17/03/2001

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JORNAL DO BRASIL

- Pacote argentino corta gastos e racha governo

- O governo argentino baixou mais um pacote econômico, o segundo desde que Fernando de la Rúa assumiu a presidência em dezembro de 1999, para tentar conter o déficit fiscal, que já atingiu US$ 739 milhões só no primeiro bimestre do ano. As medidas provocaram a renúncia de quatro ministros, o que agravou a crise política do país.

O pacote anunciado pelo ministro da Economia, Ricardo López Murhpy, prevê redução nos gastos públicos, eliminação de isenções fiscais de US$ 1,9 bilhão e "reorganização integral do Estado", isso já este ano, além de corte adicional de gastos de US$ 1,84 bilhões para 2002.

Dentro da reorganização do Estado o novo pacote acaba com alguns cargos do funcionalismo público, que segundo López "são superposições e níveis desnecessários no plano de carreira", fecha escritórios com funções não-essenciais e elimina privilégios.

O pacote inclui ainda a privatização ou venda de ativos de firmas vinculadas à Loteria Nacional e à Casa da Moeda. (pág. 1 e 13)

- O dólar voltou a subir e foi vendido ontem a R$ 2,145, por volta das 14h. O Banco Central não interveio, e a cotação caiu, fechando a 2,129, 1,47% acima da cotação de quinta-feira. As razões apontadas para a alta eram a instabilidade na Argentina, a desaceleração da economia americana e a crise no Japão.

Havia também a desconfiança de que o Governo estaria interessado numa elevação gradativa do dólar. A R$ 1,20, segundo operadores do mercado, haveria equilíbrio na balança comercial brasileira.

A alta do dólar movimentou a Bolsa de Mercadorias e Futuros. Foram negociados mais de 310 mil contratos com juros futuros e volume de negócios chegou a US$ 13,69 bilhões. (pág. 1)

- O Superior Tribunal de Justiça (STJ) mandou soltar o senador cassado Luiz Estevão, que deixou ontem a Casa de Custódia da PF em São Paulo, depois de jantar com os companheiros de prisão, à exceção do juiz Nicolau. Estevão foi beneficiado por estar sempre à disposição da Justiça e por já ter todos os seus bens indisponíveis. (pág. 1 e 3)

- A plataforma de processamento de petróleo P-36, avariada por três explosões que mataram uma pessoa, feriram outra e deixaram uma pessoa, feriram outra e deixaram nove desaparecidas - muito possivelmente mortas -, poderá afundar até segunda-feira caso a entrada de água do mar não seja interrompida.

A P-36, que está a 120 km da costa, ao largo de Macaé, amanheceu com parte do convés principal submersa. À tarde, três engenheiros e dois mergulhadores subiram à P-36 para procurar os nove tripulantes desaparecidos e avaliar a possibilidade de injetar nitrogênio na coluna do flutuador.

O gás deveria expulsar a água, salvando a plataforma, mas a equipe desistiu, ao constatar que tanto a coluna quanto os compartimentos próximos - onde poderiam estar os técnicos desaparecidos - estão totalmente alagados. (pág. 1, 16 e 17)

- O corregedor-geral do Ministério Público Federal, Eduardo Nobre, instaurou inquérito administrativo para apurar a conduta do procurador Luiz Francisco de Souza no episódio da gravação, divulgação e destruição das fitas das conversas mantidas com o senador Antonio Carlos Magalhães.

Nobre ouviu os procuradores Guilherme Schelb e Eliana Torelly, que participaram da conversa. O inquérito será examinado pela procuradora-chefe regional, Izabel Gallotti.

Procuradores afirmam que Luiz Francisco pode ser acusado de crime funcional ou de prevaricação, por não ter comunicado a suposta confissão de crime de ACM. O senador teria dito ter a lista com os nomes dos senadores que votaram contra a cassação de Luiz Estevão. (pág. 1 e 2)

- (São Paulo) - Líder do PFL na Câmara dos Deputados, Inocêncio Oliveira, revelou ontem em São Paulo que pelo menos 30% da bancada pefelista votariam com o senador baiano, Antonio Carlos Magalhães, em favor da abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Congresso Nacional que apure as suspeitas de corrupção no Governo.

A declaração cria um certo mal-estar no partido, já que o presidente nacional da legenda, Jorge Bornhausen, reafirmou ontem em São Paulo que a posição do senador "é isolada". Os três participaram de um evento da área de educação. (pág. 2)

- Um incidente entre o presidente Fernando Henrique Cardoso e o deputado Ivan Paixão (PPS-SE), ocorrido numa sala do Hotel Parque dos Coqueiros, em Aracaju, causou constrangimento à comitiva presidencial.

Depois que Fernando Henrique participou da solenidade de assinatura de convênios com 67 municípios, incluídos no Projeto Alvorada, haveria uma reunião reservada com parlamentares. O tema era a transposição do Rio Francisco. (pág. 2)

- A Defensoria Pública Geral da União propôs ontem, durante reunião do Colégio Nacional de Defensores Gerais, a realização de um mutirão na Fundação Estadual do Bem-Estar do Menor (Febem) de São Paulo para verificar a situação processual de cada um dos 4.200 adolescentes infratores internados no estado.

Acredita-se que existam entre eles muitos menores infratores primários ou que estejam aguardando sentença judicial além do prazo legal de 45 dias. Em ambos os casos estes jovens deveriam estar na rua, mas continuam privados de liberdade por falta de assistência jurídica. (pág. 4)

- A Polícia Federal prendeu, em Manaus, o empresário Falb Saraiva de Farias, acusado de ser o maior grileiro de terras na Amazônia. Ele teria se apossado de 10 milhões de hectares da União usando registros falsos conseguidos ilicitamente em cartórios da região. (pág. 5)

COTAÇÕES

- Salário mínimo (março): R$ 151,00. Dólar comercial: R$ 2,1209 (compra), R$ 2,1217 (venda). Dólar paralelo: R$ 2,110 (compra), R$ 2,160 (venda). TR do dia 17/02 a 17/03: 0,0498. TBF do dia 15/03 a 15/04: 1,1357. (pág. 1)

EDITORIAL

"Hora e reflexão" - A Associação dos Engenheiros da Petrobras (Aepet) não perdeu tempo. Numa espécie de oportunismo mórbido, apressou-se em atribuir o acidente no campo de Roncador à política de terceirização da mão-de-obra da Petrobras. Afirma a Aepet que a tragédia pode ter sido provocada por operários sem o treinamento adequado para o exercício da função.

Com sua versão, a Aepet conseguiu o que queria: espaço nos veículos de comunicação para sua catilinária contra o fim do monopólio da Petrobras e as iniciativas que, no entender de seus dirigentes, preparam o terreno para a futura privatização da empresa. (...)

O acidente da Roncador leva a uma reflexão que não agrada aos tradicionalistas. O que tem prejudicado a Petrobras é exatamente a visão retrógrada que se bate contra a modernização da empresa. (...)

Com o fim do monopólio, o setor tornou-se competitivo e a Petrobras começou a perder quadros importantes. Aos poucos, a inteligência que acumulou ao longo dos anos vai sucumbindo diante de ofertas profissionais e salariais mais atraentes.

Ou a empresa se recicla e se adapta aos novos tempos, ou ficará no meio do caminho. A Aepet não enxerga o óbvio: A Petrobras não tem de olhar para trás, mas, sim, de andar para a frente. (pág. 8)

COLUNAS

(Coisas da Política - Dora Kramer) - O presidente da República lamentou profundamente que o acidente na plataforma da Petrobras tenha causado mortes, mas o lamento soou meramente protocolar, porque, no mesmo pronunciamento, orientou seu porta-voz a informar que o acidente nada tinha a ver com o presidente da companhia, Henri Reichstul, cuja permanência no cargo não estava minimamente comprometida.

Diante disso e de toda a série de sinistros que vem ocorrendo na operação da companhia de petróleo brasileira, surge a seguinte dúvida: se o homem que comanda a empresa não tem nada a ver com este nem com os outros acidentes, quem é que tem a ver? De quem é a responsabilidade? (...) (pág. 2)

(Informe JB - Paulo Fona) - O presidente Fernando Henrique ficou profundamente irritado com o acidente da plaforma P-36 da Petrobras. Não só pela morte dos trabalhadores, mas também pelo fato de que dias antes recebera um relato da direção da empresa de que o programa de reestruturação caminhava muito bem - inclusive a terceirização.

Foi por conta desse relato que ele, na posse do novo ministro de Minas e Energia, José Jorge, fez rasgados elogios à maior estatal brasileira. "É bom lembrar que a Petrobras tem bandeira e hino", diz o assessor direto do presidente FH. (...) (pág. 6)

FOLHA DE SÃO PAULO

- Plataforma afunda lentamente

- O presidente da Petrobras, Henri Phillipe Reichstul, afirmou que a plataforma P-36, onde ocorreram três explosões na madrugada de anteontem, está "afundando lentamente".

Segundo ele, se o processo não for revertido, a P-36, adernada na Bacia de Campos (RJ), pode ir a pique em dois ou três dias, levando ao fundo dez vítimas - a estatal avalia ser impossível haver sobreviventes.

Cinco mergulhadores atingiram a plataforma para tentar localizar os nove desaparecidos e analisar as possibilidades de recuperação da estrutura.

A hipótese de vazamento de gás é admitida pela Petrobras como a causa provável das explosões. Tensos, trabalhadores seguiram para 14 dias em plataformas na Bacia de Campos. "Não é por gosto, mas por necessidade", disse um. (pág. 1 e C1)

- Forças de segurança macedônias enfrentaram rebeldes de origem albanesa na periferia de Tetovo (noroeste do país), no terceiro dia de violência na região. Tanto o governo macedônio quanto o Ocidente afirmam que os rebeldes estão desestabilizando o equilíbrio entre as etnias existentes no local e, com isso, aumentando a tensão nos Balcãs. (pág. 1 e A13)

- Dois dias após recomendar ao PSDB o adiamento do debate sobre sua sucessão, o presidente Fernando Henrique Cardoso levou o ministro José Serra (Saúde) para acompanhá-lo na assinatura dos primeiros convênios do Projeto Alvorada, em Aracaju e Recife.

Maior plano de ação social do Governo, o Alvorada prevê investimentos de R$ 13,2 bilhões. Em discurso, FHC citou quatro vezes o ministro, que também discursou. (pág. 1 e A4)

- O ex-senador Luiz Estevão livrou-se da prisão preventiva por meio de liminar do ministro do Superior Tribunal de Justiça Fernando Gonçalves.

O ministro acolheu argumentos sobre a ausência de razões jurídicas para a prisão de Estevão antes da condenação. O fato de o ex-senador não ter fugido do País pesou na decisão. Em dezembro, Gonçalves negou pedido para libertar Nicolau dos Santos Neto por conta da imagem do juiz. (pág. 1 e A10)

- A Fifa anunciou uma cruzada mundial contra a emissão de passaportes falsos. O presidente da entidade, Joseph Blatter, determinou que todas as confederações nacionais de futebol tenham controle rigoroso sobre a documentação de seus atletas e que punam severamente todos os envolvidos nessas operações. (pág. 1 e D2)

- O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, em decisão que anunciou como inédita no País, concedeu a um homossexual o direito de ser meeiro - cônjuge que, segundo o direito de família, tem direito a 50% do espólio após a morte do companheiro. Na decisão do tribunal, a filha do morto ficou com a outra parte. (pág. 1 e C5)

- O governo argentino anunciou novo pacote para tentar recuperar a economia do país, com cortes de US$ 1,962 bilhão nos gastos públicos neste ano e US$ 3,5 bilhões até 2003.

Em discurso em rede de rádio e TV, o presidente Fernando de la Rúa disse que "a situação do país é crítica" e pediu apoio da sociedade ao pacote, que chamou de "muito duro".

No Brasil, a forte valorização do dólar - que ontem registrou alta de 1,53% e fechou a R$ 2,129 - levou o Governo a cancelar o leilão de títulos públicos marcado para terça. (...) (pág. 1 e cad. Dinheiro)

EDITORIAL

"A sina da Petrobras" - Não se pode entender a seqüência de acidentes graves em que esteve envolvida a Petrobras ultimamente apenas como uma questão de má sina, de azar. Uma empresa que tem demonstrado boa capacidade de competir no setor energético regional não deve deixar em segundo plano os quesitos de segurança ambiental e trabalhista. E há bons motivos para suspeitar que a estatal o esteja fazendo. (...) (pág. A2)

COLUNA

(Painel) - Nos últimos dias, senadores receberam no Congresso cartas oferecendo serviços de espionagem política. A empresa se propõe a fazer grampos telefônicos, escuta clandestina em casas e carros e varredura de gabinetes.

* O serviço de espionagem é oferecido por uma tal Agência Nacional de Informação, de Brasília. O nome e o logotipo tentam associar a empresa ao Governo, mas a arapongagem é privada. Há a suspeita de envolvimento de agentes da Abin e da PF. (Pág. A4)

O ESTADO DE SÃO PAULO

- Pacote argentino sob o risco da rejeição política

- O terceiro pacote econômico do governo do presidente argentino, Fernando de la Rúa, nem havia sido anunciado e já enfrentava forte oposição política. A apresentação estava marcada para ontem à noite, cortando do orçamento nacional mais de US$ 2 bilhões, entre outras medidas de rigor fiscal.

Para evitar a rejeição quase certa ao pacote pelos partidos de oposição, prevê-se que De la Rúa aplicará grande parte das medidas por meio de decretos. Na semana que vem, ele se reunirá com os governadores do Partido Justicialista, da oposição, para pedir apoio.

A sobrevivência da própria coalizão de governo, dividida pela prévia do pacote, será definida nos próximos dias. Outro problema é que, segundo integrantes da equipe do ministro da Economia, López Murphy, os recursos recentemente fornecidos pelo FMI já estariam perto do fim.

As incertezas em relação ao pacote continuaram ontem a pressionar o câmbio no Brasil, levando o dólar a fechar em R$ 2,131, em alta de 1,57%. No ano, a valorização acumulada é de 9,23%. (pág. 1, B1, B3 e B4)

- O presidente Fernando Henrique Cardoso voltou a pedir, desta vez em Aracaju, mais trabalho e menos "falação". Para ele, agora "nada é mais essencial do que fazer com que cada brasileiro volte a ter esperança".

O Presidente assinou convênios para programas de saneamento incluídos no Projeto Alvorada, de combate à miséria. Serão liberados R$ 18,2 bilhões para mais de 60 cidades de Sergipe.

FHC prometeu a prefeitos e políticos que a extinção da Sudene não vai comprometer a política de incentivos do Governo. O tema será discutido pelos governadores do Nordeste, na próxima semana. (pág. 1 e A4)

- O Governo retomou ontem a negociação sobre reforma tributária, com uma reunião entre o ministro da Fazenda, Pedro Malan, e os secretários de Fazenda da Bahia, Ceará e Goiás, Rio Grande do Sul e São Paulo. O objetivo era voltar a discutir a proposta de unificação da legislação do ICMS.

Uma das principais mudanças em questão é a cobrança do imposto passar a ser feita no estado onde a mercadoria ou o serviço for vendido (destino) e não mais onde é produzido (origem). Os secretários deixaram claro que não vão aceitar a perda de autonomia dos estados para a definição das alíquotas. (pág. 1 eA7)

- Foi confirmado ontem o primeiro caso de dengue hemorrágica em Barretos. A vítima da doença é uma mulher de 24 anos, que foi internada na Santa Casa da cidade e se recuperou. A cidade já é recordista de ocorrências de dengue no estado, com 1.769 casos.

A doença chegou a São Sebastião, no litoral norte, e em Campinas o total de casos já ultrapassa 2 mil. Diagnóstico precoce e maior ingestão de líquidos são as melhores armas contra a dengue hemorrágica. A Superintendência de Controle de Endemias de São Paulo dá dicas de como evitar a disseminação do mosquito. (pág. 1 e A14)

- A plataforma P-36 da Petrobras, que tombou com três explosões em uma de suas colunas na madrugada de quinta-feira, na Bacia de Campos (RJ), está afundando lentamente.

O presidente da empresa, Henri Philippe Reichstul, admitiu que até amanhã a plataforma poderá estar submersa. Dois funcionários da Petrobras e dois mergulhadores subiram na P-36 ontem à tarde para verificar a dimensão dos estragos na sua estrutura.

Segundo a Defesa Civil do estado, não há mais esperanças de haver sobreviventes entre os nove desaparecidos, todos pertencentes à brigada de incêndio. E são mínimas as chances de sobrevivência do operador de produção que teve 98% do corpo queimado. (pág. 1 e A9 a A11)

EDITORIAL

"Os prefeitos e a Lei Fiscal" - O tempo e a energia que muitos projetos perdem, reivindicando periodicamente mudanças na Lei de Responsabilidade Fiscal, seriam mais bem aproveitados se dedicados, por exemplo, à reforma da estrutura tributária de seus municípios. (pág. 1 e A3)

COLUNA

(Coluna do Estadão - Ariosto Teixeira) - O comportamento de quase pânico do mercado nos últimos dias esteve associado às chamadas "turbulências internacionais". A incerteza sobre o futuro da economia norte-americana, somada ao impasse da Argentina, um caso complexo de irracionalidade econômica e política, precipitou os mercados no sombrio mundo do pessimismo. (...) (pág. A6)

O GLOBO

- Pacote argentino corta gastos sociais e ministros se demitem

- O ministro da Economia, López Murphy, baixou ontem à noite um novo pacote econômico - o terceiro em 15 meses de governo De la Rúa - numa tentativa de conter o déficit fiscal, retomar a confiança dos investidores e cumprir a meta com o FMI. O corte de gastos será de US$ 4,4 bilhões até 2002.

A maior parte do ajuste será adotada por decreto. Os cortes atingem as províncias, as universidades e o sistema de saúde. Será criado um teto de US$ 100 para o salário-família e as aposentadorias para quem continua trabalhando serão reduzidas.

O Governo vai adotar, a partir de 2003, um plano para cortar quase à metade o número de funcionários públicos. Contrários às medidas, renunciaram os ministros do Interior, Federico Storani (da UCR), e do Desenvolvimento Social, Marcos Makón, e o secretário-geral da Presidência, Ricardo Mitre, ambos da Frepaso.

No Brasil, o dólar subiu 1,53%, fechando a R$ 2,129. O presidente do Banco Central, Armínio Fraga, disse a Míriam Leitão que a alta do dólar é temporária e que a economia possui pilares fortes nas áreas fiscal, cambial e bancária. "Podem ter certeza de que não estou arrancando os fios de cabelo que me restam". (pág. 1, 25 e 28)

- O ex-senador Luiz Estevão deixou ontem à noite a carceragem da Polícia Federal em São Paulo, onde estava preso desde terça-feira. Antes de sair, graças à liminar concedida pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), ele fez questão de jantar a última quentinha com os outros presos.

Em seguida, partiu num Mercedez-Benz importado. O Ministério Público Federal vai recorrer da decisão do STJ. (pág. 1 e 3)

- A plataforma de petróleo P-36, a maior do mundo, está condenada a ir lentamente ao fundo do mar, segundo o presidente da Petrobras, Henri Philippe Reichstul. Apesar de a inclinação ter-se estabilizado, a P-36 continua afundando e, se nada puder ser feito, vai a pique em no máximo três dias.

Um outro acidente feriu ontem um operário na Bacia de Campos: Aílton Constantino teve traumatismo craniano ao ser atingido por um cabo de aço na plataforma de Cherne 2. (pág. 1, 10 a 15)

- O líder do PFL na Câmara, Inocêncio Oliveira, disse ontem que 30% dos deputados do partido estão a favor da criação de uma CPI para investigar denúncias de corrupção.

No Nordeste, o presidente Fernando Henrique participou de solenidades que tiveram clima eleitoral, com faixas e discursos de apoio ao ministro José Serra. (pág. 1, 5 e 8)

- A decisão do Conselho Nacional de Educação de manter aberto o curso de Direito da Faculdade de Ciências Jurídicas do Rio, que o ministro da Educação, Paulo Renato Souza, queria fechar, teve o aval do secretário de Ensino Superior do ministério, Antônio MacDowell Figueiredo. Reprovado em quatro edições do Provão, o curso ganhou o direito de funcionar por mais um ano. (pág. 2 e 9)

- A Dinamarca informou ontem que vai extraditar Marcelo Duarte Bauer, o foragido há mais tempo procurado pela Justiça brasileira. Em 87, Bauer matou a namorada, Thaís Muniz de Mendonça, em Brasília. Ele só foi encontrado em 2000, vivendo na Dinamarca.

Antes de conceder a extradição, o governo dinamarquês fez uma série de perguntas sobre o sistema penal brasileiro. (pág. 2 e 9)

- Agentes federais brasileiros e italianos prenderam no Rio e em São Paulo três italianos acusados de chefiarem duas ramificações da máfia, a Camorra, de Nápoles, e a Cosca Libri, da região de Régio-Calabria. Ontem, foi preso Giuseppe Caridi, em Maricá; no dia 13, Mauro Zuffa Oggeto, em Copacabana; e, no dia 11, Vicenzo Pompei, em São Paulo. (pág. 22)

- O presidente Fernando Henrique Cardoso comunicou ao líder do Governo na Câmara, Arnaldo Madeira (PSDB-SP), sua permanência no cargo. Fernando Henrique tomou essa atitude para pôr um ponto final nas especulações de que ele seria substituído por um pefelista.

Madeira estava saindo da missa de sétimo dia do governador Mário Covas, na terça-feira, quando recebeu uma ligação de Fernando Henrique: "Madeira, ignore o noticiário, preciso de você aí na liderança. Não há hipótese de você ser substituído", disse. (pág. 4)

- (Aracaju e Recife) - Na mesma semana em que reuniu a cúpula tucana e recomendou que se evite a antecipação da discussão da sua própria sucessão, o presidente Fernando Henrique Cardoso não conseguiu fugir do clima eleitoral em cerimônias de assinatura de convênios ontem em Aracaju e em Recife.

Faixas de agradecimento foram espalhadas pelo centro de Aracaju elogiando a atuação do ministro da Saúde, José Serra, hoje um dos candidatos mais fortes do PSDB à sucessão de Fernando Henrique. (pág. 5)

- O corregedor do Ministério Público Federal, Eduardo Dantas Nobre, abriu ontem inquérito administrativo contra o procurador Luiz Francisco de Souza. Se for constatado que Luiz Francisco destruiu provas de crimes ao inutilizar gravações de sua conversa com Antônio Carlos Magalhães, ele responderá a processo criminal. (pág. 1 e 4)

- (São Paulo) - O senador Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA) afirmou ontem que vai votar a favor de uma CPI mista no Congresso para investigar denúncias de corrupção no Governo de Fernando Henrique Cardoso.

Segundo o líder do PFL na Câmara, Inocêncio Oliveira (PE), pelo menos 30% dos deputados do partido podem seguir os passos do ex-presidente do Senado. (pág. 8)

- A implantação do parlamentarismo em 2006, defendida pelo presidente Fernando Henrique Cardoso, não tem o apoio do PFL e é considerada uma tese casuística pela oposição. Fernando Henrique propôs, em entrevista para o sistema de rádio do PSDB, que seu partido assumisse a adoção do parlamentarismo no País "pelo menos para 2006". (pág. 8)

EDITORIAL

"Dever de todos" - (...) Disciplina orçamentária e austeridade fiscal não têm coloração partidária. Trata-se de um dever de todos, que infelizmente precisa estar assegurado por lei para punir governantes irresponsáveis. Seja de que partidos forem, políticos sérios logo perceberão que a responsabilidade fiscal trabalha a favor deles. (pág. 6)

COLUNAS

"Panorama Político - Tereza Cruvinel) - "O povo está cansado de falação", disse ontem o presidente FH. Há mesmo um excesso de derivados do verbo falar na conjuntura: falações, falácias, faladores, falatórios, falastrões... Quem falar por último encerra a crise. O próprio FH está com uma falação nova. Sobre parlamentarismo. (...) (pág.2)

(Nhenhenhém - Jorge Bastos Moreno) - Brasília, agora, é um ringue só. No Congresso, ACM e Jader estão se matando. Na Esplanada dos Ministérios, José Serra e Paulo Renato não dão sossego a FH.

Aos fatos:

* Por que o senhor briga tanto com Serra?

Somos amigos há mais de 30 anos. Convivemos juntos no Chile. Passamos muitos apertos juntos. Nossa amizade não está sendo afetada pelas circunstâncias políticas.

* Circunstâncias de os dois serem candidatos a presidente?

Eu não sou candidato.

* Há divergências sobre os rumos do Governo?

Não. Temos visões muito parecidas. Tanto que estamos fazendo programas semelhantes em nossas respectivas áreas. E os dois com retorno satisfatório. É só constatar o sucesso do Governo na saúde e na educação.

* FH acha que o candidato sai da área social. Concorda?

O Presidente quer que essa discussão seja feita no ano que vem. Há candidatos bons fora desse área, como Pedro Malan e Tasso Jereissati, por exemplo. E excelentes candidatos em outros partidos da coalizão.

* Por exemplo?

Jarbas Vasconcelos (PMDB e Roseana Sarney (PFL). (pág. 3)

(Ricardo Boechat) - Há cerca de 20 dias, no vácuo da crise criada pelo senador Antônio Carlos Magalhães, Fernando Henrique Cardoso cogitou de nomear Everardo Maciel para o Ministério da Previdência

Não o fez, como se viu.

Mas fica o registro de que o secretário da Receita Federal passou a integrar o rol de ministeriáveis do presidente da República. (pág. 16)

CORREIO BRAZILIENSE

- Solto, outra vez

- O senador cassado Luiz Estevão não teve pressa para sair da cela na Casa de Custódia da Polícia Federal, no bairro de Higienópolis. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) já tinha mandado soltá-lo, mas o ex-senador continuou no porão da PF para jantar com os companheiros de cárcere, entre eles os empresários Fábio Monteiro de Barros e José Eduardo Teixeira Ferraz, que permaneceram presos. (...)

Depois de trocar a bermuda, camiseta e tênis por um terno bem cortado, Luiz Estevão ameaçou, já do lado de fora das grades: "Alguém vai pagar por isso". Não disse quem nem quanto.

Em outro processo, o ex-senador foi condenado a ressarcir aos cofres públicos cerca de R$ 3,2 mil por ter utilizado a gráfica da Câmara Legislativa para fazer propaganda política. A sentença foi da 6ª Vara da Fazenda Pública do Distrito Federal. (pág. 1 e cad. Tema do Dia, pág. 6)

- As irregularidades praticadas por funcionários do Detran são bem mais diversificadas que a venda ilegal de carteiras de motorista, como o Correio denunciou na semana passada. Está sendo investigada, entre outras, denúncia de que carros estão sendo transferidos sem pagamento dos impostos em troca de propina. (pág. 1 e 30)

- As 23 medidas de austeridade anunciadas pelo ministro da Economia provocaram um terremoto político em Buenos Aires. Em protesto, a Frepaso, um dos dois partidos da aliança governista, entregou todos os cargos que ocupa no Executivo. (pág. 1 e 22 a 24)

JORNAL DE BRASÍLIA

- Delegado confirma banda podre no DF

- Relatório de Bessa, diretor da Polícia Civil, incrimina policiais. (pág. 1 e A-3)

- Mais de 300 policiais militares e bombeiros fecharam o trânsito ontem na Esplanada, em protesto pelo não pagamento integral da gratificação de risco de vida e auxílio alimentação, além dos 28,86%. (pág. 1 e A-7)

- O governo Roriz está aprovado pelo PFL, que destacou a importância dos programas sociais para a população carente. Ontem, o partido foi confirmar o apoio ao governador, mas a conversa para uma coligação em 2002 ficou para depois. (pág. 1 e A-5)

- A invasão da polícia saudita no avião russo seqüestrado, supostamente por chechenos, causou a morte de aeromoça que foi esfaqueada e estrangulada. (pág. 1 e B-8)

ZERO HORA

- Um provável descuido no reabastecimento de um navio cargueiro fez com que 430 litros de óleo combustível vazassem no terminal de contêineres do Porto de Rio Grande, na madrugada de ontem.

Dezenas de técnicos da Petrobras instalaram bóias de contenção para evitar que a mancha negra, já espalhada pela orla do canal de acesso ao porto, seguisse para o oceano. (pág. 5)

- Falta pouco para a termelétrica a carvão Jacuí I, em Charqueadas, a sair do papel, garante o presidente da Gerasul, Manoel Arlindo Zaroni Torres. É necessário um investimento de R$ 400 milhões para a usina ficar pronta e gerar 350 megawatts (MW).

"É uma boa usina para ser feita. Viabiliza o carvão, cria empregos, não tem riscos cambial e é flexível: pode ser acionada quando as hidrelétricas estiverem com pouca água", avalia. (pág. 20)

- A primeira unidade industrial da japonesa Satake Corporation na América Latina começa a ser instalada no Rio Grande do Sul em algumas semana.

Considerada a número 1 no mercado mundial de esmagadores de grãos, a empresa investirá inicialmente US$ 2 milhões na montadora de máquinas de beneficiamento de arroz. (pág. 21)

- A guerra brasileira contra a propagação do vírus de febre aftosa ganhou um reforço ontem em Porto Alegre.

Os passageiros de dois vôos que chegaram ao aeroporto Salgado Filho, de Montevidéu e Buenos Aires, às 17h35, tiveram de passar por um tapete de esponja embebido em uma solução de iodo, chamado pedilúvio. É o primeiro aeroporto brasileiro a contar com o dispositivo. (pág. 24)

MANCHETES

CORREIO DA BAHIA

- Petrobras admite que não há sobreviventes

O DIA (RJ)

- Alta do dólar não vai trazer inflação de volta

ZERO HORA (RJ)

- Dólar sobe mais em dia de anúncio de pacote na Argentina

ATENÇÃO

O Boletim de Acompanhamento Macroeconômico da Secretaria de Política Econômica, que traz avaliação mensal da conjuntura econômica brasileira (análise e tendência de preços, salários, juros, balança comercial, contas externas, etc), está disponível via FTP através do endereço na INTERNET www.fazenda.gov.br, na área específica de "Publicações". Outras informações atualizadas, inclusive sobre os resultados do Plano Real, podem ser também obtidas, em português e em inglês, na página eletrônica do Ministério da Fazenda.

Consulte a homepage da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.

O endereço na Internet é www.brasil.gov.br

O telefone para solicitação de publicações é:061-411.4892.

O email da Secretaria de Comunicação Social é: secom@planalto.gov.br