09/03/2001

JORNAL DO BRASIL

- Discurso de FH reaquece crise

- Um dia após a trégua decretada pela morte de Mário Covas, a crise política voltou em várias frentes. Na principal, o presidente Fernando Henrique aproveitou o lançamento do programa para seus dois últimos anos de Governo para atacar o senador Antonio Carlos Magalhães e dar um recado à base governista.

Considerou ACM "um trombone isolado" e o comparou ao senador Roberto Requião (PR), que fala praticamente sozinho no PMDB. Advertiu de que não vai admitir apoio de seus aliados à CPI da Corrupção. "A defesa da CPI solapa a democracia e impede a implantação do programa de Governo", disse.

ACM reagiu irônico: "Um trombone isolado faz muita zoada e levanta muito a orquestra". Requião também respondeu: "Sou músico idealista. Jamais seria um músico assalariado da orquestra do Presidente". (pág. 1 a 4 e 15)

- No lançamento do plano, o presidente Fernando Henrique afirmou que se o Congresso não encontrar como substituir a CPMF por outra forma que garanta a arrecadação, o Governo terá de cortar verbas dos programas sociais.

Para o Presidente, é importante a permanência da CPMF, nem que seja como referência para o combate à sonegação. "Uma alíquota muito pequenina ajudaria a evitar a sonegação. Não sei qual é o mecanismo, mas algum tem de ser criado", defendeu FH. "Sei que não cabe pedir à sociedade mais impostos. Mas cabe saber: vamos cortar o que?", completou o Presidente. (pág. 1 a 4 e 15)

- O ministro de Finanças do Japão, Kiichi Miyazawa, assustou o mercado ao dizer que "as finanças do País estão à beira do abismo". A moeda japonesa sofreu sua pior desvalorização em 19 meses, ficando abaixo dos 120 ienes por dólar.

A Bolsa de Tóquio perdeu 0,6%. Hoje, o Japão deve lançar um pacote com impostos ou cortes de investimentos sociais.

O Ibovespa também fechou em baixa, de 1,02%, influenciado pelos problemas na base aliada do Governo Fernando Henrique.

Em Nova Iorque, os dois principais índices apresentaram tendências opostas: o Nasdaq caiu 2,48% com a notícia do baixo faturamento da Yahoo, cujos papéis despencaram 17%. O Dow Jones subiu 1,2% entre sinais de que o desaquecimento da economia está diminuindo. (pág. 1 e 11)

- O presidente do Senado, Jader Barbalho (PMDB-PA), propôs ontem a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar denúncias de que ele estaria envolvido no desvio de R$ 10 milhões do Banco do Estado do Pará (Banpará). O rombo teria sido causado em 1984, quando Jader Barbalho cumpria o primeiro de seus dois mandatos como governador.

"Para que as responsabilidades sejam cabalmente apuradas, uma CPI pode constituir-se em foro adequado para a definitiva reparação de eventuais danos e os esclarecimentos devidos à opinião pública, como forma de aclarar e dar um basta nesta periódica chantagem política", declarou o presidente do Senado, em nota divulgada à imprensa. (...) (pág. 2)

COTAÇÕES

- Salário mínimo (março): R$ 151,00. Dólar comercial: R$ 2,0377 (compra), R$ 2,0385 (venda). Dólar paralelo: R$ 2,060 (compra), R$ 2,090 (venda). TR do dia 09.02 a 09.03: 0,03439%. TBF do dia 07.03 a 07.04: 1,2612. (pág. 1)

EDITORIAL

"Dias contados" - (...) Há consenso sobre a necessidade de modificações, a partir da imunidade parlamentar, mas falta o sentimento de urgência em passar da intenção à votação. A lealdade que o Presidente reclama dos seus, como um novo hábito para novos tempos, não virá da atmosfera e sim da reforma política.

O clientelismo e o assistencialismo estão com os seus dias contados mas sobrevivem graças à frouxidão dos padrões políticos.

Enquanto os partidos forem fracos, amorfos, apenas referência para a legislação eleitoral, haverá políticos personalistas que se sentirão aptos ao mandonismo que decorre historicamente do clientelismo e do assistencialismo. A reforma política vive a sua última oportunidade de ser encaminhada antes que seja tarde. (pág. 8)

COLUNAS

(Coisas da Política - Dora Kramer) - O presidente Fernando Henrique Cardoso surpreendeu até os mais próximos auxiliares do primeiro escalão ao se confrontar direta e pessoalmente com o senador Antônio Carlos Magalhães.

O plano original era deixar ACM batendo boca com o andar inferior do poder, mas ontem FH saiu completamente fora do roteiro, assumindo a condição de parceiro do senador nessa gincana de desaforos em que se transformou a República. (...) (pág. 2)

(Informe JB - Paulo Fona) - Não é verdadeira a versão - usada ontem contra o presidente Fernando Henrique pelo senador Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA) - de que o então senador Fernando Henrique queria integrar o governo Collor.

No seu depoimento ao livro "Histórias do poder - 100 anos de política no Brasil", de Alberto Dines, Florestan Fernandes Jr. e Nelma Salomão, o presidente FH é enfático: "O senador Mário Covas foi para a televisão, acho que na Manchete, e disse que era inaceitável que nós participássemos do governo. Ele já sabia que eu não ia. Toda hora vejo nos jornais que Covas me impediu de ser ministro do Collor. Não é verdade. Ele não queria, mas eu também não", diz FH. (...) (pág. 6)

FOLHA DE SÃO PAULO

- CPI é 'deslealdade', diz FHC a aliados

- O presidente Fernando Henrique Cardoso disse que considerará "deslealdade" se aliados ajudarem a criar uma CPI para investigar acusações do senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) contra o Governo.

Para FHC, não há "um caso objetivo" que justifique a CPI. "CPI para quê? Para apurar o que já se apurou? Para quem for aliado, CPI é deslealdade."

FHC chamou o senador de "trombone isolado" e respondeu às acusações de ACM de que é conivente com a corrupção: "É preciso não confundir quem está limpando com o lixo. O lixeiro não é o lixo".

"Sou um tambor que grita pela prisão dos corruptos", respondeu ACM. (pág. 1, A4 e A5)

- Em Jequié (BA), ACM caiu com palanque sem se machucar. (pág. 1 e A6)

- O presidente do Senado, Jader Barbalho (PMDB-PA), defendeu a criação de CPI para investigar as acusações de seu envolvimento em desvio de recursos do Banpará em sua gestão como governador (83-87).

O BC o aponta como beneficiário de aplicações financeiras de dinheiro público depositados no Banpará. Jader reafirmou nunca ter sido informado de envolvimento do seu nome em irregularidades. (pág. 1 e A10)

- A transcrição da fita com a conversa entre o senador Antonio Carlos Magalhães e três procuradores da República não contém frases atribuídas a ele sobre a violação do painel de votações no Senado.

A gravação, exibida pelo perito Ricardo Molina no Senado, não inclui suposta frase de ACM de que, caso se quebrassem os sigilos do ex-assessor da Presidência Eduardo Jorge, se "chegaria" a FHC. (pág. 1 e A6)

- A dificuldade do ministro de Economia da Argentina, Ricardo López Murphy, em conseguir apoio político para cortar gastos afetou negativamente o mercado brasileiro. O dólar comercial subiu 0,39% e foi cotado a R$ 2,051 para venda. A Bovespa teve rccuo de 1,02%.

O diretor do FMI Claudio Loser disse que o Fundo tolerará o descumprimento da meta trimestral de déficit orçamentário da Argentina. (pág. 1, B1 e B8)

- O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), disse que não aceitará tortura na Febem e que desativará a unidade de Parelheiros, recordista em denúncias de maus-tratos. O presidente da Febem, Saulo de Abreu Filho, admitiu anteontem que há tortura.

Alckmin disse que manterá o secretariado. (pág. 1, C5 e C10)

- A Corte de Apelações de Santiago abrandou a acusação contra o ex-ditador do Chile Augusto Pinochet no processo que resultou em sua prisão domiciliar. Antes acusado de "autor intelectual" do assassinato ou do sumiço de 75 pessoas em 73, é acusado agora de "acobertar" os crimes. (pág. 1 e A11)

EDITORIAL

"Anatomia de um calote" - Até segunda ordem, consumou-se o rompimento de uma promessa do Governo federal feita pouco antes das eleições do ano passado. No final de agosto de 2000, o Supremo Tribunal Federal reconheceu, por unanimidade, o direito de um grupo de trabalhadores de ser ressarcido por expurgos praticados pelos planos Verão e Collor no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço.

A dez dias das eleições de outubro, o Governo federal tornou pública a promessa de estender o ressarcimento a todos os que tivessem o mesmo direito. (...)

O Governo usa de desonestidade intelectual quando argumenta que não quer distribuir o ônus do pagamento a todos os contribuintes e propõe, como saída, sobretaxar empresas e trabalhadores com medidas carentes de justificativa constitucional e social.

O Executivo poderia ter simplesmente se omitido sobre o assunto. Mas não resistiu à comichão eleitoreira. A questão do FGTS tem tudo para entrar para a história dos anos FHC com um marcante calote. (pág. A2)

COLUNA

(Painel) - FHC decidiu bater forte em ACM assim que soube que o desafeto saiu da reunião do PFL em uma situação interna confortável. O tucano quis deixar claro que não vê espaço para uma acomodação entre os dois e que a guerra vai continuar.

* Na visão dos aliados, o discurso de FHC foi bem mais forte do que o esperado. Um recado claro ao chamado do PFL do B: não é possível servir a dois senhores. (pág. A4)

O ESTADO DE SÃO PAULO

- Plano do Governo para 2001-2002 prevê R$ 67,2 bi

- O plano de Governo para os dois últimos anos do mandato do presidente Fernando Henrique Cardoso, anunciado ontem, prevê 50 programas na área social e de infra-estrutura, no total de R$ 67,2 bilhões.

Segundo o Presidente, os investimentos na área social estão aumentando, graças à estabilidade econômica. Ele disse que o esforço de ajuste fiscal permitiu a redução da taxa de juros e que a continuação das reformas fará a queda prosseguir.

FHC cobrou do Congresso a definição da fonte de recursos para substituir a arrecadação de R$ 18 bilhões da CPMF, que deve deixar de existir no fim do primeiro semestre de 2002. Ele afirmou que essa contribuição financia os programas de combate à pobreza e ajuda a reduzir a sonegação.

O pagamento da correção do FGTS expurgada em 1989 e 1990 não foi incluído na programação para 2001-2002. "Não vou dar uma solução que leve o Tesouro à bancarrota", disse FHC. Segundo ele, o contribuinte pagaria a conta. (pág. 1 e A5)

- Em discurso e entrevista, o presidente Fernando Henrique Cardoso respondeu ontem às acusações do senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), associou-o ao regime militar e disse estar "limpando o entulho do passado".

Avisou que não aceitará o apoio de partidos aliados à criação de uma CPI para investigar as denúncias de corrupção feitas por ACM. "Quem é de partido aliado, mas independente, que vá ficar independente em casa", recomendou, momentos depois de a executiva nacional do PFL ter ratificado a posição de independência declarada pelo político baiano. (pág. 1 e A4)

- Uma nova versão da conversa entre ACM e três procuradores não traz a passagem divulgada pela revista IstoÉ, sobre uma lista de quem teria votado contra a cassação do ex-senador Luiz Estevão.

"Eu tenho a lista de todo mundo que votou a favor e contra", disse ACM, segundo a primeira versão. "... eu tenho todos que votaram nele", seria a frase, de acordo com a nova versão. (pág. 1 e A9)

- A afirmação do presidente FHC de que Furnas será privatizada com a pulverização das ações animou o mercado. "Era tudo que o setor precisava", disse o gerente de Análise de Empresas da Lloyds Asset Management, Luiz Codorniz. O governador de Minas Gerais, Itamar Franco, disse que lutará contra o "esquartejamento do setor elétrico nacional". (pág. 1 e B1)

- A primeira reunião de 2001 do Grupo Produtivo, associação empresarial que reúne as principais forças econômicas da Argentina, mostrou que o setor vive um clima de incerteza.

Os empresários analisaram com preocupação declarações de assessores do novo ministro da Economia, Ricardo López Murphy, de que o Governo suspenderá o plano de infra-estrutura, um projeto de obras públicas, como estradas, pontes e diques, que criaria 100 mil empregos.

A Argentina voltou a preocupar o mercado brasileiro ontem, causando nova alta do dólar: o comercial fechou cotado na venda a R$ 2,053, subindo 0,59%. (pág. 1, B3 e B16)

EDITORIAL

'"Bateu, levou"' - A nota contundente com que o Governo rebateu ponto por ponto as aleivosias de Antonio Carlos Magalhães desnuda a má-fé com que o político pretende apresentar-se como aquele que, a duras penas, obriga o Governo a iniciar investigações que de outro modo não existiriam. (pág. 1 e A3)

COLUNA

(Coluna do Estadão - Ariosto Teixeira) - O dia de ontem foi, para o presidente Fernando Henrique Cardoso, o dia da convergência, aquele momento em que se transpõe a fase aguda de uma crise e se inicia uma outra, de sedimentação na calma e no exame racional dos rumos a serem tomados.

Esta sensação transpareceu do discurso do Presidente na apresentação da agenda de trabalho do período final do seu mandato. E foi essa a percepção transmitida pela decisão unânime da executiva nacional do PFL de manter o apoio ao Governo e ao presidente da República. (...) (pág. A6)

O GLOBO

- FH diz que ACM é 'trombone isolado' e exige aliados leais

- Em um de seus mais duros discursos nos seis anos de mandato, demonstrando profunda irritação, gesticulando muito e levantando o tom de voz, o presidente Fernando Henrique partiu para o confronto definitivo com o senador Antônio Carlos Magalhães - a quem chamou indiretamente de ditador disfarçado - e exigiu lealdade integral dos aliados.

Pela primeira vez desde que estourou a crise com ACM, FH citou pessoalmente o nome do senador. Disse que quer continuar com o apoio do PFL, mas desdenhou o de ACM: "Hoje, a situação do Antônio Carlos é igual à do senador Requião: um trombone isolado na orquestra".

Para os que quiserem se manter no Governo, FH citou três vezes, na mesma frase, a palavra deslealdade. Sobre a oposição, o Presidente disse: "Eu tenho sempre apelado à oposição. Meu Deus, o que foi pregado por vocês anos a fio nós estamos fazendo. Jamais o sistema financeiro pagou tanto imposto como no meu Governo".

No pronunciamento, em que detalhou a agenda de Governo para seus dois últimos anos de mandato, FH incluiu a privatização de Furnas e criticou Itamar Franco, que vendeu estatais quando era presidente mas agora o critica por fazer o mesmo.

Ontem, o perito Ricardo Molina apresentou o laudo da gravação da conversa de ACM com procuradores e fica claro que o senador disse ter tido acesso aos votos secretos de senadores. (pág. 1, 3, 4 e 5)

- O Detran já abriu 27 processos para apurar fraudes na concessão de carteiras de habilitação, que vêm ocorrendo desde o fim do ano passado. Segundo o órgão, 36 funcionários e 129 motoristas estão passando por algum tipo de sindicância.

Dois dos processos foram arquivados por não representarem fraude, mas sim erros no sistema. Outros 14 já foram encaminhados ao Ministério Público. Os demais ainda estão em andamento. (pág. 1 e 11)

- O aumento das vendas acabou servindo como punição das montadoras ao consumidor: para recompor margens de lucros elas estão aumentando os preços. Os carros da Ford e GM já estão entre 1% e 6,4% mais caros. Os revendedores prevêem que a Fiat e a Volkswagen devem divulgar novas tabelas nos próximos dias. (pág. 1 e 21)

- Apesar de representarem mais de 40% da força de trabalho no mundo, as mulheres ocupam apenas 3% dos cargos executivos, segundo estudo da Organização Internacional do Trabalho (OIT) divulgado ontem, Dia Internacional da Mulher. (pág. 1 e 23)

- O agravamento da crise argentina fez com que o dólar comercial fechasse ontem a R$ 2,051, na maior cotação do ano e alta de 0,39% no dia. A Bolsa de São Paulo, que chegou a estar em alta de 0,8%, fechou em baixa de 1,03%.

Os deputados do partido peronista pediram à Justiça a anulação da reforma da Previdência na Argentina. Além disso, o FMI vai exigir o cumprimento da meta fiscal do país. (pág. 2 e 19)

- O presidente Fernando Henrique disse que não vai usar recursos do Tesouro para pagar a correção do FGTS porque isso seria levar o País à bancarrota. Em carta enviada a FH, o presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, lembrou que o Tesouro é o garantidor do FGTS.

Já o presidente da CUT, João Felício, disse que a postura do Governo é diferente quando se trata de socorro a bancos falidos. (pág. 2 e 21)

EDITORIAL

"Todas as idades" - Entrou em vigor uma lei que assegura aos idosos um luxo ainda raro no Brasil: o direito à Justiça rápida. Para que os processos ganhem asas, e passem à frente dos outros, basta que os interessados apresentem pedido acompanhado de comprovante de idade. No Superior Tribunal de Justiça, a prioridade é garantida por uma etiqueta verde, com os dizeres: "Maior de 65 anos".

Ninguém duvida que faz sentido dar preferência a disputas envolvendo interesses de pessoas para as quais o tempo pode ser fator crítico. Mas não se deve perder de vista que a rapidez no julgamento de causas é direito de todos que batem à porta dos tribunais. (...) (pág. 6)

COLUNAS

(Panorama Político - Tereza Cruvinel) - Falamos ontem aqui da disposição do presidente FH de dar combate cerrado ao senador ACM a cada denúncia sem provas contra o Governo. Ontem mesmo ele fez um discurso duro e vigoroso contra ACM, focando seu próprio plano bienal. Bom o discurso, mas possibilitou a réplica e engordou o palavrório desta crise mal compreendida e explicada, a não ser por fatos ainda desconhecidos. (...) (pág. 2)

(Ricardo Boechat) - O Unicef anuncia dia 13, em Brasília, um relatório positivo para o Brasil:

O número de crianças trabalhando nos lixões do País diminuiu em um terço nos últimos dois anos.

Mesmo assim, mais de 30 mil continuam presas pela miséria àquela atividade.

* O novo ministro das Minas e Energia seria anunciado ontem à tarde.

Na hora H, o presidente Fernando Henrique Cardoso preferiu pisar no freio.

Todos os nomes cotados estão sob forte tiroteio. (pág. 14)

GAZETA MERCANTIL

- Dólar mais alto anima o crédito às exportações

- (São Paulo) - Os exportadores aproveitaram a alta da cotação do dólar nas últimas semanas para antecipar o fechamento de câmbio e alongar o prazo dos financiamentos. O exportador que fechou câmbio ontem vai ganhar R$ 2,061 para cada dólar recebido pela venda de mercadorias no exterior - 3,5% acima dos R$ 1,989 por dólar em 15 de fevereiro. (...) (pág. 1 e B-12)

- A Caixa Econômica Federal (CEF) reduziu a oferta de crédito imobiliário à espera de uma definição do volume de recursos do FGTS que poderão ser utilizados neste ano e da forma de ressarcir os trabalhadores que tinham contas no Fundo durante os planos Verão e Collor 1.

O orçamento provisório do FGTS para emprestar aos candidatos a mutuários é de apenas R$ 600 milhões. No entanto, a demanda cresceu 11% no primeiro bimestre do ano em relação ao mesmo período de 2000 e a Caixa já contratou R$ 371 milhões. Restam, portanto, apenas R$ 229 milhões. (pág. 1 e B-13)

- (Rio) - A Petrobras estréia este mês o seu programa anual de captações de recursos no mercado externo que compreende cinco operações e poderá totalizar US$ 1 bilhão, disse Ronie Vaz Moreira, diretor financeiro da estatal.

A primeira operação será o lançamento de cerca de US$ 300 milhões em eurobônus de longo prazo, feito por intermédio da subsidiária Petrobras International Finance Company (PIFCo). (...) (pág. 1 e B-12)

CORREIO BRAZILIENSE

- A crise

* FHC: CPI? CPI para quê? Pra apurar o que já se apurou, pra fazer barulho e criar instabilidade? Isso é deslealdade".

Quem apoiar a criação da CPI para investigar denúncias de corrupção no Governo federal não será mais considerado um aliado, alertou, irritado, o presidente Fernando Henrique Cardoso. Ele comparou o senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) a "um trombone isolado na orquestra".

* FITA: Transcrição de conversa do senador Antonio Carlos Magalhães com procuradores não comprova que ele tenha levantado suspeita sobre o presidente da República.

* ACM: "O Presidente hoje está com remorso por ter demitido dois ministros por causa de coisas inexistentes. O Presidente é sempre mal-informado".

Desse jeito, saboreando ironia, o senador Antonio Carlos Magalhães respondeu às críticas do presidente Fernando Henrique Cardoso. (...) (pág. 1 e 6 a 11)

- O procurador-geral do Ministério Público, Eduardo Albuquerque, entrou com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) no Tribunal de Justiça contra a lei que autoriza o GDF a vender terras rurais públicas sem licitação.

O procurador quer também que ação idêntica chegue ao Supremo Tribunal Federal. (pág. 1 e 14)

- No meio da tarde de ontem, os operadores de câmbio de todo o Japão estavam trocando ienes por dólares, usando a pior cotação dos últimos 19 meses: um dólar estava comprando 120,4 ienes, mantendo a queda iniciada na terça-feira da semana passada. (...)

As finanças públicas japonesas estão "à beira do colapso", afirmou ontem o ministro das Finanças do Japão, Kiichi Miyazawa, para depois reforçar: "As finanças da nação estão em um nível anormal, em um estado relativamente próximo do colapso", disse diante da comissão de orçamento da Câmara Alta do Parlamento. (...) (pág. 19)

JORNAL DE BRASÍLIA

- Justiça mantém prisão de policiais

- Depoimento de diretor da Polícia Civil não ajuda agentes ligados à "banda pobre", que vão continuar na cadeia. (pág. 1 e A-3)

- A Secretaria de Saúde admite: há um surto de dengue no DF. De janeiro até agora foram registradas 850 notificações da doença e confirmados 197 casos. Mas o que mais preocupa o governo do DF são as áreas do Entorno.

Em Goiás e Minas Gerais há claros indícios de infestação da dengue e da febre amarela, doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. (pág. 1 e A-7)

- Aremithas José de Lima, funcionário o Vasco acusado de ser "laranja" de Eurico Miranda, presidente do clube, não apareceu para depor, alegando doença, mas o atestado apresentado não convenceu os senadores.

A CPI também decidiu dar um ultimato a Eurico: se ele apresentar mais dificuldades para depor, vai perder o foro privilegiado, a que tem direito como deputado, e pode ser levado algemado ao Senado. (pág. 1, C8 e C9)

ZERO HORA

- Se, os aliados do Palácio do Planalto concordarem, o próximo governo herdará um Banco Central (BC) com a diretoria já definida e mandato fixo. A idéia, que o Governo chama de "garantia de autonomia operacional", consta do plano de ação, divulgado ontem pelo presidente Fernando Henrique Cardoso. (pág. 6)

- O presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou ontem que não vai autorizar o uso de recursos do Tesouro Nacional para pagar a correção do saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) relativa aos planos Verão e Collor 1, estimada em R$ 40 bilhões no total. A afirmação foi feita ao apresentar os planos do Governo para 2001 e 2002.

O Presidente reforçou a manifestação do ministro da Fazenda, Pedro Malan, feita na quarta-feira, de que a solução teria que sair do próprio fundo. Para Malan, o Tesouro Nacional não é um caixa-forte, criador de recursos. (pág. 18)

- O Dia Internacional da Mulher foi marcado por manifestações em todo o mundo. Em Porto Alegre, um dos atos programados gerou confusão quando um grupo invadiu uma das lanchonetes da rede McDonald´s.

Houve manifestações contra lojas do grupo em outros lugares, como Belém e Cuiabá. Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST) e do Movimento das Mulheres Trabalhadoras Rurais (MMTR) ocuparam uma das lanchonetes McDonald´s em Porto Alegre.

A manifestação na Praça da Alfândega, no Centro, integrava a série de protestos no Dia Internacional da Mulher. (pág. 31)

MANCHETES

JORNAL DO COMMERCIO (PE)

- FHC cobra lealdade e contra-ataca ACM

VALOR ECONÔMICO

- Energia sobe até 18% e vai pressionar inflação

ZERO HORA (RS)

- FH: "Temos que limpar o entulho"

ACM: "Entulho é com o pessoal dele"

ATENÇÃO

O Boletim de Acompanhamento Macroeconômico da Secretaria de Política Econômica, que traz avaliação mensal da conjuntura econômica brasileira (análise e tendência de preços, salários, juros, balança comercial, contas externas, etc), está disponível via FTP através do endereço na INTERNET www.fazenda.gov.br, na área específica de "Publicações". Outras informações atualizadas, inclusive sobre os resultados do Plano Real, podem ser também obtidas, em português e em inglês, na página eletrônica do Ministério da Fazenda.

Consulte a homepage da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.

O endereço na Internet é www.brasil.gov.br

O telefone para solicitação de publicações é:061-411.4892.

O email da Secretaria de Comunicação Social é: secom@planalto.gov.br