
14/02/2000
JORNAL DO BRASIL
- Remessas de laboratórios dobraram no
Plano Real
- Os maiores laboratórios multinacionais
do Brasil enviaram cerca de US$ 1,7 bilhão para suas matrizes no exterior, nos últimos
cinco anos. O dinheiro inclui remessa de lucros, royalties e movimentações através da
conta CC-5. O total de remessas praticamente dobrou entre 1995 e o ano passado, na
vigência do Plano Real.
E o aumento das remessas poderia ter sido
maior se não tivesse ocorrido a desvalorização cambial. A Johnson & Johnson, foi a
que remeteu mais para o exterior entre 1995 e 1999: US$ 444,7 milhões.
As remessas não são ilegais e, segundo a
Associação Brasileira da Indústria Farmacêutica, seu total é pequeno, comparado ao
faturamento da indústria no mesmo período: US$ 46,2 bilhões.
Mas o deputado Aloizio Mercadante, líder
do PT na Câmara, suspeita das movimentações via CC-5 e a CPI continua buscando
evidências de superfaturamento e evasão fiscal. (pág. 1 e 11)
- A situação vivida pelos alunos da rede
pública estadual de ensino não é diferente da enfrentada pelos presos. Faltam vagas,
professores e infra-estrutura para atender à demanda escolar no interior dos presídios
no Rio de Janeiro. O problema poderá se agravar quando for aprovada a lei que torna o
estudo nas penitenciárias um fator de remissão das penas. (pág. 1 e 16)
- O diretor-geral do Fundo Monetário
Internacional, Michel Camdessus não vai esquecer nunca o dia em que fez seu último
discurso como diretor do FMI: minutos antes de começar a falar, ontem, numa reunião da
ONU em Bangcoc, levou uma torta no rosto, atirada por representantes do Sindicato
Internacional de Panificadores em solidariedade aos "milhões de desempregados"
da América do Sul, Ásia e ex-União Soviética. (...) (pág. 1 e 12)
- O presidente do Senado, Antonio Carlos
Magalhães (PFL-BA) prometeu ontem lutar para que o novo salário mínimo seja definido
antes da fixação do novo teto salarial para o funcionalismo público ou da concessão de
abono salarial para os juízes federais, que têm greve marcada para o dia 28. "A
nossa vontade é dar um aumento geral, sobretudo para quem ganha pouco", disse ACM. O
impasse sobre o aumento do salário mínimo vai ampliar o diálogo do presidente Fernando
Henrique com a oposição.
O líder do PDT na Câmara, deputado Miro
Teixeira (RJ), já sugeriu uma reunião do Presidente com os líderes de todos os partidos
políticos. E o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) quer que Fernando Henrique compareça à
sessão de reabertura do Congresso, amanhã, para discutir o plano do Governo. (pág. 1, 3
e 4)
- O secretário nacional Antidrogas, Walter
Maierovitch, encaminhou ao Congresso Nacional um relatório das atividades da secretaria
ao longo do ano passado. Pelos dados do secretário, foram apreendidos em poder de
traficantes de todo o País 24 aeronaves, 225 carros e aparelhos eletrônicos e 12
imóveis. Mas Maierovitch imagina que o volume de bens de narcotraficantes confiscados em
1999 seja superior aos números que constam deste balanço preliminar. "Acreditamos
que existam outros bens recolhidos embora não tenham, ainda, nos comunicado", disse.
(...) (pág. 5)
- O Programa de Erradicação do Trabalho
Infantil (Peti) será ampliado este ano, passando a beneficiar 362 mil crianças e
adolescentes, de 7 a 14 anos, em todo País. O anúncio foi feito pelo vice-presidente
Marco Maciel, que previu investimentos de R$ 182 milhões, ao longo de 2000, pelo Governo
federal. (...) (pág. 5)
- (Caracas) - Cerca de 50 ex-militares,
veteranos do golpe frustrado liderado em 1992 pelo hoje presidente Hugo Chávez,
reuniram-se num hotel de Caracas para dar seu apoio ao colega Jesús Urdaneta Hernández.
Ex-diretor do serviço de informações do país, ele se demitiu do cargo entregando ao
procurador-geral do país 46 dossiês de supostos casos de corrupção envolvendo
colaboradores civis de Chávez. Antigos companheiros que participaram da tentativa de
golpe têm lançado nos últimos dias advertências, afirmando que o presidente estaria se
desviando do projeto anticorrupção que foi sua bandeira para proclamar a
"revolução bolivariana". (...) (pág. 7)
COTAÇÕES
- Salário mínimo (fevereiro): R$ 136,00.
Dólar comercial: R$ 1,7639 (compra), R$ 1,7647 (venda). Dólar paralelo: R$ 1,840
(compra), R$ 1,860 (venda). TR do dia 14/01 a 14/02: 0,2224%. TBF do dia 10/01 a 10/03:
1,2709%. (pág. 1)
EDITORIAL
"A âncora verde" - Desde o
começo do Plano Real a agricultura tem funcionado como âncora. Batizada de "âncora
verde" foi ela que mais contribuiu para a estabilidade dos preços no início do
programa de estabilização. O frango chegou a ser tratado como herói, por sua
extraordinária capacidade para manter o preço nas prateleiras dos supermercados.
É curioso, para dizer o mínimo, que a
agricultura esteja sendo redescoberta nesta virada de milênio, por algumas das suas
virtudes pouco divulgadas. Entre elas se encontra o excepcional resultado que proporcionou
ao comércio exterior - área onde o Brasil vem patinando com irritante incapacidade de
gerar superávits. (...) (pág. 8)
COLUNAS
(Coisas da Política - Marcelo de Moraes) -
Alguns dados impressionantes fazem parte do complicado quebra-cabeça eleitoral que
começa a ser montado para as votações municipais deste ano. Segundo levantamento do
Tribunal Superior Eleitoral (TSE), feito em 29 de julho de 1998, 66,19% dos eleitores
brasileiros têm, no máximo, o Primeiro Grau incompleto. Desses, 8,02% são analfabetos,
23,24% sabem apenas ler e escrever e os restantes 34,93% não conseguiram concluir o
Primeiro Grau.
Esse universo significa aproximadamente 70
milhões de pessoas. Em resumo: essa legião gigantesca de pessoas com ensino escolar
precário será responsável - como tem sido em todos os anos anteriores - pela escolha
dos próximos prefeitos e vereadores do Brasil. (...) (pág. 2)
(Informe JB - Ilimar Franco) - Uma nova
crise está para eclodir entre os poderes Executivo e Legislativo por causa da emenda
constitucional que restringe o uso das medidas provisórias (MPs). (...)
Agora, na emenda das MPs, foi o Senado quem
aprovou texto coincidente com o da Câmara. Quando se pronunciar sobre a questão de ordem
feita por Sérgio Miranda, Temer argumentará que a coincidência deve ser declarada pelo
Senado. A palavra está com o senador Antônio Carlos Magalhães. (...) (pág. 6)
FOLHA DE SÃO PAULO
- Ajuste de estados e municípios será
adiado
- Governadores e prefeitos vão ganhar mais
um ano de prazo para cortar gastos com pessoal a partir da aprovação da Lei de
Responsabilidade Fiscal, prevista para março e que substituirá a Lei Camata.
Com isso, estados e municípios poderão
esperar até 2002 para reduzir a 60% o comprometimento da receita com a folha de
pagamento. No caso da União, o limite será de 50%.
A Lei Camata previa os cortes já no ano
que vem. Levantamento do Ministério do Planejamento em 19 estados mostra que 15
ultrapassam o limite para gastos com o Poder Legislativo e 9 para o Executivo.
O Espírito Santo é o estado mais
desajustado. Usa quase 90% da receita com servidores. São Paulo já está perto do
ajuste: gasta 63,66% do que arrecada com funcionários. (pág. 1 e cad. Brasil)
- O alto custo do capital na América
Latina é um obstáculo à competitividade das empresas de tecnologia nessa região do
globo, diz John T. Wall, presidente da Nasdaq Internacional - bolsa eletrônica de Nova
York que reúne companhias do setor tecnológico.
Em entrevista à Folha, o executivo
descarta planos de operar nessa região e minimiza as previsões de que o crescimento
constante do setor está prestes a acabar. (pág. 1 e 1-4)
- Estudo da Associação Nacional dos
Investidores do Mercado de Capitais diz que a troca de ações da Telesp pelas da
Telefónica S/A pode prejudicar os acionistas minoritários. A oferta dos papéis
ordinários é de R$ 36,60. Para a Animec, o justo seria R$ 75,00. (pág. 1 e 2-1)
- O ministro José Carlos Dias (Justiça)
apresenta na sexta-feira ao presidente Fernando Henrique Cardoso projeto que cria 74 mil
vagas em penitenciárias. O programa, de R$ 500 milhões, abandona a proposta anterior de
construir presídios de segurança máxima - as prisões, agora, terão segurança média,
mais barata.
O sistema carcerário do País, considerado
o pior da América Latina, acumula um déficit de 100 mil vagas. (pág. 1 e 4-1)
EDITORIAL
"Locomotiva virtual" - A questão
regional continua em aberto. Paira uma imensa carência de diagnósticos e propostas. Os
dados mais recentes sobre a evolução da indústria paulista mostram, por exemplo, que a
economia do estado continua em rápida transformação. Mas, passado um período em que
alguns empresários e políticos chegaram a lamentar uma suposta desindustrialização, o
tema saiu de cena. (...) (pág. 1-2)
COLUNA
(Painel) - FHC só liberou seus ministros
para fazer campanha eleitoral este ano em seus estados de origem. Não vai permitir que
apareçam apoiando candidatos pelo País. Para evitar atritos na base aliada do Governo,
como ocorreu no último pleito.
* A decisão de FHC de restringir a
atuação de ministros nas campanhas municipais desagrada aqueles que sonham com a
sucessão de 2002. Frase de um ministro tucano presidenciável: "No íntimo, ele
(FHC) ainda não escolheu entre nós qual é seu nome preferido". (pág. 1-4)
O ESTADO DE SÃO PAULO
- Refis começa amanhã sob desconfiança
- Empresários e seus advogados ainda
esperam por mudanças na regulamentação do Programa de Recuperação Fiscal (Refis), que
deverão ser anunciadas hoje. Exigências como a declaração do passivo oculto, uma forma
para denominar o caixa 2 das empresas e a conseqüente sonegação fiscal, assustam os
inadimplentes.
As facilidades oferecidas pela Receita para
a adesão ao plano de parcelamento das dívidas em atraso, que entra amanhã em vigor,
são consideradas insuficientes.
Os empresários querem, por exemplo,
garantia de que, após expor os expedientes usados para fugir da elevada carga
tributária, não sejam enquadrados na Lei do Colarinho Branco.
Outro empecilho é a exigência de
garantias de que pagarão a dívida. Segundo informam, não existe patrimônio em valor
correspondente ao das dívidas fiscais. (pág. 1 e B1)
- Sob pressão da opinião pública para
desocupar imediatamente o sul do Líbano, o primeiro-ministro de Israel, Ehud Barak, disse
ontem que a retirada não poderá ocorrer em menos de dois meses. Na prática, isso
significa uma antecipação da saída israelense daquela região. Durante a campanha
eleitoral, Barak garantiu que a retirada ocorreria até julho. (pág. 1 e A11)
- Surpreso com a antecipação do debate
sobre a eleição de 2002, Fernando Henrique Cardoso deverá fazer tudo para tirar a
discussão do noticiário político e manter a harmonia na base de sustentação de seu
Governo.
No fim da semana, ele interferiu
pessoalmente no PSDB para evitar o assédio aos deputados de PFL, PMDB, PPB e PTB, com o
objetivo de tornar-se a maior bancada da Câmara.
O Presidente disse não imaginar que a
questão de sua sucessão surgiria de forma tão precoce, acirrando a disputa entre seus
aliados. (pág. 1 e A4)
- O diretor-geral do FMI, Michel Camdessus,
reabriu ontem em Bangcoc, na Conferência da ONU sobre Comércio, a polêmica provocada na
semana passada pelas críticas do agente da instituição no Brasil, Lorenzo Perez, ao uso
de recursos da privatização para o Fundo de Pobreza. "Nós no FMI acreditamos que o
importante na estratégia de um país não é resolver o problema dos pobres fazendo
caridade de tempos em tempos", disse.
Ele insistiu em que o Governo deveria usar
esse dinheiro para melhorar a estrutura da dívida pública. Camdessus, que hoje deixa o
cargo após 13 anos, afirmou que é preciso "humanizar a globalização". (pág.
1, B1 e B8)
- A Ford e a GM vão disputar a compra da
empresa coreana insolvente Daewoo e o resultado poderá determinar qual será a maior
montadora de automóveis do mundo. As companhias ocidentais querem crescer na Ásia, que
responderá por 70% da expansão do mercado automobilístico nos próximos anos. Outro
motivo para a disputa é a atenção que os modelos da marca coreana têm atraído nos
EUA. (pág. 1 e The Wall Street Journal Americas)
EDITORIAL
"A alta do petróleo e o Brasil"
- Se depender da Opep, os preços do petróleo não recuam. Isso projeta um cenário bem
mais sombrio para importadores como o Brasil. O absurdo é que a Petrobras já descobriu
reservas suficientes para garantir a auto-suficiência. Só não aumenta a produção por
falta de recursos. (pág. 1 e A3)
COLUNA
(Coluna do Estadão) - Tudo indica que
desta vez o presidente Fernando Henrique está disposto a fazer história no Supremo
Tribunal Federal e indicar uma mulher para a vaga do ministro Octávio Gallotti, que se
aposentará em outubro. Há muitas candidatas no páreo, e já se faz sentir o lobby
dessas respeitáveis senhoras. (pág. A6)
O GLOBO
- Brasil reage às sanções impostas pelos
EUA
- O Governo brasileiro vai cobrar do
secretário de Comércio dos EUA, William Daley, que chegou ontem ao País, explicações
sobre salvaguarda autorizada pelo presidente Bill Clinton para sobretaxar em até 19% uma
série de produtos siderúrgicos.
Além disso, os brasileiros vão entrar
como parte interessada no painel que o Japão acionará contra os EUA na Organização
Mundial do Comércio (OMC) por causa de medidas que restringem a importação de aço,
adotadas no início do ano passado. (pág. 1 e 19)
- Antes do seu último discurso como
diretor-gerente do FMI, Michel Camdessus foi agredido ontem com uma torta no rosto, jogada
por um ativista antiglobalização, na reunião da Unctad, em Bancoc. Camdessus, que passa
o cargo hoje a Stanley Fischer, ia fazer uma advertência aos países ricos sobre as
desigualdades da globalização. (pág. 1 e 21)
- A chamada "empurroterapia" de
remédios em farmácias e drogarias produz um rombo entre R$ 500 milhões e R$ 700
milhões por ano nos cofres públicos, por causa da sonegação de tributos como ICMS, PIS
e Cofins. Esse valor seria suficiente para dobrar o volume anual de recursos aplicados no
programa nacional de distribuição de medicamentos do Sistema Único de Saúde (SUS), que
soma R$ 540 milhões. Um teste feito pelo Laboratório Central de Saúde Pública Noel
Nutels, na semana passada, atestou a qualidade dos primeiros remédios genéricos
lançados no mercado. (pág. 1 e 17)
- O governador do Rio, Anthony Garotinho,
pensou em ligar ontem para o presidente nacional do PDT, Leonel Brizola. Desistiu, depois
de ser desencorajado por um interlocutor do líder pedetista, que informou que o
governador não seria atendido. Apesar de Garotinho ter acenado ontem com uma trégua, em
busca de entendimento, o partido está mergulhado no impasse em torno da posição do PDT
na disputa pela prefeitura do Rio. (...) (pág. 3)
- (São Paulo e Brasília) - O presidente
nacional do PT, deputado José Dirceu (SP), evitou comentar ontem as declarações do
ex-deputado Vladimir Palmeira (RJ), que disse em entrevista no domingo não aceitar
pressões da cúpula nacional do partido em favor do lançamento da vice-governadora
Benedita da Silva à prefeitura do Rio. Vladimir, que se lançou pré-candidato semana
passada, disse esperar que os petistas do Rio escolham livremente, nas prévias, seu
candidato. Apesar de ter dito que não leu as declarações de Vladimir, José Dirceu
admitiu que comentará o assunto com a direção e a bancada federal do PT, a partir de
hoje. (...) (pág. 3)
- A moda da reeleição chegou aos lugares
mais inusitados. Na surdina, a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara aprovou
em 15 de dezembro, último dia dos trabalhos legislativos do ano passado, a reeleição
dos atuais presidentes e vice-presidentes das 15 comissões técnicas. Com isso, eles
passarão a ter mandato de dois anos e não de um, como é hoje. (...) (pág. 4)
- O governador Anthony Garotinho apresentou
ontem um pedido formal de desculpas ao cônsul-geral de Angola no Brasil, Ismael Diogo da
Silva, pela repressão policial contra angolanos no Complexo da Maré. Segundo Garotinho,
os policiais agiram de forma insensata, racista, discriminatória e extrapolaram suas
funções, quando acusaram, sem provas, os imigrantes de estarem a serviço de traficantes
de drogas. O cônsul aceitou as desculpas postas em documento que ele levará hoje para
Angola. (...) (pág. 10)
- A CPI dos Medicamentos deve decidir se
quebra ou não os sigilos bancário e telefônico dos 21 laboratórios investigados por
formação de cartel, traçando o rumo que tomará as investigações da comissão. A
principal preocupação dos integrantes da CPI é garantir resultados práticos, ao
contrário das outras cinco CPIs dos Medicamentos criadas no passado e que não conseguir
comprovar irregularidades. (...) (pág. 18)
EDITORIAL
"Punir a Justiça" - A greve dos
juízes federais por melhores salários, anunciada para o dia 28, ameaça assumir
proporções de crise na Justiça.
Nos últimos dias, o movimento deixou de
ser apenas uma reivindicação dos quase 900 juízes federais do Brasil e já inclui os
juízes trabalhistas, que também ameaçam cruzar os braços. Além disso, um dos efeitos
colaterais da greve, segundo o alerta de um juiz do Acre, será pôr em liberdade cerca de
70 suspeitos de envolvimento com o crime organizado presos graças ao trabalho de CPI do
Narcotráfico.
Assim, o pleito dos magistrados
beneficiaria de imediato o ex-deputado Hildebrando Pascoal, o coronel da PM do Piauí
José Viriato Correia Lima e o ex-deputado estadual do Maranhão José Gerardo de Abreu,
entre outros. (...) (pág. 6)
COLUNAS
(Panorama Político - João Domingos) -
Mais um racha sério na oposição. O PSB formaliza amanhã a saída do bloco
oposicionista no Senado. Na raiz, diz o vice-presidente nacional do PSB, Roberto Amaral,
está a "intolerável hegemonia" do PT. Amaral afirma que o partido não aceita
ser liderado pela senadora petista Heloísa Helena, que em Alagoas comanda as forças
contrárias ao governador Ronaldo Lessa, do PSB. (...) (pág. 2)
(Ricardo Boechat) - O projeto de orçamento
para o ano 2000 elaborado pelo Governo recebeu 8.834 emendas no Congresso. Quase todas já
foram aprovadas. As demais seguem em discussão.
O acréscimo de despesas já é de R$ 3,5
bilhões, e deve chegar a R$ 4 bilhões, segundo o Ministério do Planejamento. (pág. 12)
GAZETA MERCANTIL
- Lobby e subsídio sustentam o caro aço
americano
- (Washington) - Numa entrevista às
vésperas de sua viagem para a América Latina, que o traz ao Brasil hoje, o secretário
americano de Comércio, William Daley, falou sobre a Lei de Patentes brasileira e fez
questão de lembrar que a America On Line integra sua delegação. Perguntado sobre o aço
brasileiro, deixou claro que irá considerar falta de educação caso os anfitriões
insistam em expor demoradamente sobre o assunto. Mas, posteriormente, admitiu conversar
sobre o assunto. Um diálogo sobre o aço seria uma experiência rica para as duas partes.
(...) (pág. 1 e A-4)
- Inconformadas com a minuta de contrato
proposta pela Gaspetro (subsidiária da Petrobras), as empresas distribuidoras de gás
canalizado querem uma reunião urgente com o Governo, pois não aceitam o preço de US$
2,71 por milhão de BTU para o gás natural que será destinado às usinas térmicas.
As distribuidoras alegam que o Governo se
comprometeu com o preço de US$ 2,26 que seria pago à Gaspetro. (pág. 1 e A-7)
- (São Paulo e Rio) - O Brasil retoma,
nesta semana, o seu programa de privatizações com o leilão, na quinta-feira, na Bolsa
do Rio, da Companhia Energética de Pernambuco (Celpe). O valor de venda da última grande
distribuidora de energia do Nordeste, com 1,9 milhão de clientes, pode superar, nas
estimativas do mercado, R$ 2 bilhões (cerca de US$ 1,1 bilhão). (...) (pág. 1 e B-1)
CORREIO BRAZILIENSE
- Você já ouviu falar em florestania?
- No Acre e no Amapá, estados governados
por partidos de esquerda, começa-se a resgatar a dignidade e a cidadania dos habitantes
da floresta. É a chamada florestania. (pág. 1, 3 e 4)
- (Bangcoc) - A despedida de Michel
Camdessus do cargo de diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), ontem, na
capital da Tailândia, foi marcada pelo fato mais desagradável dos 13 anos em que
comandou a instituição. Ao subir no palco para discursar na 10ª Reunião Quadrienal da
Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (Unctad-10), ele foi
atingido por uma torta de creme no rosto. O doce foi jogado por um manifestante contrário
à globalização, o estadunidense Robert Naiman, preso na hora pelos seguranças. O
constrangimento foi geral. Camdessus tentou se proteger com uma pasta, mas Naiman
esfregou-lhe a torta na cara. (...) (pág. 5)
- A idéia de uma retirada antecipada do
Líbano, com ou sem acordo com o governo sírio e libanês, começa a ganhar corpo entre a
classe política israelense, por pressões da opinião pública. O número de soldados
mortos tem aumentado. No ano passado, foram 13 os militares vítimas de ataques do
Hezbollah. Somente este ano, sete soldados morreram no sul do Líbano.
"Dêem um fim à matança. É preciso
abandonar o Líbano o quanto antes", afirmou aos jornalistas o general da reserva
Arié Itah, pai do soldado Tzahi enterrado ontem. Tzahi é o mais recente militar
israelense morto no Líbano, o sétimo este ano, durante os ataques do Hezbollah libanês.
(...) (pág. 10)
JORNAL DE BRASILIA
- Secretário americano chega para negociar
com exigências e sem ofertas
- O secretário de Comércio dos Estados
Unidos, William Daley, estará hoje na Esplanada dos Ministérios e no Palácio do
Planalto. Vem promover negócios dos Estados Unidos, já que o Brasil representa mais da
metade dos interesses na América Latina. Ele vem acompanhado de Richard Fisher, o homem
que tem como missão defender os interesses da indústria norte-americana no exterior e
barrar competidores indesejáveis.
Tanto na Esplanada quanto no Palácio do
Planalto e, especialmente na sede da CNI, onde almoçarão, deverão ouvir a mesma
reclamação: os produtos brasileiros enfrentam barreiras protecionistas no mercados dos
Estados Unidos. Como o intercâmbio comercial entre os dois países supera os US$ 20
bilhões por ano, é de se esperar que a conversa busque um maior equilíbrio nessas
relações e não se limite a uma troca de acusações. (pág. 1 e 4-A)
- Com um jogador inesperado fazendo lances
audaciosos - o governador do Rio, Anthony Garotinho, seduzindo parlamentares para o
inexpressivo PST, sua legenda de reserva para futuras apostas - encerra-se hoje, às 18
horas, o troca-troca de legendas da Câmara.
A composição das bancadas, hoje, primeiro
dia da sessão legislativa de 2000, que definirá os números para o cálculo da
participação dos partidos na Mesa e comissões da Câmara e do Senado em 2001.
Na Câmara, a disputa é mais emocionante
porque representa uma preliminar para a grande disputa pela Presidência, que se travará
entre os deputados Inocêncio Oliveira (PFL) e Aécio Neves (PSDB), candidatos em plena
campanha.
O PFL tem 105 deputados, o PSDB tem 101 e
negocia a formação de um bloco com o PTB, que elevaria seu cacife para 125. O PMDB, com
98 deputados deve formar bloco com o PST de Garotinho para atingir 106. (pág. 1 e 3-A)
ZERO HORA
- A guerra das cervejas, que incluía
intensa briga pelos pontos de bares e restaurantes, ganhou inesperada trégua neste
verão. Brahma e Antarctica, de um lado, e Kaiser, de outro, parecem mais preocupadas com
a polêmica fusão que deve criar a AmBev. Coincidência ou não, a aliança que pode
resultar na terceira maior cervejaria do mundo esfriou as milionárias campanhas de
marketing e a disputa no varejo pela conquista dos pontos de venda ao consumidor. (pág. 4
e 5)
- Um dia antes de deixar o cargo, o
diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Michel Camdessus, pagou o preço
da impopularidade: foi atingido no rosto por uma torta de creme. O ataque partiu do
norte-americano Robert Naiman, militante de uma organização não-governamental contra a
globalização chamada Cinqüenta Anos é Suficiente. (pág. 14)
- O Programa de Financiamento às
Exportações (Proex) deve contar este ano com cerca de R$ 800 milhões, quantia 23%
inferior à do ano passado, de R$ 1 bilhão. Apesar dessa redução, o Banco do Brasil
(BB), que administra os recursos do Proex, prevê que mais pequenas e médias empresas
participem do comércio internacional neste ano. (pág. 17)
- A presidente do Sindicato dos
Trabalhadores em Educação (Cpers-Sindicato), Juçara Dutra, afirmou que, se o governo do
estado mantiver sua posição com relação às reivindicações do magistério, a greve
será certa a partir de 1º de março. De acordo com a dirigente, a entrevista concedida
pela secretária da Educação, Lucia Camini, a Zero Hora, publicada no domingo, dá a
entender que não há possibilidade imediata de acordo entre o estado e os professores.
(pág. 33)
MANCHETES
ESTADO DE MINAS
- Invasão estrangeira
JORNAL DO COMMERCIO
(PE)
- Ministério Público recebe dossiê da
maconha
O DIA (RJ)
- Prefeitura leiloa 12 mil imóveis
ZERO HORA (RS)
- Violência faz 15 mortos em 30 horas

ATENÇÃO
O Boletim de Acompanhamento Macroeconômico da Secretaria de Política
Econômica, que traz avaliação mensal da conjuntura econômica brasileira (análise e
tendência de preços, salários, juros, balança comercial, contas externas, etc), está
disponível via FTP através do endereço na INTERNET www.fazenda.gov.br,
na área específica de "Publicações". Outras informações atualizadas,
inclusive sobre os resultados do Plano Real, podem ser também obtidas, em português e em
inglês, na página eletrônica do Ministério da Fazenda.
Consulte a homepage da Secretaria de Comunicação Social da
Presidência da República.
O endereço na Internet é www.brasil.gov.br
O telefone para solicitação de publicações é:061-411.4892.
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