
04/03/2001
JORNAL DO BRASIL
- Granadas a R$ 400 nas ruas do Rio
- No fim do ano passado, sete explosões em diferentes pontos do Rio
mostraram que o uso de granadas por traficantes não estava mais restrito aos morros que
dominam. Os petardos, que feriram oito pessoas na época, são adquiridos com facilidade.
Tanto que a reportagem do Jornal do Brasil percorreu os locais das
explosões e, após demonstrar interesse em informações, passaram-se 15 dias até o
contato que resultaria na compra, na sexta-feira, dia 23, por R$ 900, de três bombas -
normalmente o comércio clandestino fecha negócios em menos tempo.
Um homem que se dizia traficante de drogas e armas entregou à equipe
do JB, perto da Quinta da Boa Vista, em São Cristóvão, duas granadas inertes do
Exército e uma artesanal, letal, feita de PVC, pólvora e pregos. Pelo telefone, o
traficante contou que as armas são compradas de militares das Forças Armadas ou de
policiais.
"Eles não sobem e traficante não desce. Há um matuto que
traz", disse X. Para ele, o tráfico está mais bem armado que a polícia, mas perde
em treinamento: "Às vezes mato um dos nossos para mostrar ao grupo que falta
preparo". (pág. 1 e 13)
- Confederações patronais vão propor quinta-feira ao Governo que a
correção de 68,9% relativa aos planos Verão e Collor 1 do FGTS seja paga em dez anos,
com recursos do próprio fundo. Os empresários sugerem que 20% dos recursos disponíveis
do fundo sejam aplicados em títulos públicos e privados que têm rendimento atrelado à
taxa Selic, atualmente em 15,25%.
O Governo contribuiria com ações e títulos, que seriam vendidos, se
necessário, para bancar os saques, mas que voltariam aos cofres públicos no prazo de dez
anos. A proposta tem pontos em comum com a da SDS, central sindical que negocia em
separado com o Governo. (pág. 1 e cad. Economia, pág. 1)
- Uma novidade no Imposto de Renda deste ano: poderá ser pago pela
Internet. O programa completo deve estar disponível nos próximos dias, e o contribuinte,
após fazer a declaração pela rede e receber o Darf, terá a opção de se conectar com
seu banco e agendar o pagamento, de uma vez ou em seis parcelas. A Receita espera 13
milhões de declarações. (pág. 1 e cad. Economia, pág. 6)
- O PSDB formará um cordão de proteção em torno do presidente
Fernando Henrique para evitar que as disputas na base aliada dentro da reforma ministerial
respinguem no Governo. O objetivo de FH é evitar alterações na atual correlação de
forças, sobretudo com o PMDB, unificar o discurso de defesa, exaltar o Plano de Ação
Governamental, reagir às acusações de ACM e adiar discussões internas sobre sucessão.
(pág. 1 e 3)
- (Juiz de Fora, MG) - Toda a estratégia de filiação do governador
mineiro Itamar Franco ao PMDB foi discutida com o vice-presidente nacional do partido,
senador Maguito Vilela (GO). Itamar Franco encontrou em Maguito Vilela um aliado para sua
candidatura à Presidência da República em 2002, segundo um assessor do governador que
participou das conversações. (pág. 2)
- A pedido do presidente Fernando Henrique Cardoso, o PSDB está
formando um cordão de proteção para evitar que disputas por espaços na reforma
ministerial e nas reacomodações da base aliada criem ainda mais problemas políticos ao
Governo.
Dirigentes e lideranças tucanas estão convencendo os colegas de
partido dos riscos que pressões por mais espaço no Governo poderão causar -
especialmente no relacionamento com o PMDB. (pág. 3)
- O novo Plano de Ação Governamental custará R$ 140 bilhões e
prevê metas ousadas para os dois últimos anos de Governo. O plano será anunciado
amanhã para os partidos políticos e divulgado terça-feira pelo presidente Fernando
Henrique Cardoso.
Estabelece uma Agenda de Desenvolvimento para 2001/2002, com metas
econômicas e obras de infra-estrutura - entre elas a privatização de Furnas e a
construção da ferrovia Transnordestina, promessa do Governo ao PFL. (pág. 3)
- O perito Ricardo Molina, um dos maiores especialistas em
fonoaudiologia do País vai oficializar nesta semana a recuperação do conteúdo da fita
de péssima qualidade da conversa entre o senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) e
três procuradores. Por tabela, derrubará o argumento - a não-existência da gravação
- usado pelo PT para desistir do processo de cassação do senador. (pág. 3)
- O governador de São Paulo em exercício, Geraldo Alckmin, tem nas
mãos a chance de definir seu próprio futuro político, caso assuma efetivamente o
governo do estado. O tucano emerge como o mais forte candidato na disputa pelo governo
paulista em 2002, já que será o único herdeiro do governador Mário Covas identificado
pelo eleitor paulista. (pág. 4)
- O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Carlos Velloso,
concedeu exequatur ("cumpra-se") a uma carta rogatória do Juizado Nacional
Criminal e Correcional Federal número 7 de Buenos Aires, dirigida à Justiça da
República Federativa do Brasil.
A carta rogatória foi expedida pela Justiça argentina "para
obter informações e documentos existentes sobre a eventual tramitação, no Brasil, de
processos penais que apuram a responsabilidade das pessoas envolvidas na denominada
Operação Condor, bem como o nome das pessoas vítimas da referida operação".
(pág. 5)
EDITORIAL
"Energia e Decisão" - A escolha de um ministro de Estado
obedece a critérios de ordem política. Mas, na indicação do novo ministro das Minas e
Energia, o presidente da República não pode deixar de considerar a importância vital do
setor para o futuro da economia e da sociedade brasileiras. É preciso encontrar um
político capaz de compreender todas as complexas questões que estão para serem
completadas na área de energia. (...)
A energia elétrica é o setor da economia onde o processo de
privatização encontra-se mais atrasado. (...)
A equalização entre as tarifas de energia elétrica e das
termelétricas a gás natural, que podem começar a operar na metade do tempo das novas
hidrelétricas em início de construção ou das linhas de transmissão para integrar o
sistema elétrico brasileiro de Norte a Sul, é operação complexa. Exige firmeza
política e conhecimento técnico do titular das Minas e Energia. Não pode ficar sujeita
a pressões políticas. (...) (pág. 8)
COLUNAS
(Coisas da Política - Dora Kramer) - Dentro de três anos, o ministro
da Justiça, José Gregori, acredita que seja possível desativar o presídio do
Carandiru, em São Paulo. Ainda na primeira campanha à Presidência, o então candidato
Fernando Henrique Cardoso defendia essa idéia que seria, então, concretizada apenas no
curso do mandato do sucessor. E por que já não o foi, é a pergunta óbvia que se deve
fazer ao ministro, pois não? (...)
Não é problema exclusivamente de verbas, dos governos estaduais ou
mesmo da União. "A sociedade, e aí evidentemente se incluem os governos, considera
o sistema prisional um subproblema e só passa a prestar atenção nele quando os que
estão presos se tornam uma ameaça para os que estão aqui fora", diz. (pág. 2)
(Informe JB - Paulo Fona) - O Departamento de Imprensa Nacional (DIN)
está passando por um processo de reestruturação promovido pelo próprio Governo
federal. Por ordem do atual diretor-geral do DIN, Carlo Alberto da Silva, estão suspensas
as contratações de serviços gráficos, com exceção daqueles solicitados pela Casa
Civil da Presidência da República. (...)
Foram ainda recusados serviços da Vice-Presidência da República, do
Ministério da Justiça, do TSE e outros órgãos. A atual administração só não
esqueceu de pagar R$ 504 mil para a Companhia de Processamento de Dados do Rio Grande do
Sul (Procergs), embora uma auditoria do Governo determine que essa empresa devolva R$ 6,7
milhões à Secretaria do Tesouro Nacional. (pág. 6)
FOLHA DE SÃO PAULO
- Estudo revela perfil do ladrão em SP
- Uma pesquisa inédita feita no Judiciário revela que 57% dos crimes
de roubo e furto ocorridos na cidade de São Paulo são cometidos por brancos, enquanto os
negros são responsáveis por apenas 12%, informa Frederico Vasconcelos.
Desses delitos, 62% são praticados por paulistas. Baianos representam
8% dos envolvidos, e pernambucanos, 6%.
Os dados mostram que o ladrão típico não é negro nem nordestino,
como fazem supor dois preconceitos muito arraigados na sociedade.
A pesquisa foi feita a partir de 2.901 processos por furtos ou roubos
que deram entrada, de 91 a 99, em 29 varas criminais de São Paulo. (pág. 1 e C1)
- A família do presidente do Congresso, Jader Barbalho (PMDB-PA), foi
mencionada pelo BC entre os beneficiários de irregularidades no Banpará.
Jader, sua ex-mulher, a deputada Elcione Barbalho, seu pai e suplente,
Laércio Barbalho, e um de seus filhos foram citados, informa Felipe Patury.
No período das irregularidades (84 a 87), o senador governava o Pará
e controlava o Banpará, de onde foram desviados quase US$ 10 milhões.
Em seu site na Internet, Jader lista documentos que supostamente
comprovariam sua inocência. Nenhum dos familiares se manifestou. (pág. 1 e A4)
- A equipe médica que atende o governador licenciado de São Paulo,
Mário Covas, diagnosticou agora uma pneumonia. Em decorrência da complicação pulmonar,
Covas vem precisando de mais oxigênio, com o auxílio de máscara.
Também apresenta febre e taquicardia (aceleração do ritmo do
coração). A descoberta da infecção, detectada no pulmão esquerdo, foi considerada
pelos médicos "seqüência do processo infeccioso". (pág. 1 e A12)
- O ex-ministro da Economia da Argentina Domingo Cavallo pode voltar ao
governo. Ele poderá ocupar a presidência do banco central. Cavallo implantou, há dez
anos, o sistema de paridade cambial no país.
Para substituir o ministro da Economia, José Luis Machinea, que
renunciou ao cargo anteontem, são cogitados Chrystian Colombo, que era seu chefe de
gabinete, e Ricardo López Murphy, atual ministro da Defesa. Ambos são considerados
ortodoxos. (pág. 1 e B1)
EDITORIAL
"O cálculo eleitoral" - Se o Brasil não estivesse a tal
ponto vulnerável às tempestades da economia internacional, o presidente Fernando
Henrique Cardoso teria tudo para vislumbrar neste e no próximo ano um dos períodos
politicamente mais favoráveis de seus dois mandatos.
FHC deve oferecer na semana que entra um cardápio suculento aos
partidos da base governista. Trata-se de uma promessa de despesas de R$ 20 bilhões neste
ano e de R$ 30 bilhões em 2002 em programas de transferência direta de renda.
Além disso, o cálculo eleitoral atua no ajuste do foco desse
dispêndio para que venha a abranger também as periferias das grandes metrópoles.
Diante de "tamanho" argumento, associado às previsões de
crescimento da economia neste e no próximo ano, o Presidente tem mais chances de
introduzir na coalizão o amálgama que garanta transição pouco turbulenta até o fim do
mandato.
Correndo por fora para tentar desestabilizar esse pacto, estará uma
oposição minoritária e, episodicamente, algum governista desgarrado. (pág. A2)
COLUNA
(Painel) - O Governo já identificou e se prepara para uma nova
ofensiva do MST no próximo mês. Para desmobilizá-la, Raul Jungmann (Desenvolvimento
Agrário) e José Gregori (Justiça) estão enviando cartas para todos os governos
estaduais, inclusive os administrados pelo PT.
* Na carta do Governo FHC sobre a investida do MST, um alerta: todos os
que colaborarem com manifestações dos sem-terra que se traduzam em invasão de
propriedades ou destruição de patrimônio público serão co-responsabilizados e
estarão sujeitos aos rigores da lei.
* Um grupo de mulheres do MST marcou uma reunião para o início de
abril com Pedro Parente (Casa Civil). Elas irão pedir crédito. Ele deve dizer não.
* Políticos muito próximos de Jorge Bornhausen trabalham para
emplacar o ex-prefeito do Rio de Janeiro, Luiz Paulo Conde, na pasta das Minas e Energia.
O presidente do PFL, cogitado para a vaga, ficará onde está.
* A indicação de Luiz Paulo Conde para as Minas e Energia
fortaleceria o PFL no Sudeste, região onde a sigla é mais frágil, e recuperaria um
quadro estratégico do partido que está no ostracismo, longe dos holofotes. (pág. A4)
O ESTADO DE SÃO PAULO
- Saída de ministro agrava a crise na Argentina
- A renúncia do ministro da Economia, José Luis Machinea, na
sexta-feira, abriu crise no governo argentino. O presidente Fernando de la Rúa ainda não
definiu o nome do substituto.
O mais cotado é o atual ministro da Defesa, Ricardo López Murphy, mas
ele teria ficado irritado com a passividade do presidente diante da saída de Machinea.
Para López Murphy, conselheiro de De la Rúa desde 1982, Machinea
tinha conseguido implementar uma série de reformas estruturais na máquina pública e
não deveria ter deixado o governo agora. Além disso, as condições que teriam sido
exigidas por López Murphy podem pesar contra sua indicação.
De la Rúa não se encontra suficientemente fortalecido para dar
"carta branca" ao atual ministro da Defesa. (pág. 1 e B1)
- O presidente Fernando Henrique Cardoso vai apresentar esta semana,
aos líderes dos partidos aliados, um plano de investimento de R$ 61,9 bilhões, com
ênfase na área social, e os projetos em tramitação no Congresso que o Governo quer
aprovar ainda este ano.
A intenção é unir a base governista em torno de uma proposta,
concluir as reformas iniciadas em 1995, reagir a quem critica a falta de atenção do
Governo FHC à questão social e garantir o desenvolvimento a partir do ajuste fiscal.
(pág. 1 e A4)
- Um grupo de especialistas e empresários sugeriu ao presidente George
W. Bush uma mudança urgente na política dos Estados Unidos para a América do Sul, com
destaque para o Brasil. "O Brasil é o fulcro", afirmam. O Estado publica hoje
os principais trechos do documento. (pág. 1, B6 e B7)
- O ministro dos Transportes, Eliseu Padilha, disse que as denúncias
do senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) contra o DNER "são uma farsa" e
partem de alguém que "quer entrar na corrida presidencial".
* O Governo deverá manter representantes do PFL nos ministérios da
Previdência e de Minas e Energia. (pág. 1 e A8)
- Ainda este mês o Senado começa a analisar o projeto de lei, já
aprovado na Câmara, que libera o uso da Bandeira e do Hino nacionais em manifestações
populares. Qualquer pessoa poderá entoar o Hino fora das partituras oficiais ou usar a
Bandeira ou parte dela em peças de roupa.
A proposta do presidente Fernando Henrique Cardoso está no Congresso
há dois anos. (pág. 1 e A14)
- O ex-presidente do BC Affonso Celso Pastore afirma que a incerteza
quanto à desaceleração da economia mundial recomenda cautela na condução da política
monetária. Ressalta que o contraste entre o ritmo externo e o crescimento interno
pressiona o câmbio e diminui o espaço para a queda de juros.
Está, porém, otimista e diz que "a Argentina não tem
instrumento econômico para sair da recessão". (pág. 1 e B12)
EDITORIAL
"Para não virar uma Colômbia" - É mais do que evidente que
as autoridades encarregadas da Segurança Pública e, em particular, do sistema
penitenciário não podem aceitar a negociação proposta por organizações criminosas.
Se aceitassem, estariam capitulando e reconhecendo a derrota. (pág. 1 e A3)
COLUNA
(Coluna do Estadão - Ariosto Teixeira) - O presidente do PFL, senador
Jorge Bornhausen (SC), sugere que depois de redefinidos os espaços dos partidos aliados
na coalizão governista - e fixado o apoio deles ao programa de ação dos próximos dois
anos - se viabilizará o ambiente político para o debate da sucessão do presidente
Fernando Henrique Cardoso.
A proposta do dirigente liberal divide-se em duas etapas. Na primeira,
os partidos discutiriam a continuidade, no próximo período presidencial, do atual
programa de Governo.
Na segunda, haveria uma discussão científica, com base em pesquisas
quantitativas e qualitativas, sobre a viabilidade dos nomes de cada partido. O melhor
situado se tornaria o candidato de todos.
Este é, em linhas gerais, o conteúdo das conversas em curso para
superar a crise provocada pela ruptura do Governo com o grupo político do senador Antonio
Carlos Magalhães (PFL-BA). (...) (pág. A6)
O GLOBO
- Tráfico usa apagão como arma em favelas do Rio
- Os traficantes estão cortando o fornecimento de energia elétrica em
favelas do Rio para dificultar a ação da polícia. Como nas guerras convencionais, a
tática do apagão vem sendo usada como arma na Rocinha, no Complexo do Alemão, na
Mineira e no Pavão-Pavãozinho: os bandidos, com uma vara de bambu, simplesmente
desativam as caixas de força da Light que distribuem a energia no morro.
Quando a polícia vai embora, a chave é empurrada para cima e a luz
volta. A Light diz que não recebeu reclamações, mas policiais, moradores e
funcionários da empresa confirmam que os blecautes têm acontecido nessas favelas, onde
moram 218 mil pessoas. O major Antônio Carlos Carballo - que atua em favelas - contou, em
cinco meses, sete apagões no Morro do Cantagalo, em Ipanema.
O comandante da PM, coronel Wilton Ribeiro, diz que oferecerá
proteção aos funcionários da Light para a empresa garantir o serviço. (pág. 1 e 14)
- Um casal brasileiro com um filho e renda mensal de R$ 3 mil paga o
triplo do Imposto de Renda de uma família americana com o mesmo perfil. Na Argentina, no
Uruguai e no Paraguai, essa mesma família não teria nada a pagar ao Fisco.
As constatações são da pesquisa feita pela consultoria Ernst &
Young que comparou a carga tributária no Brasil com a de cinco outros países. O IR pago
pelo brasileiro só é menor do que na Espanha e na Holanda. (...) (pág. 1 e 27 a 29)
- O presidente Fernando Henrique e os partidos viverão uma semana
decisiva para o futuro da aliança governista e os rumos da sucessão de 2002. O
Presidente lançará um plano de ação para dar um contorno mais social ao fim do mandato
e o PFL decidirá se permanece na base do Governo. (pág. 1, 3 e 4)
- O governo de São Paulo decidiu isolar os integrantes do Primeiro
Comando da Capital (PCC) em um único presídio de segurança máxima no estado. Cerca de
mil já foram identificados em cerca de 30 penitenciárias.
Agentes penitenciários suspeitos de integrar a facção também devem
ser transferidos. O plano está sendo elaborado sob sigilo. (pág. 2 e 9)
- O Rio de Janeiro é o estado brasileiro com o maior número de alunos
do ensino fundamental estudando mais de cinco horas por dia. Segundo dados do MEC, no ano
2000, 465.854 crianças estudavam em horário integral, em escolas públicas e privadas. O
índice foi alcançado apesar de o Rio ser o quarto estado em número de matrículas no
ensino fundamental. (pág. 2 e 23)
- Os futuros clientes das bandas C, D e E da telefonia móvel, que
começam a funcionar em 2002, usarão uma versão turbinada da tecnologia GSM, o padrão
europeu. A novidade promete ao consumidor uma velocidade de acesso à Internet 12 vezes
maior que na Europa, permitirá sintonizar rádios e débito automático de compras na
conta do celular. (pág. 2 e 32)
- O presidente Fernando Henrique, o Congresso e os partidos vão viver
uma semana decisiva para o futuro da aliança governista e os rumos da sucessão de 2002.
O Presidente anuncia terça-feira o Plano de Ação Governamental, com o qual pretende
evitar o esvaziamento administrativo nos dois últimos anos de mandato. Ele corre contra o
tempo para tentar imprimir um contorno mais social à sua gestão.
Os partidos aliados serão convocados a reafirmar seu compromisso com o
Governo apoiando o plano. (pág. 3)
- O senador Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA) afirmou que o
presidente Fernando Henrique Cardoso determinou o acobertamento de irregularidades na
Superintendência da Amazônia (Sudam) para que Jader Barbalho não fosse prejudicado na
sua campanha para presidente do Senado.
A acusação, assim como outras, é feita em entrevista à revista
"Época" que começa a circular neste fim de semana. (pág. 5)
- O senador Antônio Carlos vai enfrentar artilharia pesada na reunião
de quarta-feira da executiva do PFL. O setor governista do partido aparentemente é
majoritário.
Pelo levantamento de Bornhausen, os governistas vencerão por 15 votos
contra sete, caso o líder do PFL na Câmara, Inocêncio Oliveira (PE), se abstenha.
Magoado com Antônio Carlos, Inocêncio guarda seqüelas da derrota na
disputa pela presidência da Câmara. Mas poderá se abster, evitando se dizer governista
dias depois de defender a oposição ao Governo. (pág. 3)
- Parte do pacote para os dois últimos anos do mandato do presidente
Fernando Henrique Cardoso, o projeto que regulamenta os serviços de saneamento básico em
todo o País - um mercado que movimenta R$ 15 bilhões por ano - cria polêmica e já é
bombardeado dentro e fora do Congresso. (pág. 3)
- Homem de bastidores, o presidente do PFL, Jorge Bornhausen, vestiu-se
para a guerra e vai enfrentar o senador Antônio Carlos Magalhães nesta quinta-feira, na
reunião em que a executiva nacional vai decidir se o partido continua no Governo ou não.
Bornhausen avisa que nunca procurou popularidade fácil e que não
abrirá mão de zelar por sua credibilidade. E que o PFL não tem dono: "Nada devo.
Nada temo". (pág. 4)
EDITORIAL
"Bens partilhados" - (...) De algumas décadas para cá, o
patrimônio histórico brasileiro passou a ser mais estudado, mas conhecido - e,
conseqüentemente, mais protegido.
Para um colecionador como Paulo Geyer, faz mais sentido ver a sua
magnífica coleção transformada num benefício à sociedade do que guardar a certeza de
que, um dia, ela seria despedaçada nos complicados jogos de repartição de uma herança.
Talvez se possa dizer que essa mudança tem a ver com uma mudança de
conceito em relação à própria sociedade brasileira. (...) O Brasil não é mais o
antigo faroeste. Investir nele já vale a pena, e não só do ponto de vista
econômico-financeiro. Já é muito alta, por exemplo, a participação da indústria
privada no esforço de melhoria das condições de educação do povo brasileiro.
É um movimento aparentado com o que leva a devolver à sociedade bens
culturais que viviam escondidos. Já há quem acredite num esforço educativo mais amplo,
no qual o bem cultural desempenha um papel insubstituível.
Que apareçam esses doadores, com esse tipo de mentalidade, é
testemunho expressivo de que alguma coisa está mudando - para melhor - no País. (pág.
6)
COLUNAS
(Panorama Político - Tereza Cruvinel) - Vastas emoções promete esta
semana em que os partidos voltam a tomar posição, depois da grande escaramuça
governista. Na terça-feira, no Planalto, o toque de reunir aliados do presidente FH. No
Congresso, as oposições traçam novo plano de ataque, contando agora com a divisão
armada do senador Antônio Carlos Magalhães. Na quinta, o duelo entre Jorge Bornhausen e
ACM e o nunca esperado cisma do PFL. (...)
Quando tudo passar, o ano enfim vai começar tanto para o Congresso
quanto para o Governo. (pág. 2)
(Ricardo Boechat) - A Câmara de Medicamentos julgará, quarta-feira,
os primeiros casos de laboratórios que reajustaram abusivamente seus preços em dezembro.
Três dos cinco acusados serão multados.
Os demais, que recuaram dos aumentos, sairão ilesos.
O órgão examina, ainda, outros 27 processos idênticos.
* O índio será tema da campanha da fraternidade em 2002.
Os bispos estão decididos a cobrar ações mais efetivas do Governo
sobre essa minoria.
Também vão tentar mudar a visão estereotipada que muitos brasileiros
têm da raça.
* Uma quadrilha de estelionatários vem lesando acionistas da Petrobras
em vários estados.
Eles são induzidos a depositar 10% do valor de suas ações em contas
de membros do bando, que se apresentam como agentes da estatal encarregados de atualizar o
valor dos papéis.
O Banco do Brasil, um dos alvos da operação, denunciou o caso à
Polícia Federal.
* Há seis anos coordenador-geral da Dívida Ativa da União,
Aldemário Araújo Castro está deixando o cargo.
Durante sua gestão, o órgão elevou em 620% o volume de créditos
recuperados para o Tesouro e de R$ 8 bilhões para R$ 125 bilhões o estoque de impostos
sob cobrança.
Sexta-feira, ele pediu demissão criticando a falta de estrutura para o
trabalho dos procuradores da Fazenda Nacional e o congelamento de seus baixos salários.
(pág. 20)
CORREIO BRAZILIENSE
- Bateu, levou
ACM volta a atacar o Governo, mas pode enfrentar processo de cassação
- O senador baiano Antônio Carlos Magalhães está sob fogo cruzado.
Ele enfrenta três investigações por ter afirmado a procuradores que teve em mãos a
relação de votos secretos dos senadores que decidiram a cassação de Luiz Estevão.
As investigações podem levar à perda do mandato de ACM, que partiu
para novos ataques: fez duras críticas a Fernando Henrique Cardoso e chamou o presidente
do Banco Central, Armínio Fraga, de "covarde" por não entregar relatório que
indicaria desvio de verbas públicas para as contas de Jader Barbalho, presidente do
Senado. (pág. 1, 20 e 21)
- Marcos Marcola Gamacho, considerado o segundo homem na hierarquia da
facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), ficará preso temporariamente na
Papuda. A transferência vai obrigar a direção do presídio brasiliense a criar uma cela
exclusiva para o assaltante de bancos. (pág. 1 e 9)
- Nenhum projeto de lei foi votado ou discutido em plenário durante as
dez sessões da Câmara Legislativa realizadas em fevereiro. A baixa produtividade tem
dois motivos: os vetos do governador Joaquim Roriz a projetos aprovados pelos
parlamentares e as discussões sobre a sucessão no GDF. (pág. 1 e 10)
ZERO HORA
- A unanimidade do PMDB gaúcho em torno da candidatura presidencial do
senador Pedro Simon não consegue abafar a crise que toma conta do partido desde a derrota
para o governo do estado em 1998. A disputa pelo comando estadual do partido está
colocando cada vez mais em evidência o conflito entre as alas ligadas ao ex-governador
Antônio Britto e ao ministro dos Transportes Eliseu Padilha.
A polêmica veio a público com a divulgação por Zero Hora de trechos
de um documento de crítica à cúpula nacional do PMDB, da qual Padilha faz parte, e à
forma como se relaciona com o Governo federal. (pág. 6 e 7)
- O mau tempo que se arma no cenário internacional devido à crise da
economia norte-americana não é certeza de tempestade à vista no Brasil. Embora a
recente e contínua onde de demissões anunciadas por grandes empresas transnacionais -
sobretudo as da Nova Economia - inquiete até quem tem contracheque brasileiro, o clima
doméstico é mais ameno. A avaliação predominante entre os economistas é de que só
uma recessão profunda nos Estados Unidos - que não é o cenário mais provável, por
enquanto - poderia comprometer o crescimento da economia brasileira este ano. (pág. 16 e
17)
- O gaúcho Nei Machado, preso na Colômbia no último dia 22, e outros
traficantes brasileiros vivem em conluio na selva colombiana com guerrilheiros das Forças
Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).
Em Guainia e Vichada, duas regiões de difícil acesso que formam o
coração da produção de cocaína naquele país, a motivação das Farc deixou de ser
política. Da união com o cartel do carioca Fernandinho Beira-Mar, o foragido número 1 e
maior atacadista de drogas do Brasil, surgiu uma quadrilha rica e bem armada, cujos
métodos aterrorizam cidades nascidas junto ao Rio Guaviare. (pág. 32 a 35)
MANCHETES
O DIA (RJ)
- Traficantes de crianças têm casa de engorda
ZERO HORA (RS)
- Argentina redesenha seu futuro econômico com troca de ministro
REVISTAS
VEJA
TÍTULO DE CAPA
- Perfil de vencedor - Depois de livrar o Pão de Açúcar da
bancarrota, Abilio Diniz leva a empresa ao topo do ranking e ainda acha tempo para malhar
até cinco horas por dia
A bala que ACM vai disparar - O senador descobriu que um tucanão
cobrou propina de 90 milhões na venda das teles. (pág. 42 a 45)
Desfalque no banco - Na estante 00005, prateleira 00001, caixa 1876, o
BC mantém escondido relatório que mostra que Jader surrupiou 10 milhões do Banpará.
(pág. 46 e 47)
Viva a periferia - Um estudo do MEC mostra que há escolas pobres
oferecendo ensino de alta qualidade. (pág. 63 e 64)
Eu tenho a força - O empresário Abilio Diniz tem duas obsessões na
vida. Uma é com a forma física, à qual dedica até cinco horas por dia. (...) Aos 64
anos, possui bíceps de fazer inveja aos saradões de academia e a mesma taxa de gordura
do corredor americano Carl Lewis: 6%.
Sua outra obsessão era tirar o Grupo Pão de Açúcar da bancarrota e
transformá-lo na maior rede do País. Conseguiu. Realizou um feito raro no mundo dos
negócios.
No processo de ajuste, fechou um terço das lojas, demitiu 22.700
pessoas e brigou com a família. (pág. 102 a 109)
Cartada contra o pânico - Bush e Greenspan unem esforços para
espantar o pessimismo e reativar a economia americana. (pág. 110 a 112)
ÉPOCA
TÍTULO DE CAPA
- ACM aumenta o bombardeio:
* Ex-diretor do Banco do Brasil está ligado ao dossiê Cayman
* O presidente sabotou a CPI do Judiciário e a dos bancos
* O PFL apoiou Maluf contra Covas por ordem de FH
Tiros contra FHC - ACM diz que apurar os negócios de Ricardo Sérgio
de Oliveira, ex-diretor do Banco do Brasil, é a rota para desvendar a corrupção no
Governo. (pág. 28 a 35)
Tiro pela culatra - Críticas à política de embargo à carne
brasileira abalam a reputação do governo do Canadá. (pág. 64 e 65)
Batalha decisiva - O governador Mário Covas é internado com
infecção generalizada e enfrenta o mais duro teste na guerra pública que trava contra o
câncer. (pág. 72 a 74)
O bloco da esperteza - Em 2001, quem promoveu negócios que lesaram
multidões de brasileiros preferiu ficar distante da festa popular. (pág. 82 a 84)
ISTOÉ
TÍTULO DE CAPA
- A fita do procurador - A fita em poder desta revista confirma a
veracidade do que publicamos na semana passada e reforça os indícios que podem custar o
mandato de ACM
Fisgado pela voz - Com o trabalho do perito, a fita se transforma em
prova contra ACM, que admitiu conhecer votos secretos de senadores. Na gravação, novos
disparos em Eduardo Jorge. (pág. 24 a 30)
As lutas de Covas - "Você administra o governo e eu, a minha ida
para uma vida melhor".
* O governador abandona a política, sendo fiel ao seu lema:
"Enfrentar, combater e vencer", mas deixa o PSDB sem sua consciência crítica.
Na sucessão presidencial, Tasso se enfraquece e José Serra ganha fôlego. (pág. 32 a
41)
Caminho sinuoso - O saldo positivo da balança comercial - de US$ 80
milhões, em fevereiro, divulgado na semana passada - trouxe alento ao mercado, mas não
afastou totalmente as preocupações no horizonte.
A alta expressiva do dólar comercial no mês de fevereiro, embalada
pela crise cambial da Turquia e indicadores ruins que chegaram dos EUA, deu um susto e
tanto. (...) (pág. 68 a 70)
Passando pelo funil - Cursinhos comunitários ajudam 60 mil alunos
carentes a entrar em boas universidades. (pág. 42 e 43)
O banqueiro da cultura - Walther Moreira Salles uniu tino nos negócios
e paixão pelas artes. (pág. 73)
DINHEIRO
TÍTULO DE CAPA
- Uma vida de conquistas: Walther Moreira Salles (1912-2001) - A
trajetória do banqueiro, ministro e embaixador que virou um dos maiores personagens
econômicos da história do País
O mundo de Moreira Salles - Duas vezes embaixador, negociador da
dívida externa em quatro governos, ministro, banqueiro e sócio de Rockefeller, o
patriarca do Unibanco pavimentou um caminho ímpar na economia brasileira. (pág. 28 a 31)
Difícil escalada - A entrada de capital estrangeiro caiu e o déficit
externo vai aumentar. E agora? (pág. 34 e 35)
A máquina de guerra - A lista secreta das 81 empresas que fornecem
equipamentos e serviços para as Forças Armadas, um negócio que movimenta US$ 1,4
bilhão. (pág. 38 e 39)
O pacotaço financeiro - FHC abre agenda com mudanças na Lei das S/A.,
medidas de responsabilidade monetária e ampliação da CPMF. (pág. 78)

ATENÇÃO
O Boletim de Acompanhamento Macroeconômico
da Secretaria de Política Econômica, que traz avaliação mensal da conjuntura
econômica brasileira (análise e tendência de preços, salários, juros, balança
comercial, contas externas, etc), está disponível via FTP através do endereço na
INTERNET www.fazenda.gov.br, na área
específica de "Publicações". Outras informações atualizadas, inclusive
sobre os resultados do Plano Real, podem ser também obtidas, em português e em inglês,
na página eletrônica do Ministério da Fazenda.
Consulte a homepage da Secretaria de
Comunicação Social da Presidência da República.
O endereço na Internet é www.brasil.gov.br
O telefone para solicitação de
publicações é:061-411.4892.
O email da Secretaria de Comunicação
Social é: secom@planalto.gov.br |