
06/08/2001
JORNAL DO BRASIL
- INSS simplifica aposentadoria
- Nesta semana a Diretoria de Benefícios do Instituto Nacional de
Seguridade Social (INSS) vai revogar 586 normas internas para acelerar a liberação dos
benefícios de trabalhadores que estão para se aposentar por tempo de serviço ou por
invalidez.
"O INSS é a única seguradora do País que pede ao indivíduo que
prove e comprove que contribuiu. Isto está baseado na inversão do ônus da prova. Não
vamos mais deixar que essa responsabilidade recaia sobre o cidadão", explica
Patrícia Audi, diretora de Benefícios do INSS.
As medidas incluem a liberação da aposentadoria para o trabalhador
rural, mediante apresentação de documentos que comprovem seu vínculo com qualquer
sindicato ou cooperativa rural, e a eliminação da obrigatoriedade de comprovação
salarial para cálculo do auxílio-doença.
Além disso, a própria Previdência deverá provar se deficientes e
idosos acima dos 67 anos, com direito a benefício de uma salário mínimo mensal, têm
renda inferior a um quarto do piso salarial.
Foi extinta ainda a homologação de perícia médica conclusiva.
Segundo a diretora de Benefícios, em dois anos, todo o sistema de concessão de
aposentadorias está informatizado. (pág. 1 e 13)
- Em protesto contra os sete anos sem reajuste salarial, os servidores
públicos federais ameaçam uma greve geral a partir do dia 22. A decisão foi tomada
ontem, em reunião em Brasília, com 251 delegados de todos os estados da Federação. A
adesão inclui servidores do Executivo, Legislativo e Judiciário. A categoria reivindica
75,48% de reposição salarial. Amanhã, servidores se reúnem com o ministro do
Planejamento, Martus Tavares, para tentar acordo. (pág. 1 e 13)
- A empreiteira Hidrobrasileira, três anos depois da morte de seu
sócio mais conhecido, o ex-ministro das Comunicações Sérgio Motta, foi reduzida a
papéis na gaveta de um escritório no paraíso fiscal de Luxemburgo. O processo de
execução de uma dívida com a prefeitura de São Paulo revela indícios de que a venda
da Hidrobrasileira foi uma operação para trazer de volta dinheiro de origem
não-justificada que estava depositado no exterior. (pág. 1 e 5)
- O deputado Cleuber Carneiro (PFL-MG) é mais um parlamentar que fez
negócio com Marcelo Queiroz, filho do deputado Romeu Queiroz (PSDB-MG). Segundo Romeu,
Cleuber alugou um carro na locadora de Marcelo, em Patrocínio (MG), usando a verba extra
de R$ 7.000 criada pela Câmara.
Cleuber usou o mesmo expediente que Romeu, os tucanos mineiros José
Militão, Carlos Marconi, Custódio Mattos e Antônio do Vale (PSDB-MG), ao comprar o
carro, usando o aluguel como fachada. (pág. 1 e 2)
- O Rio levou a melhor na disputa entre cavalos paulistas e éguas
cariocas, no Grande Prêmio Brasil. Queen Desejada, montada pelo jóquei Marcelo Cardoso,
ganhou o páreo depois de ter passado boa parte da corrida em 14º lugar, com uma
arrancada para o primeiro nos 150 metros finais. (...)
O ministro da Educação, Paulo Renato Souza, entregou a taça ao
jóquei vencedor e disse que não havia apostado em nenhum cavalo, nem paulista nem
carioca. "Torci para o Brasil", garantiu. Na corrida só havia cavalos
brasileiros. (pág. 1 e 6)
- "Toda semana vou ao Congresso rodar a bolsinha atrás de
homem". Quem diz a frase, em tom tranqüilo, senhor calvo de 57 anos de idade, que se
define como "o lobista número um de Brasília". Alagoano de São Luís do
Quitunde, Anchieta Hélcias gosta de se apresentar como pernambucano.
Capricha no sotaque ao falar da amizade com o vice-presidente Marco
Maciel. Encarregado de defender os interesses da TAM no Governo, já foi diretor da
Transbrasil e lobista da Anfavea, entidade que reúne as montadoras de veículos. É um
lobista à moda antiga, que faz do cerco às autoridades sua marca. Com seu estilo, é um
sobrevivente.
A moda, entre os lobistas de Brasília hoje, é a discrição. As casas
às margens do Lago Paranoá que hospedavam festas e banquetes, cedem espaço para
escritórios em prédios mais centrais. O lobby ficou mais discreto e sofisticado, mas
está cada vez mais presente na rotina da capital. (...) (pág. 3)
- Não basta o reino dos céus. Lideranças de três importantes
congregações evangélicas querem também uma cadeira no Senado Federal. A cobiça é
grande em relação ao pleito do ano que vem, quando todos os estados terão duas de suas
três vagas de senador renovadas.
No Rio de Janeiro, são candidatos a ocupá-las o bispo-cantor Marcelo
Crivella, da Igreja Universal do Reino de Deus; o bispo Manoel Ferreira, presidente da
Convenção Nacional das Assembléias de Deus do Ministério de Madureira; e o pastor
Nilson Fanini, presidente da Primeira Igreja Batista de Niterói, Crivella será lançado
pelo PL, Ferreira, pelo PPB, e Fanini ainda está indeciso entre PL, PSB e PDT. (pág. 3)
- O helicóptero da família Diniz que caiu em Maresias no último dia
27, matando a modelo Fernanda Vogel e o piloto Ronaldo Jorge Ribeiro, seguiu ontem de
caminhão para um hangar da empresa que representa o fabricante da aeronave (a companhia
italiana Agusta), em Osasco.
A aeronave será desmontada para posterior análise. Terá atenção
especial dos técnicos o painel de instrumentos do aparelho, que pode dar pistas do que
realmente aconteceu naquela noite chuvosa de sexta-feira, em que sobreviveram o
empresário João Paulo Diniz (namorado de Fernanda) e o co-piloto Luís Roberto Cintra.
(...) (pág. 3)
EDITORIAL
"Luz no Túnel" - Com o desembarque em Buenos Aires do
subsecretário do Tesouro americano, John Taylor, ressurgiu a esperança em torno de uma
operação internacional para salvar a economia da Argentina. A visita de Taylor foi sinal
de que o presidente George W. Bush mudou de posição quanto ao tratamento que se deve dar
às crises de países emergentes.
Há poucas semanas, a Casa Branca se disse contrária à ajuda do FMI a
países que mergulharam em dificuldades porque se negaram a executar programas de ajuste.
Descartou também sugestões no sentido de repetir a fórmula do empréstimo-ponte que
evitou a ruína do México em 1995.
Pelo visto, Bush concordou que o "default" da Argentina pode
dar início a um efeito dominó imprevisível, capaz de abalar os alicerces do mercado
financeiro mundial. Engana-se quem pensa que a Argentina cairá sozinha. Ou que arrastará
na queda só os vizinhos da América do Sul. Em tempos de globalização, as crises
também são globalizadas. (...) (pág. 8)
FOLHA DE SÃO PAULO
- Violência tira médico da periferia de S. Paulo
- A violência está expulsando os médicos da periferia de São Paulo.
Dos 2.000 médicos contratados em caráter de emergência pela prefeitura em maio, 90 já
desistiram. O medo é apontado como a principal causa. Cerca de 160 vagas continuam
abertas, quase todas em áreas periféricas.
A situação é tão tensa que a prefeitura discute amanhã uma
campanha pela paz com os comandos do Conselho Regional de Medicina, da Associação
Paulista de Medicina e do Sindicato dos Médicos. (...) (pág. 1 e cad. Cotidiano)
- O governo argentino se prepara para enfrentar uma nova onda de
protestos populares contra seu plano de ajuste fiscal durante esta semana. A partir de
amanhã, grupos organizados de desempregados, sem-teto e sindicalistas bloquearão
estradas por 48 horas.
Hoje, professores da rede pública de Buenos Aires param por 24 horas.
A Central dos Trabalhadores Argentinos anunciou greve de seus afiliados para quarta.
(pág. 1 e A8)
- Pelo menos 59 emissoras de TV, ou 24% das 250 concessões comerciais,
pertencem a políticos. Esses números referem-se a empresas que geram programação, e
não incluem as milhares de retransmissoras nem as TVs educativas.
A Rede Globo tem 21 afiliadas ligadas a políticos, contra 17 do SBT e
9 da Bandeirantes. Além de deputados e senadores, a lista de contemplados tem dois
ex-presidentes e quatro governadores. (pág. 1 e A6)
- (Washington) - O Governo brasileiro negocia com o Bird (Banco
Mundial) e com o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) a concessão de
empréstimos para o setor energético e para cobrir o rombo externo.
Junto ao BID, o Brasil pleiteia novas linhas de crédito, num total de
US$ 1 bilhão, para equilibrar o balanço de pagamentos. Se confirmados, os novos
empréstimos se somariam aos US$ 15 bilhões que o Governo poderá sacar do Fundo
Monetário Internacional até dezembro de 2002. (pág. 1 e A8)
- Conheça os serviços que os órgãos de fiscalização e
regulamentação do mercado, contra o Banco Central e a Bovespa, oferecem para esclarecer
dúvidas e atender a reclamações dos investidores. (pág. 1, B1 e B8)
EDITORIAL
"Fundações na USP" - Há na Universidade de São Paulo,
hoje, uma questão das mais cadentes, a do papel das fundações que cresceram à sua
volta e que prestam serviços em seu nome.
O tema já vinha ocupando espaço crescente, motivando violentas
manifestações estudantis e denúncias da associação dos docentes, quando a Fipecafi,
fundação associada aos cursos de ciências contábeis da Faculdade de Economia e
Administração, anunciou a criação de um curso de graduação, privado, sob a sua
administração. Recuou, depois, tal a perplexidade gerada pela iniciativa, que mereceu
repúdio da Reitoria. (...) (pág. A2)
COLUNA
(Painel) - O PTB começa a negociar a volta ao bloco governista e o
abandono da candidatura de Ciro Gomes. Membros da cúpula trabalhista pediram a direção
dos Correios. O Governo estuda ceder ao pedido para reforçar sua base no Congresso e
enfraquecer o candidato do PPS.
* Os petebistas estão preocupados com a queda de Ciro nas pesquisas e
com a dificuldade de coligação com o PPS nos estados. Por isso, caciques do partido
acham mais seguro compor com o Governo federal.
** A Aeronáutica recebeu na semana passada dois aviões Hercules C-130
adquiridos da empresa americana Lockheed Martin. Até o final do ano devem chegar ao
Brasil mais oito aeronaves. Todos os aparelhos já serviram à Força Aérea da Itália.
(pág. A4)
O ESTADO DE SÃO PAULO
- Malan deve ir ao Congresso explicar acordo com o FMI
- O ministro da Fazenda, Pedro Malan, e o presidente do Banco Central,
Armínio Fraga, deverão ser chamados ao Congresso para explicar em que condições o
Governo negociou com o Fundo Monetário Internacional (FMI). O requerimento, feito pelos
líderes do bloco de oposição no Senado, deverá ser apresentado amanhã.
O líder do Governo na Câmara, Arnaldo Madeira (PSDB-SP), acredita que
a oportunidade será boa para o Governo: "Malan é didático e tem ótimo poder de
convencimento".
De acordo com o líder do PPS no Senado, Paulo Hartung (ES), o debate
irá além da luta ideológica no Congresso: "O que interessa à população e ao
próximo Governo é conhecer as mazelas da economia e saber como este conjunto de
problemas que nos levou ao FMI pode ser modificado". (pág. 1, B1 e B12)
- O ministro da Economia da Argentina, Domino Cavallo, garantiu que o
FMI vai conceder mais empréstimos ao país para ajudar a superar a crise econômica.
Embora Cavallo não tenha confirmado o valor da ajuda extra pedida, analistas argentinos
afirmam que o país precisaria de US$ 5 bilhões a US$ 8 bilhões.
O subsecretário do Tesouro americano, John Taylor, divulgou comunicado
afirmando que ficou "impressionado com as medidas que o governo da Argentina está
tomando para atingir o objetivo do déficit zero". (pág. 1 e B3)
- Atraídas pelos programas de incentivos às exportações no Brasil,
muitas empresas argentinas estão vindo instalar-se no País. (pág. 1 e B5)
- O presidente licenciado do Senado, Jader Barbalho (PMDB-PA), prometeu
entregar amanhã os extratos de suas contas bancárias entre 1983 e 1987, quando foi
governador do Pará. "Vou provar que nenhum centavo do Banpará foi depositado em meu
nome", declarou ontem, em Belém (PA).
Jader mostrou-se disposto até a depor na Comissão de Ética do
Senado. Descrente do sucesso da ofensiva, porém, a bancada do PMDB já ensaia uma
pressão para que Jader renuncie à presidência da Casa. (pág. 1 e A4)
- O médico italiano Severino Antinori vai iniciar em novembro uma
experiência com 200 mulheres para a criação de um clone humano. O trabalho será feito
em local secreto, no Leste Europeu, ou até em alto-mar.
Para o pesquisador Harry Griffin, que ajudou a criar a ovelha Dolly, o
risco é alto: 99% das tentativas resultam em aborto ou em animais malformados. (pág. 1 e
A10)
- O Governo federal desistiu de criar uma guarda nacional para
substituir polícias militares em casos de greve. "Pelo menos agora essa hipótese
está descartada", disse o advogado-geral da União, Gilmar Mendes, membro da
comissão do Ministério da Justiça que estuda a crise da polícia. A comissão deverá
selecionar novas propostas e apresentá-las amanhã ao Presidente. (pág. 1 e C3)
- Cada vez mais universidades americanas trazem para o Brasil seus
cursos de MBA (equivalente ao mestrado) para executivos. Os professores são geralmente
americanos e o diploma é igual ao emitido nos EUA. "A demanda é enorme e
crescente", avalia o diretor de Negócios da Universidade de Michigan, Martin
McDermott. (pág. 1 e A9)
EDITORIAL
"Acordo para uma travessia segura" - O novo acordo com o FMI,
anunciado na sexta-feira, dará ao Brasil condições de equilibrar suas contas externas
mesmo no pior cenário, e reforça o compromisso do Governo com a gestão das contas
públicas, apesar das pressões que normalmente ocorrem em tempos de eleição. (pág. 1 e
A3)
COLUNA
(Coluna do Estadão - Luciana Nunes Leal) - O Governo volta a se
debruçar sobre o tema segurança pública, amanhã, quando o presidente Fernando Henrique
Cardoso recebe as propostas dos ministros encarregados de estudar meios de evitar a
rebelião nas polícias.
Provavelmente serão descartadas algumas sugestões como a criação da
Guarda Nacional e a volta da subordinação da Polícia Militar ao Exército. Já o poder
de polícia para o Exército deverá ser detalhado em lei específica. (...) (pág. A6)
O GLOBO
- Polícia do Rio vai adotar testes de honestidade
- Diante do resultado do teste da carteira aplicado pelo
"Globo" em dez PMs nas ruas da cidade - no qual foi reprovada a metade deles,
quatro em áreas nobres - o secretário estadual de Segurança Pública, Josias Quintal,
anunciou ontem que vai adotar testes semelhantes para avaliar a conduta e a honestidade de
policiais civis e militares.
Para Josias, o resultado da avaliação mostra que ainda se pode
confiar na polícia porque a metade dos policiais devolveu as carteiras, cujas perdas
foram simuladas pelo jornal.
Embora a reportagem não tenha revelado os nomes dos PMs reprovados na
experiência, dois deles estão detidos no 12º BPM (Niterói). Eles serão punidos com
detenção de até 30 dias ou expulsão. (pág. 1 e 14)
- As obras emergenciais que as empresas estatais e privadas estão
acelerando para evitar os apagões já envolvem investimentos de R$ 21,5 bilhões e geram
pelo menos 125 mil empregos diretos.
Se forem considerados os empregos indiretos criados pela proliferação
de canteiros de obras, chega-se a quase 375 mil postos de trabalho. Os dados são de um
levantamento da Associação Brasileira da Infra-Estrutura e Indústria de Base (Abdib).
(pág. 1 e 19)
- A oposição vai convocar o ministro da Fazenda, Pedro Malan, e o
presidente do Banco Central, Armínio Fraga, para que informem no Senado detalhes do
acordo firmado com o Fundo Monetário Internacional (FMI). Mesmo políticos governistas
não aceitam apertos adicionais no orçamento. (pág. 1 e 17)
- O presidente do PMDB, Maguito Vilela, disse ontem que o presidente
licenciado do Senado, Jader Barbalho, não tem condições de reassumir o cargo enquanto
houver dúvidas sobre as denúncias contra ele. O procurador-geral da República, Geraldo
Brindeiro, pede hoje a abertura de inquérito criminal contra Jader. (pág. 1 e 3)
- Os servidores públicos federais decidiram ontem iniciar no dia 22
uma greve por tempo indeterminado. Cerca de 300 representantes de sindicatos participaram,
em Brasília, da assembléia que decidiu a paralisação. Os sindicatos prevêem uma
adesão de 60% dos cerca de 500 mil servidores à greve nacional.
Os servidores reivindicam um reajuste linear de 75,48%, relativo a
perdas acumuladas nos últimos sete anos. O cálculo, feito pelo Departamento
Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese), será revisto na
terça-feira, incluindo as perdas de junho, julho e agosto.
"Na greve do ano passado, que durou 65 dias, iniciamos uma
negociação com o ministro Martus Tavares (do Planejamento) que foi infrutífera",
disse o sindicalista Rômulo Gondim, coordenador-geral do Sindicato Nacional dos
Servidores Federais da Educação Básica e Profissional. (...) (pág. 1 e 4)
- Com a ida do ministro Andrea Matarazzo para a Embaixada do Brasil em
Roma, o presidente Fernando Henrique deve acabar com o status de ministério da Secretaria
de Comunicação, da qual Matarazzo era o titular.
Deverá aproveitar também para enxugar o órgão, que conta com mais
de cem cargos e dispõe de um orçamento anual de R$ 600 milhões. (pág. 2 e 8)
- Proibido pelo TRE de levar ao ar o programa que apresentava aos
sábados na Rádio Tupi, o governador Anthony Garotinho voltou a participar anteontem da
programação da emissora.
Garotinho e três secretários estaduais atacaram adversários,
divulgaram obras e falaram sobre a eleição de 2002 no novo programa do radialista
Roberto Canazio. (pág. 2 e 5)
- Após as denúncias de favorecimento a duas empresas, que teriam
monopolizado o serviço de emplacamento de veículos, o presidente do Detran, Eduardo
Chuaty, disse ontem que vai publicar nova portaria avisando que ainda está aberto o
processo de seleção de prestadoras do serviço. Cinco empresas haviam denunciado ter
sido preferidas. (pág. 2 e 11)
EDITORIAL
"Ritual vazio" - Foi chocante o resultado da experiência
feita por repórteres do "Globo" com cartórios do Rio. Nada menos de 49 cópias
fraudadas de documentos, entre eles certidões de nascimentos, títulos eleitorais e
carteiras de identidade, tiveram sua autenticidade atestada em 28 de 32 cartórios. Em
alguns deles, sequer foi solicitado o original para o exame que obviamente é
imprescindível. (...)
A partir de tal experiência, só se pode encarar como muito
compreensível e sensata a recomendação do delegado-chefe da Delegacia de
Defraudações, de que nenhum negócio deve ser fechado e nenhum banco deve abrir conta
com base unicamente em cópias de documentos, ainda que autenticadas: é indispensável
que o interessado confira o original. Mas nesse caso, para que serve a autenticação? O
que leva imediatamente a outra pergunta, mais séria: para que servem os cartórios? (...)
(pág. 6)
COLUNAS
(Panorama Político - Diana Fernandes) - Presidente do PPS e operador
da candidatura presidencial de Ciro Gomes, o senador Roberto Freire (PE) tenta afastar o
pessimismo que ronda seu partido e garante que está tudo tranqüilo. Mas essa semana ele
promoverá em Brasília reunião com dirigentes do PPS para discutir a queda de Ciro nas
pesquisas e decidir nova coordenação e estratégia para o projeto presidencial. (...)
(pág. 2)
(Swann) - O BNDES mudará nos próximos dias as regras de crédito
destinado ao setor elétrico.
Os financiamentos, hoje de quatro anos, serão alongados até 32 meses.
Além disso, a instituição admite bancar todo o volume da operação
e não apenas os atuais 60%, em média.
* A Anatel estuda autorizar as empresas de telefonia a criarem uma
tarifa só para acesso à Internet.
Hoje, salvo em 300 cidades, todo brasileiro paga uma ligação
interurbana - que é nada cara - para navegar na rede. (pág. 12)
GAZETA MERCANTIL
- Todos cobiçam o melhor filão da Embratel
- (São Paulo) - O mercado de transmissão de dados de empresas, que
movimentou R$ 10,8 bilhões no Brasil no último ano, passa por uma transformação
profunda. Até 1997, a então estatal Embratel era dona de mais de 90% do setor. Desde
então, com a abertura promovida pelo Governo, todas as grandes do ramo de
telecomunicações passaram a cobiçar esse mercado. E a crescer com ele. (...) (pág. 1 e
C-2)
- (Rio) - O BNDES anunciará, nos próximos dias, medidas de apoio ao
financiamento do setor elétrico. O banco avalizará captações externas para projetos de
geração e transmissão autorizados pela Aneel.
No caso de equipamentos novos nacionais com maior eficiência
energética, o prazo do financiamento aumentará de 60 para 70 meses. (...) (pág. 1 e
A-4)
- (São Paulo) O acordo envolvendo US$ 15 bilhões, fechado em nível
técnico na sexta-feira entre o Governo brasileiro e o Fundo Monetário Internacional
(FMI), pressupõe maior rigor nos resultados fiscais neste último semestre de 2001 e de
todo o ano de 2002.
No total, os recursos oferecidos ao Brasil representam 400% da cota do
país - que é de 3,036 bilhões na moeda do FMI (DES), equivalente a cerca de 3,8
bilhões. (...) (pág. 1, A-8 e A9)
- (São Paulo) - A agricultura brasileira, a exemplo do que ocorre nos
EUA, tem aberto espaço às empresas terceirizadas. Cerca de 20% da área rural, de 7,459
milhões de hectares, de um total de 37,297 milhões de hectares, está sob os cuidados de
prestadoras de serviços. Há cinco anos, a terceirização era restrita a 5% do plantio,
de 36,358 milhões de hectares. (...) (pág. 1 e B-16)
CORREIO BRAZILIENSE
- Oposição trama contra presidente do Senado
- PT e PDT não aceitam que Edison Lobão, presidente interino do
Senado, comande sessão do Congresso. O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo, defende
o senador. (pág. 1 e 10)
- O governador Joaquim Roriz decidiu interferir na paralisação dos
rodoviários depois de doze dias em silêncio. Mandou um recado aos empresários: ou a
greve acaba até as 18h de hoje ou as concessões dos ônibus podem ser cassadas. Os
rodoviários fazem assembléia hoje na Praça do Relógio, em Taguatinga. (pág. 1 e 8)
- O ministro argentino da Economia, Domingo Cavallo, disse que seu
país conta com o aval dos Estados Unidos para receber nova ajuda do FMI e do G7, o grupo
dos sete países mais ricos do mundo. Mas não revelou de quanto seria o novo empréstimo.
Protesto de piqueteiros amanhã ameaça paralisar estradas em todo o país. (pág. 1 e 12)
JORNAL DE BRASÍLIA
- CEB inicia corte de luz de 80 mil
- Consumidores do DF que excederam cota vão ficar no escuro por três
dias a partir de hoje. (pág. 1 e 9)
- Estudantes do Ensino Médio que querem fazer os testes do Programa de
Avaliação Seriada (PAS), que possibilita a entrada na UnB sem prestar vestibular, devem
ficar atentos: começam hoje e vão até 6 de setembro as inscrições para as três
etapas, que serão realizadas em novembro e dezembro. (pág. 1 e 5)
- O governador Joaquim Roriz ameaçou ontem intervir na greve dos
rodoviários, que completa 12 dias. Ao inaugurar ontem a pavimentação de 5,2
quilômetros da DF-125 na região do Capão Seco, Roriz deu prazo até hoje, às 18h, para
os patrões e rodoviários entrarem em um acordo. Caso contrário, ele abrirá novas
concessões para a entrada de empresas de ônibus no DF. (pág. 1 , 3 e 6)
ZERO HORA
- Líder da bancada do PT durante seis dos oito anos em que exerceu
mandato na Assembléia Legislativa, o chefe da Casa Civil, Flávio Koutzii, atribui à
situação econômica e política do estado e aos méritos das propostas apresentadas pelo
Palácio Piratini as mais recentes vitórias do governo no Legislativo. Na lista desses
sucessos, estão a aprovação da Universidade Estadual, do salário mínimo regional, do
reajuste do magistério e da extensão da gratificação de 222% aos servidores da
segurança. (pág. 6)
- Não é necessária a existência de uma legislação para que seja
instalado um sistema de gerenciamento dos depósitos judiciais que remunere as partes com
índices superiores aos da poupança e da Taxa Referencial (TR).
A afirmação é do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB),
Valmir Batista, que reagiu com indignação à entrevista do presidente do Tribunal de
Justiça do estado (TJ), Luiz Felipe Vasques de Magalhães, publicada sábado em
"Zero Hora". (pág. 9)
- Os detalhes do novo acordo do Brasil com o Fundo Monetário
Internacional (FMI) ainda não foram divulgados, mas a semana começa com expectativa de
queda na cotação do dólar, que só em agosto teve alta de 1,41% e no ano, de 28,4%.
Com os recursos extras, que poderão chegar a US$ 15 bilhões, o
Governo brasileiro pretende controlar a instabilidade cambial, além de aumentar a
confiança de investidores estrangeiros no País, diminuindo o impacto da crise argentina.
(pág. 12 e 13)
MANCHETES
A TARDE (BA)
- Servidores ameaçam greve nacional
CORREIO DA BAHIA
- Corrupção desviou R$ 7,1 bilhões em um ano
ESTADO DE MINAS
- Deputados embolsam auxílio
DIARIO DE PERNAMBUCO
- Servidor articula greve nacional
JORNAL DO COMMERCIO
(PE)
- Descartada a guarda nacional
O DIA (RJ)
- Classe média cai no crime
ZERO HORA (RS)
- Acordo do Brasil com o FMI projeta queda na cotação do dólar

ATENÇÃO
O Boletim de Acompanhamento Macroeconômico
da Secretaria de Política Econômica, que traz avaliação mensal da conjuntura
econômica brasileira (análise e tendência de preços, salários, juros, balança
comercial, contas externas, etc), está disponível via FTP através do endereço na
INTERNET www.fazenda.gov.br, na área
específica de "Publicações". Outras informações atualizadas, inclusive
sobre os resultados do Plano Real, podem ser também obtidas, em português e em inglês,
na página eletrônica do Ministério da Fazenda.
Consulte a homepage da Secretaria de
Comunicação Social da Presidência da República.
O endereço na Internet é www.brasil.gov.br
O telefone para solicitação de
publicações é:061-411.4892.
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Social é: secom@planalto.gov.br |