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04/02/2001
JORNAL DO BRASIL
- O verão do
inferno astral
- No mapa astral de 2001 do Rio de Janeiro, Neturo divide com Marte a
casa 8. Esta junção explicaria os acidentes que assolam a cidade desde o dia 30 de
dezembro, quando desabou o alambrado no Estádio São Januário, ferindo mais de 100
pessoas. "Naquele dia, a Lua passava por cima de Plutão, o que significa
catástrofe", explica a astróloga Maria Eugênia de Castro.
No réveillon, fogos explodiram a poucos metros da areia, ferindo 59
pessoas e matando uma. "A casa 8 é a casa da morte", acrescenta Maria Eugênia.
Netuno está relacionado a produtos químicos e água. Marte, a fogo e metais.
Estes fatores estariam ligados ao incêndio no cenário do programa da
Xuxa. No dia da queda do teleférico do Rio Water Planet, Vênus, signo da diversão, e
Mercúrio, do transporte, se encontraram. (pág. 1 e 19)
- O Partido dos Trabalhadores considera que o debate econômico não
será decisivo na próxima eleição presidencial de 2002.
"O grande problema do País hoje é a degradação da sociedade, a
perda de valores, de auto-estima das famílias. Isso para se recuperar vai levar
décadas", disse o presidente de honra e possível candidato do partido, Luiz Inácio
Lula da Silva, na conversa que teve no Jornal do Brasil com os deputados petistas Aloízio
Mercadante e José Dirceu.
Lula adiantou que o PT vai apresentar em outubro um projeto provando
que é possível acabar com a fome no Brasil em apenas quatro anos. Destacou que o
programa do partido é dar absoluta prioridade à educação, às políticas de cultura e
de esportes, sem esquecer que se precisa fazer a distribuição de renda.
"Se vocês forem assistir a um show de hip-hop, vão perceber que
existe uma sociedade que não está e não passa pela cabeça de vocês. São milhões de
jovens sem nenhuma expectativa. O cara não tem emprego, não tem estudo, não pode pagar
R$ 400 ou R$ 500 numa faculdade. É um futuro morador da Febem", diz.
Lula defende ainda o estabelecimento de um novo contrato social, e
aproveita para criticar o projeto do presidente Fernando Henrique, que pretende acabar com
a fome no Brasil até 2010. "Até lá teremos mais uns 10 milhões de
esfomeados", garante - enfático - Lula. (pág. 1, 12 e 13)
- Caso o Governo não consiga atenuar a crise no Legislativo causada
pelas eleições para as presidências da Câmara dos Deputados e do Senado, a
convocação extraordinária deste ano só terá servido para a aprovação das três
medidas provisórias votadas na última semana.
Como o custo foi de R$ 9,5 milhões, só de pagamento aos
parlamentares, cada aprovação poderá custar ao Tesouro o equivalente a R$ 3,16
milhões. O objetivo era aprovar nos 16 dias da convocação (seis já se passaram) 75
medidas provisórias. (...) (pág. 2)
- O Congresso Nacional, os partidos políticos e o Governo experimentam
hoje uma inédita disputa de poder na história do Brasil. Nunca se brigou tanto, por
tanto tempo e tão fora dos rígidos padrões institucionais da casa das leis, pelas
presidências da Câmara e do Senado.
O mais inusitado é que partem de aliados de um projeto de poder,
juntos há seis anos, as trocas de xingamentos e acusações, as traições e as juras de
amor a opositores ideológicos. Um vale-tudo explícito, sem limite e de resultados
imprevisíveis. (...) (pág. 3)
- A mancha socialista, que com o ingresso de prefeitos, vereadores e
deputados estaduais e federais ligados ao governador Anthony Garotinho passou a ocupar
metade do mapa do estado do Rio, pode estar refletindo apenas o fogo fátuo que o PSB
passou a ostentar com a munição renovada.
O partido ficou com 44 dos 92 municípios fluminenses, a segunda maior
bancada na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro com 15 deputados contra 18 do PMDB,
cinco vagas na Mesa Diretora da Alerj.
Quando se trata de votos, porém, as cidades dominadas pelo PSB não
somam mais do que 2,1 milhões (eram 637 mil nas oito prefeituras originalmente dominadas
pelo partido). É o equivalente a apenas 21% dos 9,9 milhões de eleitores fluminenses.
Em outra conta, o mesmo que apenas quatro municípios da Região
Metropolitana do Rio: Duque de Caxias, Nova Iguaçu, Niterói e São Gonçalo somados. Ou
metade do colégio eleitoral da capital com seus 4,2 milhões de votantes. (...) (pág. 4)
EDITORIAL
"Moral Mínima" - (...) O que países como o Brasil devem
procurar, portanto, não é reduzir a importância do Congresso ou da Presidência ou
ignorar a importância dos partidos e de suas lideranças.
Trata-se de cobrar um mínimo de decência, de moral, daqueles cujos
gestos podem influenciar toda a sociedade. Moral e decência exercem-se melhor quando se
fixam linhas divisórias claras, e competências.
A independência do Banco Central cabe nessa moldura, assim como novos
mecanismos reguladores e auto-reguladores que permitam aos mercados navegar sem jogar ao
sabor da indecência política do dia. A sociedade brasileira precisa cobrar essa minima
moralia ao ambiente político.
Está na hora de jogar na Internet a lista dos nomes dos indecorosos
políticos do dia, com vistas às próximas eleições. Isso funcionou em São Paulo,
onde, nas eleições municipais passadas, cerca de metade dos vereadores foi mandada para
o olho da rua pelo eleitorado indignado. (pág. 10)
COLUNAS
(Coisas da Política - Dora Kramer) - Correndo o risco de estar
chamando para a briga os fatos, ainda assim é mais correto dizer que esta semana será de
indecisões no Congresso do que apostar que o cenário que se desenha como o mais
provável - a eleição de Aécio Neves na Câmara e a de Jader Barbalho no Senado - seja
realmente o definitivo.
Virou moda afirmar que numericamente os dois estão eleitos. Esta, como
toda moda, tem lá suas invenções, que acabam consolidando-se como verdades absolutas
mas que não levam em conta alguns fatores.
Em primeiro lugar, estamos falando de política, de pessoas, de
vontades, sentidos, poder, interesses, habilidades, capacidades, possibilidades, falamos
de tudo aquilo que guarda pouquíssima relação com operações meramente aritméticas.
(...) (pág. 2)
(Informe JB - Paulo Fona) - O prefeito Cesar Maia tem uma tarefa que
ele mesmo define como "difícil" na terça-feira. Nesse dia ele fala para uma
platéia de empresários estrangeiros sobre as eleições de 2002. "Tá tudo muito
confuso", define.
Mesmo assim, Maia arrisca alguns cenários. Para ele, o Governo FH
aposta na "oxigenação econômica" que não deve se prolongar até a campanha
eleitoral. "As condições externas não garantem nada", diz.
Mesmo assim, reconhece que o Governo está eleitoralmente agindo de
maneira correta. "Está investindo em educação e saúde no interior do País, que
tem 40% do eleitorado", resume, acrescentando que FH age desse modo porque sabe que
perderá nas grandes cidades, com o avanço do PT em 2000. (...) (pág. 6)
FOLHA DE SÃO PAULO
- SP perde receita com áreas cedidas
- O município de São Paulo deixa de arrecadar dezenas de milhões de
reais por ano ao ceder terrenos a entidades privadas. Apenas em 19 áreas, equivalentes a
um terço do parque Ibirapuera e avaliadas em R$ 258 milhões, a perda é de mais de R$ 20
milhões em aluguéis não cobrados, informam Flávia de Leon e Sérgio Duran.
Esses terrenos integram lista de 40 que estão sendo investigados pela
Procuradoria Geral de Justiça. O uso desses espaços não é considerado de interesse
público, em desacordo com a lei.
A prefeitura estuda a exigência de contrapartidas. Neste mês,
começaram a ser propostas ações que visam recuperar bens usados irregularmente e
também o pagamento retroativo. (pág. 1 e C1)
- Saiu do forno o segundo lote de relatórios do Governo sobre
cooperativas ligadas ao MST e irrigadas com verbas públicas.
O documento foi preparado pela Secretaria Federal de Controle, entidade
ligada ao Ministério da Fazenda.
Levantaram-se dados que não engrandecem a imagem pública do MST:
cobrança de pedágio, inadimplência, escriturações duvidosas. (Josias de Souza,
diretor da sucursal de Brasília) (pág. 1 e A18)
- O crescimento do Brasil neste ano, da ordem de 4%, deverá continuar
pressionando a balança comercial, e analistas já prevêem déficit de US$ 1,5 bilhão. O
Governo trabalha com hipótese de superávit.
A balança sofrerá com importações para atender o consumo e a
demanda de máquinas. O maior consumo também consome o excedente exportável.
O desaquecimento dos EUA, que absorvem um quarto das exportações do
Brasil, piora o desequilíbrio. (pág. 1 e B4)
- A iminente vitória de Ariel Sharon na eleição para
primeiro-ministro de Israel na terça-feira é uma surpresa que está sendo atribuída a
dois de seus adversários - Ehud Barak, o atual primiê e candidato trabalhista, e Iasser
Arafat, o presidente da Autoridade Nacional Palestina - e a uma campanha que vende uma
imagem moderada do veterano político e comandante militar.
Linha dura do partido Likud (direita), Sharon tem nas pesquisas de 15 a
20 pontos de vantagem sobre Barak, responsável ao lado de Arafat pelo fracasso das
negociações de paz na região. (pág. 1 e A21)
EDITORIAL
"EUA com gripe" - O chiste é antigo: diz-se que, quando os
EUA espirram, o Brasil fica resfriado. Nas últimas semanas, no entanto, ganhou força um
cenário mais dramático.
A economia norte-americana dá sinais de fragilidade acima da esperada.
Aumentou o medo de uma recessão. O FED, banco central, promoveu mais um corte de meio
ponto percentual nas taxas de juros da maior economia do planeta. (...)
A debilidade econômica dos últimos meses, no entanto, já surpreende
tanto pela intensidade como pela sua generalização, engolfando setores da velha e da
nova economia.
O PIB cresce cada vez menos, o desemprego e os cortes de salários e
benefícios espalham-se velozmente. Já se estima perda de 1 milhão de empregos nos EUA
ao longo deste ano. (...)
Afinal, se é verdade que a fragilidade das contas externas é o
calcanhar-de-aquiles do modelo econômico brasileiro, o abandono da âncora cambial e os
sucessos do Governo FHC no controle das finanças públicas e na consecução das metas
inflacionárias tornam o quadro atual muito menos inseguro do que o vivido até janeiro de
1999.
No entanto, volta a ganhar volume o coro dos que temem um crescimento
não-sustentável e preferem garantia duvidosa de uma política de taxas de juros reais
ainda muito elevadas no Brasil. (...) (pág. A2)
COLUNA
(Painel) - ACM e o candidato da oposição no Senado, Jefferson Péres
(PDT), combinaram se encontrar amanhã. É muito improvável que haja um acordo, mas o
pefelista quer manter uma porta aberta para o caso de não achar uma alternativa na base
aliada para derrotar Jader e eleger Inocêncio na Câmara.
* Chama-se Lúcio Alcântara o tucano que o PFL tem em mente para
enfrentar Jader Barbalho (PMDB) no Senado. Jorge Bornhausen e o senador cearense tiveram
uma conversa secreta na terça-feira passada. O pefelista saiu animado, mas a eventual
candidatura só sai se tiver o aval de Tasso Jereissati (CE).
* Para demonstrar aos aliados em polvorosa que não está contra a
parede e que será forte até 2002, FHC tem espalhado que pretende voltar a conversar com
Lula (PT) e até Ciro Gomes (PPS). Falta avisar a dupla. (pág. A4)
O ESTADO DE SÃO PAULO
- Salário real do brasileiro volta a
crescer em 2001
- Após três anos de queda, a previsão para 2001 é que a renda
média no País tenha aumento entre 0,5% e 2%. No ano passado, apesar do crescimento da
economia em cerca de 4% e da redução do desemprego para 7,1% - o menor em três anos -,
a renda do brasileiro diminuiu.
Numa economia em desenvolvimento, salário é o último elemento a se
recuperar, constata a consultora do IBGE Shyrlene Ramos de Souza.
O professor José Pastore, da USP, lembra que a reação dos salários
começou em agosto e hoje já é possível verificar falta de mão-de-obra em alguns
setores, o que favorece o trabalhador no momento da contratação.
Outro professor, José Márcio Camargo, também sócio da consultoria
Tendências, ressalta que a recuperação salarial será lenta, pois um crescimento
econômico de 4% ao ano "ainda é pouco". (pág. 1 e B1)
- Diversas empresas estão encontrando dificuldade para contratar
profissionais com alto nível de especialização. Na disputa pela mão-de-obra, elas
oferecem salários e benefícios cada vez maiores.
Segundo a vice-presidente do Grupo Catho, Inês Perna, "o mercado
está crescendo e os mais procurados são jovens com excelente formação acadêmica e
domínio de idiomas como o inglês e o espanhol". (pág. 1 e B3)
- As empresas pontocom no Brasil não fizeram em 2000 nem metade do
investimento anunciado. Após a queda da Nasdaq, essas aplicações podem nunca vir a
ocorrer.
Pesquisa da FGV revela que, dos US$ 2,1 bilhões previstos para
tecnologia, menos de US$ 370 milhões foram usados em empresas exclusivamente de Internet.
Mas a expectativa é de crescimento do comércio eletrônico. (pág. 1 e B7)
- Auditoria da Secretaria Federal de Controle concluiu que podem estar
sendo desviados por prefeitos cerca de 25% dos recursos do programa social do Governo para
idosos e deficientes físicos carentes.
O programa paga um salário mínimo (R$ 151) por mês para pessoas
nessa situação que tenham renda inferior a um quarto do salário. No ano passado, o
desvio pode ter chegado a R$ 450 milhões. (pág. 1 e A7)
- Cerca de 50 indígenas iniciaram ontem uma greve de fome em respostas
à decretação de estado de emergência pelo presidente do país, Gustavo Noboa, na
madrugada de ontem.
A crise política equatoriana se agravou no início da semana passada,
quando milhares de camponeses ocuparam a Universidade Salesiana de Quito em protesto
contra pacote econômico que prevê aumento nas tarifas de transporte e dos combustíveis.
(pág. 1 e A17)
- O Brasil começa a preparar-se para a nova rodada global de
negociações comerciais em Doha, no Qatar, onde estarão reunidos, em novembro,
diplomatas de mais de 130 países da Organização Mundial do Comércio (OMC).
O grande objetivo do Brasil será a formação de um sistema de
comércio mais equilibrado e menos discriminatório contra os países em desenvolvimento.
(pág. 1 e B9)
- Rejeitar a realidade, empenhar-se em substituí-la pela ficção,
afirmar a superioridade do sonho sobre a vida e orientar a conduta em função disso é a
mais antiga e humana das atitudes, a que gerou as figuras políticas, militares,
científicas, artísticas, mais atraentes e admiradas, os santos e os heróis, e, talvez,
o motor principal do progresso e da civilização. (Vargas Llosa) (pág. 1 e A18)
EDITORIAL
"Os ventos e a tempestade" - Barbalho, de um lado, e Aécio e
Inocêncio, de outro, estão demonstrando que não têm condições para presidir as duas
casas do Legislativo. Todos os personagens já mostraram quem são e os derrotados
depositarão a fatura de seus prejuízos na soleira do Planalto. (pág. 1 e A3)
COLUNA
(Coluna do Estadão) - As opiniões sobre economia do governador do
Ceará, Tasso Jereissati, surpreenderam o mercado e incluíram definitivamente a questão
sucessória brasileira na agenda dos investidores estrangeiros.
Tudo começou num almoço do governador com executivos e clientes do
J.P. Morgan, em Nova York, dia 22 de janeiro, durante o qual ele defendeu "o controle
político das decisões do Banco Central".
Tasso evitou a metáfora "molho político" na condução da
política monetária, como fez na entrevista de imprensa concedida dias depois em Davos,
na Suíça.
Ele argumentou que o País "ainda não tem maturidade" para
conviver com a autonomia do Banco Central. (...) (pág. A6)
O GLOBO
- Genéricos custam no Brasil 73% a mais
que nos EUA
- Recebidos há um ano como a grande esperança para baratear os
medicamentos, os remédios genéricos no Brasil custam, em média, 73,36% mais do que nos
Estados Unidos. A constatação foi feita pelo Conselho Regional de Farmácia do Distrito
Federal, ao comparar os preços de 30 genéricos à venda nas farmácias brasileiras e
americanas.
O anti-hipertensivo Captopril, do laboratório Medley, que tem o mesmo
princípio ativo do Capoten, por exemplo, custa no País 251,48% mais que nos EUA.
Outra pesquisa do Conselho de Farmácia mostrou que 37 genéricos
estão com preços mais altos que os remédios de marca: é o caso do antidepressivo
Cloridrato de Fluoxetina, que custa 63% mais que o Fluxene, produzido pela Eurofarma.
(pág. 1, 27 e 28)
- No Rio, há 122 obras paradas ou sob a ameaça de paralisação. Uma
delas é a expansão do metrô até a rua Siqueira Campos, em Copacabana: a empreiteira
avisa que pára amanhã se não receber o pagamento, suspenso há dois meses. Nessas obras
já foram investidos cerca de R$ 550 milhões. (pág. 1 e 13)
- Soldados tiram amostras de sangue durante operação na selva
amazônica. O Exército e a Fiocruz se uniram para caçar na Amazônia novos vírus
mortais. A floresta é o habitat de microorganismos desconhecidos que, com o desmatamento,
ameaçam chegar às cidades. (pág. 1 e 3)
- Embora não haja nenhum sinal de incidência da doença da vaca louca
no Brasil, os Estados Unidos decidiram acompanhar a decisão canadense e suspender as
compras de carne brasileira. O argumento dos EUA é o mesmo do governo do Canadá: uma
suposta lentidão do Brasil em fornecer documentos sobre a situação sanitária dos
produtos. (pág. 2 e 32)
- O isolamento do PFL na disputa das presidências da Câmara e do
Senado poderá provocar mudanças no arranjo de forças para a sucessão presidencial de
2002.
Mantidas as atuais alianças, o PMDB terá a vaga do candidato a
vice-presidente, que foi de Marco Maciel, do PFL, numa chapa encabeçada pelo PSDB.
Com isso, se reduzem as chances de o governador Tasso Jereissati (CE)
vir a ser escolhido candidato do PSDB. (...) (pág. 8)
- O Partido dos Trabalhadores (PT) chega aos 21 anos no próximo dia 10
com um desafio: governar, sem perder a identidade, as 187 prefeituras e três estados onde
chegou ao poder. O partido enfrenta também o problema de estar alcançando a maioridade
sem um nome nacional capaz de substituir Luiz Inácio Lula da Silva como candidato a
presidente da República. (pág. 2 e 9)
- Depois de receber 278 sugestões de Procons, Ministério Público,
instituições financeiras, além de milhares de reclamações de correntistas, o Banco
Central publicará até julho o novo código de defesa dos clientes de bancos.
As instituições ficarão proibidas de só usar caixas eletrônicos,
de fazer vendas casadas e terão de enviar aos clientes extratos com maior clareza. (pág.
2 e 31)
EDITORIAL
"O ímã" - A indústria automobilística foi sem dúvida o
acelerador que permitiu a São Paulo disparar na corrida do desenvolvimento econômico a
partir dos anos 50. Minas Gerais também se transformou com a chegada da Fiat nos anos 70.
O estado do Rio não chegou a ter a mesma sorte: o seu maior
empreendimento no setor, de origem estatal (a Fábrica Nacional de Motores), acabou não
sendo adaptável à dinâmica da iniciativa privada. (...)
Com o processo de descentralização industrial, a economia fluminense
ganhou uma segunda oportunidade (da mesma maneira que Paraná, Rio Grande do Sul e Bahia)
para atrair indústrias automobilísticas. (...) Agora a inauguração do complexo fabril
da Peugeot-Citroën consolida a nova fase da indústria fluminense. (...)
É praticamente certo que o ímã da nova indústria atraía ao estado
do Rio um rol de empresas seduzidas pela possibilidade de serem fornecedoras da
Peugeot-Citroën. (...) (pág. 6)
COLUNAS
(Panorama Político - Diana Fernandes) - As campanhas para as
presidências da Câmara e do Senado entram em seus últimos dez dias apontando o PFL como
o partido mais desgastado no processo. Se nada de extraordinário acontecer até o dia 14,
assim será. Mas as marcas de disputa tão acirrada sobram para todos. Ainda que vitorioso
no Senado, Jader Barbalho, do PMDB, não assumirá o posto com glória, pompa e
circunstância.
Foram pesadas as acusações de seu inimigo número um, o senador
Antônio Carlos Magalhães.
O peemedebista está chegando perto da vitória com a vantagem de ter
vencido politicamente o cacique baiano. (...) (pág. 2)
(Ricardo Boechat) - A Universidade de Oxford abrirá suas portas a FHC.
Vai dar-lhe o título de Doctor in Civil Law durante sua visita à
Inglaterra, em março.
Depois, só ficará faltando um banquete com a rainha para a festa ser
completa.
* O Conselho Nacional de Biotecnologia vai perder a exclusividade no
licenciamento e controle de projetos relativos a produtos transgênicos no Brasil.
O Governo dividirá a tarefa com o Conselho Nacional do Meio Ambiente.
* Presidente de Furnas, o ex-ministro Luís Carlos Santos acha mau
negócio para o País a quebra do equilíbrio entre o PMDB e o PFL no comando do Senado e
da Câmara: "O maior prejuízo para o País não vai ser político", arrisca.
"A principal vítima da instabilidade no Congresso, mais cedo ou mais tarde, será a
economia". (pág. 16)
CORREIO BRAZILIENSE
- Governo convida americanos e canadenses
para checarem as condições do rebanho
- Ministério da Agricultura garante que gado nacional não está
contaminado pela vaca louca. (pág. 1 e 12)
- O líder do PSDB na Câmara dos Deputados, Aécio Neves (MG), era o
azarão na disputa pela presidência da Casa. Hoje, porém, poucos têm dúvida de que o
neto de Tancredo Neves ficará com o cargo. (pág. 1, 6 e 7)
- Estado de emergência no Equador - O presidente Gustavo Noboa
decretou estado de emergência e suspendeu os direitos civis, mas as lideranças
indígenas ainda fazem exigências para dialogar. (pág. 1 e 18)
- Peça satiriza hino, bandeira e políticos - Criação do grupo
brasiliense Os Melhores do Mundo, Política desperta reações ao mexer com tabus
nacionalistas. Empresas multinacionais também são citadas. (pág. 1 e 10)
ZERO HORA
- Pelo menos 65 pessoas foram nomeadas para
funções públicas por parentes que tomaram posse este ano em prefeituras ou câmaras
municipais gaúchas. Prefeitos e vereadores que nomearam familiares poderão vir a ser
alvo de ações de imoralidade ou improbidade administrativa, em estudo no Ministério
Público. Só o prefeito de Eldorado do Sul, Jaime Conzatti (PSDB), colocou 11 familiares
no primeiro escalão do município. (pág. 6 e 12)
- O argumento que prefeitos e vereadores utilizam para justificar o
nepotismo é a confiança que depositam nos parentes. Na sexta-feira, o presidente
nacional do PT, deputado federal José Dirceu (SP), deu um ultimato a prefeitos e
vereadores do partido para que demitam até março os parentes nomeados.
Dirigentes petistas acreditam que os administradores que insistirem na
prática de nepotismo poderão ser submetidos à comissão de ética do partido e, se
condenados, correm o risco de ser expulsos da sigla. (pág. 12)
- Empresas brasileiras e estrangeiras, entre elas espanholas,
portuguesas, francesas, italianas, argentinas e norte-americanas, pagaram US$ 100,16
bilhões por parte do patrimônio estatal brasileiro entre 1991 e 2000. O Banco Nacional
de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que administrou a maior empreitada da
desestatização do Brasil, salienta o crescimento nos investimentos, o aumento do lucro,
além da ampliação da produtividade nas ex-estatais, após a privatização. Por outro
lado, especialistas lembram metas não-cumpridas e demissões em massa. (pág. 18, 19 e
20)
- É possível humanizar a globalização? O ministro francês Guy
Hascoust, acredita que sim. E "sem excluir o lucro ou se opor à economia de
mercado". A saída estaria nas inúmeras formas de expressão da chamada economia
solidária - um modelo inspirado no socialismo utópico que se baseia em empreendimentos
lançados por cooperativas e organizações coletivas de trabalho, tendo como princípios
o preço justo e a divisão de lucros com o conjunto de assalariados.
Titular da Secretaria de Economia Solidária do Ministério do Trabalho
da França, Hascoust participou do Fórum Social Mundial. Na ocasião, definiu com o
governo do estado um convênio para o intercâmbio de iniciativas na área de projetos de
autogestão.
Para as cooperativas gaúchas, o acordo facilitaria o ingresso no
mercado francês por meio do que Hascoust chama de "comércio justo", cujas
regras se resumem na ajuda a produtores menos favorecidos. (pág. 24)
MANCHETES
O DIA (RJ)
- Servidor paga mais caro para ter plano de saúde
ZERO HORA (RS)
- Nepotismo resiste em mais de 30 municípios gaúchos
REVISTAS
VEJA
TÍTULO DE CAPA
- Impunidade: Livres para matar - De cada 100 assassinos, ladrões e
estupradores, a polícia prende 24, a Justiça condena 5 e só um cumpre a pena até o fim
A sucessão começou... - Jader Barbalho, o homem dos 30 milhões de
reais, sai candidato ao Senado e estoura a boiada governista de olho em 2002. (pág. 34 e
35)
...Com a ficção de sempre. (pág. 36 e 37)
O povo está de farol baixo - Os juros caem, mas a pouca confiança dos
americanos no futuro imediato da economia vai atrasar sua recuperação. (pág. 50 e 51)
Somos todos reféns - Em razão da inépcia da polícia e da Justiça,
só 1% dos bandidos violentos cumpre pena. (pág. 86 a 93)
Tigres brasileiros - A balança comercial está negativa, mas a
qualidade das exportações melhorou e há empresas batendo recorde de vendas. (pág. 96 e
97)
ISTOÉ
TÍTULO DE CAPA
- Consumidor: O brasileiro ainda é tratado com descaso pelas empresas.
Telefonia, bancos e planos de saúde estão entre os campeões de queixas. O Governo deve
criar um cadastro nacional de reclamações. Saiba como se defender
Tiro no pé - Trapalhadas e blefes de ACM e fanfarronice oposicionista
de Inocêncio Oliveira isolam o PFL no Congresso e no Governo. (pág. 26 a 29)
Um passo adiante - Encontros de Porto Alegre e Davos mostram que há
uma busca por alternativa ao neoliberalismo. (pág. 30 a 34)
Façam suas apostas - A queda das taxas de juros e a alta de 16% da
Bovespa em janeiro abrem o apetite por aplicações de maior risco, mas o final dessa
história pode ser indigesto. (pág. 78 e 79)
É palhaçada! - O brasileiro já não engole sapos facilmente, mas os
abusos continuam e o Governo promete uma nova arma: o cadastro nacional de reclamações.
(pág. 80 a 86)
No fio da navalha - Recessão e corte dos juros nos EUA jogam água
fria no clima de otimismo com relação a economia brasileira. (pág. 76 e 77)
ÉPOCA
TÍTULO DE CAPA
- Os mistérios do Censo:
* Por que tanta gente diz que não foi ouvida
* Como os recenseadores trabalharam
* Os argumentos do IBGE
Duelo entre parceiros - Isolado, o PFL ameaça juntar-se à oposição
e abre fissuras na aliança governista no Congresso. (pág. 36 a 39)
O convívio com o poder - Sustentados por um orçamento bilionário,
políticos influentes e funcionários anônimos dividem a cena cotidiana do Parlamento.
(pág. 40 a 42)
Caça ao gado importado - O Brasil tem prazo até março para convencer
a União Européia de que o rebanho está livre da vaca louca. (pág. 77)
Recorde no caixa - O cartão de crédito consolida-se como dinheiro de
plástico, entra no cotidiano de milhões de pessoas e leva o setor a alcançar um
crescimento inédito. (pág. 78 a 82)
Os órfãos do Censo - Muitos brasileiros declaram que não foram
recenseados, mas o IBGE garante ter feito um bom trabalho e chegado a números
confiáveis. (pág. 88 a 93)
Batalha para atrair clientes - Farmácias se unem a distribuidores e
criam rede de negócios para vender medicamentos a preços mais baixos. (pág. 99)
DINHEIRO
TÍTULO DE CAPA
- 250 mil vagas na tecnologia - Empresas procuram profissionais
qualificados, não encontram e criam em pouco tempo a maior demanda do País por técnicos
e executivos
Vicente Fox - "Somos a inveja de todo o mundo" - Em Davos, o
presidente do México inclui o Brasil e a Argentina entre os que cobiçam a posição
estratégica do país que é "sócio, vizinho e amigo dos Estados Unidos".
(pág. 20 a 22)
Relatório secreto do dinheiro sujo - Equipe de Malan faz
investigação, desenha o mapa da lavagem no Brasil e aponta as grandes máquinas de
desvio. (pág. 26 a 28)
Tarifa Robin Hood - Aneel vai aliviar contas residenciais e cobrar mais
das empresas. (pág. 29)
Pena máxima para Magalhães Pinto - Ex-banqueiro sofre a maior
punição da história do BC. (pág. 76)
Empresas procuram profissionais de alta qualificação, não acham e
abrem seus próprios cursos de treinamento para preencher 250 mil vagas de tecnologia.
(pág. 36 a 38)

ATENÇÃO
O Boletim de Acompanhamento Macroeconômico
da Secretaria de Política Econômica, que traz avaliação mensal da conjuntura
econômica brasileira (análise e tendência de preços, salários, juros, balança
comercial, contas externas, etc), está disponível via FTP através do endereço na
INTERNET www.fazenda.gov.br, na área
específica de "Publicações". Outras informações atualizadas, inclusive
sobre os resultados do Plano Real, podem ser também obtidas, em português e em inglês,
na página eletrônica do Ministério da Fazenda.
Consulte a homepage da Secretaria de
Comunicação Social da Presidência da República.
O endereço na Internet é www.brasil.gov.br
O telefone para solicitação de
publicações é:061-411.4892.
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