
30/01/2000
JORNAL DO BRASIL
- Disputa das teles ainda não favorece usuários
- A entrada em operação da Intelig e da Vésper,
há uma semana, ainda não favoreceu os usuários. Levantamento feito pelo Jornal do
Brasil com os preços cobrados pelas quatro operadoras que atuam no Rio de Janeiro mostra
que em 78,9% dos interurbanos possíveis de serem feitos ainda é mais barato ligar pelas
ex-estatais, que estão no mercado há mais de 30 anos. Ou seja, dos 52 tipos de
interurbanos, em 41 não houve qualquer alteração de preço com a entrada das novas
concorrentes.
A Intelig só ganha da Embratel nas ligações
internacionais, com diferenças nos preços que chegam a ser 56% mais baixos, como no caso
de telefonemas para o Canadá, e nos interurbanos entre regiões, como por exemplo as
chamadas feitas do Rio para São Paulo ou para Brasília.
Já a Vésper, embora venda telefones fixos, entrou
no mercado para disputar espaço com as companhias de telefonia celular. (...) (pág. 1 e
cad. Economia, pág. 1 a 3)
- Eventuais barganhas para garantir votos que pesem
a favor do Governo na aprovação de projetos como a Desvinculação das Receitas da
União (DRU) e a Lei de Responsabilidade Fiscal não doem no ministro da Fazenda, Pedro
Malan. "O relacionamento do Executivo com o Legislativo e as negociações
subjacentes a esse relacionamento fazem parte do jogo democrático nos Estados Unidos, em
qualquer país europeu, no Japão. E é preciso ver isso no Brasil também como coisa
natural", afirmou Malan.
O ministro conversou também com a colunista Dora
Kramer e, numa referência indireta ao ministro da Saúde, José Serra, rechaçou as
acusações de que o Ministério da Fazenda nada faz para controlar o preço dos
remédios. "Não é tarefa para apenas uma pessoa", afirmou. Malan, que só se
refere a Serra como "o ministro da área de Saúde", disse que "não é
candidato a nada e nem fica telefonando para jornalista atrás de espaço na
imprensa".
Numa entrevista ao jornalista Noenio Spinola, o
presidente Fernando Henrique Cardoso propôs que o sistema financeiro e a indústria
repensem seus rumos. (pág. 1, 2, 12 e cad. Economia, pág. 4)
- O estado do Rio está deixando de arrecadar cerca
de R$ 2 milhões com o leilão de apartamentos, carros e até um avião apreendidos com
traficantes nos últimos sete anos. Os imóveis incluem apartamentos na Barra da Tijuca e
uma cobertura no Leblon que, durante 4 anos, foi ocupada por um policial. Pelo menos 10
carros, que deveriam estar em delegacias, estão desaparecidos. A Secretaria de Segurança
criou um grupo de trabalho para tentar localizar os veículos e saber se estão com
policiais. (...) (pág. 1 e 13)
- Com poucas oportunidades no mercado de trabalho,
os jovens de baixa renda vêem o alistamento nas Forças Armadas como uma chance para
garantir salário, comida e lugar para dormir. A procura aumentou e por isso as
exigências também são maiores. (pág. 1 e 11)
- Uma pneumonia, antes reduzida pelos médicos a
simples gripe, obriga o senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) a guardar repouso em um
quarto do Hotel Maksoud, em São Paulo, longe do posto de onde comanda, em Brasília, a
principal força aliada do presidente Fernando Henrique.
Para o psiquiatra Alfredo Castro Neto, não há
dúvida: o excesso de trabalho e de responsabilidade, que causam estresse, estão
geralmente associados ao poder. "Por isso, são comuns os distúrbios
psicossomáticos", afirma. (...) (pág. 3)
- Um sinal amarelo. Por mais que as autoridades
governamentais queiram minimizar o significado do aparecimento dos casos de febre amarela
silvestre no País, alegando que não há nada de surpreendente ou motivo para pânico -
uma vez que as contaminações ocorreram em regiões endêmicas e não há como erradicar
do meio ambiente os transmissores do vírus, os tão temidos mosquitos -, especialistas
identificam um importante alerta.
Em 1998, o Brasil registrou oficialmente 34 casos de
febre amarela. No ano passado, o número subiu para 71 casos, sendo que 25 pessoas
morreram. (...) (pág. 6)
EDITORIAL
"Contextos e Razões" - Ao assumir o
Ministério das Relações Exteriores em janeiro de 1995 o embaixador Luiz Felipe Lampreia
estabeleceu programa de trabalho que agora, cinco anos passados, convém recordar para
tomar o pulso da política externa brasileira. No discurso de posse, Lampreia lançou os
temas básicos; consolidação do Mercosul e incorporação de novos parceiros; relações
com os vizinho latino-americanos e processo de integração hemisférica; relações com o
"centro dos três pólos de poder econômico mundial (EUA, Comunidade Européia e
Japão); relações com a região da Ásia-Pacífico, com especial atenção aos novos
parceiros emergentes na área; e, enfim, relações com os três países continentais
(China, Rússia e Índia). (...) (pág. 8)
COLUNAS
(Coisas da Política - Dora Kramer) - É
sintomático. O ministro Pedro Malan não cita mais o nome do ministro José Serra.
"O ministro da área", "este ministro a quem você se refere" é o
máximo de concessão. (...)
"Não há de ser com discussões emocionais e
rasteiras que encontraremos soluções conseqüentes de interesse da população. A
sociedade quer soluções objetivas, e não blablablá. E muito menos quer ser
enganada", diz Malan. Ele espera que de agora em diante o debate seja posto em termos
"mais racionais do ponto de vista econômico e mais maduro do ponto de vista
político".
E não adianta perguntar se a irracionalidade, a
imaturidade e o blablablá vigentes no debate pertencem ao ministro da Saúde. Malan não
personaliza - por ocioso - e ainda acrescenta que da parte dele não existem brigas nem
divergências profundas com seu companheiro de Ministério. (pág. 2)
(Informe JB - Luciana Nunes Leal) - Para não deixar
dúvidas, o presidente Fernando Henrique Cardoso deverá anunciar oficialmente aos
colaboradores, semana que vem, como será a privatização das estatais de energia.
Só falta bater o martelo para a pulverização das
ações na venda.
O resto já se sabe: o processo fica a cargo do
Ministério de Minas e Energia e o dinheiro arrecadado vai servir para abater a dívida
pública. E nada mais. (pág. 6)
FOLHA DE SÃO PAULO
- Venda do Banespa divide Governo
- O presidente Fernando Henrique Cardoso está sendo
pressionado por tucanos a financiar banqueiros nacionais para que eles sejam competitivos
na disputa com o capital estrangeiro na privatização do Banespa, prevista para maio.
Decreto de FHC permite que o capital externo compre
até 100% do Banespa, e o Banco Central espera que a concorrência internacional eleve o
preço de venda do banco.
Mas integrantes do Governo temem uma maior
desnacionalização da economia. Alegam que os bancos brasileiros estão em posição de
inferioridade e necessitam de financiamento. O BNDES, porém, nunca financiou a venda de
bancos. (pág. 1 e 2-1)
- O Ministério da Saúde poderá ser obrigado a
devolver parte do empréstimo de US$ 650 milhões concedido em 96 por órgãos
internacionais para a melhoria de instalações e equipamentos de unidades do SUS.
Os gestores dos 880 hospitais selecionados para
receber as verbas tiveram dificuldades para atender as exigências do ministério e dos
credores. Dos 1.005 projetos de investimento aprovados entre 97 e 99, apenas 184 haviam
sido concluídos até 14 de janeiro. (pág. 1 e 3-1)
- O Ministério da Educação autorizou, nos
últimos quatro anos, a abertura de 117.584 vagas em instituições de ensino superior -
aumento de 47% no período. Do total, 27,7% são na área de administração.
A alta foi maior onde já havia mais oferta - São
Paulo, que tem a maior rede de ensino superior do País, responde por cerca de 30% da
expansão. Além disso, a maioria das 58.995 vagas abertas em 99 (total recorde) se
concentrou na rede particular. (pág. 1, 3-7 a 3-9)
- Cerca de 500 padres, representando os 16 mil
sacerdotes brasileiros, se reúnem a partir de terça-feira no interior de São Paulo para
discutir assuntos pessoais, em especial dilemas afetivos e de identidade.
Livro que servirá de base aos debates dá conselhos
sobre o celibato. Sugere ao padre apaixonado enfrentar a mulher em vez de se esconder.
Segundo o texto, as crises afetivas estão entre as "mais intensas" da vida
sacerdotal. (pág. 1 e 1-6)
- Por que o alvoroço sobre os preços dos
medicamentos? Por um motivo claro: tais preços subiram, em média, 54% acima da
inflação em dez anos.
No Brasil, o poder de compra de remédios é
fragilmente organizado, sendo difícil coibir os abusos de preços da indústria
farmacêutica. Cabe ao poder público e às forças da sociedade organizarem a defesa dos
consumidores. (José Serra, especial par a Folha, pág. 1 e 3-6)
EDITORIAL
"Privatização incerta" - Especula-se
muito sobre o futuro do que ainda resta de empresas e serviços estatais passíveis de
privatização no Brasil. As pressões macroeconômicas - principalmente o alto
endividamento e o déficit nas transações com o exterior - ainda causam maiores
preocupações. Mas o câmbio já não é mais um grande empecilho às exportações, e as
condições de rolagem da dívida pública, ainda que timidamente, melhoram.
Neste momento, é bastante propício questionar como
o Governo federal conduzirá a sua política econômica e de que modo, dentro dela,
estarão equacionadas as privatizações e as concessões de serviços públicos. Decerto
um enorme esforço fiscal ainda é necessário para diminuir o estoque da dívida. Para
tanto abre-se mão de despesas de custeio e investimento do Estado. Para tanto se
destinará boa parte dos recursos provenientes de alienações e concessões públicas.
Mas quanto? (...) (pág. 1-2)
COLUNA
(Painel) - A Embraer fechou 1999 fabricando sete
aviões por mês. Agora, está fazendo dez e, até o final de março, chega a 12.
Brasília acha que a empresa consolida, em 2000, o primeiro lugar disparado entre os
exportadores.
* Foi ele, FHC, quem falou em usar o dinheiro da
venda das elétricas na área social. Tápias (Desenvolvimento) só ouviu. Como também
Pedro Parente (Casa Civil) e Rodolpho Tourinho (Minas e Energia).
* Aloysio Nunes Ferreira (Secretaria Geral) está se
movimentando nos bastidores para modificar o projeto que limita as medidas provisórias
editadas pelo Palácio do Planalto. Com jeito, para não contrariar ACM. (pág. 1-4)
O ESTADO DE SÃO PAULO
- Reforma fiscal está só no início, avalia
Governo
- O Governo conseguiu, na última semana, avanços
importantes em sua estratégia para obter o equilíbrio fiscal e o crescimento sustentado,
mas avalia que esse processo está só no começo. Depois da aprovação, na Câmara, da
Lei de Responsabilidade Fiscal e da Desvinculação de Receitas da União, a reforma
fiscal entra numa etapa decisiva.
Em entrevista ao Estado, o ministro do Planejamento,
Martus Tavares, indica os próximos passos. Em primeiro lugar, falta completar a votação
da Lei Fiscal. O Governo terá de derrubar esta semana os destaques de votação em
separado apresentados pelo PT e aprovar a lei ordinária com as punições para os
infratores.
A estratégia envolve, no entanto, outras duas
frentes: a reforma tributária, que o Governo conduz com cautela, e a conversão do
Orçamento em algo mais que uma pela de ficção. (pág. 1 e A4)
- Para muita gente, as drogas oferecem a chance de
tornar a vida melhor e mais emocionante. Mas sabe-se hoje que seus efeitos são mais
perigosos do que o imaginado por especialistas há dez anos. Elas podem causar lesões
graves às células cerebrais e ao sistema nervoso. (pág. 1, A14 e A15)
- Os militares afirmam que são insuficientes os R$
19,4 bilhões previstos para o Ministério da Defesa este ano. Os recursos destinados ao
Exército, à Marinha e à Aeronáutica só perdem para os R$ 70,1 bilhões da
Previdência e os R$ 19,6 bilhões da Saúde. O Ministério da Educação terá R$ 12,3
bilhões.
Os militares não se esquivam de discutir o tema.
Para o ministro da Defesa, Geraldo Quintão, é preciso que a sociedade diga que tipo de
Forças Armadas deseja. (pág. 1, A6 e A7)
- (Washington) - Discreto, Anthony S. Harrington, o
novo embaixador dos EUA no Brasil, advogado de 58 anos, milita no Partido Democrata desde
os anos 70, mas tem influentes amigos republicanos. Ele poderia ter ido para outro país,
mas decidiu pelo Brasil depois de ouvir Hillary Clinton falar com entusiasmo sobre o
presidente FHC e as transformações no Brasil. (Paulo Sotero, pág. 1 e A10)
EDITORIAL
"O protecionismo contra-ataca" -
Condenados na OMC, os Estados Unidos apelam para ganhar tempo. O Brasil é parte
diretamente interessada na demanda. Em 1999, os aços laminados a quente brasileiros
sofreram sanções idênticas às impostas à indústria siderúrgica britânica. (pág. 1
e A3)
COLUNA
(Coluna do Estadão) - O principal personagem da
semana passada foi, sem dúvida, o ministro da Saúde, José Serra (PSDB). Inicialmente,
foi lançado candidato à Presidência, numa chapa em que Roseana Sarney (PFL) seria a
vice. Logo depois houve uma reação do PFL e do próprio PSDB, na voz do governador Tasso
Jereissati. Mas não parou por aí. Serra voltou a estar no epicentro de outra crise,
desta vez dentro do Governo. Foi quando culpou o Ministério da Fazenda pelos aumentos no
preço dos medicamentos.
Imediatamente ganhou força no meio político de
Brasília a especulação de que essa disputa entre Saúde e Fazenda também estaria
relacionada com a disputa pela sucessão de 2002. (...)
* Para ACM, não são regras, leis, nem o apoio de
Fernando Henrique às medidas tomadas por São Paulo e Rio Grande do Sul em relação à
guerra fiscal que vão pôr fim ao problema.
"A guerra fiscal só vai acabar quando houver
tratamento diferenciado do Governo federal às regiões mais pobres", diz o senador,
reiterando a decisão tomada na reunião dos governadores do Nordeste de continuar a
conceder incentivos fiscais para atrair indústrias. (...) (pág. A8)
O GLOBO
- CPI apura artifícios em aumento de remédios
- A CPI dos Medicamentos pedirá à Agência
Nacional de Vigilância Sanitária uma perícia técnica para analisar as denúncias de
que laboratórios estão usando artifícios para aumentar indevidamente o preço dos
remédios. Segundo o Conselho Regional de Farmácia do Distrito Federal (CRF-DF), alguns
fabricantes estão incluindo na fórmula dos remédios substâncias que nada ajudam no
tratamento, mas servem para justificar aumentos de preços.
Outra manobra para obrigar o consumidor a gastar
mais é fazer com que a quantidade de comprimidos na caixa do remédio seja inferior ou
excessivamente superior ao número de pílulas recomendadas pelos médicos. Com o laudo da
perícia, a comissão poderá denunciar os laboratórios ao Ministério Público por
crimes contra a ordem econômica. (pág. 1, 11 e 31)
- Legumes e frutas orgânicos, cultivados sem
agrotóxicos, chegam aos hipermercados e restaurantes do Rio. É uma reação aos excessos
cometidos por agricultores.
Segundo a Feema, há morangos, figos, agrião e
vagem com até quatro vezes mais pesticida que o permitido. (pág. 1 e 29)
- Seis assaltantes invadiram ontem de madrugada o
apartamento do ex-governador Moreira Franco, no Leblon. Antes de ser rendido e ficar 40
minutos sob a mira de uma pistola, Moreira conseguiu ligar para a ex-mulher, que chamou a
PM. Quatro ladrões foram presos e dois fugiram. (pág. 1 e 3)
- Apesar de não se declarar candidato a presidente,
o governador do Rio, Anthony Garotinho, já tem slogan - "O Brasil vai crescer"
-, adesivos para carros, buttons e até um jingle em ritmo de samba. O adesivo tem a letra
G escrita dentro da bandeira do Brasil. Como primeiro passo, Garotinho tenta fazer 55
prefeitos nas eleições municipais de outubro. (pág. 2 e 5)
- O Governo federal corre o risco de desembolsar
quase R$ 250 milhões este ano para manter ou dar andamento a 58 obras condenadas pelo
Tribunal de Contas da União (TCU). Entre elas está o Fórum Trabalhista de São Paulo,
símbolo de malversação de dinheiro público e onde se constatou o desvio de R$ 169
milhões.
Esse valor de R$ 250 milhões é o mínimo: a cifra
poderia superar R$ 1 bilhão se todas as emendas apresentadas para essas obras por
parlamentares fossem aprovadas. (...) (pág. 3)
- Nestas duas últimas semanas de convocação
extraordinária do Congresso será reaberta a temporada de caça aos deputados. É que,
pelo regimento da Câmara, o partido de maior bancada no dia 15 de fevereiro terá direito
a indicar o presidente da Casa no ano que vem. Com isso, a disputa para aumentar as
bancadas vai crescer. (...) (pág. 4)
- Eles nunca receberam um voto, mas mexem em pontos
polêmicos dos projetos em votações importantes, mudam o voto dos parlamentares,
encaminham pedidos ao Planalto e autorizam os deputados a marcar seus vôos de volta aos
estados.
Com mais desenvoltura do que os próprios líderes,
uma dezena de assessores técnicos forma o time que dá as cartas hoje no Congresso. (...)
(pág. 9)
- Dois casos de suspeita de febre amarela estão
preocupando as autoridades de saúde do Distrito Federal, que temem a reurbanização da
doença. Duas pessoas que acompanharam doentes aos hospitais podem ter contraído a
doença de uma forma branda ou assintomática e ficaram expostas ao mosquito Aedes
aegypti, responsável pela propagação do vírus nas cidades, durante o tempo em que o
vírus amarílico circula no sangue: de cinco a sete dias. (...) (pág. 23)
- Menos de duas semanas depois do vazamento
devastador no oleoduto da Petrobras, especialistas calculam que até 40% da vida na Baía
de Guanabara estejam em perigo. A maré negra, que se concentrou principalmente nos
manguezais do fundo da baía, continua a pôs em risco a sobrevivência de tainhas,
biguás, caranguejos, árvores de mangue e microrganismos.
Relatório do Ibama divulgado na última semana
confirma o diagnóstico dos ambientalistas e ressalta que a dimensão real da tragédia
só será conhecida nas próximas semanas. O biólogo Elmo Amador teme até pelos
golfinhos. (...) (pág. 28)
- O brasileiro vai pagar menos para fazer compras no
exterior com o cartão de crédito e para movimentar seu dinheiro no banco. A partir de
quarta-feira, o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), que incide sobre as compras
internacionais, cai de 2,5% para 2%.
Já a Contribuição Provisória sobre
Movimentação Financeira (CPMF), que incide sobre todas as movimentações bancárias,
passa dos atuais 0,38% para 0,30% a partir do dia 17 de junho. A nova alíquota
permanecerá por mais 24 meses. (...) (pág. 36)
- No dia seguinte à apertada vitória do dia 16
sobre o direitista Joaquín Lavín nas eleições chilenas, Ricardo Lagos respondeu a uma
pergunta sobre o futuro do Mercosul com a menção a um telefonema que recebera na
véspera:
"Vamos caminhar no sentido da integração
política e conversei sobre isso ontem com o presidente Fernando Henrique Cardoso",
disse.
Para o governo eleito do Chile, essa relação
pessoal - Lagos e Fernando Henrique são amigos desde a década de 60 - e outros fatores
convergentes tornam ideais as condições para aperfeiçoar agora a integração com o
Brasil e a Argentina.
Segundo Heraldo Muñoz, assessor internacional de
Lagos e embaixador do Chile no Brasil entre 1994 e 1998, os três países estão de acordo
sobre a necessidade de promover a justiça social. (...) (pág. 40)
- O Ministério das Relações Exteriores criou um
site gratuito para promover produtos de pequenas empresas exportadoras. A página na
Internet (www.buybrazil.org) está em fase experimental há dois meses e atualmente expõe
182 produtos brasileiros.
O site, num primeiro momento, está apresentando
mercadorias de seis setores da economia: vestuário, software, mobiliário, artesanato,
jóias e brinquedos. (...) (pág. 41)
EDITORIAL
"Igualdade à força" - A França está
dando um exemplo de excesso de confiança no poder das leis - e dos perigos que isso
acarreta. Dias atrás, a Assembléia Nacional aprovou projeto para aumentar a
participação das mulheres na vida política, e já a partir das eleições municipais do
próximo ano o número de candidatas de cada partido terá de ser igual ao de candidatos.
(...)
A nova lei é inatacável em sua intenção, mas
não produzirá o milagre da paridade dos sexos na vida política. Nem é certo que a
paridade, obtida a fórceps, seja desejável. (...) (pág. 6)
COLUNAS
(Panorama Político - Tereza Cruvinel) - Quem lê o
texto "O preço dos medicamentos e o papel do Estado" pensa a princípio, e com
razão, que é assinado pelo PT. Não, é um documento da Executiva do PSDB, e permite
concluir que, passado o pior da crise, os tucanos voltam a jogar pesado contra a equipe
econômica e sua política. O pretexto é defender a posição do ministro Serra contra a
de Malan no caso dos remédios.
Pondo carvão na briga, o texto conclui que a
divergência traduz "posições divergentes no interior do Governo sobre o modelo de
inserção do Brasil no capitalismo globalizado". (...) (pág. 2)
(Ricardo Boechat) - A CPI do Narcotráfico aterrissa
amanhã no Rio.
Virá apurar, em novos depoimentos, se há ligação
entre o deputado Wanderley Martins e o traficante Walter Gomes Filho, preso em Niterói.
Serão ouvidas testemunhas de defesa do político,
entre as quais os delegados federais Mateus Casado, Jairo Kulmann e Aluísio Borba.
* A CEF anuncia nas próximas semanas seu resultado
operacional do ano passado.
Seu lucro bateu os R$ 500 milhões, portanto, bem
acima dos R$ 293 milhões de 1998. (pág. 20)
CORREIO BRAZILIENSE
- Brasil tem 30 mil órfãos da Aids
- Crianças que perderam os pais para a doença
sofrem rejeição e são expostas à miséria. (pág. 1 e 8)
- O ministro da Saúde, José Serra, não se entende
com Pedro Malan, da Fazenda, que perdeu a queda de braço contra Fernando Bezerra, da
Integração Regional, alvo de ataques do governador tucano Tasso Jereissati. Bastou a
crise econômica esfriar para as rusgas entre os governistas explodirem. (pág. 1 e 18)
- O crescimento das vendas pela Internet leva o
comércio tradicional a rever as estratégias para não perder clientes. Com custos
menores, o mercado virtual oferece preços mais baixos do que as lojas convencionais.
(pág. 1 e 22)
- (São Paulo) - A Bolsa de Valores do Rio de
Janeiro tem um dos salões de pregão mais requintados do Hemisfério Sul. É um lugar
muito bem equipado, ficou pronto há poucos anos e custou caro. Só tem um problema:
tornou-se inútil.
A fusão da Bolsa carioca com a paulista,
sacramentada na última quinta-feira, decretou o fim das negociações com ações no Rio.
Mais do que isso, acabou com as esperanças que a cidade tinha de um dia voltar a ser um
centro financeiro importante. (...) (pág. 20)
JORNAL
DE BRASÍLIA
- Paraguai complica mais Mercosul que divergências
com a Argentina
- O Brasil e a Argentina só tem a ganhar
trabalhando juntos para reforçar a capacidade produtiva e institucional do Paraguai,
considerado atualmente pelo Governo brasileiro como o principal problema do Mercosul.
"Não dá para dizer: o Paraguai que se vire.
Não dá, porque quem mais perderia somos nós", disse o embaixador José Botafogo
Gonçalves, recém-nomeado pelo presidente Fernando Henrique Cardoso como embaixador
extraordinário para assuntos do Mercosul.
O Paraguai, "por razões históricas e
políticas é um país que viveu muito na marginalidade", disse o diplomata, ao mesmo
tempo que manifesta muita tranqüilidade para a superação de diferenças comerciais com
a Argentina e a negociação de um regime automotivo. (pág. 1 e 10-A)
- O Brasil vai ser o País líder da América
Latina, senão das Américas. No meu entender, todas essas operações especulativas -
como as que visaram o real em 1998 e 1999 - ocorrem porque há ciúmes em relação ao
Brasil.
O Brasil é um colosso, tem uma capacidade e um
dinamismo cultural e artístico extraordinários. Se o Brasil der um salto grande no
sentido do desenvolvimento, como vai dar, é de se esperar que o Brasil vai dar as cartas
no mundo. Não tenho dúvidas disso".
Quem fala é o ex-presidente de Portugal, Mário
Soares, principal artífice político da integração européia do seu país e um dos 10
estadistas vivos mais conhecidos do mundo. (...) (pág. 1 e 4-A)
ZERO HORA
- A medida que avança a convocação
extraordinária do Congresso, o Governo vê reduzidas as chances de aprovar a proposta que
proíbe a venda de armas de fogo no País.
O projeto do Executivo, na Câmara, e o similar do
senador Renan Calheiros (PMDB-AL), no Senado, perdem terreno para propostas que se limitam
a impor obstáculos à compra ou ao porte de armamentos, com uma regulamentação que
pouco difere da atual. (pág. 6 e 8)
- A maior transação comercial deste ano no estado
será concretizada nesta semana. Os interessados na aquisição do controle acionário da
Companhia Riograndense de Telecomunicações (CRT) devem apresentar suas propostas nesta
segunda-feira.
Até sexta-feira, o consórcio Tele Brasil Sul (TBS)
- controlado pela Telefónica - terá de oficializar a venda dos 85,19% do capital votante
da operadora gaúcha em seu poder. (pág. 18)
MANCHETES
ESTADO DE MINAS
- Crimes informatizados
CORREIO DO POVO
(RS)
- Guerra fiscal atrapalha investimentos no País
ZERO HORA (RS)
- Chefe do tráfico no Rio se refugiava há um ano
em sítio de Gravataí
REVISTAS
VEJA
TÍTULO DE CAPA
- A AMEAÇA DO CAPITAL ESTRANGEIRO É REAL?
Políticos e empresários nacionalistas se alarmam
com os recordes de investimentos externos no Brasil
Como o País pode vencer o medo da
desnacionalização e lucrar com a invasão dos dólares
- Candidata nova sobrenome velho - A governador
Roseana, filha de José Sarney, é uma força emergente no jogo da sucessão de 2002.
(pág. 38 a 43)
- A pedra na engrenagem - Como a nova Lei da
Responsabilidade Fiscal pode punir os governantes por irregularidades administrativas e
ajudar o País a crescer. (pág. 44 e 45)
- Caros demais? - A CPI já tem um mérito: abriu o
debate em torno do preço e da qualidade dos remédios. (pág. 46 e 47)
- Chuva de dólares - O Brasil bate recorde em
investimento estrangeiro, e os nacionalistas se assustam. (pág. 116 a 123)
- Onde está o dinheiro? - Governo intervém na
área cinematográfica para tentar responder à pergunta acima. (pág. 142 e 143)
ISTOÉ
TÍTULO DE CAPA
- OS QUE VENCERAM A MORTE
- Eles resistiram graças aos progressos da medicina
e à fé na recuperação. Hoje têm uma exemplar e invejável alegria de viver
- Foi um estupro - Acusado de captar recursos em
excesso para o polêmico Chatô, o rei do Brasil, Guilherme Fontes reclama das críticas
impiedosas. (pág. 10 a 14)
- Balcão de negócios - Depois do esquema dos
anões, orçamento tem controle maior, mas continua sendo alvo de denúncias. (pág. 34 a
39)
- Briga no ninho tucano - De olho em 2002, Serra e
Malan voltam a se bicar, desta vez por causa do preço dos remédios. (pág. 39)
- Fecha-se o cerco a Greca - MP quebra sigilos e
investiga doações a instituto presidido pela mulher do ministro. (pág. 40 a 42)

ATENÇÃO
O Boletim de Acompanhamento Macroeconômico da
Secretaria de Política Econômica, que traz avaliação mensal da conjuntura econômica
brasileira (análise e tendência de preços, salários, juros, balança comercial, contas
externas, etc), está disponível via FTP através do endereço na INTERNET www.fazenda.gov.br, na área específica de
"Publicações". Outras informações atualizadas, inclusive sobre os resultados
do Plano Real, podem ser também obtidas, em português e em inglês, na página
eletrônica do Ministério da Fazenda.
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Social da Presidência da República.
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