
13/02/2000
JORNAL DO BRASIL
- 71% rejeitam estrangeiro no Banespa
- A participação do capital externo na
privatização do Banespa é rejeitada por 71% dos paulistanos, segundo pesquisa do
Datafolha. Cinco bancos estrangeiros e quatro nacionais apresentaram documentos para se
habilitar à disputa.
A venda do sexto maior banco do País em
patrimônio líquido é rejeitada por 48% dos entrevistados. Conta com apoio de 28% - na
venda da Telebrás, em 98, 41% se disseram a favor da privatização.
A oposição à venda do Banespa, assim
como as restrições à participação do capital estrangeiro no leilão, diminui entre os
entrevistados com nível de escolaridade superior ou de renda familiar mensal acima de 20
salários mínimos.
Quase metade (49%) dos entrevistados
defendeu que os bancos nacionais tenham ajuda do BNDES no leilão, tese sustentada por
tucanos no Governo. Mas a instituição descarta dar esse crédito. (pág. 1 e 2-1)
- O Brasil terá de obter muito mais
dólares este ano para amortizar a dívida externa do que o BC previa. O FMI estranhou a
projeção de US$ 22 bilhões, e o valor deve subir para pelo menos US$ 32 bilhões.
O erro de projeção é grave porque esse
é um número crucial para o mercado calcular a necessidade de recursos externos. Se ela
é maior do que se imaginava, isso pode significar uma maior pressão sobre o mercado de
câmbio e sobre a cotação do real. (Celso Pinto, do Conselho Editorial, pág. 1 e 1-16)
- Os EUA vão expulsar dois brasileiros que
cumprem pena no país, apesar de serem filhos adotivos de norte-americanos.
Joao Herbert, 21, e Djavan Silva, 23,
estão nos EUA há mais de dez anos, mas a lei não dá cidadania a adotados.
O Brasil rejeitou a expulsão, e os EUA os
manterão presos até que outro país os aceite. "É como se eu não tivesse
país", diz João Herbert. (pág. 1 e 3-11)
- A virtual candidata do PT à prefeitura
de São Paulo, Marta Suplicy, herdaria 54% dos eleitores de Luiza Erundina (PSB) caso a
ex-prefeita desistisse da eleição, mostra o Datafolha. Em cenário sem Erundina, Marta
atinge 37% das intenções de voto - seu melhor índice - contra 30%, se a ex-prefeita
concorrer. (pág. 1 e 1-6)
- A disputa pela esmola se
"profissionalizou". Hoje, os pedintes têm ajudantes, ponto e turno de trabalho.
É um ramo que envolve a exploração de crianças e confrontos por locais de
exploração. "Às vezes a gente sai na porrada", afirma um flanelinha que ganha
R$ 2.000 mensais para "olhar carro" em São Paulo. (pág. 1 e 3-1)
EDITORIAL
"Consenso de São Paulo" -
Ganharam força nos últimos anos o repúdio político e a crítica teórica a políticas
ultraliberalizantes. O Consenso de Washington, ideário que orientou governos
latino-americanos nas décadas de 80 e 90, perdeu terreno a partir da crise asiática e da
desilusão com os mercados emergentes.
Pesquisa Datafolha publicada hoje dá uma
amostra da intensidade da insatisfação popular com os modelos de ajuste pautados numa
adoção fundamentalista de privatização e abertura aos capitais estrangeiros. (pág.
1-2)
COLUNA
(Painel) - FHC vai atuar discretamente nas
eleições municipais de outubro. Sobretudo nas capitais. Com a imagem do Governo em
recuperação, o Presidente já está sendo pressionado pelo PSDB a interferir na disputa.
Mas não vai aparecer na TV ou subir em palanque tucano.
* A atuação recatada de FHC na próxima
eleição deve contrastar com o engajamento explícito do Presidente para fazer seu
sucessor em 2002. "Ele fará campanha aberta, será o principal cabo eleitoral do
partido", diz um assessor do Planalto. (pág. 1-4)
O ESTADO DE SÃO PAULO
- Câmaras municipais gastaram R$ 3 bi com despesas em 99
- Levantamento feito pelo economista Marcos
Mendes, do Instituto Fernand Braudel, mostra que em 1999 foram consumidos mais de R$ 3
bilhões com as despesas globais dos vereadores brasileiros.
E os limites de gastos previstos na emenda
constitucional número 15, aprovada no Congresso, poderão produzir um efeito paradoxal: o
aumento das despesas das 5.507 Câmaras Municipais do País.
Com as novas regras, que devem vigorar a
partir de 2001, estará aberta a possibilidade para que mais R$ 700 milhões da União
sejam acrescidos anualmente a essa montanha de dinheiro.
O limite de despesa das Câmaras passará a
ser vinculado à população de cada cidade. Em municípios com até 100 mil habitantes,
será permitido gastar 8% das receitas - porcentual que vai caindo à medida que o número
de moradores sobe. Quase 5 mil cidades têm menos de 100 mil habitantes. Dessas, 3 mil
gastam com as Câmaras menos de 8% e poderão ampliar suas despesas. "O tiro pode ter
saído pela culatra", admite o senador Jefferson Peres (PDT-AM), relator da matéria.
(pág. 1 e A4)
- A disputa no PFL por bandeiras da
oposição mudou a retórica do presidente do Senado, Antonio Carlos Magalhães. Depois da
governadora Roseana Sarney ter dito que é a esquerda do partido, ACM foi além: "Sou
a ala petista do PFL", afirmou em entrevista exclusiva ao Estado.
"Há também a ala pefelista do
PT". Para ele, porém, os avanços do Governo FHC são inegáveis: "Não é
fácil arranjar outro Fernando Henrique, apesar dos seus defeitos". (pág. 1 e A10)
- A cada ano, morrem no País cerca de 130
mil pessoas por traumas - assassinatos, suicídios, acidentes de trânsito, queimaduras e
afogamentos -, segundo o Comitê de Trauma do Colégio Brasileiro de Cirurgiões. É como
se caísse um Boeing por dia, com 350 pessoas, sem deixar sobreviventes. Não existe
prevenção, lamentam os médicos. O número elevado de vítimas também provoca despesas
altas para os cofres públicos. Vitória (ES) é a capital campeã em traumas, na
relação população-mortes. (pág. 1, C1, C3 e C4)
- O desempenho da agricultura e o efeito do
crediário sobre o comércio darão o tom do crescimento da economia este ano. Para o
Governo, as compras a prazo permitirão alta de 4% no PIB. A evolução não deve
pressionar a inflação, pois a indústria tem capacidade ociosa. E a produtividade
empresarial e do trabalho tem crescido a níveis recordes. "É alta a probabilidade
de estarmos entrando num período de crescimento sustentado", diz o economista José
Roberto Mendonça de Barros. (pág. 1 e B1)
- O economista Michel Camdessus deixa
amanhã o cargo de diretor-geral do FMI, posto que ocupou durante 13 anos. Em sua última
entrevista antes da mudança, ele fez um balanço otimista desse período, lembrando que a
economia mundial superou todas as previsões de crescimento. Camdessus pediu, porém,
empenho das nações no combate às desigualdades sociais e mostrou preocupação com a
alta do preço do petróleo: "Sem dúvida, essa é a grande interrogação do
momento". (pág. 1 e B11)
- O lançamento e a ampliação de muitos
sites e portais na Internet estão motivando uma grande disputa por profissionais das
áreas tecnológica, administrativa e de conteúdo, elevando os salários. Nas áreas
administrativa e tecnológica, a demanda por executivos praticamente triplicou no ano
passado.
A remuneração na área de
telecomunicações é 35% superior à de outros segmentos. Mas é na área de conteúdo
que esse fenômeno está chamando mais a atenção. (pág. 1 e B4)
- Só cinco estados enviaram ao Ministério
da Educação projetos para ter direito ao empréstimo de US$ 250 milhões que o Governo
vai contrair com o BID para expansão do ensino médio. O Senado deve aprovar amanhã a
autorização do contrato. São Paulo, Goiás, Pernambuco, Bahia e Ceará já se
habilitaram. Amazonas, Minas, Rondônia e Maranhão nem fizeram o plano de metas que tem
de ser definido antes. (pág. 1 e A14)
EDITORIAL
"As penas para os infratores da Lei
Fiscal" - A Lei de Responsabilidade Fiscal, já aprovada pela Câmara e à espera de
exame pelo Senado, não tem como objetivo levar o gestor irresponsável para a cadeia, mas
pode torná-lo inelegível, com a divulgação de seus erros. (pág. 1 e A3)
COLUNA
(Coluna do Estadão) - Em 1994 o então
ministro do Trabalho, Walter Barelli, apresentou a Itamar Franco (presidente) e Fernando
Henrique Cardoso (ministro da Fazenda) uma proposta de fixar o salário mínimo no
equivalente a US$ 100. Foi uma reunião tensa, com o dono do caixa (FHC) batendo o pé que
não podia ser. Não deu. E não vai dar de novo. (pág. A6)
O GLOBO
- IR subiu mais no Real para quem ganha menos
- O congelamento da tabela do Imposto de
Renda durante cinco dos seis anos do Plano Real provocou um aumento entre 7,2% e 100% na
carga tributária dos contribuintes. Estudo da consultoria Ernest & Young mostra que a
taxação cresceu mais sobre os salários mais baixos: o contribuinte e com renda mensal
de R$ 1.500, por exemplo, entregará este ano ao Fisco o dobro do que pagou em 1995.
Para quem ganha R$ 2 mil, o aumento do IR
em cinco anos ficou em 44,59% e não passou de 7,2% sobre os salários de R$ 8 mil. A
pesquisa, feita com base em famílias com dois dependentes - um deles estudante - mostrou
que o peso do imposto cresce porque as deduções com educação e dependentes permitidas
pela Receita também não foram corrigidas, apesar de a inflação medida pelo Índice de
Preços ao Consumidor Amplo ter ficado em 28,4%.
No período, a Receita reajustou pelo IPCA
os valores cobrados dos contribuintes por impostos atrasados. (pág. 1 e 33)
- O governador Anthony Garotinho admitiu
ontem que ameaçou renunciar durante reunião do conselho político do PDT. "Ninguém
pode dizer que não cumpro as diretrizes do partido", repetiu. Ele afirmou que vai
disputar a eleição para a Presidência em 2002 e exigiu apoio do presidente do PDT:
"apoiei Brizola nas três vezes em que se candidatou. Agora é a vez de ele me
apoiar". (pág. 1 e 10)
- Os projetos para despoluir a Baía de
Guanabara, as praias e as lagoas do Rio prevêem investimentos de R$ 3,829 bilhões em
obras de recuperação da rede de esgotos, construção de estações de tratamento,
saneamento de favelas e limpeza de rios e lagoas. O prazo para a conclusão destas obras
é estimado em oito anos, mas será necessária quase mais uma década para a
recuperação completa do meio ambiente. (...) (pág. 1 e 14)
- Na guerra para ver qual partido terá o
próximo presidente da Câmara, a temporada de caça aos deputados chega ao auge amanhã.
É o último dia de filiações partidárias para a contagem do tamanho das bancadas,
determinante na distribuição das comissões e na eleição do novo presidente da
Câmara, no ano que vem.
Na disputa para se tornar o maior partido
da Casa, o PMDB e o PSDB negociam a composição de blocos, respectivamente, com o PST
(hoje com cinco deputados) e com o PTB (com 24). (...) (pág. 14)
- No próximo dia 27, Pedro Malan estará
completando cinco anos e 57 dias no cargo de ministro da Fazenda do Governo Fernando
Henrique Cardoso. Na esteira da estabilidade econômica proporcionada pelo Plano Real,
Malan completará no fim deste mês 1.886 dias no cargo, três a mais do que o período em
que Ernane Galvêas ocupou o mesmo posto, de 1980 a 1985. Com isso, Malan será o terceiro
ministro da Fazenda com maior tempo de permanência no cargo, em toda a História do
Brasil. (...) (pág. 35)
- O sistema financeiro oficial está
começando a ganhar um novo desenho. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e
Social (BNDES) escolheu oito setores da economia e decidiu voltar a ser um banco de
desenvolvimento, passando a centrar suas atenções na reestruturação industrial do
País.
Já a Caixa Econômica Federal concentrou
suas atividades na população de baixa renda, enquanto o Banco do Brasil elegeu para a
sua atuação o varejo, nos moldes de instituições privadas como Bradesco e Itaú. (...)
(pág. 36)
- (Buenos Aires) - O setor industrial
argentino vive uma das piores crises de sua História. Desde a desvalorização do real,
em janeiro de 1999, uma centena de empresas mudou-se total ou parcialmente para o Brasil,
levando ao fechamento de cerca de dez mil postos de trabalho, num país com desemprego de
quase 14%. (...) (pág. 37)
- (Buenos Aires) - O megainvestidor George
Soros decidiu apostar mais no mercado das telecomunicações e Internet na Argentina, onde
desde a década de 90 mantém outros investimentos. Através de seu fundo Quantum, comprou
- junto com o Grupo IRSA - 80% da Rede Alternativa, especializada na revenda de minutos
telefônicos para pequenas e médias empresas. O negócio exigirá um investimento de US$
30 milhões. (...) (pág. 40)
- O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro
passou de R$ 1 trilhão em 99. Embora o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE) só planeje divulgar em julho o valor oficial, técnicos do Governo estimam que a
produção nacional de bens e serviços tenha alcançado R$ 1,01 trilhão no ano passado -
em 1998, eram R$ 899,814 bilhões. Mas ao gigantismo da cifra em moeda nacional se
contrapõe o valor do PIB em dólar, que caiu de US$ 775,51 bilhões para US$ 556,837
bilhões, após a desvalorização cambial em 99. (...) (pág.38)
- O oferecimento de remédios "bom
para otário" pode não afetar os brasileiros com doenças graves, como câncer,
hemofilia, Aids, entre outras. Mas esses pacientes correm o risco maior de ter o seu
estado agravado pelo preço dos medicamentos indicados para seus tratamentos. Na lista da
ABCFarma, destacam-se 79 com preços acima de mil reais - o equivalente a sete salários
mínimos. (...) (pág. 42)
EDITORIAL
"Intolerável" - (...) E
nepotismo, como qualquer imoralidade, não é algo que se possa tolerar se disciplinado.
Deve ser combatido com o mais extremo rigor. A idéia de limitar a dois - ou a 20 - o
número de parentes que podem ser contratados em qualquer dos poderes é inadmissível.
Aceitar cotas para o nepotismo é
semelhante a estabelecer tetos para o suborno ou exigir que o tráfico de drogas seja
feito com moderação: uma idéia disparatada e grosseiramente antiética, que os
congressistas não podem permitir que vingue. (pág. 6)
COLUNAS
(Panorama Político) - Antes mesmo de
desembarcar, o secretário americano de Comércio, William Daley, já disse a que vem
nesta visita à América do Sul: ditar regras, enquadrar quem se desviar do figurino de
Washington e, sobretudo, defender o interesse das empresas de seu país. Falas ríspidas
como a do ministro Rodolpho Tourinho podem se repetir. Pouco importa, desde que os
objetivos sejam alcançados. (...) (pág. 2)
(Ricardo Boechat) - O preço da saca de
feijão já subiu 157% desde dezembro. Passou de R$ 7 para R$ 18.
A alta foi obra oficial. O Governo vem
comprando os estoques dos agricultores para induzi-los a não reduzir o plantio da
próxima safra.
* Fim dos vistos de trabalho inferiores a
90 dias, direitos civis iguais e passaporte único (em cor azul) são algumas das
facilidades que o Grupo Político do Mercosul anunciará em Buenos Aires, amanhã para os
países do bloco.
O acordo entra em vigor ainda no primeiro
semestre. (pág. 18)
CORREIO BRAZILIENSE
- Brasileiro paga mais por remédio que argentino
- Quem ganha salário mínimo no Brasil
gasta mais de 16% da renda para comprar três medicamentos. Na Argentina, menos de 11%. Na
Espanha, França e EUA, não chega a 4%. (pág. 1 e 21)
- O Departamento de Produção Mineral,
órgão do Ministério das Minas e Energia, descobriu que pelo menos sete funcionários
podem causar prejuízo de R$ 500 milhões ao erário com esmeraldas fajutas. (pág. 1 e
10)
- O governador Joaquim Roriz ainda não
esteve na nova sede do GDF. Cercado por poucos amigos, evita debates e só despacha na
residência oficial de Águas Claras. (pág. 1 e 13 e carta ao leitor, pág. 31)
- Repudiada socialmente, a prática de
nomear parentes em empregos públicos é generalizada entre os políticos. Tão arraigada
que a tentativa da relatora da reforma do Judiciário, deputada Zulaiê Cobra, de coibi-la
corre o risco de ser desfigurada. (pág. 1 e 14)
JORNAL
DE BRASÍLIA
- Parceria de Malan abriu caminho para os R$ 4 bi
- Foi um médico cearense de 56 anos que
encontrou a saída - pacientemente, elaborando versões para negociar adesões - para
conseguir os R$ 4 bilhões necessários para viabilizar o Fundo da Pobreza: ao se dispor a
substituir sua terceira proposta, o senador Lúcio Alcântara conseguiu conquistar a
parceria do próprio ministro da Fazenda Pedro Malan, que arrostou a linha dura do FMI e
envolveu os recursos, até então intocáveis, originários das privatizações de
empresas estatais.
Uma surpresa para quem não o conhece, mas
que pareceu um fato absolutamente normal para o senador Pedro Simon (PMDB-RS), para quem,
"se o Governo tem algum projeto polêmico, confia a tarefa ao Lúcio
Alcântara". (pág. 1 e 3-A)
- Qual o real envolvimento do deputado
Augusto Farias, irmão de PC, com Hildebrando Pascoal? E Solange, a ex-assessora de Élcio
Álvares? Ela tem realmente alguma ligação com o crime organizado? Faltam muitas
respostas (e provas) para as suspeitas da CPI. (pág. 1 e 4-A)
- O precoce debate sobre a sucessão de
2002, acirrando a disputa entre os aliados, especialmente nas últimas duas semanas,
surpreendeu o presidente Fernando Henrique Cardoso. E, para defender a frágil harmonia na
base de sustentação ao seu Governo, o Presidente decidiu evitar a discussão de sua
sucessão no noticiário político. Fernando Henrique fará de tudo para retirar o assunto
de pauta. "É preciso colocar panos quentes nessa disputa", explicou o
Presidente. (...) (pág. 3-A)
ZERO HORA
- O projeto de reforma política em exame no Senado ameaça
ainda mais a sobrevivência de pequenos partidos. Além das restrições impostas pela Lei
9.096/95 - como a chamada cláusula de barreira, que estabelece coeficiente de 5% dos
votos válidos nas eleições para a Câmara os Deputados em um terço dos estados para
obtenção de representação parlamentar -, os micropartidos podem também sofrer
restrições no acesso à propaganda em rádio e televisão e à verba do fundo
partidário.
As medidas são sugeridas no relatório da
reforma política elaborado pelo senador Sérgio Machado (PSDB-CE). Se aprovadas pelo
Congresso - que tem demonstrado dificuldade em lidar com o tema -, as limitações podem
afetar a atividade de siglas tradicionais como PPS (oriundo do antigo PCB), PSB e PC do B.
(pág. 6)
- O Governo começa a negociar uma mudança
na lei que permite ao trabalhador abrir mão de direitos, como adicional de férias, 13º
salário e Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Os sindicalistas já preparam o
arsenal de defesa, os empresários apoiam e os especialistas se dividem sobre a
necessidade desse tipo de alteração - embora todos desejem medidas para atenuar o
desemprego.
O núcleo da reforma a ser encaminhada ao
Congresso, explicam o deputado federal Paulo Paim (PT-RS) e o economista José Pastore,
professor da Universidade de São Paulo, é a inclusão de uma ressalva no artigo 7º da
Constituição. A redação manterá os 34 direitos previstos no texto, acrescentando
"desde que não haja manifestação em contrário em acordo ou convenção
coletiva". (pág. 20 e 22)
MANCHETES
ESTADO DE MINAS
- Indústria começa 2000 a todo vapor
O DIA (RJ)
- Como disputar vaga no censo
JORNAL DO COMMERCIO
(PE)
- Poços viram moeda de troca na guerra por
votos
ZERO HORA (RS)
- Justiça gaúcha pune pais que deixam
filhos fora da escola
REVISTAS
ISTOÉ
TÍTULOS DE CAPA
- Uma semana de terror - Acuado pelo
crescimento da violência urbana, o brasileiro incorpora o medo ao seu dia-a-dia e é
obrigado a adotar táticas de sobrevivência. O Governo acorda e apresenta um plano
nacional de segurança pública.
- "A revista Veja divulgou
mentiras" - Wagner Canhedo, presidente da Vasp
O golpe de US$ 13 milhões - Denúncia -
Senador Luiz Otávio é acusado de embolsar recursos do BNDES que devolverá ser acusados
na construção de 13 balsas para incentivar o transporte fluvial do Pará e está prestes
a ser processado no Supremo Tribunal Federal. (pág. 26 e 29)
Dúvidas no ar - Documento mostra que
Ministério recebeu denúncias contra secretário de Ensino Superior e não tomou
providências. (pág. 30 a 31)
Cheiro de pizza - Ação de Brindeiro pode
deixar impunes os responsáveis pelo escândalo dos precatórios. (pág. 32)
CPI sem remédio - Deputados vacilam na
quebra de sigilos e protegem laboratórios. (pág. 34)
Um cotidiano de guerra - Apavorado com a
expansão da violência, o brasileiro evita sair de casa e adota estratégias para
sobreviver à criminalidade nas grandes cidades. (pág. 92 a 98)
VEJA
TÍTULOS DE CAPA
- Gays - O desafio de assumir a identidade
sexual: Como eles e elas contam aos pais.
- Ódio assassino - Skinheads matam
homossexual em São Paulo
Cada parente no seu galho - Proposta de
emenda que acaba com o nepotismo é adiada mais uma vez no Congresso. (pág. 38 a 40)
Se o cheque voar, a Vasp não voa - Canhedo
recebe ultimato da Aeronáutica e volta a pagar à Infraero. (pág. 41)
I© Brasília - Com o esvaziamento das
funções diplomáticas, os embaixadores estrangeiros descobrem a alegria de viver na
capital. (pág. 44 a 48)
A vítima tem 13 anos. (pág. 72 a 74)
"Pai, eu sou gay" - Ouvir essa
frase pode ser um pesadelo, mas dizê-la é quase sempre um momento de alívio na vida de
quem não quer mais esconder da família e dos amigos sua verdadeira opção sexual.
(pág. 104 a 111)
Yes, nós temos - A participação de
estrangeiros no leilão do banco paulista pode elevar o preço em 1 bilhão de reais, mas
ainda há quem prefira que eles sejam mantidos fora do negócio. (pág. 116 a 118)
Ele conseguiu - Pasme: Guilherme Fontes
pode gastar mais dinheiro público. (pág. 136)
ÉPOCA
TÍTULO DE CAPA
- O talento desafia a pobreza - Histórias
de jovens artistas da favela e da periferia
Presidente do "não" - Fernando
Henrique Cardoso rompe com o estilo conciliador, recusa-se a atender pedidos de
governadores e mostra uma faceta desconhecida. (pág. 36 a 37)
A tática do bate-boca - Disputa por
mercado bilionário leva executivos da Ambev e da Kaiser a trocar acusações em público.
(pág. 42)
Receita de preços altos - CPI mostra como
laboratório cobra 25 vezes mais caro que a Fiocruz pelo mesmo produto. (pág. 98 a 99)
O sociólogo do lotação - Claudio
Yamawaki, ex-aluno de FH, hoje está na guerra dos transportes em São Paulo. (pág. 44 a
46)
Aliança em risco - Movimento inédito de
migração de indústrias e de capitais da Argentina para o Brasil agrava crise entre
governos e deixa Mercosul sob ameaça de fracionamento. (pág. 92 a 97)
Receita de preços altos - CPI mostra como
laboratório cobra 25 vezes mais caro que a Fiocruz pelo mesmo produto. (pág. 98 a 99)
Desembarque forçado - O Governo quer a
saída de Wagner Canhedo da Vasp para fazer mudanças na aviação comercial. (pág. 100 a
101)
Guerra ao desperdício - Novo comandante
reduz o poder de brigadeiros habituados a gastar muito na compra de armas. (pág. 102)
Conflito na agenda - Ministro da Fazenda se
irrita com críticas do FMI à pouca eficiência na administração dos gastos sociais.
(pág. 103)
Salto para a vida - Crianças e
adolescentes revelam-se artistas dos pincéis, da dança e da música graças a projetos
mantidos com dinheiro público e privado. (pág. 112 a 115)
A arte da salvação - Meninos de Niterói
mostram com violinos e música clássica que a sofisticação floresce na favela. (pág.
116 a 118)

ATENÇÃO
O Boletim de Acompanhamento Macroeconômico da Secretaria de Política
Econômica, que traz avaliação mensal da conjuntura econômica brasileira (análise e
tendência de preços, salários, juros, balança comercial, contas externas, etc), está
disponível via FTP através do endereço na INTERNET www.fazenda.gov.br,
na área específica de "Publicações". Outras informações atualizadas,
inclusive sobre os resultados do Plano Real, podem ser também obtidas, em português e em
inglês, na página eletrônica do Ministério da Fazenda.
Consulte a homepage da Secretaria de Comunicação Social da
Presidência da República.
O endereço na Internet é www.brasil.gov.br
O telefone para solicitação de publicações é:061-411.4892.
O email da Secretaria de Comunicação Social é: secom@planalto.gov.br |