28/01/2001

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JORNAL DO BRASIL

- PF indicia 3 mil por lavagem e sonegação de R$ 18 bilhões

- A Polícia Federal fechou as investigações sobre uma das maiores redes de lavagem de dinheiro já descobertas no País e começa a indiciar, nas próximas semanas, 3 mil acusados de lavagem, evasão de divisas e sonegação fiscal.

O esquema, centralizado em Foz do Iguaçu e Cascavel, no Paraná, movimentou R$ 18 bilhões, entre 1993 e 1998, em partidas ilegais por meio de contas CC-5 - operação autorizada pelo Banco Central que permite as instituições financeiras do exterior comprarem dólares no Brasil.

Segundo o procurador Jessé Ambrósio dos Santos Júnior, um dos encarregados das investigações, 50 pessoas chegaram a ser presas e interrogadas no ano passado, já como parte das operações Casa Limpa e Macuco, realizadas pela força-tarefa federal contra o crime organizado.

A maioria das pessoas tinha ligações com bancos, casas de câmbio e agências de turismo, que remetiam recursos provenientes de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Fortaleza e Brasília para brasileiros no exterior usando centenas de "laranjas".

Segundo as investigações, só um banco, o Araucária, de Foz do Iguaçu, chegou a movimentar de R$ 20 milhões a R$ 30 milhões por dia, no período comercial na cidade. (pág. 1 e 13)

- Nas 187 prefeituras que conquistou nas últimas eleições, o Partido dos Trabalhadores não consegue pôr em prática a austeridade que pregou nos palanques.

Um parente aqui, outro ali, a máquina administrativa começa a ser recheada de pessoas ligadas aos prefeitos, contrariando a determinação da executiva do partido, que sempre criticou o nepotismo em administrações de adversários.

Os prefeitos de Goiânia e Governador Valadares, que nomearam as respectivas mulheres como secretárias municipais, já avisaram que não as demitirão por se tratar de pessoas competentes e de confiança. A discussão levou os adversários do PT a criarem um neologismo: o nepetismo. (pág. 1, 3 e 4)

- O mineiro Carlos Melles assumiu em maio o Ministério do Esporte e turismo com disposição para modificar o panorama do esporte. Para isso, pretende estimular o renascimento da educação física, construindo quadras e piscinas em todo o País. Em entrevista ao Jornal do Brasil, explicou por que extinguiu o Indesp e criou a Secretaria nacional do Esporte, para a qual pretende nomear um atleta olímpico. (...) (pág. 1, 12 e cad. Esportes, pág. 1 a 3)

- O DNER investiga como Nélio Botelho, líder de movimentos grevistas e presidente da cooperativa Brasileira dos Caminhoneiros, tomou posse de um terreno da autarquia, de 160 mil metros quadrados, na saída da Rodovia Presidente Dutra.

A cessão foi feita em março de 1991 por um diretor do DNER-RJ que seria sócio de Botelho. A cooperativa mantém na área estacionamento, posto de gasolina, restaurante e borracharia. O dirigente dos caminhoneiros diz que a medida é uma retaliação com o objetivo denegrir sua imagem. (pág. 1 e 6)

EDITORIAL

"Desafio Histórico" - O embaixador Luiz Felipe Lampreia foi chanceler à altura da melhor tradição do Itamarati. À frente do Ministério das Relações Exteriores, serviu ao Governo Fernando Henrique Cardoso com exação, discrição e competência.

A política externa brasileira, em sua profícua gestão de seis anos, angariou respeito entre os membros do G7 (grupo dos sete países mais ricos do mundo) e firmou a hegemonia do Brasil no Cone Sul, graças ao apoio incondicional à consolidação do Mercosul. (...)

Lafer, portanto, é homem extremamente bem preparado para o cargo de chanceler. Seu nome é garantia de que a política externa brasileira permanecerá em boas mãos. Não haverá solução de continuidade à frente do Ministério das Relações Exteriores. (...) (pág. 10)

COLUNAS

(Coisas da Política - Dora Kramer) - O deputado José Genoíno (PT) está na velha teses de que antes a doce limonada que o amargor do limão puro. É claro que Genoíno preferiria que o PT estivesse estreando no time dos grandes na ofensiva, e não na defensiva em que entrou o partido, desde que começaram a aparecer casos de prefeitos petistas nomeando parentes em suas recém-conquistadas prefeituras.

Mas já que foi assim, o deputado acha que o partido não pode perder a oportunidade de, primeiro, mostrar que prega a ética na política, mas também obedece a ela, imprimindo de uma vez por todas um padrão de qualidade na administração das coisas públicas. Em segundo lugar, José Genoíno dá graças a Deus que tudo tenha acontecido bem longe das eleições e considera que o PT deve aprender a lição de uma vez por todas:

"Antes de denunciar alguém, é preciso fundamentar bem as acusações. Não se pode ouvir dizer e sair falando qualquer coisa a respeito das pessoas". (...) (pág. 2)

(Informe JB - Paulo Fona) - O ministro Celso Lafer toma posse no Itamarati amanhã com um projeto: viajar pelos estados brasileiros e conversar com governador, empresários e organizações não-governamentais.

O novo chanceler fará o que ele mesmo está chamando de "Diplomacia Federalizada", uma espécie de romaria de conscientização da importância da política externa na vida diária de cada cidadão.

"São necessidades internas para possibilidades externas", resume. (...) (pág. 6)

FOLHA DE SÃO PAULO

- Governo premia aliados com verbas

- O Governo privilegiou os parlamentares aliados na liberação de verbas de emendas previstas no Orçamento de 2000.

Levantamento a partir da execução orçamentária mostra que os partidos da base aliada (PSDB, PFL, PMDB, PPB e PTB) receberam mais de 60% dos recursos previstos.

O PT conseguiu liberar apenas 32% do valor das emendas que constavam no Orçamento da União. PDT, PSB e PC do B obtiveram cerca de 40%.

Depois que as emendas são aprovadas pelo Congresso, cabe ao Ministério do Planejamento liberar as verbas.

O Planejamento nega que haja critérios políticos para a liberação e que exista orientação do Executivo para os parlamentares de oposição receberem menos recursos. (pág. 1 e A4)

- O governo dos Estados Unidos acreditava que o Plano Real fracassaria em três meses. A avaliação consta de documentos produzidos entre 1993 e 1996, informa Marcio Aith.

Em março de 1994, dez dias depois da instituição da URV, unidade de valor anterior ao real, os EUA viam o plano como "inadequado", prevendo "fracasso em junho ou julho".

Certos desse fracasso, os norte-americanos referiam-se ao real como "transitório" mesmo em julho de 1994, mês em que a moeda foi lançada.

Um telegrama mostra ainda que o governo norte-americano tinha poderes para sabatinar privadamente funcionários do FMI em viagens oficiais ao Brasil. (pág. 1, B1 e B3)

- O crescimento do turismo em Cuba está levando centenas de professores a deixar as escolas para trabalhar como carregadores de mala, recepcionistas, garçons ou taxistas.

A tendência vem desde 93, quando o governo permitiu a circulação de dólares no país. Atuando no turismo, os cubanos podem ganhar em gorjetas num dia o que recebiam durante um mês de trabalho.

Além da evasão de professores, muitas escolas estão deterioradas, e há escassez de material escolar básico. (pág. 1 e A18)

- Cerca de 350 crianças estão desaparecidas na cidade de Anjar, na Índia, entre destroços provocados pelo terremoto que atingiu o país anteontem. Elas participavam de desfile no dia da independência do domínio britânico. Outras 50 foram resgatadas.

Até 15 mil pessoas podem ter morrido, segundo o ministro indiano da Defesa. (pág. 1 e A17)

EDITORIAL

"O dissenso de Porto Alegre" - O contraponto entre o Fórum Econômico Mundial, em Davos (Suíça), e o Fórum Social Mundial, em Porto Alegre, oferece oportuno material para reflexão. O primeiro reúne autoridades, acadêmicos e empresários que constituem a nata do capitalismo mundial. O encontro da capital gaúcha congrega grupos de esquerda dos mais diversos matizes. Foi concebido para operar como um anti-Davos.

Se o encontro da Suíça é incomparável em termos de importância e de tradição, é preciso reconhecer que Porto Alegre dá eco ao mal-estar que tem crescido em todo o mundo.

O capitalismo globalizado tem uma capacidade de produzir riqueza sem precedentes na história. Oferece grandes oportunidades. Ao mesmo tempo, gera e acentua diferenças sociais. A crença de que o mundo deve seguir um modelo monolítico condena a humanidade a uma estreiteza tão fatalista quanto duvidosa. (...) (pág. A-2)

COLUNA

(Painel) - Cada vez mais longe da presidência da Câmara, Inocêncio Oliveira decidiu colocar o Governo contra a parede. Na próxima reunião da Executiva Nacional do PFL, dia 31, o deputado vai defender o apoio do partido no Senado a Jefferson Péres (PDT-AM), candidato da oposição. (pág. A-4)

O ESTADO DE SÃO PAULO

- OMC fará este ano nova rodada de negociações

Um nova rodada global de negociações comerciais deverá ser lançada este ano. A declaração foi dada ontem em Davos pelo diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Mike Moore, informa o enviado especial Rolf Kuntz.

Treze meses depois da desastrosa reunião ministerial de Seattle, o futuro do comércio multilateral está em jogo.

O ministro brasileiro da Agricultura, Pratini de Morais, disse que Pascal Lamy, comissário da União Européia, assegurou no encontro de Davos que a nova agenda, a ser anunciada até fevereiro, atenderá boa parte das pretensões brasileiras em relação ao comércio agrícola.

Apesar da proibição a manifestações, cerca de 200 pessoas tentaram organizar uma passeata a cerca de um quilômetro do centro de conferências de Davos. A polícia, porém, afastou os manifestantes. (pág. 1 e B7)

- Embora muitos dos novos prefeitos tenham encontrado os cofres vazios, o Governo federal não pretende relaxar exigências de ajuste previstas na Lei de Responsabilidade Fiscal. "Todos se candidataram sabendo da realidade. Agora, vão ter de fazer o dever de casa", diz o ministro do Planejamento, Martus Tavares.

Para ele, todos os administradores têm condições de superar os problemas, desde que assumam o ônus político das decisões.

A reivindicação de um período de transição para aplicação da Lei Fiscal, ou para sua mudança, defendida por lideranças políticas, principalmente do PT e de São Paulo, não encontra apoio no ministro. (pág. 1 e A4)

- O presidente Fernando Henrique voltou da viagem de dez dias à Ásia exigindo de sua equipe rapidez nos projetos sociais e resolveu reservar R$ 3 bilhões do FGTS para saneamento e habitação.

Outro plano prioritário é o combate à pobreza nas regiões metropolitanas, como base no novo projeto do Governo, a ser anunciado em breve. (pág. 1 e A5)

- Prestes a completar um ano no Brasil, os medicamentos genéricos ganham cada vez mais destaque nas farmácias em São Paulo.

Com preços 40% mais baixos, em média, as opções somam hoje 59 remédios - em fevereiro de 2000, eram só 6. Mesmo assim, eles ainda representam pouco mais de 1% do faturamento do mercado farmacêutico. (pág. 1, A10 e A11)

- Celso Lafer assume amanhã o Ministério das Relações Exteriores dando prioridade à agenda econômica e prometendo ser duro nas negociações sobre a disputa comercial entre as fabricantes de jatos Embraer e Bombardier. "Vamos brigar", anuncia. Lafer avisa que é contra a antecipação da Alca, como propõe o Chile. (pág. 1 e B5)

- Para reavivar o interesse do hemisfério Norte na liberalização do comércio, os Estados Unidos precisam fazer concessões de acesso ao mercado, declarou Robert Zoellick.

Terça-feira ele será sabatinado no Senado americano para ocupar o posto de ministro do Comércio Exterior e mostrar que os EUA querem avançar na criação da Alca. (pág. 1 e B1)

- Todo ano há quase 100 milhões de ocorrências de raios no Brasil, um recorde mundial. Eles matam pelo menos 200 pessoas e ferem mil, segundo o Grupo de Eletricidade Atmosférica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais.

Na Grande São Paulo, pelo menos quatro pessoas morreram vítimas de raio nos últimos 15 dias. (pág. 1 e C6)

- (Quito) - Um ano após a dolarização da economia, o Equador sofre com a volta da inflação, que fechou 2000 em 97%, índice puxado pelas tarifas públicas. Os salários de muitos setores seguiram a inflação, mas o índice oculta a corrosão no poder aquisitivo. (pág. 1 e B6)

EDITORIAL

"Seis anos de política externa" - Uma boa política externa não tem existência autônoma. Ela é resultado de uma visão do País e do mundo, em sintonia com um projeto de governo. A saída do embaixador Luiz Felipe Lampreia do Itamaraty não significa, portanto, uma solução de continuidade. (pág. 1 e A30

COLUNA

(Coluna do Estadão) - Desde julho sem instituto de pesquisa contratado, o Governo recebe informalmente alguns resultados de levantamentos feitos pela MCI, do sociólogo Antonio Lavareda, que trabalhou até o ano passado para o Palácio do Planalto.

A última pesquisa, feita dia 23, confirmou o aumento do porcentual de brasileiros que estão otimistas com as perspectivas para 2001. (pág. A6)

O GLOBO

- Uma favela por mês surge no Rio, revela o Censo

- Dados do Censo 2000 do IBGE mostram que o número de favelas no município do Rio cresceu 30,2% em relação ao Censo anterior, em 1991, quando existiam 394 comunidades.

Em 2000, foram registradas 513. A Light também está fazendo a contagem de comunidades carentes e descobriu que na Rocinha, em São Conrado, surgiram, em um ano, mais de 600 residências.

A expansão desenfreada levou alguns moradores a usar até postes da empresa de energia como pilar na construção de casas. (pág. 1, 18 e 19)

- O Brasil está cheio de prefeitos que ganham mais do que o presidente Fernando Henrique e de outros tantos que contratam parentes para aumentar a renda familiar.

Altos salários e nepotismo independem de partidos, numa prática que vem desde a colonização, como lembram estudiosos. (pág. 1 e 3)

- Os senadores da CPI do Futebol têm cópia de documento que incrimina Wanderley Luxemburgo pelo menos por perjúrio. Em procuração a um amigo, o técnico autoriza a compra de imóvel nos EUA com recursos do banco Sun Trust. À CPI, ele negara ter investimentos no exterior e conhecer o banco. (pág. 1 e 47)

- A Polícia Federal está investigando o envolvimento de um fazendeiro do Paraná no contrabando de armas do Paraguai, que chegam a São Paulo e ao Rio de Janeiro em bagageiros de ônibus de linhas interestaduais. Esses contrabandistas também distribuem brindes aos seus clientes: granadas fabricadas no Brasil e exportadas para o Paraguai. (pág. 2 e 30)

- O fantasma da desaceleração americana não assusta o ministro da Fazenda, Pedro Malan. Em entrevista ao Globo, ele diz que o freio nos EUA é positivo para o Brasil pois a queda nos juros americanos reduz o custo da dívida e das captações externas.

Malan teme, no entanto, que a aproximação da eleição presidencial prejudique a aprovação de projetos do Governo no Congresso. (pág. 2 e 38)

- A aliança entre PSDB e PMDB nas eleições para as presidências da Câmara e do Senado acabou transformando os dois pleitos numa única disputa. Pela primeira vez o PFL está isolado e corre o risco de ficar sem comandar nenhuma das duas Casas do Congresso.

A dobradinha PSDB-PMDB é também o primeiro teste de uma futura aliança na eleição presidencial de 2002. A partir de amanhã, com o início da convocação extraordinária do Congresso, as disputas na Câmara e no Senado entram na reta final. Apesar de faltarem duas semanas para a eleição, em 14 de fevereiro, essa terça-feira é o dia decisivo para as candidaturas. (...) (pág. 1 e 8)

EDITORIAL

"Fóruns" - As diferenças já foram mais nítidas. De um lado, os apóstolos da globalização da economia mundial, que a definiam como o único caminho possível pata a paz e a prosperidade de todos os povos.

De outro, os críticos, que a diziam detestável instrumento da dominação das nações pobre pelas ricas. (...)

Agora, ao se iniciarem dois seminários internacionais a respeito - o Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, e o Fórum Social Mundial, em Porto Alegre - percebe-se notável evolução nas premissas. (...)

Seminários e painéis não são destinados a produzir conseqüências práticas imediatas: mas servem para refletir tendências e disposições que já existem nas cabeças pensantes.

Já é suficiente utilidade e razão bastante para que o mundo acompanhe com atenção o que ocorrer e o que se disser nos próximos dias em Porto Alegre e Davos. (pág. 6)

COLUNAS

(Panorama político - Diana Fernandes) - Nenhum tucano vai botar o bloco da sucessão na rua antes que o sinal verde seja dado pelo presidente Fernando Henrique. Mas não é preciso tornar o debate público para amadurecer as idéias e medir o grau de adesão aos nomes já apresentados.

É o que estão fazendo, discretamente, o governador cearense Tasso Jereissati e o ministro da Saúde, José Serra. Cada um no seu campo, claro. (...) (pág. 2)

(Ricardo Boechat) - Patrono da candidatura de Tasso Jereissati ao Planalto, Mário Covas orientou-o a não se coligar com o PMDB. "Esse partido tira mais votos do que dá", disse Covas, defensor da união PSDB/PFL, que elegeu duas vezes FHC. (pág. 20)

CORREIO BRAZILIENSE

- A cidade armada

- Aumenta o número de assassinatos a tiros cometidos no Distrito Federal. (pág. 1, 12 e 13)

- Depois de protestos pacíficos durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, Suíça, manifestantes antiglobalização enfrentaram a política em Zurique. Durante o fórum, a Organização Mundial do Comercio admitiu a realização de uma nova rodada de negociações. (pág. 1, 24 e 25)

- A má qualidade do ensino e o desemprego levam profissionais de curso superior a ocupar cargos de nível médio. Com isso, trabalhadores com o Segundo Grau passam a exercer funções de status básico e os menos qualificados acabam excluídos do mercado de trabalho. (pág. 1, 6 e 7)

- Os ares asiáticos não influíram na disposição do presidente Fernando Henrique Cardoso de permanecer fora da disputa pelas presidências da Câmara e do Senado. Nos encontros que manteve nos dois últimos dias, ele avisou que só entrará em cena depois que as coisas estiverem mais claras, de forma a não melindrar o PMDB.

Em conversas reservadas com ministros e assessores, o Presidente tem dito que mexer na briga interna do Congresso poderá jogar por terra todos os seus planos de lançar um candidato à sua sucessão em 2002, principalmente, se deixar o PMDB em pé de guerra. (...) (pág.

ZERO HORA

- Um exército internacional com milhares de integrantes invadiu Porto Alegre e derrubou o monopólio da língua portuguesa nas ruas da capital. Munidos de um vasto arsenal de garrafinhas de água, mapas e mochilas, estrangeiros dos cinco continentes tomaram de assalto calçadas, churrascarias, shoppings e até as águas do Guaíba, dando à capital gaúcha um tom cosmopolita poucas vezes visto.

Os participantes do Fórum Social Mundial provenientes de outros países ou mesmo de outros estados chacoalharam a cidade, pouco habituada ao fluxo e à variedade da origem dos visitantes. (pág. 12)

- Um incidente ocorreu por volta das 11h deste sábado durante um dos debates do Fórum Social Mundial, no Centro de Eventos da PUCRS, em Porto Alegre. O mediador da conferência Que Comércio Internacional Queremos, Bernard Cassen, convidou o ministro do Comércio da França, François Huwart, para falar.

Após a explanação, o ativista argentino Alberto Pujals bradou contra o ministro, interrompendo o evento. Pujals abordou Huwart com uma série de perguntas. Apresentando-se como jornalista, o argentino quis saber como um ministro de um país que impõe sanções a produtos da América Latina pode participar do Fórum Social.

Bernard Cassen, diretor do jornal Le Monde Diplomatique, tentou interrompê-lo, dizendo que as perguntas seriam feitas oportunamente. (pág. 14)

- Na véspera da ameaça de paralisação dos caminhoneiros, o Governo segue articulando com lideranças regionais um acordo que evite a deflagração do movimento.

Desde sexta-feira, o ministro dos Transportes, Eliseu Padilha, mantém contatos com representantes do setor. A paralisação está marcada para começar nesta segunda-feira. Será a terceira greve da categoria desde 1999. (pág. 29)

- O traficante carioca Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, consolidou uma aliança com o movimento guerrilheiro colombiano Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) com o objetivo de dominar o tráfico de drogas na fronteira do Paraguai com o Brasil.

O acordo abriu caminho para a formação de um cartel de droga brasileiro com sede na estratégica Capitán Bado, uma cidade paraguaia separada por apenas uma rua do município brasileiro de Coronel sapucaia, no oeste do Mato Grosso do Sul, uma região colonizada por gaúchos. (pág. 47)

MANCHETES

JORNAL DO COMMERCIO (PE)

- Portas abertas para novos investimentos

ZERO HORA (RS)

- O Gre-Nal da globalização

REVISTAS

VEJA

TÍTULO DE CAPA

- Câncer

* A má notícia: a cada ano 1 milhão de brasileiros descobrem que têm câncer.

* A boa notícia: com mudanças no estilo de vida, diagnóstico precoce e novos tratamentos, 60% dos pacientes vão se curar completamente.

Enfim, Brindeiro agiu - Suspeitas sobre o subprocurador são mais sérias: tem comissão e lavagem de dinheiro. (pág. 36 e 37)

Essa eleição é mesmo de chorar - Fora os risonhos da foto e mais uma meia dúzia, quem entende como se escolhem os presidentes da Câmara e do Senado? (pág. 38 e 40)

Sai ou não sai? Na Ásia, FHC volta a falar em reforma tributária - aquela que nunca se fez. (pág. 42 e 43)

A vez do Pantanal é agora - O turismo se profissionaliza, velhas fazendas tem confortos de hotel e 200 pousadas estão prontas para receber 1 milhão de visitantes neste ano num dos mais rústicos e belos cenários brasileiros. (pág. 58 a 65)

O que funciona contra o câncer - A luta contra uma das doenças mais temidas, os tumores malignos, está avançando com vitórias isoladas. (pág. 90 a 97)

ISTOÉ

TÍTULO DE CAPA

- Virgindade - Uma legião de fãs segue o exemplo das estrelas Sandy e Britney Spears, que se autoproclamam virgens. Nos EUA, cresce o faturamento das clínicas que reconstituem o hímen.

Centro-esquerda, volver - FHC impõe condição para reatar aliança: um sucessor com projeto progressista. "Não posso estiolar o PSDB". (pág. 24 a 27)

Sarau oposicionista - Livro contra ACM vai parar no Diário Oficial após leitura na Assembléia baiana. (pág. 28)

Resistência globalizada - De punk a social democratas, o consenso é que a economia e o mercado devem combater as desigualdades. (pág. 31 a 33)

Afastado, pero no mucho - Covas apresenta melhoras, cumpre agenda extra-oficial e continua dando as cartas no jogo político. (pág. 34 e 35)

A fuga dos peixões - Receita aperta o cerco aos sonegadores, recebe críticas do empresariado e corre o risco de ver escapar os mais graúdos. (pág. 70 e 71)

A voz do povo - Xanana Gusmão, líder da resistência à ocupação indonésia, não quer ser presidente. (pág. 80 e 81)

ÉPOCA

TÍTULOS DE CAPA

- Remédios - A vitória dos genéricos - O preço e a eficácia dos medicamentos sem marca melhoram a vida do consumidor.

- TV/No Limite - Os bastidores da luta no cerrado

- Madre Paulina - O Brasil espera a primeira santa

O cotidiano do lutador - Mário Covas licencia-se do governo paulista, adapta agenda ao tratamento e segue combatendo o câncer. (pág. 39)

Maquiagens de Marta - Sem recursos para iniciar projetos, a prefeita recorre a lances publicitários para continuar em evidência. (pág. 44)

Conflito armado na ecologia - O Ibama quer a ajuda do Exército para deter tiroteios e roubo de palmito em Itatiaia. (pág. 45)

Alerta geral - O Governo permitiu a importação e agora tenta rastrear destino do gado comprado na Inglaterra em plena epidemia da vaca louca. (pág. 81 e 82)

Receita que alivia o bolso - Os genéricos atraem o consumidor brasileiro e fazem despencar o preço dos remédios de grife. (pág. 84 a 89)

A mulher de R$ 140 bilhões - Solange Vieira, de 31 anos, comanda a maior devassa já feita nos fundos de pensão. (pág. 98 e 99)

DINHEIRO

TÍTULOS DE CAPA

- Por que Gragnotti desistiu da Bombril - A marca é uma das mais fortes do mercado brasileiro de produtos de limpeza. Mas o empresário resolveu entregá-la ao grupo americano Clorox por US$ 200 milhões. Ele acertou?

- Davos - As últimas decisões do capital

- Lafer - Os planos do novo chanceler

- Preços - O efeito arrasador da concorrência

- Caminhões - A arrancada da Volkswagen

Roberto Vivo: O futuro da internet é a velha economia - O empresário uruguaio, fundador do El Sitio, diz que os negócios na rede só prosperarão se houver uma integração com os meios de comunicação tradicionais. (pág. 16 a 18)

A casa do barulho - Em Davos, elite econômica carrega na agenda social e ecológica. Com Armínio Fraga, Brasil polemiza ao atacar protecionismo e elogiar a atuação do FMI. (pág. 26 a 29)

Itamaraty em tempo de Lafer - Novo chanceler quer agressividade nas exportações, atenção à Argentina e mais negociação. (pág. 30 e 31)

Sua majestade, a concorrência - Onde ela existe, os preços ficam abaixo da inflação. Já nas tarifas públicas... (pág. 32 e 33)

Dois em um - Polêmica marca a criação de agência para a defesa do consumidor e das empresas. (pág. 35)

Ciao, Bombril - Cragnotti vende a empresa e volta-se à área de alimentos. Para a compradora Clorox, é a chance de liderar o setor de limpeza no Brasil. (pág. 48 a 50)

ATENÇÃO

O Boletim de Acompanhamento Macroeconômico da Secretaria de Política Econômica, que traz avaliação mensal da conjuntura econômica brasileira (análise e tendência de preços, salários, juros, balança comercial, contas externas, etc), está disponível via FTP através do endereço na INTERNET www.fazenda.gov.br, na área específica de "Publicações". Outras informações atualizadas, inclusive sobre os resultados do Plano Real, podem ser também obtidas, em português e em inglês, na página eletrônica do Ministério da Fazenda.

Consulte a homepage da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.

O endereço na Internet é www.brasil.gov.br

O telefone para solicitação de publicações é:061-411.4892.

O email da Secretaria de Comunicação Social é: secom@planalto.gov.br