14/02/2000

JORNAL DO BRASIL

- Remessas de laboratórios dobraram no Plano Real

- Os maiores laboratórios multinacionais do Brasil enviaram cerca de US$ 1,7 bilhão para suas matrizes no exterior, nos últimos cinco anos. O dinheiro inclui remessa de lucros, royalties e movimentações através da conta CC-5. O total de remessas praticamente dobrou entre 1995 e o ano passado, na vigência do Plano Real.

E o aumento das remessas poderia ter sido maior se não tivesse ocorrido a desvalorização cambial. A Johnson & Johnson, foi a que remeteu mais para o exterior entre 1995 e 1999: US$ 444,7 milhões.

As remessas não são ilegais e, segundo a Associação Brasileira da Indústria Farmacêutica, seu total é pequeno, comparado ao faturamento da indústria no mesmo período: US$ 46,2 bilhões.

Mas o deputado Aloizio Mercadante, líder do PT na Câmara, suspeita das movimentações via CC-5 e a CPI continua buscando evidências de superfaturamento e evasão fiscal. (pág. 1 e 11)

- A situação vivida pelos alunos da rede pública estadual de ensino não é diferente da enfrentada pelos presos. Faltam vagas, professores e infra-estrutura para atender à demanda escolar no interior dos presídios no Rio de Janeiro. O problema poderá se agravar quando for aprovada a lei que torna o estudo nas penitenciárias um fator de remissão das penas. (pág. 1 e 16)

- O diretor-geral do Fundo Monetário Internacional, Michel Camdessus não vai esquecer nunca o dia em que fez seu último discurso como diretor do FMI: minutos antes de começar a falar, ontem, numa reunião da ONU em Bangcoc, levou uma torta no rosto, atirada por representantes do Sindicato Internacional de Panificadores em solidariedade aos "milhões de desempregados" da América do Sul, Ásia e ex-União Soviética. (...) (pág. 1 e 12)

- O presidente do Senado, Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) prometeu ontem lutar para que o novo salário mínimo seja definido antes da fixação do novo teto salarial para o funcionalismo público ou da concessão de abono salarial para os juízes federais, que têm greve marcada para o dia 28. "A nossa vontade é dar um aumento geral, sobretudo para quem ganha pouco", disse ACM. O impasse sobre o aumento do salário mínimo vai ampliar o diálogo do presidente Fernando Henrique com a oposição.

O líder do PDT na Câmara, deputado Miro Teixeira (RJ), já sugeriu uma reunião do Presidente com os líderes de todos os partidos políticos. E o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) quer que Fernando Henrique compareça à sessão de reabertura do Congresso, amanhã, para discutir o plano do Governo. (pág. 1, 3 e 4)

- O secretário nacional Antidrogas, Walter Maierovitch, encaminhou ao Congresso Nacional um relatório das atividades da secretaria ao longo do ano passado. Pelos dados do secretário, foram apreendidos em poder de traficantes de todo o País 24 aeronaves, 225 carros e aparelhos eletrônicos e 12 imóveis. Mas Maierovitch imagina que o volume de bens de narcotraficantes confiscados em 1999 seja superior aos números que constam deste balanço preliminar. "Acreditamos que existam outros bens recolhidos embora não tenham, ainda, nos comunicado", disse. (...) (pág. 5)

- O Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti) será ampliado este ano, passando a beneficiar 362 mil crianças e adolescentes, de 7 a 14 anos, em todo País. O anúncio foi feito pelo vice-presidente Marco Maciel, que previu investimentos de R$ 182 milhões, ao longo de 2000, pelo Governo federal. (...) (pág. 5)

- (Caracas) - Cerca de 50 ex-militares, veteranos do golpe frustrado liderado em 1992 pelo hoje presidente Hugo Chávez, reuniram-se num hotel de Caracas para dar seu apoio ao colega Jesús Urdaneta Hernández. Ex-diretor do serviço de informações do país, ele se demitiu do cargo entregando ao procurador-geral do país 46 dossiês de supostos casos de corrupção envolvendo colaboradores civis de Chávez. Antigos companheiros que participaram da tentativa de golpe têm lançado nos últimos dias advertências, afirmando que o presidente estaria se desviando do projeto anticorrupção que foi sua bandeira para proclamar a "revolução bolivariana". (...) (pág. 7)

COTAÇÕES

- Salário mínimo (fevereiro): R$ 136,00. Dólar comercial: R$ 1,7639 (compra), R$ 1,7647 (venda). Dólar paralelo: R$ 1,840 (compra), R$ 1,860 (venda). TR do dia 14/01 a 14/02: 0,2224%. TBF do dia 10/01 a 10/03: 1,2709%. (pág. 1)

EDITORIAL

"A âncora verde" - Desde o começo do Plano Real a agricultura tem funcionado como âncora. Batizada de "âncora verde" foi ela que mais contribuiu para a estabilidade dos preços no início do programa de estabilização. O frango chegou a ser tratado como herói, por sua extraordinária capacidade para manter o preço nas prateleiras dos supermercados.

É curioso, para dizer o mínimo, que a agricultura esteja sendo redescoberta nesta virada de milênio, por algumas das suas virtudes pouco divulgadas. Entre elas se encontra o excepcional resultado que proporcionou ao comércio exterior - área onde o Brasil vem patinando com irritante incapacidade de gerar superávits. (...) (pág. 8)

COLUNAS

(Coisas da Política - Marcelo de Moraes) - Alguns dados impressionantes fazem parte do complicado quebra-cabeça eleitoral que começa a ser montado para as votações municipais deste ano. Segundo levantamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), feito em 29 de julho de 1998, 66,19% dos eleitores brasileiros têm, no máximo, o Primeiro Grau incompleto. Desses, 8,02% são analfabetos, 23,24% sabem apenas ler e escrever e os restantes 34,93% não conseguiram concluir o Primeiro Grau.

Esse universo significa aproximadamente 70 milhões de pessoas. Em resumo: essa legião gigantesca de pessoas com ensino escolar precário será responsável - como tem sido em todos os anos anteriores - pela escolha dos próximos prefeitos e vereadores do Brasil. (...) (pág. 2)

(Informe JB - Ilimar Franco) - Uma nova crise está para eclodir entre os poderes Executivo e Legislativo por causa da emenda constitucional que restringe o uso das medidas provisórias (MPs). (...)

Agora, na emenda das MPs, foi o Senado quem aprovou texto coincidente com o da Câmara. Quando se pronunciar sobre a questão de ordem feita por Sérgio Miranda, Temer argumentará que a coincidência deve ser declarada pelo Senado. A palavra está com o senador Antônio Carlos Magalhães. (...) (pág. 6)

FOLHA DE SÃO PAULO

- Ajuste de estados e municípios será adiado

- Governadores e prefeitos vão ganhar mais um ano de prazo para cortar gastos com pessoal a partir da aprovação da Lei de Responsabilidade Fiscal, prevista para março e que substituirá a Lei Camata.

Com isso, estados e municípios poderão esperar até 2002 para reduzir a 60% o comprometimento da receita com a folha de pagamento. No caso da União, o limite será de 50%.

A Lei Camata previa os cortes já no ano que vem. Levantamento do Ministério do Planejamento em 19 estados mostra que 15 ultrapassam o limite para gastos com o Poder Legislativo e 9 para o Executivo.

O Espírito Santo é o estado mais desajustado. Usa quase 90% da receita com servidores. São Paulo já está perto do ajuste: gasta 63,66% do que arrecada com funcionários. (pág. 1 e cad. Brasil)

- O alto custo do capital na América Latina é um obstáculo à competitividade das empresas de tecnologia nessa região do globo, diz John T. Wall, presidente da Nasdaq Internacional - bolsa eletrônica de Nova York que reúne companhias do setor tecnológico.

Em entrevista à Folha, o executivo descarta planos de operar nessa região e minimiza as previsões de que o crescimento constante do setor está prestes a acabar. (pág. 1 e 1-4)

- Estudo da Associação Nacional dos Investidores do Mercado de Capitais diz que a troca de ações da Telesp pelas da Telefónica S/A pode prejudicar os acionistas minoritários. A oferta dos papéis ordinários é de R$ 36,60. Para a Animec, o justo seria R$ 75,00. (pág. 1 e 2-1)

- O ministro José Carlos Dias (Justiça) apresenta na sexta-feira ao presidente Fernando Henrique Cardoso projeto que cria 74 mil vagas em penitenciárias. O programa, de R$ 500 milhões, abandona a proposta anterior de construir presídios de segurança máxima - as prisões, agora, terão segurança média, mais barata.

O sistema carcerário do País, considerado o pior da América Latina, acumula um déficit de 100 mil vagas. (pág. 1 e 4-1)

EDITORIAL

"Locomotiva virtual" - A questão regional continua em aberto. Paira uma imensa carência de diagnósticos e propostas. Os dados mais recentes sobre a evolução da indústria paulista mostram, por exemplo, que a economia do estado continua em rápida transformação. Mas, passado um período em que alguns empresários e políticos chegaram a lamentar uma suposta desindustrialização, o tema saiu de cena. (...) (pág. 1-2)

COLUNA

(Painel) - FHC só liberou seus ministros para fazer campanha eleitoral este ano em seus estados de origem. Não vai permitir que apareçam apoiando candidatos pelo País. Para evitar atritos na base aliada do Governo, como ocorreu no último pleito.

* A decisão de FHC de restringir a atuação de ministros nas campanhas municipais desagrada aqueles que sonham com a sucessão de 2002. Frase de um ministro tucano presidenciável: "No íntimo, ele (FHC) ainda não escolheu entre nós qual é seu nome preferido". (pág. 1-4)

O ESTADO DE SÃO PAULO

- Refis começa amanhã sob desconfiança

- Empresários e seus advogados ainda esperam por mudanças na regulamentação do Programa de Recuperação Fiscal (Refis), que deverão ser anunciadas hoje. Exigências como a declaração do passivo oculto, uma forma para denominar o caixa 2 das empresas e a conseqüente sonegação fiscal, assustam os inadimplentes.

As facilidades oferecidas pela Receita para a adesão ao plano de parcelamento das dívidas em atraso, que entra amanhã em vigor, são consideradas insuficientes.

Os empresários querem, por exemplo, garantia de que, após expor os expedientes usados para fugir da elevada carga tributária, não sejam enquadrados na Lei do Colarinho Branco.

Outro empecilho é a exigência de garantias de que pagarão a dívida. Segundo informam, não existe patrimônio em valor correspondente ao das dívidas fiscais. (pág. 1 e B1)

- Sob pressão da opinião pública para desocupar imediatamente o sul do Líbano, o primeiro-ministro de Israel, Ehud Barak, disse ontem que a retirada não poderá ocorrer em menos de dois meses. Na prática, isso significa uma antecipação da saída israelense daquela região. Durante a campanha eleitoral, Barak garantiu que a retirada ocorreria até julho. (pág. 1 e A11)

- Surpreso com a antecipação do debate sobre a eleição de 2002, Fernando Henrique Cardoso deverá fazer tudo para tirar a discussão do noticiário político e manter a harmonia na base de sustentação de seu Governo.

No fim da semana, ele interferiu pessoalmente no PSDB para evitar o assédio aos deputados de PFL, PMDB, PPB e PTB, com o objetivo de tornar-se a maior bancada da Câmara.

O Presidente disse não imaginar que a questão de sua sucessão surgiria de forma tão precoce, acirrando a disputa entre seus aliados. (pág. 1 e A4)

- O diretor-geral do FMI, Michel Camdessus, reabriu ontem em Bangcoc, na Conferência da ONU sobre Comércio, a polêmica provocada na semana passada pelas críticas do agente da instituição no Brasil, Lorenzo Perez, ao uso de recursos da privatização para o Fundo de Pobreza. "Nós no FMI acreditamos que o importante na estratégia de um país não é resolver o problema dos pobres fazendo caridade de tempos em tempos", disse.

Ele insistiu em que o Governo deveria usar esse dinheiro para melhorar a estrutura da dívida pública. Camdessus, que hoje deixa o cargo após 13 anos, afirmou que é preciso "humanizar a globalização". (pág. 1, B1 e B8)

- A Ford e a GM vão disputar a compra da empresa coreana insolvente Daewoo e o resultado poderá determinar qual será a maior montadora de automóveis do mundo. As companhias ocidentais querem crescer na Ásia, que responderá por 70% da expansão do mercado automobilístico nos próximos anos. Outro motivo para a disputa é a atenção que os modelos da marca coreana têm atraído nos EUA. (pág. 1 e The Wall Street Journal Americas)

EDITORIAL

"A alta do petróleo e o Brasil" - Se depender da Opep, os preços do petróleo não recuam. Isso projeta um cenário bem mais sombrio para importadores como o Brasil. O absurdo é que a Petrobras já descobriu reservas suficientes para garantir a auto-suficiência. Só não aumenta a produção por falta de recursos. (pág. 1 e A3)

COLUNA

(Coluna do Estadão) - Tudo indica que desta vez o presidente Fernando Henrique está disposto a fazer história no Supremo Tribunal Federal e indicar uma mulher para a vaga do ministro Octávio Gallotti, que se aposentará em outubro. Há muitas candidatas no páreo, e já se faz sentir o lobby dessas respeitáveis senhoras. (pág. A6)

O GLOBO

- Brasil reage às sanções impostas pelos EUA

- O Governo brasileiro vai cobrar do secretário de Comércio dos EUA, William Daley, que chegou ontem ao País, explicações sobre salvaguarda autorizada pelo presidente Bill Clinton para sobretaxar em até 19% uma série de produtos siderúrgicos.

Além disso, os brasileiros vão entrar como parte interessada no painel que o Japão acionará contra os EUA na Organização Mundial do Comércio (OMC) por causa de medidas que restringem a importação de aço, adotadas no início do ano passado. (pág. 1 e 19)

- Antes do seu último discurso como diretor-gerente do FMI, Michel Camdessus foi agredido ontem com uma torta no rosto, jogada por um ativista antiglobalização, na reunião da Unctad, em Bancoc. Camdessus, que passa o cargo hoje a Stanley Fischer, ia fazer uma advertência aos países ricos sobre as desigualdades da globalização. (pág. 1 e 21)

- A chamada "empurroterapia" de remédios em farmácias e drogarias produz um rombo entre R$ 500 milhões e R$ 700 milhões por ano nos cofres públicos, por causa da sonegação de tributos como ICMS, PIS e Cofins. Esse valor seria suficiente para dobrar o volume anual de recursos aplicados no programa nacional de distribuição de medicamentos do Sistema Único de Saúde (SUS), que soma R$ 540 milhões. Um teste feito pelo Laboratório Central de Saúde Pública Noel Nutels, na semana passada, atestou a qualidade dos primeiros remédios genéricos lançados no mercado. (pág. 1 e 17)

- O governador do Rio, Anthony Garotinho, pensou em ligar ontem para o presidente nacional do PDT, Leonel Brizola. Desistiu, depois de ser desencorajado por um interlocutor do líder pedetista, que informou que o governador não seria atendido. Apesar de Garotinho ter acenado ontem com uma trégua, em busca de entendimento, o partido está mergulhado no impasse em torno da posição do PDT na disputa pela prefeitura do Rio. (...) (pág. 3)

- (São Paulo e Brasília) - O presidente nacional do PT, deputado José Dirceu (SP), evitou comentar ontem as declarações do ex-deputado Vladimir Palmeira (RJ), que disse em entrevista no domingo não aceitar pressões da cúpula nacional do partido em favor do lançamento da vice-governadora Benedita da Silva à prefeitura do Rio. Vladimir, que se lançou pré-candidato semana passada, disse esperar que os petistas do Rio escolham livremente, nas prévias, seu candidato. Apesar de ter dito que não leu as declarações de Vladimir, José Dirceu admitiu que comentará o assunto com a direção e a bancada federal do PT, a partir de hoje. (...) (pág. 3)

- A moda da reeleição chegou aos lugares mais inusitados. Na surdina, a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara aprovou em 15 de dezembro, último dia dos trabalhos legislativos do ano passado, a reeleição dos atuais presidentes e vice-presidentes das 15 comissões técnicas. Com isso, eles passarão a ter mandato de dois anos e não de um, como é hoje. (...) (pág. 4)

- O governador Anthony Garotinho apresentou ontem um pedido formal de desculpas ao cônsul-geral de Angola no Brasil, Ismael Diogo da Silva, pela repressão policial contra angolanos no Complexo da Maré. Segundo Garotinho, os policiais agiram de forma insensata, racista, discriminatória e extrapolaram suas funções, quando acusaram, sem provas, os imigrantes de estarem a serviço de traficantes de drogas. O cônsul aceitou as desculpas postas em documento que ele levará hoje para Angola. (...) (pág. 10)

- A CPI dos Medicamentos deve decidir se quebra ou não os sigilos bancário e telefônico dos 21 laboratórios investigados por formação de cartel, traçando o rumo que tomará as investigações da comissão. A principal preocupação dos integrantes da CPI é garantir resultados práticos, ao contrário das outras cinco CPIs dos Medicamentos criadas no passado e que não conseguir comprovar irregularidades. (...) (pág. 18)

EDITORIAL

"Punir a Justiça" - A greve dos juízes federais por melhores salários, anunciada para o dia 28, ameaça assumir proporções de crise na Justiça.

Nos últimos dias, o movimento deixou de ser apenas uma reivindicação dos quase 900 juízes federais do Brasil e já inclui os juízes trabalhistas, que também ameaçam cruzar os braços. Além disso, um dos efeitos colaterais da greve, segundo o alerta de um juiz do Acre, será pôr em liberdade cerca de 70 suspeitos de envolvimento com o crime organizado presos graças ao trabalho de CPI do Narcotráfico.

Assim, o pleito dos magistrados beneficiaria de imediato o ex-deputado Hildebrando Pascoal, o coronel da PM do Piauí José Viriato Correia Lima e o ex-deputado estadual do Maranhão José Gerardo de Abreu, entre outros. (...) (pág. 6)

COLUNAS

(Panorama Político - João Domingos) - Mais um racha sério na oposição. O PSB formaliza amanhã a saída do bloco oposicionista no Senado. Na raiz, diz o vice-presidente nacional do PSB, Roberto Amaral, está a "intolerável hegemonia" do PT. Amaral afirma que o partido não aceita ser liderado pela senadora petista Heloísa Helena, que em Alagoas comanda as forças contrárias ao governador Ronaldo Lessa, do PSB. (...) (pág. 2)

(Ricardo Boechat) - O projeto de orçamento para o ano 2000 elaborado pelo Governo recebeu 8.834 emendas no Congresso. Quase todas já foram aprovadas. As demais seguem em discussão.

O acréscimo de despesas já é de R$ 3,5 bilhões, e deve chegar a R$ 4 bilhões, segundo o Ministério do Planejamento. (pág. 12)

GAZETA MERCANTIL

- Lobby e subsídio sustentam o caro aço americano

- (Washington) - Numa entrevista às vésperas de sua viagem para a América Latina, que o traz ao Brasil hoje, o secretário americano de Comércio, William Daley, falou sobre a Lei de Patentes brasileira e fez questão de lembrar que a America On Line integra sua delegação. Perguntado sobre o aço brasileiro, deixou claro que irá considerar falta de educação caso os anfitriões insistam em expor demoradamente sobre o assunto. Mas, posteriormente, admitiu conversar sobre o assunto. Um diálogo sobre o aço seria uma experiência rica para as duas partes. (...) (pág. 1 e A-4)

- Inconformadas com a minuta de contrato proposta pela Gaspetro (subsidiária da Petrobras), as empresas distribuidoras de gás canalizado querem uma reunião urgente com o Governo, pois não aceitam o preço de US$ 2,71 por milhão de BTU para o gás natural que será destinado às usinas térmicas.

As distribuidoras alegam que o Governo se comprometeu com o preço de US$ 2,26 que seria pago à Gaspetro. (pág. 1 e A-7)

- (São Paulo e Rio) - O Brasil retoma, nesta semana, o seu programa de privatizações com o leilão, na quinta-feira, na Bolsa do Rio, da Companhia Energética de Pernambuco (Celpe). O valor de venda da última grande distribuidora de energia do Nordeste, com 1,9 milhão de clientes, pode superar, nas estimativas do mercado, R$ 2 bilhões (cerca de US$ 1,1 bilhão). (...) (pág. 1 e B-1)

CORREIO BRAZILIENSE

- Você já ouviu falar em florestania?

- No Acre e no Amapá, estados governados por partidos de esquerda, começa-se a resgatar a dignidade e a cidadania dos habitantes da floresta. É a chamada florestania. (pág. 1, 3 e 4)

- (Bangcoc) - A despedida de Michel Camdessus do cargo de diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), ontem, na capital da Tailândia, foi marcada pelo fato mais desagradável dos 13 anos em que comandou a instituição. Ao subir no palco para discursar na 10ª Reunião Quadrienal da Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (Unctad-10), ele foi atingido por uma torta de creme no rosto. O doce foi jogado por um manifestante contrário à globalização, o estadunidense Robert Naiman, preso na hora pelos seguranças. O constrangimento foi geral. Camdessus tentou se proteger com uma pasta, mas Naiman esfregou-lhe a torta na cara. (...) (pág. 5)

- A idéia de uma retirada antecipada do Líbano, com ou sem acordo com o governo sírio e libanês, começa a ganhar corpo entre a classe política israelense, por pressões da opinião pública. O número de soldados mortos tem aumentado. No ano passado, foram 13 os militares vítimas de ataques do Hezbollah. Somente este ano, sete soldados morreram no sul do Líbano.

"Dêem um fim à matança. É preciso abandonar o Líbano o quanto antes", afirmou aos jornalistas o general da reserva Arié Itah, pai do soldado Tzahi enterrado ontem. Tzahi é o mais recente militar israelense morto no Líbano, o sétimo este ano, durante os ataques do Hezbollah libanês. (...) (pág. 10)

JORNAL DE BRASILIA

- Secretário americano chega para negociar com exigências e sem ofertas

- O secretário de Comércio dos Estados Unidos, William Daley, estará hoje na Esplanada dos Ministérios e no Palácio do Planalto. Vem promover negócios dos Estados Unidos, já que o Brasil representa mais da metade dos interesses na América Latina. Ele vem acompanhado de Richard Fisher, o homem que tem como missão defender os interesses da indústria norte-americana no exterior e barrar competidores indesejáveis.

Tanto na Esplanada quanto no Palácio do Planalto e, especialmente na sede da CNI, onde almoçarão, deverão ouvir a mesma reclamação: os produtos brasileiros enfrentam barreiras protecionistas no mercados dos Estados Unidos. Como o intercâmbio comercial entre os dois países supera os US$ 20 bilhões por ano, é de se esperar que a conversa busque um maior equilíbrio nessas relações e não se limite a uma troca de acusações. (pág. 1 e 4-A)

- Com um jogador inesperado fazendo lances audaciosos - o governador do Rio, Anthony Garotinho, seduzindo parlamentares para o inexpressivo PST, sua legenda de reserva para futuras apostas - encerra-se hoje, às 18 horas, o troca-troca de legendas da Câmara.

A composição das bancadas, hoje, primeiro dia da sessão legislativa de 2000, que definirá os números para o cálculo da participação dos partidos na Mesa e comissões da Câmara e do Senado em 2001.

Na Câmara, a disputa é mais emocionante porque representa uma preliminar para a grande disputa pela Presidência, que se travará entre os deputados Inocêncio Oliveira (PFL) e Aécio Neves (PSDB), candidatos em plena campanha.

O PFL tem 105 deputados, o PSDB tem 101 e negocia a formação de um bloco com o PTB, que elevaria seu cacife para 125. O PMDB, com 98 deputados deve formar bloco com o PST de Garotinho para atingir 106. (pág. 1 e 3-A)

ZERO HORA

- A guerra das cervejas, que incluía intensa briga pelos pontos de bares e restaurantes, ganhou inesperada trégua neste verão. Brahma e Antarctica, de um lado, e Kaiser, de outro, parecem mais preocupadas com a polêmica fusão que deve criar a AmBev. Coincidência ou não, a aliança que pode resultar na terceira maior cervejaria do mundo esfriou as milionárias campanhas de marketing e a disputa no varejo pela conquista dos pontos de venda ao consumidor. (pág. 4 e 5)

- Um dia antes de deixar o cargo, o diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Michel Camdessus, pagou o preço da impopularidade: foi atingido no rosto por uma torta de creme. O ataque partiu do norte-americano Robert Naiman, militante de uma organização não-governamental contra a globalização chamada Cinqüenta Anos é Suficiente. (pág. 14)

- O Programa de Financiamento às Exportações (Proex) deve contar este ano com cerca de R$ 800 milhões, quantia 23% inferior à do ano passado, de R$ 1 bilhão. Apesar dessa redução, o Banco do Brasil (BB), que administra os recursos do Proex, prevê que mais pequenas e médias empresas participem do comércio internacional neste ano. (pág. 17)

- A presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Cpers-Sindicato), Juçara Dutra, afirmou que, se o governo do estado mantiver sua posição com relação às reivindicações do magistério, a greve será certa a partir de 1º de março. De acordo com a dirigente, a entrevista concedida pela secretária da Educação, Lucia Camini, a Zero Hora, publicada no domingo, dá a entender que não há possibilidade imediata de acordo entre o estado e os professores. (pág. 33)

MANCHETES

ESTADO DE MINAS

- Invasão estrangeira

JORNAL DO COMMERCIO (PE)

- Ministério Público recebe dossiê da maconha

O DIA (RJ)

- Prefeitura leiloa 12 mil imóveis

ZERO HORA (RS)

- Violência faz 15 mortos em 30 horas

ATENÇÃO

O Boletim de Acompanhamento Macroeconômico da Secretaria de Política Econômica, que traz avaliação mensal da conjuntura econômica brasileira (análise e tendência de preços, salários, juros, balança comercial, contas externas, etc), está disponível via FTP através do endereço na INTERNET www.fazenda.gov.br, na área específica de "Publicações". Outras informações atualizadas, inclusive sobre os resultados do Plano Real, podem ser também obtidas, em português e em inglês, na página eletrônica do Ministério da Fazenda.

Consulte a homepage da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.

O endereço na Internet é www.brasil.gov.br

O telefone para solicitação de publicações é:061-411.4892.

O email da Secretaria de Comunicação Social é: secom@planalto.gov.br