
09/01/2000
JORNAL DO BRASIL
- Inquérito liga deputado da CPI ao tráfico de armas
- Ex-delegado da Polícia Federal e um dos
sub-relatores da CPI do Narcotráfico, o deputado federal Wanderley Martins (PDT) é
acusado de participar do tráfico internacional de armas para o Golfo Pérsico, em 1995.
Num inquérito encaminhado em novembro pelo
Supremo Tribunal Federal à Procuradoria Geral da República, o parlamentar responde por
corrupção passiva e prevaricação por receber dinheiro do libanês Elias Mikhael
Kanaan, acusado de evasão de divisas e ligação com o tráfico de armas e drogas.
Pelo inquérito, Kanaan depositou na conta
bancária de Wanderley US$ 2,6 mil em 1992. A Procuradoria também pode denunciar
Wanderley no processo sobre sua aparição num vídeo de 1997, no qual conversa com o
traficante Walter Gomes de Carvalho Filho, o Valtinho. (pág. 1 e 15)
- A emenda constitucional que institui
contribuição previdenciária para servidores públicos aposentados e pensionistas não
deve ser aprovada este ano pelo Congresso.
A proposta enfrenta resistência da base
governista e 10% dos deputados federais devem concorrer às prefeituras em outubro. Além
disso, foi incluída na emenda teto de R$ 1,2 mil para aposentadoria do servidor público.
(pág. 1 e 4)
- O Sistema Financeiro Imobiliário (SFI)
fracassou no estímulo ao setor habitacional, reconhece o presidente do Banco Central,
Armínio Fraga.
Em entrevista ao Jornal do Brasil, Fraga e
o diretor de Política Monetária do BC, Luiz Fernando Figueiredo, adiantam que a
reformulação do sistema é prioridade número um e alertam que o câmbio livre veio para
ficar. (pág. 1, 10 e 11)
- Na última semana, os bancos abalaram o
mercado brasileiro de Internet ao anunciar o acesso gratuito à rede para milhões de
clientes. Os provedores locais querem regulamentar a prática, que, nos EUA, usa a
invasão de privacidade dos usuários para captar patrocinadores. (pág. cad. Economia,
pág. 6)
- Os clubes, seus patrocinadores e as
emissoras de TV, que pagam para transmitir eventos esportivos, começam a sofrer, esta
semana, uma devassa dos fiscais da Previdência Social. O objetivo é recuperar cerca de
R$ 50 milhões que foram sonegados das contribuições previdenciárias ao INSS nos
últimos dois anos e meio. (...) (pág. 1 e cad. Esportes.)
- O presidente Fernando Henrique Cardoso
vai assumir nos próximos dias o posto de cabo eleitoral para os candidatos a prefeito
pelo PSDB nas principais cidades do País, segundo garantiram integrantes da Executiva do
partido.
A começar por uma visita a Duque de Caxias
(na Baixada Fluminense), onde deve ir até o mês que vem, sob o pretexto de inaugurar a
ampliação do Pólo Petroquímico da região, mas na prática vai prestar apoio ao
prefeito José Zito (PSDB), candidato à reeleição.
A idéia é repetir a fórmula do ano
passado, quando tentou conciliar as agendas do presidente com a do candidato à
reeleição. Mas Fernando Henrique não agirá tão abertamente.
Suas viagens estarão sempre ligadas aos
interesses da ação de Governo. "É natural que ele preste seu apoio como fez nas
eleições estaduais", disse Teotônio Vilela Filho, presidente do partido. (pág. 2)
- Acostumados a perambular pelas
repartições do Governo federal em busca de verbas para seus redutos, os políticos
estão de olho num novo filão para agradar seu eleitorado. Deputados, senadores e
prefeitos estão na fila para levar aos municípios que lhes rendem prestígio e votos
produtos esportivos fabricados por presidiários num programa assistencial custeado pelo
Governo federal. (...) (pág. 3)
- O PT quer ser governo em pelo menos oito
capitais, incluindo o Rio, São Paulo e Belo Horizonte. A meta ousada dos petistas não
descarta as atuais 108 prefeituras sob o comando do partido - entre elas, as de Belém
(PA) e de Porto Alegre (RS).
As dificuldades locais como no caso do Rio,
onde o PDT não manifesta disposição de apoiar uma candidatura do PT, são avaliadas com
cautela. Mas os petistas advertem que se os partidos de oposição ao Governo federal não
estiverem unidos nas eleições municipais, dificilmente vão ser vitoriosos em 2002, nas
presidenciais. (pág. 2)
- O regime de câmbio flutuante, que
completa um ano na próxima quinta-feira, é um instrumento natural para impedir a entrada
no País do capital especulativo. A opinião é do presidente do Banco Central, Armínio
Fraga, e do diretor de Política Monetária do BC, Luiz Fernando Figueiredo, para quem o
regime é o mais indicado para o País. Para ambos, as oscilações ocorridas em 1999
foram frutos do despreparo do mercado para operar no novo ambiente. (...) (cad. Economia,
pág. 1)
- Os militares da ativa, da reserva e
pensionistas vão passar a pagar alíquotas maiores de contribuição previdenciária. O
projeto que estabelece alíquota de 6% para os militares já está pronto há seis meses,
mas só será enviado ao Congresso depois da aprovação da emenda constitucional que
permite a cobrança de contribuição dos servidores inativos e pensionistas. A nova
contribuição dos militares será, contudo, bem inferior aos 11% descontados dos
servidores civis em atividade. (...) (pág. 6)
- O presidente Fernando Henrique Cardoso, o
vice-presidente Marco Maciel e, pelo menos, oito ministros de estado e governadores que
apóiam o Palácio do Planalto mudaram de opinião, nos últimos 12 anos, sobre a
polêmica questão do princípio dos direitos adquiridos. (...)
- Entidades e empresas de transporte
rodoviário de cargas pretendem convencer o Congresso Nacional a criar uma comissão
parlamentar de inquérito (CPI) para apurar o roubo de carga no País. O presidente da
Confederação Nacional do Transporte, Clésio Andrade, disse que enviará aos
parlamentares, logo no início da próxima sessão legislativa, documentos que comprovam a
existência de organizações especializadas nesse tipo de crime. (...) (pág. 12)
- Nos próximos dias, o ministro da
Justiça, José Carlos Dias, vai publicar uma portaria obrigando as salas de cinema e a
imprensa de todo o País a divulgar a classificação etária de filmes orientada pelo
ministério. Na sua opinião, é fundamental que a população saiba que um determinado
filme é recomendado apenas para maiores de 18 anos ou, no outro extremo, que é livre.
(...) (pág. 7)
O conselho de administração da Geap -
Fundação de Seguridade Social votou pelo rompimento do contrato com as empresas de
UTI-móvel Speed Help e APS. A decisão foi tomada após o vazamento de gravações, cujo
conteúdo foi divulgado pelo Jornal do Brasil, de suposta conversa entre o diretor da
Speed Help, Krishna Miranda de Campos, e um intermediário chamado Ricardo em que era
discutida a distribuição dos contratos da Geap com empresas de UTI-móvel em todo País.
A APS é suspeita de ter feito as gravações. (...) (pág. 7)
EDITORIAL
"Opiniões pessoais" - Mostrar
que pensa unido e age unido, em matéria de reforma política, não é preocupação do
Governo. Tanto assim que o próprio presidente Fernando Henrique diz uma coisa e o
coordenador político do Governo sustenta outra diferente, quando não diametralmente
contrária. A reforma política, que faz enorme falta, é a única que não saiu do lugar,
embora outras andem a passo de cágado. (...) (pág. 8)
COLUNAS
(Coisas da Política - Dora Kramer) -
Escaldadíssimos pela água fervente do ano passado, nem os responsáveis pela
comunicação oficial do Governo federal andam acreditando muito nessa história de que
está tudo azul porque as previsões mais catastróficas não se realizaram. Na verdade,
em matéria de imagem e percepção do Governo pela opinião pública, o Planalto ainda
opera no vermelho.
Numa escala de zero a dez, o ministro-chefe
da Secretaria Nacional de Comunicação, Andrea Matarazzo, diria que a situação está
por enquanto em 2,5. Abaixo da média necessária à aprovação, mas um tanto melhor que
o ano passado, quando neste mesmo placar Matarazzo reconhece que o Governo não fez um
ponto sequer. Ficou estacionado em zero, apanhando o tempo inteiro. (...) (pág. 2)
(Informe JB - Luciana Nunes Leal) - Deu o
que falar o programa de incentivo ao turismo no Piauí. Tudo por causa do nome. Foi
batizado de Spa Santo, em homenagem claro, ao governador Mão Santa.
Independente do agrado ao chefe, o projeto
dobrou o número de visitantes no réveillon, em comparação com o ano passado. (pág. 6)
FOLHA DE SÃO PAULO
- Paulistanos agridem menos e matam mais
- O assassinato está se tornando o
desfecho de conflitos que antes eram resolvidos com agressões em São Paulo, indica
estudo. Entre 83 e 98, a taxa de lesões corporais na capital caiu 21%, e a de homicídios
e tentativas de homicídio subiu 114%.
A pesquisa, realizada por um fórum da
Assembléia paulista, levanta a hipótese da ocorrência de "um processo de
migração de um crime para o outro, gerando uma maior letalidade dos conflitos presentes
nas relações sociais cotidianas".
No interior, o quadro é diferente.
Agressões físicas substituem mortes. A taxa de homicídos não chega à metade da que é
registrada na capital, enquanto a taxa de agressões é mais do que o dobro da verificada
na cidade de São Paulo.
Dados de programa sobre violência em São
Paulo mostram que novembro de 99 foi o mês mais violento da história da cidade. Houve
505 municípios - média de 16,8 mortes por dia. O recorde anual também deve ser batido.
(pág. 1 e 3-1)
- A redução dos juros pagos pelo Governo
pode causar forte queda na receita dos dez maiores bancos nacionais, levando-os a se
fundir para não desaparecer nos próximos dois anos e meio. É o que mostra estudo de
Alberto Borges Matias, sócio da consultoria Austin Asis.
Outra alternativa, para esses bancos,
segundo Matias, seria aumentar rapidamente sua carteira de empréstimos, hoje muito
pequena para padrões internacionais. (pág. 1 e 2-1)
- Tomar Grozni, capital da Tchetchênia,
até a eleição presidencial russa, em 26 de março, é prioridade absoluta para Vladimir
Putin, presidente em exercício do país e favorito no pleito. Ele aumentou os ataques à
região, mas é possível que seu objetivo não se realize.
A Folha foi à Tchetchênia e ouviu
depoimentos segundo os quais as baixas russas podem se elevar. (pág. 1 e 1-17)
EDITORIAL
"Atração perigosa" - Foi nos
anos 70 que a maioria dos países mais pobres perdeu seus laços com a idéia de
desenvolvimento. No lugar do debate e das experiências que vinham ganhando força no
período do pós-guerra, ficou uma certa obsessão com a atração de capitais.
Cada vez com mais frequência, tornou-se
urgente dar conta de enormes rombos nas contas externas do País. Muitas vezes foi
insuficiente asfixiar as economias para gerar saldos no comércio exterior.
Mobilizavam-se expedientes como jogar
empresas estatais na aventura da captação de recursos externos, aumentando ainda mais a
dívida e cavando a própria sepultura de governos e empresas.
O imperativo de atrair capitais a qualquer
custo deixou raízes. Com o tempo, firmou-se a idéia mais ambiciosa de que o salto
desenvolvimentista viria com os capitais externos. (...) (pág. 1-2)
COLUNA
(Painel) - FHC reuniu ministros e
assessores palacianos na sexta para traçar a estratégia legislativa deste começo de
ano. Pretende encerrar a fase das reformas constitucionais até abril e quer votar até
essa data projetos que julga essenciais para cumprir os três anos restantes de mandato.
* A Comissão de Orçamento começa a votar
os relatórios parciais do Orçamento 2000 na terça-feira. O Governo acredita que essa
etapa dure pelo menos três semanas, mas não sabe quando acontecerão as votações do
relatório final na comissão e no plenário do Congresso.
* Alberto Goldman (PSDB-SP) quer incluir o
setor aéreo na Agência Nacional de Transportes. O deputado pretende desvincular o setor
do Ministério da Defesa e apresentar uma emenda ao projeto que cria a ANT, englobando a
aviação civil. O Ministério dos Transportes vai apoiar essa iniciativa. (...) (pág.
1-4)
O ESTADO DE SÃO PAULO
- Estradas brasileiras estão à beira do
colapso
- As dificuldades dramáticas enfrentadas
pelos motoristas nas últimas semanas de 1999 e na primeira de 2000 reforçaram a
impressão de que as rodovias do País estão saturadas e com manutenção precária.
Estudo realizado pela Confederação Nacional dos Transportes no ano passado mapeou 42.815
quilômetros de estradas e qualificou de deficientes ou péssimos 77% da malha viária
brasileira. Em 1997, os números eram piores: o índice chegou a 92%. (...) (pág. 1, C1 e
C5)
- Alguns meses atrás, era quase certo que
apenas dois homens poderiam ganhar as eleições de novembro: Al Gore e George Bush. Hoje,
ninguém tem certeza. (pág. 1 e A23)
- (Washington) - Os partidos começam este
mês a definir os candidatos à próxima eleição presidencial dos Estados Unidos, em 7
de novembro. O início da briga será sábado, com as prévias de Louisiana. Há uma
dúzia de pretendentes ao posto de Bill Clinton. O país vai bem e o público ainda não
se interessou pela eleição. (pág. 1 e A22)
- Um ano depois da adoção do regime de
câmbio flutuante, o brasileiro ainda não se acostumou com as fortes oscilações da
cotação do real em relação ao dólar. As bruscas mudanças no valor da moeda americana
têm assustado importadores, exportadores, investidores e turistas. O ministro da Fazenda,
Pedro Malan, disse ao Estado que o Governo não vai defender uma taxa de câmbio
específica ou um intervalo para o valor do real. Malan sugere que o modelo melhor para o
Brasil é o adotado pelo Japão e pelos Estados Unidos, onde não há regras fixas para
intervenção no mercado. (pág. 1 e B1)
EDITORIAL
"A disciplina fiscal dá
resultados" - O vice-diretor do FMI, Stanley Fischer, tem motivos pessoais e
profissionais para manifestar entusiasmo com a recuperação da economia brasileira. Bem
vistas as coisas, a chamada "virada fiscal" foi o fator decisivo na
recuperação da credibilidade brasileira. (pág. 1 e A3)
COLUNA
(Coluna do Estadão) - Faz mais de um mês
que o presidente do Banco Central, Armínio Fraga, enviou para a Casa Civil da
Presidência a indicação da economista Tereza Grossi para a Diretoria de Fiscalização
do BC. O senado não gostou, por causa da passagem da economista pela CPI dos Bancos.
Atuação, aliás, elogiada recentemente
pelo presidente Fernando Henrique.
* O governador Mário Covas não pretendia
ir à abertura de uma feira de moedas, terça-feira no Parque Anhembi. Seria representado
pelo vice-governador Geraldo Alckmin. Mas na sexta-feira à noite mudou de idéia e
confirmou presença.
Na feira estarão Fernando Henrique, que
fará discurso, ministros e governadores. (pág. A6)
O GLOBO
- Material escolar tem aumento de até 101%
- O aumento de preços do material escolar
do ano passado para este chega a 101%, contra uma inflação de 10,21% acumulada pelo
IPC-RJ em 99. É o caso do pacote de cem folhas de papel, que subiu de R$ 0,89 para R$
1,79. Uma pesquisa realizada pelo Procon do Rio mostra ainda que, dependendo do bairro
onde a compra é feita, os mesmos produtos podem ficar até 317% mais caros: um apontador,
por exemplo, é vendido a R$ 0,12, no Centro, e a R$ 0,50 Zona Norte. (pág. 1 e 37 a 39)
- Disposto a vender o Banespa em maio deste
ano, o Governo deverá adiar para 2001 as privatizações de outros seis estaduais.
Motivo: o BC teme que o excesso de instituições à venda reduza o preço pago pelas
instituições. Além do Banespa, somente o Banestado, do Paraná, deve ser vendido este
ano, provavelmente em setembro. (pág. 2 e 43)
- Com a entrada em operação da Vésper,
que vai disputar o mercado com a Telemar em 16 estados, a oferta de linhas telefônicas no
Rio vai aumentar em 50%. Até o fim do ano, o estado terá 4,5 milhões de telefones fixos
instalados.
A Vésper começa a atuar no Rio entre os
dias 20 e 24 deste mês. Segundo o mercado, até meados do ano que vem a habilitação de
telefones fixos deverá ser gratuita. (pág. 1 e 40)
- O governador Anthony Garotinho anunciou
ontem que liberará R$ 10 milhões para as áreas atingidas pelas chuvas. Ele criticou a
liberação de apenas R$ 5 milhões pela União. (pág. 1 e 23)
- O BNDES vai abrir, em março, uma linha
de financiamento especial para a abertura de franquias. Segundo o secretário de Política
Industrial do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Hélio
Matar, as taxas de juros serão bem inferiores às do mercado. O volume de recursos para
estes empréstimos deve chegar a R$ 500 milhões. (pág. 2 e 42)
- O Rio deixou, em 1999, o topo da lista de
roubos e furtos de carros no País. Segundo levantamento do Sindicato das Seguradoras do
Rio, no ano passado os ladrões levaram 2,33% da frota de 1,8 milhão de veículos do
estado.
Já em São Paulo, que passou à primeira
colocação, foram roubados 2,92% do total de 7,9 milhões de carros. A mudança aconteceu
porque em agosto passado os índices do crime no Rio começaram a cair, enquanto em São
Paulo subiram.
Animado com os números, o governador
Anthony Garotinho disse que vai lutar para reduzir o valor de seguro de automóvel no
estado que, em média, é o maior do País. (pág. 1 e 16)
- Depois de prender 27 traficantes e
erradicar 480 mil pés de maconha, a Operação Mandacaru vai investigar os bancos do
Polígono da Maconha. Um dos responsáveis pela operação informou ao Globo que foram
encontradas movimentações milionárias em agências bancárias do Sertão pernambucano,
o que levantou a suspeita de lavagem de dinheiro do tráfico na região. (...) (pág. 3)
- (Pouso Alegre-MG) - O governador de Minas
Gerais, Itamar Franco (sem partido), disse ontem que ainda não sabe qual o montante de
verba que pretende liberar para atender aos 52 municípios atingidos pelas cheias do sul
do estado. (...)
O governador voltou para Belo Horizonte. A
coordenação do combate às conseqüências das enchentes no sul do estado ficará a
cargo do vice-governador, Newton Cardoso (PMDB). Amanhã, o vice estará na cidade de
Varginha para avaliar os prejuízos. (pág. 4)
- Começa na terça-feira a versão 2000 do
Programa Universidade Solidária, com a participação de estudantes de 83 universidades
públicas e particulares.
O programa já levou, em anos anteriores,
seis mil universitários a cidades do interior do País, onde participaram de campanhas de
esclarecimento e atendimento às populações.
Até o momento, 474 municípios foram
atendidos e 160 universidades participaram. Este ano 1.803 alunos estarão no programa.
(pág. 10)
- O principal instrumento legal que o
presidente Fernando Henrique Cardoso tem para governar está rodeado de polêmica. As
medidas provisórias são feitas às pressas, em meio à improvisação de comissões que
não se reúnem, relatores que dão parecer diretamente em plenário e deputados que votam
sem ter lido o texto.
No Congresso, onde deveria ser votada no
prazo máximo de um mês, MPs não costumam ser tratadas como prioridade. Quase sempre os
lideres sequer indicam os integrantes das comissões especiais que devem analisar cada MP
que chega ao Executivo para apreciação do Congresso. (...) (pág. 8)
- O novo inquérito policial-militar (IPM)
sobre o caso Riocentro, além de responsabilizar os envolvidos no atentado, touxe à luz
um documento inédito sobre a história da repressão política no regime militar.
Guardada há 22 anos nos arquivos da Escola
de Comando e Estado-Maior do Exército (Eceme), no Rio, monografia assinada pelo então
major Freddie Perdigão Pereira, agente da repressão da época, reconhece que 54 presos
políticos morreram nas dependências do Destacamento de Operações de Informações
(DOI) do 2º Exército, em São Paulo, de janeiro de 1969 a maio de 1977. (pág. 15)
- (Pouso Alto-MG) - Ontem, pelo terceiro
dia consecutivo, caiu o número de desabrigados pelas enchentes no sul de Minas Gerais.
Segundo dados da Defesa Civil, ontem havia 56.729 desabrigados em 52 cidades atingidas.
Parte das pessoas está conseguindo voltar para casa, mas os abrigos municipais continuam
lotados.
Segundo dia de sol forte no sul do estado
fez diminuir a enchente em Pouso Alegre. As principais vias da cidade já não estão
alagadas e os carros passam livremente. A Rodovia Fernão Dias continua interditada na
altura de Cariaçu, entre os quilômetros 764 e 772. O bloqueio começou às 18h de
anteontem, por causa do transbordamento de um rio. (pág. 4)
EDITORIAL
"Passo adiante" - O longo debate
em torno da reforma da Previdência deixou bem claro as mazelas e as deficiências dos
sistemas oficiais adotados no Brasil. Uma das distorções mais graves talvez seja a
existência de sistemas previdenciários exclusivos para servidores públicos.
A reforma abriu caminho para que os
sistemas sejam unificados à medida que os novos funcionários forem contratados pelo
regime da CLT (o que, depois da reforma administrativa, passou a ser admitido pela
Constituição. (...) (pág. 6)
COLUNAS
(Panorama Político - Tereza Cruvinel) -
Por ora, há mais desejo que indicação no prognóstico de que a eleição municipal
será regida por temas nacionais, traduzindo-se em julgamento do Governo FH. As pesquisas
ainda não autorizam dizer o que o eleitor está pensando, até porque ele só costuma
pensar nisso quando a campanha começa. Mas é sintomática a má situação do partido do
Presidente, o PSDB, na maioria das capitais. (...) (pág. 2)
(Ricardo Boechat) - A Força Sindical entra
amanhã com uma ação no STJ contra a Previdência Social.
Questionará uma ordem de serviço do INSS
que dá a trabalhadores da Volkswagen o direito à aposentadoria aos 25 anos de serviço,
graças a um laudo de insalubridade.
A Força quer que o privilégio seja
cancelado.
Ou dado a todo mundo. (pág. 18)
CORREIO BRAZILIENSE
- Enfim, Brasil pode voltar a crescer
- Um ano depois da crise que desvalorizou o
real, o País reúne as condições necessárias para retomar o crescimento. Estima-se que
o Produto Interno Bruto (PIB) aumente em até 4% em 2000. Conforme os economistas, o
Governo deu um passo importante para equilibrar as contas públicas e conseguiu conter a
inflação. Com isso, o Brasil reconquista aos poucos a credibilidade externa, reabrindo
gradualmente as linhas de crédito internacionais, que devem impulsionar exportações e
investimentos de empresas.
O diretor de Política Monetária do Banco
Central, Luiz Fernando Figueiredo, em entrevista ao Correio, garante que o Governo
seguirá intervindo no mercado de câmbio para manter a inflação baixa e abrir caminho
para a redução dos juros. (pág. 1 e 20 a 24)
- Num país que costuma esquecer
rapidamente suas tragédias, os ex-moradores do edifício Palace II usam o marketing como
arma contra a impunidade. E mostram que o lobby da cidadania consegue vencer o poderio
financeiro de Sérgio Naya. (pág. 1)
- Caso estivesse em vigor, a idéia de
tornar obrigatória a liberação de todas as verbas previstas no Orçamento da União
resultaria numa série de despesas paroquiais, como o patrocínio de festivais e
construção de sedes de tiros de guerra. (pág. 1 e 13)
- A devolução de Macau à China lança
dúvidas sobre o futuro da língua portuguesa no sudeste asiático. Veja como o chinês
vem aos poucos ocupando o espaço que era exclusivo do idioma lusitano. (pág. 1 e 4)
JORNAL DE BRASÍLIA
- Mafioso confessa na Itália ligação com
bingos no Brasil
- Ivo Noal, que segundo a Polícia Federal,
domina 40% das bancas do bicho na zona central de São Paulo, é tão poderoso que a
própria máfia italiana foi obrigada a pagar US$ 80 mil por mês ao bicheiro em troca de
proteção e permissão para instalar máquinas eletrônicas na cidade.
A revelação da força de Noal e de seu
envolvimento com a máfia italiana é só uma pequena parte do depoimento dado à polícia
italiana, em Roma, por Lillo Rosario Lauricella, preso no ano passado e considerado um dos
principais lavadores de dinheiro do mafioso Fausto Pellegrinetti, chefão da organização
criminosa naquele país. (...)
O mafioso preso revelou ainda que, para
introduzir as máquinas de jogos no Brasil, em 1977, contatou a família Ortiz, dona de
mais de um quinto das cinco mil casas de bingo registradas no País. (pág. 1 e 3-A)
- Se depender do senador Antonio Carlos
Magalhães, será Sarney e não Jader Barbalho o representante do PMDB que presidirá o
Senado em 2001. Antonio Carlos, porém, não diz o que fará para anular o argumento
aritmético de Jader Barbalho, líder e presidente do PMDB, a maior bancada, e que está
em plena campanha, a um ano das eleições de 2001.
Na Câmara, "se a eleição fosse
hoje", como pergunta o Ibope nas sondagens eleitorais, o deputado Inocêncio Oliveira
seria eleito sem competidores, pois, além da força do PFL conta com o chamado
"baixo clero", deputados anônimos de todos os partidos (até o PT). Sua pedra
no caminho é o PMDB (partido do atual presidente Michel Temer) que quer manter o lugar.
(pág. 1 e 2-A)
- O ministro de Minas e Energia, Rodolpho
Tourinho, disse que o Governo não espera a repetição neste ano dos fatores que causaram
alta de tarifas de eletricidade: a desvalorização do real (40% da energia consumida no
País são pagos em moeda forte), e a necessidade de reajuste da tarifa de geração.
O ministro anunciou que até o último dia
deste mês devem ser assinados os contratos para a construção de 29 termelétricas para
a geração de 11 mil megawatts de energia produzida com gás natural. O aumento do
consumo de gás com a produção de energia vai exigir a construção de um segundo
gasoduto Brasil-Bolívia. (pág. 1 e 9-A)
ZERO HORA
- As eleições municipais deverão
paralisar o Congresso em junho. As previsões indicam que um terço da Câmara, cerca de
170 deputados - pretende concorrer às prefeituras. Na bancada gaúcha, o número de
prefeituráveis é maior: cerca de 50% dos 31 parlamentares podem candidatar-se.
Como os congressistas não são obrigados a
deixar seus cargos para concorrer, dificilmente haverá quorum nas sessões a partir da
segunda metade do ano, período no qual os candidatos dedicam mais tempo a seus redutos
eleitorais. Até mesmo os caciques dos partidos estarão com a atenção voltada para as
eleições. (pág. 8)
- A expectativa de que os indicadores da
economia melhorem vai exigir a mudança de estratégia nos investimentos. A trajetória de
queda dos juros, por exemplo, é um bom sinal para a economia, porque significa mais
produção e mais emprego, mas vai reduzir a rentabilidade das aplicações. São poucas
as chances de que a renda fixa alcance os ganhos a que os investidores se habituaram nos
últimos cinco anos.
O caso da renda fixa é típico. Não será
possível obter os mesmos rendimentos, sem aumentar o risco. Uma boa alternativa é a
diversificação das aplicações. (...) (pág. 20, 22 e 24)
CORREIO DO POVO
- O presidente do Tribunal Regional
Eleitoral, desembargador Osvaldo Stefanello, manifestou-se impressionado, neste sábado,
com os altos índices de prefeitos gaúchos candidatos à reeleição em 1º de outubro.
Ela cria uma dificuldade de fiscalização do processo, decorrente do grande número de
municípios em relação aos juízes eleitorais", avaliou.
Ele lembrou que 497 cidades participarão
do processo eleitoral e que existem apenas 152 municípios com sede de cartórios
eleitorais no estado. "Quem vai assegurar que o prefeito obedecerá a legislação e
se manterá neutro numa disputa paroquial, em que o simples fato de atravessar uma rua lhe
dá vantagem sobre quem não está no poder?" (...) (pág. 1)
MANCHETES
CORREIO DO POVO
(RS)
Candidatura de 80% dos prefeitos para a
reeleição preocupa o TRE
ZERO HORA (RS)
Fugitivo número 1 foi perseguido por 20
mil quilômetros
O DIA (RJ)
'O Dia' ajuda você a conseguir emprego
REVISTAS
VEJA
TÍTULO DE CAPA
- A indústria da fama - Como funciona o
sistema que cria celebridades da noite para o dia.
"De cavalo a burro" - O
brigadeiro diz que o Ministério da Defesa diminui os chefes militares e que sua demissão
foi injusta. "Queriam que eu dissesse que homem público tem de ser ladrão?"
(pág. 11 a 15)
Morte e destruição - Descuido do Governo
e desrespeito ambiental agravam os estragos das chuvas de janeiro. (pág. 104)
ISTOÉ
TÍTULO DE CAPA
- O corpo do futuro:
* Os alimentos que combatem a flacidez;
* O que a cirurgia plástica poderá fazer;
* Injeção promete aumentar músculos;
* Como será a nova malhação.
Números radicais - Acostumados a mergulhar
nos problemas das empresas, Antoninho Marmo Trevisan até prevê um 2000 melhor, mas diz
que dona Ruth supera FHC e que o novo presidente deve atacar a crise social. (pág. 7 a
11)
Defesa prévia - Élcio Álvares e seu
sócio Dório sabem de contrato para assassinar delegado que envolve ministro com o
banditismo no Espírito Santo. (pág. 26 a 29)
De caso com a máfia - Procuradoria liga o
ministro Rafael Greca ao crime organizado comandado por italianos e espanhóis que lavam
dinheiro através do videobingo. (pág. 30 a 33)
ÉPOCA
TÍTULO DE CAPA
- O galã - Tiago Lacerda, fenômeno que
arrebata fãs e surpreende a crítica.
Arranhão administrativo - Enchentes
congestionam e interrompem as principais rodovias do País. As concessionárias privadas
não conseguem atender o público. (pág. 31 e 33)
Em ritmo de férias - Plenários ficam
vazios nos primeiros dias da convocação extraordinária, que custará R$ 19 milhões.
(pág. 34)
A festa privatizada - Ex-estatal de
telefonia paga conta de R$ 500 mil da comemoração oficial do Réveillon do Rio de
Janeiro. (pág. 35)

ATENÇÃO
O Boletim de Acompanhamento Macroeconômico
da Secretaria de Política Econômica, que traz avaliação mensal da conjuntura
econômica brasileira (análise e tendência de preços, salários, juros, balança
comercial, contas externas, etc), está disponível via FTP através do endereço na
INTERNET www.fazenda.gov.br, na área
específica de "Publicações". Outras informações atualizadas, inclusive
sobre os resultados do Plano Real, podem ser também obtidas, em português e em inglês,
na página eletrônica do Ministério da Fazenda.
Consulte a homepage da Secretaria de
Comunicação Social da Presidência da República.
O endereço na Internet é www.brasil.gov.br
O telefone para solicitação de
publicações é:061-411.4892.
O email da Secretaria de Comunicação
Social é: secom@planalto.gov.br |