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23/02/2001
JORNAL DO BRASIL
- Conversa
entre procuradores e ACM reabre caso Eduardo Jorge
- O procurador Luiz Francisco de Souza afirmou ser "verídica e
praticamente literal" a versão da conversa do senador Antônio Carlos Magalhães com
procuradores da República publicada ontem pela IstoÉ. ACM, segundo a revista, deu aos
procuradores pistas para incriminar o ex-secretário Eduardo Jorge, disse que a senadora
Heloísa Helena (PT-AL) votou contra a cassação de Luiz Estevão e fez acusações de
corrupção a políticos.
As reações foram imediatas: o presidente do Senado, Jader Barbalho,
decidiu apressar o pedido de nova quebra de sigilo de Eduardo Jorge, a oposição quer
cassar ACM por falta de decoro, Luiz Estevão anunciou que vai entrar com recursos para
anular sua cassação e o presidente da CNBB, Dom Jayme Chemello, disse que o Congresso
"tem obrigação de limpar a sua barra".
O presidente Fernando Henrique ficou aborrecido, mas não se
manifestou, e ACM, em nota, negou ter tratado com os procuradores de algum "fato
específico em relação ao Governo". (pág. 1 e 2 a 5)
- O empresário Luiz Estevão (PMDB-DF), que teve o mandato de senador
cassado em junho do ano passado por quebra de decoro parlamentar e pelo envolvimento no
desvio de recursos da obra superfaturada do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo,
disse ontem que vai entrar com dois pedidos de anulação do processo de cassação - um
no Judiciário, outro na Mesa do Senado Federal. (pág. 2)
- Deixando de lado o otimismo dos últimos relatórios, o Comitê de
Política Monetária (Copom) do Banco Central admite que houve mudança no cenário
externo e que os preços das tarifas administradas pelo Governo vão pressionar o custo de
vida. O Copom abandonou a idéia de reduzir juros e a previsão de queda dos preços dos
combustíveis, prevista para abril, embora admita que isso possa ocorrer ainda este ano.
Pela estimativa, as tarifas de energia elétrica devem subir 15,8%,
quase quatro vezes a inflação prevista de 4%, e as de serviços 12%, com maior
incidência no segundo semestre. O ministro das Minas e Energia, Rodolpho Tourinho, não
afasta a possibilidade de redução dos preços dos combustíveis: "Se o cenário
atual se estender até abril, os preços devem cair", disse. (pág. 1 e 15)
- O governo do estado do Rio vai intensificar, no carnaval, o combate
à prostituição infantil distribuindo nos cartões-postais da cidade panfletos de alerta
sobre o crime. Este ano, a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA)
recebeu 122 denúncias relacionadas à prostituição infantil e ao turismo sexual. Cerca
de 30 pessoas estão presas. São esperados no Rio 300 mil turistas, 30% estrangeiros.
(pág. 20)
- Os ministro Nelson Jobim e Ellen Gracie, do Supremo Tribunal Federal
(STF), reagiram de modo diferente às acusações feitas contra eles pelo senador Antônio
Carlos Magalhães (PFL-BA) a três procuradores da República, reveladas pela revista
IstoÉ. Enquanto o primeiro ficou muito irritado, mas mandou dizer pela assessoria do
tribunal que não faria comentários sobre acusações "mentirosas", a ministra
Ellen afirmou: "Não as reconheço como verdadeiras, lamento que tenham sido feitas,
se é que foram, e não as comento". (pág. 3)
- Os pedidos de demissão dos ministros da Previdência, Waldeck
Ornellas, e das Minas e Energia, Rodolpho Tourinho, indicados pelo senador Antônio Carlos
Magalhães, já estão prontos para serem assinados. O Palácio do Planalto trabalhava
ontem à noite com a expectativa de que eles pedissem demissão ainda hoje, caso
contrário o próprio Presidente estaria inclinado a afastá-los imediatamente. (pág. 4)
- O cerco político e partidário se fechou contra o ex-presidente do
Senado Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA). O presidente Fernando Henrique Cardoso,
segundo interlocutores, está determinado a romper com o senador, demitindo os seus
apadrinhados - representados no primeiro escalão pelos ministros da Previdência, Waldeck
Ornellas, e de Minas e Energia, Rodolpho Tourinho.
Para isso, Fernando Henrique conta com apoio irrestrito do partido do
senador, o PFL, que não tentará mais preservar o espaço de Antônio Carlos no Governo.
(pág. 4)
- Depois de assinar nota desautorizando a divulgação da conversa
mantida com o senador Antônio Carlos Magalhães, o procurador da República Guilherme
Schelb anunciou que vai abrir investigação para apurar quem foi o responsável pela
gravação da reunião com o parlamentar e por sua divulgação. (pág. 5)
- O presidente Fernando Henrique Cardoso encaminhou ao Ministério
Público Federal duas representações criminais contra o procurador Luiz Francisco de
Souza. O Presidente acusa o procurador de ter cometido crime de difamação e injúria em
entrevista e nos autos de processo movido contra seu filho, Paulo Henrique Cardoso. (pág.
5)
- (São Paulo) - O juiz Octávio Machado de Barros Filho, corregedor
dos Presídios de São Paulo, alertou ontem que está preocupado com o possível
agravamento das ações do Primeiro Comando da Capital (PCC) - a organização criminosa
que domina os presídios e comanda os maiores assaltos no estado. Ele disse que a
transferência dos líderes ou o endurecimento da disciplina interna são medidas
insuficientes para conter a crise que se instalou nos presídios.
"Temo pelas conseqüências dessa escalada. Há riscos para os
familiares de presos, diretores e funcionários dos presídios, juízes, promotores e
secretários", afirmou. (pág. 6)
COTAÇÕES
- Salário mínimo (fevereiro): R$ 151,00. Dólar comercial: R$ 2,0360
(compra), R$ 2,0368 (venda). Dólar paralelo: R$ 2,070 (compra), R$ 2,100 (venda). TR do
dia 23.01 a 23.02: 0,1912%. TBF do dia 21.02 a 21.03: 0,9836%. (pág. 1)
EDITORIAL
"Máxima urgência" - (...) A importância da Avenida Brasil
vai muito além dos votos que podem render. O desenvolvimento econômico do Rio depende de
suas pistas. Ela serve ao escoamento da carga do Porto de Sepetiba e às empresas dos
pólos industriais de Campo Grande e Santa Cruz. Adiar obras de melhoria significa
prejuízo certo para os cofres do município e do estado, na medida em que os empresários
tendem a buscar outras soluções.
Já que o prefeito César Maia se movimentou para reassumir a gestão
da Avenida Brasil, é de esperar que dê ao problema a prioridade que merece. Por que não
criar uma força-tarefa para cuidar do assunto? A Avenida Brasil pede urgência máxima.
(pág. 8)
COLUNAS
(Coisas da Política - Dora Kramer) - Se era encrenca que o senador
Antônio Carlos Magalhães estava procurando, ele agora sem dúvida achou uma de bom
tamanho. Manteve a coerência de seus atos mais recentes e errou o cálculo, direcionando
o tiro direto ao próprio peito.
Ao fazer acusações sem provas, cometer inconfidências sem fundamento
e jactar-se do próprio poder de controle sobre o funcionamento do Senado perante o
Ministério Público, ACM desafiou uma lei universal segundo a qual tudo na vida tem
limite. (...) (pág. 2)
(Informe JB - Paulo Fona) - O presidente Fernando Henrique ficou
indignado com as insinuações do ex-presidente do Senado Antônio Carlos Magalhães de
que a quebra de sigilos bancário e fiscal do ex-secretário-geral da Presidência da
República Eduardo Jorge o atingiriam. Mas aconselhado por alguns ministros, optou por
não tomar qualquer medida, ontem, para avaliar melhor os desdobramentos políticos.
Além disso, preferiu não aparecer se defendendo porque não houve uma
acusação formal contra ele. Conversou com os presidentes dos partidos da base governista
e obteve deles a garantia de que sairiam notas de apoio a ele e ao seu Governo. (...)
O líder do Governo no Senado, José Arruda (PSDB-DF), foi um dos que
aconselhou cautela. "Equilíbrio e bom senso, nessas horas, não fazem mal a
ninguém", resumiu. Para ele é necessário saber antes se o senador ACM confirma ou
não as declarações publicadas na IstoÉ. (pág. 6)
FOLHA DE SÃO PAULO
- ACM faz ataque a FHC e fica isolado
- A divulgação do conteúdo de uma conversa do senador Antônio
Carlos Magalhães (PFL-BA), com três procuradores federais acirrou a crise na base
política do Governo e isolou ainda mais o senador baiano.
Pelo menos três partidos (PMDB, PT e PPS) anunciaram que vão entrar
com representação no Senado contra ACM por quebra de decoro parlamentar, o que pode
resultar em sua cassação.
"Se pegar Eduardo Jorge, chega ao Presidente (Fernando Henrique
Cardoso)", afirmou ACM aos procuradores, em referência às investigações sobre o
ex-secretário-geral da Presidência. Ele também teria confessado a violação do sigilo
do voto na sessão de cassação do então senador Luiz Estevão. Em nota, ACM negou que
tivesse tratado de assuntos relativos ao Governo na conversa.
A oposição pediu a quebra de sigilo bancário de EJ de janeiro de 95
a julho de 2000.
Assessores e ministros aconselharam FHC a reagir às declarações de
ACM. (pág. 1 e cad. Brasil, pág. 1)
- A gravação da conversa entre o senador Antônio Carlos Magalhães
(PFL-BA) e procuradores e sua divulgação desencadearam crise no Ministério Público. Os
procuradores Guilherme Schelb e Eliana Torelly, que participaram da conversa, criticaram a
atitude do procurador Luiz Francisco de Souza, autor da gravação. Para ele, "a
sociedade tem é que se preocupar com o conteúdo". (pág. 1 e A4)
- O PCC (Primeiro Comando da Capital) ameaça promover uma nova
rebelião se o líder da facção Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, preso na
Penitenciária de Ijuí (RS), for transferido para a Casa de Custódia de Taubaté (SP).
G., que comanda a facção na Penitenciária do estado, disse que
"vai explodir tudo e correr muito sangue". Segundo líderes do PCC, está
"tudo pronto" para uma rebelião maior que a do último domingo. (pág. 1 e C1)
- O Banco Central acredita que o reajuste de tarifas públicas é a
principal ameaça à estabilidade da inflação - os preços de energia elétrica e
combustíveis são os que mais preocupam.
A informação está na ata da reunião do Comitê de Política
Monetária ocorrida na semana passada e é um dos motivos que levaram o BC a manter a taxa
de juros anual em 15,25%.
O BC estima que as tarifas de energia subam 15,8% em 2001 e deixou de
contar com queda de 6,5% dos preços dos combustíveis após a alta do dólar e a do valor
do barril de petróleo.
O ministro Rodolpho Tourinho (Minas e Energia) disse que, se for
mantida a atual situação do câmbio e do petróleo, haverá redução do preço da
gasolina em abril. (pág. 1 e B7)
EDITORIAL
"Desespero" - O senador Antônio Carlos Magalhães,
enfraquecido, atira a esmo. Em sua cruzada contra setores do Governo federal, incluído o
presidente Fernando Henrique Cardoso, não se distingue um objetivo político claro.
Aparentemente dominado pelo ímpeto da vingança pessoal, cada vez mais
isolado na aliança governista, ACM sofreu outro revés com o vazamento de conversa que
manteve com integrantes do Ministério Público. (...)
O melhor remédio para combater esses males é investigar tudo. E punir
os que fraudaram o erário e os que abusaram de suas prerrogativas legais. Infelizmente, a
julgar pelo histórico deste Governo e pelas reais motivações do atual denuncismo, o
destino desse caso parece ser, como tantos outros, o esquecimento. (pág. A4)
COLUNA
(Painel) - Dando como certa a queda de Rodolpho Tourinho (Minas e
Energia) e considerando prováveis a demissão de Waldeck Ornélas (Previdência), o PFL
do B, a ala não-carlista do partido, trabalha junto ao Planalto para isolar de vez o
baiano e manter os dois ministérios na cota da sigla.
* Caciques do PFL tentam convencer FHC a usar a crise do grampo de ACM
para antecipar a reforma ministerial. A intenção seria levar de roldão um nome do PMDB
para o buraco. Pouca chance. A cabeça de Eliseu Padilha (Transportes) está valendo ouro
no Planalto.
* Atarantado, FHC avisou ontem que não aceita palpite nem conselhos
para decidir como reagir dessa vez a ACM. A decisão será pessoal, disse. De novo, FHC se
considera pessoalmente traído. Acha que enviou todos os sinais de que queria paz. (pág.
A4)
O ESTADO DE SÃO PAULO
- STF impede corte de verba da Justiça e
do Congresso
- O STF suspendeu ontem por meio de liminar dispositivo da Lei de
Responsabilidade Fiscal que autorizava o Executivo a reduzir as verbas orçamentárias dos
outros Poderes e do Ministério Público aprovadas no Congresso. Para os ministros do STF,
a permissão para a limitação dos gastos do Judiciário e do Legislativo representava
uma interferência indevida.
Na opinião deles, outros mecanismos podem ser usados no caso de
exagero dos orçamentos, como a responsabilização dos envolvidos. Se o STF tivesse dado
o aval ao dispositivo, seria a primeira vez que o Executivo poderia reduzir gastos do
Legislativo e do Judiciário, como faz todos os anos com as próprias despesas.
* A reforma tributária deve voltar à agenda do Congresso e do Governo
logo após o carnaval, quando os parlamentares retomarão as atividades, depois do
processo de renovação das presidências da Câmara e do Senado. (pág. 1 e A6)
- O senador Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA) foi abandonado pelo
partido, depois que sua conversa com três procuradores da República foi divulgada pela
revista IstoÉ.
De acordo com a reportagem, o parlamentar insinuou, em encontro na
Procuradoria Geral da República, que o presidente Fernando Henrique poderia estar
envolvido em irregularidades com o ex-secretário-geral da Presidência Eduardo Jorge.
Em nota oficial, o presidente do PFL, Jorge Bornhausen, defendeu FHC e
condenou o encontro de ACM. (pág. 1, A4 e A5)
- A taxa de desemprego de 5,7% em janeiro, divulgada ontem pelo
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), foi a menor desse mês, nos
últimos quatro anos. Para a coordenadora da pesquisa, Shyrlene Ramos de Souza, os dados
comprovam a tendência de redução do desemprego no País.
A taxa aumentou em relação a dezembro, quando foi de 4,8%, mas esse
é um fenômeno típico do período, quando há dispensa de funcionários contratados
temporariamente para o Natal, segundo Shyrlene. (pág. 1 e B4)
- Foram os preços administrados, sobretudo de combustíveis e
eletricidade, e não o aquecimento da economia, que fizeram o Comitê de Política
Monetária (Copom), do Banco Central, manter a taxa básica de juros em 15,25%. Na ata da
reunião da semana passada, divulgada ontem, o BC observa que pelo terceiro ano seguido a
alta desses preços deve superar bastante a meta de inflação anual.
O reajuste da energia elétrica foi reestimado de 12% para 15,8%. O
Copom deixou transparecer preocupação com o impacto que a alta do dólar poderá ter na
inflação. Segundo o BC, o preço da gasolina não deve cair em abril. (pág. 1, B1 e B3)
- Secretários de Segurança Pública do Sudeste e do Nordeste
reforçaram a segurança nos presídios, preocupados com um possível efeito das
rebeliões em São Paulo. No Rio, o número de agentes em cada delegacia com carceragem
passará de 40 para 75 durante o carnaval.
O juiz-corregedor dos presídios de São Paulo, Otávio Augusto Machado
de Barros Filho, negou ter se encontrado com líderes do PCC para negociar uma trégua.
Pesquisa encomendada pelo Estado revela que pouco mais de metade dos paulistanos (50,3%)
é favorável à privatização do sistema penitenciário. (pág. 1, C1 a C5)
- Outro episódio envolvendo os Clintons está escandalizando a
opinião pública americana. Agora, a denúncia é que Hugh Rodham, cunhado de Bill
Clinton e irmão de Hillary, recebeu US$ 400 mil por fazer lobby para o perdão que o
então chefe de Estado americano concedeu a Carlos Vignali, traficante de cocaína, e a
Glenn Braswell, empresário condenado nos anos 80.
Segundo Clinton, nem ele nem Hillary sabiam que Rodham havia usado o
parentesco para obter perdão para Braswell e Vignali. (pág. 1 e A11)
- O Governo obteve em janeiro superávit primário (receitas menos
despesas, sem os juros), de R$ 2,52 bilhões, 78,4% superior ao do mesmo mês do ano
passado e o maior desde agosto. "Não vamos perder de vista o cumprimento do programa
de metas fiscais", disse o secretário do Tesouro, Fábio Barbosa.
O superávit previsto do Governo e de estatais é de 2,25% do PIB. O
Tesouro economizou R$ 5 bilhões com a redução da taxa de juros nos últimos 12 meses.
Em janeiro de 2000, o custo de rolagem da dívida era de 18,15% ao ano
ante 15,84% no mês passado. (pág. 1 e B4)
EDITORIAL
"Bom senso contra os criadores de pânico" - Qualquer barulho
pode provocar estouro de um rebanho, e isso ocorre mais uma vez nos mercados financeiros.
Desta vez, há uma novidade: um dos causadores do ruído é figura da mais alta
responsabilidade funcional, o presidente dos EUA. (pág. 1 e A3)
COLUNA
(Coluna do Estadão) - A gravação e divulgação não autorizada da
conversa do senador Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA) com três procuradores da
República - entre os quais Luiz Francisco de Souza - pode ter sido o ponto culminante de
uma sucessão de erros políticos do ex-presidente do Senado.
Esta era a impressão que senadores de todos os partidos tinham ontem.
Celebrado como "um craque" na política, ele caiu na
armadilha do escorpião e foi ferido de morte por quem tentava ajudar, no caso os
procuradores em busca de provas para salvar um caso quase perdido para eles e enfim
incriminarem o ex-secretário-geral da Presidência da República Eduardo Jorge Pereira
Caldas. (...) (pág. A6)
O GLOBO
- Denúncias sem provas de ACM irritam FH,
STF, PT, PSDB e PFL
- A divulgação do conteúdo de uma conversa do senador Antonio Carlos
Magalhães com três procuradores da República, que gravaram o encontro, abriu nova crise
e jogou contra o ex-presidente do Senado todos os partidos aliados, até mesmo o PFL,
além do PT e do Supremo Tribunal Federal. Na conversa, reproduzida pela revista IstoÉ,
ACM fez várias denúncias e tentou atingir o presidente Fernando Henrique, mas, segundo
os procuradores, não apresentou provas.
ACM sugeriu aos procuradores que peçam a quebra do sigilo bancário do
ex-ministro Eduardo Jorge nos anos de 1994 e 1998. Fez ataques aos ministros Nélson Jobim
e Ellen Nortfleet, do STF. E acusou a senadora Heloísa Helena (PT-AL) de ter votado
contra a cassação do senador Luiz Estevão. "Eu tenho a lista de todo mundo que
votou", disse ACM, embora a sessão tenha sido secreta.
O PT pediu a cassação de ACM, por falta de decoro. Ele negou o teor
da conversa, mas os procuradores confirmaram. Irritado, o presidente Fernando Henrique
não tomou nenhuma atitude, por considerar que o maior prejudicado foi o próprio ACM.
(pág. 1 e 3 a 9)
- Os aumentos de energia elétrica e combustíveis e seus efeitos na
inflação podem fazer o BC interromper a trajetória de queda dos juros, que estão em
15,25%. As taxas podem só voltar a cair no segundo semestre. Ao divulgar a ata da última
reunião do Copom, o BC reviu a previsão de aumento médio das tarifas de 12% para 15,8%
em 2001.
Além disso, ele não crê que o preço da gasolina caia 6,5% em abril,
como esperado. (pág. 1 e 21)
- O Conselho Monetário Nacional autorizou a abertura de contas
bancárias pela Internet dispensando apresentação de documentos como CPF, comprovante de
renda e de residência. Basta fazer o primeiro depósito num banco convencional. (pág. 1
e 23)
- Dois chefes do Primeiro Comando da Capital, facção criminosa que
comandou as rebeliões em São Paulo, propuseram ao governo do estado trégua de 90 dias
se forem transferidos da penitenciária de Taubaté para outra unidade. O governador
Geraldo Alckmin disse que "o governo não se submete às chantagens do crime
organizado". A CNBB criticou a retenção da verba para presídios. (pág. 2 e 10)
- O Banco Central conseguiu ontem suspender a liminar que devolvia a
administração do Banco Interunion ao empresário Arthur Falk. O recurso foi dado pelo
Tribunal Regional Federal (TRF) da 2ª Região. O Interunion estava sob intervenção do
BC desde dezembro de 1996.
O BC negou ontem que Artur Falk tenha conseguido sacar dinheiro do
Interunion aproveitando-se da liminar. (pág. 2 e 23)
- Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Nelson Jobim e Ellen
Gracie Northfleet negaram ontem as acusações que teriam sido feitas pelo senador Antonio
Carlos Magalhães (PFL-BA) em reunião com procuradores da República. As acusações
foram veiculadas ontem pela revista IstoÉ. (pág. 3)
- O senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) e seu grupo político
são os que mais detêm cargos federais de importância no Governo Fernando Henrique. O
senador tem 12 cargos importantes, nomeados por interferência direta sua ou de seus
aliados. Alguns desses cargos estão entre os mais cobiçados da República. (pág. 3)
- Detentor do título de profissional da política e conhecido pela
sagacidade de suas articulações no Governo, o senador Antonio Carlos Magalhães caiu
vítima de sua própria ânsia de incriminar seus inimigos. Duas semanas depois da
divulgação da fita com diálogos comprometendo políticos baianos do PMDB, ontem foi a
vez de ACM ser traído pelas palavras.
Ao comparecer ao encontro com os representantes do Ministério
Público, na segunda-feira, o senador não imaginava que o teor da conversa seria
alardeado com detalhes. (pág. 3)
- A situação do senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) no PFL era
considerada ontem como quase insustentável. O senador Jorge Bornhausen (PFL-SC)
repreendeu publicamente a atitude do companheiro baiano, aprofundando o abismo que os
separa desde que foi declarada a guerra contra Jader Barbalho (PMDB-PA) e ministros do
Governo.
Numa nota oficial, Bornhausen reprovou a ida de Antonio Carlos ao
encontro dos procuradores e manifestou apoio integral ao presidente Fernando Henrique
Cardoso. (pág. 5)
- O presidente do Senado, Jader Barbalho (PMDB-PA), comportou-se
publicamente como um magistrado diante das revelações contidas nas conversas entre o
senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) e os procuradores, mas em encontros reservados
com seus aliados vibrou com o fato de o pefelista baiano ter dado um passo em falso.
Para Jader, Antonio Carlos errou quando foi aos procuradores para
ajudá-los a incriminar o presidente Fernando Henrique Cardoso. (pág. 8)
- Com voz calma e sem usar qualquer adjetivo ou referência direta a
Antonio Carlos Magalhães, seu inimigo declarado, o presidente do Senado, Jader Barbalho,
anunciou ontem a criação de uma comissão de inquérito para investigar a possibilidade
de que tenham sido identificados os votos de senadores em votações secretas. (...)
(pág. 8)
- É verdadeiro o teor da conversa com o senador Antonio Carlos
Magalhães publicado pela revista IstoÉ, garantiram ontem os procuradores da República
Guilherme Schelb e Luiz Francisco Fernandes de Souza. Os dois confirmaram que a
divulgação das explosivas declarações do senador provocou uma crise na Procuradoria da
República no Distrito Federal.
No início da tarde, Schelb e a procuradora Eliana Torelly de Carvalho
- também presente à conversa com Antonio Carlos - divulgaram nota em que desautorizam a
divulgação da conversa. (pág. 9)
- O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu o dispositivo
da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) que permitia ao Executivo cortar gastos do
Legislativo, do Judiciário e do Ministério Público nas ocasiões em que a receita
orçamentária não fosse suficiente para as despesas previstas e para a manutenção do
resultado primário programado pelo Governo.
O artigo 9º da Lei de Responsabilidade Fiscal estabelece que os três
Poderes têm 30 dias para determinar os cortes nos casos de frustração de receita. O
dispositivo suspenso permitia ao Executivo, caso os demais Poderes não determinassem os
cortes dentro do prazo previsto, efetuar os cortes nos orçamentários do Judiciário e do
Legislativo. (pág. 10)
- O partido do presidente Fernando Henrique Cardoso, o PSDB, repudiou
com veemência, por meio de nota, as declarações do senador Antonio Carlos Magalhães
que constam da reportagem da revista IstoÉ. A nota reitera a honradez e a probidade do
Presidente, classifica como injuriosas aleivosias as suspostas declarações e considera
gravíssima a possibilidade de violação do voto secreto no Senado. (pág. 8)
EDITORIAL
"Nós e os turcos" - Uma crise na Turquia tem sido apontada
pelos analistas de investimentos como principal causa da queda nas bolsas e da alta nos
juros e no câmbio ocorridas nos últimos dias. (...)
Sem dúvida existe forte dose de exagero em tudo isso: não há
hipótese de os problemas internos da Turquia se refletirem no comportamento da economia
brasileira.
Num mundo globalizado, não é possível ignorar o que se passa nas
demais economias, especialmente naquelas que respondem por parcela expressiva do comércio
e dos fluxos financeiros internacionais.
Entretanto, os mercados têm dado atenção exacerbada aos fatores
externos, relegando a segundo plano a realidade interna. (...)
Vários outros aspectos favoráveis da conjuntura econômica brasileira
poderiam ser apontados, mas os mercados têm preferido deixar de lado os fatos para se
sensibilizar com fantasmas de ameaças distantes. Pelo visto, quanto mais longe da nossa
realidade, tanto melhor para os movimentos especulativos, que precisam às vezes criar
pretextos para promover ajustes nos preços dos ativos financeiros. (...)
No fim das contas, os brasileiros não fariam mau negócio imitando os
turcos e se preocupar mais com seus próprios problemas. (pág. 6)
COLUNAS
(Panorama Político - Tereza Cruvinel) - No primeiro instante, o que
assusta é a gravidade das coisas ditas pelo senador Antonio Carlos aos procuradores
federais, segundo o relato da revista IstoÉ. Em seguida, qualquer um há de achar
estranha a forma como tal conversa veio a público. Por fim, a indulgência do presidente
FH diante da ofensa espanta, já não parece conciliação, mais letargia, na falta de um
bom eufemismo. (...) (pág. 2)
(Ricardo Boechat) - Em agosto passado, publicou-se aqui que "um
erro no programa de computador do Senado" teria permitido identificar a petista
Heloísa Helena entre os senadores que votaram contra a cassação do peemedebista Luiz
Estevão.
A nota deu o maior bode.
A senadora ameaçou processar a coluna, chamou a fonte da notícia de
"canalha safado" e até recebeu solidariedade de Antonio Carlos Magalhães.
Agora, o mesmo ACM confirma aquela versão.
E diz ter provas para sustentá-la.
Quem estará mentindo?
* Começa em julho a primeira pesquisa domiciliar sobre o uso de
entorpecentes no País.
O Governo autorizou o levantamento na semana passada.
O trabalho será feito pelo Cebrid, de SP, em cidades com mais de 200
mil habitantes.
* A presidência da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado ficará
com o PMDB. Mais precisamente nas mãos de Carlos Bezerra (MT). (pág. 16)
GAZETA MERCANTIL
- Nossa Caixa já é tão grande quanto
Banespa
- (São Paulo) - O governo de São Paulo já tem outro Banespa. O
balanço que divulga hoje o Banco Nossa Caixa, novo nome do banco estadual Nossa Caixa
Nosso Banco, mostra alguns números bem próximos aos do antigo Banespa, além de um lucro
líquido de R$ 190,6 milhões, 57,7% superior ao de 1999. (...) (pág. 1 e B-1)
- (Washington) - Numa reunião que pode ser decisiva para a Alca, os
presidentes Fernando Henrique Cardoso e George W. Bush conversarão na Casa Branca no dia
30 de março, três semanas antes da reunião de Quebec, no Canadá.
Ontem, Bush provocou mau humor na diplomacia brasileira ao afirmar que
o México terá papel "estabilizador" na Venezuela e na Colômbia. Brasília
cultiva a América do Sul como seu espaço de atuação. (pág. 1 e A-10)
- (Rio e São Paulo) - O grupo Suzano anunciou ontem a compra da
participação da Vale do Rio Doce na Bahia Sul por US$ 320 milhões. Fontes ligadas ao
negócio dizem que agora a BNDESPar, sócia da Bahia Sul, pleiteia a compra das suas
ações pelo mesmo valor pago à Vale. Estaria respaldada por cláusula, chamada de tag
along, que dá esse direito aos minoritários.
Roger Agnelli, presidente do conselho da Vale, se recusa a admitir que
a BNDESPar tenha tal direito. (pág. 1 e C-5)
CORREIO BRAZILIENSE
- O que ACM conversou com os procuradores?
- Ex-presidente do Senado atacou Eduardo Jorge para atingir FHC,
segundo a Istoé; Procuradores em crise - Luiz Francisco confirma a conversa e aplaude o
vazamento; PFL isola ACM - nota critica o senador baiano e defende o Presidente. (pág. 1,
16 a 18 e 21)
- O desemprego costuma ser alto em janeiro. Mas neste 2001 a situação
foi diferente. Pesquisa do IBGE em seis capitais mostra que a taxa de desemprego de
janeiro ficou em 5,7%. Desde 1998, as taxas do período não baixavam dos 7%. Também caiu
o tempo médio de procura por uma vaga: de 22 para 17 semanas. (pág. 1 e 15)
- O Exército colombiano está investigando a libertação de
Jacqueline Alcântara de Morais, mulher de Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho
Beira-Mar, e de mais seis brasileiros parentes do maior traficante brasileiro.
"Queremos saber por que eles foram libertados com tanta
facilidade", disse o comandante da 4ª Divisão do Exército, general Arcesio Barrero
Aguirre. (pág. 1 e 12)
- No primeiro dia de câmbio livre, a moeda da Turquia, a lira, se
desvalorizou 28% e a Bolsa de Istambul subiu 9,8%. Analistas dizem que as incertezas em
relação ao futuro do país podem reacender a desconfiança dos investidores e provocar
fuga de capitais nos mercados emergentes, como é o caso de Argentina e Brasil. (pág. 1 e
14)
- A segurança pública no Distrito Federal durante o feriado de
carnaval pode estar seriamente comprometida. Policiais militares e bombeiros, reunidos
ontem à noite em assembléia na Praça do Relógio, em Taguatinga, decidiram iniciar nas
primeiras horas de hoje uma operação padrão. Ou seja, ir para as ruas mas não atender
as ocorrências, à exceção daquelas em que haja risco de vida. (...) (pág. 3)
- (Buenos Aires) - Depois de ver fechadas as fronteiras do Brasil para
a exportação de carne de gado vivo, carne com osso e material de reprodução (sêmen e
embriões), a Argentina teve rebaixado seu patamar na Organização Internacional de
Epizootias (OIE). A Argentina passou à categoria de país livre da febre aftosa, mas com
vacinação regional.
Ou seja, a decisão afeta as áreas nas quais o governo admitiu que
precisará inocular o gado. Antes, ocupava o primeiro degrau na lista, como livre da
doença sem vacinação - certificado obtido em maio de 2000. (...) (pág. 3)
JORNAL DE BRASÍLIA
- Fraude na cassação de Luiz Estevão
- ACM fala demais e pode ser o maior prejudicado
* Antonio Carlos admite violação do sigilo de voto dos senadores, que
era secreto; Ex-senador vai recorrer à Mesa do Senado para anular processo de cassação;
Jader Barbalho abre inquérito. PFL pode expulsar senador. PT e PPS pedem cassação;
Declarações do senador baiano a procuradores irritam o Governo e os partidos. (pág. 1,
B-1 e B-2)
- Milhares de brasileiros mal viram um computador e nem sabem o que é
Internet. Mas em Brasília o processo de popularização da Internet para o povo já está
começando e vai gerar emprego para 3 mil pessoas com a instalação de 3 mil terminais em
diversos pontos da cidade.
O objetivo é possibilitar ao público o acesso a serviços como
marcação de consultas ou informações bancárias. (pág. 1 e A-3)
- O líder dos Paralamas do Sucesso já responde a estímulos verbais,
sinal de que seu cérebro está se recuperando bem e de que ele começa a voltar
progressivamente do estado de coma, segundo os médicos. (pág. 1 e B-3)
- A direção do Centro de Internamento e Reeducação (Papuda) montou
um esquema especial de segurança para não ser surpreendido por qualquer tentativa de
rebelião dos presos, a exemplo do que aconteceu em São Paulo. (pág. 1 e A-11)
ZERO HORA
- Em crescente isolamento no Congresso, na
aliança governista e no próprio PFL, o senador Antonio Carlos Magalhães (BA) viu ontem
afastadas ainda mais as chances de recuperar o prestígio depois da derrota da eleição
nas mesas da Câmara e do Senado.
Em gravação reproduzida pela revista IstoÉ, o cacique pefelista
propõe em reunião com procuradores da República o aprofundamento de investigações
sobre o ex-secretário-geral da Presidência Eduardo Jorge para incriminar o presidente
Fernando Henrique Cardoso e acusa integrantes do Legislativo e do Judiciário. (pág. 1, 4
e 5)
- Um pedido para que seja realizada uma ampla investigação nas
relações de parentesco no Poder Executivo gaúcho chegará ao Ministério Público (MP)
nos próximos dias.
A decisão foi tomada por parlamentares de oposição, motivada pela
reportagem da RBS TV que denunciou, na quarta-feira, a contratação de mulheres de
secretários e de um chefe de gabinete no Palácio Piratini. O governo reagiu às
denúncias classificando-as de "levianas". (pág. 6)
- A indústria da Região Sul teve o maior aumento na taxa de emprego
em todo o País no ano passado. De acordo com pesquisa do Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística (IBGE), o crescimento do emprego no parque industrial dos três
estados da região foi de 2,9%, bem acima da média nacional, de 0,6%. O desempenho
positivo da indústria em nível nacional em 2000 é o primeiro após 10 anos em queda,
segundo o IBGE. O número de pessoas ocupadas na produção não crescia desde 1989,
quando houve aumento de 2%. (pág. 14)
- A taxa de desemprego aberto na Região Metropolitana de Porto Alegre
ficou em 5,9% em janeiro, ante 7,1% em igual período do ano passado. No País, o índice
calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em seis regiões
metropolitanas se situou em 5,7%, enquanto em janeiro do ano anterior foi de 7,6%. (pág.
14)
MANCHETES
CORREIO DA BAHIA
- Salvador cai na folia do carnaval da Paz
JORNAL DO COMMERCIO
(PE)
- PFL isola ACM e abre espaço para retaliação
O DIA (RJ)
- ACM ataca FHC e se dá mal
ZERO HORA (RS)
- Gravação de ACM abre crise e ameaça cargos de ministros
REVISTAS
ISTOÉ
TÍTULO DE CAPA
- Facada pelas costas - "Os dados que vocês receberam do Eduardo
Jorge estão incompletos. O que pega o Eduardo Jorge são os sigilos bancários de 1994 e
1998. Se pegar o Eduardo Jorge, chega ao Presidente" (De Antonio Carlos Magalhães a
três procuradores da República, na sede do Ministério Público, pouco antes de dizer na
tribuna do Senado que não iria atingir o Governo)
Abaixo da cintura - Antonio Carlos Magalhães faz discurso no Senado
com ataques a ministros, finge que preserva Fernando Henrique Cardoso, mas vai ao
Ministério Público dar dicas de como "pegar" Eduardo Jorge e envolver o
Presidente nas denúncias de corrupção.
Na conversa com três procuradores da República, ACM mostra que seu
desejo de vingança se volta contra integrantes dos Três Poderes: do ministro do STF,
Nelson Jobim, passando por Eliseu Padilha, Jader Barbalho e indo até a senadora petista
Heloisa Helena.
Como um boxeador que luta para se manter em pé a qualquer preço, ACM
apelou e foi buscar a ajuda daqueles que, até outro dia, considerava inimigos. (pág. 24
a 30)
Refém do pavilhão 6 - Dentro do Carandiru, coração do maior levante
de presos da história do País, o nosso repórter Douglas Tavolaro faz um relato
dramático de 24 horas de terror. (pág. 32 a 35)
Veias abertas - Grupos criminosos põem em xeque o poder do Estado nas
prisões e revelam a falência do sistema carcerário no País. (pág. 36 a 39)
Guerra das patentes - Brasil resiste à pressão das multis para
encarecer o tratamento da Aids e dá bom exemplo ao mundo. (pág. 78 a 80)
ÉPOCA
TÍTULO DE CAPA
- O crime controla a cadeia
O império do crime - O que é, como age e o que pretende o Primeiro
Comando da Capital, sindicato de presos que tomou o poder nas cadeias de São Paulo.
(pág. 28 a 35)
"Menos cadeia e mais multas" - O criminalista Luiz Flávio
Gomes diz que há excesso de crimes punidos com prisão e defende uma reforma
liberalizante do Código Penal. (pág. 36 e 37)
Razões da guerra - Canadá teme o avanço da indústria brasileira nos
EUA, o maior mercado consumidor do planeta. (pág. 63)
Uma voz na planície - ACM poupa FH e reitera acusações a Jader no
primeiro discurso como ex-presidente do Senado. (pág. 38)

ATENÇÃO
O Boletim de Acompanhamento Macroeconômico
da Secretaria de Política Econômica, que traz avaliação mensal da conjuntura
econômica brasileira (análise e tendência de preços, salários, juros, balança
comercial, contas externas, etc), está disponível via FTP através do endereço na
INTERNET www.fazenda.gov.br, na área
específica de "Publicações". Outras informações atualizadas, inclusive
sobre os resultados do Plano Real, podem ser também obtidas, em português e em inglês,
na página eletrônica do Ministério da Fazenda.
Consulte a homepage da Secretaria de
Comunicação Social da Presidência da República.
O endereço na Internet é www.brasil.gov.br
O telefone para solicitação de
publicações é:061-411.4892.
O email da Secretaria de Comunicação
Social é: secom@planalto.gov.br |
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