11/03/2001

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JORNAL DO BRASIL

- Gravação de conversa com ACM divide Procuradoria da República

- Procuradores de todo o País protagonizaram um debate por correio eletrônico sobre a conduta do procurador Luiz Francisco ao gravar e divulgar a conversa com o senador Antonio Carlos Magalhães.

"'Foi para o sacrifício em prol da instituição e dos colegas", aplaude Sérgio Medeiros. "Não temos que produzir (...) fatos jornalísticos", rebate Cláudio Fonteles. "A divulgação da conversa não atingiu nenhum objetivo razoável"', acrescenta Carlos Fernando S. Lima. "Parece que ter e viver convicções não está em voga", observa Ana Lúcia Amaral.

A conversa gravada põe na berlinda o procurador-geral, Geraldo Brindeiro. ACM o chama de "'covarde", Luiz Francisco diz que ele "não tem liderança nenhuma" e Eliana Torelly afirma que "ele desagrada a todo mundo"". (pág. 1 e 3)

- O presidente do Instituto de Pesquisa Vox Populi, Marcos Coimbra, prevê que a sucessão de Fernando Henrique será difícil para o Governo. De cada três eleitores, dois querem votar na oposição. Com isso, Lula dificilmente deixará de estar no 2º turno.

Para Coimbra, só um embate com outro candidato de oposição, como Itamar e Ciro, poderá tirar a ascensão de Lula. Sobre a briga Jader x ACM diz que, para a opinião pública, isso não faz diferença, pois a imagem dos políticos já é muito negativa. (pág. 1 e 12)

- O investimento de US$ 3,7 bilhões em exploração, produção e refino da Petrobras, este ano, fará a produção de petróleo crescer 5% e o PIB aumentar em 0,4%, além de criar 137.435 postos de trabalho. É a conclusão do estudo encomendado pela Organização Nacional da Indústria do Petróleo ao Instituto de Economia da UFRJ.

Pelo levantamento, para cada dólar investido em petróleo no País, US$ 1,26 é gerado na economia. O relatório indica que a atividade petrolífera movimenta outros 42 setores da economia. Macaé, no Norte Fluminense - base operacional da Bacia de Campos -, já vem recebendo os benefícios do efeito multiplicador do petróleo.

Supermercados, restaurantes, hotéis e shoppings estão sendo abertos na cidade, na esteira da exploração e produção de óleo. (pág. 1 e cad. Economia, pág. 1 e 2)

- O ex-prefeito Luiz Paulo Conde (PFL) volta hoje ao Rio com algumas pendências em sua agenda política. Derrotado por pequena diferença - 66 mil votos - em sua campanha à reeleição, Conde é visto pela direção do PFL no Rio como um nome potencialmente forte a ser explorado no cenário nacional ou local.

Pefelistas do estado ainda vêem chances de elevar o ex-prefeito ao status de ministro, pleiteando para ele uma pasta voltada para o desenvolvimento urbano, embora negociações nesse sentido se arrastem há mais de dois meses.

Mas os planos do PFL para Conde não param por aí: o ex-prefeito está sendo cogitado como o candidato a governador do Rio na eleição de 2002. (...) (pág. 2)

- (Belo Horizonte) - Dados do Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi) mostram que o Ministério da Saúde só executou 28,4% das verbas de investimentos previstas no ano passado para o Programa de Prevenção e Pontrole da Dengue, que tem como objetivo reduzir a incidência da doença e impedir a reurbanização da febre amarela - também transmitida pelo vetor da dengue, o Aedes aegypiti.

Em 1999, somente 58,2% das verbas do mesmo programa foram aplicadas. Uma epidemia de febre amarela ameaça Minas Gerais, cuja região centro-oeste já contabiliza 14 mortes. (...) (pág. 6)

EDITORIAL

"Acertando o Passo" - É quase uma tradição. Os presidentes dos Estados Unidos costumam se referir ao Brasil de forma elogiosa e amiga. Foi assim no passado com Roosevelt e Eisenhower, e mais recentemente com Bush e Clinton.

O último, por sinal, tornou-se íntimo do presidente Fernando Henrique Cardoso, a ponto de hospedá-lo na residência oficial de Camp David, em Maryland. A amizade incluía troca freqüentes de telefonemas para tratar de crises internacionais ou de temas que afetassem as relações dos dois países.

(...)

Nada justifica que os EUA mantenham barreiras alfandegárias a mercadorias brasileiroa como o aço, a soja e o suco de laranja. (...) (pág. 8)

COLUNAS

(Coisas da Política - Dora Kramer) - Vamos ao fato para contraditar a versão segundo a qual turbulências políticas atrapalham o bom desempenho da economia: a política não atrapalha a democracia, nunca é perigosa, a ausência dela é que é.

Por isso mesmo é que a tese, difundida aqui e ali, e agora defendida pelos aliados de Fernando Henrique, de que o desacerto da base governista põe em risco a boa fase econômica por que passa o País, serve à perfeição como argumento de defesa do autoritarismo, mas não corresponde à realidade de sociedades civilizadas.

Antes, soa a falta de intimidade com o exercício do contraditório. Isso no caso dos bem-intencionados. Nos outros, recende a nostalgia tecnocrática ou pior, o desconforto diante do inexorável, que é a inevitabilidade do aperfeiçoamento das instituições, procedimentos e critérios, nos países candidatos a uma vaga no futuro.

Pode-se argumentar que o Brasil ainda não tem uma democracia tão perfeita que consiga suportar as turbulências políticas que sustentam incólumes, por exemplo, os americanos. Mas, convenhamos não é pela negativa de nossa capacidade em exercitar essa convivência que chegaremos lá. (...) (pág. 2)

(Informe JB - Paulo Fona) - O presidente Fernando Henrique Cardoso receberá no próximo mês um visitante internacional de peso: o presidente da China, Jiang Zemin.

Às vésperas de ingressar na Organização Mundial do Comércio, os chineses já articulam uma aliança dos maiores países subdesenvolvidos para mudar as draconianas regras do comércio internacional.

Na mira, Brasil, Índia e África do Sul. (pág. 6)

FOLHA DE SÃO PAULO

- Crise nos EUA abala exportadores

- O desaquecimento da economia dos EUA, já afeta, no Brasil, as exportações dos setores de siderurgia, calçados e autopeças, relata Fátima Fernandes.

As siderúrgicas dizem que os preços de produtos vendidos pelo Brasil nos EUA caíram até 15%, mas que os clientes ainda não reduziram seus pedidos.

As encomendas norte-americanas caíram 25% para empresas calçadistas. Do total de exportações desse setor, os EUA representam quase 70%.

"Está mais difícil fechar negócios com os americanos", afirma Carlos Alberto Brigagão, diretor da Sândalo, que faz calçados em Franca (SP).

Fábricas de autopeças estimam vender em 2001 nos EUA até 40% menos do que em 2000, devido a possível corte na produção das montadoras.

Os segmentos siderúrgicos e calçadista esperam, por outro lado, melhora no segundo semestre, apostando em recuperação dos EUA. (pág. 1 e B1)

- O indiano Yusuf Hamied, presidente da Cipla, fabricante de genéricos da Índia, disse em entrevista a Marcio Aith que, se o governo brasileiro reconheceu a patente do Efavirenz, remédio anti-Aids, cometeu "erro técnico ou de estratégia",

A Índia rejeita a patente do Efavirenz, porque argumenta que ele foi "inventado" em 1992, três anos antes de entrar em vigor acordo internacional de propriedade intelectual. O Brasil aceitou a patente do remédio em 1999. (pág. 1 e B3)

- O ex-diretor do Banco do Brasil Ricardo Sérgio de Oliveira guarda segredos sobre temas como fundos de campanha e relação entre governo e empresas.

Ele arrecadou dinheiro para campanhas do PSDB, como a do ministro José Serra para o Senado.

Acusado de levar propina para ajudar empresas na venda da Telebrás, ele nega.

Em 98, disse ao Ministério Público ter feito consórcio para o leilão e gerado "muitos negócios" para a Previ, o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil. (pág. 1, A12 e A13)

- Geraldo Alckmin substitui Mário Covas em São Paulo com crítica ao seu PSDB, que deve "amassar mais barro", ficar "mais perto da população".

* "Folha" - O Sr. Assume no lugar de quem se tornou unanimidade nacional. Isso não o assusta?

Geraldo Alckmin - Perdemos o líder, mas não o rumo, porque os valores permanecem os do governo Covas. (pág. 1 e A11)

- O presidente do Chile, Ricardo Lagos, acredita que os atos cometidos pela repressão após o golpe de 73 tenham de ser conhecidos por toda a sociedade.

* "Folha" - Como fica a questão dos desaparecidos políticos?

Ricardo Lagos - Em que países se soube que fulano morreu depois de lhe tirarem os olhos? É a partir de olhar a verdade que faremos o futuro. (pág. 1 e A19)

EDITORIAL

"Depois da "Crise" - Parece consolidada a mais recente transição na aliança de partidos que sustenta o presidente Fernando Henrique Cardoso. O que para alguns analistas foi uma crise demonstrou-se apenas movimentação de superfície.

Crise política no âmbito governista ocorreria, por exemplo, se uma das legendas da base aliada decidisse bandear-se para as hostes oposicionistas. Com a previsível decisão do PFL de manter-se situacionista, tomada na semana que passou, essa hipótese foi sepultada. (...) (pág. A-2)

COLUNA

(Painel) - A crise no Congresso fez com que aliados de FHC procurassem insistentemente, nos últimos dias, grandes empresários pedindo apoio para impedir a abertura de CPI. As ligações tentam disseminar uma sensação de risco: as investigações, dizem, paralisariam o País.

* Os empresários estão sendo instados a persuadir parlamentares sobre a inconveniência de CPIs. Declarações públicas sobre os riscos para a economia também ajudariam. As investigações, argumentam aliados de FHC, têm de ser feitas, mas pelos "órgãos públicos competentes". (pág. A-4)

O ESTADO DE SÃO PAULO

- O grande trunfo de Alckmin: as obras de Covas

- Até o próximo ano, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) tem uma grande agenda de inaugurações, o melhor legado que Mário Covas deixou para ele. Em outubro, Alckmin entregará o trecho oeste do Rodoanel, de 32 km, no valor de R$ 800 milhões, a maior obra pública em execução no País.

Será duplicada a Rodovia dos Imigrantes e feito o prolongamento da rodovia dos Bandeirantes até Cordeirópolis. Para abril está marcada a entrega da Marginal Oeste da Castelo Branco.

Há ainda na lista escolas, conjuntos habitacionais e piscinões contra enchentes. No total, serão investidos R$ 3,8 bilhões com verbas estaduais, federais e internacionais nas grandes obras.

Essas inaugurações, na opinião da cientista política da USP Maria Hermínia Tavares de Almeida, dão uma boa vantagem a Alckmin numa eventual candidatura ao governo do estado em 2002. Mas, para o professor Gaudêncio Torquato, da USP, é fundamental investir em segurança pública. (pág. 1 e A4)

- Será destinada ao interior metade dos investimentos privados divulgados em 2000 para os próximos anos no estado de São Paulo. De acordo com pesquisa da consultoria Simonsen Associados, Campinas receberá 14% dessa verba, o mesmo que vão receber juntas as cidades de Santo André, São Bernardo e São Caetano.

A segunda região com mais recursos é o Vale do Paraíba. Os setores de serviços, tecnologia em telecomunicações e construção de hipermercados e shoppings são os destaques. (...) (pág. 1, B1 e B3)

- Não existe mais uma lista de espera para adquirir Porsche Boxsters na Carlsen Motors em Palo Alto. Alguns novos milionários não conseguem mais honrar o pagamento de suas moradias. E, pela primeira vez em anos, o dinheiro vivo investido em novas firmas do Vale do Silício, teve diminuição drástica.

O efeito dominó da falência de empresas de Internet já desencadeou a maior desintegração do mercado Nasdaq da história. (pág. 1 e B5)

- Com o apoio de apenas 6% dos japoneses e sob pressão dos próprios colegas do Partido Liberal Democrático (PLD), Yoshiro Mori, primeiro-ministro do Japão, anunciou ontem que vai renunciar, possivelmente no início de abril. (pág. 1 e A19)

- A comunidade científica recebeu com repúdio o anúncio feito em Roma por um grupo de médicos que pretende clonar um ser humano nos próximos dois anos. Para muitos cientistas, a probabilidade de ocorrer um desastre é enorme. (pág. 1 e A14)

- O presidenciável do PPS e ex-ministro da Fazenda Ciro Gomes rebateu o que classifica de "intrigas" contra ele e o governador do Ceará, Tasso Jereissati (PSDB), negando em entrevista ao Estado que haja acordo para que Tasso apóie sua candidatura em 2002.

Para ele, o boato foi tentativa do ministro da Saúde, José Serra, pré-candidato à sucessão do presidente FHC, de queimar Tasso no próprio PSDB. Ciro também acredita que a morte do governador Mário Covas terá extensão muito maior na sucessão presidencial do que se imaginava.

Segundo sua avaliação, Tasso ficará desestimulado a entrar na disputa pela sucessão sem Covas, seu principal cabo eleitoral. O ex-ministro também propõe a criação de uma CPI para apurar denúncias de irregularidades no Governo. (pág. 1 e A12)

EDITORIAL

"Travessia incompleta" - A CPMF, tributo em cascata, é socialmente injusta e economicamente nociva. Defensor de um mau imposto, o presidente Fernando Henrique Cardoso se mostrou nada propenso a tentar uma reforma tributária completa e bem estruturada. (pág. 1 e A3)

COLUNA

(Coluna do Estadão - Ariosto Teixeira) - O risco de desestabilização do quadro político ainda não se dissipou. É o que pensam dez entre dez políticos. As duas próximas semanas serão decisivas para uma definição. a superação da crise de relacionamento do Governo com o PFL criou condições técnicas para a melhora do ambiente.

Mas não suprimiu as hipóteses de desestabilização provocadas por ações individuais, como as patrocinadas pelo senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), que dispara suspeitas morais a fim de enfraquecer o presidente Fernando Henrique Cardoso e antecipar a corrida presidencial de 2002. A intervenção de Ciro Gomes chamando o Presidente de "ser desprezível" também assim foi entendida. (...) (pág. A6)

O GLOBO

- Suspeito conta como dossiê Cayman foi falsificado

- O empresário brasileiro Oscar de Barros, suspeito de ter sido o mentor do dossiê Cayman, conta pela primeira vez, como um grupo de brasileiros falsificou os documentos.

O objetivo era o de impedir a reeleição do presidente Fernando Henrique e lucrar no mercado financeiro, apostando no impacto da notícia de que autoridades brasileiras teriam uma empresa e uma conta bancária no Caribe.

Condenado nos Estados Unidos por lavagem de dinheiro para o narcotráfico, ele revelou que os autores venderam o dossiê por US$ 4 milhões a um grupo de empresários brasileiros.

Segundo ele, quem comandou esta operação foi Luiz Claudio Ferraz Silva, braço direito do ex-presidente Fernando Collor nos EUA. "Ele obteve uma certidão legítima de uma empresa nas Bahamas e usou este papel como matriz para o pacote com material falso", conta.

O empresário diz não ter participado da fabricação da papelada e revela que brasileiros ganharam cerca de US$ 200 milhões com a instabilidade no mercado financeiro causada pela divulgação dos papéis falsos. (pág. 1, 10 11 e 12)

- A Receita Federal começou semana passada a intimar 6.600 contribuintes suspeitos de sonegação fiscal, descoberta graças ao primeiro cruzamento de dados da CPMF e do Imposto de Renda. São 4.400 pessoas físicas e 2.200 empresas que, em 1998, deixaram de declarar R$ 160 bilhões, pouco menos do que o total de tributos pagos pelos brasileiros em 200: R$ 166 bilhões. Se as explicações dos contribuintes não convencerem o Fisco, eles poderão ter o sigilo bancário quebrado. (pág. 1 e 33)

- O Governo pode usar as ações de Furnas para pagar aos trabalhadores parte da correção do FGTS. Com estes papéis, a União quitaria até 15% da sua dívida de R$ 40 bilhões com o Fundo.

A proposta foi discutida sexta-feira num telefonema que Fernando Henrique deu para o presidente da Força Sindical. (pág. 1, 24 e 25)

- Sem dinheiro e com um corpo técnico pequeno, embora competente, o País pode se sair mal nos 18 contenciosos que sustenta na Organização Mundial do Comércio (OMC).

O orçamento da Secretaria de Estado dos EUA - país contra o qual o Brasil mantém uma disputa sobre a Lei de Patentes - equivale a 40 vezes o que é destinado ao Itamaraty. (pág. 2 e 38)

EDITORIAL

"Mais um museu" - Além de constituir em si um dos grandes pólos turísticos do mundo, o Rio de Janeiro é também uma porta de entrada, a tradicional primeira escala dos turistas no Brasil.

Se for instalada aqui uma filial do Museu Guggenheim, a cidade será a primeira beneficiada, mas todo o País ganharia com o aumento do número de visitantes. (...) (pág. 6)

COLUNAS

(Panorama Político - Tereza Cruvinel) - O presidente Fernando Henrique voltou a pensar no ministro Pedro Malan como sucessor. Hoje mesmo, no Rio, deve dar um sinal disso ao se fazer acompanhar do ministro numa grande reunião empresarial no Palácio da Cidade.

Os tucanos estão angustiados, não exatamente por isso, e sim pelo temor de chegarem a 2002 com um bom cenário econômico, mas sem um candidato competitivo. (...) (pág. 2)

(Ricardo Boechat) - O cardeal-arcebispo dom Eugenio Sales celebrará terça-feira, na Igreja da Candelária, a missa de sétimo dia da população do Rio pela alma do governador Mário Covas.

Dez partidos políticos e 13 entidades, coordenadas pelo Instituto Teotônio Vilela, convidam para a cerimônia. (pág. 24)

CORREIO BRAZILIENSE

- A crise vai esfriar

- A metralhadora do senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) continuará atirando, mas apontada principalmente para o presidente do Senado, Jader Barbalho (PMDB-PA) e para o ministro dos Transportes, Eliseu Padilha.

Passará longe do Palácio do Planalto. O presidente Fernando Henrique não pretende alimentar essa guerra. Sua preocupação é evitar que as denúncias trombeteadas por ACM não se transformem em munição para a oposição. (pág. 1, 23 e 24)

- Começa amanhã na Organização Mundial do Comércio (OMC), em Genebra, na Suíça, mais um lance da luta entre o Brasil e o Canadá.

O Itamaraty quer punição para o governo canadense pelo uso de conta secreta para ajudar a Bombardier na briga contra a Embraer pelo mercado de jatos regionais. (pág. 1 e 20)

- Candidatos socialistas devem conquistar três prefeituras de grandes cidades francesas, indicam as pesquisas. Em Paris, Bertrand Delanoe, homossexual assumido, pode acabar com 24 anos de domínio conservador. (pág. 18)

ZERO HORA

- Rastreamento bancário coordenado pela Polícia Federal revela que a quadrilha do traficante gaúcho Nei Machado - estruturada da Colômbia ao Rio Grande do sul - faturava pelo menos R$ 4 milhões mensais.

O dinheiro foi investido na compra de 27 veículos, na contratação de pelo menos cinco aviões e na compra de dezenas de imóveis.

Nei foi preso na Colômbia no dia 22 de fevereiro, numa operação do Exército que resultou na apreensão de 700 fuzis e na desativação de um laboratório de cocaína.

O armamento se destinava às Forças Armadas Revolucionária da Colômbia (Farc), guerrilha esquerdista que domina a área onde o gaúcho foi preso, próxima ao Brasil. (pág. 40 e 42)

- O Governo brasileiro começa nesta segunda-feira, em Assunção, nova rodada de conversações para tentar barrar a disposição dos Estados Unidos de antecipar a implantação da Área de Livre Comércio das Américas (Alca).

O ministro das Relações Exteriores, Celso Lafer, aproveitará a reunião extraordinária de vice-ministros de Comércio, que ocorrerá até terça-feira na capital paraguaia, para reforçar o pedido para que Argentina, Uruguai e Paraguai apoiem a posição brasileira de não encerrar as negociações antes de 2005. (pág. 20)

MANCHETES

ZERO HORA (RS)

- Bando de gaúcho preso na Colômbia agia como multinacional do crime

REVISTAS

VEJA

TÍTULO DE CAPA

- Ética e política

* Por que Covas se tornou um símbolo do que o País quer dos políticos

* Jader está cada vez mais enrolado

* As conexões de Ricardo Sérgio no tucanato

* Como a corrupção empobrece os países

"Vamos sobreviver" - O presidente do BC admite que a crise política pode afetar a economia, mas afirma que o Brasil está preparado para os ventos ruins. (Pág. 11 a 15)

A força do contraste - Pelo contraponto de sua vida com as histórias de corrupção que dominam o Brasil. Mário Covas se tornou um símbolo do que o País quer de seus políticos. (pág. 36 a 41)

Está tudo debaixo do tapete - Dos dois processos sobre o desfalque de Jader no Banpará, um desapareceu e o outro está na gaveta do BC há quase nove anos. (pág. 42 e 43)

Na alma e no bolso tucano - Ricardo Sérgio conseguia dinheiro para empresários na Previ e para políticos com os empresários. (pág. 44 a 47)

O custo econômico da corrupção - Mais cruel que o imposto inflacionário, a roubalheira de dinheiro público atrasa e empobrece os países. (pág. 43 a 53)

ISTOÉ

TÍTULOS DE CAPA

- Malhação cerebral - O que fazer para melhorar o funcionamento do cérebro. Exercitar a mente garante uma boa memória. a importância da alimentação e da ginástica. Lista de atividades indicadas para a saúde dos neurônios.

- Crise - Senado investiga denúncias das fitas

É hora de agir - Comprovada a autenticidade da fita de "IstoÉ", que confirma as declarações de ACM, cabe ao Congresso investigar o senador e apurar as pistas dadas por ele aos procuradores. (pág. 24 a 30)

Missão cumprida - Depois de uma longa agonia, Mário Covas é enterrado como herói. Geraldo Alckmin herda um estado saneado e com R$ 7 bilhões para investir este ano. (pág. 32 a 39)

Comendo poeira - apesar de produzir mais descobertas, o País lucra pouco e ainda importa a tecnologia que consome. (pág. 64 e 65)

Cérebro sarado - Exercícios simples, como ler, dançar, desenhar e jogar xadrez, estimulam a atividade dos neurônios, melhoram a memória, as habilidades e o raciocínio. (pág. 76 a 83)

DINHEIRO

TÍTULOS DE CAPA

- Este senhor comprou uma grande briga - Pinheiro Neto, presidente da Anfavea, questiona se vale a pena ter carro popular no Brasil e desperta a ira das montadoras, em meio a recorde histórico de vendas.

- Pacote - O que há de bom no projeto do Governo

- Campo - O MST nas terras do rei da soja

- Exclusivo - O novo negócio digital de Jorge Paulo Lemann

"Sou fanático pelo Brasil" - António Guterres - Temeroso diante da hegemonia dos EUA na América do Sul, primeiro-ministro socialista de Portugal se auto-proclama "porta-voz brasileiro da União Européia" e defende mais investimentos lusitanos no País. (pág. 16 a 18)

A lição de economia de Mário Covas - Ele assumiu São Paulo com déficit de R$ 3,5 bilhões e deixa em caixa R$ 7 bilhões. (pág. 24 a 27)

No fundo, só reformas - O pacote apresentado por FHC na semana passada tem três peças relevantes: a nova Lei das S/As, a nova Lei de Falências e a regulamentação do sistema financeiro. Elas são capazes de mudar a economia brasileira. O resto é um desfile de planos de obras para rechear estatísticas de final de governo. Como as obras dependem de dinheiro privado, nem devem sair do papel. (pág. 28 a 30)

DAC - Grossi comanda a guinada - Brigadeiro defende maior presença de capital estrangeiro nas empresas aéreas. (pág. 32)

A queda da Itamaraty - Aquela que já foi a maior e uma das mais luxuosas fazendas do País vai passar para as mãos de trabalhadores sem terra do MST. (pág. 35)

Racha nas montadoras - Presidente da Anfavea provoca briga histórica na indústria automobilística ao propor imposto único para os carros. (pág. 56 a 58)

Fábrica de Banqueiros - CEF transforma 14 mil lojistas, padeiros e lotéricos em financistas. (pág. 72 a 74)

ÉPOCA

TÍTULO DE CAPA

- A história secreta do leilão da Telemar - Quem enriqueceu com a privatização da telefonia em 16 estados.

Negócio suspeito - Ex-diretor do Banco do Brasil, acusado de receber propinas, contou a procuradores como manipulou a privatização da Telemar. (pág. 34 a 38)

O lamaçal avança - Desfalque no Banpará deixa Jader acuado e envolve em grampo servidor do BC suspeito de vazar informações. (pág. 39 a 42)

O legado de um lutador - Mário Covas fará falta ao Brasil politicamente atolado num pântano de dossiês e insultos. (pág. 44 a 46)

Poupança dos sonhos - Como acompanhar o saldo do FGTS e informar-se sobre as situações em que ele pode ser bem utilizado. (pág. 78 a 82)

ATENÇÃO

O Boletim de Acompanhamento Macroeconômico da Secretaria de Política Econômica, que traz avaliação mensal da conjuntura econômica brasileira (análise e tendência de preços, salários, juros, balança comercial, contas externas, etc), está disponível via FTP através do endereço na INTERNET www.fazenda.gov.br, na área específica de "Publicações". Outras informações atualizadas, inclusive sobre os resultados do Plano Real, podem ser também obtidas, em português e em inglês, na página eletrônica do Ministério da Fazenda.

Consulte a homepage da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.

O endereço na Internet é www.brasil.gov.br

O telefone para solicitação de publicações é:061-411.4892.

O email da Secretaria de Comunicação Social é: secom@planalto.gov.br