11/06/2000

JORNAL DO BRASIL

- Agentes da Operação Condor vigiaram Fernando Henrique

- Denunciado por agentes da repressão como "destacado comunista", o professor de sociologia Fernando Henrique Cardoso teve sua prisão preventiva decretada pela Justiça Militar de São Paulo em 1965, quando estava exilado no Chile. De volta ao Brasil em 1967, FH seria vigiado até 1981. "Agora entendo por que me perguntavam sobre a Argentina", disse o Presidente ao JB, comentando interrogatório a que foi submetido em 1975 sobre suposta viagem com um dirigente comunista belga.

No Rio Grande do Sul, as ações judiciais de agentes que trabalhavam clandestinamente para a Polícia Civil revelam o envolvimento desta em ações de repressão política. (pág. 1, 3 e 21)

- A criação de uma holding que controlará as atividades de Furnas Centrais Elétricas é uma das novidades do plano de privatização da companhia, que inaugurará o novo modelo de desestatização do Governo, em que milhões de brasileiros serão convocados a comprar ações da empresa. Inspirada na fórmula consagrada pela ex-primeira-ministra da Grã-Bretanha, Margareth Thatcher, a mudança na rota das privatizações no País terá impacto político, ao tirar uma das bandeiras da oposição. (pág. 1 e cad. Economia)

- Considerado o mais importante projeto social da prefeitura, o Favela-Bairro atingiu, até agora, "menos de 10% dos pobres" do município. A conclusão é do Banco Mundial, que critica a principal bandeira eleitoral do prefeito Luiz Paulo Conde "do ponto de vista da amenização da pobreza".

Na opinião dos técnicos do Bird, o Favela-Bairro teve motivação mais estética do que social. A dívida da prefeitura - que saltou de R$ 2,3 bilhões para R$ 4,1 bilhões em quatro anos - esquenta a disputa eleitoral.

O ex-prefeito César Maia (PTB) acusa o sucessor de "má gestão financeira". Conde rebate, dizendo que a dívida foi herdada. (pág. 1, 11, 15 e 16)

- A El Paso Internacional, uma das maiores companhias de energia do mundo, escolheu o Brasil como um dos cinco países onde irá concentrar suas atividades. Em entrevista ao Jornal do Brasil, o presidente da empresa, John Hushon, considerou positiva a atual situação econômica do País, mas acha que é preciso melhorar as condições internas de financiamento para atrair os investidores. (pág. 1 e 10)

- (São Paulo) - Policiais e procuradores que integram a força tarefa formada para prender os envolvidos no desvio de R$ 169 milhões das obras superfaturadas do Fórum Trabalhista de São Paulo acha que o juiz Nicolau dos Santos Neto - alvo de dois mandados de prisão e foragido desde o dia 18 de abril - só vai entregar-se à Justiça depois que o Senado julgar o pedido de cassação do senador Luiz Estevão (PMDB-DF), apontado como principal suspeito nas irregularidades.

"Se ele aparecer ou for preso, mesmo que não acuse, sua simples presença depõe contra o senador", disse um dos policiais que trabalha no caso e pediu para não ter seu nome divulgado. (pág. 2)

- A política é uma arte complicada. Quase sempre é preciso agir como fogo de monturo, ignorar as culhudas, se fingir de mouco e rodear a maçaranduba. Mas, apesar de tudo, os parlamentares sabem que é preciso segurar a macaxeira e estrebuchar quando necessário.

O pior é que, não bastassem os meandros da atividade parlamentar, o bom trânsito com os colegas exige um instrumento fundamental: um dicionário de expressões regionais.

Conhecidos como "lordes" do parlamento brasileiro, os senadores reúnem longa experiência política e fazem o possível para usar a linguagem universal na tribuna. Mas quase sempre são traídos pela origem.

Já nas conversas informais e nas comissões, eles sempre contam "causos" típicos e abusam do regionalismo. Os representantes das 27 unidades da federação transformam o congresso, diariamente, no reflexo do Brasil: uma mistura de cultura, estilos e tradições. (pág. 6)

- Brasil e Rússia serão parceiros no combate à lavagem de dinheiro. O memorando que estabelece os primeiros entendimentos nessa área será assinado no próximo dia 26, em Moscou, pelo vice-presidente Marco Maciel e o primeiro-ministro russo, Mikhail Kasyanov, durante a reunião da Comissão de Alto Nível Brasil-Rússia. (...) (cad. Economia, pág. 4)

EDITORIAL

"Salto no futuro" - A dupla percepção - uma interna e outra externa - a respeito do Governo Fernando Henrique é ocorrência normal, decorre de uma fase de transição histórica. Voltado antes para o passado, o Brasil passou a ser visto no exterior pelos novos valores econômicos e políticos que balizam avaliações na ótica da globalização.

Internamente, a opinião pública é influenciada pelas limitações decorrentes dos ajustes do Estado e da sociedade. Mudanças, antes de oferecer frutos, significam sacrifícios em escala desigual, variável e imprevisível. (...) (pág. 8)

COLUNAS

(Coisas da Política - Dora Kramer) - Semana passada voltou à cena principal personagem que andava sumido no palco sem que nunca tivesse se afastado do bastidor: o senador José Sarney fez um inusitado discurso a título de homenagem a Tancredo Neves que, pela ausência de razões objetivas para tal e pelo conteúdo auto-referenciado do texto, acabou dando margem à conclusão geral de que Sarney teria, com o pronunciamento, lançado sua candidatura à presidência do Senado. (...) (pág. 2)

(Informe JB - Walter Fontoura) - O vice-presidente, Marco Maciel, estará em Moscou de 22 a 24 próximos, para encontrar-se com o presidente Vladimir Putin, por ocasião da primeira reunião da Comissão de Alto Nível Brasil-Rússia. A comissão, co-presidida por Marco Maciel e pelo premier russo Mikhail Kasianov, objetiva dinamizar a cooperação entre os dois países. (pág.

FOLHA DE SÃO PAULO

- Erro em diagnóstico reduz cura do câncer

- A combinação de diagnóstico errado, tratamento inadequado e desinformação médica responde pela maioria das mortes por câncer no País.

Esses fatores, aliados ao medo gerado pela doença, levam à demora excessiva na detecção do tumor.

Segundo o Hospital do Câncer (SP), 60% dos casos registrados em 99 já haviam passado por médico sem receber tratamento cancerológico.

Ainda em São Paulo, no Instituto do Câncer Arnaldo Vieira de Carvalho, o histórico de cem doentes indica que 31 passaram por quatro médicos antes de iniciar o processo correto de cura, e 54 foram levados ao instituto sem diagnóstico. (...) (pág. 1 e C1)

- Mesmo após o Fed, banco central dos EUA, ter determinado seis aumentos na taxa de juros, analistas de mercado e diretores de corretoras se mantêm cautelosos e não afirmam que a economia do País já começou seu "pouso suave", em desaquecimento gradual.

Para especialistas, a recente piora nos índices econômicos norte-americanos pode provocar nova euforia no mercado.

"A idéia de que o pior já passou é ilusória", diz Steve Slifer, do banco de investimentos Lehman Brothers. (pág. 1 e B1)

- A sucessão municipal em São Paulo e no Rio de Janeiro terá a disputa entre ex-companheiros de partido pela "paternidade" de obras e realizações de administrações passadas.

Na capital paulista, Marta Suplicy (PT) terá de debater os feitos da gestão petista de Luiza Erundina, que agora vai concorrer à prefeitura pelo PSB.

No Rio, o ex-pefelista Cesar Maia (PTB) polemizará com seu ex-secretário Luiz Paulo Conde (PFL), que o sucedeu e tenta a reeleição. Eles estão rompidos desde 1999. (pág. 1 e A4)

O presidente da Síria, Hafez al Assad, morreu ontem em Damasco de causa não divulgada. Tinha 69 anos e sofria de problemas cardíacos e diabetes. Seu filho Bachar al Assad poderá suceder-lhe.

A morte do presidente ocorre em um momento de impasse no processo de paz entre Israel e Síria e apenas uma semana antes de uma conferência do partido Baath (Renascimento), governista. (pág. 1 e A21)

- É conveniente que a opinião pública e os parlamentares atentem para o acordo de assistência militar que o Brasil está sendo levado a firmar com os Estados Unidos.

Acordo militar é sempre uma forma de acordo político. Os Estados Unidos já planejam a América integrada - com a óbvia hierarquia. (Janio de Freitas do Conselho Editorial) (pág. 1 e A5)

EDITORIAL

"Soft, mas nada light" - Talvez o cenário de "soft landig" (pouso suave) da economia norte-americana esteja ganhando mais probabilidade. Trata-se de uma boa notícia, sobretudo se forem levados em conta os temores relativamente generalizados que até havia pouco freqüentavam os círculos financeiros internacionais. Falava-se em crise sistêmica e até aventava-se a hipótese de um "crash" na Bolsa, que, como conseqüência, produziria uma recessão mundial.

A maior probabilidade de um ajuste lento e gradual da maior economia do planeta, no entanto, pode até mesmo trazer alívio, mas não garante a segurança de vôo das economias periféricas, como a do Brasil. (...) (pág. 1-2)

COLUNA

(Painel) - FHC já tem planos para depois de 2002. Pretende reunir numa fundação a documentação do período em que esteve no poder, seguindo tanto o exemplo de ex-presidentes norte-americanos como o de Mário Soares (Portugal).

O príncipe quer organizar a memória da era de sua hegemonia política e criar com ela um centro de estudos sobre o País. (pág. 1-4)

O ESTADO DE SÃO PAULO

- Governo revê para baixo crescimento do PIB

- O presidente do Banco Central, Armínio Fraga, reconhece que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano não chegará a 4%, ao contrário do previsto pelo Governo.

Em entrevista a Soraya de Alencar e Sílvia Faria, Armínio diz que o cálculo está sendo revisto por causa da instabilidade do mercado internacional em abril e maio, da alta do preço do petróleo e do quadro político desfavorável na América Latina.

Esses fatores atrapalharam a redução dos juros no primeiro semestre. Armínio garante, no entanto, que o País pode crescer 6,5% em 2001, por causa, sobretudo, dos investimentos privados e dos ganhos de produtividade.

Para atingir esses ganhos, o Brasil precisaria pôr em prática uma "agenda microeconômica" de investimentos em educação e saúde, desenvolvimento tecnológico, modernização do mercado de capitais e reforma tributária. (pág. 1 e B1)

- Paulo César Farias era quatro centímetros mais alto do que o registrado no laudo sobre sua morte e de sua namorada, Suzana Marcolino, em 23 de junho de 1996.

PC media 1,67 metro, de acordo com a certidão de situação militar, obtida com exclusividade pelo Estado, e não 1,63 como foi indicado pela perícia.

A mudança da altura de PC, novo capítulo do mistério que cercou as últimas horas do tesoureiro do ex-presidente Fernando Collor, cria novas dúvidas sobre a estatura de Suzana.

Quatro anos depois, o Ministério Público de Alagoas defende a tese de que os dois foram assassinados. (pág. 1 e A10)

- O comandante do Exército, general Gleuber Vieira, rejeita veementemente o emprego das Forças Armadas no combate à criminalidade. Em entrevista exclusiva ao Estado, o general apontou como causas da insegurança a ausência do Estado e a falta de vontade política de governadores de exercer a autoridade. Comentando a chamada Operação Condor, Gleuber disse que "seria burrice e incompetência" se os governos "não trocassem informações". (pág. A4)

EDITORIAL

"A omissão dos docentes da USP" - Não dá para entender o silêncio cúmplice, a omissão conivente dos professores da USP diante de comportamentos degradantes na greve. Poucos ousam levantar a voz contra as arbitrariedades praticadas em nome de uma reivindicação salarial. (pág. 1 e A3)

COLUNA

(Coluna do Estadão) - O presidente Fernando Henrique Cardoso convidou para um almoço na quarta-feira o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), o ministro da Fazenda, Pedro Malan, e o empresário Jorge Gerdau, da Ação Empresarial. Em pauta: a reforma tributária.

Esse almoço será um divisor de águas, podendo até determinar o enterro definitivo desta reforma, ou o seu ressurgimento, o que parece difícil.

Mas, por incrível que pareça, é nessa segunda opção que o Planalto quer apostar. Segundo um interlocutor próximo de FHC, o Presidente ficou muito preocupado com as acusações de que seu Governo foi o responsável pelo fim da reforma tributária. (pág. A11)

O GLOBO

- Novos serviços vão revolucionar celular

- A ATL e a Telefônica lançarão até setembro serviços que prometem revolucionar a telefonia celular e transformar os telefones em computadores de bolso. De um simples celular, o usuário poderá acessar a Internet, visitar sites e mandar e-mails para qualquer lugar do mundo.

A ATL e a Telefônica estão com tudo pronto para oferecer esses serviços e esperam apenas a regulamentação da Agência Nacional de Telecomunicações, o que deve acontecer até o fim deste mês.

Os negócios na Internet já recebem 10% dos investimentos estrangeiros no Brasil, o que representará US$ 2,5 bilhões este ano. (pág. 1, 37 e 38)

- O Governo está preocupado com o envolvimento crescente de prefeitos e vereadores do interior do Amazonas com o narcotráfico.

Relatórios da Agência Brasileira de Inteligência afirmam que traficantes são os principais financiadores de campanhas eleitorais e, em troca, recebem proteção de políticos e policiais. O problema é mais grave na fronteira com a Colômbia. (pág. 2 e 8)

- O Comitê Diretor da Comissão Mundial de Áreas Protegidas, da União Mundial pela Natureza, realiza, pela primeira vez no Brasil, sua reunião anual. O evento acontece de amanhã a sexta-feira, no Parque Nacional da Tijuca.

O encontro vai reunir 40 especialistas, entre brasileiros e estrangeiros, para discutir o andamento dos trabalhos das várias regiões e dos grupos temáticos. O objetivo é, ainda, informar especialistas internacionais sobre o que se faz no País. (pág. 27)

- O nadador e ator Rômulo Arantes morreu ontem de manhã na queda de um avião bimotor, perto da cidade de Maripá, em Minas Gerais. (pág. 1 e 28)

- O Rio recebe, a partir de hoje, cerca de 1.400 editores e diretores de jornais de diversos países no 53º Congresso Mundial de Jornais e no 7º Fórum Mundial de Editores.

O futuro do jornalismo impresso diante da Internet, inovações tecnológicas e perseguições a jornalistas serão debatidos, entre outros temas, até quarta-feira. (pág. 2 e 13)

- (Teresina, PI) - Uma devassa feita por fiscais do Ministério da Saúde em 13 dos 90 hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS) do Piauí apresenta um quadro devastador da saúde no estado.

O documento, entregue na última quarta-feira ao procurador da República, Tranvanvan da Silva Feitosa, denuncia que nos 13 hospitais investigados quadrilhas especializadas em fraudes com notas fiscais frias desviaram R$ 630.500 da verba federal destinada, em 1998, à compra de remédios, inclusive contra Aids.

Como a investigação foi feita por amostragem, os fiscais suspeitam que nos outros 67 hospitais do estado, que não foram vistoriados, também haja fraudes.

A partir deste dossiê, o procurador Tranvanvan da Silva pretende ingressar com ação de improbidade administrativa contra os diretores dos hospitais e contra o secretário estadual de Saúde, Paulo Afonso Lages. (pág. 16)

- Cientistas de seis centros de pesquisa de São Paulo deram início a um projeto para aplicar as descobertas do estudo do genoma ao combate do câncer. Eles vão participar do atendimento de pacientes para identificar genes associados a tumores. O programa pretende revelar melhores formas de diagnóstico e tratamento do câncer no Brasil. (pág. 2 e 50)

- A Advocacia Geral da União (AGU) quer a criação de varas e setores especializados nos tribunais de Justiça para o julgamento de casos envolvendo corrupção e malversação de dinheiro público. O advogado-geral da União, Gilmar Mendes, afirma que num foro especial os processos sobre corrupção não disputariam a atenção dos juízes com as centenas - às vezes milhares - de causas que abarrotam os gabinetes.

Assim, julgamentos como o dos casos Marka e FonteCindam poderiam ser mais rápidos, diminuindo as acusações de impunidade que muitas vezes cercam as ações sobre corrupção no Brasil.

"O julgamento distante do fato acaba levando à tendência de absolvição", diz o advogado-geral da União. (pág. 39)

EDITORIAL

"Regras de vida" - Os episódios recentes de agressão a figuras públicas como o governador Mário Covas revelaram que alguns participantes do jogo democrático não compreenderam bem as suas regras - ou se recusam a submeter-se a elas.

Quando o detentor de um mandato que lhe foi conferido pelo voto é agredido por manifestantes, a agressão não atinge somente a pessoa - o que, é claro, já seria suficientemente grave.

O pior é que a própria democracia se torna alvo da violência, como acontece quando os seus limites não são respeitados. (...) (pág. 6)

COLUNAS

(Panorama Político - Tereza Cruvinel) - Lula ainda é o mais conhecido dos presidenciáveis e obtém os maiores índices de aprovação, mas Ciro Gomes é que dispõe do maior saldo positivo (14 pontos percentuais) quando se subtrai a rejeição da aprovação. Entre possíveis candidatos governistas, sai-se melhor José Serra, do PSDB, seguido de Roseana Sarney, do PFL. Ambos têm grande potencial de crescimento. (...) (pág. 2)

(Ricardo Boechat) - A ONU divulgará este mês seu relatório anual sobre Desenvolvimento Humano.

O Brasil aparecerá melhor do que no ano passado, quando figurou em 73º lugar no ranking mundial de qualidade de vida.

Mas ainda levará bronca: O documento dirá que o País destina à área social muito menos do que 20% dos gastos públicos, como querem as Nações Unidas.

* O Mercosul pode crescer.

A África do Sul está disposta a discutir uma adesão ao bloco ainda este ano.

Isolado no continente vizinho, o Governo daquele país sabe que suas chances de se expandir são modestas. (pág. 22)

CORREIO BRAZILIENSE

- Violência aumenta no Distrito Federal

- "Acabou a época da tranqüilidade em Brasília. Agora estamos tão perigosos quanto o Rio de Janeiro e São Paulo". O aposentado João Contreira, que mora na Asa Sul e teve a casa assaltada no último mês, não está sozinho no desabafo. Balanço da Secretaria de Segurança Pública revela que a criminalidade no Distrito Federal aumentou 14% nos primeiros quatro meses deste ano, em relação ao mesmo período de 1999. O número de roubos e furtos a residências aumentou 83%. A média de 11 carros roubados por dia pulou para 16. "A polícia está nas ruas. Podemos não estar no lugar certo e no horário exato dos crimes", admite o novo comandante da PM, coronel Ruy Sampaio. Cerca de 70% da frota da PM está sucateada. A boa notícia foi a queda nas ocorrências de homicídio (10%) e estupro (12%). (pág. 1 e Cidades, Capa, pág. 2)

- Maluf sobe, Erundina cai e os dois aparecem empatados em segundo lugar, com 19%, atrás de Marta Suplicy, que tem 29%, na disputa pela prefeitura de São Paulo. É a principal surpresa da terceira rodada da pesquisa Vox Populi Associados. Em oito das 11 maiores capitais, atual prefeito é favorito ou está em empate técnico. (pág. 1 e 13 a 15)

ZERO HORA

- Um levantamento da CPI do Narcotráfico revela que pelo menos 30 pessoas - testemunhas e possíveis depoentes - que puseram ou tentaram pôr traficantes no banco dos réus foram mortas. Nenhuma delas estava incluída no programa federal de proteção a testemunhas.

Para frear o contra-ataque dos bandidos às investigações, a CPI vai exigir que a Polícia Federal e as polícias estaduais investiguem as mortes, algumas ocorridas no interior de presídios. (pág. 6, 8, 10 e 14)

- A falta de emprego, que não escolhe latitude neste começo de século, está sendo desafiada por pelo menos cinco municípios gaúchos. Neles, a população em idade de trabalhar está praticamente toda ocupada e não é raro que alguns tenham de importar mão-de-obra das cidades próximas.

O contracheque garantido todos os meses à maioria das famílias estimula a economia local.

Na trilha de desenvolvimento aberta por empresas e grandes obras, florescem o pequeno comércio e os serviços. Exemplos desses enclaves imunes ao desemprego são os municípios de Nova Esperança do Sul, Santa Clara do Sul, Garrucho, Colinas e Barra Funda. (pág. 22 e 23)

MANCHETES

ESTADO DE MINAS

- Guga é Brasil hoje na França

- BH vira disputa nacional

JORNAL DO COMMERCIO (PE)

- Sertanejo comemora boa safra

O DIA (RJ)

- Seis mil vagas em concursos públicos

- CORREIO DO POVO (RS)

- Estado amplia exportações

ZERO HORA (RS)

- CPI do narcotráfico já contabiliza 30 mortes de testemunhas

CORREIO DO POVO (RS)

- Estado amplia exportações

REVISTAS

VEJA

TÍTULOS DE CAPA:

- Traição e ciúme

* Muitas pessoas gostam de ser objeto de ciúme

* O que o homem mais teme é a mulher fazer sexo com outro

* O que mais aterroriza a mulher é o homem se apaixonar por outra

* A maioria das pessoas acha natural que a mulher traída perdoe

* Estudo com ciumentos patológicos mostrou que muitos eram impotentes

Social é o ajuste - Teses sociais fazem sucesso na viagem de FHC à Europa, mas o equilíbrio fiscal ainda é a melhor forma de distribuição de renda. (pág. 40 a 43)

Desta vez foi até banqueiro - Juiz manda prender Salvatore Cacciola e Ministério Público denuncia Chico Lopes por peculato no caso Marka. (pág. 46 e 47)

Ecstasy a bola da vez - A prisão da filha do embaixador Sérgio Amaral com 260 pílulas chama a atenção para a disseminação da droga sintética que conquista os jovens brasileiros nas casas noturnas. O alucinógeno é ilegal e não se conhecem seus efeitos a longo prazo. (pág. 112 a 116)

Comunicação sem barreiras - Câmara vai votar emenda constitucional que abre as empresas de comunicação à participação estrangeira - e vai modernizar o setor. (pág. 128 a 130)

ISTOÉ

TÍTULOS DE CAPA:

Gasolina podre: misturada com água e solvente, boa porte do combustível comercializado danifica carros, prejudica consumidores e lesa o fisco. Metade dos postos de São Paulo adultera o produto e um em cada quatro litros vendidos no País não paga imposto

Exclusivo: A entrevista explosiva do novo galã Paulo Zulu

Imprensa: Diário Popular surpreende e lança jornal econômico via Internet

Amazônia: As aventuras do fotógrafo que percorreu 200 mil quilômetros num barco

Nova York: O crime contra-ataca e derruba a política de tolerância zero

Tanque furado - Postos e distribuidoras piratas adulteram, roubam, sonegam e atiram o consumidor numa terra sem lei, onde abastecer o carro virou uma roleta-russa. (pág. 26 a 34)

CPI de ninguém - Governo e oposição trabalham para arquivar investigação sobre uso de R$ 47,7 bilhões do FAT. (pág. 40)

Ócio produtivo - CUT reforça campanha pela redução da jornada, de 48 para 36 horas, e FHC promete não interferir. (pág. 104 e 105)

O enigma Malan - Com a prisão de Cacciola, participação do ministro da Fazenda no socorro ao Marka volta à tona. (pág. 108 e 109)

ÉPOCA

TÍTULOS DE CAPA:

- Cruzada contra o cigarro avança no Brasil

* A ofensiva do Ministério da Saúde

* Censura ameaça a publicidade

* O cerco aos 30 milhões de fumantes

- Tênis: Astros do ano 2000: Guga e Magnus Norman lideram nova geração

- Mistérios insepultos: Famílias ressuscitam dúvidas sobre a morte dos presidentes João Goulart e JK

As sombras de 1976 - Investigação pode revogar dúvidas sobre morte de JK e de Jango no ano em que o País começou a enterrar a ditadura. (pág. 36 a 41)

Do spa para o xadrez - O ex-banqueiro Salvatore Cacciola é preso no Rio Grande do Sul por causa do escândalo do Marka. (pág. 42)

Os turistas de toga - Empresas de telecomunicações pagam viagem aos EUA e ao Canadá de ministros do STF e do STJ, as mais altas cortes de Justiça do País. (pág. 44 a 46)

A droga do amor - A filha do ex-porta-voz da Presidência e o namorado são presos por tráfico de ecstasy, a "pílula do amor". (pág. 50)

A esquerda com R$ 32 bilhões - Com a promessa de combater a venda de estatais, CUT e PT entram na diretoria da Previ, o bilionário fundo de pensão do Banco do Brasil. (pág. 106 a 108)

Guerra contra o vilão nacional - O Governo defende um projeto de lei que proíbe anúncios de cigarro nos meios de comunicação. A estratégia é afastar os jovens do vício, num país onde um em cada quatro médicos não vive sem as baforadas de todos os dias. (pág. 116 a 121)

DINHEIRO

TÍTULOS DE CAPA:

- O novo ataque de Dantas

* Daniel Dantas briga com sócios e investigação da Anatel

* Banqueiro do Opportunity prepara império de telecomunicações na América Latina e tenta comprar duas grandes empresas do setor

- Medicamentos: Suspeita põe em risco negócio da Novalgina

- Internet: Os bastidores do primeiro IPO na bolsa brasileira

- Armas: Começa a agir o lobby dos fabricantes

- Exclusivo: Armínio Fraga - Apesar da turbulência, os juros vão baixar

Números de Fraga. (pág. 14 a 18)

A batalha francesa de FHC. (pág. 28 a 31)

Malan janta e enterra a reforma tributária - União entre empresários e políticos foi insuficiente para conter apetite do Governo diante da atual arrecadação de impostos. (pág. 30 e 31)

Cartas marcadas - Lei Postal beneficia Correios e irrita setor privado. (pág. 33)

Adeus às armas? - Um ano depois de despertar debates nervosos, projeto que proíbe a venda de armamentos no País patina no Congresso. (pág. 66 e 67)

Dantas avança na telefonia - O Opportunity negocia a compra de duas empresas fora do País enquanto enfrenta crises com os sócios italianos e a Anatel. (pág. 92 a 94)

ATENÇÃO

O Boletim de Acompanhamento Macroeconômico da Secretaria de Política Econômica, que traz avaliação mensal da conjuntura econômica brasileira (análise e tendência de preços, salários, juros, balança comercial, contas externas, etc), está disponível via FTP através do endereço na INTERNET www.fazenda.gov.br, na área específica de "Publicações". Outras informações atualizadas, inclusive sobre os resultados do Plano Real, podem ser também obtidas, em português e em inglês, na página eletrônica do Ministério da Fazenda.

Consulte a homepage da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.

O endereço na Internet é www.brasil.gov.br

O telefone para solicitação de publicações é:061-411.4892.

O email da Secretaria de Comunicação Social é: secom@planalto.gov.br