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11/03/2001
JORNAL DO BRASIL
- Gravação de
conversa com ACM divide Procuradoria da República
- Procuradores de todo o País protagonizaram um debate por correio
eletrônico sobre a conduta do procurador Luiz Francisco ao gravar e divulgar a conversa
com o senador Antonio Carlos Magalhães.
"'Foi para o sacrifício em prol da instituição e dos
colegas", aplaude Sérgio Medeiros. "Não temos que produzir (...) fatos
jornalísticos", rebate Cláudio Fonteles. "A divulgação da conversa não
atingiu nenhum objetivo razoável"', acrescenta Carlos Fernando S. Lima. "Parece
que ter e viver convicções não está em voga", observa Ana Lúcia Amaral.
A conversa gravada põe na berlinda o procurador-geral, Geraldo
Brindeiro. ACM o chama de "'covarde", Luiz Francisco diz que ele "não tem
liderança nenhuma" e Eliana Torelly afirma que "ele desagrada a todo
mundo"". (pág. 1 e 3)
- O presidente do Instituto de Pesquisa Vox Populi, Marcos Coimbra,
prevê que a sucessão de Fernando Henrique será difícil para o Governo. De cada três
eleitores, dois querem votar na oposição. Com isso, Lula dificilmente deixará de estar
no 2º turno.
Para Coimbra, só um embate com outro candidato de oposição, como
Itamar e Ciro, poderá tirar a ascensão de Lula. Sobre a briga Jader x ACM diz que, para
a opinião pública, isso não faz diferença, pois a imagem dos políticos já é muito
negativa. (pág. 1 e 12)
- O investimento de US$ 3,7 bilhões em exploração, produção e
refino da Petrobras, este ano, fará a produção de petróleo crescer 5% e o PIB aumentar
em 0,4%, além de criar 137.435 postos de trabalho. É a conclusão do estudo encomendado
pela Organização Nacional da Indústria do Petróleo ao Instituto de Economia da UFRJ.
Pelo levantamento, para cada dólar investido em petróleo no País,
US$ 1,26 é gerado na economia. O relatório indica que a atividade petrolífera movimenta
outros 42 setores da economia. Macaé, no Norte Fluminense - base operacional da Bacia de
Campos -, já vem recebendo os benefícios do efeito multiplicador do petróleo.
Supermercados, restaurantes, hotéis e shoppings estão sendo abertos
na cidade, na esteira da exploração e produção de óleo. (pág. 1 e cad. Economia,
pág. 1 e 2)
- O ex-prefeito Luiz Paulo Conde (PFL) volta hoje ao Rio com algumas
pendências em sua agenda política. Derrotado por pequena diferença - 66 mil votos - em
sua campanha à reeleição, Conde é visto pela direção do PFL no Rio como um nome
potencialmente forte a ser explorado no cenário nacional ou local.
Pefelistas do estado ainda vêem chances de elevar o ex-prefeito ao
status de ministro, pleiteando para ele uma pasta voltada para o desenvolvimento urbano,
embora negociações nesse sentido se arrastem há mais de dois meses.
Mas os planos do PFL para Conde não param por aí: o ex-prefeito está
sendo cogitado como o candidato a governador do Rio na eleição de 2002. (...) (pág. 2)
- (Belo Horizonte) - Dados do Sistema Integrado de Administração
Financeira (Siafi) mostram que o Ministério da Saúde só executou 28,4% das verbas de
investimentos previstas no ano passado para o Programa de Prevenção e Pontrole da
Dengue, que tem como objetivo reduzir a incidência da doença e impedir a reurbanização
da febre amarela - também transmitida pelo vetor da dengue, o Aedes aegypiti.
Em 1999, somente 58,2% das verbas do mesmo programa foram aplicadas.
Uma epidemia de febre amarela ameaça Minas Gerais, cuja região centro-oeste já
contabiliza 14 mortes. (...) (pág. 6)
EDITORIAL
"Acertando o Passo" - É quase uma tradição. Os presidentes
dos Estados Unidos costumam se referir ao Brasil de forma elogiosa e amiga. Foi assim no
passado com Roosevelt e Eisenhower, e mais recentemente com Bush e Clinton.
O último, por sinal, tornou-se íntimo do presidente Fernando Henrique
Cardoso, a ponto de hospedá-lo na residência oficial de Camp David, em Maryland. A
amizade incluía troca freqüentes de telefonemas para tratar de crises internacionais ou
de temas que afetassem as relações dos dois países.
(...)
Nada justifica que os EUA mantenham barreiras alfandegárias a
mercadorias brasileiroa como o aço, a soja e o suco de laranja. (...) (pág. 8)
COLUNAS
(Coisas da Política - Dora Kramer) - Vamos ao fato para contraditar a
versão segundo a qual turbulências políticas atrapalham o bom desempenho da economia: a
política não atrapalha a democracia, nunca é perigosa, a ausência dela é que é.
Por isso mesmo é que a tese, difundida aqui e ali, e agora defendida
pelos aliados de Fernando Henrique, de que o desacerto da base governista põe em risco a
boa fase econômica por que passa o País, serve à perfeição como argumento de defesa
do autoritarismo, mas não corresponde à realidade de sociedades civilizadas.
Antes, soa a falta de intimidade com o exercício do contraditório.
Isso no caso dos bem-intencionados. Nos outros, recende a nostalgia tecnocrática ou pior,
o desconforto diante do inexorável, que é a inevitabilidade do aperfeiçoamento das
instituições, procedimentos e critérios, nos países candidatos a uma vaga no futuro.
Pode-se argumentar que o Brasil ainda não tem uma democracia tão
perfeita que consiga suportar as turbulências políticas que sustentam incólumes, por
exemplo, os americanos. Mas, convenhamos não é pela negativa de nossa capacidade em
exercitar essa convivência que chegaremos lá. (...) (pág. 2)
(Informe JB - Paulo Fona) - O presidente Fernando Henrique Cardoso
receberá no próximo mês um visitante internacional de peso: o presidente da China,
Jiang Zemin.
Às vésperas de ingressar na Organização Mundial do Comércio, os
chineses já articulam uma aliança dos maiores países subdesenvolvidos para mudar as
draconianas regras do comércio internacional.
Na mira, Brasil, Índia e África do Sul. (pág. 6)
FOLHA DE SÃO PAULO
- Crise nos EUA abala exportadores
- O desaquecimento da economia dos EUA, já afeta, no Brasil, as
exportações dos setores de siderurgia, calçados e autopeças, relata Fátima Fernandes.
As siderúrgicas dizem que os preços de produtos vendidos pelo Brasil
nos EUA caíram até 15%, mas que os clientes ainda não reduziram seus pedidos.
As encomendas norte-americanas caíram 25% para empresas calçadistas.
Do total de exportações desse setor, os EUA representam quase 70%.
"Está mais difícil fechar negócios com os americanos",
afirma Carlos Alberto Brigagão, diretor da Sândalo, que faz calçados em Franca (SP).
Fábricas de autopeças estimam vender em 2001 nos EUA até 40% menos
do que em 2000, devido a possível corte na produção das montadoras.
Os segmentos siderúrgicos e calçadista esperam, por outro lado,
melhora no segundo semestre, apostando em recuperação dos EUA. (pág. 1 e B1)
- O indiano Yusuf Hamied, presidente da Cipla, fabricante de genéricos
da Índia, disse em entrevista a Marcio Aith que, se o governo brasileiro reconheceu a
patente do Efavirenz, remédio anti-Aids, cometeu "erro técnico ou de
estratégia",
A Índia rejeita a patente do Efavirenz, porque argumenta que ele foi
"inventado" em 1992, três anos antes de entrar em vigor acordo internacional de
propriedade intelectual. O Brasil aceitou a patente do remédio em 1999. (pág. 1 e B3)
- O ex-diretor do Banco do Brasil Ricardo Sérgio de Oliveira guarda
segredos sobre temas como fundos de campanha e relação entre governo e empresas.
Ele arrecadou dinheiro para campanhas do PSDB, como a do ministro José
Serra para o Senado.
Acusado de levar propina para ajudar empresas na venda da Telebrás,
ele nega.
Em 98, disse ao Ministério Público ter feito consórcio para o
leilão e gerado "muitos negócios" para a Previ, o fundo de pensão dos
funcionários do Banco do Brasil. (pág. 1, A12 e A13)
- Geraldo Alckmin substitui Mário Covas em São Paulo com crítica ao
seu PSDB, que deve "amassar mais barro", ficar "mais perto da
população".
* "Folha" - O Sr. Assume no lugar de quem se tornou
unanimidade nacional. Isso não o assusta?
Geraldo Alckmin - Perdemos o líder, mas não o rumo, porque os valores
permanecem os do governo Covas. (pág. 1 e A11)
- O presidente do Chile, Ricardo Lagos, acredita que os atos cometidos
pela repressão após o golpe de 73 tenham de ser conhecidos por toda a sociedade.
* "Folha" - Como fica a questão dos desaparecidos
políticos?
Ricardo Lagos - Em que países se soube que fulano morreu depois de lhe
tirarem os olhos? É a partir de olhar a verdade que faremos o futuro. (pág. 1 e A19)
EDITORIAL
"Depois da "Crise" - Parece consolidada a mais recente
transição na aliança de partidos que sustenta o presidente Fernando Henrique Cardoso. O
que para alguns analistas foi uma crise demonstrou-se apenas movimentação de
superfície.
Crise política no âmbito governista ocorreria, por exemplo, se uma
das legendas da base aliada decidisse bandear-se para as hostes oposicionistas. Com a
previsível decisão do PFL de manter-se situacionista, tomada na semana que passou, essa
hipótese foi sepultada. (...) (pág. A-2)
COLUNA
(Painel) - A crise no Congresso fez com que aliados de FHC procurassem
insistentemente, nos últimos dias, grandes empresários pedindo apoio para impedir a
abertura de CPI. As ligações tentam disseminar uma sensação de risco: as
investigações, dizem, paralisariam o País.
* Os empresários estão sendo instados a persuadir parlamentares sobre
a inconveniência de CPIs. Declarações públicas sobre os riscos para a economia também
ajudariam. As investigações, argumentam aliados de FHC, têm de ser feitas, mas pelos
"órgãos públicos competentes". (pág. A-4)
O ESTADO DE SÃO PAULO
- O grande trunfo de Alckmin: as obras de
Covas
- Até o próximo ano, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) tem uma
grande agenda de inaugurações, o melhor legado que Mário Covas deixou para ele. Em
outubro, Alckmin entregará o trecho oeste do Rodoanel, de 32 km, no valor de R$ 800
milhões, a maior obra pública em execução no País.
Será duplicada a Rodovia dos Imigrantes e feito o prolongamento da
rodovia dos Bandeirantes até Cordeirópolis. Para abril está marcada a entrega da
Marginal Oeste da Castelo Branco.
Há ainda na lista escolas, conjuntos habitacionais e piscinões contra
enchentes. No total, serão investidos R$ 3,8 bilhões com verbas estaduais, federais e
internacionais nas grandes obras.
Essas inaugurações, na opinião da cientista política da USP Maria
Hermínia Tavares de Almeida, dão uma boa vantagem a Alckmin numa eventual candidatura ao
governo do estado em 2002. Mas, para o professor Gaudêncio Torquato, da USP, é
fundamental investir em segurança pública. (pág. 1 e A4)
- Será destinada ao interior metade dos investimentos privados
divulgados em 2000 para os próximos anos no estado de São Paulo. De acordo com pesquisa
da consultoria Simonsen Associados, Campinas receberá 14% dessa verba, o mesmo que vão
receber juntas as cidades de Santo André, São Bernardo e São Caetano.
A segunda região com mais recursos é o Vale do Paraíba. Os setores
de serviços, tecnologia em telecomunicações e construção de hipermercados e shoppings
são os destaques. (...) (pág. 1, B1 e B3)
- Não existe mais uma lista de espera para adquirir Porsche Boxsters
na Carlsen Motors em Palo Alto. Alguns novos milionários não conseguem mais honrar o
pagamento de suas moradias. E, pela primeira vez em anos, o dinheiro vivo investido em
novas firmas do Vale do Silício, teve diminuição drástica.
O efeito dominó da falência de empresas de Internet já desencadeou a
maior desintegração do mercado Nasdaq da história. (pág. 1 e B5)
- Com o apoio de apenas 6% dos japoneses e sob pressão dos próprios
colegas do Partido Liberal Democrático (PLD), Yoshiro Mori, primeiro-ministro do Japão,
anunciou ontem que vai renunciar, possivelmente no início de abril. (pág. 1 e A19)
- A comunidade científica recebeu com repúdio o anúncio feito em
Roma por um grupo de médicos que pretende clonar um ser humano nos próximos dois anos.
Para muitos cientistas, a probabilidade de ocorrer um desastre é enorme. (pág. 1 e A14)
- O presidenciável do PPS e ex-ministro da Fazenda Ciro Gomes rebateu
o que classifica de "intrigas" contra ele e o governador do Ceará, Tasso
Jereissati (PSDB), negando em entrevista ao Estado que haja acordo para que Tasso apóie
sua candidatura em 2002.
Para ele, o boato foi tentativa do ministro da Saúde, José Serra,
pré-candidato à sucessão do presidente FHC, de queimar Tasso no próprio PSDB. Ciro
também acredita que a morte do governador Mário Covas terá extensão muito maior na
sucessão presidencial do que se imaginava.
Segundo sua avaliação, Tasso ficará desestimulado a entrar na
disputa pela sucessão sem Covas, seu principal cabo eleitoral. O ex-ministro também
propõe a criação de uma CPI para apurar denúncias de irregularidades no Governo.
(pág. 1 e A12)
EDITORIAL
"Travessia incompleta" - A CPMF, tributo em cascata, é
socialmente injusta e economicamente nociva. Defensor de um mau imposto, o presidente
Fernando Henrique Cardoso se mostrou nada propenso a tentar uma reforma tributária
completa e bem estruturada. (pág. 1 e A3)
COLUNA
(Coluna do Estadão - Ariosto Teixeira) - O risco de desestabilização
do quadro político ainda não se dissipou. É o que pensam dez entre dez políticos. As
duas próximas semanas serão decisivas para uma definição. a superação da crise de
relacionamento do Governo com o PFL criou condições técnicas para a melhora do
ambiente.
Mas não suprimiu as hipóteses de desestabilização provocadas por
ações individuais, como as patrocinadas pelo senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA),
que dispara suspeitas morais a fim de enfraquecer o presidente Fernando Henrique Cardoso e
antecipar a corrida presidencial de 2002. A intervenção de Ciro Gomes chamando o
Presidente de "ser desprezível" também assim foi entendida. (...) (pág. A6)
O GLOBO
- Suspeito conta como dossiê Cayman foi
falsificado
- O empresário brasileiro Oscar de Barros, suspeito de ter sido o
mentor do dossiê Cayman, conta pela primeira vez, como um grupo de brasileiros falsificou
os documentos.
O objetivo era o de impedir a reeleição do presidente Fernando
Henrique e lucrar no mercado financeiro, apostando no impacto da notícia de que
autoridades brasileiras teriam uma empresa e uma conta bancária no Caribe.
Condenado nos Estados Unidos por lavagem de dinheiro para o
narcotráfico, ele revelou que os autores venderam o dossiê por US$ 4 milhões a um grupo
de empresários brasileiros.
Segundo ele, quem comandou esta operação foi Luiz Claudio Ferraz
Silva, braço direito do ex-presidente Fernando Collor nos EUA. "Ele obteve uma
certidão legítima de uma empresa nas Bahamas e usou este papel como matriz para o pacote
com material falso", conta.
O empresário diz não ter participado da fabricação da papelada e
revela que brasileiros ganharam cerca de US$ 200 milhões com a instabilidade no mercado
financeiro causada pela divulgação dos papéis falsos. (pág. 1, 10 11 e 12)
- A Receita Federal começou semana passada a intimar 6.600
contribuintes suspeitos de sonegação fiscal, descoberta graças ao primeiro cruzamento
de dados da CPMF e do Imposto de Renda. São 4.400 pessoas físicas e 2.200 empresas que,
em 1998, deixaram de declarar R$ 160 bilhões, pouco menos do que o total de tributos
pagos pelos brasileiros em 200: R$ 166 bilhões. Se as explicações dos contribuintes
não convencerem o Fisco, eles poderão ter o sigilo bancário quebrado. (pág. 1 e 33)
- O Governo pode usar as ações de Furnas para pagar aos trabalhadores
parte da correção do FGTS. Com estes papéis, a União quitaria até 15% da sua dívida
de R$ 40 bilhões com o Fundo.
A proposta foi discutida sexta-feira num telefonema que Fernando
Henrique deu para o presidente da Força Sindical. (pág. 1, 24 e 25)
- Sem dinheiro e com um corpo técnico pequeno, embora competente, o
País pode se sair mal nos 18 contenciosos que sustenta na Organização Mundial do
Comércio (OMC).
O orçamento da Secretaria de Estado dos EUA - país contra o qual o
Brasil mantém uma disputa sobre a Lei de Patentes - equivale a 40 vezes o que é
destinado ao Itamaraty. (pág. 2 e 38)
EDITORIAL
"Mais um museu" - Além de constituir em si um dos grandes
pólos turísticos do mundo, o Rio de Janeiro é também uma porta de entrada, a
tradicional primeira escala dos turistas no Brasil.
Se for instalada aqui uma filial do Museu Guggenheim, a cidade será a
primeira beneficiada, mas todo o País ganharia com o aumento do número de visitantes.
(...) (pág. 6)
COLUNAS
(Panorama Político - Tereza Cruvinel) - O presidente Fernando Henrique
voltou a pensar no ministro Pedro Malan como sucessor. Hoje mesmo, no Rio, deve dar um
sinal disso ao se fazer acompanhar do ministro numa grande reunião empresarial no
Palácio da Cidade.
Os tucanos estão angustiados, não exatamente por isso, e sim pelo
temor de chegarem a 2002 com um bom cenário econômico, mas sem um candidato competitivo.
(...) (pág. 2)
(Ricardo Boechat) - O cardeal-arcebispo dom Eugenio Sales celebrará
terça-feira, na Igreja da Candelária, a missa de sétimo dia da população do Rio pela
alma do governador Mário Covas.
Dez partidos políticos e 13 entidades, coordenadas pelo Instituto
Teotônio Vilela, convidam para a cerimônia. (pág. 24)
CORREIO BRAZILIENSE
- A crise vai esfriar
- A metralhadora do senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA)
continuará atirando, mas apontada principalmente para o presidente do Senado, Jader
Barbalho (PMDB-PA) e para o ministro dos Transportes, Eliseu Padilha.
Passará longe do Palácio do Planalto. O presidente Fernando Henrique
não pretende alimentar essa guerra. Sua preocupação é evitar que as denúncias
trombeteadas por ACM não se transformem em munição para a oposição. (pág. 1, 23 e
24)
- Começa amanhã na Organização Mundial do Comércio (OMC), em
Genebra, na Suíça, mais um lance da luta entre o Brasil e o Canadá.
O Itamaraty quer punição para o governo canadense pelo uso de conta
secreta para ajudar a Bombardier na briga contra a Embraer pelo mercado de jatos
regionais. (pág. 1 e 20)
- Candidatos socialistas devem conquistar três prefeituras de grandes
cidades francesas, indicam as pesquisas. Em Paris, Bertrand Delanoe, homossexual assumido,
pode acabar com 24 anos de domínio conservador. (pág. 18)
ZERO HORA
- Rastreamento bancário coordenado pela
Polícia Federal revela que a quadrilha do traficante gaúcho Nei Machado - estruturada da
Colômbia ao Rio Grande do sul - faturava pelo menos R$ 4 milhões mensais.
O dinheiro foi investido na compra de 27 veículos, na contratação de
pelo menos cinco aviões e na compra de dezenas de imóveis.
Nei foi preso na Colômbia no dia 22 de fevereiro, numa operação do
Exército que resultou na apreensão de 700 fuzis e na desativação de um laboratório de
cocaína.
O armamento se destinava às Forças Armadas Revolucionária da
Colômbia (Farc), guerrilha esquerdista que domina a área onde o gaúcho foi preso,
próxima ao Brasil. (pág. 40 e 42)
- O Governo brasileiro começa nesta segunda-feira, em Assunção, nova
rodada de conversações para tentar barrar a disposição dos Estados Unidos de antecipar
a implantação da Área de Livre Comércio das Américas (Alca).
O ministro das Relações Exteriores, Celso Lafer, aproveitará a
reunião extraordinária de vice-ministros de Comércio, que ocorrerá até terça-feira
na capital paraguaia, para reforçar o pedido para que Argentina, Uruguai e Paraguai
apoiem a posição brasileira de não encerrar as negociações antes de 2005. (pág. 20)
MANCHETES
ZERO HORA (RS)
- Bando de gaúcho preso na Colômbia agia como multinacional do crime
REVISTAS
VEJA
TÍTULO DE CAPA
- Ética e política
* Por que Covas se tornou um símbolo do que o País quer dos
políticos
* Jader está cada vez mais enrolado
* As conexões de Ricardo Sérgio no tucanato
* Como a corrupção empobrece os países
"Vamos sobreviver" - O presidente do BC admite que a crise
política pode afetar a economia, mas afirma que o Brasil está preparado para os ventos
ruins. (Pág. 11 a 15)
A força do contraste - Pelo contraponto de sua vida com as histórias
de corrupção que dominam o Brasil. Mário Covas se tornou um símbolo do que o País
quer de seus políticos. (pág. 36 a 41)
Está tudo debaixo do tapete - Dos dois processos sobre o desfalque de
Jader no Banpará, um desapareceu e o outro está na gaveta do BC há quase nove anos.
(pág. 42 e 43)
Na alma e no bolso tucano - Ricardo Sérgio conseguia dinheiro para
empresários na Previ e para políticos com os empresários. (pág. 44 a 47)
O custo econômico da corrupção - Mais cruel que o imposto
inflacionário, a roubalheira de dinheiro público atrasa e empobrece os países. (pág.
43 a 53)
ISTOÉ
TÍTULOS DE
CAPA
- Malhação cerebral - O que fazer para melhorar o funcionamento do
cérebro. Exercitar a mente garante uma boa memória. a importância da alimentação e da
ginástica. Lista de atividades indicadas para a saúde dos neurônios.
- Crise - Senado investiga denúncias das fitas
É hora de agir - Comprovada a autenticidade da fita de
"IstoÉ", que confirma as declarações de ACM, cabe ao Congresso investigar o
senador e apurar as pistas dadas por ele aos procuradores. (pág. 24 a 30)
Missão cumprida - Depois de uma longa agonia, Mário Covas é
enterrado como herói. Geraldo Alckmin herda um estado saneado e com R$ 7 bilhões para
investir este ano. (pág. 32 a 39)
Comendo poeira - apesar de produzir mais descobertas, o País lucra
pouco e ainda importa a tecnologia que consome. (pág. 64 e 65)
Cérebro sarado - Exercícios simples, como ler, dançar, desenhar e
jogar xadrez, estimulam a atividade dos neurônios, melhoram a memória, as habilidades e
o raciocínio. (pág. 76 a 83)
DINHEIRO
TÍTULOS DE
CAPA
- Este senhor comprou uma grande briga - Pinheiro Neto, presidente da
Anfavea, questiona se vale a pena ter carro popular no Brasil e desperta a ira das
montadoras, em meio a recorde histórico de vendas.
- Pacote - O que há de bom no projeto do Governo
- Campo - O MST nas terras do rei da soja
- Exclusivo - O novo negócio digital de Jorge Paulo Lemann
"Sou fanático pelo Brasil" - António Guterres - Temeroso
diante da hegemonia dos EUA na América do Sul, primeiro-ministro socialista de Portugal
se auto-proclama "porta-voz brasileiro da União Européia" e defende mais
investimentos lusitanos no País. (pág. 16 a 18)
A lição de economia de Mário Covas - Ele assumiu São Paulo com
déficit de R$ 3,5 bilhões e deixa em caixa R$ 7 bilhões. (pág. 24 a 27)
No fundo, só reformas - O pacote apresentado por FHC na semana passada
tem três peças relevantes: a nova Lei das S/As, a nova Lei de Falências e a
regulamentação do sistema financeiro. Elas são capazes de mudar a economia brasileira.
O resto é um desfile de planos de obras para rechear estatísticas de final de governo.
Como as obras dependem de dinheiro privado, nem devem sair do papel. (pág. 28 a 30)
DAC - Grossi comanda a guinada - Brigadeiro defende maior presença de
capital estrangeiro nas empresas aéreas. (pág. 32)
A queda da Itamaraty - Aquela que já foi a maior e uma das mais
luxuosas fazendas do País vai passar para as mãos de trabalhadores sem terra do MST.
(pág. 35)
Racha nas montadoras - Presidente da Anfavea provoca briga histórica
na indústria automobilística ao propor imposto único para os carros. (pág. 56 a 58)
Fábrica de Banqueiros - CEF transforma 14 mil lojistas, padeiros e
lotéricos em financistas. (pág. 72 a 74)
ÉPOCA
TÍTULO DE CAPA
- A história secreta do leilão da Telemar - Quem enriqueceu com a
privatização da telefonia em 16 estados.
Negócio suspeito - Ex-diretor do Banco do Brasil, acusado de receber
propinas, contou a procuradores como manipulou a privatização da Telemar. (pág. 34 a
38)
O lamaçal avança - Desfalque no Banpará deixa Jader acuado e envolve
em grampo servidor do BC suspeito de vazar informações. (pág. 39 a 42)
O legado de um lutador - Mário Covas fará falta ao Brasil
politicamente atolado num pântano de dossiês e insultos. (pág. 44 a 46)
Poupança dos sonhos - Como acompanhar o saldo do FGTS e informar-se
sobre as situações em que ele pode ser bem utilizado. (pág. 78 a 82)

ATENÇÃO
O Boletim de Acompanhamento Macroeconômico
da Secretaria de Política Econômica, que traz avaliação mensal da conjuntura
econômica brasileira (análise e tendência de preços, salários, juros, balança
comercial, contas externas, etc), está disponível via FTP através do endereço na
INTERNET www.fazenda.gov.br, na área
específica de "Publicações". Outras informações atualizadas, inclusive
sobre os resultados do Plano Real, podem ser também obtidas, em português e em inglês,
na página eletrônica do Ministério da Fazenda.
Consulte a homepage da Secretaria de
Comunicação Social da Presidência da República.
O endereço na Internet é www.brasil.gov.br
O telefone para solicitação de
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Social é: secom@planalto.gov.br |
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