
08/12/2001
JORNAL DO BRASIL
- Dólar completa 40 dias de queda
- Em queda a partir de 30 de outubro, o dólar comercial no Brasil
fechou ontem em US$ 2,39. É a menor cotação da moeda americana desde 3 de julho.
Segundo o presidente do Banco Central, Armínio Fraga, essa baixa mostra que a economia
brasileira está descolada da crise argentina. "As últimas semanas apontam nessa
direção", declarou. Armínio acredita que há espaço para um recuo ainda maior. O
ministro da Economia argentino, Domingo Cavallo, passará o fim de semana nos Estados
Unidos, tentando convencer o Fundo Monetário Internacional a liberar o empréstimo de US$
1,26 bilhão retido porque o país não cumpriu a meta do déficit fiscal. (pág. 1 e 14)
- O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra)
contratou os seis primeiros negros brasileiros beneficiados pelo sistema de cotas. O
programa foi criado pelo ministro do Desenvolvimento Agrário, Raul Jungmann. "Nunca
fui vítima de preconceito, mas a cota abriu mais uma oportunidade", comemorou o
motorista Nivaldo dos Santos. (pág. 1 e 4)
- "Ninguém tira esse barco de mim. Se alguém chegar perto, vai
ser uma batalha dura", avisara o velejador Peter Blaker antes de seguir para a
Amazônia. Na noite de quarta-feira, ao perceber que a tripulação fora rendida por
assaltantes, Blake cumpriu a promessa feita a um amigo. Subiu ao convés e alvejou um dos
"ratos d'água", mas foi morto com dois tiros nas costas. Ontem, a Polícia
Federal prendeu Izael Pantoja, Ricardo Colares, José Irandir e Reni Ferreira, que
confessaram o crime. Perplexos, os tripulantes permanecem perto do Seamaster. A embaixada
da Nova Zelândia no Brasil cuida da liberação do corpo de Blake, ídolo em seu país.
(pág. 1 e 7)
- A Comissão Nacional de Energia Nuclear não fiscaliza cerca de 300
dos 600 hospitais e clínicas vinculadas por convênio ao Ministério da Saúde, que usam
equipamentos nucleares. A conclusão é do Tribunal de Contas da União, após auditoria
no órgão responsável pelo controle de material radioativo, que apresenta riscos de
contaminação. (pág. 1 e 5)
- A limitação dos saques semanais em US$ 250 não impediu que os
shows de Caetano Veloso em Buenos Aires, Mendonça e Rosário, na Argentina, conseguissem
platéias lotadas. Mas o compositor não poderá trazer para o Brasil mais de US$ 1.000,
limite imposto pelo último pacote econômico. O restante do cachê, não revelado,
ficará depositado em bancos argentinos. (pág. 1 e 14)
COLUNAS
(Coisas da Política - Dora Kramer) - A pressa, sabemos muito bem todos
nós, inimiga de quem é. Pois outro dia, aqui mesmo neste espaço, foi feita uma
concessão à imperfeição de raciocínio justamente por certa pressa em chegar a uma
conclusão. Foi a respeito das declarações do candidato do PPS, Ciro Gomes, dizendo que
Fernando Collor de Mello foi vítima de preconceito contra os nordestinos.
Felizmente, não estávamos sós na afoiteza. O próprio presidente do
partido, senador Roberto Freire, reagiu, lembrando que Collor foi vítima de sua aliança
com um esquema corrupto. E tudo ficou valendo como se Ciro tivesse cometido a
infantilidade de corroborar as teses que o comparam ao presidente que teve mandato
interrompido.
Com mais paciência, procurando saber exatamente porque Ciro teria
cometido tamanha e aparente tolice, descobre-se por trás daquela declaração um
raciocínio muito mais elaborado a respeito, não do personagem que o Brasil rechaça, mas
do comportamento da elite do Sudeste que, na visão de Ciro, ainda está à espreita,
esperando um candidato. Ou melhor: está examinando o quadro para ver se é segura a
adesão a José Serra. (...) (pág. 2)
(Informe JB - Ricardo Boechat) - Sem o socorro financeiro que solicitou
ao Governo, a Transbrasil deve formalizar pedido de falência nas próximas horas.
Ontem, na Aeronáutica, tinha-se como certo que a data-limite é
quarta-feira que vem. (pág. 6)
EDITORIAL
"Mar sem lei" - O assassinato do velejador neozeladês Peter
Blake é uma vergonha para o Brasil. Blake era tão conhecido mundialmente quanto Jacques
Custeau e considerado o seu sucessor, um homem que aliava sua militância pelo meio
ambiente a um passado esportivo que o tornou o maior velejador do mundo. venceu duas vezes
a América´s Cup, considerada a Fórmula 1 da Vela. (...) (pág. 8)
FOLHA DE SÃO PAULO
- Dólar paralelo dispara na Argentina
- O dólar praticamente desapareceu do mercado argentino ontem, relata
Fabricio Vieira.
Os bancos não vendiam, e as casas de câmbio não possuíam a moeda
norte-americana.
Nos negócios realizados no mercado paralelo, pagava-se pelo menos 1,15
peso por US$ 1 - a cotação da moeda atingiu 1,40 peso por dólar, mas poucas
transações eram feitas.
Há uma semana, era possível comprar dólar por 1,01 peso. Na
prática, os argentinos derrubaram a lei que estabelece que um peso vale um dólar e
desvalorizaram o peso.
Uma divergência entre o governo argentino e o comitê de seus credores
internacionais interrompeu as negociações nos EUA para a reestruturação da dívida
externa argentina. (...) (pág. 1 e cad. Dinheiro)
- O dólar sofreu nova queda, de 1,32%, e fechou cotado a R$ 2,39. É a
menor cotação desde 3 de julho, quando a moeda americana valia R$ 2,355. Na semana, o
dólar caiu 4,4%.
Elogios do FMI à economia brasileira e declarações do presidente do
BC, Armínio Fraga, de que o dólar pode cair ainda mais no País influíram na queda da
cotação. (pág. 1 e B11)
- A entrega de Candahar, último reduto da milícia extremista Taleban,
foi marcada por confrontos entre forças pashtus pelo controle da cidade.
A entrega do comando ao chefe tribal Naqibullah - como acertado pelo
futuro chefe interino afegão, Hamid Karzai - desagradou o outro líder militar pashtu,
Haji Gul Agha, que invadiu o local com tropas.
Apesar da rendição do Taleban, os EUA intensificaram seus ataques nos
arredores de Candahar e patrulham a área para tentar capturar o líder supremo da
milícia, mulá Mohamad Omar, que teria deixado a cidade e está desaparecido.
Os americanos operam com grupos anti-Taleban para tentar impedir a fuga
de integrantes da milícia. (pág. 1, A13 e A16)
- Quatro acusados de participar do assalto ao veleiro Seamaster, em que
morreu o navegador neozelandês Peter Blke, no Amapá, foram presos. À polícia, eles
teriam assumido participação no crime.
Ao menos dois outros assaltantes ainda estão foragidos, segundo os
policiais. A família do suspeito da morte de Blake diz que sua confissão foi obtida sob
tortura. A Secretaria da Segurança Pública nega. (pág. 1 e C1)
- O Congresso americano incluiu no "fast track" - a
autorização para o presidente negociar acordos comerciais que, depois, não podem ser
modificados pelo Legislativo - pontos que, na visão do Brasil, tornam a Alca
"indesejável".
Entre eles, estão barreiras para a redução do protecionismo
agrícola americano. (pág. 1 e B5)
- O provável candidato do PT à Presidência, Luiz Inácio Lula da
Silva, defendeu em Caracas as intenções do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, mas
criticou sua "impetuosidade", por não medir os efeitos políticos de seus atos,
informa Eliane Cantanhêde. Na segunda, empresários venezuelanos promoverão locaute.
(pág. 1 e A9)
- O desemprego nos EUA atingiu em novembro 5,7%, maior taxa desde
agosto de 1995 e 0,3 ponto percentual acima do resultado apurado em outubro.
O número de americanos desempregados subiu para 8,2 milhões. Desde os
atentados terroristas de 11 de setembro, a economia dos EUA perdeu 779 mil postos de
trabalho. (pág. 1 e B4)
- O líder palestino Iasser Arafat afirmou que a Autoridade Nacional
Palestina prendeu 17 dos 33 extremistas acusados de terrorismo que constam de uma lista
elaborada por Israel. O objetivo é demonstrar empenho no combate ao terror.
No entanto autoridades israelenses disseram que os palestinos estão
tentando enganar a opinião pública. Segundo Israel, os detidos são todos de terceiro
escalão. (pág. 1 e A18)
EDITORIAL
"BC x desenvolvimento" - O Governo mostrou mais uma vez na
semana passada que ainda não chegou a um consenso quanto à forma de combater a
vulnerabilidade externa. Dirigentes do Banco Central disseram que a instituição não
apóia a volta do Convênio de Crédito Recíproco (CCR) para operações de mais de 360
dias, que havia sido anunciada pelo ministro do Desenvolvimento, Sergio Amaral. (...)
É notório que o Ministério do Desenvolvimento sempre foi pressionado
pela equipe econômica em relação a iniciativas que envolvessem gasto de recursos
públicos ou isenções fiscais. A justificativa sempre foi a necessidade de manter o
superávit primário e de usar apropriadamente os recursos públicos escassos.
Ainda que legítimas, essas preocupações não podem justificar a
paralisia do Governo, como se a obtenção de superávits primários fossem uma condição
suficiente para o país desatar os nós que impedem a retomada do crescimento sem
inflação alta. (pág. A2)
COLUNA
(Painel) - O PT e o PSB irão entrar com uma ação na Justiça para
tentar impedir a participação de Roseana Sarney nos programas de TV do PFL em janeiro. A
acusação é que a governadora contraria a Lei Eleitoral, porque faz promoção pessoal e
campanha antes do prazo legal permitido. (pág. A4)
O ESTADO DE SÃO PAULO
- Argentinos correm atrás de dólar, que já vale 1,40 peso
- A paridade entre o peso e o dólar é uma ficção nas ruas de Buenos
Aires. Apesar de o ministro da Economia, Domingo Cavallo, autor da lei que estabeleceu a
relação de um para um entre as moedas argentina e americana, ter ido a Washington tentar
salvar a paridade, milhares de portenhos - desconfiados de uma iminente desvalorização
da moeda nacional - tentavam, desesperadamente, trocar pesos por dólares.
As ruas San Martín, Sarmiento e Redonquista, onde estão as principais
casas de câmbio da cidade, estavam abarrotadas de pessoas. Era impossível trocar 1 peso
por US$ 1, como ocorreu ao longo da última década.
Cada dólar valia 1,40 peso. Para agravar a crise, os fundos de pensão
foram à Justiça contra o governo. Eles querem impedir o confisco de seus recursos,
decretado por Cavallo. (pág. 1, B1 e B4).
- O presidente do Banco Central, Armínio Fraga, disse ontem que
"a taxa de câmbio estava sem dúvida alguma muitíssimo depreciada no País e de
alguma maneira ainda está". A afirmação ampliou o movimento de queda do dólar,
que fechou em R$ 2,393. Fraga e o ministro da Fazenda, Pedro Malan, admitiram que as
conseqüências da crise argentina sobre o câmbio são imprevisíveis. (pág. 1 e B4)
- O presidente Fernando Henrique Cardoso acha que os estados podem
aumentar o salário mínimo acima do valor definido pelo Congresso. O Orçamento de 2002
prevê R$ 189, mas já se discute um mínimo de R$ 200. FHC lembrou dos reflexos do
aumento nas contas da Previdência, o que não ocorreria se os reajustes fossem regionais.
(pág. 1 e A4)
- O pré-candidato do PT à Presidência da República, Luiz Inácio
Lula da Silva, voltou a elogiar o presidente venezuelano, Hugo Chávez. Lula, numa alusão
aos goleadores do futebol, disse que o venezuelano é um "centroavante matador".
Apesar de admirá-lo, Lula garantiu que um eventual governo do PT no Brasil não terá o
mesmo estilo da administração de Chávez. (pág. 1 e A6)
- A aprovação do "fast track" pela Câmara americana
provocou novas preocupações entre diplomatas brasileiros sobre a criação da Alca e a
nova rodada da Organização Mundial do Comércio. Para fontes do Itamaraty e de outras
áreas do Governo, podem ser retardadas as negociações sobre a venda de produtos do
Brasil aos EUA. (pág. 1 e B6)
- A principal prioridade do novo presidente do Banco Nacional de
Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Eleazar de Carvalho Filho, é completar a
reestruturação do banco, com alteração radical do modelo de gestão. Para Eleazar, o
resultado disso será maior agilidade na concessão de créditos. (pág. 1 e B8)
EDITORIAL
"Um 'fast track' restritivo" - O texto do projeto que concede
Autoridade de Promoção Comercial ao Executivo dos EUA, aprovado pela Câmara dos
Representantes, não deixa o presidente Bush "livre" para negociar acordos de
livre comércio. (pág. 1 e A3)
O GLOBO
- Dólar recua para R$ 2,39 e BC espera queda ainda maior
- O otimismo que tomou conta do mercado nas últimas semanas derrubou
ainda mais o dólar ontem. A moeda americana caiu 1,32% e fechou a R$ 2,39, a menor
cotação em cinco meses.
A expectativa quanto a captações de recursos por empresas brasileiras
no exterior e a venda maciça de ativos atrelados ao câmbio foram os responsáveis pela
queda, ajudada ainda pelas declarações do presidente do Banco Central, Armínio Fraga,
para quem o real ainda está desvalorizado e, portanto, o dólar pode cair ainda mais.
"Este é o começo de um vento a favor depois de um ano que foi um
dos piores que tivemos recentemente", disse Armínio à colunista Míriam Leitão. A
Argentina ficou à margem das preocupações do mercado.
Ontem, o Fundo Monetário Internacional avisou ao ministro Domingo
Cavallo que só liberará recursos com um novo programa de ajustes, que deve durar até
2005. (pág. 1, 27 e 28)
- A equipe econômica reagiu à proposta de aumento real do salário
mínimo, cujo valor poderia chegar a R$ 200. O ministro Pedro Malan (Fazenda) ligou para
os líderes do Governo no Congresso e chamou de irresponsáveis os parlamentares que
defendem o reajuste do mínimo e a correção da tabela do Imposto de Renda. O presidente
Fernando Henrique disse que o reajuste sairá se houver recursos. "Se não, fazer o
quê?, disse. (pág. 1 e 8)
- A inclusão de mecanismos adicionais de proteção a produtos
agrícolas no projeto aprovado pela Câmara dos EUA dando maior poder a Bush para negociar
acordos comerciais, o chamado "fast-track", preocupa o Itamaraty. Os diplomatas
temem que, agora, os americanos aumentem as restrições a produtos brasileiros. (pág. 1
e 29)
- A polícia do Amapá prendeu ontem os sete piratas que assaltaram e
assassinaram o velejador neozelandês Peter Blake, considerado o melhor do mundo, na noite
de quarta-feira, no Rio Amazonas. Cinco deles já tinham passagem pela polícia e estavam
em liberdade provisória. Ricardo Colares Tavares, de 23 anos, confessou ter atirado em
Blake duas vezes pelas costas. Antes de ser atingido, o velejador atirou em outro
assaltante, que teve o dedo decepado. (pág. 1, 3 e 4)
- A Polícia Federal lacrou ontem o gabinete do secretário da Receita
Federal, Everardo Maciel. A medida foi ordenada pelo procurador da República Aldenor de
Souza porque Maciel faltara ao depoimento num processo administrativo que investiga
denúncia contra um auditor fiscal, Everardo disse tratar-se de um espetáculo circense.
(pág. 2 e 5)
- O novo presidente do BNDES, Eleazar de Carvalho, afirmou que manterá
as sete prioridades do banco, que são apoiar os setores de energia, social,
exportações, privatização, microempresas, regionais, e o desenvolvimento dos setores
produtivos. Ele ressalta que não seguirá uma linha de trabalho diferente de seu
antecessor, Francisco Gros. (pág. 2 e 30)
- Os membros da Comissão de Comércio Internacional dos Estados Unidos
recomendaram ontem ao presidente George W. Bush o estabelecimento de cotas e tarifas às
importações de aço. A medida, uma tentativa de salvar a indústria siderúrgica
americana, preocupa o Governo brasileiro, já que o País é um dos maiores exportadores
de aço. (pág. 2 e 29)
EDITORIAL
"Bons modelos" - (...) Não existe melhor demonstração de
manejo do idioma do que uma obra literária bem realizada. Graciliano Ramos ilustra como
nenhum outro a expressividade do português enxuto. (...) (pág. 6)
COLUNAS
(Panorama Político - Diana Fernandes) - A partir de quinta-feira o PT
fará em Recife o seu encontro nacional, cenário onde serão referendadas duas questões:
a estratégia de alianças para as eleições do ano que vem e as linhas gerais de um
programa de governo. Sem grandes novidades. O único fato novo deverá ser a aprovação
de uma moção esticando o prazo de inscrição de candidaturas de presidenciáveis às
prévias de março. (...) (pág. 2)
(Nhenhenhém - Jorge Bastos) - A mais de três interlocutores, FH
repetiu, com certeza só esta semana, o mesmo desabafo:
"Independentemente de quem estivesse na cabeça, com a chapa
Roseana e Aécio eu ganharia no primeiro turno". (pág. 3)
(Ancelmo Gois) - Tem muito dedo de Pedro Parente nas nomeações de
Francisco Gros para a Petrobras e de Eleazar de Carvalho para o BNDES.
(Aliás houve um tempo em que o sonho do ministro era ele mesmo
presidir a BR). (pág. 20)
CORREIO BRAZILIENSE
- Núcleo de transplante renal do Hospital de Base está parado
- Nos últimos três meses, todos os transplantes renais realizados
pelo Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) tiveram complicações graves. Alguns dos
14 pacientes precisaram ser operados novamente para correção de problemas decorrentes da
primeira cirurgia.
Médicos reclamam da falta de anestesistas, do inchaço no centro
cirúrgico e também da sobrecarga dos poucos especialistas treinados para operar. Para o
secretário de Saúde do DF, Jofran Frejat, a situação está crítica por causa dos
próprios profissionais do hospital. (...) (pág. 1 e 18)
- Remédio quase de graça, gás para os mais pobres, gasolina mais
barata, salário mínimo mais alto, imposto menor. Em estudos, as medidas podem compor
pacote de ações populares do Governo para 2002, ano de eleições. (pág. 1 e 26)
- Políticos viram atração do "Show do Milhão" - De olho
na grande audiência do programa, governadores, deputados e até o ministro da Reforma
Agrária, Raul Jungmann, gravam na próxima terça-feira uma edição especial do programa
de Silvio Santos. (pág. 1 e 28)
- (Ghazni) - O fim já parecia inevitável dois meses atrás, quando o
céu ficou amarelo em Cabul por conta do primeiro bombardeio norte-americano ao aeroporto
da cidade. (...)
Essa foi uma guerra das mais estranhas, decidida mais pelas
deserções. O afegãos viram os efeitos das primeiras bombas e concluíram que os Estados
Unidos e seus aliados locais, a Aliança do Norte, iriam ganhar. (...) (pág. 8)
- O prédio do Ministério da fazenda virou palco de comédia policial
durante boa parte do dia de ontem, Por causa de um processo disciplinar contra um auditor
fiscal, o secretário da Receita Federal, Everardo maciel, teve que se esconder para não
ser preso. Ao mesmo tempo seu próprio gabinete era lacrado a mando do procurador da
República Aldenor Moreira de Souza, que chamou a Polícia Federal e comandou pessoalmente
uma caça desenfreada a Maciel. (...)
ZERO HORA
- Os procuradores do estado aguardarão até sexta-feira por uma
sinalização do Palácio do Piratini com um índice de reposição salarial por meio de
projeto de lei a ser enviado à Assembléia Legislativa. Se nenhuma proposta for
apresentada, a categoria ameaça entrar com duas ações coletivas na Justiça, já que
desde 1995 as perdas salariais totalizam 87,96%. (pág. 6)
- Marcada para ontem, a sessão de entrega das propostas de empresas
interessadas em participar das obras de duplicação da Refinaria Alberto Pasqualini
(Refap SA) foi suspensa por uma liminar. (pág. 19)
- O ministro da Agricultura, Marcus Vinincius Pratini de Moraes,
anunciou ontem, em Pelotas, a liberação de R$ 16,3 milhões para investimentos em
fruticultura. Pratini participou do encerramento do 3º Mercofrut, promovido pela Embrapa
Clima Temperado. (pág. pág. 24)
MANCHETES
CORREIO DA BAHIA
- Professor da Ufba volta ao trabalho na segunda
ESTADO DE MINAS
- Preços variam até 410%
JORNAL DO COMMERCIO
(PE)
- Novo salário mínimo já provoca polêmica
O DIA (RJ)
- Hospital militar roubado no dia do pagamento
DIÁRIO DE S. PAULO
- Crédito para pequenas empresas bate recorde
ZERO HORA (RS)
- Semestre na UFRGS vai começar dia 17

ATENÇÃO
O Boletim de Acompanhamento Macroeconômico
da Secretaria de Política Econômica, que traz avaliação mensal da conjuntura
econômica brasileira (análise e tendência de preços, salários, juros, balança
comercial, contas externas, etc), está disponível via FTP através do endereço na
INTERNET www.fazenda.gov.br, na área
específica de "Publicações". Outras informações atualizadas, inclusive
sobre os resultados do Plano Real, podem ser também obtidas, em português e em inglês,
na página eletrônica do Ministério da Fazenda.
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Comunicação Social da Presidência da República.
O endereço na Internet é www.brasil.gov.br
O telefone para solicitação de
publicações é:061-411.4892.
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