
20/02/2000
JORNAL DO BRASIL
- Cresce número de jovens de classe média em
crimes
- É cada vez maior o número de jovens de classes
média e alta envolvidos em crimes como o que levou à prisão, semana passada, de
Maurício Chaves da Silveira, o Mauricinho Botafogo, acusado de integrar uma quadrilha de
jovens da Zona Sul especializada em assaltos a prédios de luxo. Um problema que, nas
estatísticas do Juizado da Infância e da Juventude, começa bem antes dos 25 anos de
Mauricinho: de 1998 para 1999 o percentual de adolescentes envolvidos em crimes pulou de
2% para 15%. Seus relatos revelam que os motivos vão desde a perda do poder aquisitivo -
muitos começaram a roubar para manter o padrão de vida - até o distanciamento dos pais,
passando, freqüentemente, pelo uso de drogas. Nos relatos dos pais, o desencanto de quem
descobriu, tarde demais, que o sonho planejado para os filhos acabou em pesadelo. Segundo
o psicoterapeuta Sócrates Nolasco, os jovens estão órfãos de modelos do bem e buscam
nos traficantes o herói moderno. (pág. 1, 17 e 18)
- A volta do salário mínimo regional é uma
proposta que vem ganhando força dentro do Governo. O objetivo é estabelecer um piso
nacional, que seria usado como referência pela Previdência Social, e vários estaduais
ou regionais. Isso permitiria a concessão de aumentos salariais mais significativos nas
regiões desenvolvidas, onde o custo de vida é mais alto.
A equipe que está estudando o assunto é comandada
pelo secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Edward Amadeo. Para os
técnicos a regionalização não deve provocar migração de trabalhadores. Economistas e
sindicalistas discordam.
O professor Márcio Pochmann, da Unicamp, considera
a regionalização um retrocesso. Para ele, "vai consolidar a desigualdade de
renda". A opinião é compartilhada pelo presidente da CUT, Vicente Paulo da Silva, o
Vicentinho, que defende um mínimo de US$ 150. (pág. 1 e cad. Economia, pág. 2)
- Nas duas fazendas gaúchas que deram origem ao
Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), o sonho inicial da agricultura
coletiva acabou e os trabalhadores rurais se transformaram em pequenos proprietários. Já
em São Paulo, os assentamentos mais antigos registram muitas histórias de sucesso e
poucas de fracasso. Na Fazenda Pirituba, no sudoeste do estado, os agricultores melhoraram
de vida e se mostram orgulhosos. Mas em um assentamento do Pontal de Paranapanema
numerosas famílias chegaram a abandonar as terras. (pág. 1, 15 e 16)
- O PSDB fez uma jogada política de alto risco ao
formar o bloco com o PTB. O desgaste que a medida trouxe ao partido pode lhe tirar das
mãos a tão sonhada presidência da Câmara, no ano que vem. Mais do que uma questão
aritmética, parlamentares mais experientes afirmam que a eleição do presidente da Casa
é uma questão política. E os tucanos terão que negociar com o PMDB ou com o próprio
PFL. (pág. 1 e 2)
- Não é só no plano nacional que o PSDB busca
recuperar o espaço perdido para outras agremiações. Também no Rio o partido se
articula para reconquistar o prestígio da época em que era poder na administração
estadual. Na Assembléia Legislativa, os tucanos também estão negociando a formação de
um bloco, nos mesmos moldes do que foi fechado na Câmara, em Brasília, esta semana. E
nas eleições municipais, a expectativa é nada menos do que ter o maior número de votos
no estado.
"Estamos conversando com a Solange Amaral e o
Eider Dantas, do PTB, e também com o pastor Divino, do PF, no sentido de formar um bloco
parlamentar na Assembléia", revela o deputado Paulo Melo, presidente regional do
PSDB. "Nosso objetivo não é fazer oposição raivosa ao governo Garotinho, mas
ganhar mais força para participarmos das comissões temáticas", faz questão de
ressalvar. (...) (pág. 2)
- O encontro do papa João Paulo II, na próxima
quinta-feira, no Cairo, com o líder religioso islâmico Mohammed Sayed Tantawi põe em
evidência uma das religiões que mais crescem no mundo. O número de seguidores está em
declínio no Rio, mas em São Paulo já existem 20 mesquitas. Os muçulmanos do Rio são
discretos em seus hábitos religiosos e grande parte do tempo consagrado ao culto é
dedicado à reflexão. (pág. 1 e 8)
- O presidente Fernando Henrique Cardoso não se
abalará se o PFL entregar os cargos que tem no primeiro escalão - e se sentirá até
aliviado se isso acontecer. Se o PFL quer independência, também o Presidente deseja mais
liberdade para governar, abandonando a condição de refém de aliados que exigem
barganhas a cada votação no Congresso.
Em reunião marcada para quinta-feira, o PFL
ratificará a posição de independência e condicionará seus votos ao aumento do
salário mínimo para US$ 100. Mas não entregará os cargos que ganhou: quatro
ministérios - Previdência, Minas e Energia, Esportes e Turismo, e Meio Ambiente -, a
presidência e todas as diretorias da Caixa Econômica Federal e uma importante diretoria
da Petrobras. "Não vamos mais dizer sim quando tivermos que dizer não",
afirmou o líder do PFL, no Senado, Hugo Napoleão (PI). (...) (pág. 3)
- Um dos serviços de informática mais rentáveis
do País - o processamento de dados do cadastro nacional de 25 milhões de veículos e 23
milhões de carteiras de habilitação - é o motivo de conflito entre o Denatran, o
órgão do Ministério da Justiça encarregado de executar a política nacional de
Trânsito, e a Montreal Informática, uma das maiores empresas privadas do País no ramo,
com sede no Rio de Janeiro. (...) (pág. 13)
EDITORIAL
"Língua ferida" - A seção Língua Viva
chamou a atenção para o uso abusivo de neologismos que se introduzem no idioma,
contribuindo às vezes para estimulá-lo, às vezes para prejudicá-lo. Utilizou-se o
exemplo do verbo disponibilizar, muito usado no meio empresarial. Trata-se de palavra
nova, aceita por uns, detestada por outros, por enquanto registrada apenas na nova
edição do Aurélio, ausente dos outros dicionários. Aparentemente é uma questão
subjetiva, esta de aceitar ou não as novas palavras que chovem de todos os lados,
sobretudo as de mau gosto. Acima de tudo se trata de proteger o idioma, o mais importante
símbolo da unidade nacional. (...) (pág. 10)
COLUNAS
(Coisas da Política - Dora Kramer) - Soa um tanto
excessiva essa indignação toda do PFL com o golpe de mão que levou do Palácio do
Planalto na Câmara. Está certo, o partido perdeu uma parada quando o PSDB foi buscar no
PTB uma solução numérica para assumir a condição de bancada majoritária. Mas foi só
uma parada, e os pefelistas sabem perfeitamente bem que politicamente por ora ela não
altera grande coisa. (...) (pág. 2)
(Informe JB - Luciana Nunes Leal) - A Secretaria de
Direito Econômico, do Ministério da Justiça, começou a receber as defesas dos
laboratórios acusados de aumento abusivo de preços de medicamentos. Os técnicos
acreditam que os processos abertos a pedido da CPI dos medicamentos levarão algumas
empresas a propor o "compromisso de cessação".
Trata-se de um mecanismo pelo qual os fabricantes
espontaneamente diminuem os preços dos produtos. Na prática, é um reconhecimento de que
aumentaram valores mais do que deviam, com a vantagem de que, se baixarem, não recebem
punições. (...) (pág. 6)
FOLHA DE SÃO PAULO
- Guerra fiscal movimenta R$ 39 bi
- Levantamento da Folha indica que, em oito estados,
a renúncia fiscal para atrair novas empresas atinge pelo menos R$ 39,07 bilhões. Essas
unidades da Federação dizem que sua política gera empregos.
Há estados que tentam maquiar a perda de receita
tributária. As indústrias que se instalam em Goiás, por exemplo, são obrigadas a pagar
ICMS, mas recebem um crédito de 70% do valor do imposto pago.
Estudo do BNDES, porém, indica que a maioria dos
estados que adotam políticas agressivas de benefícios fiscais perdeu participação no
PIB nacional entre 1985 e 1998.
Segundo o governo paulista, o estado perdeu R$ 16
bilhões em arrecadação devido à guerra fiscal promovida no resto do País de 1988 a
1999. A participação de São Paulo no ICMS nacional caiu de 43,37% para 37,4% no
período.
- O Dicionário de Especialidades Farmacêuticas,
uma das principais referências dos médicos brasileiros para receitar remédios, é
omisso sobre os efeitos colaterais de 25 dos 44 produtos mais vendidos no País. Segundo a
Associação Brasileira da Indústria Farmacêutica, o guia usa as próprias bulas como
fonte. (pág. 1 e 3-1)
- O Banespa iniciou ofensiva para elevar seu preço
de venda no leilão marcado para maio.
O alvo é a recuperação de dívidas dadas como
perdidas, que somam R$ 7 bilhões. Desse total, estimativas do banco apontam que é
possível resgatar pelo menos R$ 3,5 bilhões.
As dívidas foram contabilizadas como perda nos
últimos 30 anos. Como o banco está equilibrado, o valor recuperado será considerado
lucro. (pág. 1 e 2-11)
- A compreensão dos mecanismos biológicos da
memória cresceu nos últimos anos, segundo especialistas. Isso levou a terapias para
aliviar os sintomas dos que têm os distúrbios.
As causas dos problemas de memórias são ansiedade,
depressão, alcoolismo, uso de drogas, doenças degenerativas, acidentes vasculares
cerebrais e traumatismos crânio-encefálicos. Entre os jovens, porém, um dos motivos
mais comuns é o estresse. (pág. 1 e 3-11)
EDITORIAL
"Brasil vulnerável" - Há uma grande
diferença entre o alívio com os efeitos menos destrutivos da crise cambial do ano
passado e a formação de expectativas otimistas sobre o longo prazo da economia
brasileira. Felizmente, o Governo FHC parece hoje mais escaldado e, na equipe econômica,
já se reconhece que pode não ser tão límpido o horizonte nos próximos meses.
É o que se conclui de declarações do diretor de
Política Monetária do Banco Central, Luiz Fernando Figueiredo, que colocou mais ênfase
até na preocupação com a alta internacional do petróleo do que na perspectiva de
elevação dos juros norte-americanos. Segundo Figueiredo, o Governo brasileiro já conta
com uma alta de 0,75% nessas taxas ao longo do ano.
Infelizmente, a nova percepção da equipe
econômica, mais realista, está por enquanto limitada ao discurso. É um avanço
inegável, se comparado aos pronunciamentos ao logo da crise asiática. Mas é
insuficiente. (...) (pág. 1-2)
COLUNA
(Painel) - O PFL já fechou posição. Diz que a
aprovação do projeto que limita a edição de medidas provisórias por FHC não é uma
questão político-partidária, mas prerrogativas do presidente do Senado. A decisão
sobre a matéria que hoje mais aflige o Planalto está nas mãos de ACM.
* Se ACM decidir promulgar o projeto que limita as
MPs, o embate político deve se transferir para o Judiciário. Os textos comuns da Câmara
e do Senado, segundo auxiliares do Planalto, têm brechas jurídicas. (pág. 1-4)
O ESTADO DE SÃO PAULO
- Cenário positivo aumenta oferta de crédito
- O mercado brasileiro de crédito dá sinais de
recuperação. Itaú e Unibanco, por exemplo, vão emprestar 30% mais este ano. O Bilbao
Vizcaya prevê crescimento de 10,84% no crédito bancário total - graças ao impulso do
crédito à pessoa física (com aumento estimado em 21,68%) e ao setor privado (13,22%).
A previsão do Bozano, Simonsen é semelhante: alta
de 11,5% no crédito. Os fatores que explicam a tendência são a queda do custo de
captação de dinheiro, a redução do spread (diferença entre o custo de captação e os
juros cobrados nos empréstimos), a recuperação da economia interna e o aumento da
liquidez dos mercados externos, já que maior oferta de recursos no exterior amplia e
barateia o crédito no País. (pág. 1, B1 a B4)
- A invasão de sites de empresas por hackers e os
enormes prejuízos dessas ações levaram os EUA a reagir e envolver até o FBI nas
investigações. Para alívio do mercado, o presidente Bill Clinton garantiu, em reunião
na casa Branca, que o governo não pensa em impor controle ou regulamentação à
Internet.
Para os internautas, contudo, passou a ser básico
instalar um bom programa antivírus, não abrir e apagar e-mails de pessoas desconhecidas
e jamais baixar programas executáveis. (pág. 1, B9, B10 e B11)
- Há quase duas décadas as estatísticas registram
o envelhecimento da população. O que ainda não está claro é a conseqüência desse
fenômeno para o País, em termos sociais e econômicos.
Para o geógrafo Odeibler Santo Guidugli, estudioso
do assunto, o debate está atrasado. Já passou da hora, segundo ele, de se estabelecer
políticas públicas para enfrentar o envelhecimento. (pág. 1 e A17)
- Temos assistido a um festival de demagogia de alto
impacto em torno da proposta de reajuste do mínimo para o equivalente a US$ 100. Uma
elevação geral de salários nominais cria, cedo ou tarde, aumentos na inflação e
redução nos salários reais, ou seja, o populismo nunca funcionou para melhorar a vida
do trabalhador em lugar nenhum do mundo. (Gustavo H. B. Franco - pág. 1 e B8)
- A perspectiva inverteu-se na agricultura: com
chuvas, melhor avaliação da safra e aproximação da colheita, a oferta de produtos não
deverá ser afetada, nem os índices de inflação serão pressionados para cima.
Também são otimistas os cálculos para a
exportação de carne bovina, que este ano deverá crescer 10% em relação a 1999,
impulsionada pela conquista do atestado de erradicação da febre aftosa por cinco
estados, entre eles São Paulo. (pág. 1 e B7)
- Documentos em poder do Ministério Público em
Londrina sugerem a existência de amplo esquema de desvio de dinheiro público comandado
pelo prefeito Antonio Casemiro Belinati (PFL).
A campanha de Jaime Lerner (PFL) ao governo do
Paraná teria se beneficiado do esquema, por meio de deputados que o apoiaram. O Estado
teve acesso a parte dos documentos.
O ex-diretor da Companhia Municipal de Urbanização
Eduardo Alonso de Oliveira, que passou a colaborar com a promotoria após o envolvimento
de seu nome nas investigações, calcula que o total desviado ultrapasse os R$ 200
milhões. (pág. 2 e A4 a A6)
EDITORIAL
"A 'ciência' do Orçamento" - Deputados
fazem conta de chegar para obter recursos para suas emendas ao Orçamento, com objetivos
eleitorais. Além disso, postergar a aprovação do projeto não faz parte das
atribuições constitucionais dos parlamentares. (pág. 1 e A3)
COLUNA
(Coluna do Estadão) - O PFL e o prefeito do Rio,
Luiz Paulo Conde, candidato á reeleição em outubro, estão apostando tudo no racha
definitivo da aliança entre o PT e o PDT para a eleição municipal. Além do fim dessa
união de esquerda, os pefelistas querem mais: que o PT lance um candidato e o PDT outro.
Este seria o cenário mais favorável ao atual prefeito na disputa de outubro, segundo
pesquisas encomendadas pelo PFL ao Instituto Vox Populi. (...) (pág. A6)
O GLOBO
- Depósito provisório guarda 2.100 toneladas de
lixo atômico no Rio
- Dois galpões erguidos perto do mar, no terreno
das usinas atômicas de Angra, guardam 2.100 toneladas de lixo nuclear de média e baixa
atividade, estocadas em seis mil tambores, alguns com césio. Os depósitos provisórios
estão à espera da decisão do Congresso sobre o destino do material radioativo no País.
O debate já dura 12 anos e a entrada em operação
de Angra 2, em abril, dobrará a produção de lixo atômico sem que nada tenha sido
decidido. A Eletronuclear garante que os galpões são seguros mas ambientalistas duvidam.
A principal proposta em estudo é construir o depósito definitivo na própria área das
usinas. (pág. 1 e 3)
- Apesar do sucateamento da rede de água e esgoto
do estado do Rio, a Cedae só investiu em obras novas 1,8% dos R$ 929,5 milhões que
arrecadou no ano passado. Com o pagamento de funcionários, foi gasto quase o dobro do que
a Cedae usou par manter toda a rede do estado. (pág. 1 e 15)
- Em março, os maus clientes devem pagar juros
maiores na hora de pedir empréstimos ou parcelar dívidas no cartão de crédito. É que
os bancos passarão a classificar os clientes de acordo com o risco de inadimplência de
cada um. A previsão é de que os juros não caiam para os bons pagadores. (pág. 1 e 38)
- O presidente do PPS, Roberto Freire, propôs que
os partidos de centro-esquerda lancem um candidato único à Presidência da República em
2002.
Mesmo estando no comando da campanha de Ciro Gomes
à eleição, Freire acha que esta frente deveria ser liderada pelo governador Mário
Covas, pois considera-o capaz de transitar pelas esquerdas para costurar uma aliança.
(pág. 2 e 8)
- Pesquisa realizada pela Internet Security Systems,
uma das maiores companhias de segurança na Web do mundo, mostra que 67,5% da empresas no
Brasil já sofreram pelo menos um ataque de hachers (piratas de computador) nos últimos
12 meses.
Este ano, o Brasil deve gastar US$ 100 milhões em
investimentos de segurança na Internet. (pág. 2 e 36)
- O fazendeiro Nelson Cintra Ribeiro, amigo do
governador José Orcírio dos Santos, o Zeca do PT, recebeu autorização para que sua
empresa de táxi aéreo assumisse vôos oficiais do governo de Mato Grosso do Sul.
O fato contraria o edital de licitação pública
que escolheu outra empresa para prestar esse serviço, a Amapil Táxi Aéreo. (pág. 2 e
12)
- (Brasília e Rio) - Em oito dias termina o prazo
dado pelos juízes federais e trabalhistas para que Executivo, Legislativo e Judiciário
encontrem uma solução para o problema salarial da categoria.
Do contrário, prometem parar as atividades em todo
o País, na primeira greve da história do Judiciário. Na Justiça Federal, com 750
juízes, a greve representará o engavetamento por tempo indeterminado de 2,2 milhões de
processos. (...) (pág. 4)
- O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF),
ministro Carlos Velloso, aposta num acordo esta semana para tentar evitar a greve. Até
terça-feira, o presidente Fernando Henrique Cardoso, Velloso e os presidentes da Câmara,
deputado Michel Temer (PMDB-SP), e do Senado, Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA), devem
se reunir para discutir a implantação do teto salarial do funcionalismo, principal
reivindicação da magistratura.
Nos últimos dias, Velloso vem mantendo contato
diário com Fernando Henrique, na busca de um entendimento que garanta o início da
votação da emenda do subteto salarial. As negociações envolvem pontos polêmicos como
o fim da restrição ao acúmulo de aposentadorias para cargos DAS e eletivos. (...)
(pág. 4)
- Por mais que o Governo se esforce, serão
inevitáveis os reflexos da crise entre PSDB e PFL nas eleições municipais. Se o
Palácio do Planalto já temia abalos na aliança durante a campanha para as prefeituras,
os riscos serão ainda maiores depois de definitivamente rompida a confiança entre os
principais aliados do presidente Fernando Henrique Cardoso. (...) (pág. 10)
- Mesmo sendo considerado um dos líderes do PFL
mais afinados com o núcleo tucano do poder, o presidente nacional do partido, senador
Jorge Bornhausen (SC), tomou para si a tarefa de coordenar a operação em que o partido
bateu de frente com o Governo, depois que o PSDB manobrou e acabou ficando com a maior
bancada na Câmara na terça-feira passada. Bornhausen reclama que o PSDB não foi ético.
Disse ao presidente Fernando Henrique que o PFL vai fiscalizar para conferir se o Governo
concederá benesses aos deputados que mudaram de partido no último momento e anunciou que
o partido não vai mais votar incondicionalmente os projetos de interesse do Governo.
(...) (pág. 10)
EDITORIAL
"Ação concreta" - conhecer bem o
problema que se quer resolver tem de ser o primeiro e indispensável passo para uma
eventual solução.
É perfeitamente lógico, portanto, que as
autoridades, com o objetivo de pôr fim aos repetidos episódios de agressão e
quebra-quebras em que se envolvem praticantes de jiu-jítsu e outras artes marciais,
tenham decidido fazer o cadastramento de todas as academias, como anunciou o coordenador
de Segurança Pública do Estado do Rio, Luiz Eduardo Soares. (...) (pág. 6)
COLUNAS
(Panorama Político - Tereza Cruvinel) - Escaramuça
na frente governista. Nada de novo nisso, mas é simplório dizer que não há nada de
importante nisso. Primeiro, porque cada briga reforça a percepção, interna ou externa,
de que ao Governo é confuso e instável, e sua base, um saco de gatos. Segundo, porque
estão ocorrendo mutações, como esta que pode ser resumida com um paradoxo: a
esquerdização do PFL. (...) (pág. 2)
(Ricardo Boechat) - O Governo vai leiloar parte de
seus estoques de café em abril.
Está prevendo escassez do produto do mercado
interno. (pág. 18)
CORREIO BRAZILIENSE
- Prefeitos do PFL não sabem como pagar mínimo de
US$ 100
- O PFL vai esbarrar em resistências do próprio
PFL se insistir em aumentar o salário mínimo para US$ 100. Fixado hoje em R$ 136, o
mínimo pularia para R$ 177.
Mas parte dos 933 prefeitos pefelistas não concorda
com a proposta. Eles dizem que se tiverem de elevar o mínimo para US$ 100, como fez a
governadora do Maranhão, serão obrigados a cortar investimentos e demitir funcionários.
Em Boninal (BA), onde 300 dos 500 servidores ganham
salário mínimo, a folha de pagamento iria inflar 20%. "Os líderes do nosso partido
têm de entender que não adianta melhorar o salário se isso significar aumento do
desemprego", diz Wildemar da Cruz (PFL), prefeito de Janaúba (MG).
- A propaganda do Governo federal terá anúncios
dirigidos a diferentes públicos e regiões a partir da semana que vem.
Por trás da mudança está Andrea Matarazzo, o
responsável pela comunicação da Presidência da República. "Até 1999, a nossa
publicidade não tinha marca. Agora, tem", garante. (pág. 1 e 14)
- O Ministério Público investiga supostas
irregularidades no uso de dinheiro público pela Fundação Teotônio Vilela, entidade
criada pelo presidente nacional do PSDB, Teotônio Vilela Filho, em homenagem ao pai.
Mesmo sem amparo legal, a fundação recebeu R$ 4,2
milhões do governo do Distrito Federal para dar cursos a trabalhadores em Brasília.
(pág. 1 e 10)
- (São Paulo) - A Federação das Indústrias do
Estado de São Paulo (Fiesp), entidade que reúne os maiores industriais do País, carrega
o antigo estigma de defender empresários incompetentes e ávidos por dinheiro público.
Sob nova direção há pouco mais de um ano, a
entidade está disposta a apagar a velha imagem com propostas para a solução dos
principais problemas que afetam o setor produtivo do Brasil. Para que essa virada dê
certo, a instituição decidiu fortalecer sua atuação política em Brasília a partir de
março. (...) (pág. 23)
ZERO HORA
- A proposta de reajuste salarial que o governo do
estado apresentará nesta segunda-feira ao magistério pode colocar em lados opostos
antigos parceiros de protestos na Praça da Matriz.
Desde o início do governo Olívio Dutra, Cpers e
Piratini tiveram motivos para atrito, como a constituinte escolar e o pacote rejeitado em
dezembro, mas pela primeira vez podem chegar a uma situação de enfrentamento direto, com
a greve preparada pelo magistério para o início de março. Inicialmente os líderes do
governo menosprezaram a ameaça de greve dos professores, aprovada em novembro.
Na semana passada, o líder do governo na
Assembléia Legislativa, deputado Ronaldo Zulke (PT), disse não temer a paralisação. Os
movimentos que o governador fez desde o início do ano, entretanto, demostram o
contrário. (pág. 6 e 8)
- A velocidade dos negócios de alta tecnologia e na
Internet, o chamado e-business, ou comércio eletrônico, tem transformado o recrutamento
de pessoal numa espécie de garimpo no País. Os profissionais especializados estão
valorizados e são disputados como pepitas.
Um levantamento da Andersen Consultoria aponta a
tendência de que esse número dobre a cada seis meses até meados de 2001. (pág. 20 e
21)
MANCHETES
JORNAL DO COMMERCIO
(PE)
- Magalhães no 1º turno
CORREIO DO POVO
(RS)
- Farsul tenta evitar a superoferta de arroz
ZERO HORA (RS)
- Reagir ou não - os perigos de quem se arrisca a
enfrentar assaltantes
REVISTAS
VEJA
TÍTULO DE CAPA
- Milionários.com.br - Os desbravadores da internet
brasileira domam o mercado on-line e fazem fortunas na rede.
PSD, mas pode ma chamar de PFL - Num processo de
aliciamento feito por tucanos de resultados, o partido do Governo se torna a maior bancada
do Congresso. (pág. 40 a 42)
Querido da elite - Ciro Gomes é o candidato
preferido entre os eleitores das classes A e B. (pág. 43)
Eles têm a chave - O esboço do projeto
antiviolência do Governo propõe cadeias de segurança mínima para presos. (pág. 44 a
46)
Diploma na berlinda - De 410 cursos avaliados pelo
MEC, 95 são tão ruins que podem ser fechados. (pág. 48 e 49)
Vício de branco - "Talvez não devesse ter
sido médico, porque me envolvia demais com as dores dos pacientes. A droga me trazia
alívio num passe de mágica. O sentimento de impotência simplesmente sumia". (pág.
76 a 80)
Uma fatia do bolo - Países pobres querem maior
participação na riqueza mundial. (pág. 122 a 126)
Agora é guerra! - AmBev e Kaiser partem para o tudo
ou nada e trocam desaforos na frente dos consumidores. (pág. 128 e 129)
Foi apenas um susto - O preço internacional do
petróleo dispara, mas encontra um mundo mais preparado. (pág. 136)
O futuro já era - A revista Time elege Brasília
como um dos monstrengos arquitetônicos do século XX. (pág. 145)
ISTOÉ
TÍTULO DE CAPA
- Fobia - Mais de 20 milhões de brasileiros sofrem
deste mal.
Quero os chefões - O deputado Robson Tuma diz que a
pressão dos laboratórios é maior que a dos traficantes e revela o quanto estamos
sujeitos à compra de remédios falsos. (pág. 7 a 11)
O poder incomodado - Congresso e Governo tentam
aprovar "Lei da Algema", que limita a independência do Ministério Público.
(pág. 26 a 30)
Uma rajada de balas - PFL e PSDB entram em guerra
aberta e podem causar mais instabilidade política ao Governo. (pág. 31)
Na contramão - Ministros e aliados querem evitar
quebra de sigilo de laboratórios. (pág. 31 a 34)
Milicos do Rio - Maior efetivo militar do País
está baseado no estado. Na Restinga da Marambaia, 42 km de praias são de uso exclusivo
da caserna. (pág. 42 a 44)

ATENÇÃO
O Boletim de Acompanhamento Macroeconômico da
Secretaria de Política Econômica, que traz avaliação mensal da conjuntura econômica
brasileira (análise e tendência de preços, salários, juros, balança comercial, contas
externas, etc), está disponível via FTP através do endereço na INTERNET www.fazenda.gov.br, na área específica de
"Publicações". Outras informações atualizadas, inclusive sobre os resultados
do Plano Real, podem ser também obtidas, em português e em inglês, na página
eletrônica do Ministério da Fazenda.
Consulte a homepage da Secretaria de Comunicação
Social da Presidência da República.
O endereço na Internet é www.brasil.gov.br
O telefone para solicitação de publicações
é:061-411.4892.
O email da Secretaria de Comunicação Social é: secom@planalto.gov.br |