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20/03/2001
JORNAL DO BRASIL
- Crise
argentina estimula especulação contra real
- O Banco Central teve de intervir no mercado ontem oferecendo papéis
atrelados ao câmbio para conter a alta do dólar, que atingiu a cotação de R$ 2,17. Em
duas ações, o BC ofereceu R$ 2 bilhões em títulos com correção pelo dólar e
conseguiu baixá-lo para R$ 2,11.
De olho na crise argentina, na reunião do Federal Reserve (Fed, banco
central americano), marcada para hoje, o BC anunciou que vai oferecer novamente mais R$ 2
bilhões na manhã de hoje.
Para o ministro da Fazenda Pedro Malan, a alta do dólar não tem
justificativa. "É um movimento de rebanho. Para quem já enfrentou hiperinflação,
crises da Ásia, do México e da Rússia, isso tudo não deveria significar novidade. O
Brasil mudou", afirma Malan. (...) (pá. 1, 13, 15 e 17)
- Em reunião hoje entre as centrais sindicais e o ministro Francisco
Dornelles, a CUT apresentará nova proposta para a reposição das perdas do FGTS: os
trabalhadores com depósito de até R$ 1.000 receberiam em 90 dias. Dornelles vai
apresentar a fórmula do Governo e analisar a da CUT. (pág. 1 e 19)
- A Procuradoria da República vai fazer faxina em casa. O procurador
Marcelo Serra Azul está investigando supostas irregularidades no aditivo do contrato de
construção da nova sede da Procuradoria Geral da República, em Brasília. Seriam 20% a
mais - R$ 4,8 milhões - sobre o preço original.
O fio da meada foi puxado pelo arquiteto Carlos Magalhães,
representante de Oscar Niemeyer, autor do projeto. O afastamento de Magalhães, em 1999,
motivou carta de Niemeyer ao procurador-geral, Geraldo Brindeiro, advertindo que a obra
poderia se "desvirtuar completamente". (pág. 1 e 3)
- O Governo trabalha com a hipótese de corte de até 15% do
fornecimento de energia no Sudeste caso um dos verões mais secos em 20 anos - encerrado
hoje - não seja substituído por chuvas constantes até o fim de abril.
O cálculo é do Operador Nacional do Sistema, cujo presidente leva
hoje os estudos ao ministro de Minas e Energia.
Segundo o Instituto de Meteorologia, não há previsão de chuvas que
eleve o volume atual das barragens aos 50% ideais para fugir do racionamento. (pág. 1 e
18)
- O presidente do Senado, Jader Barbalho (PMDB-PA), e seu desafeto, o
senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), devem assinar o requerimento de criação da
comissão parlamentar de inquérito mista (CPI) para investigar as denúncias de
corrupção que atingem os dois.
Enquanto Jader Barblho dizia ontem que as "tendência" é
assinar, Antonio Carlos Magalhães dava certeza de que assinaria o documento.
"É um assunto que eu preciso ler, conversar com meus colegas de
partido. Mas a minha tendência é assinar", disse Jader Barbalho. Minutos antes,
Antonio Carlos Magalhães havia afirmado que espera contato com o senador José Eduardo
Dutra (PT-SE), líder do bloco de oposição. "Eu vou ser procurado e vou
assinar", afirmou o ex-presidente do Senado. (...) (pág. 2)
- A escolha das presidências de comissões temáticas na Câmara e no
Senado pode ser o primeiro passo para acabar com a paralisia do Congresso Nacional.
Desde que iniciou o novo ano legislativo, há mais de um mês, o
Congresso se mantém num ritmo lento, quase parado. As lideranças partidárias devem
fechar hoje o acordo sobre as comissões dificultado pelas promessas de campanha para as
presidências das duas Casas. (...) (pág. 2)
COTAÇÕES
- Salário mínimo: (março) R$ 151,00 . Dólar comercial: (compra) R$
2,1269, (venda) R$ 2,1277. Dólar paralelo: (compra) R$ 2,130, (venda) R$ 2,170. TR do dia
20/2 a 20/3: 0,0499. TBF do dia 16/3 a 16/4: 1,1264. (pág. 1)
EDITORIAL
"Crise e Reformas" - A reação negativa da opinião pública
argentina ao pacote fiscal do novo ministro da Economia, Ricardo Lópes Murphy, não chega
a surpreender. De um economista conservador, com mestrado pela Universidade de Chicago,
não era de se esperar senão medidas radicais de ajuste, com cortes profundos em
despesas. (...) (pág. 8)
COLUNAS
(Coisas da Política - Dora Kramer) - Henri Philippe Reichstul, bem que
se esforça, mas não consegue fornecer uma explicação definitiva a respeito do que é
mesmo que se passa na companhia que preside, a Petrobras. Não denota má vontade nem
indiferença, mas antes parece mesmo não dispor de uma justificativa que possa satisfazer
a desconfiança da opinião pública. (...) (pág. 2)
(Informe JB - Paulo Fona) - O líder do Governo no Senado, José
Roberto Arruda, questiona o argumento dos partidos de oposição de que é indispensável
uma CPI da Corrupção ampla, geral e irrestrita para eliminar da vida pública os
corruptos do País.
"Se eles querem isso, porque o PT de São Paulo não quer a CPI do
Lixo para apurar as denúncias contra a prefeita Marta Suplicy?", provoca Arruda.
Na visão dele, a oposição não pode sequer imaginar que possui o
monopólio da honestidade e de ações políticas para combater a corrupção. (...)
(pág. 6)
FOLHA DE SÃO PAULO
- BC contém dólar com R$ 974 mi em
títulos
- O Banco Central vendeu R$ 974 milhões em títulos públicos
corrigidos pela variação cambial para tentar conter a disparada do dólar, que chegou a
atingir ontem R$ 2,177, maior cotação desde a implantação do Plano Real, em 1994.
Inflada pela crise argentina, a moeda norte-americana recuou e terminou
o dia vendida a R$ 2,117 - desvalorização de 0,56% em relação a sexta.
A Bovespa caiu 2,635 e fechou com o menor número de pontos desde
dezembro.
Empresas do varejo acusam indústrias de elevar preços em razão da
alta do dólar. Para a Fipe, o impacto do dólar sobre a inflação deve ocorrer mais à
frente. A instituição estima um índice de 0,2% este mês, mas não descarta percentual
maior.
O mercado espera que o Banco Central mantenha os juros em 15,25% ao ano
por mais um mês, no mínimo. A razão é o temor de que a crise argentina afete o Brasil.
O BC se reúne hoje a amanhã para decidir se altera os juros. (pág. 1 e cad. Dinheiro)
- No primeiro dia de mercado após a apresentação do pacote
argentino, a agência de classificação de risco Standard & Poor's pôs em
observação, com perspectiva de baixa, o "rating" (nota) dos títulos da
dívida externa do país, por conta do "elevado risco do plano econômico do governo
em meio a uma crise política". (...) (pág. 1, B1 e B3)
- A plataforma P-36 adernou mais quatro graus, aumentando seu nível de
inclinação. Para a Petrobras, isso significa que ele está passando pelo "seu pior
momento" desde quando foi atingida por três explosões seguidas, na madrugada de
quinta-feira, provocando a morte de dez trabalhadores.
A medição, feita por volta das 6h por técnicos que participam da
recuperação da plataforma, também indica que ela afundou mais 40 centímetros em
relação ao dia anterior. (pág. 1 e C1)
- "Há um grande amor do brasileiro pelo fracasso. Quando ele
acontece, é um alívio. É como se a opinião pública dissesse: 'Eu não avisei?'. A
plataforma afundando dá uma sensação de realidade. Parece o Brasil indo a pique - o
grande desejo oculto dos alijados dos pobres poderes políticos, que giram como parafusos
espanados". (Arnaldo Jabor - Colunista da "Folha") (pág. 1 e E8)
- "De repente, o Brasil se levantará. A ascensão não passará
por ódios e guerras, nem se fundará sobre novidades na maneira de organizar a sociedade.
Juntando homens e mulheres que não confundem realismo com rendição, o Brasil
reinventará o desenvolvimento no ato de retomá-lo". (Roberto Mangabeira Unger -
Colunista da "Folha") (pág. 1 e A2)
- O ministro José Serra (Saúde) disse que o elevado número de casos
de dengue desta no deve-se à "frouxidão" de prefeitos que, por causa das
eleições, deixaram de fazer o trabalho de prevenção.
Borborema (SP) registrou 54 suspeitas de casos de dengue hemorrágica,
forma mais violenta da doença. (pág. 1 e C5)
- O governador do Ceará, Tasso Jereissati, referiu-se ironicamente à
presença do ministro da Saúde, José Serra, em ato público ao lado do presidente
Fernando Henrique Cardoso, na última sexta-feira, antecipando a campanha presidencial.
"Eu não queria estar no palanque, não. Quero estar é governando o meu
estado", disse. (pág. 1 e A4)
EDITORIAL
"Dólar galopante" - Ontem o dólar atingiu sua cotação
mais alta em toda a história do real. Ultrapassou a "barreira" dos R$ 2,17,
estabelecida logo após a falência do modelo de âncora cambial, no início de 1999.
Outra vez o Banco Central interveio no mercado, desta feita vendendo títulos da dívida
pública indexados ao câmbio. Com a ação oficial, a unidade de dólar acabou fechando
em R$ 2,117.
Com as bolsas dos Estados Unidos em compasso de espera pela decisão de
hoje sobre os juros básicos do Federal Reserve (o banco central norte-americano), o
pessimismo que continuou a pressionar o mercado de câmbio brasileiro foi atribuído à
dramática situação na Argentina. (...) (pág. A2)
COLUNA
(Painel) - ACM e Jorge Bornhausen não estão nem se cumprimentando. A
trégua entre os dois, firmada em um almoço em SP, durou menos de uma semana. O baiano
não engole a campanha de Bornhausen pela demissão de Firmino Sampaio (Eletrobrás).
(pág. A4)
O ESTADO DE SÃO PAULO
- Crise argentina se agrava, dólar sobe e
BC age de novo
- O temor pela situação da Argentina voltou ontem a elevar a
cotação do dólar no Brasil, com máxima de R$ 2,177 no momento mais crítico do dia. A
alta levou o Banco Central a fazer dois leilões de títulos cambiais de seis meses, o que
ajudou a baixar o dólar para R$ 2,113 no fechamento.
O Ibovespa fechou em queda de 2,63%. A proposta do presidente
argentino, Fernando de la Rúa, de um governo de união nacional foi mal recebida pela
oposição, pelos partidos da coalizão e pelo mercado.
A Bolsa de Buenos Aires caiu e o risco-país disparou. Para tentar
transmitir segurança, De la Rúa e o ministro da Economia, Ricardo López Murphy,
participaram ontem pela manhã, em Santiago, da abertura da 42ª Reunião Anual do BID.
"Nosso país historicamente sempre honrou e honrará suas dívidas", discursou
De la Rúa.
Ele também confirmou que o ex-ministro Domingo Cavallo participará do
governo. Empresas brasileiras têm reduzido as exportações para a Argentina, temendo
não receber pelas vendas. (pág. 1, B1 e B3 a B5)
- A expectativa é que o Federal Reserve (Fed), banco central dos
Estado Unidos, reduza hoje em pelo menos 0,5 ponto percentual a taxa de juros de 5,5% que
cobra por empréstimos a bancos.
Alguns economistas, como o consultor e analista Henry Kaufman,
preocupam-se com a rápida desvalorização das ações nos EUA e advogam um corte mais
forte, de 1 ponto.
No Brasil, o temor de que a instabilidade externa e o avanço do dólar
aumentem a inflação leva os operadores de câmbio a apostarem em manutenção ou até em
alta do juro doméstico na reunião do Copom que começa hoje e termina amanhã - ou, pelo
menos, indicar tendência de alta para a reunião de abril. (pág. 1, B4 e B14)
- O ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, tentará
vencer a resistência dos governadores à extinção da Sudam e da Sudene com uma
proposta: reforçar os fundos de investimento na Amazônia e no Nordeste formados por
incentivos fiscais.
Pela idéia, em vez de as empresas optarem por investir num daqueles
fundos uma parte do Imposto de Renda devido, fariam essa aplicação compulsoriamente.
Em conversa com um governador, o presidente Fernando Henrique teria
manifestado apoio à obrigatoriedade. Hoje Bezerra apresenta a sugestão aos governadores
do Nordeste no Recife. (pág. 1 e A6)
EDITORIAL
"Da crise econômica à crise política" - A Aliança,
coligação que elegeu Fernando de la Rúa na Argentina, praticamente não existe mais. De
la Rúa é um triste exemplo de presidente que dilapidou, em um ano e três meses, todo o
capital político que recebeu das urnas. (pág. 1 e A3)
COLUNA
(Coluna do Estadão - Ariosto Teixeira) - Os presidentes da Câmara,
Aécio Neves (PSDB-MG), e do Senado, Jader Barbalho (PMDB-PA), esperam acelerar o processo
legislativo decisório não apenas para superar o clima político negativo dos últimos
tempos.
Eles situam no horizonte desse empenho o impacto que poderá ter no
Brasil a crise financeira internacional, especialmente a da vizinha Argentina.
Aécio Neves acredita que, se deliberar sobre temas referenciais, como
é o caso da nova Lei das Sociedades Anônimas , a Câmara demonstrará que os conflitos
interpartidários do cenário atual são limitados e não afetaram a base de sustentação
política do Governo Fernando Henrique Cardoso.
Não será fácil transmitir esse clima. A tensão na base aliada ainda
não se desfez, apesar do esforço de vários dirigentes e líderes partidários. (...)
(pág. A6)
O GLOBO
- Auditoria vai investigar desvio de
recursos da LBA
- O presidente interino do INSS, Valdyr Moisés Simão, determinou
ontem abertura de auditoria contábil para investigar o desvio de recursos da Legião da
Boa Vontade (LBV) para o pagamento de salários a diretores da entidade.
Simão afirmou que a prática viola a lei de custeio da Previdência e,
se confirmada, provocará o cancelamento do título de entidade filantrópica, que garante
isenção fiscal para a LBV. "Os indícios de violação da lei mostrados na
reportagem são muito fortes. Vamos buscar toda a comprovação material possível para,
se for o caso, cassar o títulos dessa entidade", disse o presidente do INSS.
A Legião também paga uma série de mordomias para seu
diretor-presidente, José de Paiva Netto. Conforme o "Globo" revelou ontem, a
fiscalização da Previdência já encontrou irregularidades em 350 das 400 unidades da
LBV, que deixou de recolher R$ 8,4 milhões ao INSS e R$ 4,5 milhões de FGTS. (pág. 1, 3
e 4)
- O governador Tasso Jereissati insinuou ontem que o presidente
Fernando Henrique foi incoerente ao pedir que não se falasse em sucessão e participar de
solenidades com o ministro José Serra. "A vida tem suas incoerências. Infelizmente,
não posso estar em palanques", disse. (pág. 1 e 9)
- O Banco Central conseguiu fazer com que o dólar fechasse ontem em
queda, após cinco dias de alta. A moeda americana chegou a ser negociada a R$ 2,177, a
maior cotação do Real, pouco antes de o BC anunciar que venderia títulos com correção
cambial.
O BC ofereceu R$ 4 bilhões em títulos, mas vendeu apenas R$ 974
milhões, o que reforçou a tese de que o dólar está subindo por especulação. O BC
avisou ainda que emitiria mais R$ 60 bilhões em papéis cambiais: o dólar acabou cotado
em R$ 2,117, contra R$ 2,129 de sexta-feira.
Na Argentina, o dia foi tenso, apesar de ter sido bem recebida a
confirmação de Domingo Cavallo como chefe de Gabinete. Os juros no mercado
interbancário saltaram de 8% para 20% ao ano e a agência S&P avisou que o país
está em observação. Nas ruas estudantes e sindicalistas protestaram contra o pacote.
(pág. 1, 21 a 24)
- Segundo o MEC, 654 municípios que ainda não prestaram contas dos
gastos de 2000 não vão receber a segunda parcela da verba para a compra da merenda
escolar.
Quase três milhões de crianças entre 7 e 14 anos serão prejudicadas
pela omissão dos prefeitos. O ministro Paulo Renato pedirá ao Ministério Público que
abra inquérito para apurar supostas irregularidades praticadas pelos prefeitos dos
municípios que deixaram de justificar os gastos com merenda escolar nos dois últimos
anos. (pág. 1 e 10)
- A plataforma P-36 da Petrobras voltou a afunda 40 centímetros ontem
de madrugada na Bacia de Campos, devido às condições críticas do mar - com ondas de
1,5 metro, que dificultaram o trabalho dos mergulhadores - e à existência de aberturas
em compartimentos.
Com isso, sua inclinação aumentou de 23 para 27 graus. No entanto,
durante o dia, a plataforma se manteve estável e técnicos continuaram o trabalho de
injetar ar comprimido ou nitrogênio nos tanques alagados. Com essa técnica, já foram
retiradas 2.300 toneladas de água.
A Petrobras começa a formar hoje uma comissão para investigar as
causas das explosões na plataforma. Mulheres de quatro vítimas do acidente disseram
ontem que seus maridos reclamavam da falta de condições de trabalho. (pág. 1, 13 e 14)
- O Ministério da Educação anunciou ontem mudanças nos critérios
de avaliação do Provão. Segundo o MEC, o novo sistema, elaborado em resposta às
queixas das universidades, permitirá acompanhar com mais precisão a evolução dos
cursos.
O ministro Paulo Renato Souza ofereceu um almoço aos 18 estudantes
mais bem colocados no último Provão. (pág. 2 e 12)
EDITORIAL
"Ainda viável" - A Argentina não está à beira de um
colapso econômico, embora os mercados financeiros estejam tratando a situação como tal,
com reflexos indiretos sobre o Brasil.
A situação é difícil, mas não insolúvel: o país ainda reúne
vantagens comparativas invejáveis - como o fato de que exporta energia e alimentos - que
lhe dão condições de reagir. (...) (pág. 6)
COLUNAS
(Panorama Político - Tereza Cruvinel) - Quando morreu num acidente
estúpido, em 1976, banido da vida pública pelos militares, Juscelino Kubitscheck parecia
ter dúvidas sobre o lugar que lhe seria reservado na História. Suas memórias de governo
traem esta preocupação com o julgamento de seu legado. Além das festas oficiais, a
passagem de seu centenário propicia agora esta avaliação distanciada que o tempo já
permite. (...) (pág. 2)
(Ricardo Boechat) - Uma pesquisa acaba de situar o Brasil no grupo de
países de menor representação parlamentar feminina.
Nem 5% de nossos congressistas são mulheres.
Quase empatamos com os talibãs do Afeganistão. (pág. 16)
GAZETA MERCANTIL
- BC segura o dólar com menos de R$ 1
bilhão
- Com a venda de títulos cambiais, o Banco Central (BC) interrompeu
ontem a trajetória de alta do dólar comercial. Foram oferecidos ao mercado R$ 4 bilhões
em Notas do Banco Central da série Especial (NBC-E), em dois leilões de R$ 2 bilhões
cada.
Mas o BC acalmou o mercado vendendo apenas R$ 974,5 milhões em
títulos, pela taxa 10,5% ao ano, mostrando que a demanda por proteção
("hedge") era estreita e localizada no mercado interno. Se investidores
estrangeiros estivessem especulando contra o real, a demanda teria sido maior. (...)
(pág. 1, B-1 e B-3)
- (Nova York e Buenos Aires) - Analistas e investidores já fazem
diferença entre os dois países e vêem o Brasil em situação mais confortável, mas
alertam que a crise na Argentina pode ocasionar instabilidade na economia brasileira, com
reflexos no câmbio e na bolsa, além de encarecer o custo de captação de recursos
externos pelas empresas. (...) (pág. 1, A-18 e 20)
CORREIO BRAZILIENSE
- Piora a qualidade de vida com o fim das
áreas rurais
- As ocupações irregulares e as sucessivas mudanças de destinação
de terras rurais para urbanas, feitas pelo governo do Distrito Federal e Câmara
Legislativa, estão reduzindo as áreas verdes ao redor de Brasília. (...) (pág. 1 e 6 a
8)
- Câncer atingirá 305 mil pessoas
- O Ministério da Saúde prevê 7,4% de aumento no número de casos em
2001. Doença passará a ser questão de saúde pública. (pág. 1 e 15)
- Já está na Câmara Federal projeto de lei que destinará 2% da
arrecadação das loterias federais para os comitês Olímpicos e Paraolímpicos. (pág. 1
e 26)
- Convidado para reunião com o governador Joaquim Roriz, o
vice-governador Benedito Domingos não apareceu. Mas, antes disso, passou parte da manhã
conversando com integrantes da executiva regional do PT. Roriz negou que o tivesse
convidado. Benedito disse que recebeu o convite, sim. (pág. 1 e 11)
- Se ficar provado que a Legião da Boa Vontade (LBV) remunera, mesmo
que indiretamente, seus diretores, o INSS pedirá que seu certificado de filantropia seja
cassado.
Já está comprovado que nos últimos sete meses a entidade deixou de
repassar R$ 2,6 milhões em contribuições previdenciárias. (pág. 1 e 13)
- Tanto o governador do Ceará, Tasso Jereissati, quanto o ministro da
Saúde, José Serra, são nomes do PSDB cotados pata a sucessão do presidente Fernando
Henrique Cardoso em 2002.
Mas em reuniões recentes com o próprio presidente da República,
ficou acertado que o partido não discutiria a sucessão presidencial agora, apenas no
final do ano ou no começo do próximo.
Para a surpresa de alguns tucanos, no entanto, na semana passada, o
Presidente levou Serra para um "tour" pelo Nordeste, em Aracaju e Recife, onde
os dois foram recebidos em clima de campanha.
A "excursão" foi a senha para um já irritado Tasso
Jereissati aborrecer-se de vez. Com ironias poucos sutis, ele criticou a presença de
José Serra em comícios ao lado de FHC. (...) (pág. 12)
JORNAL DE BRASÍLIA
- GDF negocia reajuste para PM
- O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Ruy Sampaio, afirmou
ontem que as negociações entre o GDF e a União estão em fase adiantada e brevemente
será solucionada a questão dos 28,86% reivindicados pelos policiais. O coronel Sampaio
acha que os militares estão impacientes sem motivo. Ontem, o cabo Patrício, um dos
líderes do movimento dos PMs, se entregou. (pág. 1 eA-3)
- O cantor e compositor Herbert Vianna troca hoje o Hospital Copa D'Or,
no Rio de Janeiro, onde está internado desde o acidente com seu ultraleve, em fevereiro,
por um sistema de internação domiciliar. Herbert será atendido, 24 horas por dia, por
uma equipe médica e enfermeiras. (pág. 1 e B-1)
- A plataforma P-36 voltou a afundar e a sua situação é a mais
crítica desde o acidente de quinta-feira. A Petrobras está pessimista, pois as
condições do mar impedem o trabalho de técnicos e mergulhadores. (pág. 1 e B-1)
ZERO HORA
- Nas assembléias do Orçamento
Participativo estadual, que se iniciaram no sábado passado e prosseguem até 19 de junho,
o governo tem relatado as prioridades definidas pelas comunidades no ano passado que
estão sendo atendidas.
A prestação de contas é a grande novidade do OP deste ano, feita por
meio de um caderno ilustrado. Se comparada com o Plano de Investimentos e Serviços do ano
2000, esta prestação de contas também mostra que algumas das reivindicações da
população incluídas no Orçamento ainda esperam na fila para serem atendidas. (pág. 6)
- Quatro anos depois de uma emenda constitucional ter retirado dos
estados a prerrogativa de promulgar leis de emancipação, a Comissão de Assuntos
Municipais da Assembléia Legislativa se prepara para colocar em votação a criação de
28 municípios.
Como ainda não foi criada lei federal que deverá regulamentar o
assunto, os processos de emancipação serão baseados na legislação estadual anterior
à emenda. Respaldados nesse argumento, 24 novos municípios foram criados nos últimos
dois anos no Brasil. (pág. 8)
- A ex-deputada federal mexicana Rosario Ibarra de Pedra confirmou
ontem a "Zero Hora", da Cidade do México, que o líder do Exército Zapatista
de Libertação Nacional (EXLN), subcomandante Marcos, estuda uma possível visita a Porto
Alegre.
Ele pode ainda ir à Europa, a convite de deputados do Parlamento
Europeu. Rosario disse que Marcos está disposto a tirar a máscara que usa em aparições
públicas desde 1994 a fim de viajar ao exterior. (pág. 14)
- Representantes de sindicatos rurais e associações de criadores
reunidos ontem, em Santa Maria, adiaram a decisão quanto à volta da vacinação contra a
febre aftosa no Rio Grande do Sul.
No encontro convocado pela Federação da Agricultura do Estado
(Farsul), os produtores preferiram aguardar os resultados dos programas de prevenção
apresentados pela secretaria e pelo ministério da Agricultura. (pág. 26)
- A presença de focos do Aedes Aegypti, mosquito transmissor da
dengue, em 18 cidades gaúchas colocou em alerta a Secretaria Estadual da Saúde (SES). A
situação é preocupante.
Apenas três dos 27 estados brasileiros (Rio Grande do Sul, Santa
Catarina e Amapá) não registram a existência do vírus. Neste ano, foram notificados
22.856 casos no Brasil. (pág. 34)
MANCHETES
CORREIO DA BAHIA
- ACM denuncia abandono de estradas federais
JORNAL DO COMMERCIO
(PE)
- Nordeste sob risco de crise de energia
O DIA (RJ)
- Remédios: confira a tabela de descontos para idosos
ZERO HORA (RS)
- Intervenção do Banco Central no câmbio força queda do dólar

ATENÇÃO
O Boletim de Acompanhamento Macroeconômico
da Secretaria de Política Econômica, que traz avaliação mensal da conjuntura
econômica brasileira (análise e tendência de preços, salários, juros, balança
comercial, contas externas, etc), está disponível via FTP através do endereço na
INTERNET www.fazenda.gov.br, na área
específica de "Publicações". Outras informações atualizadas, inclusive
sobre os resultados do Plano Real, podem ser também obtidas, em português e em inglês,
na página eletrônica do Ministério da Fazenda.
Consulte a homepage da Secretaria de
Comunicação Social da Presidência da República.
O endereço na Internet é www.brasil.gov.br
O telefone para solicitação de
publicações é:061-411.4892.
O email da Secretaria de Comunicação
Social é: secom@planalto.gov.br |
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