21/01/2001

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JORNAL DO BRASIL

- Genéricos avançam no mercado e superam marcas tradicionais

- Medicamentos genéricos, em alguns casos até 67,9% mais baratos, estão avançando no mercado e, em menos de um ano, alguns já vendem até 40% mais que os de marca. É o caso do Maleato de Enalapril e do Captopril, do Laboratório EMS, que em setembro, segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, superaram em 60% e 50% as vendas dos anti-hipertensivos de marca Renitec e Capoten.

O antibiótico Cefalexina, do mesmo laboratório, bateu o tradicional Keflex em 40%, e o Cloridrato de Ranitidina vendeu, de fevereiro a setembro, 20 mil unidades mais que o Antak, tradicional remédio de combate a úlcera.

Análise dos relatórios da indústria farmacêutica mostram que caíram as vendas dos 300 medicamentos mais usados. O ministro da Saúde, José Serra, afirma que quando os genéricos ocuparem uma fatia entre 40% e 50% do mercado, não serão mais necessários medidas como a que congelou os preços este ano. (pág. 1 e cad. Economia, pág. 1)

- A taxa de consumo anual de energia será maior do que a do Produto Interno Bruto (PIB). No seminário "As Perspectivas do Atendimento do Consumo de Energia Elétrica", promovido pelo Jornal do Brasil, o presidente da Eletrobrás, Firmino Sampaio, disse que em 2010, o Brasil terá o consumo médio do Primeiro Mundo. (pág. 1, 6 e 7)

- O juiz aposentado Nicolau dos Santos Neto, principal acusado das falcatruas do Tribunal Regional de Trabalho de São Paulo, botou em discussão no País as regalias de uma reduzida classe de brasileiros com direito a prisão especial. São poucos os criminosos com tal privilégio. (pág. 1)

- O deputado Eurico Miranda não teme que a Câmara lhe casse o mandato. "Cheguei onde cheguei apanhando, sempre com gente vasculhando minha vida e fazendo acusações baixas", afirma. E acrescenta: "Me elegi com 110 mil votos com uma única bandeira: defender os interesses do Vasco. Represento os interesses da massa". (pág. 1 e 12)

- Criada para defender os interesses coloniais da França e conhecida por abrigar aventureiros sedentos de sangue, a Legião Estrangeira continua ativa, mas se adaptou aos novos tempos.

Os 8.000 homens de várias nacionalidades - inclusive brasileiros - hoje formam uma tropa de elite do Exército francês, presente até em missões de paz da ONU. (pág. 1 e 22)

- O ministro da Justiça, José Gregori, respira aliviado desde a prisão, em dezembro, do ex-juiz Nicolau dos Santos Neto, acusado de desviar R$ 169,5 milhões das obras do Fórum Trabalhista de São Paulo. "Passou o inferno astral", resume ele. Durante todos os meses em que ocupou o ministério no ano passado, ele sempre se viu cercado pelos mesmo tema, todos os dias. (...) (pág. 4)

- A 67ª interinidade de Marco Antônio Maciel como presidente da República foi marcada por muito trabalho e o máximo de discrição no cargo. Como costuma fazer quando assume o lugar de Fernando Henrique Cardoso, Maciel continuou despachando em seu gabinete na Vice-Presidência, no anexo do Palácio do Planalto.

Ele não ocupou - nem pretende ocupar - o gabinete do titular do posto, que só retornará da viagem de dez dias à Ásia na próxima terça-feira à noite. (pág. 5)

- Para quem supostamente tem pretensões de suceder Fernando Henrique Cardoso, Marco Maciel disfarça bem. Na semana de interinidade se limitou a atos que fazem pouco alarde. Um deles foi assinar nomeações de juízes para o Tribunal Regional Federal. Entre os escolhidos está a juíza Selene Maria de Almeida, da 4ª Vara Federal do Distrito Federal nomeada para o Tribunal Regional Federal da 1ª Região, com sede em Brasília.

Selene ficou conhecida por, no governo Collor, mandar prender o então presidente do Banco Central, Ibrahim Eris, que se recusou a cumprir uma decisão judicial. Maciel ainda nomeou os seis novos vices da Fundação Oswaldo Cruz. (pág. 5)

EDITORIAL

"Lição da Califórnia" - A Califórnia continua a enfrentar crise energética sem precedentes. (...)

Por muitos anos, o Brasil deu ênfase à construção de grandes hidrelétricas - colossos, como Itaipu -, mas o segredo da geração de energia está nas pequenas usinas. "Elas podem não resolver o problema do Brasil, mas resolvem a vida de milhares de brasileiros que vivem em municípios com problemas de energia", afirma Abdo.

O Brasil não tem o que temer. O modelo nacional de desregulamentação pode, no máximo, exigir pequenos ajustes com base nos ensinamentos do caso da Califórnia. É preciso evitar, por exemplo, a concentração nas mãos de fornecedores.

A crise, porém, não pode e não deve servir de pretexto para criar obstáculos ao programa de privatização. Nesse sentido, é lapidar o comentário do deputado José Carlos Aleluia (PFL-BA), membro da Comissão de Minas e Energia da Câmara: "A Califórnia deve ser objeto de análise, mas não deve ser motivo de recuo". (...) (pág. 8)

COLUNAS

(Coisas da Política - Dora Kramer) - O ministro da Fazenda, Pedro Malan, tem uma proposta objetiva que, segundo ele, facilitaria a transição do Governo Fernando Henrique Cardoso para o sucessor, seja ele quem for: a antecipação do anúncio dos nomes daqueles que seriam os ministros da Fazenda dos candidatos à Presidência em 2002.

Uma vez iniciada a campanha presidencial, no ano que vem, Malan acha que todos os candidatos deveriam dizer também quem seriam seus escolhidos para áreas estratégicas - não apenas a Fazenda - para facilitar a escolha do eleitorado e dar transparência aos propósitos de cada um. (...) (pág. 2)

(Informe JB - Paulo Fona) - O decreto elaborado pelo Ministério da Justiça para acabar com o regime de prisões especiais no Brasil passará pelo crivo do advogado-geral da União, Gilmar Mendes, que chega nesta semana do exterior.

O vice-presidente Marco Maciel, aconselhado pela Casa Civil e Secretaria Geral da Presidência da República, optou por esperar a chegada de Mendes e ouvi-lo sobre um ponto específico.

A dúvida levantada pelos advogados do Planalto que leram a proposta do decreto é quanto à legalidade de um ato do Poder Executivo interferir nas regras de encarceramento de outro Poder, no caso o Judiciário. (...) (pág. 6)

FOLHA DE SÃO PAULO

- Êxodo esvazia 27% dos municípios

- Dados do Censo 2000 do IBGE indicam que 1.501 municípios do País - 27% do total - encolheram desde a contagem populacional feita pelo instituto em 1996. As regiões Sul e Nordeste possuem os estados com o maior número de cidades que ficaram menores, onde os habitantes rumaram às metrópoles em busca de melhores perspectivas de vida.

Para especialistas, entre as principais causas da redução populacional nesses locais estão a estagnação de áreas rurais e a modernização agrícola, que levou ao aumento da dispensa da mão-de-obra. (...) (pág. 1 e C1)

- O presidente Fernando Henrique Cardoso disse, ao sair da Coréia do Sul, que estão enganados os que acham que não haverá reformas no restante de seu Governo. "Dois anos é muito tempo, e eu vou insistir nas reformas", afirmou FHC.

O Presidente listou entre seus planos as reformas tributárias, política, do Judiciário e da legislação trabalhista. A primeira é debatida há mais de seis anos sem que se tenha chegado a um entendimento. (pág. 1 e A6)

- O ministro da Saúde, José Serra, presidenciável do PSDB, obteve aumento de 355,46% na verba de sua pasta para saneamento básico com colaboração do Planalto e com articulação política dentro do Congresso, informam Kennedy Alencar e Otávio Cabral.

O Orçamento de 2001 autorizou um gasto de R$ 1,84 bilhão em saneamento básico para municípios de até 30 mil habitantes, contra R$ 404 milhões no ano passado. (pág. 1 e A5)

- Dois terços dos lucros das lojas de varejo no ano passado foram proporcionados por empréstimo de dinheiro. As grandes redes ganharam mais financiando o cliente do que vendendo produtos. "Somos um banco com fachada comercial", diz Natale Dalla Vecchia, diretor da Lojas Cem.

O retorno vantajoso com as operações financeiras explica a insistência de alguns vendedores para que o cliente não faça a compra à vista. (pág. 1, B1 e B3)

EDITORIAL

"O bônus de crescer" - Há muito tempo não se apresenta à economia brasileira uma perspectiva tão favorável de crescimento como neste início de 2001. Nesta semana, o Banco Central confirmou as expectativas e baixou em mais meio ponto percentual a taxa básica de juros, a Selic.

A atitude do BC foi lastreada na baixa inflação interna e, principalmente, nas boas perspectivas externas. (...)

Reflete bem o momento uma pesquisa da consultoria Arthur Andersen com executivos de grandes empresas em atividade no Brasil. Pela sondagem, quase 90% dos dirigentes empresariais prevêem aumento de produção neste ano em relação a 2000, 67% contam com crescimento do emprego, 76% vislumbram expansão nos lucros e 65% confiam no aumento dos investimentos. (pág. A2)

COLUNA

(Painel) - Um terceiro nome, além de Tasso e Serra, pode disputar eventual prévia do PSDB para a escolha do candidato da sigla à sucessão de FHC: Dante de Oliveira (MT). O governador admite a hipótese se for "convocado" pelos companheiros. Em resumo, está candidatíssimo.

* Do ministro Sarney Filho (Meio Ambiente) para Eliseu Padilha (Transportes), num vôo de Brasília para o Rio: "Meu pai nunca disputará mais nada, mas estará sempre disponível para ser homenageado". Na realidade, Sarney está contando votos para verificar se tem chances de presidir o Senado.

* O ponto fraco de Jader Barbalho (PMDB), cujo trânsito no mundo empresarial e da mídia é bem menor que o de Sarney é bem menor que o de Sarney e ACM, joga a favor do peemedebista no Planalto. O Senado, segundo se imagina no palácio, deixaria de ser um pólo de conflitos com a Presidência. (pág. A4)

O ESTADO DE SÃO PAULO

- FHC garante que ainda vai fazer a reforma tributária

- Para o presidente Fernando Henrique Cardoso, engana-se quem pensa que ele não tem mais tempo para mexer na reforma tributária. "Dois anos é muito tempo e eu vou insistir nas reformas", disse ontem, em entrevista coletiva durante o trajeto de sete horas entre Seul, na Coréia, e Bali, na Indonésia.

"Vamos fazer um novo esforço agora", afirmou. Na avaliação do Presidente, o Senado já caminhou em importantes pontos da reforma política, mas ele acha que os mesmos passos precisam ser dados em relação às reformas judiciária e trabalhista.

Para aprovar as reformas ele espera contar com a colaboração não só da base aliada, como também da oposição, que começa a entender as dificuldades do Governo por ter assumido o comando de "alguns lugares mais complexos". Fernando Henrique disse que, com as novas experiências, a oposição entenderá que não há mais possibilidade de insistir em um país, em um estado ou uma prefeitura sem o equilíbrio fiscal. (pág. 1 e A7)

- Nesta semana começa uma nova etapa na telefonia celular brasileira. Na quarta-feira, às 10 horas, consórcios de empresas vão entregar à Comissão Especial de Licitação propostas para as bandas C, D e E do Serviço Móvel Pessoal, sistema que vai suceder ao atual Serviço Móvel Celular. O Governo está pondo à venda nove licenças de telefonia celular, que devem render pelo menos R$ 6,73 bilhões, segundo o preço mínimo fixado.

Os leilões devem resultar na aplicação de R$ 18 bilhões por parte das atuais operadoras para o cumprimento de metas de qualidade e universalização previstas pela Agência Nacional de Telecomunicações. (pág. 1 e B1)

- (Porto Alegre) - A partir de quinta-feira, o Fórum Social Mundial reúne em Porto Alegre políticos e personalidades de vários países para protestar contra a globalização - ao mesmo tempo celebrada, na visão dos gaúchos, pelo Fórum de Davos, na Suíça. (pág. 1 e A8)

- O secretário municipal das Finanças, João Sayad, afirma que o governador Mário Covas "está interpretando", ao dizer que as prefeituras deveriam parar de reclamar e começar a executar seus planos. "Ninguém está reclamando. Estamos revelando as dificuldades financeiras herdadas do governo anterior e as de natureza permanente", defende-se. (pág. 1 e C1)

- Luiz Felipe Lampreia não está mais no Itamaraty. Agora está num casarão do século 19 de onde vai dirigir o Centro Brasileiro de Relações Internacionais. Após seis anos à frente da política externa brasileira, ele diz que a globalização ajudou o País a alcançar a liderança regional e a conquistar algum protagonismo no cenário mundial. (pág. 1 e B6)

- Responsáveis por quase 30% do PIB nacional, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Minas ainda não fizeram ajuste fiscal. Seus governadores, lembra o cientista político Gaudêncio Torquato, não aplicaram o princípio do pensador florentino Nicolau Maquiavel, segundo quem medidas antipáticas têm de ser executadas de uma vez só. (pág. 1 e A4)

EDITORIAL

"O controvertido Clinton" - O tempo é que dirá se Clinton conduziu o processo que deu aos EUA a década de maior prosperidade econômica e bem-estar social do século 20 ou se apenas não atrapalhou as forças políticas, econômicas e sociais liberadas pelo fim da guerra fria e início da globalização. (pág. 1 e A3)

COLUNA

(Coluna do Estadão) - Aqueles que acompanham as investidas do senador pefelista Antônio Carlos Magalhães contra o peemedebista Jader Barbalho acreditam que o baiano possa ter cometido um erro de cálculo quando declarou a guerra, no fim do ano passado. Era cedo demais, acreditam os políticos. E houve tempo para que Jader Barbalho se recuperasse. Ou pelo menos deixasse as acusações que pesam sobre ele caírem no esquecimento.

* Há de se notar, porém, que estas observações são sempre acompanhadas da ressalva de que o senador Antônio Carlos Magalhães é um ás na arte de sacar soluções na última hora e não aceitar derrota sem troco. (pág. A6)

O GLOBO

- Receita cria malha fina para cercar profissionais liberais

- A Receita Federal criou uma malha especial para pegar profissionais liberais que sonegam Imposto de Renda e contribuintes que declaram despesas médicas altas e compram recibos ou notas fiscais para justificar os gastos e pagar menos IR.

Os computadores do Fisco passarão a confrontar as despesas dos contribuintes com médicos, dentistas, psicólogos e advogados com as declarações de renda feitas por esses profissionais.

Se o patrimônio deles for considerado incompatível com a renda declarada, a Receita poderá abrir um processo e pedir a quebra do sigilo dos contribuintes.

A investigação será um duro golpe contra quem cobra preços diferentes para consultas com ou sem recibo. A nova malha tentará acabar com a indústria do recibo falso: os que forem pegos com nota fria podem ser multados em até 225% do valor do recibo. (pág. 1 e 29)

- Arquivos recentemente abertos revelaram que os nazistas nos anos 40 montaram uma rede de rádios na América do Sul com 40 emissoras, 15 delas no Brasil. Jornais e cinemas também foram comprados para divulgar propaganda do Reich. (pág. 1 e 3 a 5)

- O presidente Fernando Henrique e dona Ruth são recebidos no aeroporto de Bali (Indonésia). O Presidente disse que se engana quem pensa que ele desistiu das reformas. Ele criticou o conservadorismo de empresários, o pensamento arcaico de intelectuais que se acham progressistas e a proposta de antecipar para 2003 a vigência da Alca. (pág. 1, 9, 10 e 34)

- A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) do Ministério da Educação descobriu que há 200 cursos de mestrado funcionando sem o aval do Governo. Os alunos dessas instituições, que correspondem a 8% do total de cursos de pós-graduação do Brasil, recebem diplomas não reconhecidos pelo MEC e, portanto, sem qualquer valor. (pág. 2 e 13)

- A campanha de Aécio Neves (PSDB-MG) e Inocêncio Oliveira (PFL-PE) à presidência da Câmara comprova a máxima de que, na política, nenhum almoço é de graça. Em viagens aos estados, os dois prometem de tudo em troca dos cobiçados votos. Da liberação de verbas do orçamento aos cargos em comissões e na própria Mesa da Casa. (pág. 8)

EDITORIAL

"De Clinton a Bush" - Dois dias antes da posse, falando ao Comitê Nacional Republicano, George W. Bush deu o seu mote para os próximos anos: "Todos têm de entender que vou ser o presidente de todos".

Parece promessa, mas soa como apelo. Com boa razão: um presidente que chega ao poder, depois de uma eleição confusa e contestada, graças à maioria de um voto numa decisão da Suprema Corte, não pode mesmo dispensar a retórica da união nacional. (...) (pág. 6)

COLUNAS

(Panorama Político - Diana Fernandes) - "Todos juntos constituindo um arquipélago planetário de resistência à globalização neoliberal". Esta frase, retirada do texto oficial, resume objetivos e sonhos de líderes de movimentos políticos e sociais do mundo inteiro que estarão no Fórum Social Mundial, que acontecerá entre os dias 25 e 30 em Porto Alegre, simultaneamente com o Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça.

A expectativa dos organizadores é que passarão pela capital gaúcha mais de dez mil pessoas engajadas na construção de alternativas para "priorizar o desenvolvimento humano e a superação da dominação do mercado". (...) (pág. 2)

(Ricardo Boechat) - Em nome da "IstoÉ", a empresa Brasmarket passou a semana ligando para deputados federais a pretexto de fazer uma pesquisa sobre a eleição do novo presidente da Câmara.

Anteontem, a revista negou envolvimento com o projeto.

No PSDB, a misteriosa sondagem foi atribuída ao pefelista Inocêncio Oliveira, empenhando em produzir números dóceis à sua candidatura.

* O Senado criou sua própria escola de ensino superior.

Trata-se da Universidade do Legislativo Brasileiro.

Segundo resolução assinada pelo presidente da Casa, Antonio Carlos Magalhães, terça-feira, o objetivo é formar lideranças e quadros para o Poder Legislativo.

Mamma mia...

* Anunciado ano passado pelo presidente da República, aniversaria mês que vem o Plano Prioritário de Termelétricas.

Previa a construção, até 2003, de 49 usinas no País.

Até agora, só quatro saíram do papel.

Fernando Henrique Cardoso já se convenceu de que o induziram a falar bobagem. (pág. 16)

CORREIO BRAZILIENSE

- Economia brasileira entusiasma investidor

- O Brasil é a bola da vez. No bom sentido. O desaquecimento da economia norte-americana faz especialistas reduzirem previsões de crescimento do México e projetarem expansão de 4,5% do PIB brasileiro em 2001. O otimismo se reflete na bolsa nova-iorquina, onde o volume de operações com ações de empresas brasileiras cresceu 35% no ano passado, chegando a US$ 56 bilhões. (pág. 1 e 6 a 9)

- George W. Bush já delegou uma missão para seu secretário de Comércio Exterior: promover a integração dos mercados da América Latina. A posse de Bush, ontem, como 43º presidente dos EUA, não empolgou. A despedida de Bill Clinton roubou a cena. (pág. 1, 12 e 13)

- Com a promessa de restituir a moralidade ao país, a vice-presidente das Filipinas, Glória Macapagal-Arroyo, foi empossada na presidência do país depois que Joseph Estrada, pressionado por escândalos de corrupção, antecipou sua renúncia. (pág. 1 e 14)

- Após a visita à Coréia e antes de passar o fim de semana na paradisíaca Bali, o presidente Fernando Henrique Cardoso disse que é preciso investir em ciência e tecnologia. Para ele, é a única alternativa que o País tem para não ser excluído da sociedade de conhecimento. O apoio às pesquisas nessas áreas deve ocorrer nesse momento, já que, segundo FHC, o ensino fundamental e médio já vêm sendo desenvolvidos há mais tempo. Ele também afirma que sua equipe tem feito sua parte, ao modernizar o Governo, tornando-o mais ágil. (...) (pág. 3)

- (Jerusalém) - Em reunião na residência do primeiro-ministro Ehud Barak na colônia judaica de Kochav Yair, região central do país, o gabinete de Israel, também conhecido como "gabinete de paz", aceitou ontem à noite as propostas dos palestinos para iniciar uma rodada de conversações intensas, com vistas a encerrar o conflito que se estende há cinco décadas. As negociações teriam como base o plano americano do ex-presidente Bill Clinton. (...) (pág. 3)

ZERO HORA

- O Fórum Parlamentar Mundial, atividade paralela ao Fórum Social Mundial, reunirá entre os dias 27 e 28 mais de 400 parlamentares no auditório do Centro de Eventos da PUCRS.

Mais de 30 países confirmaram delegações no encontro. (pág. 21)

- Numa escala da viagem à Ásia, o presidente Fernando Henrique Cardoso antecipou um pouco da estratégia do Brasil para enfrentar as pressões para a aceleração da Alca, o tratado de livre comércio entre as Américas. Sem redução de barreiras recíprocas, não há integração, disse FH, no Canadá. Doutor pela Universidade de Londres, o economista Maurício Mesquita Moreira, avalia que o Brasil tem cacife para aumentar o tom na mesa de negociações. (pág. 24)

- O estado e a União não sabem onde estão 7.195 quilos de pesticidas de alto poder contaminante, apreendidos na década de 80 e armazenados em 22 cidades gaúchas.

O produto estava acondicionado em órgãos públicos ou em empresas privadas nomeadas como fiéis depositárias. As sete toneladas sumiram, conforme relatório da Secretaria Estadual da Agricultura. Na maioria dos casos, o responsável sequer foi encontrado para explicar o fato. (pág. 36)

- A cada hora uma arma irregular é apreendida no Rio Grande do Sul. Cerca de 80% desse arsenal à disposição dos criminosos têm origem em roubos e furtos de armas adquiridas legalmente e guardadas em residências, estabelecimentos comerciais, instituições financeiras e veículos. O restante entra no estado por meio de contrabando. (pág. 50)

MANCHETES

ZERO HORA (RS)

- Polícia apreende 26 armas ilegais por dia no estado

REVISTAS

VEJA

TÍTULO DE CAPA

- O cerco da periferia: Os bairros de classe média estão sendo espremidos por um cinturão de pobreza e criminalidade que cresce seis vezes mais que a região central das metrópoles brasileiras

O câncer verga Covas - Depois de dois anos de luta, o governador já não decide sobre seu tratamento. (pág. 36 a 40)

Um golpe com conexões em Brasília - Colaborador de Brindeiro é investigado por envolvimento com máfia dos títulos. (pág. 46 a 49)

Dançando na posse - Bush assume a Presidência já com a batalha ideológica a pleno vapor. (pág. 50 e 51)

A guerra do fim do mundo - Assassinato do presidente do Congo muda quadro do conflito que tumultua a África. (pág. 52 e 53)

O que eles têm que os outros não têm - Empresas investem pesado na seleção em busca dos executivos do futuro. (pág. 62 e 63)

A explosão da periferia - Crime, desemprego e miséria: uma tragédia brasileira em torno das grandes metrópoles. (pág. 86 a 93)

Aqui não tem bobo - Condenados nos discursos, os subsídios às exportações são a norma no comércio internacional. (pág. 98 a 100)

No nariz deles - Dado sugere que o Distrito Federal, sede da Receita, é um dos epicentros da sonegação. (pág. 101)

ISTOÉ

TÍTULO DE CAPA

- Chope: o loiro irresistível

- Extra: Livro devassa a vida de Antonio Carlos Magalhães

Uma vocação tirânica - Livro de jornalista baiano, que chega às livrarias no fim de semana, conta em detalhes a trajetória de violência e perseguições de ACM a desafetos. (pág. 24 a 26)

Quem paga a conta? - Candidatos investem na disputa pelo comando da Câmara. (pág. 33)

Made in Brasil - Criada no Distrito Federal, a Bolsa-Escola é exportada para seis países e beneficia oito milhões de crianças. (pág. 38 e 39)

Incompetência da TIW - A empresa canadense de telefonia foi imprudente e temerária até pelos padrões irreais da Nova Economia. (pág. 68 a 70)

A fúria da terra - Em 30 segundos, terremoto faz cerca de 700 mortos e mais de 45 mil desabrigados em El Salvador. (pág. 82 e 83)

ÉPOCA

TÍTULO DE CAPA

- O lutador - A guerra pública entre Covas e o câncer

A guerra de Covas - Ao combater o câncer com transparência e coragem, o homem que governa São Paulo oferece lições de vida ao País inteiro. (pág. 34 a 39)

Os emirados fluminenses - Dinheiro do petróleo muda a vida e impulsiona sonhos na costa do estado do Rio. (pág. 50 a 59)

A trilha da salvação - Cultivo de soja é a esperança para reerguer Paragominas, o maior pólo produtor de madeira do País, ameaçado pela extração predatória. (pág. 66 e 67)

Um paraíso sob suspeita - Contrato sigiloso mostra que gastos do fundo de pensão do Banco do Brasil com hotéis de luxo podem ficar 48% acima do previsto. (pág. 74 e 75)

O desenvolvimento em debate - Contraponto à reunião dos países ricos em Davos, na Suíça, Fórum Social converte Porto Alegre em centro mundial de protesto contra o liberalismo. (pág. 76 a 81)

DINHEIRO

TÍTULO DE CAPA

- O apetite voraz da Unilever

João Bosco Lodi - Respeito entre os sócios - O consultor mais antigo do País fala sobre as mudanças no cenário empresarial nas últimas três décadas e dá a receita para os empreendedores que querem sobreviver na economia globalizada. (pág. 16 a 18)

Girando pela Ásia - FHC retoma aproximação comercial com a Coréia, a China e o Japão. (pág. 28 e 29)

O humor Fiesp - Pesquisa entre empresários paulistas aponta otimismo para 2001, planos de investimentos em produção e contratação de pessoal. Aceitação do Governo está em alta. (pág. 30 e 31)

O calote da máquina - Dívidas de curto prazo de R$ 7 bilhões das prefeituras deixam empresas de obras e serviços no vermelho. (pág. 32 e 33)

A milonga da Argentina - Governo argentino quer vender a blindagem financeira como o início da virada na economia do país. O problema é que pouca gente acredita. (pág. 38 a 40)

A ponte do futuro no leilão da banda C - Setenta empresas internacionais de telefonia retiram editais para participar da licitação. A inglesa Vodafone pode ser a grande surpresa. (pág. 48 e 49)

Unilever sacia a fome e avança no Brasil - Depois de comprar marcas tradicionais de alimentos, gigante parte rumo à liderança. (pág. 54 a 56)

Briga no ar - Novo subsídio à Bombardier coloca em xeque poder da OMC. (pág. 58)

ATENÇÃO

O Boletim de Acompanhamento Macroeconômico da Secretaria de Política Econômica, que traz avaliação mensal da conjuntura econômica brasileira (análise e tendência de preços, salários, juros, balança comercial, contas externas, etc), está disponível via FTP através do endereço na INTERNET www.fazenda.gov.br, na área específica de "Publicações". Outras informações atualizadas, inclusive sobre os resultados do Plano Real, podem ser também obtidas, em português e em inglês, na página eletrônica do Ministério da Fazenda.

Consulte a homepage da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.

O endereço na Internet é www.brasil.gov.br

O telefone para solicitação de publicações é:061-411.4892.

O email da Secretaria de Comunicação Social é: secom@planalto.gov.br