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19/03/2001
JORNAL DO BRASIL
- Brasil perde
US$ 30 bilhões com a desvalorização do real
- A desvalorização de 9,46% do real frente à moeda americana desde
janeiro já custou US$ 30 bilhões ao País. A despesa se deve ao impacto da alta do
dólar na dívida externa brasileira e os papéis do Governo indexados ao câmbio.
Na sexta-feira, o dólar fechou cotado a R$ 2,12, após atingir R$ 2,14
em função da expectativa em torno do plano de ajuste fiscal do governo argentino,
anunciado na noite de sexta-feira.
Hoje, o mercado financeiro abre preocupado com a má recepção do
plano econômico argentino, e o dólar pode voltar a subir. "É importante observar a
reação do mercado internacional ao pacote, pois ela pode afetar diretamente o
Brasil", avalia Camila de Faria Lima, economista do Banco Santander. (pág. 1 e 11)
- A arrecadação do País com impostos ficará R$ 2,25 bilhões maior
até o fim do ano, com a entrada em vigor da nova alíquota da CPMF, que ontem passou de
0,30% para 0,38% sobre a movimentação financeira nos bancos.
O total recolhido em impostos e contribuições pelas três esferas de
governo passou de R$ 280 bilhões, em 1994, para R$ 357 bilhões, em 2000. Em relação ao
PIB, o peso da carga tributaria saltou de 26% para 32,5%. (pág. 1 e 12)
- A Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag)
vai promover novas invasões de terra e fazer campanha pelos candidatos dos partidos de
esquerda à Presidência da República, dando preferência a Luiz Inácio Lula da Silva,
do PT.
A promessa é do petista Manoel dos Santos, de 48 anos, presidente da
Contag reeleito anteontem. De acordo com Santos, é a Contag que lidera as ocupações de
terra no País. (pág. 1 e 6)
- O risco de urbanização da febre amarela, que já matou 17 pessoas
em Minas este ano, preocupa epidemiologistas.
Eles consideram que não há controle efetivo do mosquito transmissor
da dengue (responsável pela forma urbana da febre amarela) e que a vacinação não está
sendo aplicada adequadamente.
"Isso aumenta a possibilidade de febre amarela urbana e agrava as
epidemias de dengue", afirma o epidemiologista Dirceu Greco. (pág. 1 e 5)
- O ex-senador Luiz Estevão vai se dedicar nesta semana a duas tarefas
distintas. Hoje, ele analisa com seus advogados opções jurídicas para processar a
União por danos morais que teriam sido causados pela sua prisão, na semana passada,
decretada pelo Tribunal Regional Federal de São Paulo.
Vai também cuidar da contratação de um reforço para o Brasiliense,
seu time de futebol, que disputa o campeonato da primeira divisão de Brasília: o
atacante Valdeir, ex-Botafogo, atualmente no Madureira. "Vou tentar trazê-lo para
cá", informou. (...) (pág. 2)
- (São Paulo) - O advogado Marcelo Martins de Oliveira vai entrar hoje
com habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça (STJ) pedindo a liberação dos
empreiteiros Fábio Monteiro de Barros Filho e José Eduardo Ferraz, donos da construtora
Incal Incorporações, presos na Casa de Custódia da Polícia Federal desde a última
terça-feira.
O recurso vai ser analisado pelo ministro Fernando Gonçalves, o mesmo
que concedeu a liminar, na sexta-feira, permitindo a libertação do senador cassado Luiz
Estevão de Oliveira.
O juiz Nicolau dos Santos Neto, recolhido na mesma prisão desde 8 de
dezembro do ano passado, aguarda o julgamento de outro hábeas, no Supremo Tribunal
Federal. (STF). (...) (pág. 2)
- Depois de duas tentativas para alterar a legislação que rege as
atividades do Ministério Público, o presidente Fernando Henrique Cardoso convidou o
presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), Carlos
Frederico Santos, para discutir um projeto de lei que limita a seis meses a conclusão de
investigações envolvendo autoridades públicas. (...) (pág. 6)
- (Belo Horizonte) - Um fenômeno tipicamente brasileiro. Assim, o
professor e cientista político Carlos Ranulfo Félix de Melo, da Universidade Federal de
Minas Gerais, classifica a constante troca de partidos protagonizada pelos políticos no
Brasil.
Em média, 30% dos parlamentares mudam de legenda a cada legislatura.
Um número jamais visto em democracias consolidadas e mesmo em países com histórico de
ditaduras como os latino-americanos.
O fim da fidelidade partidária, em 1985, ajudou a enterrar um
artifício criado no regime militar, mas também marcou a retomada de um antigo
procedimento. "Os deputados migram sem parar porque perceberam que essa é uma
estratégia razoável de sobrevivência", analisa Carlos Ranulfo. (...) (pág. 3)
- (Belo Horizonte) - No primeiro mandato do presidente Fernando
Henrique Cardoso, a reforma política foi anunciada como prioridade.
Passados seis anos, fragmentada em diferentes projetos, a reforma não
foi votada e sequer existe um consenso sobre qual das casas, Senado ou Câmara dos
Deputados, deve ficar com a iniciativa.
A fidelidade partidária, a cláusula de barreira, a proibição de
coligações nas eleições proporcionais, o financiamento público das campanhas e o
sistema eleitoral do País são itens de uma discussão que não consegue avançar. (...)
(pág. 3)
- A disposição governista de propor uma agenda de votações ao
Congresso Nacional para contornar a crise política e oferecer sinais positivos aos
investidores estrangeiros vai esbarrar na turbulência instalada na base aliada.
Por falta de acordo, os líderes governistas vão se concentrar na
votação de matérias consensuais e adiar a análise dos temas polêmicos para a próxima
semana. (...) (pág. 3)
COTAÇÕES
- Salário mínimo: R$ 151; Dólar: Comercial (compra) R$ 2,1209;
Comercial (venda) R$ 2,1217; Paralelo (compra) R$ 2,110; Paralelo (venda) R$ 2,160; TR: do
dia 19/2 a 19/3 - 0,0548; TBF: do dia 15/3 a 15/4 - 1,1357. (pág. 1)
EDITORIAL
"INSS e Imprevidência" - O novo ministro da Previdência e
Assistência Social, deputado Roberto Brant (PFL-MG), assumiu o cargo com visão
abrangente e correta da questão previdenciária e disposto a avançar nas soluções, por
mais impopulares que possam trazer a um político.
O ministro Roberto Brant decompôs, em entrevista, o déficit da
Previdência em suas três esferas: a previdência dos segurados do INSS; a dos
funcionários públicos federais, nos três Poderes da União; e a dos estados e
municípios. (...)
Os marajás, que são minoria no funcionalismo, mas levam a maior parte
dos benefícios, contribuiriam com percentuais mais elevados. Já o pessoal da faixa de
benefícios inferior teria alíquotas bem mais suaves. É proposta socialmente justa. Cabe
discuti-la sem prevenção. (pág. 8 )
COLUNAS
(Coisas da Política - Teodomiro Braga) - A nova pesquisa mensal sobre
a conjuntura política, patrocinada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) e
realizada pelo Instituto Sensus, que será divulgada esta semana, trará pela primeira vez
o novo astro na sucessão presidencial: o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, o
Geraldinho, como é chamado pelo amigos.
Incluído na bolsa de pré-candidatos por políticos do PFL, o nome de
Alckmin ganhou simpatizantes entre parlamentares do PSDB. "Com as várias obras que
vai inaugurar nos próximos dois anos, ele pode se tornar um político popular até as
eleições de 2002", imagina um deputado com trânsito no Palácio do Planalto. (...)
(pág. 2)
(Informe JB - Carmem Kozak) - O Governo está em estado de alerta. E
não é por conta de acordes do barulhento trombone do senador independente Antonio Carlos
Magalhães, do PFL baiano. Muito menos pelas denúncias que pipocaram aqui e acolá no
final de semana e que esquentam a guerra de governistas.
O temor vem da delicada situação vivida na Argentina. Lá, crise
econômica e política se confundem, deixando pouca margem aos palpites, às previsões do
futuro. (...) (pág. 6)
FOLHA DE SÃO PAULO
- Argentina negocia o retorno de Cavallo
- (Buenos Aires) - O presidente argentino Fernando De la Rúa começou
a negociar a volta ao governo de Domingo Cavallo, ex-ministro da Economia da gestão Menem
(1989-1999), que implantou na década passada o sistema de câmbio fixo no país. Ele
ocuparia o posto de chefe de Gabinete de Ministros, uma espécie de coordenador político.
Cavallo apareceria como figura central para o governo recompor sua base
política, dilacerada depois do anúncio de um plano de ajustes na sexta, que prevê o
corte de US$ 4,45 bilhões nos gastos públicos entre 2001 e 2002 e resultou na saída de
três ministros.
Cavallo chegou ontem do Chile e, segundo o canal "Todo
Notícias", teve um encontro de mais de sete horas com o presidente De la Rúa.
(pág. 1 e A10)
- Em jantar com fazendeiros paraenses, sexta-feira em Belém, o
presidente do Congresso, Jader Barbalho (PMDB-PA), comentou que são antigos e conhecidos
os mecanismos das fraudes na Sudam.
"Para se conseguir o dinheiro, o empresário tem contrato de
gaveta, onde os acionistas aparecem como ficção dentro dos projetos", afirmou
Jader, que vem sendo atacado, entre outros motivos, por suas indicações para a Sudam.
(pág. 1 e A4)
- O TRF (Tribunal Regional Federal) de São Paulo quer comprar um
prédio na Avenida Paulista, um dos locais mais caros do País, informa David Friedlander.
Analistas avaliam que só o prédio, fora as indenizações, custaria à União cerca de
R$ 150 milhões.
O TRF já ocupa um prédio vizinho, que ainda não foi pago. "O
patrimônio da União não tem outro prédio tão adequado", diz José Kallás,
presidente do TRF. (pág. 1 e A6)
- Bertrand Delanoë, 50, tornou-se o primeiro governante socialista de
Paris em 130 anos, derrotando Phillipe Séguin, candidato do partido de direita RPR, o
mesmo do primeiro-ministro Jacques Chirac.
"É uma vitória da audácia e do bom senso", disse Delanoë,
homossexual assumido, no primeiro discurso como prefeito, antes mesmo do final da contagem
dos votos. (pág. 1 e A9)
- A operação para salvar a plataforma P-36, da Bacia de Campos (RJ),
mostrou resultados: ela parou de afundar e recuperou dois graus em sua inclinação
(passou de 25º para 23º). A Petrobras, porém considera prematuro afirmar que a
estrutura não corre mais risco de ir a pique.
O processo de estabilização da P-36, atingida por três explosões na
última quinta-feira, provocando a morte de dez trabalhadores, está sendo realizado por
meio de bombeamento de nitrogênio. O trabalho dos mergulhadores ontem foi prejudicado
pelas condições climáticas. (pág. 1 e C1)
EDITORIAL
"O pacote da Murphy" - Na semana passada, o novo ministro da
Economia argentino, Ricardo López Murphy, anunciou um pacote de corte de gastos que
prevê um ajuste de US$ 1,96 bilhão em 2001 e de US$ 3,4 bilhões até 2003 para reduzir
o déficit fiscal.
No modelo econômico argentino é levada ao extremo a característica
básica de economias dependentes, como o Brasil: fazer de tudo para manter a confiança da
comunidade financeira internacional.
O ajuste fiscal, por exemplo, tem o efeito básico de conter o
crescimento ou até aprofundar a recessão. Isso reduz as importações, contribuindo para
a geração de saldos no comércio exterior e, portanto, para acumulação de dólares no
país.
A maior oferta de dólares reforçaria a credibilidade no regime de
convertibilidade. Talvez permitisse, com o tempo, a retomada do crescimento.
Esse é o modelo básico. Na prática, há pelo menos duas
dificuldades. Primeiro, num momento em que a economia mundial perde dinamismo, é
possível que o saldo entre exportações e importações seja insuficiente para gerar
aquela desejável recuperação da confiança na paridade entre peso e dólar.
Segundo, embora o corte de gastos tenda a gerar um saldo positivo nas
contas públicas, o aprofundamento da recessão atua em sentido contrário, diminuindo a
arrecadação. (...) (pág. A2)
COLUNA
(Painel) - A cúpula tucana deu início ao projeto de tornar Geraldo
Alckmin (SP) uma figura nacional. O paulista é um dos três governadores tucanos que vão
fazer parte da Executiva Nacional do PSDB. Os outros são Tasso Jereissati (CE) e Dante de
Oliveira (MT) ou Almir Gabriel (PA).
* O PSDB quer dar mais poder à Executiva. Hoje, as decisões mais
importantes são tomadas em reuniões especiais. Além dos governadores, três ministros
vão integrá-la: Pimenta da Veiga (Comunicações), Paulo Renato (Educação) e José
Serra (Saúde). (pág. A4)
O ESTADO DE SÃO PAULO
- Incerteza mundial já não inquieta o
País, diz Malan
- O ministro da Fazenda, Pedro Malan, afirma que a economia brasileira
tem fundamentos cada vez mais sólidos para prevalecer sobre as incertezas mundiais
recentes, como a desaceleração americana, a crise argentina e a iminente falta de
liquidez do sistema bancário do Japão.
Em entrevista ao "Estado", o ministro explica que tal certeza
vem, entre outros fatores, do fato de que as contas externas do Brasil não são mais
financiadas pelo capital volátil de curtíssimo prazo, como no passado.
O País, observa o ministro, atrai hoje o chamado dinheiro bom,
representado pelo capital de risco, o investimento. "Volatilidades e instabilidades
fazem parte dos riscos", diz Malan. Em sua avaliação, o Brasil está cada vez menos
vulnerável a turbulências internacionais. (pág. 1 e B7)
- O ex-ministro da Economia argentino Domingo Cavallo pode tornar-se um
"primeiro-ministro virtual" do governo do presidente Fernando de la Rúa.
Os dois tiveram uma longa conversa ontem, mas até o início da noite
Cavallo não havia anunciado sua resposta ao convite para ocupar o cargo de chefe do
gabinete de ministros.
Em Santiago, o secretário da Fazenda da Argentina, Daniel Atana, disse
que a equipe econômica aceitaria fazer mudanças no pacote da semana passada, se disso
dependesse o apoio do ex-ministro Cavallo, mas o governo não aceita redução de
salários e aposentadorias nem aumento de impostos. (pág. 1 e B4)
- Um grande negócio para o varejo em qualquer país, a venda à vista
perdeu espaço no Brasil para o financiamento "sem juros", em particular em
setor como vestuário, eletroeletrônicos, móveis e materiais de construção.
Com a queda nos juros e a expansão do crédito, o comércio usa, cada
vez mais o parcelamento de curto prazo, sem acréscimo aparente. (pág. 1 e B1)
- Tributos sobre uso de postes e subsolo são meios encontrados por
prefeituras, como as de Porto Alegre, Rio e Osasco, para cumprir a Lei Fiscal. A conta, no
fim, chega ao contribuinte.
As empresas de luz e telefonia que exploram redes aéreas e
subterrânea já avisaram que vão repassar os custos. "A Lei Fiscal virou uma grande
indústria de tributação", lamenta o economista Raul Velloso. (pág. 1 e A6)
- O Maranhão virou um novo pólo da maconha no Nordeste, desbancando o
polígono formado por Pernambuco e Bahia.
Só no ano passado, três ações policiais destruíram, 1,1 milhão de
pés da droga no estado, 30 mil a mais que em Pernambuco no mesmo período. A repressão
policial teria afugentado os traficantes para o noroeste maranhense. (pág. C1 e C2)
- As condições do tempo atrapalham o acesso de mergulhadores e
técnicos à plataforma da Petrobras P-36, no litoral fluminense, onde houve três
explosões na quinta-feira.
As ondas estão aumentando de tamanho e há previsão de chegada de uma
frente fria para hoje, o que pode agitar ainda mais o mar e dificultar os trabalhos de
resgate.
Apesar disso, a Petrobras afirma que cresceram as chances de salvar a
plataforma. Ontem, a P-36 parou de afundar e ficou estabilizada em 22 graus de
inclinação. Para que ela volte à posição normal, está sendo retirada a água
acumulada em seu interior. (pág. 1 e A13)
EDITORIAL
"As preocupações com o dólar" - A agitação no mercado do
dólar, cuja cotação disparou na semana passada e ultrapassou a barreira de R$ 2,10, é
preocupante por dois motivos principais. Dólar mais caro eleva a dívida pública e
dificulta a busca do equilíbrio fiscal. (pág. 1 e A3)
COLUNA
(Coluna do Estadão - Luciana Nunes Leal) - Serão duas as frentes do
PMDB para mudar o foco das atenções, tentando amenizar o peso das denúncias de Antonio
Carlos Magalhães (PFL-BA) contra os principais líderes do partido.
De um lado, o presidente do Senado, Jader Barbalho, alvo preferencial
de ACM, elabora esta semana uma pauta consistente de votações, a começar por uma série
de medidas provisórias.
Vai concentrar esforços para que as discussões sejam em torno de
projetos e não de desvios de verbas ou superfaturamento. É uma estratégia. A outra
fará o partido reforçar seu poderio nos estados. (...) (pág. A-6)
O GLOBO
- INSS acha irregularidades em 350 unidades
da LBV
- Uma fiscalização extraordinária do INSS encontrou irregularidades
em 350 das 400 unidades da Legião da Boa Vontade (LBV) no País, além de R$ 2 milhões
de dívidas não pagas só no exercício do ano passado.
Segundo o diretor de Arrecadação do INSS, Valdyr Simão, será feita
uma representação criminal contra a entidade.
O INSS vai investigar também a situação funcional de diretores da
LBV, que estão impedidos por lei de ocupar cargos remunerados, mas recebem salários de
até R$ 13 mil mensais da igreja Religião de Deus, o braço religioso da entidade. O
diretor-presidente da LBV, José de Paiva Netto, negou que tenha mordomias e disse que,
por sua dedicação à instituição, só ganhou uma hipertensão.
Ontem, a LBV tentou impedir que as denúncias publicadas pelo Globo
circulassem nas grandes capitais, comprando o maior número possível de exemplares do
jornal. (pág. 1, 3, 4 e 5)
- A semana promete ser difícil para o Governo. O ministro de Minas e
Energia, José Jorge, avisou ao comando do PFL que anunciará hoje a demissão do
presidente da Eletrobrás, Firmino Sampaio, afilhado político do senador Antonio Carlos
Magalhães (PFL-BA). A saída de Firmino deve aguçar a ira de ACM, que ameaça reagir
violentamente. (pág. 2 e 8)
- A Petrobras conseguiu reverter o processo de submersão da plataforma
P-36, dois dias depois de ter anunciado que a estrutura estava condenada a afundar.
A plataforma está estabilizada e a inclinação, que chegou a 25
graus, foi reduzida para 23 graus.
O futuro da plataforma, porém, ainda é incerto: a operação de
salvamento pode ser suspensa hoje por causa do mau tempo e das oscilações da maré.
Ontem, a injeção de nitrogênio foi interrompida porque o gás estava
escapando por brechas na estrutura, ainda desconhecidas.
Segundo a empresa, a perda de receita com os 80 mil barris diários da
plataforma pode alcançar, em apenas um ano, US$ 450 milhões. (pág. 1, 14 e 15)
(Porto Alegre) - Com a presença do presidente de honra do PT, Luiz
Ignácio Lula da Silva, 234 ex-pedetistas assinaram ontem filiação no PT gaúcho.
No grupo, há trabalhistas históricos como Sereno Chaise, ex-amigo do
ex-governador Leonel Brizola durante 40 anos, e o filho do presidente de honra do PDT,
José Vicente Brizola.
O governador Olívio Dutra e o prefeito de Porto Alegre, Tarso Genro,
participaram da cerimônia na Câmara de Vereadores da capital. (...) (pág. 8)
EDITORIAL
"Contribuição justa" - O Tesouro Nacional desembolsa por
ano cerca de R$ 22 bilhões para cobrir pensões e aposentadorias de servidores inativos.
Se forem considerados os gastos também de estados e municípios, esses valores se
aproximariam da casa de R$ 40 bilhões, o que corresponde a duas vezes o orçamento
federal anual do setor de saúde e a oito vezes o de educação. (...)
Como o Tesouro e o setor público como um todo têm de atender a
grandes demandas sociais (especialmente em saúde e educação), a convivência com
tamanho déficit previdenciário é impossível.
Por isso, algo tem de ser feito dentro do próprio sistema. No caso do
INSS, a reforma e a adoção do fator previdenciário desarmaram o explosivo crescimento
das despesas, e com a recuperação da economia há um aumento do volume de
contribuições. (...) (pág. 6)
COLUNAS
(Panorama Político - Diana Fernandes) - Com o Governo sob tiroteio, a
base aliada fragilizada e o fantasma da recessão americana e da crise argentina
assustando Brasília, a oposição organiza uma agenda política para incomodar ainda mais
o Palácio do Planalto: além da CPI da Corrupção, que pode dar em nada, mas faz
barulho, está em pauta mobilizações contra a privatização de Furnas e das empresas de
saneamento básico. (...) (pág. 2)
(Ricardo Boechat) - A Embratur vai patrocinar a pintura da lataria de
20 tradicionais táxis londrinos nas cores verde-e-amarela.
Parte das iniciativas relacionadas à visita que FH faria dia 28, o
projeto será mantido, apesar do cancelamento da viagem, como forma de promoção
turística do País.
* Quinta-feira, quando se comemora o Dia Mundial da Água, a Agência
Nacional das Águas vai lançar, em Brasília, um programa de revitalização de todos os
rios do País.
A maior causa da destruição fluvial é o esgoto. (pág. 16)
GAZETA MERCANTIL
- Vale vai às compras só para bloquear
rivais
- (Rio) - Quatro anos depois de privatizada, somente agora a Vale do
Rio Doce define uma estratégia clara de atuação nos mercados nacional e internacional.
Com a composição acionária redesenhada a partir do descruzamento das
ações com a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), finalmente encerrado depois de quase
um ano de negociações, a Vale planeja aquisições de novos ativos de mineração e o
aumento das participações na área de energia.
Ao mesmo tempo, pretende sair de setores fora do foco central do
negócio, como papel e celulose. (...) (pág. 1 e C-1)
- (Buenos Aires) - A volta de Domingo Cavallo ao governo da Argentina,
dada como certa ontem à noite, tornou os analistas mais confiantes na capacidade do país
superar a atual crise econômica. Cavallo pode voltar como chefe de gabinete do governo
argentino, uma espécie de super-ministro.
O presidente Fernando De la Rúa fez um pronunciamento à nação, às
22h15 de ontem, informando que está constituindo um governo de união nacional e pedindo
o apoio das várias forças políticas. (...) (pág. 1 e B-2)
- (Rio) - A Petrobras pretende antecipar as operações da plataforma
P-40 para reduzir as perdas provocadas pelo acidente na P-36. Segundo a proposta elaborada
por um grupo técnico, as sondas e embarcações de apoio que trabalham em Roncador seriam
deslocadas para o campo de Marlim Sul e, assim, adiantar o início da produção de
petróleo e gás. (pág. 1 e A-7)
CORREIO BRAZILIENSE
- Corinthians vivo
- Time goleia o Santos por 5 x 0 e sai da últimas colocações do
Campeonato Paulista. (pág. 1 e cad. Esportes, pág. 3)
- O presidente da Argentina, Fernando De la Rúa, quer mais poderes
para administrar a crise econômica que o país atravessa.
Na tentativa de montar governo de união nacional, ele convidou o
ex-ministro Domingo Cavallo para ajudar a implementar o violento ajuste fiscal. (pág. 1 e
13)
- A oposição ainda não tem assinaturas suficientes que garantam a
criação de comissão parlamentar de inquérito para investigar a corrupção no Governo
federal.
Mesmo assim, líderes dos partidos da base trabalham para evitar
dissidências. Com a CPI, avaliam, os adversários ganham palanque eleitoral. (pág. 1 e
12)
- Quatro dias depois do acidente da plataforma da Petrobras, no campo
de Roncador, litoral norte fluminense, técnicos conseguiram reduzir a inclinação da
P-36 em dois graus, injetando 4.100 toneladas de nitrogênio em dois dos compartimentos
inundados. Resgate dos corpos das nove vítimas está parado. (pág. 1 e 8)
JORNAL DE BRASÍLIA
- Prisão para líderes da greve da PM
- Ministério Público lembra que militar não pode promover
paralisações e manda deter cabeças do movimento. (pág. 1 e A3)
- Quem tem conta em banco já paga mais caro por qualquer
movimentação bancária. Desde ontem, começou a vigorar o aumento da CPMF, que passou de
0,30% para 0,38%. O novo valor da CPMF, segundo o Governo, garantirá recursos para o
Fundo de Combate à Pobreza. (pág. 1 e B3)
ZERO HORA
- Desde que deixou o governo do estado, em
dezembro de 1998, o PMDB gaúcho vive uma acirrada disputa pelo comando do partido. Pela
primeira vez na sua história, a legenda não conseguirá indicar um nome de consenso para
presidir o diretório. Marcada para o dia 6 de maio, a eleição - aberta a todos os
filiados - terá cinco candidatos ao cargo. (pág. 6)
- A entrega de uma bandeira do PT pelo presidente do partido, Júlio
Quadros ao ex-presidente do PDT Sereno Chaise foi a forma escolhida para simbolizar o ato
de filiação de cerca de 300 novos integrantes do PT.
Oriundos do PDT, o grupo deixou a sigla no segundo turno das eleições
municipais do ano passado por discordar da candidatura de Alceu Collares à prefeitura.
(pág. 8)
- Algumas indústrias de segunda geração do pólo de Triunfo, que
são abastecidas pelas matérias-primas da Companhia Peroquímica do Sul (Copesul), vão
fazer produtos de fora do estado.
O objetivo é assegurar a produção durante a parada da central,
prevista para ocorrer a partir de 16 de abril. A parada, que se estenderá por 21 dias,
servirá para a revisão dos equipamentos e instalações da Planta 1 da central
petroquímica. (pág. 19)
- Um farto volume de relatórios de agentes e de delegados da Polícia
Federal (PF), da Interpol (polícia internacional) e da Polícia Civil vem alertando
constantemente o Governo brasileiro de que a corrupção institucionalizada no Paraguai
está afetando a segurança pública nas cidades do sul do Brasil, como Porto Alegre.
A principal influência a criminosos é a garantia de mercado para o
produto de crimes cometidos no Brasil, como carros roubados ou furtados. (pág. 34)
MANCHETES
CORREIO DA BAHIA
- Petroleiro será enterrado hoje em Salvador
JORNAL DO COMMERCIO
(PE)
- A festa é do Náutico
O DIA (RJ)
- Imposto de Cheque está mais caro hoje
ZERO HORA (RS)
- Técnicos impedem que plataforma continue a afundar

ATENÇÃO
O Boletim de Acompanhamento Macroeconômico
da Secretaria de Política Econômica, que traz avaliação mensal da conjuntura
econômica brasileira (análise e tendência de preços, salários, juros, balança
comercial, contas externas, etc), está disponível via FTP através do endereço na
INTERNET www.fazenda.gov.br, na área
específica de "Publicações". Outras informações atualizadas, inclusive
sobre os resultados do Plano Real, podem ser também obtidas, em português e em inglês,
na página eletrônica do Ministério da Fazenda.
Consulte a homepage da Secretaria de
Comunicação Social da Presidência da República.
O endereço na Internet é www.brasil.gov.br
O telefone para solicitação de
publicações é:061-411.4892.
O email da Secretaria de Comunicação
Social é: secom@planalto.gov.br |
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