05/03/2001

JORNAL DO BRASIL

- Cofins maior deve compensar fim da CPMF

- O Governo vai propor a elevação em 1,5% na alíquota da Cofins, que incide sobre o faturamento das empresas, para compensar o fim da CPMF, previsto para junho do ano que vem.

A medida, com a unificação do ICMS para acabar com disputas entre estados, e a desoneração das exportações são partes da minirreforma tributária que o Planalto espera ver aprovada no Congresso para vigorar em 2002.

Como o Tesouro terá de assumir este ano dívidas não honradas ("esqueletos") de R$ 31 bilhões, e a fim de aumentar a arrecadação, será acelerada a privatização de Furnas, e a venda das ações que o Governo ainda tem da Vale do Rio Doce.

Não está afastada, também, nova tentativa de taxação dos inativos, caso o Governo consiga apoio dos governadores. (pág. 1, 3 e 13)

- Granadas iugoslavas e argentinas estão aparecendo com freqüência entre as apreendidas recentemente pela polícia do Rio. Segundo o secretário de Segurança, Josias Quintal, mais de cem granadas foram recolhidas somente nos dois primeiros meses deste ano, média muito superior à dos anos anteriores.

A argentina FMK2, usada na Guerra das Malvinas, recebeu espoleta nova e passou a reforçar os arsenais do crime no Rio. (...) (pág. 1 e 17)

- Controle dos gastos públicos, crescimento econômico e geração de empregos são as três tarefas básicas do novo ministro da Economia argentina, Ricardo López Murphy, monetarista ortodoxo, com mestrado na Universidade de Chicago, remanejado pelo presidente De la Rúa do Ministério da Defesa. López Murphy prometeu respeitar as regras da atual política econômica, mas que depois fará "algumas adaptações". (...) (pág. 1 e 11)

- A prefeitura prepara um programa de saúde familiar destinado a atender 3 milhões de pessoas, metade da população do Rio. O prefeito Cesar Maia já autorizou e o Ministério da Saúde vai arcar com metade das despesas, segundo o secretário municipal, Sérgio Arouca. (pág. 1 e 16)

- O PFL quer ampliar o tamanho da reforma ministerial a ser anunciada amanhã pelo presidente Fernando Henrique Cardoso, mas não pensa em reivindicar novos ministérios além dos dois a que tem direito (Previdência Social e Minas e Energia). O partido vai alertar o presidente da República que o Governo precisa se fortalecer para enfrentar o ano legislativo.

O presidente do PFL, senador Jorge Bornhausen (SC), será convidado hoje por Fernando Henrique para ser o novo ministro das Minas e Energia, mas deverá recusar o convite, argumentando que o presidente deve aguardar a reunião do PFL na quinta-feira.

O vice-presidente do partido, senador José Jorge (PE), indicado por Marco Maciel, deverá ocupar a pasta da Previdência. A substituição do ministro do Desenvolvimento, Alcides Tápias, por Pratini de Moraes, da Agricultura, é defendida por setores do PFL.

O partido deverá solicitar ainda ao presidente da República que se defina sobre a criação do novo Ministério do Desenvolvimento Urbano e seu titular.

Fernando Henrique não quer mexer na equipe econômica nem espera nenhum efeito da ampla reforma argentina realizada ontem pelo presidente Fernando de la Rúa. (...) (pág. 2)

- (Brasília e São Paulo) - O PT recusou mais uma vez e vai reforçar o pedido do PPS que será encaminhado hoje ao Conselho de Ética do Senado de abertura de investigações contra o senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA).

O pontapé inicial é a convocação do senador para explicar a suspeita de fraude no painel de votação na sessão de cassação do mandato do senador Luiz Estevão.

O PPS, por sua vez, aceitou discutir a proposta petista de criação de uma comissão parlamentar de inquérito para investigar os escândalos que envolveriam Antonio Carlos Magalhães e o Governo. (...) (pág. 4)

COTAÇÕES

- Salário mínimo: (março) R$ 151,00. Dólar comercial: (compra) R$ 2,0347, (venda) R$ 2,0355. Dólar paralelo: (compra) R$ 2,050, (venda) R$ 2,080. TR do dia 5/2 a 5/3: 0,0427%. TBF do dia 1/3 a 1/4: 1,2042. (pág. 1)

EDITORIAL

"Agentes da Lei" - Além das cinco representações que colecionou entre fevereiro e outubro do ano passado (três compartilhadas pelo procurador Guilherme Schelb), o procurador Luiz Francisco de Souza está às voltas com a Lei Orgânica do Ministério Público, que estabelece punições administrativa (advertência, suspensão e demissão).

A Corregedoria Geral do Ministério Público vai examinar a conduta de Luiz Francisco, do ponto de vista criminal e administrativo.

Na opinião do procurador-geral, Geraldo Brindeiro, "uma vez gravada, a fita não deveria ser destruída" porque, feita por um dos três procuradores presentes ao encontro com o senador Antonio Carlos Magalhães, tem valor de prova e não "pode ser classificada como escuta clandestina".

Brindeiro espera receber a fita considerada inaudível e as outras duas, com invólucros danificados por Luiz Francisco, no estado em que estiverem, para entrar em ação. (...) (pág. 8)

COLUNAS

(Informe JB - Carmen Kozak) - Planejada para o festivo anúncio de um plano de investimentos sociais nos dois últimos anos de mandato de Fernando Henrique Cardoso, a semana se desenha como um os momentos mais críticos dos seis anos de seu Governo.

A base aliada continua esgarçada e o espectro de denúncias de corrupção aumenta a cada dia. Ao contrário do que se esperava, ACM não sucumbiu ao próprio desgaste. Enfrenta a ira coletiva e a ameaça de cassação do mandato, abrindo novas frentes de suspeita contra a administração FH. Agora, a bola da vez é o PSDB, partido de FH. (...) (pág. 6)

(Coisas da Política - Teodomiro Braga) - O Governo começa a pagar, a partir desta semana, o preço pela vitória da dobradinha PSDB-PMDB nas eleições para a Câmara e o Senado, que deixou o PFL sem comando numa das casas e detonou a mais grave crise política desde que Fernando Henrique assumiu o Palácio do Planalto, em 1º de janeiro de 1995. "Será impossível voltar ao que era antes", prevê o deputado mineiro Roberto Brant, do PFL, referindo-se à coligação situacionista. (...) (pág. 2)

FOLHA DE SÃO PAULO

- Argentina põe ortodoxo na economia

- (Buenos Aires) - O novo ministro da Economia da Argentina é o ultraliberal Ricardo López Murphy, que antes ocupava a pasta da Defesa. No anúncio, o presidente Fernando de la Rúa disse que a conversabilidade entre peso e dólar será mantida.

O economista, com pós-graduação em Chicago (EUA), encontra um país que está em recessão há 31 meses e que não apresentou sinais positivos mesmo com um socorro de US$ 39,7 bilhões do FMI. A indicação de López Murphy foi elogiada pelo ex-presidente Carlos Menem, que é favorável à dolarização. (pág. 1, A13 e A14)

- Ricardo López Murphy é o mais ortodoxo dos economistas da UCR. A expectativa, portanto, é a de que o novo ministro radicalize na tentativa de reduzir o déficit público.

Como o modelo argentino pressupõe o ingresso contínuo de capitais, é fundamental que haja confiança em que o Estado economizará o suficiente para pagar as contas, sem o que o dinheiro externo pára de entrar ou, o que seria pior, sai aceleradamente. (Clóvis Rossi - do Conselho Editorial) (pág. 1 e A13)

- O presidente do Senado, Jader Barbalho (PMDB-PA), disse que as novas denúncias de corrupção no Governo feitas pelo senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) são "pilhéria nacional". Segundo Jader, ACM deveria prová-las.

O senador baiano afirmou que mostrará à cúpula do PFL, na reunião do partido na quinta-feira, cartas que enviou ao presidente Fernando Henrique Cardoso que conteriam denúncias de corrupção no Governo federal. (pág. 1, A4 e A5)

- O sistema de penas alternativas no País está presente em apenas dez estados, que instalaram as centrais de execução desse tipo de medida financiadas pelos Governo federal.

Segundo o Ministério da Justiça mais de 3.400 pessoas já foram beneficiadas por esses projetos. O número de presos no País é estimado em 226 mil.

No estado de São Paulo, o Governo tem hoje 2.000 vagas para trabalho voluntário de sentenciados, mas só cerca de 700 são usadas. (pág. 1 e C1)

- Um ataque suicida em Netanya, no norte de Israel, matou três israelenses, o autor do atentado e também feriu pelo menos 68 pessoas. O terrorista detonou explosivos quando passava por um cruzamento.

O ataque ocorreu um dia após grupos islâmicos terem prometido esse tipo de ação. Até a noite de ontem, ninguém reivindicara a autoria. Pouco depois da explosão, israelenses de Netanya tentaram linchar um palestino, que ficou gravemente ferido. (pág. 1 e A12)

- O governador licenciado de São Paulo, Mário Covas (PSDB), 70, teve ontem "discreta" regressão da pneumonia e diminuição da febre. Os médicos também constataram o desaparecimento do edema pulmonar e da trombose na perna direita. O quadro geral, no entanto, é "bastante grave".

O novo cardeal-arcebispo de São Paulo, d. Cláudio Humes, 66, dedicou a Covas sua primeira missa em São Paulo após sua nomeação. (pág. 1 e A10)

EDITORIAL

"O caixa da sucessão" - A fase final do período FHC tem um lado programático, uma agenda que supostamente servirá para reforçar a aliança governista. O outro lado é a busca de recursos financeiros para bancar gastos e programas que o Planalto usaria como "cimento" para a coalizão.

Corre-se portanto mais uma vez o risco de ver as prioridades políticas do governante da hora atropelarem a consistência e encurtarem o horizonte da política econômica.

Afinal, se é verdade que já não é mais a reeleição que está em jogo, o interesse do Presidente em se manter como principal articulador e eleitor na própria sucessão também tende a se colocar acima de tudo.

O exemplo mais flagrante dessa opção por uma prioridade eleitoral de curto prazo é a mobilização que o presidente FHC já iniciou em favor da prorrogação da CPMF, tributo com vigência até junho de 2002. (...) (pág. A2)

COLUNA

(Painel) - O presidente do Senado, Jader Barbalho (PMDB), está possesso com o presidente do BC, Armínio Fraga. Desconfia que a nota emitida pelo banco, dizendo que basta a autorização de Jader para tornar público o relatório sobre Banpará que supostamente o compromete, foi a acertada entre Armínio e ACM.

* A situação de Jader Barbalho ficou muito delicada. Se não autorizar a liberação pelo BC do relatório sobre o Banpará, estará alimentando a desconfiança de que tem algo a esconder. Uma dúvida pairava ontem no PMDB: Armínio Fraga emitiu a nota oficial do BC sem o conhecimento de Malan e FHC?

O ESTADO DE SÃO PAULO

- Novo ministro argentino fará aperto fiscal

- O novo ministro de Economia da Argentina, Ricardo López Murphy, confirmado pelo presidente Fernando de la Rúa, diz que vai "concentrar esforços para honrar os compromissos" do país. Murphy, tido como um fanático pelo equilíbrio fiscal, tem pela frente o desafio de ultrapassar um dos períodos de maior recessão dos últimos dez anos.

Pode ter de renegociar com o FMI por causa do provável estouro na meta de déficit fiscal no primeiro trimestre deste ano. Precisa, segundo o acordo com o FMI, sancionar a reforma da Previdência Social e a reestruturação do serviço de saúde complementar. E terá ainda a tarefa de fazer cumprir o pacto da responsabilidade fiscal assinado entre o governo federal e as províncias.

Para isso, exigiu do presidente a mudança do ministro do Interior, elo entre De la Rúa e os governadores das 24 províncias do país. O presidente declarou que não pretende desvalorizar o peso. (pág. 1, B1, B3 e B4)

- Dois meses após o início da gestão Marta Suplicy (PT), a cidade de São Paulo ainda "não saiu da UTI", como previa a prefeita em janeiro. Titulares de áreas estratégicas da prefeitura reconhecem que o tempo foi curto para reverter a situação. "Fica impossível tirar o atraso de oito anos em dois meses", diz o secretário de Saúde.

O da Assistência Social reclama da lentidão da máquina pública. O do Abastecimento considera que conseguiu "melhorar ligeiramente na UTI", referindo-se às melhorias na merenda escolar.

O ouvidor-geral do Município pede "mais três meses". E a Secretaria de Transportes enfrenta greve dos motoristas de ônibus prevista para terça-feira. (pág. 1 e C1 a C3)

- Um grupo de detentos da Penitenciária Adriano Marrey, em Guarulhos, rebelou-se ontem no final do horário de visitas e tomou quatro funcionários do presídio como reféns. De acordo com a Polícia Militar, disparos foram feitos por agentes penitenciários para conter os detentos. A rebelião num dos redutos do Primeiro Comando da Capital (PCC) terminou às 20 horas. (pág. 1 e C6)

- Um potente carro-bomba explodiu ontem diante da emissora de rádio e televisão estatal BBC, em Londres. A polícia britânica acredita que o IRA Autêntico esteja por trás desse atentado o que pode significar o reinício de ataques de guerrilheiros dissidentes da Irlanda do Norte. (pág. 1 e A11)

- Um homem, supostamente palestino, mata 3 israelenses e feriu 68 num ataque suicida, ontem, em Netanya, no norte de Israel. (pág. 1 e A12)

- O senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) está disposto a revelar numa CPI do Congresso como o ex-diretor do Banco do Brasil Ricardo Sérgio de Oliveira teria recebido uma comissão milionária para ajudar a formar o consórcio Telemar no leilão da Tele Norte Leste.

Ao Estado, ACM confirmou o teor das denúncias contra Ricardo Sérgio. Segundo ele, o valor da propina para ajudar a formação do consórcio Telemar teria sido maior do que os R$ 90 milhões divulgados pela revista Veja. "Só posso falar detalhadamente numa CPI porque este é o local adequado."

Para um interlocutor próximo, ACM confidenciou que Carlos Jereissati, presidente da Telemar, quem lhe contou todos os bastidores do leilão das teles. Ontem, o senador visitou o Incor, onde o governador Mário Covas está internado, mas não esteve no quarto. (pág. 1 e A4)

- Covas teve "discreta melhora" ontem, segundo boletim médico. Primeira missa rezada por dom Claúdio Hummes como cardeal, em São Paulo, converteu-se em ato de oração pela saúde do governador licenciado. (pág. 1 e A5)

- O MST vem ameaçando famílias que se recusam a aderir ao Movimento dos Sem-Terra. Em geral, as vítimas são ligadas à Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag). Em Minas Gerais, dezenas de pessoas tiveram seus barracos destruídos. (pág. 1 e A8)

- O Orçamento Participativo não é bandeira exclusiva da esquerda. Na gestão 1997-2000 das 140 prefeituras que o adotaram, 34 eram comandadas por partidos de centro e de direita.

A maioria das 140 prefeituras, fica nas regiões Sudeste e Sul e em cidades pouco populosas: 66% têm menos de 100 mil habitantes. (pág. 1 e A7)

EDITORIAL

"Sucesso do 'cadastrão' do assentamento" - Em pouco mais de três meses, o programa Acesso Direto à Terra levou ao cadastramento de 105 mil famílias. Destas, 24 mil começam a ser assentadas até o fim deste mês, em 407 áreas, em 23 estados, que o Incra selecionou. (pág. 1 e A3)

COLUNA

(Coluna do Estadão - Luciana Nunes Leal) - Os principais condutores da política econômica do Governo, que se reuniram sábado com o presidente Fernando Henrique Cardoso, preferem chamar de "roteiro" ou "agenda" a série de ações para os próximos dois anos.

Evitam falar em plano de metas e muito menos em pacote. Esses termos, argumentam, podem dar a impressão de que se preparou um programa de última hora para mudar o centro das atenções de um governo marcado para uma guerra sem limites entre os próprios aliados. (...) (pág. A6)

O GLOBO

- FGTS: Governo propõe cobrar de empresas a correção

- O Governo apresentará amanhã às centrais sindicais a proposta de criar uma contribuição social de 2% sobre a folha de salários das médias e grandes empresas para pagar a correção de 68,9% das contas do FGTS, referentes aos planos Collor 1 e Verão.

A nova contribuição garantiria uma receita adicional de R$ 40 bi, exatamente a quantia necessária para corrigir as contas do fundo nos próximos oito anos.

Em contrapartida, o Ministério do Trabalho reduziria de 8% para 7% o percentual da folha que é recolhido atualmente para o FGTS. (pág. 1 e 21)

- Os mercados brasileiro e argentino devem abrir tranqüilos hoje, depois da confirmação do nome do economista Ricardo López Murphy, de 49 anos, como novo ministro da Economia da Argentina.

Considerado ortodoxo e defensor da disciplina fiscal, Murphy promete manter a todo o custo a política de paridade entre o peso e o dólar.

O presidente Fernando de la Rúa conclamou os investidores a darem um voto de confiança ao novo ministro, cujo nome não é unanimidade na coalizão governamental. (pág. 1, 19 e 20)

- O secretário de Segurança do Rio, Josias Quintal, pretende abrir inquérito para investigar o controle do tráfico sobre as caixas de força em favelas cariocas, que impede a ação da polícia.

Mas, para isso, pede a colaboração da Light. O chefe da Polícia Civil, Álvaro Lins, revelou ontem já ter sido, junto com uma equipe, vítima de um blecaute provocado por traficantes da Rocinha em 1988. (pág. 1 e 18)

- O Conselho de Ética do Senado começa hoje a analisar o caso da violação do sistema de votação da Casa, que poderá levar a um processo de cassação do mandato do senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA).

O PT, que desistira da cassação, voltou a se aproximar do PPS na ofensiva para pedir explicações ao ex-presidente do Senado. (pág. 2 e 4)

- A Agência Nacional de Vigilância Sanitária determinou a suspensão da venda e do uso do soro fisiológico produzido pela Labormédica Industrial Farmacêutica, um dos maiores fabricantes do produto no País. A decisão foi tomada porque pelo menos seis pessoas morreram no Vale do Paraíba, no interior de São Paulo, depois de ingerir o soro. (pág. 2 e 9)

- A Petrobras e suas parceiras estrangeiras têm até 6 de agosto para encontrar petróleo em 86 áreas do País, ou terão que devolver as concessões de exploração à Agência Nacional do Petróleo (ANP). Em 41 blocos, já houve cem descobertas e 75 poços foram perfurados. A ampliação da data-limite em algumas áreas depende do TCU. (pág. 2 e 23)

- Apesar dos números generosos - são R$ 66 bilhões para investimentos sociais, sendo mais de R$ 20 bilhões saídos dos cofres do Tesouro - o presidente Fernando Henrique Cardoso vai pôr à prova a fidelidade de sua base política ao apresentar o Plano de Ação do Governo com medidas polêmicas e pouco populares, como a contribuição previdenciária dos funcionários públicos inativos.

A proposta, já rejeitada cinco vezes pelos parlamentares, volta à cena na agenda que o Presidente pretende anunciar ainda esta semana, provavelmente na quarta-feira. (...)(pág. 2 e 9)

- O comando do PFL reagiu muito mal à decisão do presidente Fernando Henrique Cardoso de anunciar já no início desta semana os novos ministros da Previdência e das Minas e Energia, restringindo a reforma ministerial a essas duas mudanças.

O presidente do partido, senador Jorge Bornhausen (SC), chegou ontem à capital disposto a convencer Fernando Henrique a mudar de idéia. Numa audiência hoje com Fernando Henrique, Bornhausen deverá insistir na defesa de alterações mais profundas na Esplanada, com a saída de peemedebistas do Ministério. (...) (pág. 3)

EDITORIAL

"Futuro ameaçado" - O Supremo Tribunal Federal entendeu que é possível corrigir-se o passivo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) sem que tenha havido igual correção no ativo.

Ainda que os gestores do FGTS não tenham recebido, na aplicação dos recursos do Fundo, o equivalente ao valor da atualização monetária reivindicada para os saldos das contas individuais dos trabalhadores por meio de grande número de ações judiciais, isso se tornou uma obrigação a partir da decisão do STF. (...)

As centrais sindicais devem reconhecer que a estabilidade monetária significou uma grande conquista social, e que nesse quadro não é possível fazer aparecer R$ 40 bilhões em passe de mágica, como acontecia nos tempos da inflação galopante. Como a decisão do STF criou uma obrigação, não há outra forma de executá-la senão através de longo escalonamento. O pagamento do passivo em curto prazo é simplesmente irreal. (pág. 6)

COLUNAS

(Panorama Político - Tereza Cruvinel) - O anúncio do plano de ação de Fernando Henrique para os próximos dois anos poderá ficar em segundo plano no cenário político de Brasília esta semana. As suspeitas crescentes de que Antonio Carlos Magalhães violou o voto secreto no Senado e o surgimento de novos documentos sobre Jader Barbalho e as operações do Banpará despertam mais interesse. A guerrilha volta com tudo. (...) (pág. 2)

(Ricardo Boechat) - O ministro José Serra pediu aos seus assessores uma trégua na guerra contra os Estados Unidos pelas patentes dos medicamentos da Aids.

O apaziguamento é estratégico: Serra acha que após a sessão especial da ONU para HIV/Aids, na qual o programa foi elogiado, o melhor é deixar a comunidade internacional comprar a briga do Brasil.

* O Brasil está importando muito mais tecnologia do que vendendo lá fora.

A cada US$ 1 arrecadado com a venda, o País compra US$ 5 ou US$ 6.

O estudo é da professora da FGV Virene Matesco.

Segundo a pesquisa, o déficit da balança tecnológica, pela média dos últimos anos, só poderá ser revertida a longo prazo. (pág. 14)

GAZETA MERCANTIL

- Fundo de pensão quer prazo para rever aplicações

- (Rio) - A Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil (BB), pode ser forçada a vender R$ 6,9 bilhões de suas carteiras de ações até dezembro.

Esta é previsão mais otimista sobre o impacto da nova resolução do Banco Central (BC) que estabelece as normas para investimentos dos fundos de pensão e que permaneceu em audiência pública até sexta-feira.

A Previ tinha, em setembro, 58% da carteira de R$ 34,57 bilhões aplicados em ações, mas 20% não se enquadram na nova regra que limita os investimentos em papéis de empresas que não respeitam os minoritários e têm baixa liquidez. (...) (pág. 1 e B-1)

- (São Paulo e Brasília) - Diplomatas discutem em Barbados, de hoje a quinta-feira, o texto do documento a ser examinado pelos presidentes de 34 países da Cúpula das Américas em abril em Québec. Na agenda, normas trabalhistas e para o meio ambiente.

A avaliação é de que o Itamaraty retomou a dianteira no processo da Alca, depois da conversa do chanceler Celso Lafer com Robert B. Zoelick, chefe da USTR, na semana passada.

* O BNDES vai financiar a expansão da rede de distribuição de gás natural em vários estados. (pág. 1 e A-12)

- Amanhã, ao anunciar o programa para os últimos dois anos de seu mandato, o presidente Fernando Henrique Cardoso mostrará números sobre a evolução dos indicadores sociais no Brasil.

Se tem havido melhora, o fosso ainda existente é enorme: dos 169 milhões de brasileiros, 54,4 milhões vivem abaixo da linha de pobreza e, destes, 24,1 milhões são indigentes.

O enfoque da ação do Governo será a eficiência do gasto social e não mais o total investido. A prioridade é a educação. (pág. 1 e A-10)

CORREIO BRAZILIENSE

- Nossas estrelas lá fora

- Gisele e Guga, ídolos internacionais made in Brazil, experimentaram emoções diferentes no fim de semana. Em Milão, na Itália, a top model desfilou para a grife Dolce & Gabbana e disse que vai dar um tempo nos desfiles para evitar o estresse.

Já em Acapulco, no México, o tenista número 1 do mundo ganhou mais um torneio ao arrasar o espanhol Galo Blanco em dois sets: 6x4 e 6x2. (pág. 1, 13 e cad. Esportes, capa e pág. 5)

- Dinamarca, França e Bélgica apresentaram casos suspeitos da doença que já levou ao abate mais de 53 mil animais no Reino Unido.

É o maior surto de febre aftosa no continente em 30 anos. Rebanhos com suspeita de contaminação são dizimados.

O vírus obriga os países europeus a desinfetarem tudo que vem do território britânico - até os turistas. (pág. 1 e 6)

- Os parlamentares de Brasília na Câmara Federal e no Senado dedicaram o mês de fevereiro às eleições dentro do Congresso. E às primeiras conversas sobre a sucessão do governador Joaquim Roriz em 2002.

A bancada até que tentou, sem sucesso, reverter o corte de 57% dos R$ 103 milhões previstos no Orçamento da União para o DF. (pág. 1 e 12)

- Antonio Carlos Magalhães garantiu que não é possível violar o painel de votação do Senado, como teria acontecido durante a sessão que cassou o mandato de Luiz Estevão.

O senador baiano também negou ter recebido relação com os votos dos senadores: "Desafio qualquer funcionário de ter entregue qualquer lista." (pág. 1 e 10)

ZERO HORA

- O presidente Fernando Henrique Cardoso começa hoje a apresentar aos aliados sua agenda para os últimos 22 meses de Governo. FH deve reservar parte do dia a conversas políticas para fechar o compromisso dos partidos de sustentação ao plano de ação governamental.

Em reunião que durou mais de sete horas na fazenda Buritis (MG), no sábado, o Presidente e alguns de seus principais assessores aprovaram a maior parte do programa de investimentos de R$ 61,9 bilhões. (pág. 6)

- Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná decidiram unir forças para atrair os visitantes estrangeiros. No próximo dia 19, os secretários de Turismo do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, o representante do Convention Bureau de Foz do Iguaçu, no Paraná, e a Empresa Brasileira de Turismo (Embratur) se reúnem para acertar a criação do Corredor de Turismo do Sul. (pág. 15)

- As cidades gaúchas de Carazinho e Passo Fundo, no Planalto Médio, eram entreposto de fuzis contrabandeados pela quadrilha do maior traficante gaúcho, Nei Machado, para a guerrilha colombiana. O dono de um sítio em Carazinho, preso por acusação de participação em assalto, é também investigado pela Polícia Federal como intermediário no contrabando de armas pesadas enviadas a Machado - preso pelo Exército colombiano no último dia 22 e acusado de conluio com a guerrilha Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). (...) (pág. 34)

MANCHETES

CORREIO DA BAHIA

- Bahia goleia Vitória por 4x1 pelo Nordestão

O DIA (RJ)

- Sai a lista dos motoristas

ZERO HORA (RS)

- Rota de armas para as Farc passava pelo Planalto gaúcho

VALOR ECONÔMICO

- Argentina aposta em saída liberal para crise

ATENÇÃO

O Boletim de Acompanhamento Macroeconômico da Secretaria de Política Econômica, que traz avaliação mensal da conjuntura econômica brasileira (análise e tendência de preços, salários, juros, balança comercial, contas externas, etc), está disponível via FTP através do endereço na INTERNET www.fazenda.gov.br, na área específica de "Publicações". Outras informações atualizadas, inclusive sobre os resultados do Plano Real, podem ser também obtidas, em português e em inglês, na página eletrônica do Ministério da Fazenda.

Consulte a homepage da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.

O endereço na Internet é www.brasil.gov.br

O telefone para solicitação de publicações é:061-411.4892.

O email da Secretaria de Comunicação Social é: secom@planalto.gov.br