
27/02/2000
JORNAL DO BRASIL
- Governo investiga o débito da Varig com
a Previdência
- O ministro da Previdência, Waldeck
Ornélas, mandou abrir inquérito para investigar a revisão de débito da Varig, a maior
companhia aérea do País. A dívida da empresa com a Previdência, que era de R$ 292
milhões, caiu para R$ 21,5 milhões após um processo de revisão do seu valor. A
redução de 93% ocorreu na fase de cobrança judicial. "Ou o débito foi mal
levantado ou a redução é indevida", afirma o procurador-geral do INSS, Marcos
Maia, para quem é raro a retirada de processo já inscrito na Dívida Ativa.
"Isto não é rotina, é
exceção", garante Maia. A empresa assegura que o débito lavrado era incorreto.
"A Varig impugnou os autos de infração dentro de todos os prazos. Foi refeita a
fiscalização e se apurou o valor devido, que era inferior ao notificado", explica a
Varig. O procurador-geral Marcos Maia sustenta, entretanto, que não foram interpostos
requerimentos no Conselho de Recursos da Previdência. (pág. 1 e 5)
- Vereadores da Câmara Municipal do Rio
assinam o livro de presença depois de encerradas as sessões por falta de quorum,
prática proibida pelo regimento da casa. O Jornal do Brasil acompanhou o entra-e-sai dos
vereadores no plenário do Legislativo carioca por duas semanas e confirmou a gazeta
maquiada, que evita descontos no salário de R$ 4.500. (pág. 1, 3 e 4)
- Às vésperas do século 21, dezenas de
milhares de pessoas vivem à luz de lampiões e velas nas 66 cidades atendidas pela Cerj
no estado do Rio. A empresa, apontada em relatório da Agência Nacional de Energia
Elétrica (Aneel) como uma das piores distribuidoras do País, cobra caro para estender
suas redes de eletricidade às regiões mais carentes. Em Italva, no Norte Fluminense,
funcionários pediram R$ 10.554,76 para iluminar um trecho da rua em que está localizado
o escritório da Cerj no município. (pág. 1 e cad. Economia, pág. 1 e 2)
- De julho de 1999 até janeiro deste ano o
Disque Defesa Homossexual, que apura denúncias de violência contra gays, lésbicas e
travestis, recebeu 163 denúncias. Uma média de 27 por mês. Delas, 32% são sofridas em
lugares públicos e vindas de pessoas sem relação com as vítimas. Dois casais, um de
gays e outro de lésbicas, percorreram locais não exclusivos e sentiram na pele o
preconceito. A Zona Sul, onde está a maior concentração de points de GLS, lidera os
casos de agressões. (pág. 1 e 19)
- O prefeito Luiz Paulo Conde quer ampliar
a representatividade política do município do Rio. Protestando contra a falta de apoio
dos parlamentares e da escassa comunicação com a União, Conde lança a proposta de
criação de senadores e deputados municipais para cidades com mais de 2 milhões de
habitantes. Para ele, a fusão da Guanabara com o estado do Rio, em 1975, foi um desastre.
(pág. 1 e 2)
- (João Pessoa) - Com a sofrida
experiência do governo do seu estado e o conhecimento da situação dramática da maioria
dos demais, o governador da Paraíba, José Targino Maranhão, não alimenta dúvida nem
cultiva ilusões: a maldição da dívida, com a exorbitância dos juros e as duras
exigências federais, condena todos à falência, em prazos variáveis, mas que anunciam
uma explosão, previsível porque à vista. (...) (pág. 6)
- O terreno em que PSDB e PFL disputam o
título de dono do aumento do salário mínimo tem dimensões de palanque eleitoral. A
constatação de que a proximidade das eleições municipais alimenta sensibilidades
sociais é feita pelos próprios líderes governistas no Congresso. O apelo popular da
bandeira, reconhecem, torna-se irresistível, quando o que está em jogo é a eleição do
maior número possível de vereadores e prefeitos, em outubro. Ainda mais porque há quem
defenda que será uma eleição com forte conotação de prévia da sucessão de Fernando
Henrique Cardoso. (...) (pág. 17)
- A maior parte dos 759 juízes federais de
primeira instância, 90 magistrados dos cinco tribunais regionais federais (TRFs) e 1.109
juízes trabalhistas, além dos 315 juízes dos 24 tribunais regionais do trabalho (TRTs),
pode iniciar amanhã uma paralisação inédita na história do Judiciário. Seriam, no
total, 2.273 magistrados em greve. (...) (pág. 18)
- O presidente Fernando Henrique Cardoso
recusa-se a permitir que os cortes no Orçamento da União atinjam a harmonia de seu
gabinete. Na intenção de evitar que os fluidos negativos imperem sobre os positivos,
Fernando Henrique se dispôs a tirar do bolso cerca de R$ 100 por mês para comprar flores
e folhas de vários tipos, utilizadas na confecção da chamada ikebana sanguetsu
(arranjos de origem japonesa que buscam o equilíbrio). Todos os dias, o Presidente é
cercado por quatro desses arranjos, que seguem o gosto do cliente, discretos e sem
perfume. (...) (pág. 8)
- A guerra do Brasil com o Paraguai acabou
há 130 anos, mas até hoje são pagas 137 pensões especiais a descendentes de militares
que lutaram no século passado. A Marinha gasta, em média, R$ 977,52 no pagamento desses
benefícios. Os herdeiros de combatentes da Guerra do Paraguai não foram incluídos na
discussão da reforma do sistema previdenciário militar, mas o relator da proposta de
emenda constitucional que cria a contribuição dos inativos e pensionistas do serviço
público, deputado José Carlos Aleluia (PFL-BA), diz que "isso não pode continuar
para o resto da vida". (...) (pág. 13)
EDITORIAL
"Debate inútil" - A notícia da
fusão de Brahma e Antarctica, em julho do ano passado, foi recebida como demonstração
de foça do capitalismo nacional. Com a união das duas maiores cervejarias do País, o
Brasil mostrou-se capaz de recuperar o atraso em relação à tendência mundial de
meganegócios empresariais.
Na economia globalizada, vale repisar, não
existe mais lugar para amadorismo e muito menos provincianismo. Diariamente, nos mais
diversos cantos do mundo, empresas unem esforços e se habilitam a competir com
adversários também cada vez mais fortes. Os ventos de hoje estão a favor de Golias, e
não de David. (...) (pág.10)
COLUNAS
(Coisas da Política - Dora Kramer) -
Defensor entusiasmado da tese de que briga comprada dificilmente é briga perdida, o
governador de São Paulo, Mário Covas, está gostando de ver o comportamento do
presidente Fernando Henrique Cardoso no trato com o PFL. "Ele está muito mais
afirmativo", constata, atribuindo o fato ao jogo econômico. "Isso é
conseqüência do desempenho favorável da economia, que dá a ele muito mais desembaraço
para enfrentar algumas questões que antes preferia relevar". (pág. 2)
(Informe JB - Luciana Nunes Leal) - Se é
mesmo intenção do ministro do Desenvolvimento, Alcides Tápias, enquadrar o BNDES como
subordinado de sua pasta, e não um braço autônomo do Governo, não basta a demissão de
Andrea Calabi.
Há alguns anos o banco virou um
todo-poderoso que toma decisões sem ser contestado - a não ser pela oposição - e que
dá a impressão de ter muito mais importância do que vários ministérios. (...)
Andrea Calabi fez a independência do BNDES
ficar explícita em todas as rodas, dando declarações nem sempre em sintonia com as de
Tápias, mudando diretores, decidindo parcerias.
Até funcionários do banco ficaram
espantados com tantas providências feitas sem consultas prévias. E Tápias, de longe,
só aumentava seu desagrado. Tomou a primeira atitude em direção a um BNDES mais
discreto. (pág. 6)
FOLHA DE SÃO PAULO
- Paulistano quer mínimo de R$ 383
- O salário mínimo ideal para o Brasil
deveria ser de R$ 383,30, o equivalente a US$ 216, segundo a média dos valores sugeridos
por moradores de São Paulo, em pesquisa Datafolha realizada anteontem. O levantamento
mostra que, quanto mais altas são a renda familiar e a escolaridade do entrevistado,
maior o valor proposto.
Para 88% dos paulistanos, é necessário
haver reajuste para o mínimo, mesmo que isso prejudique a Previdência.
O motivo é que 96% consideram baixo o
valor atual - de R$ 136. Se quisesse seguir a opinião média dos paulistanos, o Governo
teria de elevar o mínimo em 182% - o índice que está em estudo é de 10%.
A pesquisa aponta ainda que, se fossem
empregadores, os paulistanos estariam dispostos a arcar com os gastos decorrentes de um
salário reajustado a R$ 180 (cerca de US$ 100).
O mínimo de US$ 100, adotado como bandeira
por parte do PFL, também é considerado um valor baixo por 60% dos entrevistados. (pág.
1 e 10)
- O cineasta iraniano Abbas Kiarostami,
diretor de "Através das Oliveiras", acredita que a vitória dos reformistas do
Irã nas eleições legislativas é "uma revolução muito maior que a Revolução
Islâmica de 79".
Em entrevista à Folha, Kiarostami disse
que o país passa por "um outro momento, um caminho sem volta" e que "os
eleitores puderam mostrar rejeição" aos conservadores. Para ele, os iranianos
"parecem prontos para defender a igualdade de direitos". (pág. 1 e 1-23)
- O BNDES e o MEC estão iludindo a
escumalha. Dizem que criaram um programa para reequipar faculdades públicas e privadas,
mas a verba saiu só para as particulares.
O dinheiro da patuléia foi para as escolas
que faturam R$ 5 bilhões por ano. As gratuitas ficaram de fora porque dentro nunca
estiveram. Como as universidades públicas não podem dar garantias patrimoniais, nunca
passou pela idéia do BNDES emprestar-lhes um só tostão. (Elio Gaspari, colunista da
Folha) (pág. 1 e 13)
- O economista Roberto Gianetti da Fonseca
acredita que o Brasil terá superávit comercial de US$ 5 bilhões neste ano e de US$ 10
bilhões no final de 2001.
Mas o futuro secretário-executivo da
Câmara de Comércio Exterior, em entrevista à Folha, afirma que a meta do Governo de
exportar US$ 100 bilhões até 2002 não pode ser um "mito fixado como
imprescindível, como um fetiche".
Sua estratégia não inclui nenhuma
restrição às importações. Ele diz que vai "lutar contra a incompreensão" e
contra os "neonacionalistas". (pág. 1 e 2-1)
EDITORIAL
"A âncora global" - Há uma
tendência, na história das políticas econômicas brasileiras, de tomar questões de
modelo ou de orientação programática por conflitos na equipe econômica, entre grupos
ou economistas. No Governo FHC, porém, a política econômica tem mantido grande
coerência, sejam quais forem os ocupantes dos ministérios. A não ser por ajustes
marginais e desvios ocasionais, predomina o projeto aberturista, de inserção do País na
globalização. Projeto ao qual FHC apenas dá continuidade, pois ele tem origem no
chamado "Consenso de Washington", forjado no final dos anos 80. (...) (pág.
1-2)
COLUNA
(Painel) - A proposta dos tribunais
superiores de conceder auxílio-moradia de até R$ 3 mil, por meio de uma liminar, para
acabar com a greve do Judiciário é considerada contraditória pela magistratura
trabalhista. Outros setores da Justiça, entretanto, admitiam aceitar o recurso.
* Eduardo Suplicy (PT-SP) vai propor ao
Senado a convocação do novo presidente do BNDES, Francisco Gros. Quer ouvir dele, entre
outras coisas, se ainda defende a dolarização, como fez em texto publicado há um ano.
* A discussão do contencioso PSDB-PFL
ficou para depois do carnaval. Em jantar na terça passada, Pimenta da Veiga
(Comunicações) e Jorge Bornhausen (SC) mal tocaram no assunto. A queda de Calabi
surpreendeu os dois antes da sobremesa. (pág. 1-4)
O ESTADO DE SÃO PAULO
- Cartel da droga do Suriname agia em nove estados
- Pelo menos 73 pessoas envolvidas no
cartel de drogas que atuava na rota Colômbia-Suriname-Brasil já foram identificadas pela
CPI do Narcotráfico, com apoio da Polícia Federal. A quadrilha, espalhada por nove
estados no País, formava uma complexa rede composta de doleiros, pilotos, prefeitos e
advogados.
O cartel tinha como supostos líderes o
ex-ditador surinamês Desi Boutherse e o empresário Leonardo Dias Mendonça, preso em
novembro em Goiânia. Entre março de 97 e maio de 99, houve apreensão de 2,4 toneladas
de cocaína e 24 aviões. Onze inquéritos foram abertos contra o grupo.
Em dinheiro vivo, os policiais recuperaram
US$ 2,1 milhões e R$ 1,4 milhão. "A conexão Suriname revela que o Brasil virou um
grande mercado", diz o relator da CPI, Moroni Torgan (PFL-CE). (pág. 1 e A4)
- O uso da linguagem para o mal também se
dá mediante o uso de clichês e palavras de ordem de significado preestabelecido (e
geralmente errado), de forma a apelar às massas incautas e abastecer os usuários de
palanques. É surpreendente como uma bobagem reembrulhada é capaz de sobreviver por
séculos. (Gustavo H. B. Franco) (pág. 1 e B8)
- O ministro do Trabalho, Francisco
Dornelles, inicia nas próximas semanas uma campanha para tentar convencer as centrais
sindicais de que as normas das relações de trabalho no País podem ser livremente
negociadas. Dornelles disse ao Estado que admite passar por cima até da legislação em
vigor, que inclui férias, Fundo de Garantia e 13º salário.
Para o ministro, é importante "fazer
prevalecer o negociado sobre o legislado", mas sem acabar com as leis em vigor. Não
se trata de retirar direitos dos trabalhadores, garante Dornelles, pronto para defender
essa tese diante dos sindicalistas, depois de ter participado, na semana passada, de
reuniões nos Estados Unidos. (pág. 1 e B1)
EDITORIAL
"Contas que não tranqüilizam" -
O superávit de R$ 31 bilhões no balanço primário de um setor público que havia
acumulado a má fama de prometer ajuste e entregar déficits foi uma mudança quase
revolucionária. Mas existe o outro lado da moeda, exibindo a fragilidade das finanças.
(pág. 1 e A3)
COLUNA
(Coluna do Estadão) - É com um certo
constrangimento que o novo presidente do BNDES, Francisco Gros, trata das negociações
que envolvem a compra da Companhia Petroquímica do Nordeste. Quando lhe perguntam se tem
a intenção de manter a sociedade do BNDES com o grupo Ultra para comprar a Copene, o
novo presidente do banco esquiva-se e prefere dizer que vale o que está combinado - o
protocolo de intenções assinado pelo seu antecessor no cargo, Andrea Calabi. Ou diz que
precisa conversar com o ministro Alcides Tápias antes de dar uma definição. (...)
* A atual comissão especial da reforma
tributária na Câmara completará um ano de funcionamento ininterrupto em março. A
anterior ficou quatro anos e deu em nada.
Os integrantes da comissão e o presidente
da Câmara, Michel Temer, querem transferir a discussão para o plenário em março.
(pág. A6)
O GLOBO
- Dona Marta, onde a cidade partida se encontra
- Um drama que poderia estar retratado no
cinema virou realidade e uniu o cineasta João Moreira Salles, filho de uma das mais
tradicionais famílias do País, e Marcinho VP, um dos bandidos mais procurados do Rio e
ex-chefe do tráfico no Morro Dona Marta, em Botafogo. O improvável relacionamento
começou quando João Salles subiu o morro para rodar um documentário sobre a violência
urbana e acabou levando o cineasta a dar uma bolsa de R$ 1.200, durante quatro meses, ao
traficante.
O motivo do financiamento, segundo Salles,
era nobre: tirar o bandido do crime para que ele escrevesse um livro sobre sua vida.
"Criminalmente, não há dolo no que fiz; é hipocrisia dizer que não se deve manter
uma relação com o personagem", diz Salles, consciente de que junto com Marcinho VP
protagonizou a união simbólica dos dois lados da cidade partida, como o colunista do
Globo Zuenir Ventura - também amigo do cineasta - já definiu o Rio.
O depoimento gravado pelo bandido foi
excluído do documentário "Notícias de uma guerra particular" para preservar
Marcinho VP, mas uma cópia caiu nas mãos da polícia, que também gravou as conversas
por telefone entre o traficante e o cineasta.
Acredita-se que Marcinho VP esteja na
Argentina, o que não impediu a invasão da casa de sua mãe por policiais, mês passado.
"Sofro ameaças de morte do tráfico e da polícia". Sexta-feira, ela passou a
ter proteção especial da polícia, determinada pelo coordenador de Segurança do Rio,
Luiz Eduardo Soares. (pág. 1, 4, 5 e 15 a 17)
- O MEC ameaça fechar, a partir de maio,
doze faculdades que tiveram conceitos insuficientes no Provão e foram consideradas de má
qualidade em auditorias feitas pelo ministério. Entre elas, estão três cursos
universitários do Rio: as faculdades de Direito da Santa Úrsula, da Universidade
Católica de Petrópolis e o curso de administração de empresas da Faculdade de Economia
e Finanças do Rio de Janeiro.
As 12 faculdades ameaçadas têm até maio
para melhorar o ensino e atender às exigências do MEC, mas o reitor da Santa Úrsula,
Célio Borja, adiantou que a instituição não tem recursos para comprar em dois meses
todos os livros exigidos e ameaçou entrar na Justiça contra o ministério, caso o curso
seja fechado.
O MEC garante que os 6.188 estudantes
dessas escolas não serão prejudicados, pois eles terão vagas garantidas em outras
universidades. (pág. 1 e 3)
- O Governo começa a se preparar para a
austeridade imposta pela emenda que limita a edição de medidas provisórias. Por
determinação do chefe da Casa Civil, Pedro Parente, a partir de agora nenhum ministério
poderá mais apresentar propostas nos moldes de uma MP. Só na forma de projeto de lei.
Embora a emenda seja fruto de um acordo com
o Palácio do Planalto, a nova fórmula embute sérios riscos para o Governo. E o Palácio
do Planalto não esconde o medo da novidade. (...) (pág. 4)
- Os prédios da Justiça Federal de todo o
País amanhecerão amanhã cobertos com faixas pretas, na primeira greve nacional da
história do Judiciário brasileiro.
Organizado nas últimas três semanas, o
movimento dos juízes federais por reajuste salarial ganhou há nove dias a adesão da
Justiça do Trabalho e, em conjunto, poderá mobilizar mais de três mil juízes, caso
consiga alcançar não só a base da categoria, mas também integrantes dos tribunais
regionais. Somente na Justiça Federal, ficarão paralisados cerca de 2,2 milhões de
processos. (...) (pág. 5)
- Durante recente visita do presidente
paraguaio, Luiz Angel González Macchi, Fernando Henrique chegou a brincar que iria a nado
para Portugal. O Presidente contou que o Governo brasileiro não dispunha mais de um
avião com autonomia para vôos transatlânticos e que sua assessoria estudava
alternativas de transporte.
Chegou a lembrar que o moderno avião
presidencial da Argentina, conhecido como Tango, estava à venda, mas descartou a
possibilidade de o Brasil comprar a aeronave. (...) (pág. 10)
- Se o presidente Fernando Henrique Cardoso
aprovar as acomodações do Airbus A330 da TAM, que o levará, no próximo dia 7 de
março, para Portugal, a Presidência da República deverá promover uma nova
concorrência especial para tentar ampliar por um ano o contrato com a empresa aérea.
O chefe do cerimonial do Palácio do
Planalto, embaixador Valter Pecly, esteve, sexta-feira passada, em São Paulo para
negociar com a direção da TAM algumas adaptações no avião de modo a atender melhor a
comitiva presidencial. (...) (pág. 10)
- (Torrinha-SP e Carrancas-MG) - Uma rede
clandestina que atua no corte indiscriminado de candeia - madeira nobre da qual é
extraído o óleo alfa-bisabolol - está devastando áreas de Mata Atlântica e do cerrado
de Minas. O corte ilegal é impulsionado pela alta cotação do óleo, exportado para
indústrias de cosméticos e laboratórios farmacêuticos da Alemanha e do Japão a US$
160 o litro. (...) (pág. 11)
- O primeiro susto foi em outubro do ano
passado. Durante um cortejo fúnebre, moradores de Caldas, estância hidromineral do Sul
de Minas, toparam com um caminhão cheio de material radioativo atravessando a cidade.
Outros caminhões surgiram dias depois e, com eles, a desconfiança que o município pode
estar virando um lixão atômico. (...) (pág. 12)
- Está chegando a hora de os contribuintes
acertarem suas contas com o Leão. A Receita Federal vai liberar ainda esta semana as
novas versões do programa da Declaração de Ajuste Anual do Imposto de Renda Pessoa
Física 2000 simplificada e completa para a Internet, no endereço
www.receita.fazenda.gov.br
A idéia é concentrar todos os esforços
para que o contribuinte possa fazer logo a sua declaração por meio eletrônico
aproveitando o feriado do carnaval. (...) (pág. 33)
- O reajuste de 7% nos preços dos
combustíveis nas refinarias - que entra em vigor nesta quarta-feira - está longe de
eliminar o desconforto fiscal que a alta na cotação do petróleo no mercado
internacional vem causando ao Governo brasileiro. Por isso - conforme o próprio
secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Amaury Bier, já admitiu - o consumidor
brasileiro pode esperar novos aumentos no segundo semestre.
Os economistas estimam que os combustíveis
podem subir, pelo menos, 10% a partir de julho. (...) (pág. 38)
- Depois da troca no comando do BNDES, o
ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Alcides Tápias, se prepara para mais
um desafio: pôr em marcha os fóruns de competitividade idealizados pelo ex-ministro
Celso Lafer, mantidos por Clóvis Carvalho e que até agora não mostraram resultados.
Para isso, pedirá apoio político ao presidente Fernando Henrique Cardoso. (...) (pág.
38)
EDITORIAL
"Bom começo" - Para combater o
problema da crescente violência no País, o ministro da Justiça propõe uma série de
medidas, como construção de presídios, contratação de mais homens pela Polícia
Federal e reaparelhamento das polícias civil e militar dos estados, que passarão a agir
de forma integrada, sob um comando único. Será o primeiro passo para a unificação das
duas corporações. (...) (pág. 6)
COLUNAS
(Panorama Político - Tereza Cruvinel) -
Entre tanta espuma política que flutuou nos últimos dias, apenas dois fatos, se se
revelarem consistentes, têm importância na projeção do futuro. O PSDB avisou que não
será mais o bom moço do bloco no poder e Fernando Henrique decidiu mudar de atitude em
relação ao PFL e a seu grande cacique, ACM. Mas é sempre bom lembrar o traço volátil
da alma tucana, incluindo-se a de FH. (...)
Mas FH mudou ou é apenas uma variação de
humor? Covas sabe apenas o que deseja:
"O jogo econômico, que promete bons
resultados, melhorou as condições políticas do Presidente. Espero que ele continue cada
vez mais afirmativo". (...) (pág. 2)
(Ricardo Boechat) - O presidente FH mal
teve tempo de curtir a melhora de sua popularidade.
Depois de bater 59%, em dezembro, o índice
de avaliação negativa de seu Governo caiu para 43% em janeiro.
Mas este mês voltou a subir.
A informação está na pesquisa CNT/Vox
Populi, que será divulgada quarta-feira.
E olha que ainda não saiu o reajuste do
salário mínimo.
* O PSB pediu filiação à Internacional
Socialista.
Vai conseguir.
Até hoje, o PDT é o único partido
brasileiro que integra a organização.
* Pode ser implodida hoje a greve dos
juízes federais.
A solução virá do STF, com um aumento
que será dado por etapas.
Um mandado de segurança que tramita no
órgão foi a chave do problema. (pág. 18)
CORREIO BRAZILIENSE
- Mais de 70% dos crimes ficam impunes no DF
- Os números da violência registrados
pela polícia e pelo Judiciário revelam a extensão da impunidade no Distrito Federal.
Das mais de 130 mil ocorrências registradas em delegacias no ano passado, pouco mais de
14 mil resultaram em inquéritos, enquanto 97.919 ficaram apenas no registro. Em termos
percentuais, 74,4% das queixas caíram no escaninho burocrático dos crimes impunes. (...)
(pág. 1, cad. Cidades, capa e pág. 3)
- Emendas de quarto deputados destinam
dinheiro do Orçamento da União para universidades privadas. As instituições
favorecidas são antigas empregadoras dos deputados ou entidades com as quais eles mantêm
algum outro vínculo. A maior beneficiada é a PUC do Rio de Janeiro, que cobra
mensalidades médias de R$ 800,00. (pág. 1 e 10)
- As liminares, decisões judiciais
provisórias, são hoje um dos principais aliados da grilagem de terras no Distrito
Federal. Um exemplo é a área rural de Taguatinga, onde o governo está impedido de
interferir em 133 ocupações ilegais. Os invasores foram à Justiça e 80% ganharam
liminares favoráveis. (pág. 1 e cad. Cidades, pág. 5)
- Duas emendas apresentadas no Senado à
proposta que cria o Fundo de Combate e Erradicação da Pobreza poderão tirar da
condição de pobres 22 milhões de brasileiros. Isso equivale a 40% do total da
população que vive abaixo da linha de pobreza.
A Proposta de Emenda Constitucional (PEC)
que cria o fundo foi relatada pelo senador Lúcio Alcântara (PSDB-CE). Ele fez
alterações nas fontes previstas anteriormente para sustentar o fundo e propôs duas
origens principais de recursos: a manutenção de um acréscimo de 0,08% da Contribuição
Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) e um aumento de cinco pontos
percentuais na alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de supérfluos.
Pelas estimativas de Alcântara, a primeira fonte renderá ao fundo cerca de R$ 4 bilhões
anuais, e a segunda, R$ 450 milhões aproximadamente. (...) (pág. 11)
JORNAL DE BRASÍLIA
- Desempenho da governadora Roseana Sarney estimula
candidaturas femininas
- Ao se completar esta semana 66 anos da
instituição do voto feminino no Brasil, os partidos políticos finalmente estão
despertando interesse pela candidatura das mulheres em suas legendas. Desde o PT - que tem
essa prática há algum tempo - até o PFL, que viu na popularidade da governadora Roseana
Sarney, do Maranhão, uma excelente oportunidade para aumentar seu desempenho eleitoral
às prefeituras e câmaras municipais deste ano, os partidos despertaram para a nova
realidade.
Chamou a atenção dos políticos
especialmente a recente pesquisa do Instituto Vox Populi demonstrando que a população
acha as mulheres mais confiáveis, honestas, competentes e responsáveis do que os homens
para gerir a vida pública.
Na amostragem da Vox Populi 84% votariam em
mulheres para prefeito, 80% para vereador e 72% para presidente da República. Com base
nesta situação, a senadora Maria do Carmo (PFL-SE) afirma que este ano todos os partidos
estão mais empenhados em ter candidatas em seus quadros.
A deputado federal Iara Bernardi (PT-SP),
por exemplo, lançou na semana passada uma cartilha com orientações para as mulheres que
pretendem se lançar às eleições. "Os partidos políticos não são abertos à
participação feminina. Historicamente a política sempre foi exercida por homens",
critica a deputada.
Apesar disso, desde 1995 está estabelecido
no Brasil um sistema de cotas, que em 2000 atingirá o seu ápice, com 30% das vagas em
cada legenda para as mulheres disputarem nas urnas. Só resta agora que elas partam para a
luta. (pág. 1 e 3-A)
- O agente administrativo da Polícia
Federal Eder Douglas Macedo, que na noite de sexta-feira matou a tiros no aeroporto de
Brasília, Carlos Alberto Alves e seu filho Carlos Daniel, responderá processo por duplo
homicídio. Eder está sob tutela da PF e já responde a inquérito pela morte de um homem
em 1996. O motivo do duplo homicídio seria um triângulo amoroso envolvendo Carlos
Daniel. (pág. 1 e 6-B)
ZERO HORA
- Os 70 militares da Polícia do Exército (PE) de Porto
Alegre que integrarão a Força de Paz no Timor Leste estão contando os minutos que
faltam para a hora do embarque. Os gaúchos partirão para a ex-colônia portuguesa na
próxima sexta-feira, dia 3 de março, e se unirão à Força de Manutenção de Paz da
Administração Transitória da Organização das Nações Unidas para o Timor Leste
(Untaet).
Na semana passada, o grupo fez uma pausa no
treinamento físico e dedicou-se às operações de empacotamento das 14 toneladas de
bagagem, que vão desde armas, como o fuzil parafal, até cem fitas de vídeo, para as
horas de lazer. (pág. 30 e 32)
- A falta de segurança está prestes a ser
o tema principal da Assembléia Legislativa. O assunto já figurava nas ruas, nos meios de
comunicação e sobretudo dentro da polícia, onde a base está em desacerto com a
cúpula. Enquanto a população se sente cada vez mais exposta à criminalidade, homens
encarregados de defendê-la divergem do governo e executam uma operação padrão.
O crime, cada vez cometido com mais
precocidade, torna-se assustador para os gaúchos, ocupados em devolver à juventude um
modelo saudável de convivência. O desafio está estampado neta reportagem que se estende
até a página 40. (pág. 34, 35 e 36)
MANCHETES
JORNAL
DO COMMERCIO (PE)
- Elias Gomes tem preferência de 43% no
Cabo
O DIA (RJ)
- Bancos desviam dinheiro da poupança para
lucrar mais
ZERO HORA (RS)
- Magistério se prepara para greve
demorada
REVISTAS
VEJA
TÍTULOS DE CAPA
- Islã a derrota do fanatismo: O mundo
respira aliviado com sinais de enfraquecimento na linha dura muçulmana
- BNDES: Por que Calabi caiu
Por que Calabi caiu - Tápias vai a FHC e
consegue a demissão de Andrea Calabi por achar que ele conduzia o BNDES de maneira
imprópria. (pág. 34 a 39)
Sob o manto do fanatismo - O
fundamentalismo islâmico, que ameaça subverter o mundo com as bombas dos terroristas
perde fôlego e enfrenta uma contra-revolução na sua maior fortaleza, o Irã. (pág. 44
a 51)
Tudo pelo social - Wagner Canhedo, o
chefão da Vasp, promove festança para colunista de Brasília. (pág. 40 e 41)
Escrava sexual - Assessor do Senado é
preso por torturar a empregada ajudado pela ex-mulher. (pág. 95)
O salário máximo - Pressionado pelo PFL,
o Governo calcula até onde o mínimo pode subir sem estourar as contas públicas. (pág.
110 a 113)
Vitamina no celular - Agora com a banda C,
a telefonia móvel entra numa nova guerra de serviços e preços. (pág. 118 e 119)
ISTOÉ
TÍTULOS DE CAPA
- Adúlteros: Pesquisa mostra que no Brasil
68% dos homens e 43% das mulheres admitem ter traído. Apesar de mais tolerada entre os
casais, a infidelidade ainda causa dor e separações
- Demissão no BNDES. PFL atinge o centro
do poder tucano
PFL abate o caixa tucano. (pág. 26 a 30)
Lama no ventilador - Guerra de dossiês
coloca cinco senadores na berlinda e embola processo contra Luiz Estevão. (pág. 32 a 34)
Cassação à vista - Brindeiro investiga
participação de Augusto na morte de PC e CPI já pode pedir a cassação do deputado.
(pág. 36 e 37)
Tráfico de mulheres. (pág. 40 a 43)
Fim do carro velho - Sindicato dos
Metalúrgicos do ABC quer implantar no País a reciclagem dos veículos com mais de 15
anos de uso. (pág. 80 a 83)
Briga aditivada - Distribuidoras e revendas
estão em pé-de-guerra e portaria do Governo pode esquentar os ânimos. (pág. 84 e 85)
A camisinha é nossa - Governo prepara no
Acre fabricação do primeiro preservativo 100% brasileiro. (pág. 46)

ATENÇÃO
O Boletim de Acompanhamento Macroeconômico da Secretaria de Política
Econômica, que traz avaliação mensal da conjuntura econômica brasileira (análise e
tendência de preços, salários, juros, balança comercial, contas externas, etc), está
disponível via FTP através do endereço na INTERNET www.fazenda.gov.br,
na área específica de "Publicações". Outras informações atualizadas,
inclusive sobre os resultados do Plano Real, podem ser também obtidas, em português e em
inglês, na página eletrônica do Ministério da Fazenda.
Consulte a homepage da Secretaria de Comunicação Social da
Presidência da República.
O endereço na Internet é www.brasil.gov.br
O telefone para solicitação de publicações é:061-411.4892.
O email da Secretaria de Comunicação Social é: secom@planalto.gov.br |