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18/03/2001
JORNAL DO BRASIL
- Bandos
fraudam INSS há 10 anos
- Quadrilhas organizadas têm resistido a todo tipo de fiscalização
nos postos do INSS no Rio. No da Tijuca, bancos fraudam há 10 anos, e um deles, através
da habilitação a 12 tipos de benefícios, já lesou a Previdência em mais de R$ 60
milhões.
Uma força-tarefa constituída por policiais federais, procuradores e
auditores do INSS, em um ano de trabalho, encontrou fraudes semelhantes nos postos de
Campo Grande, Praça Seca, Xavier da Silveira, Irajá, Praça da Bandeira e Realengo.
Há quadrilhas, como a de Jurandir Anastácio, que atuam em vários
postos e têm a participação de 49 pessoas. (pág. 1 e 15)
- Advogados penalistas divergem sobre o projeto de reforma do Código
de Processo Penal que o Governo mandou ao Congresso. Nilo Batista, professor da Uerj,
destaca avanços, mas acha que a prisão especial deveria ser garantida a todos.
O ministro Edson Vidigal, do STJ, afirma que as mudanças serão
inúteis se não derem à Polícia Federal, ao Ministério Público e à Justiça Federal
condições para se interiorizarem. O desembargador Renato Talli acha que a parte
referente ao aumento dos poderes do Ministério Público não passa no Congresso. (pág. 1
e 2)
- Relatórios da Secretaria de Previdência Complementar (SPC), do
Ministério da Previdência, obtidos pelo "Jornal do Brasil", mostram falhas
graves na administração de Investimentos de vários fundos de pensão. Algumas perdas
chegam a R$ 5,9 bilhões e podem em alguns casos, comprometer as aposentadorias.
"Os fundos têm sido dirigidos de forma muito pouco
profissional", diz o ex-ministro Waldeck Ornélas. Os relatórios cobrem o período
de 1997 a 1999. Os fundos negam qualquer reflexo nas aposentadorias futuras. (pág. 1 e
cad. Economia, pág. 1 e 2)
- O PT de Luiz Inácio Lula da Silva e o PPS de Ciro Gomes não são os
adversários que mais ameaçam os planos políticos de Fernando Henrique Cardoso. Os
inimigos maiores estão na trincheira da amplíssima aliança partidária de sustentação
do Governo.
Opositores nada discretos estão espalhados pelo PFL, PMDB, PPB e, às
vezes, até no PSDB.
O senador Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA), o governador Itamar
Franco (PMDB-MG), o senador Pedro Simon (PMDB-RS) e o ex-prefeito Paulo Maluf (PPB-SP)
são apenas os mais barulhentos.
Trombones desafinados - diria o Presidente se resolvesse espalhar a
definição que atribuiu apenas ao senador baiano. "Quem faz oposição na oposição
é adversário. O problema é quem faz oposição e é, em tese um aliado. Este sim é o
inimigo", define o secretário-geral da Presidência da República, Aloysio Nunes
Ferreira. (...) (pág. 3)
- O relatório final de auditoria do Ministério da Integração
Nacional sobre irregularidades na Sudam complica a situação do empresário José Osmar
Borges, suspeito de desviar R$ 111 milhões de recursos públicos.
O mesmo acontece com dois superintendentes demitidos sob a acusação
de favorecer Borges. Os ex-dirigentes foram indicados para o cargo pelo presidente do
Senado, Jader Barbalho (PMDB-PA). (...) (pág. 5)
EDITORIAL
"Página em branco" - Um mês de inatividade, depois da
árdua eleição dos novos dirigentes da Câmara e do Senado, põe em brios os políticos
enquanto é tempo. O ano parlamentar começou mas não se conta formalmente e sim pelos
resultados.
O vazio estatístico da produção legislativa mostrou em pesquisa de
opinião pública o desagrado dos cidadãos, que se declaram cansados da briga pessoal,
sem qualquer sentido, entre dois senadores. É uma página em branco a ser virada em
respeito pela sociedade. (...) (pág. 10)
COLUNAS
(Coisas da Política - Dora Kramer) - O aviso que o presidente Fernando
Henrique deu durante a semana aos navegantes tucanos, para que contenham o debate da
sucessão presidencial no limite do estritamente necessário, não foi fruto de desabafo
casual.
Como o PSDB pretende continuar ocupando o principal gabinete do
Palácio do Planalto, não pode se arriscar a erros fatais.
Um deles, a falta de unidade interna, já estava ganhando corpo
justamente por causa da discussão eleitoral envolvendo as duas possibilidades mais fortes
de candidaturas até agora no partido: José Serra e Tasso Jereissati.
O governador do Ceará anunciou formalmente que não vai concorrer e o
ministro da Saúde deu graças a Deus que FH baixasse a ordem unida porque, como pretende
mesmo ser presidente, tem horror a que se fale no assunto neste momento. (...) (pág. 2)
(Informe JB - Paulo Fona) - O presidente da Câmara dos Deputados,
Aécio Neves (PSDB-MG), mudará a rotina dos trabalhos da Casa. Na terça-feira, na
reunião dos líderes partidários, ele apresentará novo modelo de funcionamento.
"Vou marcar, previamente, a data das votações dos projetos,
inclusive os polêmicos, e colocá-los em plenário", anuncia Aécio Neves.
A intenção do novo presidente é definir a pauta das votações com
um mês de antecedência para que Governo e oposição negociem ou se preparem para a
disputa, quando o conflito no plenário for inevitável. "Minha tendência é ir para
o voto", resume o ex-líder do PSDB.
O estilo de Aécio se contrapõe ao do ex-presidente da Câmara, Michel
Temer (PMDB-SP) que sempre aguardava entendimento enter Governo e oposição para colocar
os projetos em votação. (...) (pág. 6)
FOLHA DE SÃO PAULO
- Risco afugenta aplicações em latinos
- A economia dos países da América Latina já começou a ser afetada
diretamente pela crise das Bolsas dos EUA. Por aversão ao risco na região, investidores
iniciaram a retirada de dinheiro de fundos de países latinos-americanos.
De acordo com um relatório do banco de investimentos Salomom Smith
Barney, nos EUA, os fundos mútuos de investimentos nas Bolsas desses países tiveram
saldo negativo médio de US$ 5,5 milhões por semana nas quatro últimas semanas. Na
semana passada, perderam US$ 3,9 milhões.
Além da recessão nos EUA, a crise política e econômica na Argentina
e as turbulências políticas no Brasil também são apontadas como fatores de risco para
os investidores.
"Existe um conjunto de incertezas que justifica o nervosismo no
mercado financeiro", diz Mauro Schneider, estrategista do banco ING para a América
Latina. Nesta semana, a seqüência da crise argentina e a reunião do Fed (Banco Central
dos EUA) sobre novo corte de juros influirão na conduta dos investidores. (pág. 1 e cad.
Dinheiro)
- A plataforma P-36 da Petrobras, onde houve três explosões na
quinta, na bacia de Campos (RJ), afundou mais meio metro da noite de sexta até a manhã
de ontem.
Segundo a Petrobras, a P-36 havia adernado 1,5 metro na quinta, e,
anteontem, afundava num ritmo de 2 metros a cada seis horas. Os técnicos vedaram buracos
na coluna atingida pelas explosões. (pág. 1 e A18)
- O ministro da Economia da Argentina, Ricardo López Murphy, afirmou
que a crise política desencadeada com o anúncio do plano de ajustes, que resultou na
saída de três ministros, é um problema "institucional, que terá que ser resolvido
pela Casa Rosada (sede do governo argentino)".
O pacote prevê cortes de US$ 1,962 bilhão nos gastos públicos neste
ano. (pág. 1 e B8)
- Para impedir o que consideram abusos contra a natureza, alguns
militantes britânicos e norte-americanos frustrados com ações pacíficas de
conscientização decidiram adotar a violência como estratégia. Nos EUA, o grupo mais
ativo reivindicou a autoria de 38 ataques a propriedades nos últimos seis anos. (pág. 1,
A21 e A22)
- Sete cursos avaliados pelo provão no ano passado tiveram, como
primeiros colocados, estudantes que só freqüentaram escolas públicas. Suas histórias
prestam-se ao surgimento do movimento dos "sem-faculdades". (Gilberto
Dimenstein, do Conselho Editorial) (pág. C12)
EDITORIAL
"Sistema em crise" - Na semana passada a economia mundial
ultrapassou o limiar de uma nova fase em sua trajetória declinante. Como se já não
bastassem as dificuldades nos Estados Unidos e no Japão, viu-se o euro sofrer, contagiado
pela onda de desconfiança e retração que toma conta dos investidores globais. (...)
Entre a depressão e o ajuste curto e quase indolor, o cenário que se
tornou mais provável é o de uma desaceleração sem catástrofe, porém de reversão
mais difícil e demorada.
O maior problema, no entanto, não está na dificuldade de cada país
industrializado de tornar eficazes suas políticas econômicas. Mais grave que isso é a
incapacidade de coordenação entre os governos, sua rendição à crença no auto-ajuste
e na convergência entre os vários subsistemas da economia global. (...) (pág. A2)
COLUNA
(Painel) - FHC decidiu não mover um dedo para defender Jader Barbalho
(PMDB) no caso Banpará. Também não vai fazer nada para incentivar a investigação
sobre o presidente do Senado.
* FHC avalia que, no atual momento, qualquer passo pode ser arriscado.
Proteger Jader contraria o PFL. Incentivar a investigação desagrada ao PMDB. E o
Presidente não quer nem pensar na hipótese de uma das siglas apoiar a abertura de uma
CPI. (pág. A4)
O ESTADO DE SÃO PAULO
- Reação a pacote econômico deixa De la
Rúa isolado
- O pacote anunciado sexta-feira pelo ministro da Economia da
Argentina, López Murphy, transformou a crise econômica em crise política. Com a
renúncia dos integrantes do governo filiados à centro-esquerdista Frepaso, a UCR do
presidente Fernando de la Rúa ficou sozinha no comando do país.
A Frepaso vai combater as medidas no Congresso. O ex-presidente Raúl
Alfonsín, presidente da UCR, está "furioso" com o pacote, que afeta a
educação e prevê a demissão de um terço do funcionalismo.
Os peronistas estão em estado de guerra. A maioria (98%) das medidas
será adotada por decreto, mas o Congresso pode rejeitá-las. "Ou nós ou o
caos", disse Murphy ontem a empresários, a quem pediu que pressionassem os
parlamentares a aprovar o pacote. (pág. 1, B1 e B3)
- Em entrevista ao "Estado", o ministro do Trabalho,
Francisco Dornelles, disse que o Governo pretende pagar o expurgo do FGTS antes do prazo
negociado com trabalhadores e empresários.
Ele admitiu até alguma participação financeira do Tesouro, o que
poderia se dar pela substituição dos títulos do Fundo de Compensação das Variações
Salariais por títulos públicos corrigidos pela taxa Selic (taxa básica dos juros), na
carteira do Fundo de Garantia. (pág. 1 e B6)
- Pelos menos 10% dos municípios de cinco estados não cumpriram o
primeiro prazo para prestação de contas previsto pela Lei de Responsabilidade Fiscal.
Esses municípios ficam impedidos de fazer convênios com estados e União e operações
de crédito. (pág. 1 e A4)
- A plataforma da Petrobras P-36, que sofreu três explosões na
quinta-feira, está afundando mais devagar na Bacia de Campos. O ritmo chegou a meio metro
ontem e especialistas em resgate de embarcações já estão no Brasil. (pág. 1 e A11)
- As Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC), exército criado por
fazendeiros, são um desafio na luta apoiada pelos EUA contra traficantes. Para o governo,
as AUCs matam mais civis que os guerrilheiros e estão ligadas às drogas. (pág. 1 e A21)
- Dois projetos de milhões de dólares estão em andamento no País à
espera dos turistas, internos e externos, que estão aumentando suas visitas aos pontos de
maior atração no Brasil: são mega-resorts. Um no Ceará, nas Dunas de Paracuru, a 100
quilômetros do aeroporto de Fortaleza, e outro no Rio Grande do Norte, 32 quilômetros ao
norte do aeroporto de Natal.
Em São Paulo, a Anhembi Turismo e Eventos S.A., da prefeitura, também
tem planos para pôr a cidade nos roteiros de férias. No entanto, repórteres do
"Estado", em Nova York e Londres, que procuraram agências de turismo pedindo
roteiros que incluíssem muito sol e praias, foram aconselhados a procurar o Caribe e
evitar o Brasil.
Quando vêm para cá, são muitos os turistas que se apaixonam, como os
dinamarqueses que se divertem em Ponta Negra, no Rio Grande do Norte. (pág. 1 e B8 a B10)
- O ministro da Ciência e Tecnologia, Ronaldo Sardenberg, anuncia
planejamento para aplicação dos fundos setoriais em pesquisa. A meta é duplicar em dez
anos o investimento no setor, atualmente em 1,2% do PIB. (pág. 1 e A16)
EDITORIAL
"A esquerda continua burra" - Não paira dúvida alguma de
que a oposição irá aos palanques na corrida presidencial prometendo desmontar as
políticas que afinal tornaram possível a retomada do desenvolvimento com inflação sob
controle e cuja pedra de toque é o equilíbrio fiscal. (pág. 1 e A3)
COLUNA
(Coluna do Estadão - Ariosto Teixeira) - Um acordo parlamentar
informal fará minguar, nas próximas semanas, os casos que alimentam o conflito pessoal
entre o presidente e o ex-presidente do Senado, Jader Barbalho (PMDB-PA) e Antonio Carlos
Magalhães (PFL-BA). Segundo definição de alta fonte congressual, "ACM irá parando
com suas investidas e Jader parará com suas reações". (...) (pág. A6)
O GLOBO
- LBV desvia dinheiro de pobres para
financiar mordomias
- A Legião da Boa Vontade (LBV), a maior entidade filantrópica do
País, arrecada R$ 215 milhões por ano para ajudar crianças e idosos carentes mas
financia uma vida de mordomias para seu diretor-presidente, José de Paiva Netto. Sucessor
de Alziro Zarur na direção da LBV desde 80, Paiva Netto trocou uma casa de fundos no
subúrbio de Guadalupe por residências luxuosas no Rio, em São Paulo, em Brasília e no
Rio Grande do Sul.
Ele usa seis imóveis - dois registrados em seu nome e os outros em
nome da LBV ou da Igreja Religião de Deus, da qual é presidente vitalício.
Paiva Netto tem ainda à sua disposição pelo menos quatro carros de
luxo, salário fixo de R$ 13 mil, motoristas e seguranças. Tudo pago pela LBV e pela
Religião de Deus.
Só a casa do Pacaembu, onde mora quando está em São Paulo, é
avaliada por corretores em R$ 1,5 milhão e foi registrada em nome da igreja. Por causa de
uma dívida de R$ 8,4 milhões com o INSS, a LBV só tem conseguido revalidar seu
certificado de filantropia graças a liminares.
Francisco Periotto, assessor da presidência da LBV, afirma: "Tudo
foi feito com honestidade para ele (Paiva Netto) ter dignidade. Qual o mal se ele presta
contas à Receita?" (pág. 1 e 14 a 16)
- O ministro argentino López Murphy recebeu total apoio dos
empresários, com quem se reuniu ontem para explicar o pacote fiscal. Aplaudido de pé por
500 representantes do setor privado Murphy pediu ajuda na batalha política que
enfrentará. (pág. 1, 38 e 39)
- A Petrobras não tem um plano de emergência ambiental para casos
como o da plataforma P-36, que está afundando. O Ibama, que nunca fez essa exigência,
deverá fazê-la a partir de agora. Foi encontrado o corpo de um dos dez petroleiros
mortos. (pág. 1 e 28)
- Bancos e financeiras estão inundando o mercado com ofertas de
crédito: ano passado, os empréstimos a clientes aumentaram 18,4% e devem crescer mais
20% a 25% este ano.
Com isto, a inadimplência começou a dar sinais de retorno: o número
de cheques devolvidos em fevereiro, segundo a Serasa, foi 13,6% maior que no mesmo mês do
ano passado. (pág. 2 e 31)
- O Exército decidiu levar pelotões para as reservas dos índios
instaladas nas fronteiras brasileiras, apesar da objeção de organizações indigenistas.
O primeiro grupo vai patrulhar a reserva da Raposa da Serra do Sol (RR).
A medida é uma forma de evitar que a ONU declare essas áreas nações
indígenas e inicie o temido processo de internacionalização da Amazônia. (pág. 2 e
12)
- Expulso do Governo e hostilizado por correntes do próprio partido, o
senador Antonio Carlos Magalhães (PFL) e seus aliados podem ser empurrados para os
braços de Ciro Gomes, candidato do PPS à Presidência; ou do governador de Minas, Itamar
Franco, que pretende disputar a vaga pelo PMDB do senador Jader Barbalho (PA).
Para os eleitores de Ciro, de Itamar e do próprio Antonio Carlos, isso
pode parecer inimaginável. Mas, como eles mesmo dizem, em política tudo é possível. O
mais arredio, no momento, é Ciro. Mas nem ele descarta a possibilidade.
Cobra a apuração das denúncias feitas por Antonio Carlos contra
ministros do Presidente e Fernando Henrique Cardoso e Jader, mas também das que envolvem
o ex-presidente do Senado. Depois disso os dois podem conversar. (...) (pág. 5)
- Ele se veste de forma impecável. Os ternos são feitos sob medida
por um alfaiate em Nápoles, na Itália, onde tem uma segunda residência. No bolso do
paletó, junto da lapela., um lenço que combina com as gravatas, adquiridas na Itália ou
na Espanha, onde tem uma terceira casa, em Madri. Abotoaduras de ouro ressaltam os punhos
das camisas, bordadas com um monograma.
O empresário Oscar de Barros - que acusa um grupo de brasileiros
radicados em Miami de ter fabricado o dossiê Cayman, fraude antes atribuída a ele, para
prejudicar a candidatura do presidente Fernando Henrique em 98 e especular no mercado
financeiro - esmera-se na apresentação pessoal, emoldurando-a com o uso de um Jaguar
champanhe e tirando baforadas de charutos cubanos. Ele só aparenta ter se descuidado num
ponto: pesa mais do que deveria. Mas tem uma justificativa: "Gosto de comer".
(...) (pág. 3)
EDITORIAL
"Aposta perigosa" - Ouviu-se muito, na última campanha
eleitoral nos Estados Unidos, que não existia entre os dois candidatos diferença
suficiente para provocar o entusiasmo ou o repúdio da maioria dos eleitores. Os primeiros
passos do governo George W. Bush sugerem que não é bem assim. (...)
Subitamente, na última terça-feira, em carta a um grupo de senadores,
o presidente George Bush repudiou o compromisso de setembro. Isso significa que os EUA
passaram a apostar que a ameaça do efeito-estufa vem sendo superdimensionada por
cientistas e ambientalistas, e também pelos países - nos quais se incluem a maioria dos
europeus e o Brasil - que defendem o Protocolo de Kyoto. Trata-se de uma aposta
extraordinariamente arriscada, para não dizer leviana. (...) (pág. 6)
COLUNAS
(Panorama Político - Tereza Cruvinel) - A democracia brasileira, longe
de ser tenra, tem sido muito resistente. Sobrevive em condições adversas que misturam
roubo endêmico, aumentos constantes de impostos e desequilíbrios nas contas públicas
que exigem ajustes dolorosos. Quando faz este diagnóstico, o deputado Miro Teixeira
acrescenta: CPI é faxina, tem que ser feita, mas solução mesmo, só com uma nova
Constituição. (...) (pág. 2)
(Ricardo Boechat) - Henri Reichstul, presidente da Petrobras, deve
cancelar sua viagem a Londres, dia 28, para receber o título de Personalidade do Ano da
Câmara de Comércio Brasil-Reino Unido.
A cerimônia prevê um banquete no Dorchester Hotel com mais de 500
convidados.
* O dinheiro próprio que o Governo vai destinar ao reajuste dos saldos
do FGTS sairá de um acerto especial.
Uma dívida já existente do Tesouro com o Fundo terá seu pagamento
antecipado para zerar a conta. (pág. 22)
CORREIO BRAZILIENSE
- Prisões de meninos
- Equipe do Correio visitou instituições para adolescentes infratores
em São Paulo, Minas Gerais, Sergipe, Pará e Rio Grande do Sul. A rotina é a mesma:
violência. A mentalidade dos monitores continua punitiva como a do antigo Código do
Menor, substituído em 1990 pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
"Eles batem na gente com um ferro que chamam de Estatuto da
Criança e do Adolescente", conta R, preso em Belém. O sistema das Febens, como
essas instituições são conhecidas, cria escolas de criminosos. Lá, pequenos ladrões
de 12 ou 13 anos se transformam em perigosos delinqüentes aos 17 ou 18 anos. (pág. 1, 25
a 27)
- Até mesmo secretárias e contínuos desviam-se do procurador da
República Luiz Francisco de Souza nos corredores do Ministério Público. Ele corre risco
de demissão por ter gravado conversa que teve com dois colegas e o senador Antônio
Carlos Magalhães (PFL-BA). Mas nunca recebeu tanta solidariedade por parte de pessoas
comuns. Dos 800 e-mails que recebe por dia 400 são de apoio. (pág. 1 e 15)
- Autor do plano que rachou o Governo, o ministro Ricardo López Murphy
se encontra hoje com o ex-presidente Carlos Menem e com o ex-ministro Domingo Cavallo. O
objetivo é obter apoio político fora da coalisão governista para o corte de US$ 4,4
bilhões em gastos públicos, uma vez que o presidente Fernando De la Rúa é criticado
até dentro do seu próprio partido. (pág. 1 e 18)
ZERO HORA
- O fechamento de vagas na Região
Metropolitana e a criação de empregos no interior moldam um novo êxodo gaúcho.
Litoral, Alto Uruguai e Vale do Caí são as regiões que lideram a mudança, impulsionada
pela expansão dos setores de comércio e de serviços e pela instalação de novas
indústrias.
O número de vagas oferecidas nas 101 agências do Sistema Nacional de
Empregos (Sine) no interior cresceu 66,92% nos últimos cinco anos. (cad. Empregos e
Oportunidades)
- Dois meses e meio depois da instalação, mais da metade dos novos
municípios gaúchos está gastando menos de 25% da receita com o pagamento de servidores.
Esse limite foi sugerido pela Comissão de Assuntos Municipais da Assembléia e Lei de
Responsabilidade Fiscal.
Como a receita corrente líquida só poderá ser medida com precisão
no final do quadrimestre, os prefeitos trabalham com estimativas sobre a receita total.
Levantamento realizado por "Zero Hora" com base em informações das prefeituras
mostra que o percentual de gastos com servidores varia entre 12% e 34%. (pág. 6, 8 e 10)
- Em meio a uma semana de fortes quedas nos pregões internacionais, o
presidente da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), Raymundo Magliano Filho, está
divulgando um projeto destinado a expandir o mercado acionário doméstico.
Para quem estranha a conveniência de tentar atrair novos investidores
e novas empresas, enquanto os experientes se enchem de cautela, Magliano responde com a
lei básica das bolsas. Para ele, as turbulências no curto prazo não anulam as boas
oportunidades de longo prazo.
O projeto Novo Mercado e Níveis 1 e 2 de Governança Corporativa
prevê a negociação exclusiva de ações ordinárias (com direito a voto), emitidas por
empresas comprometidas a adotar práticas mais democráticas de gestão e de informações
aos acionistas. (pág. 24)
REVISTAS
VEJA
TÍTULO DE CAPA
- O brasileiro diz que é feliz na cama: Mas debaixo dos lençóis...
* 47% não sentem vontade de fazer sexo;
* 30% das mulheres não têm orgasmo;
* 47% dos homens sofrem de algum grau de impotência;
* 57% têm ou tiveram ejaculação precoce;
* 25% dos casados traem a mulher.
Desastre em alto-mar - Explosão na maior plataforma do mundo,
responsável por 6% do petróleo brasileiro, mancha a imagem da Petrobras e do País.
(pág. 36 a 39)
Está mais difícil que antes - Jader se enrola para explicar seus 30
milhões e fica ainda pior com a roubalheira de seus amigos na Sudam. (pág. 40 a 42)
De volta à Idade Média - Guerra, fome e fanatismo transformam a vida
do Afeganistão em uma tragédia medieval. (pág. 46 a 50)
O apartheid daqui - Pesquisa mostra que a educação dos negros no
Brasil é pior que na África do Sul. (pág. 104)
Campeões do provão - Perfis dos primeirões no "Provão" do
Ministério da Educação mostram como a escola ajuda a subir na vida, confirmam a
qualidade da universidade pública e revelam coisas surpreendentes sobre o universitário
brasileiro. (pág. 106 a 111)
ISTOÉ
TÍTULO DE CAPA
- Tragédia:
* Maior plataforma do mundo explode, mata e fere;
* Prejuízo chega perto de US$ 1 bilhão;
* Retomada da produção pode levar três anos;
* A perigosa vida dos petroleiros.
Inferno na P-36 da Petrobras - Acidente - A P-36, peça fundamental
para dar ao País auto-suficiência na produção de petróleo, adernou 24 graus. (pág.
24 a 30)
Com a mão em ACM - O procurador Luiz Francisco confirma conversa com o
senador, e a comissão de ética pode pedir a cassação do cacique baiano. (pág. 32 a
35)
PMDB atropela - Partido joga dura para tomar todos os cargos que ACM
ainda tem no Governo FHC e acaba com qualquer possibilidade de trégua. (pág. 38 a 40)
Desmanche baiano - Apadrinhados de ACM e Ornélas no Ministério da
Previdência começam a ser demitidos em meio a denúncias de corrupção. (pág. 42 a 44)
Tremor externo - Economia mundial assusta, dólar dispara e aumenta o
risco de o Governo frear o crescimento. (pág. 82 a 84)
ÉPOCA
TÍTULO DE CAPA
- Plataformas da Petrobras: Drama e corrupção - A P-36 inclinou
depois das explosões ocorridas na madrugada de quinta-feira.
Jader contra a parede - Grampo sobre fraude na Sudam ameaça o
presidente do Senado, contestado agora também no PMDB. (pág. 36 a 40)
A petista desaforada - Com estilo incomum para as liturgias
parlamentares, Heloísa Helena causa controvérsia em seus duelos com ACM no plenário do
Senado. (pág. 44 e 45)
Drama e fraude em alto-mar - Tragédia em plataforma da Petrobras
expõe negócios suspeitos. (pág. 76 a 79)
Saúde cinco-estrelas - Hospitais investem em conforto e alta
tecnologia para atender à demanda dos planos de saúde. (pág. 86 a 92)
DINHEIRO
TÍTULO DE CAPA
- A volta de Birmann - O banqueiro que foi à lona depois de criar um
império de 20 empresas, retorna com investimentos em usinas de lixo, telefonia celular,
armas e tecnologia hospitalar.
Ataques às autarquias - Escândalos e corrupção colocam Sudene e
Sudam na linha de tiro. (pág. 28 e 29)
Como se quebram patentes - O Brasil está no centro de uma disputa que
pode redefinir a operação global da indústria farmacêutica. (pág. 32 a 34)
Mico pula nas empresas - Governo transfere ônus da correção do
Fundo. (pág. 40)
Cidade Pirelli - Grupo italiano não pretende viver só de pneus. Está
investindo US$ 200 milhões num megaprojeto que reúne shoppings, cinemas e centros
comerciais na Grande São Paulo. (pág. 60 e 61)
Volta ao balcão - Seis anos depois da bancarrota, dono do grupo Arbi
fatura R$ 1 bilhão, paga as dívidas e investe em tratamento de lixo e tecnologia. (pág.
76 a 78)
Nocaute à brasileira - Por que o dólar voltou a ameaçar a
estabilidade. (pág. 79)

ATENÇÃO
O Boletim de Acompanhamento Macroeconômico
da Secretaria de Política Econômica, que traz avaliação mensal da conjuntura
econômica brasileira (análise e tendência de preços, salários, juros, balança
comercial, contas externas, etc), está disponível via FTP através do endereço na
INTERNET www.fazenda.gov.br, na área
específica de "Publicações". Outras informações atualizadas, inclusive
sobre os resultados do Plano Real, podem ser também obtidas, em português e em inglês,
na página eletrônica do Ministério da Fazenda.
Consulte a homepage da Secretaria de
Comunicação Social da Presidência da República.
O endereço na Internet é www.brasil.gov.br
O telefone para solicitação de
publicações é:061-411.4892.
O email da Secretaria de Comunicação
Social é: secom@planalto.gov.br |
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