecológico grave.
A idéia do ministro José Sarney Filho,
que hoje anuncia a operação, é juntar Governo federal, governos dos estados e Marinha
num trabalho primeiro de diagnóstico do problema. Ainda que mal e mal, o transporte
fluvial de passageiros ainda tem um certo controle por parte do poder público. (...)
(pág. 2)
(Informe JB - Luciana Nunes Leal) -
Bastaram três ou quatro pesquisas. Assim que foi constatada uma certa recuperação de
popularidade do presidente Fernando Henrique Cardoso, a reação dos partidos aliados do
Governo veio comprovar a tese do camaleão - que muda de atitude de acordo com suas
conveniências.
Quando os índices estavam ruins, as
legendas trataram de dar um passo atrás. PMDB, PFL e até o PSDB do Presidente lançaram
nomes de candidatos à sucessão presidencial. Como quem mostra que, com as coisas feias
no presente, estavam tratando do futuro. (...) (pág. 6)
FOLHA DE SÃO PAULO
- Cresce saque do FGTS por demissão
- O número de saques do Fundo de Garantia
do Tempo de Serviço em razão de demissões sem justa causa teve crescimento de 21,9% em
99 e atingiu 11,159 milhões de contas.
Desde 97, o FGTS perde recursos por causa
da estagnação da economia - que gera desemprego - e da redução do contingente de
trabalhadores com carteira assinada.
No ano passado, os saques do FGTS superaram
os depósitos em R$ 216 milhões, um déficit abaixo dos registrados em 98 e 99, apesar do
crescimento das retiradas por demissão.
Um dos motivos da melhora foi a queda dos
saques por motivo de aposentadoria, que foram maiores nos anos anteriores devido às
discussões da reforma da Previdência. (pág. 1 e 2-1)
- Europeus e americanos insistem em ter
atividades agrícolas, alegando que a agricultura mantém um "estilo de vida",
uma forma de "ocupação do território", uma sabedoria.
O mesmo argumento serve para a indústria
brasileira. Queremos produzir aviões e microcomputadores pelas mesmas razões. Queremos
produzir quase tudo, ou, pelo menos, experimentar. (João Sayad, colunista da Folha, pág.
1 e 2-2)
- As norte-americanas Pfizer e
Warner-Lambert, fabricantes de produtos farmacêuticos, devem anunciar hoje sua fusão,
avaliada em US$ 84 bilhões. O acordo criará a maior empresa do setor nos Estados Unidos
e a segunda do mundo.
Na liderança, está o grupo formado pelas
britânicas Glaxo Wellcome e SmithKline Beecham, que decidiram se unir no mês passado.
(pág. 1 e 3-3)
- O líder austríaco de extrema-direita
Jöerg Haider, cujo partido integra coalizão de governos desde sexta, afirmou que não
barrará a expansão da União Européia e prometeu se conter em suas declarações.
Haider, que no passado elogiou políticas nazistas, disse que indenizará sobreviventes do
Holocausto, mas criticou aqueles que protestam contra a ascensão da direita. (pág. 1 e
1-10)
- Os maiores bancos de varejo vão
participar do "home broker", sistema de negociação de ações via Internet da
Bovespa.
Em nove meses de operação, cerca de 10
mil investidores (pessoas físicas) aplicaram na Bolsa pela Internet. (pág. 1 e 2-1)
EDITORIAL
"A sombra da suspeita" - As
denúncias de desvio de recursos públicos envolvendo parte da indústria cinematográfica
merecem atenção. A verba pública é escassa, inclusive em áreas como a saúde e a
educação. Se o Governo decide financiar produção de cinema, é imperativo que não
haja dúvidas sobre a correção no uso do dinheiro, sob pena de dar razão a quem defende
o abandono do setor às leis de mercado. (pág. 1-2)
COLUNA
(Painel) - A Comissão de Constituição e
Justiça da Câmara aprovou um projeto que permite a reeleição dos presidentes das
comissões. O projeto foi comemorado sem alarde. Ele abre precedentes para um novo mandato
de ACM no comando do Senado e de Michel Temer no da Câmara.
* O projeto muda o regimento interno da
Câmara, que veta a reeleição para a presidência de comissões em uma mesma
legislatura. Deve chegar ao plenário ainda nesta semana. Isso, claro, se os candidatos
às vagas de ACM e Temer não o abaterem em pleno vôo. (pág. 1-4)
O ESTADO DE SÃO PAULO
- Empresas investirão US$ 112 bilhões este ano
As companhias brasileiras retomaram com
maior força os investimentos este ano para compensar a desaceleração motivada pela
desvalorização cambial do ano passado. O volume de recursos a serem aplicados em 2000
deverá ser 14% maior do que em 1999, conforme análise de consultores. Isso representaria
investimentos da ordem de US$ 112 bilhões, segundo a Simonsen Associados.
Nesse cenário, a equipe econômica não
teria problemas para atingir a meta de 4% de crescimento do PIB. Estudo da Arthur Andersen
revela que 47% das 500 maiores companhias brasileiras previam reduzir ou manter o volume
de dinheiro aplicado na produção em 1999. Este ano, apenas 9% admitem reduzir
investimentos. (pág. 1 e B1)
- Um grupo de técnicos deverá concluir
amanhã estudos que definirão a estratégia para resgatar do fundo do Rio Pará, próximo
do porto de Vila do Conde, em Barcarena, a 20 km de Belém, a balsa Miss Rondônia, que
afundou com 1,8 milhão de litros de óleo na madrugada de sexta-feira. A operação, a
ser realizada quarta ou quinta-feira, não pode ter falhas sob pena de provocar um
desastre ambiental de graves conseqüências. (pág. 1 e A8)
O ex-ministro Maílson da Nóbrega acredita
que a nova fase da guerra fiscal poderá inibir futuros investimentos no Brasil, pelo
menos enquanto os governadores não chegarem a um acordo. Já o jurista Miguel Reale
considera que o governo de São Paulo está "coberto de razões" ao tomar
medidas de proteção para preservar seus interesses tributários.
Ele não vê possibilidades de sucesso para
os estados que entrarem na Justiça contra a reação paulista. Analisando a questão por
outro ângulo, João Eloi Olenike, diretor do Instituto Brasileiro de Planejamento
Tributário, lembra que a oferta de empregos aumentou nas regiões em que as empresas se
instalaram. (pág. 1 e A4)
EDITORIAL
"Capital estrangeiro novamente em
discussão-III" - Se a presença do capital estrangeiro é inevitável, como
concordam todos, abrem-se duas possibilidades de comportamento. Uma é algo como
"relaxe e aproveite". A outra é impor limites e regras de atuação. (pág. 1 e
A3)
COLUNA
(Coluna do Estadão) - Os prováveis
candidatos à sucessão do presidente Fernando Henrique Cardoso, em 2002, encontram-se
hoje em situação curiosa: os que aparecem com os melhores índices de aprovação nas
pesquisas de intenção de voto são reprovados nos levantamentos qualitativos. A elite
eleitoral escolhe como melhores exatamente os candidatos, ainda virtuais, que não
empolgam a maioria. (...) (pág. A6 )
O GLOBO
- Cano se rompe e leva à Lagoa 2,8 milhões de litros de
esgoto
- O rompimento de uma tubulação na
elevatória da Hípica no sábado, provocou o despejo de esgoto in natura em quatro pontos
da Lagoa. A Cedae alega que não pôde fazer o reparo, porque cabos da Telemar usavam a
tubulação rompida como suporte. Já a Telemar nega ter sido informada sobre o acidente.
Segundo o biólogo Mário Moscatelli, coordenador do programa estadual de despoluição da
Lagoa, 2,8 milhões de litros de esgoto vazaram para o espelho d'água. O conserto
provisório deve ficar pronto na tarde de hoje. (pág. 1 e 13)
- Os integrantes da CPI dos Remédios
querem que os custos de produção de medicamentos dos laboratórios oficiais sejam o
padrão do setor farmacêutico, o que inclui laboratórios privados nacionais e
estrangeiros. Eles desconfiam que as empresas privadas informam custos fictícios. (pág.
1 e 23)
- (São Paulo) - O procurador-geral de
Justiça de Rondônia, José Viana Alves, disse ontem que os novos depoimentos, publicados
no Globo, deverão provocar uma reviravolta no processo sobre o massacre de Corumbiara
(Rondônia), que em 9 de agosto de 1995, resultou na morte de nove sem-terra e dois
policiais militares na Fazenda Santa Elina.
Alves, que solicitará a abertura de novo
inquérito policial para apurar os fatos, informou que o Ministério Público pedirá à
Justiça o pronunciamento (levar a júri popular) do fazendeiro Antenor Duarte, líder dos
pecuaristas na região, e de seu capataz, José de Paula, logo após as testemunhas serem
ouvidas pela Promotoria de Justiça de Colorado do Oeste. (...) (pág. 3)
- (São Paulo) - Após ler a reportagem de
o Globo de ontem o deputado Nilmário Miranda (PT-MG), presidente da Comissão de Direitos
Humanos da Câmara, decidiu encaminhar hoje requerimento à OAB, à Associação de
Direitos Humanos de Rondônia e ao Ministério Público do Estado para que sejam
garantidos os depoimentos e a integridade física das novas testemunhas do chamado
Massacre de Corumbiara. Nilmário quer que os agricultores ouvidos pelo Globo sejam
incluídos no Programa de Proteção às Testemunhas do Governo Federal. O secretário
nacional de Direitos Humanos, José Gregori, disse que vai designar hoje um relator
especial do Conselho de Defesa Humana para analisar a reportagem sobre o massacre de
Corumbiara e adotar providências cabíveis. (pág. 4)
- Devendo cerca de R$ 370 milhões à
Infraero, a Vasp pode ser impedida de voar a partir de hoje, quando o Ministério da
Defesa decide o futuro da empresa. O comandante da Aeronáutica, brigadeiro Carlos de
Almeida Baptista, é a favor de um acordo que permita à empresa continuar operando e
garanta ao Governo o recebimento das dívidas. (pág. 2 e 22)
EDITORIAL
"Fim de linha" - O descuido com a
coleta e o tratamento de esgotos é um problema que se arrasta há décadas. Grande parte
da rede de captação ainda data da primeira metade do século XX. A cidade, que foi
capital do País por duzentos anos, só tem em funcionamento uma grande estação de
tratamento (a da Penha) e outras duas menores (Ilha do Governador e Paquetá). Da
construção do emissário submarino de Ipanema até o início das obras do programa de
despoluição da Baía de Guanabara, passaram-se mais de vinte anos sem que nenhum outro
investimento expressivo tenha sido feito na rede de coleta e no tratamento de esgoto.
(...) (pág. 6)
COLUNAS
(Panorama Político - João Domingos) -
Deputados e senadores recebem ajuda de custos de R$ 8 mil em fevereiro e R$ 8 mil no fim
do ano. Teoricamente, o dinheiro serve para bancar os custos da viagem do parlamentar a
Brasília, no início dos trabalhos, e para a volta a seu estado de origem, quando o ano
termina. A não ser que o congressista tenha uma família gigantesca, uma viagem dessas
não custa R$ 8 mil. (...) (pág. 2)
(Ricardo Boechat) - É grave, na ótica do
presidente do STF, ministro Carlos Velloso, a greve que os juízes federais prometem
iniciar dia 28.
"O movimento pode representar o
estopim para outras paralisações. O País vai mergulhar numa situação de perigo e caos
se os chefes dos Poderes Executivo e Legislativo não tiverem bom senso", advertiu.
O ministro procurará esta semana FH, ACM e
Michel Temer para fazer o relato de suas apreensões e defender novamente o teto salarial
"moralizador" de R$ 12.720.
* O Conselho Curador do FGTS vai se reunir
dia 22 para tentar resolver um baita problema.
Resolução do Conselho Monetário Nacional
obrigou os bancos a provisionarem verba nas operações de empréstimos no sistema
financeiro, a partir de março.
A princípio, o ato paralisará o crédito
imobiliário este ano.
- A política econômica do Governo
sofrerá um golpe.
Intelectuais de esquerda, amigos do
presidente FH, capitaneados pelo editor Fernando Gasparian, preparam duríssimo manifesto
contra a desnacionalização da economia brasileira. (pág. 14)
GAZETA MERCANTIL
- BNDES acelera reestruturação da siderurgia
- (Rio) - A solução para descruzar as
participações societárias que unem a Cia. Vale do Rio Doce e a Cia. Siderúrgica
Nacional (CSN) está mais próxima. A Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do
Brasil (Previ) está disposta a sair da CSN. O Banco Nacional de Desenvolvimento
Econômico e Social (BNDES), após dois anos, em que apostou em grupos como o Gerdau para
resolver o problema, decidiu financiar a "conta de chegada", independentemente
de quem liderar o processo.
"Eu tenho que devolver a bola para o
setor privado", diz Andrea Calabi, presidente do banco. O BNDES prefere uma saída
nacional, mas não impõe como condição a ausência de estrangeiros nesse processo.
"Uma coisa importante é que as empresas percebam nosso papel de coadjuvante",
destaca ele. (pág. 1 e C-1)
- (São Paulo) - A equipe econômica e os
defensores do regime cambial que vigorou entre julho de 1994 e janeiro de 1999 batiam o
pé na teoria de que o ninho da expansão da dívida líquida do setor público estava no
déficit público. Depois do câmbio flutuante, é possível dizer com segurança: eles
estavam errados. A dívida pública, no período, aumentou três vezes e meia quase
exclusivamente por causa do dispêndio com juros. (pág. 1 e A-3)
- A Tele Centro Sul (TCS) assumiu o comando
da Companhia Riograndense de Telecomunicações (CRT). O consórcio que controlava a
operadora de telefonia fixa do Rio Grande do Sul, o Tele Brasil Sul (TBS) - do qual a
Telefônica detém 50,93% -, tinha prazo até sexta-feira para vender as ações, conforme
decisão da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Como a operação não foi
concretizada, a gestão passa para a Tele Centro Sul, que detém 8% do capital votante da
CRT. (...) (pág. 1 e A-14)
CORREIO BRAZILIENSE
- Violência
- Sete pessoas morrem em acidentes de
trânsito no final de semana - quatro de uma mesma família - e seis crianças foram
atropeladas no Distrito Federal. Em São Paulo, uma gangue de carecas neonazistas espanca
um homem até a morte. (pág. 1, 5 e 6)
- Os padres pedem ajuda
- Alcoolismo, sexo, depressão e dores.
Temas como esses podem afetar qualquer pessoa, até mesmo os padres católicos, que se
reuniram num mosteiro para discutir como lidar com os problemas. Os religiosos querem
criar uma pastoral para cuidar deles mesmos. (pág. 1, 3 e 4)
- Os dois advogados paulistas que se
ofereceram para influenciar no julgamento da fusão da Antarctica e da Brahma teriam
pedido R$ 20 milhões a Ataide Guerreiro, presidente da Associação Brasileira de
Distribuidoras de Bebidas Antarctica (Abradisa), para garantir que o Conselho
Administrativo de Defesa Econômica (Cade) exigisse das cervejarias a manutenção de
sistemas independentes e terceirizados de distribuição - segundo afirmou ao Correio o
ex-deputado Airton Soares, advogado da Abradisa.
Foi ele quem levou ao Cade, no final de
novembro, a denúncia da oferta de montagem de um esquema de suborno feita pelos advogados
paulistas Marco Antônio Campos Salles e Márcio Pugliese. Os dois, pelo relato de Soares,
sabiam que a Abradisa desejava que o Cade condicionasse a fusão das cervejarias a pelo
menos uma cláusula de restrição. (...) (pág. 10)
JORNAL
DE BRASÍLIA
- O Governo não pretende ceder às pressões dos
governadores em nenhum dos dois pontos em que eles exigem mudanças. Já avisou que não
concederá nem mais um centavo em repasses para compensar as perdas da Lei Kandir e nem
pretende aceitar alterações na Lei de Responsabilidade Fiscal, que tramita no Senado.
Os governadores exigem um adicional de R$
400 milhões em repasses da União o que, para eles, é condição fundamental para
cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal. O Governo, no entanto, está inflexível. Quer
aprovar o mais rápido possível a legislação que estabelece normas para os gastos com
dinheiro público, temendo uma farra nos caixas das prefeituras durante as eleições e,
se preciso, fazer as modificações necessários depois. (pág. 1 e 3-A)
- O presidente Fernando Henrique Cardoso
viaja hoje com a bancada amazonense a Parintins, no Amazonas, onde abre o ano letivo, e
aproveita para articular a aprovação de projetos de interesse do Governo. Leva na
comitiva, por exemplo, o presidente da Comissão de Orçamento, Gilberto Mestrinho
(PMDB-AM), e o relator da Lei de Responsabilidade Fiscal, senador Jefferson Péres
(PDT-AM). (pág. 1 e 3-A)
- O Governo instituiu um grupo de
especialistas para elaborar uma política nacional antidrogas que atualmente debate formas
de evitar o consumo nas escolas, entre os adolescentes. Hoje, o secretário Nacional
Antidrogas, Walter Maierovitch, entrega ao procurador-geral, Geraldo Brindeiro, lista com
dez nomes de pessoas suspeitas de traficarem maconha em Pernambuco. (pág. 1 e 2-A)
ZERO HORA
- O relator da CPI dos Medicamentos, deputado Ney Lopes
(PFL-RN), propôs ao ministro da Saúde, José Serra, que o Governo, por intermédio do
Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), ofereça financiamento a
laboratórios nacionais que queiram produzir remédios genéricos. A medida facilitaria a
produção e a distribuição desses medicamentos mais baratos. (pág. 8)
- A nova diretoria provisória da Companhia
Riograndense de Telecomunicações (CRT) começa a trabalhar hoje. Uma equipe de cinco
executivos da Tele Centro Sul (TCS), coordenada por Roberto Medeiros, diretor operacional
do grupo, reúne-se com técnicos da operadora gaúcha para conhecer a situação da
empresa. Ao mesmo tempo, continuam as negociações que podem definir o preço e a venda
da CRT dentro de 30 dias. (pág. 14)
- O processo de fusão das duas maiores
cervejarias do País, Brahma e Antarctica - um negócio avaliado em R$ 8 bilhões -, terá
novo round esta semana. A Polícia Federal (PF) investiga um suposto esquema de suborno de
integrantes do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). (pág. 21)
MANCHETES
CORREIO DA BAHIA
- Brasil campeão invicto do Pré-Olímpico
ESTADO DE MINAS
- PM desmantela banditismo
O DIA (RJ)
- Servidor terá crédito barato
JORNAL DO COMMERCIO
(PE)
- Queiroz Galvão tem reforço da Caixa
para comprar Celpe
ZERO HORA (RS)
- Acordo definirá em até 30 dias preço
da CRT

ATENÇÃO
O Boletim de Acompanhamento Macroeconômico da Secretaria de Política
Econômica, que traz avaliação mensal da conjuntura econômica brasileira (análise e
tendência de preços, salários, juros, balança comercial, contas externas, etc), está
disponível via FTP através do endereço na INTERNET www.fazenda.gov.br,
na área específica de "Publicações". Outras informações atualizadas,
inclusive sobre os resultados do Plano Real, podem ser também obtidas, em português e em
inglês, na página eletrônica do Ministério da Fazenda.
Consulte a homepage da Secretaria de Comunicação Social da
Presidência da República.
O endereço na Internet é www.brasil.gov.br
O telefone para solicitação de publicações é:061-411.4892.
O email da Secretaria de Comunicação Social é: secom@planalto.gov.br |