
13/01/2000
JORNAL DO BRASIL
- Governo aprova DRU dando tudo o que
deputados exigiam
- Os deputados do Rio de Janeiro ganharam a
sede da Agência Nacional de Saúde, que vai fiscalizar e controlar os planos de saúde no
País; os barões da cana-de-açúcar do Nordeste levaram R$ 30 milhões de subsídios; e
vários parlamentares ganharam a aprovação de suas emendas individuais ao Orçamento da
União: esse foi o preço da aprovação ontem na Câmara, por 343 votos (35 a mais que o
necessário), da Desvinculação dos Recursos da União (DRU), novo nome do Fundo de
Estabilização Fiscal (FEF).
A emenda que cria a DRU permite a
desvinculação, este ano, de R$ 41 bilhões de receitas da União, dinheiro que o Governo
terá mais liberdade para gastar.
Em represália às notícias que tratam do
Congresso vazio no período de convocação extraordinária, líderes partidários
ameaçam apressar a votação da nova Lei de Imprensa, que cerceia liberdade de
informação.
Nos dois dias de presença obrigatória, 27
deputados faltaram às sessões do Congresso. (pág. 1, 2 e 3)
- O Ministério Público identificou o
principal envolvido na tentativa de extorsão à Light. Trata-se de um assessor do
deputado estadual André Luiz (PMDB). Reconhecido como o homem de meia-idade, baixo e
gordo, que aparece nas imagens das quatro fitas em poder do MP, o assessor - que
acompanhava dois fiscais da Secretaria estadual de Fazenda - se apresentou na empresa como
"o negociador". Ele está desaparecido. (...) (pág. 1 e 20)
- Em carta de 18 páginas na qual propõe
um acordo para se entregar à polícia, o empresário Abraão Rodrigues Filho, suspeito de
integrar o crime organizado no Piauí, faz várias denúncias contra o ex-comandante da PM
piauiense, Viriato Correia Lima, chamando-o de chefe da "maior organização de
pistoleiros do País". A carta de Abraão narra o envolvimento de Viriato em pelo
menos cinco assassinatos. (pág. 5)
- Três homens encapuzados invadiram a vila
militar da Babilônia/Botafogo, na Ladeira do Leme, que funciona como residência de
oficiais na Zona Sul do Rio, e roubaram sete fuzis FAL, uma pistola nove milímetros e
munição.
Os ladrões cortaram os fios telefônicos
antes de iniciar o assalto. Um ex-militar é suspeito de ter prestado informações aos
assaltantes. (pág. 1 e 21)
- Recebido ontem pelo presidente Fernando
Henrique, o ministro da Defesa, Élcio Álvares, negou que esteja sofrendo um processo de
fritura. "O Presidente jamais seria capaz de fazer um negócio desses comigo",
afirmou.
Sua demissão parece ter sido adiada para
coincidir com a saída de outros ministros, entre eles Rafael Greca. Fernando Henrique
quer que Élcio esclareça publicamente as denúncias das quais é alvo. (pág. 4 e col.
Dora Kramer, pág. 1 e 2)
- Os corpos dos 39 turistas argentinos
mortos ontem num desastre envolvendo dois ônibus em Santa Catarina serão transportados
hoje para a Argentina por um Búfalo da FAB.
No acidente, o ônibus argentino,
procedente da Província de Tucumán, teve o teto arrancado ao chocar-se com um ônibus
brasileiro. No acidente morreram 42 pessoas. (pág. 1 e 6)
- Os seguros de automóveis tiveram alta de
17,22% no ano passado, contra 9,12% de inflação, segundo o IPC-BR da Fundação Getúlio
Vargas.
A Superintendência de Seguros Privados
(Susep) vai assinar convênio com o Cade para investigar a concentração do mercado
brasileiro e sujeitará as empresas à lei de defesa da concorrência. Dez seguradoras
controlam quase 60% do setor no País. (pág. 1 e 15)
COTAÇÕES
- Salário mínimo: R$ 136. Dólar
comercial: R$ 1,8306 (compra), R$ 1,8314 (venda). Dólar paralelo: R$ 1,910 (compra), R$
1,940 (venda). TR do dia 13/12 a 13/01: 0,2926%. TBF do dia 11/01 a 11/02: 1,5161%. (pág.
1)
EDITORIAL
"Bolo de Aniversário" - Ao
cortar o bolo comemorativo dos seis anos da mais velha medida provisória em andamento no
Legislativo, reeditada 73 vezes, o senador Ney Suassuna (PMDB-PB) acendeu uma vela a
Fernando Henrique e apagou outra relativa ao Congresso: "Não culpo o
Presidente", proclamou, de faca em punho, e perfilhou a responsabilidade coletiva,
tendo como testemunha o deputado José Genoíno (PT-SP). Não ficou suficientemente claro
se as medidas provisórias acabam sendo permanentes por força das circunstâncias ou por
fraqueza de deputados e senadores. (...) (pág. 10)
COLUNAS
(Coisas da Política - Dora Kramer) - Não
foi a primeira - longe disto, aliás - nem terá sido, ontem à noite, a última vez que
Fernando Henrique Cardoso e Antônio Carlos Magalhães se encontram sozinhos para dirimir
atritos. É o acerto regulamentar de ponteiros que os dois fazem de quando em vez, sempre
que o tempo esquenta além do recomendável. Essa paz tem prazo de validade que varia de
acordo com as circunstâncias de parte a parte.
Não se trata, portanto, de nenhuma
novidade, e daqui a pouco estaremos outra vez diante de novos embates que terminarão numa
nova conversa no Palácio da Alvorada. É questão de natureza e estilo. (...) (pág. 2)
(Informe JB - Luciana Nunes Leal) - Ainda
há quem insista na consolidação de uma frente dos partidos de esquerda ainda este ano,
nas eleições municipais. Os fatos, porém, mostram que talvez seja melhor partir para
outra. Quem sabe carreira solo para todos?
O presidente do PDT, Leonel Brizola, já
jogou água fria dizendo que aliança é para segundo turno. Agora, o governador de
Alagoas, do PSB, também vê um princípio de naufrágio da aliança. (...) (pág. 6)
FOLHA DE SÃO PAULO
- Governo cede para aprovar o novo FEF
- O Governo atendeu reivindicações de
deputados e conseguiu aprovar na Câmara projeto que cria a Desvinculação dos Recursos
da União, em substituição ao Fundo de Estabilização Fiscal.
A emenda permite que o Governo use como
quiser 20% da arrecadação de impostos e contribuições da União já instituídos ou a
serem criados de 2000 a 2003.
O texto, que depende de segundo turno e de
votações no Senado, integra o ajuste fiscal. Para aprová-lo, governistas atuaram até
depois de iniciada a votação.
Deputados ligados a usineiros, por exemplo,
ameaçaram votar contra e receberam promessa de R$ 30 milhões para o setor. Foram 343
votos a favor (35 além do necessário) e 137 contra. (pág. 1 e 1-10)
- O general Alberto Cardoso, ministro da
Segurança Institucional, disse que a situação na Defesa "não é de
normalidade", devido aos rumores sobre a saída de Elcio Alvares. "Como homem de
bem, deve estar em situação desconfortável".
Em reunião com o presidente Fernando
Henrique Cardoso, Alvares pôs o cargo à disposição. FHC rejeitou, para não prejulgar
o ministro e por não ter o substituto. (pág. 1, 1-4 e 1-6)
- A indústria paulista fechou 59.106
postos de trabalho em 99, o menor número em cinco anos. O resultado representa queda de
3,64% no nível de emprego, contra recuo de 7,74% em 98, segundo a Fiesp. A entidade
acredita em estabilidade e até em abertura de vagas neste ano.
A produção industrial de São Paulo
cresceu 3,3% em novembro de 99 sobre o mesmo mês de 98, diz o IBGE. (pág. 1 e 2-1)
- O senador Antonio Carlos Magalhães
(PFL-BA), rebateu declaração do presidente Fernando Henrique Cardoso segundo a qual a
guerra fiscal é "pilhagem do setor industrial". Para ACM, trata-se de
"defesa natural dos mais pobres".
O senador considerou
"inconstitucional" a concessão de regime tarifário especial a setores
industriais, adotada pelo governador de São Paulo, Mário Covas (PSDB). (pág. 1 e 1-12)
EDITORIAL
"Fogo e fumaça no Governo" -
Parece difícil o ministro da Defesa, o advogado Elcio Alvares, escapar de dois destinos
comuns aos vários outros assessores do presidente Fernando Henrique Cardoso.
Um deles é a demissão em odor de fritura.
Isto é, após um algo prolongado desgaste da imagem pública da vítima. Ouvem-se
garantias formais de que o ministro permanece no cargo enquanto uma saraivada de críticas
e manobras avaria irremediavelmente o servidor objeto da fritura. (...) (pág. 1-2)
COLUNA
(Painel) - Pesquisa MCI fechada ontem
mostra melhora na popularidade de FHC. Em relação a outubro de 99, o índice ótimo/bom
subiu de 15% para 26%. O de ruim/péssimo caiu de 45% para 25%. O regular foi de 39% para
49%. "O Governo só não pode subir no salto", diz Andrea Matarazzo
(Comunicação de Governo), que pediu a pesquisa.
* O Presidente também obteve aprovação
ao veto à anistia de multas eleitorais a políticos - 76% concordaram com o gesto. E 82%
dos entrevistados aprovaram a visita às enchentes no sul de Minas e julgaram que
"fere a democracia" a defesa do "fuzilamento" de FHC, feita pelo
militar reformado e deputado Jair Bolsonaro (PPB-RJ).
* Na pesquisa encomendada pelo Planalto, a
avaliação sobre o Plano Real melhorou. Em outubro, ele seria um fracasso para 36%. Hoje,
a taxa é de 23%. A de que será um sucesso subiu de 15% para 23%. O número dos que não
souberam avaliar variou de 49% para 50%. (pág. 1-4)
O ESTADO DE SÃO PAULO
- Governo terá liberdade para usar R$ 40 bi
- O Governo obteve ontem expressiva
vitória no Congresso, com a aprovação da emenda constitucional que dá ao Executivo
liberdade para usar 20% das receitas da União, sem a rigidez da disposição
orçamentária, o que é considerado essencial para o cumprimento dos programas federais
deste ano.
A emenda teve 343 votos a favor - 13 acima
do esperado pelo Palácio do Planalto - e 137 contra. A aprovação foi resultado da
mobilização conduzida pelo próprio presidente Fernando Henrique Cardoso, que na
véspera conversou com os líderes dos partidos aliados.
Além da pressão oficial, um motivo
financeiro influenciou a bancada governista: os recursos para a execução de emendas de
interesse dos parlamentares, sem solução desde 1999, foram liberados ontem. Substituta
do Fundo de Estabilização Fiscal, a Desvinculação das Receitas da União (DRU)
permitirá ao Executivo usar 20% dos seus recursos, o equivalente a R$ 40 bilhões. (pág.
1 e A7)
- O nível de emprego na indústria do
estado caiu 3,64%, com dispensa de 59.106 trabalhadores, em 1999. As indústrias fecharam
3.987 vagas em dezembro, uma queda de 0,25%. Mesmo com sinais negativos, esses foram os
melhores resultados dos últimos cinco anos, segundo pesquisa da Fiesp. Em 1998, o número
de empregos caiu 7,74%, o maior recuo desde a criação do real. (pág. 1 e B1)
- Os conflitos possíveis para as empresas
que fizeram a megafusão têm vários pontos delicados: a AOL vai abster-se de serviços
on-line em favor da Time com ou Sports Illustrated? Podem a Fortune e o programa CNN
Financial News cobrir bem o sobe-e-desce das ações da AOL? Pode a Time informar sobre
rivais da AOL? (The Washington Post) (pág. 1 e B18)
- (Santiago) - A quatro dias da eleição
que definirá seu próximo presidente, o Chile viu ontem a ditadura novamente em pauta,
com a possível volta de Augusto Pinochet ao país. O ministro do Interior da
Grã-Bretanha, Jack Straw, confirmou a intenção de libertar Pinochet. O governo chileno
elogiou essa atitude. (pág. 1 e A18)
- A Vasp está impedida de prestar
serviços à Rede Postal Noturna, dos Correios (ECT), e perderá uma receita mensal de R$
5 milhões. O Ministério das Comunicações alega problemas em certidões de regularidade
fiscal e financeira da empresa. A Vasp repele a suspeita e pode recorrer à Justiça.
(pág. 1 e B9)
EDITORIAL
"O realismo que a experiência
aconselha" - Em vários editoriais, comentamos sinais positivos que justificam
expectativas otimistas quanto à evolução da economia brasileira em 2000. Desejamos
agora advertir sobre os perigos de um otimismo excessivo que não se justificaria.
Resultados econômicos melhores não garantem ainda plena normalidade. (pág. 1 e A3)
COLUNA
(Coluna do Estadão) - Verdade ou não que
estão estremecidas as relações do presidente Fernando Henrique com o cacique pefelista
Antônio Carlos Magalhães, o fato é que o PMDB trabalha firme para ficar mais próximo
do Governo, conquistando o espaço até agora ocupado pelo aliado preferencial do Governo,
o PFL. "Há um espaço a ser ocupado e o PMDB viu que esse espaço de poder é
permeável ao partido", admite um dirigente peemedebista.
O partido de Jader Barbalho e Michel Temer
- agora sem o problema chamado Itamar Franco - aposta no crescimento de seus líderes e na
força política que podem exercer no Congresso, para garantir uma relação mais próxima
e sólida com o presidente Fernando Henrique. E aposta também, é claro, no desgaste da
relação de ACM com o Planalto. Os peemedebistas mais experientes, no entanto, não jogam
tudo no distanciamento entre ACM e FHC.
* O ministro Pedro Parente nega que esteja
participando das negociações do Governo com o Congresso sobre a reforma tributária. Diz
que participou de apenas uma reunião do Governo, a convite do ministro Pedro Malan, e
não assumiu atribuições na Comissão Tripartite.
Parente esclarece ainda que a proposta
construída até agora tem pontos coincidentes e outros discordantes da sua, apresentada
em 98. (pág. A10)
O GLOBO
- Reajuste de remédios chega a 21% este mês
- Um levantamento feito pelo Conselho
Regional de Farmácia do Distrito Federal mostra que os remédios subiram, de dezembro
para janeiro, entre 3% e 21%. A pesquisa foi feita com 200 remédios vendidos diretamente
aos consumidores.
No caso de medicamentos fornecidos a
hospitais para tratamento de doenças crônicas, o aumento chegou a 186%. Ontem, o
ministro da Fazenda, Pedro Malan, disse à CPI dos Medicamentos que o Governo tem margem
para endurecer o monitoramento dos laboratórios, mas não vai congelar preços.
"A legislação não dá ao
ministério poder de polícia", afirmou. O ministro apresentou um relatório
mostrando que, no ano passado, o reajuste médio dos medicamentos mais vendidos foi de
17,42%. (pág. 1 e 25)
- Uma moradora da Barra, de 24 anos, pode
ter contraído febre amarela em dezembro, ao visitar o Parque Nacional da Chapada dos
Veadeiros (GO). Os exames laboratoriais ficam prontos hoje.
É a mesma região onde foi contaminado
Alesson da Costa Neres, de 19 anos, de Brasília, que morreu da doença há dez dias. Os
91 municípios fluminenses terão postos para vacinar quem for viajar para regiões
endêmicas. (pág. 1 e 15)
- O Governo conseguiu ontem sua primeira
vitória na convocação extraordinária ao aprovar na Câmara, por 343 votos - 35 a mais
que o necessário - a emenda da Desvinculação de Recursos da União (DRU).
Com isso, 20% da receita da União poderão
ser investidos onde o Governo quiser. Para garantir a aprovação, o Planalto mobilizou
toda a sua base e liberou emendas de parlamentares. (pág. 1 e 3)
- O presidente Fernando Henrique defendeu
ontem uma ampla negociação para modernizar a legislação trabalhista. O objetivo é
trazer para a economia formal cerca de 50% da mão-de-obra brasileira que não têm
carteira assinada. O Presidente sancionou três leis simplificando processos na Justiça
do Trabalho. (pág. 1 e 28)
- O governador da Bahia, César Borges
(PFL), anunciou ontem que vai recorrer à Justiça, alegando inconstitucionalidade, caso o
governo de São Paulo ponha em prática a cobrança integral do ICMS para os produtos de
empresas que se tenham transferido para outros estados. Se perder a ação, Borges ameaça
adotar medida idêntica contra os produtos paulistas. (pág. 2 e 8)
- O ex-deputado Sérgio Naya foi recebido
com aplausos por 200 moradores de Laranjal (MG), na madrugada de ontem, depois de ser
liberado do Ponto Zero. O desembargador Alberto Craveiro, da 5ª Câmara Criminal do
Tribunal de Justiça, decide hoje se concede liminar ao Ministério Público para
suspender a revogação da prisão de Naya. (pág. 2 e 16)
- Um ano após a desvalorização do real,
a maioria dos economistas acredita que os efeitos benéficos da mudança cambial começam
a ser sentidos agora de forma mais acentuada.
As contas públicas tendem a melhorar,
porque o impacto da desvalorização sobre a dívida indexada ao dólar é menor, já que
a cotação da moeda deve oscilar menos. (pág. 2 e 27)
EDITORIAL
"A farra das armas" - Quando o
fogo do inimigo é cerrado e ininterrupto, a dispersão de forças pode ser fatal. Existe
nessa imagem argumento suficiente para a proposta de unificação no Congresso dos
projetos de lei que limitam o uso de armas de fogo no País.
Contra todos eles age o lobby dos
fabricantes de armas e munição, que produz farta literatura a respeito e se movimenta
agilmente nos corredores do Congresso. (...) (pág. 6)
COLUNAS
(Panorama Político - Tereza Cruvinel) -
Nas últimas semanas, a CPI do Narcotráfico estacou diante dos obstáculos e perdeu o
gás inicial, limitando-se a dormitar sobre os louros colhidos no início de seus
trabalhos. Ontem, tentou retomar a ofensiva, aprovando a quebra do sigilo bancário de
dois suspeitos de comandar o crime organizado no Espírito Santo. Mas até agora só
revelou esquemas secundários do crime organizado no País. (...) (pág. 2)
(Ricardo Boechat) - A Polícia Federal
identificou nova fonte de imigração ilegal para o Brasil.
É a República Dominicana e cobre toda a
América Central.
Três clandestinos vindos de lá foram
presos no porão de um navio, ontem, em Salvador. (pág. 18)
GAZETA MERCANTIL
- Dívida cambial cresce 41% com dólar flutuante
- (São Paulo) - A mudança na política
cambial completa hoje um ano com o real perdendo 33,72% de seu valor no período e o
estoque da dívida pública mobiliária (em títulos) indexada ao dólar crescendo mais de
41%, segundo estimativas do mercado.
Para evitar uma desvalorização maior do
real, além de vender dólar no mercado à vista, o Governo continua assumindo parte do
risco de oscilação no câmbio.
"Os títulos da dívida interna
indexados ao dólar são uma herança do câmbio controlado. São incompatíveis com a
existência de um câmbio realmente flutuante, pois representam um elemento de descontrole
na política fiscal", diz Rubens Sardemberg, economista-chefe do ABN Amro. (...)
(pág. 1 e B-3)
- (São Paulo) - O diretor de Normas do
Banco Central, Sérgio Darcy, informou a este jornal que o BC fará hoje uma revisão da
regra dos Fundos de Investimento Financeiro (FIF), Circular 2.958. Os artigos revistos
serão os que regulam os resgates. "Essa revisão poderá ou não resultar em uma
nova circular". Este é outro ponto que deve reforçar a idéia de prorrogação para
o prazo de enquadramento dos fundos, estipulado para o dia 31 de janeiro, e que já
circula pelo BC.
Estaria havendo um conflito de
regulamentação pelo fato de um fundo regulado pelo BC estar sujeito a normas da
Comissão de Valores Mobiliários (CVM). O diretor executivo da Deutsche Bank
Investimentos, David Gotlib, diz que o problema afeta FAC e FIF. (pág. 1 e B-3)
- (São Paulo) - A queda de produção de
soja e milho nos Estados Unidos deverá reduzir os estoques finais da safra 1999/2000 de
grãos em termos mundiais, o que teve impacto no mercado futuro ontem.
Na bolsa de Chicago, a soja para entrega em
março foi negociada a 480,25 centavos de dólar por buschel (US$ 176,47 a tonelada), com
ganho de 1,2% sobre o pregão anterior, enquanto o milho subiu 4% para o contrato de maio,
cotado a 223 centavos por bushel (US$ 87,79 a tonelada). (...) (pág. 1 e B-20)
- (São Paulo e Brasília) - Em meio às
negociações no Congresso para a aprovação da Desvinculação dos Recursos da União
(DRU), o Palácio do Planalto fechou ontem com o governo do Amazonas um acordo político
que terá reflexos imediatos na tramitação de outro projeto que estava parado no Senado.
O acerto pode permitir o andamento da Lei de Informática.
O governador Amazonino Mendes levou seis
das sete reivindicações a negociação. Os pedidos de Amazonino compensariam a retirada
pela Câmara do artigo do projeto de reforma da Lei de Informática que permitia a
criação do pólo de cosméticos na região. A bancada amazonense teme que com o fim da
Zona Franca a região perca essa fonte de arrecadação. (pág. 1 e A-10)
- (São Paulo) - As empresas brasileiras
têm um trunfo a mais neste ano para aumentar suas exportações. As linhas de
financiamento, que praticamente sumiram no primeiro semestre do ano passado, estão
crescendo, e a concorrência entre os bancos faz com que as taxas de juros estejam até
dois pontos percentuais abaixo das de 1999. (...)
O empenho dos bancos em oferecer esse
crédito está diretamente ligado ao redirecionamento da receita financeira para a
operacional. Com a queda dos juros e a flutuação cambial, a oferta de crédito passou a
ser mais atraente e o comércio exterior, operação de baixo risco, tornou-se o alvo.
(pág. 1 e A-5)
CORREIO BRAZILIENSE
- Allesson morreu de febre amarela
- "Esses exames são
conclusivos", afirma o secretário da Saúde, Jofran Frejat. (pág. 1 e 11)
- Jorge Elena, representante do Banco
Interamericano de Desenvolvimento (BID) anunciou que fará auditoria nos gastos sociais do
Governo.
Em 1998, o BID aprovou empréstimo de US$
4,5 bilhões ao País com a condição de que o Governo mantivesse os investimentos
sociais. O banco quer saber se o acordo foi cumprido. (pág. 1 e 20)
- A Receita Federal começou a enviar pelos
Correios as notificações de quem tem restituição do Imposto de Renda a receber. O
pagamento será feito na próxima segunda-feira, dia 17. (pág. 1 e 21)
- (São Paulo) - Sem dinheiro para a
conservação do prédio inacabado do Fórum Trabalhista de São Paulo, o presidente do
Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo (TRT-SP), Floriano Vaz da Silva, pretende
transferir a obra para a União. (...) (pág. 12)
JORNAL DE BRASÍLIA
- Malan descobre na CPI que 50% do preço dos remédios
são despesas com propaganda
- O ministro da Fazenda, Pedro Malan, não
escondeu ontem o seu espanto ao tomar conhecimento de um documento da CPI dos Medicamentos
revelando que 50% do preço final de alguns remédios referem-se a gastos com propaganda e
publicidade. "Fiquei surpreso ao saber disso", afirmou Malan, durante o
depoimento de quatro horas aos integrantes da comissão.
O ministro sugeriu a criação de um
código de ética para estabelecer limites ao marketing exagerado que os laboratórios
adotam para influenciar a população no consumo de seus produtos. Malan se disse contra o
congelamento de preços, mas defendeu uma política que estimule a concorrência que
beneficie os consumidores. "O congelamento de preços não funcionou no Brasil, não
funcionou no resto do mundo e não vai funcionar", garantiu. (pág. 1 e 3-A)
- O PFL abriu, ontem, oficialmente, a
campanha do deputado Inocêncio Oliveira à presidência da Câmara dos Deputados em 2001,
quando termina o mandato do deputado Michel Temer. Inocêncio, que é líder do PFL e já
foi presidente da Câmara entre 1993 e 1995, teve o apoio de todas as lideranças do
partido, a começar pelo vice-presidente Marco Maciel. Mas adesão mais emblemática foi a
do senador Antonio Carlos, pois significa que o senador baiano está mesmo decidido a
entregar ao PMDB a presidência do Senado. Com isso, o PFL fica com a Câmara.
Outro pernambucano, deputado Severino
Cavalcante, do PPB, também quer disputar o lugar. Desde o falecido deputado Flávio
Marcílio, nenhum outro candidato à presidência da Câmara teve tanto favoritismo quanto
Inocêncio. (pág. 1 e 3-A)
- Diplomacia se faz também com agrados.
Foi essa a intenção do embaixador do Brasil em Washington, Rubens Barbosa, quando enviou
uma caixa de mangas do Nordeste para a Casa Branca no Natal. O embaixador recebeu uma
carta do punho do presidente Bill Clinton, qualificando as frutas como
"maravilhosas". No final, a mensagem diz: "Muito obrigado por lembrar de
mim". (pág. 1 e 8-A)
- Na primeira reunião do ano com seus 20
secretários, Roriz estabeleceu uma rotina - quer repeti-la todas as manhãs de
quartas-feiras, das 7h30 às 9h30 - e uma prioridade: quer um novo tipo de tratamento para
toda e qualquer pessoa que procure uma repartição, serviço ou empresa do GDF. Vai
estabelecer normas e um canal de Ouvidoria para receber queixas e denúncias de quem for
maltratado. (pág. 1 e 1-B)
ZERO HORA
- Um ônibus de dois andares desgovernou-se no km 196 da
BR-470, iniciando uma tragédia que envolveu 10 veículos, custou pelo menos 42 vidas e
deixou 46 pessoas feridas. (...) (pág. 4 a 8)
- As indústrias de calçados de Novo
Hamburgo abriram 3,5 mil vagas entre maio e outubro do ano passado. Praticamente no mesmo
período, cerca de mil padarias fecharam as portas no estado. Sem muito em comum, os dois
setores sofreram efeitos diferentes da mesma causa: há um ano, o real perdeu valor em
relação ao dólar, e o País adotou o câmbio flutuante. (pág. 22)
- Dezenas de prefeitos insistiram novamente
ontem, com apoio da Assembléia, para obter do governo gaúcho um auxílio de R$ 500 por
produtor. Não conseguiram. Obtiveram o reforço do secretário da Agricultura, José
Hermeto Hoffmann, na caravana gaúcha que se encontra hoje, às 14h, com o ministro da
Agricultura, Marcus Vinícius Pratini de Moraes. O pedido de socorro está voltado para
Brasília. A situação de emergência já abrange 88 cidades. (pág. 34)
MANCHETES
CORREIO DA BAHIA
- Desastre mata 42 pessoas em Santa
Catarina
ESTADO DE MINAS
- Material escolar dispara
O DIA (RJ)
- Servidor tem crédito a 2,9%
ZERO HORA (RS)
- Tragédia na serra catarinense
TELEJORNAIS
TV GLOBO - JORNAL NACIONAL -
20H15
A prefeitura de Angra dos Reis, no Estado
do Rio, quer entrar na Justiça para impedir a abertura da usina Angra II. É por causa do
mal estado da Rio-Santos, estrada por onde a população deve ser retirada em caso de
acidente nuclear. A rodovia mostra sinais de desgaste e má conservação. Quando chove,
os deslizamentos de terras são comuns e há problemas sérios de drenagem. O ministro dos
Transportes, Eliseu Padilha, disse que autorizou o início imediato das reformas na
Rio-Santos. As obras de Angra II começaram em 1976 e deveriam terminar em 1984, mas só
agora foram concluídas.
Caem as compras em cheques e aumentam as
operações com cartões de crédito. O cheque pré-datado, invenção nacional, parece
ameaçado. Agora o parcelamento é no cartão. Não é à toa que de 1998 para 1999 o
número de cheques compensados caiu em R$ 100 milhões e o total de operações com
cartões de crédito cresceu em R$ 130 milhões. Saber usar é o grande segredo do cartão
de crédito. Parcelar sem juros é vantagem, mas rolar a dívida sem quitar toda a fatura
do mês é um perigo. Os juros de 12% ao mês são tão altos, que as administradoras
começam a oferecer taxas menores para os bons pagadores.
O ministro da Fazenda, Pedro Malan, vai à
CPI dos medicamentos explicar os aumentos nos preços dos remédios mas não reconhece os
reajustes abusivos. O laboratório da Fundação Osvaldo Cruz, no Rio de Janeiro, produz
um remédio para baixar a pressão ao preço de R$ 2,40. O mesmo remédio produzido por um
laboratório privado custa R$ 27,00 - diferença de mais de 1000%. O ministro explicou à
CPI que os remédios aumentaram no ano passado por causa da desvalorização do Real, mas
que o aumento de preço de 473 remédios foi em média de 17%. O ministro defendeu a venda
de remédios em supermercados e acha que a lei dos genéricos também pode ajudar a evitar
os aumentos. A CPI cobrou uma ação mais eficaz do governo. E Malan disse que o governo
pode apenas acompanhar o mercado, mas não tem como obrigar os laboratórios a baixar o
preço dos remédios.
O governo brasileiro quer ampliar o tratado
com o Paraguai para tentar impedir a entrada ilegal de armas no Brasil. Vai cobrar do
governo paraguaio a exigência de identificação do comprador. As listas enviadas
mensalmente para o Brasil, com nomes de brasileiros que compram armas e munições, são
parciais, e quando a Polícia Federal vai conferir nomes e endereços, é tudo falso. Como
a lei que pretende proibir armas no Brasil não vai vigorar no Paraguai, o governo
brasileiro quer acrescentar no tratado a exigência de ter nas listas cópia da Carteira
de Identidade do comprador.
O Senado analisa na semana que vem o texto
final do projeto que proíbe a venda e o porte de armas no Brasil. Pelo projeto o governo
compraria todas as armas registradas em poder dos cidadãos.
Laudo médico divulgado em Brasília
confirma que foi febre amarela a causa da morte do estudante Alysson Neres. Alysson morreu
há uma semana, mas começou a passar mal no fim do ano, em Alto Paraíso, a 200
quilômetros de Brasília. Duzentas e quarenta mil pessoas já foram vacinadas contra a
doença em Brasília desde a última quinta-feira. No Estado de Goiás três pessoas
morreram com febre amarela.
A Câmara dos Deputados vota a emenda
constitucional que permite ao governo usar livremente 20% dos recursos do orçamento, um
total de R$ 40 bilhões. O projeto mais importante e urgente para o governo nessa
convocação era exatamente esse: a desvinculação das receitas da União, uma parte do
orçamento que o governo era obrigado a gastar com saúde, Previdência e educação, e
que agora vai poder usar como quiser, pagando os juros da dívida, por exemplo. O projeto
ainda tem que passar por uma votação na Câmara e outras duas no Senado.
A Fiesp informa que 1999 foi o melhor ano
para o emprego industrial em São Paulo desde que o Plano Real foi criado. Isso, num ano
em que a indústria paulista fechou 59 mil postos de trabalho, uma queda de 3,64% no
nível de emprego no setor.
TV BANDEIRANTES -
JORNAL DA BAND - 19H30
Ex-moradores do Palace II entram com
mandado de segurança para levar Sérgio Naya de volta à cadeia. O ex-deputado foi
libertado por decisão da Justiça. O juiz que revogou a ordem de prisão preventiva
argumentou que não há provas de que o réu possa fugir durante o processo. As vítimas
do prédio que desabou há dois anos temem que Naya saia do país. O Ministério Público
também vai recorrer.
Donos de postos de Salvador baixam os
preços da gasolina. A decisão veio depois que o ministro das Minas e Energia divulgou a
margem de lucro dos proprietários. Em média, eles ganham mais que os donos de postos de
São Paulo e Rio.
Líderes do governo no Congresso decidem
votar a emenda que limita a edição de medidas provisórias pelo presidente da República
só depois da convocação extraordinária. A Câmara aprovou a emenda que cria a
desvinculação de receitas da União. Com isso o governo federal vai poder aplicar onde
quiser 20% de tudo que arrecada, o que deve dar um volume de R$ 41 bilhões só este ano.
A oposição tentou obstruir a votação mas não conseguiu vencer a bancada governista.
Com essa vitória, o governo fica um pouco mais tranqüilo, e conhecendo melhor a força
da base aliada para a votação de projetos importantes que vão acontecer durante a
convocação extraordinária.
Um dos acusados de envolvimento com o crime
organizado no Piauí pede proteção para se entregar à polícia e colaborar com as
investigações. É o empresário Abraão Rodrigues Filho, que promete se entregar até
sexta-feira. Em troca, ele pede para ficar detido na sede da Polícia Federal, para ser
acompanhado por um advogado da OAB e para fazer parte do programa de Proteção à
Testemunha. Abraão enviou uma carta para o deputado federal Wellington Dias, explicando
que não é bandido e que é apenas um "laranja", o que quer dizer que ele
encobre gente graúda na organização. O parlamentar já negociou as exigências do
empresário. Desviar verbas públicas é a especialidade da máfia no Piauí. A Polícia
Federal investiga crimes no Estado há um ano, tempo em que prendeu 32 pessoas, entre elas
o chefe da organização, coronel reformado Correia Lima.
O presidente Fernando Henrique assina duas
leis que vão dar rapidez à Justiça do trabalho. A primeira prevê a criação das
comissões de conciliação prévia, formadas por patrões e empregados. E a segunda
determina que as questões salariais, envolvendo até 40 salários mínimos, devem ser
resolvidas numa única audiência. O presidente assinou ainda a lei que proíbe o
auto-atendimento nos postos de gasolina.
TV NACIONAL - REDE
BRASIL - 18H30
O presidente da Câmara, Michel Temer,
aguarda quorum para colocar em discussão o projeto de emenda constitucional que libera
20% dos recursos do orçamento para o governo gastar como quiser. A oposição é contra a
aprovação do projeto que desvincula cerca de R$ 40 milhões do orçamento, alegando que
estes recursos sairão da saúde, da educação, do Fundo de Amparo ao Trabalhador e da
Previdência Social. E promete fazer de tudo para obstruir e atrasar a votação da
proposta. É também uma retaliação ao governo, que praticamente tirou da pauta da
convocação extraordinária a emenda que limitaria os poderes do presidente Fernando
Henrique na edição de medidas provisórias.
Causas trabalhistas no valor de até 40
salários mínimos poderão ser decididas em 15 dias. É a lei do rito sumaríssimo,
sancionada pelo presidente Fernando Henrique, para desafogar a Justiça do trabalho e
garantir que o trabalhador receba seus direitos mais rapidamente. Todos os anos mais de
dois milhões de reclamações trabalhistas chegam às varas do trabalho, onde são
resolvidos quase 40% dos casos. Os outros 60% sofrem embargos, recursos e acabam
abarrotando os tribunais de processos. A outra lei sancionada pelo presidente para
desafogar os tribunais permite a criação de comissões de conciliação nas empresas,
com representantes dos trabalhadores e dos empresários.
O presidente Fernando Henrique reafirma que
o ministro da Defesa, Élcio Álvares, permanece no cargo. Na quarta-feira os jornais
voltaram a falar numa eventual demissão do ministro. Álvares teve o nome envolvido na
CPI do narcotráfico, porque o escritório de advocacia em ele atuava, no Espírito Santo,
teria como clientes muitos acusados de envolvimento com o crime organizado no Estado. Há
alguns dias o ministro teve que demitir uma assessora, também citada na CPI do
narcotráfico.
O ministro da Fazenda, Pedro Malan, depõe
na CPI dos remédios e explica o que o governo pode e o que não pode fazer na luta contra
os preços abusivos. Em 1994, primeiro ano do Real, a indústria de medicamentos faturou
R$ 4,5 bilhões, lucro que dobrou no ano passado, quando alguns preços tiveram aumento
superior a 50%. A justificativa dos laboratórios é a desvalorização do Real, que
encareceu os produtos importados. Os deputados acham que os aumentos abusivos poderiam ser
evitados, se o Ministério da Fazenda exercesse um controle mais rigoroso sobre o setor.
Mas o ministro disse que as ações do Ministério são limitadas por causa da lei da
livre concorrência, e que congelar os preços é solução.
O Brasil vai receber mais US$ 660 milhões
do Banco Interamericano de Desenvolvimento. O dinheiro é mais uma parcela da cota do BID,
do pacote de ajuda internacional acertado com o FMI em 1998. Parte do dinheiro será
destinada às micro e pequenas empresas. Ao anunciar a liberação dos recursos prevista
para abril, o representante do BID no Brasil, Jorge Helena advertiu sobre a necessidade de
o país resolver os problemas da Previdência Social.
O desemprego ainda é um fantasma na vida
dos brasileiros. Em São Paulo, na construção civil, houve queda de 14,84% na oferta de
empregos em obras públicas ano passado. Isso significa que mais de 12 mil pessoas foram
demitidas. Na indústria paulista a queda se repete. Segundo a Fiesp - Federação das
Indústrias de São Paulo, a oferta de trabalho caiu 3,64% em 1999. Cinquenta e nove mil
postos de trabalho foram fechados. Apesar dos números, 1999 foi o melhor ano desde a
adoção do Real. Em 1997, a queda na oferta de emprego na indústria paulista foi de
6,14%.
Gasolina mais barata na Bahia. Os postos BR
do Estado decidiram diminuir o lucro com as vendas, como conseqüência da proposta do
governo de usar os postos da Petrobrás como reguladores do preço dos combustíveis. Em
pelo menos 65 postos, o valor cobrado pelo litro já é de R$ 1,26 em média. A margem de
lucro das revendedoras baixou de R$ 0,20 por litro para R$ 0,14. Mesmo assim, ainda está
acima da margem carioca e paulista, que é de R$ 0,12 em média.

ATENÇÃO
O Boletim de Acompanhamento Macroeconômico da Secretaria de Política
Econômica, que traz avaliação mensal da conjuntura econômica brasileira (análise e
tendência de preços, salários, juros, balança comercial, contas externas, etc), está
disponível via FTP através do endereço na INTERNET www.fazenda.gov.br,
na área específica de "Publicações". Outras informações atualizadas,
inclusive sobre os resultados do Plano Real, podem ser também obtidas, em português e em
inglês, na página eletrônica do Ministério da Fazenda.
Consulte a homepage da Secretaria de Comunicação Social da
Presidência da República.
O endereço na Internet é www.brasil.gov.br
O telefone para solicitação de publicações é:061-411.4892.
O email da Secretaria de Comunicação Social é: secom@planalto.gov.br |