 |
|

09/03/2001
JORNAL DO BRASIL
- Discurso de
FH reaquece crise
- Um dia após a trégua decretada pela morte de Mário Covas, a crise
política voltou em várias frentes. Na principal, o presidente Fernando Henrique
aproveitou o lançamento do programa para seus dois últimos anos de Governo para atacar o
senador Antonio Carlos Magalhães e dar um recado à base governista.
Considerou ACM "um trombone isolado" e o comparou ao senador
Roberto Requião (PR), que fala praticamente sozinho no PMDB. Advertiu de que não vai
admitir apoio de seus aliados à CPI da Corrupção. "A defesa da CPI solapa a
democracia e impede a implantação do programa de Governo", disse.
ACM reagiu irônico: "Um trombone isolado faz muita zoada e
levanta muito a orquestra". Requião também respondeu: "Sou músico idealista.
Jamais seria um músico assalariado da orquestra do Presidente". (pág. 1 a 4 e 15)
- No lançamento do plano, o presidente Fernando Henrique afirmou que
se o Congresso não encontrar como substituir a CPMF por outra forma que garanta a
arrecadação, o Governo terá de cortar verbas dos programas sociais.
Para o Presidente, é importante a permanência da CPMF, nem que seja
como referência para o combate à sonegação. "Uma alíquota muito pequenina
ajudaria a evitar a sonegação. Não sei qual é o mecanismo, mas algum tem de ser
criado", defendeu FH. "Sei que não cabe pedir à sociedade mais impostos. Mas
cabe saber: vamos cortar o que?", completou o Presidente. (pág. 1 a 4 e 15)
- O ministro de Finanças do Japão, Kiichi Miyazawa, assustou o
mercado ao dizer que "as finanças do País estão à beira do abismo". A moeda
japonesa sofreu sua pior desvalorização em 19 meses, ficando abaixo dos 120 ienes por
dólar.
A Bolsa de Tóquio perdeu 0,6%. Hoje, o Japão deve lançar um pacote
com impostos ou cortes de investimentos sociais.
O Ibovespa também fechou em baixa, de 1,02%, influenciado pelos
problemas na base aliada do Governo Fernando Henrique.
Em Nova Iorque, os dois principais índices apresentaram tendências
opostas: o Nasdaq caiu 2,48% com a notícia do baixo faturamento da Yahoo, cujos papéis
despencaram 17%. O Dow Jones subiu 1,2% entre sinais de que o desaquecimento da economia
está diminuindo. (pág. 1 e 11)
- O presidente do Senado, Jader Barbalho (PMDB-PA), propôs ontem a
instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar denúncias
de que ele estaria envolvido no desvio de R$ 10 milhões do Banco do Estado do Pará
(Banpará). O rombo teria sido causado em 1984, quando Jader Barbalho cumpria o primeiro
de seus dois mandatos como governador.
"Para que as responsabilidades sejam cabalmente apuradas, uma CPI
pode constituir-se em foro adequado para a definitiva reparação de eventuais danos e os
esclarecimentos devidos à opinião pública, como forma de aclarar e dar um basta nesta
periódica chantagem política", declarou o presidente do Senado, em nota divulgada
à imprensa. (...) (pág. 2)
COTAÇÕES
- Salário mínimo (março): R$ 151,00. Dólar comercial: R$ 2,0377
(compra), R$ 2,0385 (venda). Dólar paralelo: R$ 2,060 (compra), R$ 2,090 (venda). TR do
dia 09.02 a 09.03: 0,03439%. TBF do dia 07.03 a 07.04: 1,2612. (pág. 1)
EDITORIAL
"Dias contados" - (...) Há consenso sobre a necessidade de
modificações, a partir da imunidade parlamentar, mas falta o sentimento de urgência em
passar da intenção à votação. A lealdade que o Presidente reclama dos seus, como um
novo hábito para novos tempos, não virá da atmosfera e sim da reforma política.
O clientelismo e o assistencialismo estão com os seus dias contados
mas sobrevivem graças à frouxidão dos padrões políticos.
Enquanto os partidos forem fracos, amorfos, apenas referência para a
legislação eleitoral, haverá políticos personalistas que se sentirão aptos ao
mandonismo que decorre historicamente do clientelismo e do assistencialismo. A reforma
política vive a sua última oportunidade de ser encaminhada antes que seja tarde. (pág.
8)
COLUNAS
(Coisas da Política - Dora Kramer) - O presidente Fernando Henrique
Cardoso surpreendeu até os mais próximos auxiliares do primeiro escalão ao se
confrontar direta e pessoalmente com o senador Antônio Carlos Magalhães.
O plano original era deixar ACM batendo boca com o andar inferior do
poder, mas ontem FH saiu completamente fora do roteiro, assumindo a condição de parceiro
do senador nessa gincana de desaforos em que se transformou a República. (...) (pág. 2)
(Informe JB - Paulo Fona) - Não é verdadeira a versão - usada ontem
contra o presidente Fernando Henrique pelo senador Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA) -
de que o então senador Fernando Henrique queria integrar o governo Collor.
No seu depoimento ao livro "Histórias do poder - 100 anos de
política no Brasil", de Alberto Dines, Florestan Fernandes Jr. e Nelma Salomão, o
presidente FH é enfático: "O senador Mário Covas foi para a televisão, acho que
na Manchete, e disse que era inaceitável que nós participássemos do governo. Ele já
sabia que eu não ia. Toda hora vejo nos jornais que Covas me impediu de ser ministro do
Collor. Não é verdade. Ele não queria, mas eu também não", diz FH. (...) (pág.
6)
FOLHA DE SÃO PAULO
- CPI é 'deslealdade', diz FHC a aliados
- O presidente Fernando Henrique Cardoso disse que considerará
"deslealdade" se aliados ajudarem a criar uma CPI para investigar acusações do
senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) contra o Governo.
Para FHC, não há "um caso objetivo" que justifique a CPI.
"CPI para quê? Para apurar o que já se apurou? Para quem for aliado, CPI é
deslealdade."
FHC chamou o senador de "trombone isolado" e respondeu às
acusações de ACM de que é conivente com a corrupção: "É preciso não confundir
quem está limpando com o lixo. O lixeiro não é o lixo".
"Sou um tambor que grita pela prisão dos corruptos",
respondeu ACM. (pág. 1, A4 e A5)
- Em Jequié (BA), ACM caiu com palanque sem se machucar. (pág. 1 e
A6)
- O presidente do Senado, Jader Barbalho (PMDB-PA), defendeu a
criação de CPI para investigar as acusações de seu envolvimento em desvio de recursos
do Banpará em sua gestão como governador (83-87).
O BC o aponta como beneficiário de aplicações financeiras de
dinheiro público depositados no Banpará. Jader reafirmou nunca ter sido informado de
envolvimento do seu nome em irregularidades. (pág. 1 e A10)
- A transcrição da fita com a conversa entre o senador Antonio Carlos
Magalhães e três procuradores da República não contém frases atribuídas a ele sobre
a violação do painel de votações no Senado.
A gravação, exibida pelo perito Ricardo Molina no Senado, não inclui
suposta frase de ACM de que, caso se quebrassem os sigilos do ex-assessor da Presidência
Eduardo Jorge, se "chegaria" a FHC. (pág. 1 e A6)
- A dificuldade do ministro de Economia da Argentina, Ricardo López
Murphy, em conseguir apoio político para cortar gastos afetou negativamente o mercado
brasileiro. O dólar comercial subiu 0,39% e foi cotado a R$ 2,051 para venda. A Bovespa
teve rccuo de 1,02%.
O diretor do FMI Claudio Loser disse que o Fundo tolerará o
descumprimento da meta trimestral de déficit orçamentário da Argentina. (pág. 1, B1 e
B8)
- O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), disse que não
aceitará tortura na Febem e que desativará a unidade de Parelheiros, recordista em
denúncias de maus-tratos. O presidente da Febem, Saulo de Abreu Filho, admitiu anteontem
que há tortura.
Alckmin disse que manterá o secretariado. (pág. 1, C5 e C10)
- A Corte de Apelações de Santiago abrandou a acusação contra o
ex-ditador do Chile Augusto Pinochet no processo que resultou em sua prisão domiciliar.
Antes acusado de "autor intelectual" do assassinato ou do sumiço de 75 pessoas
em 73, é acusado agora de "acobertar" os crimes. (pág. 1 e A11)
EDITORIAL
"Anatomia de um calote" - Até segunda ordem, consumou-se o
rompimento de uma promessa do Governo federal feita pouco antes das eleições do ano
passado. No final de agosto de 2000, o Supremo Tribunal Federal reconheceu, por
unanimidade, o direito de um grupo de trabalhadores de ser ressarcido por expurgos
praticados pelos planos Verão e Collor no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço.
A dez dias das eleições de outubro, o Governo federal tornou pública
a promessa de estender o ressarcimento a todos os que tivessem o mesmo direito. (...)
O Governo usa de desonestidade intelectual quando argumenta que não
quer distribuir o ônus do pagamento a todos os contribuintes e propõe, como saída,
sobretaxar empresas e trabalhadores com medidas carentes de justificativa constitucional e
social.
O Executivo poderia ter simplesmente se omitido sobre o assunto. Mas
não resistiu à comichão eleitoreira. A questão do FGTS tem tudo para entrar para a
história dos anos FHC com um marcante calote. (pág. A2)
COLUNA
(Painel) - FHC decidiu bater forte em ACM assim que soube que o
desafeto saiu da reunião do PFL em uma situação interna confortável. O tucano quis
deixar claro que não vê espaço para uma acomodação entre os dois e que a guerra vai
continuar.
* Na visão dos aliados, o discurso de FHC foi bem mais forte do que o
esperado. Um recado claro ao chamado do PFL do B: não é possível servir a dois
senhores. (pág. A4)
O ESTADO DE SÃO PAULO
- Plano do Governo para 2001-2002 prevê R$
67,2 bi
- O plano de Governo para os dois últimos anos do mandato do
presidente Fernando Henrique Cardoso, anunciado ontem, prevê 50 programas na área social
e de infra-estrutura, no total de R$ 67,2 bilhões.
Segundo o Presidente, os investimentos na área social estão
aumentando, graças à estabilidade econômica. Ele disse que o esforço de ajuste fiscal
permitiu a redução da taxa de juros e que a continuação das reformas fará a queda
prosseguir.
FHC cobrou do Congresso a definição da fonte de recursos para
substituir a arrecadação de R$ 18 bilhões da CPMF, que deve deixar de existir no fim do
primeiro semestre de 2002. Ele afirmou que essa contribuição financia os programas de
combate à pobreza e ajuda a reduzir a sonegação.
O pagamento da correção do FGTS expurgada em 1989 e 1990 não foi
incluído na programação para 2001-2002. "Não vou dar uma solução que leve o
Tesouro à bancarrota", disse FHC. Segundo ele, o contribuinte pagaria a conta.
(pág. 1 e A5)
- Em discurso e entrevista, o presidente Fernando Henrique Cardoso
respondeu ontem às acusações do senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), associou-o
ao regime militar e disse estar "limpando o entulho do passado".
Avisou que não aceitará o apoio de partidos aliados à criação de
uma CPI para investigar as denúncias de corrupção feitas por ACM. "Quem é de
partido aliado, mas independente, que vá ficar independente em casa", recomendou,
momentos depois de a executiva nacional do PFL ter ratificado a posição de
independência declarada pelo político baiano. (pág. 1 e A4)
- Uma nova versão da conversa entre ACM e três procuradores não traz
a passagem divulgada pela revista IstoÉ, sobre uma lista de quem teria votado contra a
cassação do ex-senador Luiz Estevão.
"Eu tenho a lista de todo mundo que votou a favor e contra",
disse ACM, segundo a primeira versão. "... eu tenho todos que votaram nele",
seria a frase, de acordo com a nova versão. (pág. 1 e A9)
- A afirmação do presidente FHC de que Furnas será privatizada com a
pulverização das ações animou o mercado. "Era tudo que o setor precisava",
disse o gerente de Análise de Empresas da Lloyds Asset Management, Luiz Codorniz. O
governador de Minas Gerais, Itamar Franco, disse que lutará contra o
"esquartejamento do setor elétrico nacional". (pág. 1 e B1)
- A primeira reunião de 2001 do Grupo Produtivo, associação
empresarial que reúne as principais forças econômicas da Argentina, mostrou que o setor
vive um clima de incerteza.
Os empresários analisaram com preocupação declarações de
assessores do novo ministro da Economia, Ricardo López Murphy, de que o Governo
suspenderá o plano de infra-estrutura, um projeto de obras públicas, como estradas,
pontes e diques, que criaria 100 mil empregos.
A Argentina voltou a preocupar o mercado brasileiro ontem, causando
nova alta do dólar: o comercial fechou cotado na venda a R$ 2,053, subindo 0,59%. (pág.
1, B3 e B16)
EDITORIAL
'"Bateu, levou"' - A nota contundente com que o Governo
rebateu ponto por ponto as aleivosias de Antonio Carlos Magalhães desnuda a má-fé com
que o político pretende apresentar-se como aquele que, a duras penas, obriga o Governo a
iniciar investigações que de outro modo não existiriam. (pág. 1 e A3)
COLUNA
(Coluna do Estadão - Ariosto Teixeira) - O dia de ontem foi, para o
presidente Fernando Henrique Cardoso, o dia da convergência, aquele momento em que se
transpõe a fase aguda de uma crise e se inicia uma outra, de sedimentação na calma e no
exame racional dos rumos a serem tomados.
Esta sensação transpareceu do discurso do Presidente na
apresentação da agenda de trabalho do período final do seu mandato. E foi essa a
percepção transmitida pela decisão unânime da executiva nacional do PFL de manter o
apoio ao Governo e ao presidente da República. (...) (pág. A6)
O GLOBO
- FH diz que ACM é 'trombone isolado' e
exige aliados leais
- Em um de seus mais duros discursos nos seis anos de mandato,
demonstrando profunda irritação, gesticulando muito e levantando o tom de voz, o
presidente Fernando Henrique partiu para o confronto definitivo com o senador Antônio
Carlos Magalhães - a quem chamou indiretamente de ditador disfarçado - e exigiu lealdade
integral dos aliados.
Pela primeira vez desde que estourou a crise com ACM, FH citou
pessoalmente o nome do senador. Disse que quer continuar com o apoio do PFL, mas desdenhou
o de ACM: "Hoje, a situação do Antônio Carlos é igual à do senador Requião: um
trombone isolado na orquestra".
Para os que quiserem se manter no Governo, FH citou três vezes, na
mesma frase, a palavra deslealdade. Sobre a oposição, o Presidente disse: "Eu tenho
sempre apelado à oposição. Meu Deus, o que foi pregado por vocês anos a fio nós
estamos fazendo. Jamais o sistema financeiro pagou tanto imposto como no meu
Governo".
No pronunciamento, em que detalhou a agenda de Governo para seus dois
últimos anos de mandato, FH incluiu a privatização de Furnas e criticou Itamar Franco,
que vendeu estatais quando era presidente mas agora o critica por fazer o mesmo.
Ontem, o perito Ricardo Molina apresentou o laudo da gravação da
conversa de ACM com procuradores e fica claro que o senador disse ter tido acesso aos
votos secretos de senadores. (pág. 1, 3, 4 e 5)
- O Detran já abriu 27 processos para apurar fraudes na concessão de
carteiras de habilitação, que vêm ocorrendo desde o fim do ano passado. Segundo o
órgão, 36 funcionários e 129 motoristas estão passando por algum tipo de sindicância.
Dois dos processos foram arquivados por não representarem fraude, mas
sim erros no sistema. Outros 14 já foram encaminhados ao Ministério Público. Os demais
ainda estão em andamento. (pág. 1 e 11)
- O aumento das vendas acabou servindo como punição das montadoras ao
consumidor: para recompor margens de lucros elas estão aumentando os preços. Os carros
da Ford e GM já estão entre 1% e 6,4% mais caros. Os revendedores prevêem que a Fiat e
a Volkswagen devem divulgar novas tabelas nos próximos dias. (pág. 1 e 21)
- Apesar de representarem mais de 40% da força de trabalho no mundo,
as mulheres ocupam apenas 3% dos cargos executivos, segundo estudo da Organização
Internacional do Trabalho (OIT) divulgado ontem, Dia Internacional da Mulher. (pág. 1 e
23)
- O agravamento da crise argentina fez com que o dólar comercial
fechasse ontem a R$ 2,051, na maior cotação do ano e alta de 0,39% no dia. A Bolsa de
São Paulo, que chegou a estar em alta de 0,8%, fechou em baixa de 1,03%.
Os deputados do partido peronista pediram à Justiça a anulação da
reforma da Previdência na Argentina. Além disso, o FMI vai exigir o cumprimento da meta
fiscal do país. (pág. 2 e 19)
- O presidente Fernando Henrique disse que não vai usar recursos do
Tesouro para pagar a correção do FGTS porque isso seria levar o País à bancarrota. Em
carta enviada a FH, o presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, lembrou que o
Tesouro é o garantidor do FGTS.
Já o presidente da CUT, João Felício, disse que a postura do Governo
é diferente quando se trata de socorro a bancos falidos. (pág. 2 e 21)
EDITORIAL
"Todas as idades" - Entrou em vigor uma lei que assegura aos
idosos um luxo ainda raro no Brasil: o direito à Justiça rápida. Para que os processos
ganhem asas, e passem à frente dos outros, basta que os interessados apresentem pedido
acompanhado de comprovante de idade. No Superior Tribunal de Justiça, a prioridade é
garantida por uma etiqueta verde, com os dizeres: "Maior de 65 anos".
Ninguém duvida que faz sentido dar preferência a disputas envolvendo
interesses de pessoas para as quais o tempo pode ser fator crítico. Mas não se deve
perder de vista que a rapidez no julgamento de causas é direito de todos que batem à
porta dos tribunais. (...) (pág. 6)
COLUNAS
(Panorama Político - Tereza Cruvinel) - Falamos ontem aqui da
disposição do presidente FH de dar combate cerrado ao senador ACM a cada denúncia sem
provas contra o Governo. Ontem mesmo ele fez um discurso duro e vigoroso contra ACM,
focando seu próprio plano bienal. Bom o discurso, mas possibilitou a réplica e engordou
o palavrório desta crise mal compreendida e explicada, a não ser por fatos ainda
desconhecidos. (...) (pág. 2)
(Ricardo Boechat) - O Unicef anuncia dia 13, em Brasília, um
relatório positivo para o Brasil:
O número de crianças trabalhando nos lixões do País diminuiu em um
terço nos últimos dois anos.
Mesmo assim, mais de 30 mil continuam presas pela miséria àquela
atividade.
* O novo ministro das Minas e Energia seria anunciado ontem à tarde.
Na hora H, o presidente Fernando Henrique Cardoso preferiu pisar no
freio.
Todos os nomes cotados estão sob forte tiroteio. (pág. 14)
GAZETA MERCANTIL
- Dólar mais alto anima o crédito às
exportações
- (São Paulo) - Os exportadores aproveitaram a alta da cotação do
dólar nas últimas semanas para antecipar o fechamento de câmbio e alongar o prazo dos
financiamentos. O exportador que fechou câmbio ontem vai ganhar R$ 2,061 para cada dólar
recebido pela venda de mercadorias no exterior - 3,5% acima dos R$ 1,989 por dólar em 15
de fevereiro. (...) (pág. 1 e B-12)
- A Caixa Econômica Federal (CEF) reduziu a oferta de crédito
imobiliário à espera de uma definição do volume de recursos do FGTS que poderão ser
utilizados neste ano e da forma de ressarcir os trabalhadores que tinham contas no Fundo
durante os planos Verão e Collor 1.
O orçamento provisório do FGTS para emprestar aos candidatos a
mutuários é de apenas R$ 600 milhões. No entanto, a demanda cresceu 11% no primeiro
bimestre do ano em relação ao mesmo período de 2000 e a Caixa já contratou R$ 371
milhões. Restam, portanto, apenas R$ 229 milhões. (pág. 1 e B-13)
- (Rio) - A Petrobras estréia este mês o seu programa anual de
captações de recursos no mercado externo que compreende cinco operações e poderá
totalizar US$ 1 bilhão, disse Ronie Vaz Moreira, diretor financeiro da estatal.
A primeira operação será o lançamento de cerca de US$ 300 milhões
em eurobônus de longo prazo, feito por intermédio da subsidiária Petrobras
International Finance Company (PIFCo). (...) (pág. 1 e B-12)
CORREIO BRAZILIENSE
- A crise
* FHC: CPI? CPI para quê? Pra apurar o que já se apurou, pra fazer
barulho e criar instabilidade? Isso é deslealdade".
Quem apoiar a criação da CPI para investigar denúncias de
corrupção no Governo federal não será mais considerado um aliado, alertou, irritado, o
presidente Fernando Henrique Cardoso. Ele comparou o senador Antonio Carlos Magalhães
(PFL-BA) a "um trombone isolado na orquestra".
* FITA: Transcrição de conversa do senador Antonio Carlos Magalhães
com procuradores não comprova que ele tenha levantado suspeita sobre o presidente da
República.
* ACM: "O Presidente hoje está com remorso por ter demitido dois
ministros por causa de coisas inexistentes. O Presidente é sempre mal-informado".
Desse jeito, saboreando ironia, o senador Antonio Carlos Magalhães
respondeu às críticas do presidente Fernando Henrique Cardoso. (...) (pág. 1 e 6 a 11)
- O procurador-geral do Ministério Público, Eduardo Albuquerque,
entrou com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) no Tribunal de Justiça
contra a lei que autoriza o GDF a vender terras rurais públicas sem licitação.
O procurador quer também que ação idêntica chegue ao Supremo
Tribunal Federal. (pág. 1 e 14)
- No meio da tarde de ontem, os operadores de câmbio de todo o Japão
estavam trocando ienes por dólares, usando a pior cotação dos últimos 19 meses: um
dólar estava comprando 120,4 ienes, mantendo a queda iniciada na terça-feira da semana
passada. (...)
As finanças públicas japonesas estão "à beira do
colapso", afirmou ontem o ministro das Finanças do Japão, Kiichi Miyazawa, para
depois reforçar: "As finanças da nação estão em um nível anormal, em um estado
relativamente próximo do colapso", disse diante da comissão de orçamento da
Câmara Alta do Parlamento. (...) (pág. 19)
JORNAL DE BRASÍLIA
- Justiça mantém prisão de policiais
- Depoimento de diretor da Polícia Civil não ajuda agentes ligados à
"banda pobre", que vão continuar na cadeia. (pág. 1 e A-3)
- A Secretaria de Saúde admite: há um surto de dengue no DF. De
janeiro até agora foram registradas 850 notificações da doença e confirmados 197
casos. Mas o que mais preocupa o governo do DF são as áreas do Entorno.
Em Goiás e Minas Gerais há claros indícios de infestação da dengue
e da febre amarela, doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. (pág. 1 e A-7)
- Aremithas José de Lima, funcionário o Vasco acusado de ser
"laranja" de Eurico Miranda, presidente do clube, não apareceu para depor,
alegando doença, mas o atestado apresentado não convenceu os senadores.
A CPI também decidiu dar um ultimato a Eurico: se ele apresentar mais
dificuldades para depor, vai perder o foro privilegiado, a que tem direito como deputado,
e pode ser levado algemado ao Senado. (pág. 1, C8 e C9)
ZERO HORA
- Se, os aliados do Palácio do Planalto
concordarem, o próximo governo herdará um Banco Central (BC) com a diretoria já
definida e mandato fixo. A idéia, que o Governo chama de "garantia de autonomia
operacional", consta do plano de ação, divulgado ontem pelo presidente Fernando
Henrique Cardoso. (pág. 6)
- O presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou ontem que não vai
autorizar o uso de recursos do Tesouro Nacional para pagar a correção do saldo do Fundo
de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) relativa aos planos Verão e Collor 1, estimada em
R$ 40 bilhões no total. A afirmação foi feita ao apresentar os planos do Governo para
2001 e 2002.
O Presidente reforçou a manifestação do ministro da Fazenda, Pedro
Malan, feita na quarta-feira, de que a solução teria que sair do próprio fundo. Para
Malan, o Tesouro Nacional não é um caixa-forte, criador de recursos. (pág. 18)
- O Dia Internacional da Mulher foi marcado por manifestações em todo
o mundo. Em Porto Alegre, um dos atos programados gerou confusão quando um grupo invadiu
uma das lanchonetes da rede McDonald´s.
Houve manifestações contra lojas do grupo em outros lugares, como
Belém e Cuiabá. Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST) e do
Movimento das Mulheres Trabalhadoras Rurais (MMTR) ocuparam uma das lanchonetes
McDonald´s em Porto Alegre.
A manifestação na Praça da Alfândega, no Centro, integrava a série
de protestos no Dia Internacional da Mulher. (pág. 31)
MANCHETES
JORNAL DO COMMERCIO (PE)
- FHC cobra lealdade e contra-ataca ACM
VALOR ECONÔMICO
- Energia sobe até 18% e vai pressionar inflação
ZERO HORA (RS)
- FH: "Temos que limpar o entulho"
ACM: "Entulho é com o pessoal dele"

ATENÇÃO
O Boletim de Acompanhamento Macroeconômico
da Secretaria de Política Econômica, que traz avaliação mensal da conjuntura
econômica brasileira (análise e tendência de preços, salários, juros, balança
comercial, contas externas, etc), está disponível via FTP através do endereço na
INTERNET www.fazenda.gov.br, na área
específica de "Publicações". Outras informações atualizadas, inclusive
sobre os resultados do Plano Real, podem ser também obtidas, em português e em inglês,
na página eletrônica do Ministério da Fazenda.
Consulte a homepage da Secretaria de
Comunicação Social da Presidência da República.
O endereço na Internet é www.brasil.gov.br
O telefone para solicitação de
publicações é:061-411.4892.
O email da Secretaria de Comunicação
Social é: secom@planalto.gov.br |
 |
|