07/01/2001

Jornal do Brasil
Folha de São Paulo
O Estado de São Paulo
O Globo
Gazeta Mercantil
Correio Braziliense
Jornal de Brasília
Zero Hora
Correio do Povo
Manchetes
Revistas
Telejornais

JORNAL DO BRASIL

- CBF vai reestruturar o futebol

- Substituída pelo Clube dos 13 na organização da desastrada competição do ano passado, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) está reassumindo as funções e promete uma reestruturação completa do esporte. Os planos para o novo calendário, rigoroso, serão apresentados no dia 22, na assembléia anual da CBF, no Rio. "Será preciso ousadia e determinação para resgatar o prestígio e a força do nosso futebol", afirma Ricardo Teixeira, presidente da entidade, prometendo apoiar o ministro da Justiça, José Gregori, nos esforços para garantir a segurança nos estádios.

Ciente de que o futebol atravessa sua maior crise, Teixeira informou que a volta da CBF vai ser negociada e formalizada com os representantes do Clube dos 13 e das federações, nos próximos dias. Sem dar detalhes, Teixeira disse que o Brasileiro de 2001 terá rebaixamento, haverá um novo ranking, incluirá os times do Módulo Azul e contará com o São Caetano. (pág. 1 e 33)

- Estão na Zona Oeste seis das nove obras programadas pelo prefeito César Maia para marcar o início de seu governo. A região, única em que César foi derrotado por Luiz Paulo Conde, será beneficiada por obras do Rio Cidade em Bangu, Realengo e Santa Cruz, e por mais três projetos de reurbanização e melhoria em Padre Miguel, orçados em mais de R$ 25 milhões. Esses projetos começarão a ser licitados em fevereiro e consumirão quase toda a verba atualmente disponível para obras.

O prefeito reservou cerca de R$ 3 milhões para melhorias na Zona Sul, onde pretende atender seis comunidades carentes, gastando, em média, R$ 500 mil em cada uma. Na Zona Norte, onde César obteve a mais significativa vitória sobre Conde, só está programada uma obra: o Rio Cidade Haddock Lobo, que vai custar R$ 5,4 milhões.

Nos projetos de César está a retomada de 44 obras iniciadas por Conde, que se encontram paralisadas, entre elas a Rio Cidade Irajá, orçada em R$ 5,5 milhões. (pág. 1 e 3)

- A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) vai contratar até março, via licitação internacional, consultoria para avaliar se as metas do modelo tecnológico previsto em 1996, que vão até 2005, são compatíveis com as atuais tendências mundiais. O valor do contrato deve girar entre US$ 5 milhões e US$ 8 milhões. (pág. 1 e 17)

- A Associação de Pais e Alunos do Estado do Rio (Apaerj) inaugura na próxima sexta-feira um serviço de pronto atendimento para problemas de matrículas, orientando os responsáveis pelos estudantes sobre a melhor forma de firmar contratos com as escolas. O portal www.bomdenota.com esclarecerá dúvidas on-line, prestando informação sobre preços de material escolar. (pág. 1 e 20)

- O presidente Fernando Henrique Cardoso vai passar para a história como o campeão da edição e reedição de medidas provisórias no País. Nos seus seis anos de Governo foram editadas 227 novas medidas e 4.451 foram reeditadas. Seus antecessores José Sarney e Itamar Franco editaram, respectivamente, 125 e 141 medidas provisórias, em dois anos.

A medida provisória que criou as Notas do Tesouro Nacional (NTN), no governo Itamar, é a mais antiga e já foi reeditada 86 vezes. A que criou o sistema de controle interno do Executivo teve 85 reedições. (pág. 2)

EDITORIAL

"Prova de culpa" - O Ministério Público Federal declarou guerra à Medida Provisória que define a responsabilidade dos procuradores nas denúncias de improbidade administrativa. A associação dos procuradores se considera impedida de trabalhar. O uso indiscriminado, e sem fundamento, das ações com essa finalidade, na opinião do ministro da Justiça José Gregori, não pode ser banalizado.

Ausência de prova de culpa e má-fé na denúncia, nos termos da MP baixada pelo Executivo, passam a ser punidas com multa de R$ 151 mil. A reação oficial ao protesto da entidade dos procuradores levou o porta-voz do Planalto a declarar que não há no Governo a menor disposição de rever a medida. (...) Já era tempo de que cessasse o patrulhamento da categoria dos procuradores por um núcleo de iluminados que se consideram superiores aos seus iguais e acima da sociedade e do Estado. A maioria está sendo prejudicada por esses poucos que falam em igualdade perante a lei mas a querem aplicada com raiva, ressentimento e desigualdade. Democracia é o oposto. (pág. 10)

COLUNAS

(Coisas da Política - Teodomiro Braga) - Pela primeira vez, depois de mais de meio século, o Brasil voltará a apresentar taxas de crescimento da economia superiores às taxas de inflação, a se confirmarem as previsões do Governo de crescimento da economia de 4,5% ou mais em 2001 e 2002 e inflação de 4% este ano e 3,5% em 2002. A última vez que a inflação cresceu menos que o Produto Interno Bruto (PIB) foi durante o governo Dutra, nos distantes anos de 1947 e 1948.

É com esta perspectiva que o presidente Fernando Henrique inicia os dois últimos anos de seu reinado. Depois de tantos reveses inesperados, na primeira metade deste segundo mandato, a sorte bandeou com vontade para o lado de FH: a ocorrência de uma série de fatores, neste início do novo século, tomou o cenário econômico ainda mais favorável do que o que se desenhava em dezembro. O que era bom ficou melhor. (...) (pág. 2)

(Informe JB - Carmen Kozak) - Pagar mais caro não é garantia de gasolina de boa qualidade. É o que revela pesquisa encomendada pela Agência Nacional de Petróleo (ANP), que tenta definir uma estratégia para combater a adulteração do combustível. Tormento de consumidores de norte a sul. A criminosa adulteração segundo o levantamento, não tem perfil definido. Acontece em todo o País. Em postos de todas as bandeiras, localizados em grandes ou em pequenas cidades. Seja na periferia, seja em área nobre. Em gasolina barata e em gasolina cara.

E o que significa isso? Significa que só resta à ANP ser criativa. A Agência encomendou a pesquisa pensando que traçaria o perfil do adulterador de combustível e, com isso, pudesse mobilizar melhor seu microexército de 70 fiscais no Brasil todo. Com descobriu que não há um perfil de posto adulterador, continua atacando a esmo e busca novas soluções operacionais, diretamente com refinarias e distribuidores. (...)

E mais uma vez, quem fica a ver navios é o consumidor. Especialmente aquele que, até agora, pensava que pagando mais caro, procurando postos em localizações privilegiadas, ricas, estaria protegendo seu automóvel, seu patrimônio, das danosas seqüelas da adulteração. (pág. 6)

FOLHA DE SÃO PAULO

- Brasil ganha 717 favelas em 9 anos, revela IBGE

- O Brasil encerrou o século 20 com 3.905 favelas, segundo levantamento do IBGE a partir dos dados preliminares do Censo 2000, informa Luiz Antônio Ryff. São 717 (22,5%) a mais do que em 1991.

Por estado, São Paulo (1.548 favelas) é o primeiro, à frente do Rio (811) e Minas (256).

A região metropolitana de São Paulo tem a maior concentração de favelas do País. Juntas, capital, Guarulhos, Osasco e Diadema possuem 938 favelas - um quarto do total. Embora líder em número absoluto (612), São Paulo ganhou apenas 4,6% a mais de favelas em dez anos.

Em Belém, o número de favelas mais do que quadruplicou no período, saltando de 20 para 93. Outras cidades onde ocorreu aumento acentuado foram Guarulhos, com 112,5%, Volta Redonda (RJ), com 107%, e Teresina, com 93,2%.

Já Belo Horizonte continuou com as mesmas 101 favelas.

Os dados não contemplam o número de habitantes de favelas, a ser divulgado em abril.

Para o IBGE, favela é um conjunto de no mínimo 51 unidades habitacionais em terreno alheio, dispostas, em geral, de forma desordenada e carentes, na maioria, de serviços essenciais. (pág. 1 e cad. Cotidiano)

- Duas companhias estão entrando no espaço aéreo brasileiro com preços mais baixos que os das empresas tradicionais. Gol e Nacional querem repetir no Brasil a experiência de sucesso de companhias do exterior que cortam custos e serviços para reduzir tarifas.

Além dessas duas, 20 companhias surgiram nos últimos três anos para tentar ganhar passageiros com tarifas menores. O desafio dessas novas empresas, que operam com equipes reduzidas, é provar que são tão seguras quanto as companhias tradicionais. (pág. 1, B1 e B3)

- O presidente Fernando Henrique Cardoso foi responsável por 85,6% das medidas provisórias - originais e reeditadas - desde a criação desse instrumento de poder político na Constituição de 1988.

Nos seis anos da gestão FHC, houve redução no número de MPs que foram votadas no Congresso e se tornaram leis. De 88 a 94, 82,2% das MPs viraram lei. De 95 a 2000, foram 58,3%.

Medidas importantes, como a que define o real como moeda, ainda são provisórias. A MP do real, de março de 95, foi reeditada 72 vezes. (pág. 1 e A8)

EDITORIAL

"Ciclotimia global" - A economia mundial, em especial os mercados financeiros, vive hoje uma instável síndrome maníaco-depressiva.

Os acontecimentos da semana passada foram exemplares. Depois de um surpreendente corte nas taxas básicas de juros promovido pelo banco central dos EUA, os mercados de ações entraram em nova onda de euforia. O entusiasmo, no entanto, passou logo.

Na sexta-feira as Bolsas norte-americanas fecharam novamente em baixa. O estimulante declínio dos juros foi ofuscado pela recidiva da angústia com novos sinais de desaquecimento da economia. (...)

Assim como os efeitos da elevação dos juros demoraram para se fazer sentir, há quem tema a ocorrência de um movimento análogo, mas em sentido contrário. Ou seja, seriam inevitáveis mais alguns meses de desaquecimento econômico e depreciações nos principais mercados financeiros do mundo, com elevação do risco sistêmico. (pág. A2)

COLUNA

(Painel) - Pega no contrapé ao perceber que havia dado um passo maior que a perna, a direção da Petrobras fez a Norberto Chamma, o criador da logomarca PetroBrax, uma singela proposta: diriam que os R$ 700 mil pagos ao designer englobavam uma série de outros serviços prestados à estatal. Os "serviços" inexistem. E Chamma rejeitou a idéia.

* Os dirigentes da Petrobras tinham a esperança de que o escândalo da PetroBrax morresse em poucos dias, com o ano 2000. Daí o silêncio sepulcral que mantiveram sobre o assunto. Calcularam mal. O mal-estar chegou ao Planalto, que estuda a melhor saída para o imbróglio.

* A direção da Petrobras que colocou a empresa nessa enrascada é a mesma que, em maio de 2000, dobrou o próprio salário. O presidente Henri Reichstul passou a ganhar R$ 25,3 mil. E os diretores, R$ 24,2 mil. Isso no auge da polêmica do salário mínimo. Que ficou em R$ 151. (pág. A4)

O ESTADO DE SÃO PAULO

- Com a Lei Fiscal, prefeitos tentarão aumentar impostos

- Os prefeitos têm reclamado da Lei Fiscal porque enfrentarão um grande desafio, diz o economista Raul Velloso, especialista em finanças públicas. Ele lembra que parte das prefeituras terá de destinar até 20% de suas receitas para pagar as dívidas deixadas por seus antecessores. Essa situação fará com que os prefeitos "cortem pessoal ou aumentem desesperadamente a receita", analisa.

Para Velloso, os administradores tenderão pela saída da busca de mais dinheiro. E conclui: mesmo que resista a mais impostos, o "indesejável" do ajuste fiscal ficará com a população, por causa do aumento da carga tributária ou pela redução de investimentos sociais. (pág. 1 e A8)

- Menos de 24 horas depois do surpreendente anúncio de redução de 0,5% na taxa de juros dos Estados Unidos, na quarta-feira, a Bolsa de Nova York voltou a fechar em queda. O temor, agora, é de que a medida do Federal Reserve (Fed, o poderoso banco central americano) tenha chegado tarde demais para evitar um ciclo recessivo após um longo período de prosperidade. Nesse novo cenário, a União Européia prepara-se para assumir a posição de locomotiva da economia mundial. (pág. 1, B1 e B3)

- A Caixa Econômica Federal pretende concluir, até o fim do ano, as obras do Fórum Trabalhista de São Paulo. Segundo o diretor comercial da CEF, Fernando Carneiro, o dinheiro da obra sairá dos rendimentos dos depósitos judiciais trabalhistas do Tribunal Regional do Trabalho. (pág. 1 e A4)

- Às vésperas da entrega do cargo para George W. Bush, o presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton, disse ao New York Times que o engajamento econômico pode ajudar a atrair países para a democracia. Ele não estabeleceu prazos, mas afirmou ter visto evolução na China e no Vietnã. (pág. 1 e A17)

- Pobreza e desalento dominam os campos de refugiados da Faixa de Gaza, onde vivem 420 mil pessoas que perderam tudo depois da primeira guerra árabe-israelense, em 1948. Líderes árabes e judeus já não acreditam num acordo de paz no Oriente Médio neste mês. (pág. 1, A18 e A19)

- Todo início de semana, um grupo de jovens e pais de família se reúne na rua central de São Vicente do Seridó, na região do Cariri, na Paraíba, com uma única intenção: a de ir embora do Nordeste. A estiagem se aproxima. E o destino, desta vez, já não é São Paulo ou Rio, mas Santa Catarina. (pág. 1 e A9)

- João Paulo II aceitou o convite para assistir à abertura das comemorações do cinqüentenário da CNBB, em julho, durante a Assembléia Geral dos Bispos, em Itaici. O Vaticano, porém, só poderá confirmar a viagem a partir de maio, porque depende do estado de saúde do papa. (pág. 1 e A12)

EDITORIAL

"O novo Código Civil - II" - O projeto do novo Código Civil abre caminho para redução da idade a partir da qual o cidadão se torna responsável perante a Lei Penal, tema muito debatido hoje em dia, quando a situação de ser "menor de idade" tem funcionado como proteção até de terríveis facínoras. (pág. 1 e A3)

COLUNA

(Coluna do Estadão) - Tem seis páginas a "nota informal" redigida na Advocacia Geral da União a respeito da Medida Provisória que impõe punição, com multa de até R$ 151 mil, para procuradores que fizerem denúncias sem fundamento.

É um exercício para a defesa do Governo, se os integrantes do Ministério Público recorrerem mesmo ao Supremo Tribunal Federal questionando a constitucionalidade da medida. (...)

Diante da hipótese de violação ao princípio da independência funcional do Ministério Público, a AGU esclarece, inicialmente, que a MP não atinge apenas procuradores, mais também delegados, ministros e servidores públicos em geral.

* Enquanto o Governo busca a base legal para restringir as ações de improbidade do Ministério Público, a oposição se solidariza com os procuradores. O líder petista na Câmara, Aloizio Mercadante, já apresentou emenda que retira o artigo 3º da MP. Nas palavras de Mercadante, o Governo "tenta de forma sorrateira intimidar o Ministério Público". (pág. A6)

O GLOBO

- Brasileiro gasta no exterior mais do que estrangeiro no Brasil

- Os gastos dos brasileiros em viagens internacionais voltaram a crescer, num sinal de que passou o medo surgido com a desvalorização do real e de que a recuperação econômica está se consolidando. Em 2000, nove milhões de brasileiros visitaram o exterior e, em média, cada um deles gastou US$ 386 (R$ 772), um valor 58% maior do que os US$ 244 (R$ 488) desembolsados pelos seis milhões de turistas estrangeiros no Brasil durante o ano passado.

Com isto, o déficit da conta-turismo no Banco Central cresceu 43,8% e chegou a US$ 2,1 bilhões. Os brasileiros gastaram lá fora 13,9% mais do que nas viagens de 99, quando a despesa média era de US$ 339 (R$ 678). Já os desembolsos dos estrangeiros no País não aumentaram. (...) (pág. 1, 29 e 31)

- Estatística da Secretaria de Segurança mostra que o número de carros roubados no Rio caiu 12% ano passado em relação a 99. Com isso, o Rio deixa de ser o estado com maior índice de roubo de veículos, posto ocupado agora por São Paulo. As seguradoras prometem baixar o preço do seguro se os números continuarem baixos. (pág. 1 e 19)

- A Embaixada do Brasil na Colômbia está de prontidão para acompanhar as investigações sobre a possível morte do traficante Fernandinho Beira-Mar, como o jornalista Ricardo Boechat noticiou em sua coluna do Globo de ontem.

O adido aeronáutico da embaixada, Marco Aurélio Gama, confirmou que um avião proveniente do Brasil foi destruído numa pista clandestina em área da guerrilha. Há indícios de que Beira-Mar estivesse no avião. (pág. 1 e 21)

- O próximo réveillon deverá ter menos pontos de queima de fogos na areia, anunciou o secretário municipal de Turismo, José Eduardo Guinle. A proposta de fazer a queima em balsas no mar, defendida por ele, é considerada inviável por especialistas, que acham mais seguro o lançamento a partir do Morro do Leme e do Forte de Copacabana. (pág. 1 e 24)

- Há uma semana nos cargos, os prefeitos descobriram que seus municípios vivem em clima de terra arrasada. Faltam remédios, água, luz, telefone e dinheiro. A prefeita de São Paulo, Marta Suplicy, tem os piores problemas. Ela passou os primeiros dias de governo ouvindo as queixas de seus colaboradores: há secretarias em que falta até papel higiênico. (pág. 2 e 5)

- A concentração de vencimento de contas como IPVA e IPTU, matrículas até 30% mais caras e a compra de material escolar estão obrigando o brasileiro a reorganizar o orçamento neste início de ano. A ordem, dizem os especialistas, é negociar prazos para pagamentos e evitar o cheque especial, modalidade de financiamento com os juros mais altos do mercado. (pág. 2 e 33)

- Na relação dos 17 mil presos do sistema penitenciário do Rio, não figuram os nomes de dois dos mais ilustres condenados pela Justiça fluminense: os advogados Jorgina Maria de Freitas e Ilson Escóssia da Veiga, que juntos desviaram R$ 310 milhões do INSS. Eles nunca passaram um dia sequer em cela comum e são favorecidos pela habilidade de advogados, que prolongam indefinidamente o mesmo privilégio concedido ao juiz aposentado Nicolau dos Santos Neto: o direito à prisão especial. (pág. 3)

- Depois de inundar cada pedaço da Câmara dos Deputados com cartazes, faixas e pôsteres, a campanha dos três principais candidatos à presidência da Casa será intensificada nos estados a partir desta semana. Inocêncio Oliveira (PFL-PE), Aécio Neves (PSDB-MG) e Severino Cavalcanti (PPB-PE) não vão economizar tempo nem dinheiro no corpo-a-corpo que farão durante o recesso parlamentar.

Como os trabalhos parlamentares estão suspensos até o dia 22, os três vão repetir o estilo da campanha de Tancredo Neves e Paulo Maluf, em 1984, quando os integrantes do Colégio Eleitoral foram visitados em suas bases. Como naquela época, jatinhos estarão cortando os céus do País inteiro. (pág. 10)

- Do tamanho de Sergipe e com uma população menor que a de Brasília, cerca de 600 mil habitantes, o Timor Leste é destino da próxima viagem internacional do presidente Fernando Henrique Cardoso, no dia 15.

Com a missão de reforçar o apoio à implantação do estado independente, Fernando Henrique também aproveita a viagem para garantir que o longínquo território asiático, onde 10% da população falam português, terá suporte do Governo brasileiro para a reconstrução do território que por quase três décadas enfrentou uma guerra civil. (pág. 11)

EDITORIAL

"Bens de raiz" - O novo secretário de Culturas (título por ele mesmo definido) do município, senador Artur da Távola, declarou à Folha de S. Paulo que não vai trabalhar para "a fruição passiva e deliciosa das classes dominantes". Na entrevista ao Globo publicada ontem, foi muito mais abrangente, e falou com convicção da função social da arte. (...)

Em que é que seria bom (entre outras coisas) ver empregado o dinheiro do Governo? Na ampliação do nosso mercado consumidor de cultura. Por que é que a cultura considerada "de elite" deve ser privilégio da elite? Por que é que o povo não pode ter acesso a Beethoven, a Van Gogh, a uma boa peça do teatro clássico? (...)

O gosto do povo é mais eclético do que se imagina. (pág. 6)

COLUNAS

(Panorama Político - Diana Fernandes) - Aos prefeitos que protestam contra os rigores da Lei de Responsabilidade Fiscal, que tem por princípio básico não gastar mais do que arrecada, o Governo vai dar uma mãozinha. Com o lema "ensine a pescar, não dê o peixe". Nos próximos dias a Diretoria de Planejamento Social do BNDES vai reforçar aos prefeitos a oferta de financiamento de programas de aumento de arrecadação. (...) (pág. 2)

(Ricardo Boechat) - O Departamento de Comércio americano contabilizou, entre janeiro e outubro do ano passado, exportações de US$ 11,1 bilhões dos Estados Unidos para o Brasil.

O número não bate com as importações americanas contabilizadas no mesmo período por nossa Secretaria de Comércio Exterior.

A cifra lançada aqui é US$ 1,7 bilhão inferior.

A diferença dá o tamanho da sonegação praticada pelos importadores.

* A escolha das novas cédulas de R$ 2 e R$ 20, a serem lançadas em agosto, poderá ser feita por votação popular, através da Internet.

A sugestão, dada pela WWF, foi bem recebida, anteontem, pelo presidente do Banco Central, Armínio Fraga.

Os eleitores escolheriam os dois modelos finais, dentre os seis propostos pela Casa da Moeda, todos com desenhos de animais em extinção.

* Quarta-feira, em Brasília, o Ministério da Agricultura vai declarar novas áreas livres de febre aftosa no País.

Entre elas, o estado do Rio. (pág. 20)

CORREIO BRAZILIENSE

- Invasões - O que o Governo pretende fazer para regularizar cada caso

- Proposta inclui vender terras rurais e lotes em condomínios, sem licitação, aos ocupantes. Comerciantes do Plano Piloto poderão comprar áreas que invadiram. (pág. 1, 6 e 7)

- Papa João Paulo II cumpre mais uma meta ao fechar ontem a porta da Basílica de São Pedro, encerrando cerimônias do Jubileu do ano 2000. Ele também assinou carta com propostas para ajudar cristãos a enfrentar desafios do novo milênio. (pág. 1 e 19)

- Este ano os taiwaneses fizeram a primeira visita oficial à China em meio século. Nesse período, Taiwan transformou-se no terceiro maior produtor de equipamentos de informática do mundo e manteve o sonho da independência. (pág. 1 e 18)

ZERO HORA

- Em dois anos no exercício do mandato de vice-governador, Miguel Rossetto deixou o País por apenas três vezes. Numa delas, foi ao Uruguai assistir à posse do prefeito de Montevidéu, Tabaré Vasquez. Nas outras duas, viajou com o objetivo de divulgar o Fórum Social Mundial. Esse fato demonstra a importância dada pelo vice-governador ao encontro deste mês em Porto Alegre.

A escolha do estado para sediar o Fórum se explica, segundo ele, pela oposição geográfica a Davos, Suíça (sede do Fórum Econômico Mundial) e principalmente pela notoriedade internacional das experiências administrativas do PT gaúcho junto à esquerda mundial. (...) (pág. 14)

- A Superintendência do Porto de Rio Grande (Suprg), do governo estadual, projeta este ano investir R$ 14 milhões na construção de um novo cais para o Porto Novo, que deve ficar pronto em 2002.

Com a obra, a receita do porto para o próximo ano deverá ter um aumento entre 30% e 40%, somando R$ 40 milhões contra os atuais R$ 28 milhões. (pág. 24)

- A ofensiva uruguaia para combater o contrabando expôs uma ferida no país que até décadas atrás, quando exibia índices de qualidade de vida de nações européias, era chamado de a "Suíça da América Latina".

Ao inaugurar o ano destruindo duas pontes na fronteira com o Brasil, o Exército uruguaio chamou a atenção para a pobreza de uma região dependente do comércio ilegal vindo de Aceguá, cidade da campanha gaúcha. (pág. 38)

- A Secretaria da Justiça e da Segurança (SJS) vem desrespeitando a Lei 11.343, sancionada pelo governador Olívio Dutra (PT) em 8 de julho de 1999.

Ela determina a divulgação de estatísticas sobre a criminalidade no Diário Oficial do estado.

Índices semestrais deveriam ser publicados até 60 dias após o encerramento do período. Com quatro meses de atraso, na última quinta-feira, foram veiculados dados dos primeiros seis meses de 2000 e de parte do segundo semestre de 1999 que havia sido divulgados incorretamente. (pág. 48)

REVISTAS

VEJA

TÍTULO DE CAPA

- Nos laços da novela: Por que 32 milhões de brasileiros assistem a novela das 8 da Globo, o maior sucesso da televisão nos últimos anos

Brasil: O País muda de casca - A economia pode ter entrado numa fase de crescimento auto-sustentado. (pág. 38 a 41)

O vilão assumido - Craque da malandragem no futebol, Eurico Miranda pisa na bolsa, dá show de grosseria na final da Copa João Havelange e vira o vilão da vez no País. (pág. 42 a 46)

A água arremete - A exuberante economia americana, que já ensaiava um pouso forçado, ganha novo impulso. (pág. 52 a 54)

A farra fiscal acabou - Atenção, novos prefeitos: quem gastar mais do que arrecada pode ver o sol nascer quadrado. (pág. 102 a 107)

A casa da mãe Joana - FHC prometeu treinar 17 milhões de trabalhadores, soltou dinheiro, mas a verba some pelo caminho. (pág. 106 e 107)

DINHEIRO

TÍTULO DE CAPA

- Os novos barões do ar - Quem são os empresários, que com investimentos de US$ 500 milhões, criam companhias aéreas populares, estimulam a guerra de preços e atraem 3 milhões de passageiros à aviação comercial brasileira

Onda positiva - Queda dos juros dos EUA reforça maré de boas notícias para o Brasil. (pág. 28 a 31)

Pirataria na Receita - Investigação revela como age as quadrilhas lideradas por fiscais do Leão, que saqueiam o dinheiro do contribuinte e do Tesouro. (pág. 32 e 33)

A pantera da Previdência - Quem é Solange Vieira, a fera que avança sobre a caixa preta dos fundos de pensão. (pág. 36 e 37)

Vôo popular - Novas companhias aéreas enfrentam crise do setor e lançam a era da aviação econômica nos céus do País. (pág. 52 a 55)

Genéricos: o remédio é caseiro - Laboratórios montam fábricas para substituir importações. (pág. 68 e 69)

ISTOÉ

TÍTULO DE CAPA

- Eurico Miranda - O poder sem vergonha - O desastre da Copa João Havelange e os indícios de trambiques da cartolagem jogam lama no futebol, símbolo do que o Brasil sempre teve de melhor

Vilão de cartola - Eurico Miranda chega ao limite da arrogância no desastre de São Januário, na final da Copa João Havelange, e pode receber cartão vermelho da Câmara dos Deputados. (pág. 24 a 30)

Árvore salarial - Conselheiros do TCE de Goiás transformam folha de pagamento em reduto de parentes. (pág. 34 e 35)

A máfia das liquidações - Mauch e Tereza, ex-diretor e atual diretora de Fiscalização do BC, são acusados de montar esquema para lucrar com instituições quebradas. (pág. 36 a 38)

Balé da cidadania - Experiências educacionais bem-sucedidas usam a dança como instrumento de inclusão social. (pág. 40 e 41)

Guerra de nervos - Na disputa entre o Amazonas e o resto do País, falta razão e sobram interesses: A munição dos defensores da Lei de Informática:

* Seria possível reduzir pela metade a importação de componentes para monitores de tevê e celulares. Além disso, os incentivos fiscais são 20% inferiores.

A munição da Zona Franca de Manaus:

* 46 mil pessoas, trabalham no Polo e não conseguiriam emprego na região caso os benefícios fiscais orçados em R$ 3,3 bilhões para 2001 fossem abolidos. (pág. 74)

ÉPOCA

TÍTULO DE CAPA

- O rock invade o verão - guia do Rock in Rio

* Programação completa

* Entrevistas exclusivas com Britney Spears e Noel Gallaghe

* Bastidores dos shows

Factóides de estréia - Novos prefeitos inauguram o mandato com atos que estão mais próximos do folclore político que das normas de boa gestão. (pág. 40 a 42)

Parlamento digital - Deputados recebem computadores portáteis para analisar e votar projetos de lei pela Internet. (pág. 50)

A obra - Maior projeto de engenharia em execução no País, o Rodoanel entrega o primeiro trecho em outubro e avança como uma construção quase clandestina. (pág. 54 a 60)

Lições para 2002 - Acidentes com fogos de artifícios e cenas de violência no Réveillon levam as autoridades a repensar as comemorações da virada do ano. (pág. 62 a 64)

Cruzada pelo crescimento - O BC americano reduz os juros para estimular a economia, provoca otimismo nos mercados, mas pode não conseguir evitar a recessão. (pág. 72 a 74)

ATENÇÃO

O Boletim de Acompanhamento Macroeconômico da Secretaria de Política Econômica, que traz avaliação mensal da conjuntura econômica brasileira (análise e tendência de preços, salários, juros, balança comercial, contas externas, etc), está disponível via FTP através do endereço na INTERNET www.fazenda.gov.br, na área específica de "Publicações". Outras informações atualizadas, inclusive sobre os resultados do Plano Real, podem ser também obtidas, em português e em inglês, na página eletrônica do Ministério da Fazenda.

Consulte a homepage da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.

O endereço na Internet é www.brasil.gov.br

O telefone para solicitação de publicações é:061-411.4892.

O email da Secretaria de Comunicação Social é: secom@planalto.gov.br