11/02/2001

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JORNAL DO BRASIL

- Países ricos vencem guerra do comércio

- As decisões da Organização Mundial do Comércio (OMC) em disputas entre países ricos e pobres não reforçam o desabafo do presidente Fernando Henrique sobre a proibição do Canadá à importação de carne brasileira quando afirmou que "guerra é guerra".

Nos seis contenciosos de que participou na OMC, o Brasil só ganhou dois, de Filipinas e Estados Unidos, e perdeu quatro, todos contra países ricos. Estudo do Banco Mundial (Bird) constatou que 64% das decisões beneficiavam países ricos e 36% nações pobres. O advogado Durval de Noronha Goyos Júnior, árbitro do Brasil na OMC, vai além e afirma que os ricos são beneficiados em 90% das decisões do órgão. (pág. 1 e cad. Economia, pág. 1 e 2)

- Na mais acirrada disputa na história do Congresso, a contagem regressiva para a eleição das mesas da Câmara e do Senado será marcada, de hoje a quarta-feira, pelo uso de todas as armas disponíveis, sejam novos vídeos, dossiês ou acusações de grampo telefônico.

Para o PSDB e o PMDB, é vital derrotar o PFL de Antonio Carlos Magalhães, empenhado em um vale-tudo contra o peemedebista Jader Barbalho. O PFL não ligado a ACM tenta debelar a pior crise interna de sua história. (pág. 1 e 3)

- A pressão dos fabricantes não permitiu até agora a aprovação pelo Congresso de dois projetos proibindo a venda e armas de fogo. Os cinco maiores produtores sustentam que serão desempregados 35 mil trabalhadores, e as Forjas Taurus, líder do setor, empenha-se abertamente pela aprovação do parecer do senador Pedro Piva (PSDB-SP), que faz restrições mas não proíbe a comercialização. (pág. 1 e 14)

- Responsável pela Pastoral da Criança, ONG indicada pelo Governo para o Prêmio Nobel da Paz, a pediatra catarinense Zilda Arns luta pela criação da cultura da paz. "Cidadania é o equilíbrio entre direitos e deveres. Alcançar esse estágio é uma prevenção primária da violência", afirma a irmã do arcebispo Dom Paulo Evaristo Arns, que ajudou, desde 1983, a mais de um milhão de famílias. (pág. 1 e 13)

- O presidente do PFL, Jorge Bornhausen, apesar de empenhado em encontrar um candidato alternativo à presidência do Senado, capaz de unir a base governista e derrotar Jader Barbalho, continua admitindo a possibilidade de entrar na disputa. "Sou um anticandidato. Mas não vou desistir de viabilizar a terceira via", anunciou em entrevista ao Jornal do Brasil. (pág. 1 e 2)

- Loteamentos irregulares, produção diária de 10 toneladas de lixo no verão e devastação de reservas florestais estão destruindo a Ilha Grande, até recentemente um santuário ecológico no litoral sul Fluminense. Com 193 quilômetros de extensão, 155 quilômetros de orla - que abrigam 106 praias -, além de cachoeiras, rios e reservas de Mata Atlântica, a ilha sofre com a ação de seu maior predador: o homem. (...) (pág. 1 e 17 a 19)

EDITORIAL

"Ilusão perdida" - (...) As negociações com os palestinos avançaram bastante - a menos que tudo volte esquematicamente à estaca zero. Uma guerra árabe-israelense está fora de cogitação. Se tiver coragem e se os palestinos se mostrarem razoáveis, Sharon poderia se tornar um De Gaulle e concluir o acordo iniciado por Barak. No entanto, Sharon não é De Gaulle, e nem deseja fazer acordo algum, embora possua uma vantagem sobre os outros políticos de direita. (pág. 10)

COLUNAS

(Coisas da Política - Dora Kramer) - Desde que revelou pela primeira vez a pretensão de concorrer à Presidência da República, seis meses antes de ser eleito governador do Rio, Anthony Garotinho já foi e voltou algumas vezes nesta que agora, finalmente, parece ser uma idéia já em fase de elaboração final. De partido novo, o governador está em marcha batida rumo à realização de seu projeto.

Cuida agora da expansão do PSB em âmbito nacional e adiante, mais precisamente no início do ano que vem, faz um balanço da conjuntura e resolve de uma vez por todas se vai rumo ao Planalto ou se fica para ser reeleito governador. (...) (pág. 2)

(Informe JB - O governador Itamar Franco começa a sua caminhada para a disputa da Presidência da República em 2002 no começo de março, assinando a sua ficha de refiliação ao PMDB em Juiz de Fora.

Fundador do partido, seu primeiro presidente em Minas Gerais, Itamar tomou a decisão na semana passada no Palácio das Mangabeiras com o "estado-maior de Juiz de Fora", José Aparecido de Oliveira, Henrique Hargreaves, Alexandre Duperart, Djalma Moraes, Roberta Moraes, Geraldo Farias, Tales Ramos, Saulo Moreira e José Pedro.

Com eles, Itamar ouviu um relato de Duperart sobre as conversas mantidas com os senadores peemedebistas Pedro Simon, Renan Calheiros e Roberto Requião em Brasília "para sentir o clima do partido". Antes, já conversara com o seu vice-governador, Newton Cardoso, que emitiu os primeiros sinais do desejo de Itamar em voltar ao partido e que ocupará o seu lugar em abril do próximo ano. (...) (pág. 6)

FOLHA DE SÃO PAULO

- Jader tem 38% no Senado; na Câmara, Aécio lidera com 48%

- Pesquisa Datafolha realizada na semana passada mostra que Jader Barbalho (PMDB-PA) e Aécio Neves (PSDB-MG) são os favoritos para as eleições da próxima quarta-feira às presidências do Senado e da Câmara, respectivamente.

Ambos têm o dobro de votos do segundo colocado em cada Casa. O número de indecisos no Senado (29%), porém, é maior que na Câmara (13%).

Jader tem 38% das intenções de voto, e Jefferson Péres (PDT-AM) está com 19%. No Senado, a decisão é em turno único, e o mais votado vence.

Na Câmara, onde é necessário obter 50% mais um dos votos dos presentes para garantir a eleição, Aécio ficou com 48% das preferências, muito próximo da vitória no primeiro turno. Inocêncio Oliveira (PFL-PE) tem 24%. (pág. 1 A13 e A16)

- Jader Barbalho (PMDB-PA) acha que já ganhou a eleição à presidência do Senado. Mas avisa que, se perder a eleição por interferência de ministros do presidente Fernando Henrique Cardoso, seu partido reagirá duramente. (pág. 1 e A10)

- Um mal-entendido em relação à decisão canadense de suspender temporariamente a importação de carne do Brasil perturbou a relação entre os dois países. O Canadá não quer que um contencioso vire uma guerra econômica e busca mostrar que o comércio internacional tem regras que devem servir para todos (Jean-Pierre Juneau - Especial para a Folha * Embaixador do Canadá no Brasil. (pág. 1 e A3)

- Jefferson Péres (PDT-AM) surpreende como candidato da oposição no Senado. Enquanto os aliados do Governo se digladiam no processo sucessório no Congresso, Péres, "avesso a radicalismo", adota um tom conciliador. (pág. 1 e A12)

EDITORIAL

"Desacerto tupiniquim" - Resta pouco ou quase nada de substantivo da ruidosa coreografia encenada por vários escalões do Executivo federal diante da "ameaça" canadense. É fato que o Canadá foi arrogante, influenciado pelo contencioso com o Brasil no setor aeronáutico. Mas a ofensiva não surpreende se levadas em conta as guerras comerciais em curso numa economia mundial protecionista.

Todo o episódio, desde o tempo em que os atritos com o Canadá eram tratados no âmbito da Organização Mundial do Comércio, revela mais das fragilidades do Brasil do que dos efeitos supostamente inesperados da globalização. Mesmo grave, a atitude canadense não difere de outras tantas injustiças comerciais praticadas contra o Brasil, por exemplo, pelo governo dos EUA. (pág. A-2)

COLUNA

(Painel) - Jader Barbalho só perde a presidência do Senado se o esquema de ACM conseguir operar uma reviravolta política envolvendo os quatro maiores partidos do Congresso. Coisa de que o Planalto duvide e, em silêncio, trabalha para que não aconteça. (pág. A-4)

O ESTADO DE SÃO PAULO

- Briga do Canadá com Brasil arranha imagem da OMC

- A credibilidade da Organização Mundial do Comércio (OMC) começa a ser posta em questão. A disputa entre Brasil e Canadá no setor de aviões, com seu desdobramento para o comércio de carne bovina, põe em questão o papel da entidade como fórum para solução de controvérsias comerciais.

Para especialistas, o caso envolvendo o Brasil é reflexo de que as regras aplicadas pela OMC foram elaboradas pelos países desenvolvidos e servem aos seus interesses. Pesquisa feita por jornal canadense aponta que 75% da população acredita que a decisão de Ottawa teve motivações políticas.

Ontem os Estados Unidos e México anunciaram que também deverão participar da missão técnica do Canadá, que chega ao País amanhã para avaliar o sistema brasileiro de vigilância sanitária aplicado sobre o rebanho bovino.

O Chile divulgou ontem que vai defender, na Cúpula das Américas, que acontece em abril no Canadá, a manutenção do cronograma de implantação da Alca para 2005. (pág. 1, B1 e B3)

- Os sete bancos socorridos pelo Programa de Reestruturação do Sistema Financeiro (Proer) têm hoje créditos suficientes para pagar tudo o que receberam - R$ 17,9 bilhões - e ainda cobrir 26,7% do rombo de R$ 13,8 bilhões que deixaram nas reservas bancárias, uma espécie de conta corrente que as instituições financeiras têm no Banco Central (BC).

Para acelerar o recebimento desse dinheiro e garantir o pagamento dos empréstimos, o BC estuda mudar as regras da liquidação extrajudicial. (pág. 1 e B5)

- Os partidos governistas e o Palácio do Planalto entram em ação para evitar uma crise de governabilidade, que poria em xeque os dois últimos anos de FHC na Presidência. Eles trabalham enquanto os candidatos da base aliada se engalfinham na reta final da campanha pelo comando do Congresso. (pág. 1 e A4)

- O presidente nacional do PFL, senador Jorge Bornhausen, admite que seu partido cometeu erros na campanha pela sucessão na presidência da Câmara e do Senado. Mas nega a previsão de que a derrota do candidato Jader Barbalho (PMDB) no Senado possa gerar instabilidade política para FHC. (pág. 1 e A6)

- A guerra às drogas do Plano Colômbia não atinge apenas os guerreiros. Os pequenos agricultores também sofrem. José Argati, que cultiva milho e banana ao lado de 2 hectares de coca, queixa-se de que a pulverização aérea matou quase 7 hectares de seu milharal. "Nosso pior inimigo é o governo", diz. (pág. 1 e A18)

- O economista brasileiro José Alexandre Scheinkman, professor na Universidade de Princeton, diz que a política monetária do Brasil, baseada em metas inflacionárias, é mais inteligente e moderna do que a dos EUA. "Os bancos centrais do futuro serão mais parecidos com o BC do Brasil do que com o Fed", afirma. (pág. 1 e B4)

- As obras da futura sede do Tribunal Superior do Trabalho vão ser retomadas. Será mais uma construção monumental da Justiça em Brasília, que se juntará a vários palácios que foram recentemente erguidos no Distrito Federal. O projeto prevê que cada gabinete de ministro terá 250 metros quadrados de área. (pág. 1, A7 e A8)

EDITORIAL

"A democracia e a utopia reacionária" - A globalização tende a aprofundar e propagar o tipo de sociedade e regime político que o comunismo e o nazi-fascismo tentaram destruir. Não é por outra razão que a esquerda anticapitalista e a direita nacionalista se aliam contra mudanças em curso no mundo. (pág. 1 e A3)

COLUNA

(Coluna do Estadão) - Aécio Neves ou Inocêncio. Um dos dois será, a partir de quarta-feira, o terceiro homem na hierarquia do poder. Os outros candidatos, os paulistas Aloizio Mercadante (PT), Nelson Marquezelli (PTB) e Valdemar Costa Neto (PL) fazem papel coadjuvante, em busca de brilho pessoal ou para atender a estratégias partidárias.

Filho e neto de políticos mineiros, Aécio aos 40 anos poderá ocupar, ainda que interinamente, a cadeira presidencial que o avô Trancredo Neves conquistou e a morte não lhe permitiu usar. Inocêncio vem do Nordeste, ator que galgou posições passo a passo para emergir do baixo-clero parlamentar, o mundo dos novatos e deputados de simples expressão regional. (...) (pág. A6)

O GLOBO

- Rio enfrenta maior calor dos últimos cinco anos

- O verão de 2001 é o mais quente dos últimos cinco anos. Levantamento feito pelo chefe do 6º Distrito do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Luiz Carlos Austin, revela que a média das temperaturas máximas de janeiro foi 1,9 grau Celsius superior à registrada no mesmo período do ano passado, no Rio.

O primeiro mês deste ano também registrou média superior à de janeiro de 1997 a 1999. O chefe do Centro de Análise e Previsão do Tempo do Inmet, Francisco de Assis Diniz, constatou que, em 24 dias de janeiro, o Rio teve a maior temperatura máxima entre as capitais, seguido de Cuiabá e Goiânia.

Para o professor Luiz Maia, do Departamento de Meteorologia da UFRJ, o aumento da média da temperatura máxima de 2000 para 2001 pode ser explicado pela falta de frentes frias, além do crescimento urbano associado ao desmatamento. (pág. 1 e 13)

- O ministro da Agricultura, Pratini de Moraes, condiciona a participação do Brasil nas negociações para a formação da Alca à rápida solução para o boicote do Canadá. Ele diz que o País está preparado para responder com firmeza, caso os canadenses persistam nas restrições a produtos brasileiros. "É muito fácil zerar a importação do Canadá. Várias empresas se preparam para eliminar importações", afirma ele. (pág. 1 e 29)

- A Polícia Federal e o Ministério Público desistiram de repatriar o dinheiro desviado pelo tesoureiro da campanha do ex-presidente Fernando Collor, Paulo César Farias, para o exterior. Durante três anos de investigação, policiais federais rastrearam a movimentação de cerca de US$ 30 milhões em dez contas bancárias de cinco países. (pág. 2 e 5)

- Mais de cinco mil páginas de documentos e extratos bancários do esquema PC - de Paulo César Farias, tesoureiro de campanha do ex-presidente Fernando Collor - estão acumulando poeira na Justiça Federal. Após três anos de investigação, a Polícia Federal e o Ministério Público desistiram de localizar e repatriar parte do dinheiro enviado ao exterior por PC durante o governo Collor.

A busca parou no momento em que a PF tinha em mãos a rota do dinheiro em contas secretas na Suíça.

Os documentos mostram como as somas saíram de uma conta na Inglaterra e passaram pela Holanda e pela Suíça, até chegar aos Estados Unidos. O Globo teve acesso à toda documentação bancária remetida ao Brasil, por carta rogatória, pelas justiças da Itália e da Suíça. Os extratos e boletos de crédito correspondem à movimentação de US$ 30 milhões em dez contas de cinco países. (pág. 5)

- O líder do PMDB na Câmara, Geddel Vieira Lima (BA), disse que o partido vai pedir à Polícia Federal que investigue a autoria da escuta telefônica de conversas de deputados do PFL baiano que ingressaram recentemente no partido.

Geddel acusou o presidente do Senado, Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), de estar por trás do grampo, o que foi negado pelo senador.

De acordo com a transcrição das gravações, o deputado José Lourenço e o ex-deputado Jonival Lucas conversam sobre pagamentos a que teriam direito por terem se filiado ao PMDB.

Lourenço disse que apresentará notícia-crime à PF. O PFL e o PT podem propor criação de Comissão Parlamentar de Inquérito sobre o caso. (pág. 1 e 8)

EDITORIAL

"Beleza bem usada" - O que faz o Rio de Janeiro ser uma cidade diferente, capaz de encantar visitantes de todas as partes e envaidecer seus moradores, é, bem mais do que a qualidade de vida, a variedade e a riqueza das belezas naturais. As praias são a parte mais famosa e louvada dessas belezas, mas é preciso não esquecer que a metrópole de 5,5 milhões de habitantes também convive com florestas e parques com grandes extensões de área verde - patrimônio inestimável numa época em que todo o planeta enfrenta as graves conseqüências do efeito estufa. (...) (pág. 6)

COLUNAS

(Panorama Político - Tereza Cruvinel) - Guerra é guerra, cada um atira como pode. O PMDB de Jader Barbalho tentará impedir o senador Antonio Carlos Magalhães de conduzir a eleição de seu sucessor na quarta-feira. Uma medida cautelar será pedida hoje ao Supremo Tribunal Federal por um jurista renomado, alegando que ACM, interessado na derrota de Jader, perdeu a isenção necessária para dirigir o pleito. (...) (pág. 2)

(Ricardo Boechat) - A OAB do Rio decidirá em sessão, dia 22, a cassação definitiva do registro de advogada da megafraudadora do INSS Jorgina de Freitas.

Se depender do presidente do conselho da Ordem, Octávio Gomes, ela não escapará.

* O Ministério da Ciência e da Tecnologia está em festa.

Pela primeira vez, seu orçamento é o quinto maior do ministério.

Se não houver guerra contra o Canadá, talvez ele supere a pasta da Defesa, ano que vem, quarta colocada na lista. (pág. 16)

CORREIO BRAZILIENSE

- O Governo do Distrito Federal está em débito com as famílias inscritas no programa Poupança-Escola. O benefício é concedido aos alunos da rede pública que concluíram etapas no ensino médio e fundamental. Em dezembro do ano passado, 14.555 estudantes deveriam ter recebido a poupança, mas apenas dois mil puderam sacar o dinheiro. (pág. 1 e 16)

- Pesquisa realizada pela Federação do Comércio (Fecomércio) mostra que existem 3.842 empresas domésticas funcionando legalmente no Distrito Federal. A maior parte delas está em Ceilândia, cidade que abriga 19% do total. Em seguida, vêm Taguatinga, com 11,5%, e Brasília, com 11,1%. (pág. 1 e 11)

ZERO HORA

- O maior prejuízo à economia brasileira causado pela investidas do Canadá não pode ser contabilizado em dólares, avaliam especialistas em comércio exterior. A demora em definir a retaliação ao Brasil, autorizada pela Organização Mundial de Comércio (OMC) em US$ 1,4 bilhão, em dezembro do ano passado, acaba por depreciar todos os setores produtivos do País.

"Seria muito melhor que o Canadá já tivesse executado a retaliação. Assim, acabaria com a expectativa de todos os setores exportadores quanto ao futuro dos seus negócios com os canadenses", afirma o diretor técnico da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro. (pág. 18)

- O número oficial de bovinos importados pelo Rio Grande do Sul da Alemanha e da França nos últimos 10 anos deve ser conhecido nesta semana. Um levantamento preliminar feito pelas associações de criadores indica que o total não ultrapassaria 126 animais. A conclusão do levantamento dos animais importados é mais um passo na direção da suspensão do embargo imposto pelo Canadá às importações de carne bovina brasileira.

Apesar de ter sido pedido pela União Européia, o estudo contribui para atestar a sanidade do rebanho do Brasil em relação à encefalopatia espongiforme bovina, a doença da vaca louca. Até terça-feira, deve chegar ao País uma missão técnica oficial canadense, para conferir a situação sanitária dos bovinos brasileiros. (pág. 19)

- A decisão dos países-membros do Nafta, o acordo de livre comércio da América do Norte, de banir importações de carne bovina procedente do Brasil tem pelo menos dois méritos. O primeiro é desvendar desigualdades, aparentemente insuperáveis a curto prazo, que fazem da Área de Livre Comércio das Américas (Alca), o mercado comum que cobriria da zona ártica do Canadá à Terra do Fogo, um sonho quase inatingível. A "guerra da vaca louca" - este é o segundo ponto positivo - também forçou o Governo brasileiro a abandonar a contragosto sua tradicional postura diplomática, que é a de fingir-se de morto quando desponta a perspectiva de algum conflito, na esperança de que sua inércia afugente o problema. (pág. 21)

REVISTAS

TÍTULO DE CAPA

- Brasil x Canadá - Louca não é a vaca brasileira. É o urso canadense

Não é a vaca que está louca - Incomodado com o crescimento da Embraer, o Canadá parte para a retaliação e inventa que a carne brasileira está contaminada. (pág. 34 à 41)

"Crédito e débito, tudo direitinho" - Em conversas telefônicas, recém-filiados ao PMDB falam de "pagamento", comissão "de 20%", "antro" e "ladrões". (pág. 42 à 47)

A guerra contra a moeda suja - Melhora o combate à lavagem de dinheiro de origem criminosa e o BC investiga clientes suspeitos de cinco grandes bancos. (pág. 96 e 97)

No reino do provisório - A agilidade do Governo, somada à letargia do Congresso, ergueu no País um monumental barraco jurídico. (pág. 48 e 49)

ISTOÉ

TÍTULOS DE CAPA

- O Golpe da vaca louca - Os bastidores de uma guerra suja: Capaz de tudo para derrubar a Embraer, o Canadá acusa o Brasil de exportar carne portadora da doença que apavora a Europa e arranha o delicado equilíbrio comercial do País.

- A tragédia do cantor Herbert Vianna

Política suja - Disputa pelas presidências da Câmara e do Senado transforma Brasília num covil de espiões, que montam grampos e dossiês. A guerra provoca um racha sem precedentes entre os aliados políticos de Fernando Henrique. (pág. 26 a 29)

Sarney sai da toca - No seu velho estilo, senador critica FHC, apóia Inocêncio e diz que PMDB está dividido. (pág. 30 a 31)

"Não vamos alijar o PFL" - Aécio Neves já fala como vitorioso na Câmara e admite que haverá fraturas na base governista. (pág. 32)

"Preciso de amigos" - Inocêncio critica apoio do Planalto ao tucano Aécio. (pág. 33)

Mais transparência - Reforma proposta pelo Governo agiliza inquérito, mas tem oposição da política. (pág. 36 e 37)

Fora de foco - Jornalista suspende entrevista com autor de livro sobre ACM na TVE. (pág. 42)

Uma guerra louca - Ministros, empresários e até FHC cerram fileiras contra o Canadá, que, para atacar a Embraer e defender a sua Bombardier, diz que a carne exportada pelo Brasil é de vaca louca. (pág. 66 à 68)

A doença está lá - O Canadá, quem diria, já sacrificou uma vaca e centenas de ovelhas e alces loucos. (pág. 69 à 71)

ÉPOCA

TÍTULOS DE CAPA

- Olhos - Cirurgias de alta precisão e novos tratamentos oftalmológicos devolvem a visão plena a milhares de brasileiros.

- A guerra entre o Brasil e o Canadá

- Herbert Vianna: drama no mar

O pântano das eleições no Congresso - Gravações telefônicas ilegais e acusações de suborno tumultuam campanha no Parlamento. (pág. 36 à 40)

Em guerra com o Canadá - Conflito de empresas se transforma em confronto de países, derruba preços da carne e ameaça uma aliança continental. (pág. 72 à 77)

DINHEIRO

TÍTULO DE CAPA

- O inimigo n° 1 do Brasil - Guerra comercial mobiliza o País e exige uma nova diplomacia, mais dura

"Guerra é guerra" - FHC lança ultimato e o País é tomado por uma comoção anticanadense. Conflito pega fogo. (pág. 28 à 33)

Lafer vai à guerra - Na reestréia no Itamaraty, chanceler enfrenta histórica batalha comercial. Foi seu grande teste. (pág. 34 à 36)

Parceiros no óleo - Petrobras convida Shell, Repsol-YPF e Texaco para criar projeto ambiental de US$ 1 bilhão. (pág. 60 e 61)

Nova rota para a exportação - Vendas para os países do Terceiro Mundo são saída para reequilibrar balança comercial. (pág. 37)

Jean-Martin Floz - "A melhor chance está aqui" - Presidente mundial da Peugeot Citroën aposta em nova fábrica com "brasileirização" da produção para aumentar faturamento de US$ 400 milhões. (pág. 20 e 22)

ATENÇÃO

O Boletim de Acompanhamento Macroeconômico da Secretaria de Política Econômica, que traz avaliação mensal da conjuntura econômica brasileira (análise e tendência de preços, salários, juros, balança comercial, contas externas, etc), está disponível via FTP através do endereço na INTERNET www.fazenda.gov.br, na área específica de "Publicações". Outras informações atualizadas, inclusive sobre os resultados do Plano Real, podem ser também obtidas, em português e em inglês, na página eletrônica do Ministério da Fazenda.

Consulte a homepage da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.

O endereço na Internet é www.brasil.gov.br

O telefone para solicitação de publicações é:061-411.4892.

O email da Secretaria de Comunicação Social é: secom@planalto.gov.br