18/03/2001

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JORNAL DO BRASIL

- Bandos fraudam INSS há 10 anos

- Quadrilhas organizadas têm resistido a todo tipo de fiscalização nos postos do INSS no Rio. No da Tijuca, bancos fraudam há 10 anos, e um deles, através da habilitação a 12 tipos de benefícios, já lesou a Previdência em mais de R$ 60 milhões.

Uma força-tarefa constituída por policiais federais, procuradores e auditores do INSS, em um ano de trabalho, encontrou fraudes semelhantes nos postos de Campo Grande, Praça Seca, Xavier da Silveira, Irajá, Praça da Bandeira e Realengo.

Há quadrilhas, como a de Jurandir Anastácio, que atuam em vários postos e têm a participação de 49 pessoas. (pág. 1 e 15)

- Advogados penalistas divergem sobre o projeto de reforma do Código de Processo Penal que o Governo mandou ao Congresso. Nilo Batista, professor da Uerj, destaca avanços, mas acha que a prisão especial deveria ser garantida a todos.

O ministro Edson Vidigal, do STJ, afirma que as mudanças serão inúteis se não derem à Polícia Federal, ao Ministério Público e à Justiça Federal condições para se interiorizarem. O desembargador Renato Talli acha que a parte referente ao aumento dos poderes do Ministério Público não passa no Congresso. (pág. 1 e 2)

- Relatórios da Secretaria de Previdência Complementar (SPC), do Ministério da Previdência, obtidos pelo "Jornal do Brasil", mostram falhas graves na administração de Investimentos de vários fundos de pensão. Algumas perdas chegam a R$ 5,9 bilhões e podem em alguns casos, comprometer as aposentadorias.

"Os fundos têm sido dirigidos de forma muito pouco profissional", diz o ex-ministro Waldeck Ornélas. Os relatórios cobrem o período de 1997 a 1999. Os fundos negam qualquer reflexo nas aposentadorias futuras. (pág. 1 e cad. Economia, pág. 1 e 2)

- O PT de Luiz Inácio Lula da Silva e o PPS de Ciro Gomes não são os adversários que mais ameaçam os planos políticos de Fernando Henrique Cardoso. Os inimigos maiores estão na trincheira da amplíssima aliança partidária de sustentação do Governo.

Opositores nada discretos estão espalhados pelo PFL, PMDB, PPB e, às vezes, até no PSDB.

O senador Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA), o governador Itamar Franco (PMDB-MG), o senador Pedro Simon (PMDB-RS) e o ex-prefeito Paulo Maluf (PPB-SP) são apenas os mais barulhentos.

Trombones desafinados - diria o Presidente se resolvesse espalhar a definição que atribuiu apenas ao senador baiano. "Quem faz oposição na oposição é adversário. O problema é quem faz oposição e é, em tese um aliado. Este sim é o inimigo", define o secretário-geral da Presidência da República, Aloysio Nunes Ferreira. (...) (pág. 3)

- O relatório final de auditoria do Ministério da Integração Nacional sobre irregularidades na Sudam complica a situação do empresário José Osmar Borges, suspeito de desviar R$ 111 milhões de recursos públicos.

O mesmo acontece com dois superintendentes demitidos sob a acusação de favorecer Borges. Os ex-dirigentes foram indicados para o cargo pelo presidente do Senado, Jader Barbalho (PMDB-PA). (...) (pág. 5)

EDITORIAL

"Página em branco" - Um mês de inatividade, depois da árdua eleição dos novos dirigentes da Câmara e do Senado, põe em brios os políticos enquanto é tempo. O ano parlamentar começou mas não se conta formalmente e sim pelos resultados.

O vazio estatístico da produção legislativa mostrou em pesquisa de opinião pública o desagrado dos cidadãos, que se declaram cansados da briga pessoal, sem qualquer sentido, entre dois senadores. É uma página em branco a ser virada em respeito pela sociedade. (...) (pág. 10)

COLUNAS

(Coisas da Política - Dora Kramer) - O aviso que o presidente Fernando Henrique deu durante a semana aos navegantes tucanos, para que contenham o debate da sucessão presidencial no limite do estritamente necessário, não foi fruto de desabafo casual.

Como o PSDB pretende continuar ocupando o principal gabinete do Palácio do Planalto, não pode se arriscar a erros fatais.

Um deles, a falta de unidade interna, já estava ganhando corpo justamente por causa da discussão eleitoral envolvendo as duas possibilidades mais fortes de candidaturas até agora no partido: José Serra e Tasso Jereissati.

O governador do Ceará anunciou formalmente que não vai concorrer e o ministro da Saúde deu graças a Deus que FH baixasse a ordem unida porque, como pretende mesmo ser presidente, tem horror a que se fale no assunto neste momento. (...) (pág. 2)

(Informe JB - Paulo Fona) - O presidente da Câmara dos Deputados, Aécio Neves (PSDB-MG), mudará a rotina dos trabalhos da Casa. Na terça-feira, na reunião dos líderes partidários, ele apresentará novo modelo de funcionamento.

"Vou marcar, previamente, a data das votações dos projetos, inclusive os polêmicos, e colocá-los em plenário", anuncia Aécio Neves.

A intenção do novo presidente é definir a pauta das votações com um mês de antecedência para que Governo e oposição negociem ou se preparem para a disputa, quando o conflito no plenário for inevitável. "Minha tendência é ir para o voto", resume o ex-líder do PSDB.

O estilo de Aécio se contrapõe ao do ex-presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP) que sempre aguardava entendimento enter Governo e oposição para colocar os projetos em votação. (...) (pág. 6)

FOLHA DE SÃO PAULO

- Risco afugenta aplicações em latinos

- A economia dos países da América Latina já começou a ser afetada diretamente pela crise das Bolsas dos EUA. Por aversão ao risco na região, investidores iniciaram a retirada de dinheiro de fundos de países latinos-americanos.

De acordo com um relatório do banco de investimentos Salomom Smith Barney, nos EUA, os fundos mútuos de investimentos nas Bolsas desses países tiveram saldo negativo médio de US$ 5,5 milhões por semana nas quatro últimas semanas. Na semana passada, perderam US$ 3,9 milhões.

Além da recessão nos EUA, a crise política e econômica na Argentina e as turbulências políticas no Brasil também são apontadas como fatores de risco para os investidores.

"Existe um conjunto de incertezas que justifica o nervosismo no mercado financeiro", diz Mauro Schneider, estrategista do banco ING para a América Latina. Nesta semana, a seqüência da crise argentina e a reunião do Fed (Banco Central dos EUA) sobre novo corte de juros influirão na conduta dos investidores. (pág. 1 e cad. Dinheiro)

- A plataforma P-36 da Petrobras, onde houve três explosões na quinta, na bacia de Campos (RJ), afundou mais meio metro da noite de sexta até a manhã de ontem.

Segundo a Petrobras, a P-36 havia adernado 1,5 metro na quinta, e, anteontem, afundava num ritmo de 2 metros a cada seis horas. Os técnicos vedaram buracos na coluna atingida pelas explosões. (pág. 1 e A18)

- O ministro da Economia da Argentina, Ricardo López Murphy, afirmou que a crise política desencadeada com o anúncio do plano de ajustes, que resultou na saída de três ministros, é um problema "institucional, que terá que ser resolvido pela Casa Rosada (sede do governo argentino)".

O pacote prevê cortes de US$ 1,962 bilhão nos gastos públicos neste ano. (pág. 1 e B8)

- Para impedir o que consideram abusos contra a natureza, alguns militantes britânicos e norte-americanos frustrados com ações pacíficas de conscientização decidiram adotar a violência como estratégia. Nos EUA, o grupo mais ativo reivindicou a autoria de 38 ataques a propriedades nos últimos seis anos. (pág. 1, A21 e A22)

- Sete cursos avaliados pelo provão no ano passado tiveram, como primeiros colocados, estudantes que só freqüentaram escolas públicas. Suas histórias prestam-se ao surgimento do movimento dos "sem-faculdades". (Gilberto Dimenstein, do Conselho Editorial) (pág. C12)

EDITORIAL

"Sistema em crise" - Na semana passada a economia mundial ultrapassou o limiar de uma nova fase em sua trajetória declinante. Como se já não bastassem as dificuldades nos Estados Unidos e no Japão, viu-se o euro sofrer, contagiado pela onda de desconfiança e retração que toma conta dos investidores globais. (...)

Entre a depressão e o ajuste curto e quase indolor, o cenário que se tornou mais provável é o de uma desaceleração sem catástrofe, porém de reversão mais difícil e demorada.

O maior problema, no entanto, não está na dificuldade de cada país industrializado de tornar eficazes suas políticas econômicas. Mais grave que isso é a incapacidade de coordenação entre os governos, sua rendição à crença no auto-ajuste e na convergência entre os vários subsistemas da economia global. (...) (pág. A2)

COLUNA

(Painel) - FHC decidiu não mover um dedo para defender Jader Barbalho (PMDB) no caso Banpará. Também não vai fazer nada para incentivar a investigação sobre o presidente do Senado.

* FHC avalia que, no atual momento, qualquer passo pode ser arriscado. Proteger Jader contraria o PFL. Incentivar a investigação desagrada ao PMDB. E o Presidente não quer nem pensar na hipótese de uma das siglas apoiar a abertura de uma CPI. (pág. A4)

O ESTADO DE SÃO PAULO

- Reação a pacote econômico deixa De la Rúa isolado

- O pacote anunciado sexta-feira pelo ministro da Economia da Argentina, López Murphy, transformou a crise econômica em crise política. Com a renúncia dos integrantes do governo filiados à centro-esquerdista Frepaso, a UCR do presidente Fernando de la Rúa ficou sozinha no comando do país.

A Frepaso vai combater as medidas no Congresso. O ex-presidente Raúl Alfonsín, presidente da UCR, está "furioso" com o pacote, que afeta a educação e prevê a demissão de um terço do funcionalismo.

Os peronistas estão em estado de guerra. A maioria (98%) das medidas será adotada por decreto, mas o Congresso pode rejeitá-las. "Ou nós ou o caos", disse Murphy ontem a empresários, a quem pediu que pressionassem os parlamentares a aprovar o pacote. (pág. 1, B1 e B3)

- Em entrevista ao "Estado", o ministro do Trabalho, Francisco Dornelles, disse que o Governo pretende pagar o expurgo do FGTS antes do prazo negociado com trabalhadores e empresários.

Ele admitiu até alguma participação financeira do Tesouro, o que poderia se dar pela substituição dos títulos do Fundo de Compensação das Variações Salariais por títulos públicos corrigidos pela taxa Selic (taxa básica dos juros), na carteira do Fundo de Garantia. (pág. 1 e B6)

- Pelos menos 10% dos municípios de cinco estados não cumpriram o primeiro prazo para prestação de contas previsto pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Esses municípios ficam impedidos de fazer convênios com estados e União e operações de crédito. (pág. 1 e A4)

- A plataforma da Petrobras P-36, que sofreu três explosões na quinta-feira, está afundando mais devagar na Bacia de Campos. O ritmo chegou a meio metro ontem e especialistas em resgate de embarcações já estão no Brasil. (pág. 1 e A11)

- As Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC), exército criado por fazendeiros, são um desafio na luta apoiada pelos EUA contra traficantes. Para o governo, as AUCs matam mais civis que os guerrilheiros e estão ligadas às drogas. (pág. 1 e A21)

- Dois projetos de milhões de dólares estão em andamento no País à espera dos turistas, internos e externos, que estão aumentando suas visitas aos pontos de maior atração no Brasil: são mega-resorts. Um no Ceará, nas Dunas de Paracuru, a 100 quilômetros do aeroporto de Fortaleza, e outro no Rio Grande do Norte, 32 quilômetros ao norte do aeroporto de Natal.

Em São Paulo, a Anhembi Turismo e Eventos S.A., da prefeitura, também tem planos para pôr a cidade nos roteiros de férias. No entanto, repórteres do "Estado", em Nova York e Londres, que procuraram agências de turismo pedindo roteiros que incluíssem muito sol e praias, foram aconselhados a procurar o Caribe e evitar o Brasil.

Quando vêm para cá, são muitos os turistas que se apaixonam, como os dinamarqueses que se divertem em Ponta Negra, no Rio Grande do Norte. (pág. 1 e B8 a B10)

- O ministro da Ciência e Tecnologia, Ronaldo Sardenberg, anuncia planejamento para aplicação dos fundos setoriais em pesquisa. A meta é duplicar em dez anos o investimento no setor, atualmente em 1,2% do PIB. (pág. 1 e A16)

EDITORIAL

"A esquerda continua burra" - Não paira dúvida alguma de que a oposição irá aos palanques na corrida presidencial prometendo desmontar as políticas que afinal tornaram possível a retomada do desenvolvimento com inflação sob controle e cuja pedra de toque é o equilíbrio fiscal. (pág. 1 e A3)

COLUNA

(Coluna do Estadão - Ariosto Teixeira) - Um acordo parlamentar informal fará minguar, nas próximas semanas, os casos que alimentam o conflito pessoal entre o presidente e o ex-presidente do Senado, Jader Barbalho (PMDB-PA) e Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA). Segundo definição de alta fonte congressual, "ACM irá parando com suas investidas e Jader parará com suas reações". (...) (pág. A6)

O GLOBO

- LBV desvia dinheiro de pobres para financiar mordomias

- A Legião da Boa Vontade (LBV), a maior entidade filantrópica do País, arrecada R$ 215 milhões por ano para ajudar crianças e idosos carentes mas financia uma vida de mordomias para seu diretor-presidente, José de Paiva Netto. Sucessor de Alziro Zarur na direção da LBV desde 80, Paiva Netto trocou uma casa de fundos no subúrbio de Guadalupe por residências luxuosas no Rio, em São Paulo, em Brasília e no Rio Grande do Sul.

Ele usa seis imóveis - dois registrados em seu nome e os outros em nome da LBV ou da Igreja Religião de Deus, da qual é presidente vitalício.

Paiva Netto tem ainda à sua disposição pelo menos quatro carros de luxo, salário fixo de R$ 13 mil, motoristas e seguranças. Tudo pago pela LBV e pela Religião de Deus.

Só a casa do Pacaembu, onde mora quando está em São Paulo, é avaliada por corretores em R$ 1,5 milhão e foi registrada em nome da igreja. Por causa de uma dívida de R$ 8,4 milhões com o INSS, a LBV só tem conseguido revalidar seu certificado de filantropia graças a liminares.

Francisco Periotto, assessor da presidência da LBV, afirma: "Tudo foi feito com honestidade para ele (Paiva Netto) ter dignidade. Qual o mal se ele presta contas à Receita?" (pág. 1 e 14 a 16)

- O ministro argentino López Murphy recebeu total apoio dos empresários, com quem se reuniu ontem para explicar o pacote fiscal. Aplaudido de pé por 500 representantes do setor privado Murphy pediu ajuda na batalha política que enfrentará. (pág. 1, 38 e 39)

- A Petrobras não tem um plano de emergência ambiental para casos como o da plataforma P-36, que está afundando. O Ibama, que nunca fez essa exigência, deverá fazê-la a partir de agora. Foi encontrado o corpo de um dos dez petroleiros mortos. (pág. 1 e 28)

- Bancos e financeiras estão inundando o mercado com ofertas de crédito: ano passado, os empréstimos a clientes aumentaram 18,4% e devem crescer mais 20% a 25% este ano.

Com isto, a inadimplência começou a dar sinais de retorno: o número de cheques devolvidos em fevereiro, segundo a Serasa, foi 13,6% maior que no mesmo mês do ano passado. (pág. 2 e 31)

- O Exército decidiu levar pelotões para as reservas dos índios instaladas nas fronteiras brasileiras, apesar da objeção de organizações indigenistas. O primeiro grupo vai patrulhar a reserva da Raposa da Serra do Sol (RR).

A medida é uma forma de evitar que a ONU declare essas áreas nações indígenas e inicie o temido processo de internacionalização da Amazônia. (pág. 2 e 12)

- Expulso do Governo e hostilizado por correntes do próprio partido, o senador Antonio Carlos Magalhães (PFL) e seus aliados podem ser empurrados para os braços de Ciro Gomes, candidato do PPS à Presidência; ou do governador de Minas, Itamar Franco, que pretende disputar a vaga pelo PMDB do senador Jader Barbalho (PA).

Para os eleitores de Ciro, de Itamar e do próprio Antonio Carlos, isso pode parecer inimaginável. Mas, como eles mesmo dizem, em política tudo é possível. O mais arredio, no momento, é Ciro. Mas nem ele descarta a possibilidade.

Cobra a apuração das denúncias feitas por Antonio Carlos contra ministros do Presidente e Fernando Henrique Cardoso e Jader, mas também das que envolvem o ex-presidente do Senado. Depois disso os dois podem conversar. (...) (pág. 5)

- Ele se veste de forma impecável. Os ternos são feitos sob medida por um alfaiate em Nápoles, na Itália, onde tem uma segunda residência. No bolso do paletó, junto da lapela., um lenço que combina com as gravatas, adquiridas na Itália ou na Espanha, onde tem uma terceira casa, em Madri. Abotoaduras de ouro ressaltam os punhos das camisas, bordadas com um monograma.

O empresário Oscar de Barros - que acusa um grupo de brasileiros radicados em Miami de ter fabricado o dossiê Cayman, fraude antes atribuída a ele, para prejudicar a candidatura do presidente Fernando Henrique em 98 e especular no mercado financeiro - esmera-se na apresentação pessoal, emoldurando-a com o uso de um Jaguar champanhe e tirando baforadas de charutos cubanos. Ele só aparenta ter se descuidado num ponto: pesa mais do que deveria. Mas tem uma justificativa: "Gosto de comer". (...) (pág. 3)

EDITORIAL

"Aposta perigosa" - Ouviu-se muito, na última campanha eleitoral nos Estados Unidos, que não existia entre os dois candidatos diferença suficiente para provocar o entusiasmo ou o repúdio da maioria dos eleitores. Os primeiros passos do governo George W. Bush sugerem que não é bem assim. (...)

Subitamente, na última terça-feira, em carta a um grupo de senadores, o presidente George Bush repudiou o compromisso de setembro. Isso significa que os EUA passaram a apostar que a ameaça do efeito-estufa vem sendo superdimensionada por cientistas e ambientalistas, e também pelos países - nos quais se incluem a maioria dos europeus e o Brasil - que defendem o Protocolo de Kyoto. Trata-se de uma aposta extraordinariamente arriscada, para não dizer leviana. (...) (pág. 6)

COLUNAS

(Panorama Político - Tereza Cruvinel) - A democracia brasileira, longe de ser tenra, tem sido muito resistente. Sobrevive em condições adversas que misturam roubo endêmico, aumentos constantes de impostos e desequilíbrios nas contas públicas que exigem ajustes dolorosos. Quando faz este diagnóstico, o deputado Miro Teixeira acrescenta: CPI é faxina, tem que ser feita, mas solução mesmo, só com uma nova Constituição. (...) (pág. 2)

(Ricardo Boechat) - Henri Reichstul, presidente da Petrobras, deve cancelar sua viagem a Londres, dia 28, para receber o título de Personalidade do Ano da Câmara de Comércio Brasil-Reino Unido.

A cerimônia prevê um banquete no Dorchester Hotel com mais de 500 convidados.

* O dinheiro próprio que o Governo vai destinar ao reajuste dos saldos do FGTS sairá de um acerto especial.

Uma dívida já existente do Tesouro com o Fundo terá seu pagamento antecipado para zerar a conta. (pág. 22)

CORREIO BRAZILIENSE

- Prisões de meninos

- Equipe do Correio visitou instituições para adolescentes infratores em São Paulo, Minas Gerais, Sergipe, Pará e Rio Grande do Sul. A rotina é a mesma: violência. A mentalidade dos monitores continua punitiva como a do antigo Código do Menor, substituído em 1990 pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

"Eles batem na gente com um ferro que chamam de Estatuto da Criança e do Adolescente", conta R, preso em Belém. O sistema das Febens, como essas instituições são conhecidas, cria escolas de criminosos. Lá, pequenos ladrões de 12 ou 13 anos se transformam em perigosos delinqüentes aos 17 ou 18 anos. (pág. 1, 25 a 27)

- Até mesmo secretárias e contínuos desviam-se do procurador da República Luiz Francisco de Souza nos corredores do Ministério Público. Ele corre risco de demissão por ter gravado conversa que teve com dois colegas e o senador Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA). Mas nunca recebeu tanta solidariedade por parte de pessoas comuns. Dos 800 e-mails que recebe por dia 400 são de apoio. (pág. 1 e 15)

- Autor do plano que rachou o Governo, o ministro Ricardo López Murphy se encontra hoje com o ex-presidente Carlos Menem e com o ex-ministro Domingo Cavallo. O objetivo é obter apoio político fora da coalisão governista para o corte de US$ 4,4 bilhões em gastos públicos, uma vez que o presidente Fernando De la Rúa é criticado até dentro do seu próprio partido. (pág. 1 e 18)

ZERO HORA

- O fechamento de vagas na Região Metropolitana e a criação de empregos no interior moldam um novo êxodo gaúcho. Litoral, Alto Uruguai e Vale do Caí são as regiões que lideram a mudança, impulsionada pela expansão dos setores de comércio e de serviços e pela instalação de novas indústrias.

O número de vagas oferecidas nas 101 agências do Sistema Nacional de Empregos (Sine) no interior cresceu 66,92% nos últimos cinco anos. (cad. Empregos e Oportunidades)

- Dois meses e meio depois da instalação, mais da metade dos novos municípios gaúchos está gastando menos de 25% da receita com o pagamento de servidores. Esse limite foi sugerido pela Comissão de Assuntos Municipais da Assembléia e Lei de Responsabilidade Fiscal.

Como a receita corrente líquida só poderá ser medida com precisão no final do quadrimestre, os prefeitos trabalham com estimativas sobre a receita total. Levantamento realizado por "Zero Hora" com base em informações das prefeituras mostra que o percentual de gastos com servidores varia entre 12% e 34%. (pág. 6, 8 e 10)

- Em meio a uma semana de fortes quedas nos pregões internacionais, o presidente da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), Raymundo Magliano Filho, está divulgando um projeto destinado a expandir o mercado acionário doméstico.

Para quem estranha a conveniência de tentar atrair novos investidores e novas empresas, enquanto os experientes se enchem de cautela, Magliano responde com a lei básica das bolsas. Para ele, as turbulências no curto prazo não anulam as boas oportunidades de longo prazo.

O projeto Novo Mercado e Níveis 1 e 2 de Governança Corporativa prevê a negociação exclusiva de ações ordinárias (com direito a voto), emitidas por empresas comprometidas a adotar práticas mais democráticas de gestão e de informações aos acionistas. (pág. 24)

REVISTAS

VEJA

TÍTULO DE CAPA

- O brasileiro diz que é feliz na cama: Mas debaixo dos lençóis...

* 47% não sentem vontade de fazer sexo;

* 30% das mulheres não têm orgasmo;

* 47% dos homens sofrem de algum grau de impotência;

* 57% têm ou tiveram ejaculação precoce;

* 25% dos casados traem a mulher.

Desastre em alto-mar - Explosão na maior plataforma do mundo, responsável por 6% do petróleo brasileiro, mancha a imagem da Petrobras e do País. (pág. 36 a 39)

Está mais difícil que antes - Jader se enrola para explicar seus 30 milhões e fica ainda pior com a roubalheira de seus amigos na Sudam. (pág. 40 a 42)

De volta à Idade Média - Guerra, fome e fanatismo transformam a vida do Afeganistão em uma tragédia medieval. (pág. 46 a 50)

O apartheid daqui - Pesquisa mostra que a educação dos negros no Brasil é pior que na África do Sul. (pág. 104)

Campeões do provão - Perfis dos primeirões no "Provão" do Ministério da Educação mostram como a escola ajuda a subir na vida, confirmam a qualidade da universidade pública e revelam coisas surpreendentes sobre o universitário brasileiro. (pág. 106 a 111)

ISTOÉ

TÍTULO DE CAPA

- Tragédia:

* Maior plataforma do mundo explode, mata e fere;

* Prejuízo chega perto de US$ 1 bilhão;

* Retomada da produção pode levar três anos;

* A perigosa vida dos petroleiros.

Inferno na P-36 da Petrobras - Acidente - A P-36, peça fundamental para dar ao País auto-suficiência na produção de petróleo, adernou 24 graus. (pág. 24 a 30)

Com a mão em ACM - O procurador Luiz Francisco confirma conversa com o senador, e a comissão de ética pode pedir a cassação do cacique baiano. (pág. 32 a 35)

PMDB atropela - Partido joga dura para tomar todos os cargos que ACM ainda tem no Governo FHC e acaba com qualquer possibilidade de trégua. (pág. 38 a 40)

Desmanche baiano - Apadrinhados de ACM e Ornélas no Ministério da Previdência começam a ser demitidos em meio a denúncias de corrupção. (pág. 42 a 44)

Tremor externo - Economia mundial assusta, dólar dispara e aumenta o risco de o Governo frear o crescimento. (pág. 82 a 84)

ÉPOCA

TÍTULO DE CAPA

- Plataformas da Petrobras: Drama e corrupção - A P-36 inclinou depois das explosões ocorridas na madrugada de quinta-feira.

Jader contra a parede - Grampo sobre fraude na Sudam ameaça o presidente do Senado, contestado agora também no PMDB. (pág. 36 a 40)

A petista desaforada - Com estilo incomum para as liturgias parlamentares, Heloísa Helena causa controvérsia em seus duelos com ACM no plenário do Senado. (pág. 44 e 45)

Drama e fraude em alto-mar - Tragédia em plataforma da Petrobras expõe negócios suspeitos. (pág. 76 a 79)

Saúde cinco-estrelas - Hospitais investem em conforto e alta tecnologia para atender à demanda dos planos de saúde. (pág. 86 a 92)

DINHEIRO

TÍTULO DE CAPA

- A volta de Birmann - O banqueiro que foi à lona depois de criar um império de 20 empresas, retorna com investimentos em usinas de lixo, telefonia celular, armas e tecnologia hospitalar.

Ataques às autarquias - Escândalos e corrupção colocam Sudene e Sudam na linha de tiro. (pág. 28 e 29)

Como se quebram patentes - O Brasil está no centro de uma disputa que pode redefinir a operação global da indústria farmacêutica. (pág. 32 a 34)

Mico pula nas empresas - Governo transfere ônus da correção do Fundo. (pág. 40)

Cidade Pirelli - Grupo italiano não pretende viver só de pneus. Está investindo US$ 200 milhões num megaprojeto que reúne shoppings, cinemas e centros comerciais na Grande São Paulo. (pág. 60 e 61)

Volta ao balcão - Seis anos depois da bancarrota, dono do grupo Arbi fatura R$ 1 bilhão, paga as dívidas e investe em tratamento de lixo e tecnologia. (pág. 76 a 78)

Nocaute à brasileira - Por que o dólar voltou a ameaçar a estabilidade. (pág. 79)

ATENÇÃO

O Boletim de Acompanhamento Macroeconômico da Secretaria de Política Econômica, que traz avaliação mensal da conjuntura econômica brasileira (análise e tendência de preços, salários, juros, balança comercial, contas externas, etc), está disponível via FTP através do endereço na INTERNET www.fazenda.gov.br, na área específica de "Publicações". Outras informações atualizadas, inclusive sobre os resultados do Plano Real, podem ser também obtidas, em português e em inglês, na página eletrônica do Ministério da Fazenda.

Consulte a homepage da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.

O endereço na Internet é www.brasil.gov.br

O telefone para solicitação de publicações é:061-411.4892.

O email da Secretaria de Comunicação Social é: secom@planalto.gov.br