31/01/2001

JORNAL DO BRASIL

- PMDB oficializa Jader e acirra disputa no Senado

- O senador Jefferson Peres (PDT-AM) foi lançado pela oposição à presidência do Senado, horas depois de a bancada do PMDB ter confirmado Jader Barbalho como candidato do partido. Jader obteve apoio de 23 dos 26 senadores peemedebistas; Roberto Requião (PR) votou contra, José Fogaça (RS) se absteve e José Sarney (AP) não compareceu. Estrategistas do PMDB consideravam o cenário favorável à vitória de Jader, mas o ministro Pimenta da Veiga (PSDB) não tinha a mesma opinião.

"A eleição está indefinida e depende do que vão fazer PFL, PPB e PPS", resume Pimenta. No Palácio do Planalto, um assessor direto do presidente Fernando Henrique afirmava que "muita água vai rolar" até a eleição nas duas casas do Congresso. (pág. 1, 3 e Informe JB, pág. 6)

- A banda C de telefonia celular vai ser leiloada na terça-feira. A Anatel conseguiu que o presidente do TRF da 4ª Região, José Kallás, cassasse liminar que sustou o leilão, e as empresas interessadas serão convocadas para entregar amanhã as propostas. As bandas D e E serão leiloadas em 13 de fevereiro e 20 de março. (Pág. 1 e 11)

- O subprocurador da República Miguel Guskow assinou duas cartas de recomendação para o americano Robert Whitehead e para o brasileiro Taniel Marcolino, acusados de fraude com títulos da dívida brasileira no exterior.

Na segunda carta, de agosto de 1999, Guskow diz que Marcolino trabalhava com "eficiência e responsabilidade". O texto é assinado, também, por Sílvio Correia, chefe de Gabinete do senador José Fogaça (PMDB-RS). (pág. 1 e 4)

- Os casos de dengue confirmados em Niterói passaram de 51 para 116, desde segunda-feira, e podem crescer, já que 490 pessoas fizeram exames. O ministro da Saúde, José Serra, culpou os prefeitos pela propagação da doença. Segundo Serra, na campanha eleitoral ou depois, muitos suspenderam a prevenção. (pág. 18)

- O reajuste salarial de 11,98% para os servidores do Congresso Nacional vai beneficiar cerca de 250 deputados e 40 senadores que exerciam mandato entre abril de 1994 e janeiro de 1995. O diretor-geral da Câmara, Adelmar Sabino, explicou que esses parlamentares recebiam R4 4.470,00 no período. A partir de fevereiro de 1995, tiveram seus vencimentos elevados para os atuais R$ 8 mil. (pág. 2)

- O presidente Fernando Henrique Cardoso tentará evitar a votação da emenda constitucional que restringe a edição de medidas provisórias pelo Governo, incluída na pauta da Câmara dos Deputados.

Em conseqüência das limitações impostas pelo texto da proposta, pelo menos 80% das 76 medidas provisórias reeditadas pelo Governo correm o risco de perder a validade. A maioria delas trata de temas econômicos, créditos suplementares, e aumento de impostos, assuntos que o Governo ficará proibido de legislar por medida provisória. (pág. 2)

- Um dia após oficializar sua entrada no PSB, o governador Anthony Garotinho se reuniu com os representantes das duas maiores bancadas da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro - PMDB, com 18 deputados e o PSB, com 15 - para acomodar seus aliados na mesa diretora da Casa. Em reunião com a bancada socialista, o governador fluminense ouviu a reivindicação de cinco cargos: a primeira e segunda vice-presidência, e segunda e terceira secretarias, além de uma suplência. (pág. 2)

- Começa hoje efetivamente a convocação extraordinária do Congresso Nacional já que nos dois primeiros dias de trabalho extra, não houve votações nem reuniões nas comissões temáticas

Apesar da movimentação ontem na Câmara dos Deputados e no Senado - 461 deputados marcaram presença no plenário da Câmara e 78 senadores estiveram na Casa - os parlamentares se limitaram a fazer discursos e a discutir a sucessão nas presidências das duas Casas. Hoje haverá uma única sessão, às 15h, para votar as 76 Medidas Provisórias em vigor. (pág. 2)

- O PT aprovou a postura oposicionista adotada pelo candidato do PFL à presidência da Câmara dos Deputados, Inocêncio Oliveira (PE), que prometeu independência em relação ao Governo. O partido também acredita que poderá aproveitar a decisão de Inocêncio para embolar ainda mais as relações na base aliada do Governo.

Os petistas garantem, porém, que não aceitam negociar cargos na mesa diretora, como propôs o líder pefelista, em troca de apoio ao PFL. O partido começa a ouvir hoje os candidatos à presidência da Casa para decidir em quem depositará seus 56 votos. (pág. 3)

- No espaço de sete meses, o subprocurador-geral da República Miguel Guskow, 58 anos, assinou não apenas uma, mas duas cartas de referência encontradas em poder do suposto golpista financeiro Robert Whitehead há seis meses, quando ele foi preso pelo FBI, a polícia federal norte-americana.

Nesse período, o subprocurador também manteve correspondência com um possível cúmplice da fraude, o brasileiro Taniel Marcolino, sobre compra de papéis do Tesouro Nacional. (pág. 4)

COTAÇÕES

- Salário mínimo: (janeiro) R$ 151,00. Dólar comercial: (compra) R$ 1,9706, (venda) R$ 1,9714. Dólar paralelo: (compra) R$ 2,070, (venda) R$ 2,100. TR do dia 31/12 a 31/1: 0,1111%. TBF do dia 29/1 a 28/2: 1,1219%. (pág. 1)

EDITORIAL

"Cedo ou Tarde" - A decretação da prisão domiciliar de Augusto Pinochet, antigo homem-forte do Chile, representa sem dúvida virada de página política não apenas em seu país mas na própria História contemporânea. Desde outubro de 1998, ao ser detido em Londres, a pedido da Justiça espanhola, começou a se esboçar na prática novo conceito de julgamento de crimes contra a humanidade, além das fronteiras nacionais. (...)

Os tempos mudaram. Hoje os ditadores precisam pensar duas vezes antes de cometer seus crimes. Cedo ou tarde, como disse o general chileno, eles serão julgados - e à luz dos direitos universais. (pág. 8)

COLUNAS

(Coisas da Política - Dora Kramer) - A irretocável vitória do senador Jader Barbalho na bancada do PMDB, que ontem oficializou a candidatura dele à presidência do Senado, pelo menos por enquanto mostra que lógica é fator que não convém desafiar. Notadamente quando se trata de um universo finito, como uma bancada partidária ou mesmo o conjunto de senadores ou deputados.

A despeito dos ainda inexplicáveis, por dúbios, movimentos do senador José Sarney, que deixou até o último momento que permeasse o ambiente a desconfiança de que poderia mandar às favas o estilo e lançar-se a um improvável conflito com o próprio partido, tudo acabou acontecendo exatamente como previa a lógica. (...) (pág. 2)

(Informe JB - Paulo Fona) - O ministro das Comunicações, Pimenta da Veiga, não ficou impressionado com a indicação do senador Jader Barbalho (PA), pela bancada peemedebista, para disputar a presidência do Senado, apoiado pelo PSDB.

"O jogo começa para valer mais adiante", prevê o ministro, um dos fundadores do PSDB e deputado por Minas Gerais, como Aécio Neves, candidato tucano à presidência da Câmara com apoio do PMDB.

Na análise política do ministro tucano, o fim da próxima semana será decisivo pois há, ainda, espaço para uma candidatura alternativa à de Jader. "A eleição está indefinida e depende do que vão fazer o PFL, o PPB e o PPS", resume Pimenta. (...) (pág. 6)

FOLHA DE SÃO PAULO

- PMDB escolhe Jader e impõe derrota a ACM

- O PMDB escolheu seu presidente, o senador Jader Barbalho (PA), como candidato oficial do partido à presidência do Senado. A decisão representa uma derrota para o atual presidente da Casa, Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA).

Inimigo de Jader, ACM articulava a candidatura de José Sarney (PMDB-AP), que nem sequer compareceu à votação no partido. Jader teve o voto de 23 dos 26 senadores do PMDB. ACM esperava de seis a nove dissidências na bancada.

O fortalecimento da candidatura de Jader levou o senador baiano a ameaçar o Governo com denúncias de corrupção.

Sua intenção é tentar forçar o presidente Fernando Henrique Cardoso a intervir na disputa contra o peemedebista.

Além de ACM, FHC passou a enfrentar também a oposição do deputado Inocêncio Oliveira (PFL-PE), que disputa a presidência da Câmara com Aécio Neves (PSDB-MG). Inocêncio se declarou ontem candidato de oposição. (pág. 1 e A4 a A6)

- O Ministério do Trabalho começou a investigar distorções nos saques do FGTS. No ano passado, houve 10,7 milhões de saques por demissão na Caixa Econômica Federal, para um universo de 21 milhões de trabalhadores com a carteira profissional assinada.

O Governo insistirá na retenção da multa de 40% em casos de demissão como alternativa para a correção dos saldos do FGTS pelos planos econômicos. Outras medidas serão propostas com esse fim. (pág. 1 e B10)

- (Davos) - O Fórum de Davos acabou ontem com ONGs consolidando o papel de forte agente político-social. A ascensão é confirmada por Claude Smadja, diretor-gerente do encontro na Suíça. Para ele, ONGs entram no vácuo de falências de governos e empresas. (pág. 1 e A10)

- Apesar de a greve dos caminhoneiros não ter atingido toda a categoria nos dois primeiros dias, o presidente do MUBC (Movimento União Brasil Caminhoneiro), Nélio Botelho, disse que o movimento será mantido hoje.

Segundo Botelho, a adesão ao movimento cresceu na região Nordeste do País. Por isso, houve a decisão de manter a paralisação. No Paraná, houve queda de 80% na entrada de produtos hortifrutigranjeiros em postos atacadistas. (pág. 1 e B3)

- A prefeita de São Paulo, Marta Suplicy (PT), disse ontem, após a primeira reunião com seu secretariado completo, que todos os programas sociais anunciados em sua campanha sairão do papel ainda em 2001, gerando 100 mil empregos.

Segundo a prefeita, projetos como o Banco do Povo serão criados com investimentos de R$ 160 milhões (2% do Orçamento). Marta culpou o Governo federal pelo aumento do desemprego na cidade. (pág. 1 e C3)

EDITORIAL

"Riscos do improviso" - Foi publicada anteontem no Diário Oficial a 62ª reedição da medida provisória que trata da redução da participação do setor público no sistema financeiro A novidade foi a inclusão de um artigo que autoriza instituições financeiras privatizadas ou em processo de privatização a receber depósitos do setor público. (...)

Há boas reivindicações tanto por parte dos bancos públicos quanto por parte dos bancos que compraram instituições estatais com a garantia de manter depósitos públicos e, ainda, dos demais bancos privados (que estão sendo discriminados). Essa situação complicada se deve a uma falha do Governo, que fez privatizações improvisadas, preocupando-se aparentemente apenas com a obtenção de mais receitas. (pág. A2)

COLUNA

(Painel) - Entre perder de Jader Barbalho e ganhar com Jader Barbalho, José Sarney fez a segunda opção. O ex-presidente se considera peça no jogo sucessório e o PMDB é a legenda que pode viabilizar sua eventual volta ao Planalto em 2002. Ou cacifar uma vice para a filha Roseana. (pág. A4)

O ESTADO DE SÃO PAULO

- Brasil amplia guerra comercial com o Canadá

- O Órgão de Solução de Disputas da Organização Mundial do Comércio (OMC) reúne-se amanhã, na Suíça, para mais um capítulo da guerra comercial Brasil-Canadá, entre os fabricantes de jatos Embraer e Bombardier.

Os diplomatas brasileiros vão reclamar não apenas dos subsídios federais à Bombardier, como já vinham fazendo, mas também dos incentivos que a Província de Quebec dá à empresa.

Na mesma reunião, os canadenses vão solicitar a abertura de um panel (mecanismo de solução de disputas) contra o Brasil, sob a alegação de que o Programa de Financiamento às Exportações (Proex) continua violando as regras da OMC, o que o Governo brasileiro nega.

O conflito começou há cinco anos, quando foi questionado o apoio do Brasil à Embraer. No ano passado, a OMC autorizou o Canadá a retaliar o Brasil em US$ 1,4 bilhão. A organização também deve autorizar a abertura de um panel dos Estados Unidos contra a lei brasileira de patentes de medicamentos, que não estaria de acordo com as regras de propriedade intelectual. (pág. 1 e B1)

- O desempenho da balança comercial nas quatro primeiras semanas do ano, com déficit de US$ 544 milhões, surpreendeu e está preocupando o Governo. A afirmação é do secretário-executivo da Camex, Roberto Giannetti da Fonseca.

A luz amarela acendeu quando se constatou que as importações tiveram aumento de 33,4% em relação a 2000, enquanto as exportações subiram 20,5%. Giannetti da Fonseca informou que está "praticamente pronta" uma solução para reduzir o peso do PIS e da Cofins sobre as exportações neste ano. (pág. 1 e B3)

- O índice de confiança do consumidor americano caiu para o nível mais baixo desde dezembro de 1996, aumentando as apostas em uma redução significativa da taxa de juros nos EUA, hoje. Otimista quanto a isso e com as perspectivas da economia no Brasil, o mercado recebeu bem o leilão de títulos prefixados feito pelo Governo brasileiro. (pág. 1, B4 e B18)

- A Confederação Nacional da Indústria (CNI) entrou ontem no STF com pedido de liminar contra a lei que autoriza a Receita a quebrar sigilo bancário de contribuintes sem autorização judicial. "A lei viola a Constituição e precisa ser repelida", diz o presidente da CNI, deputado Carlos Eduardo Moreira Ferreira (PFL-SP). (pág. 1 e A7)

- Cerca de 250 deputados e 40 senadores que exerciam o mandato em 1994 receberão R$ 5 mil referentes a "perdas salariais" no período de abril de 1994 a janeiro de 1995.

Eles foram beneficiados pela decisão dos presidentes da Câmara e do Senado de incorporar 11,98% aos salários dos servidores do Legislativo.

O pagamento só não será maior porque em fevereiro de 1995 os parlamentares tiveram os salários aumentados, abrindo mão de reajustes anteriores. (pág. 1 e A5)

- Dois aviões da FAB saíram ontem de Guarulhos (SP), com 8 técnicos da Petrobras e 13 toneladas de equipamentos, rumo às Ilhas Galápagos, no Equador, para ajudar na contenção e limpeza do vazamento de óleo do navio Jéssica, encalhado há duas semanas.

Com a experiência de quase dez vazamentos de óleo apenas em 2000, a Petrobras enviou, segundo o ministro das Minas e Energia, Rodolpho Tourinho, o que há de "melhor em equipamentos e pessoal". (pág. 1 e A12)

- O caso Bové no Sul expôs o "obscurantismo" do MST, segundo o senador Roberto Freire (PPS-PE): "Queimar pesquisa é um gesto reacionário. Não pode estar atrelado à esquerda, que sempre foi ligada ao iluminismo, à vanguarda". Para ele, o MST começa a não ser mais de esquerda após envolver-se num ato para "pôr fogo no pensamento humano". (pág. 1 e B7)

- Depois de ter recebido intimação da Polícia Federal para deixar o País e de neutralizá-la com um habeas-corpus, o ativista francês José Bové foi a estrela do último dia do Fórum Social Mundial, ontem, em Porto Alegre.

Aplaudido de pé por cerca de 4 mil pessoas no Centro de Eventos da PUC-RS e sempre cercado por repórteres e fotógrafos, Bové acenava para a platéia e parecia encantado com os holofotes: "E ainda nem fui eleito presidente da República", disse. Bové anunciou que voltará ao Brasil este ano para lançar um livro.

O Governo federal decidiu entrar, na noite de ontem, com recurso no TRF de Porto Alegre para tentar revogar o habeas-corpus. Em Paris, a detenção de José Bové dividiu o governo francês, com declarações contraditórias de dois de seus ministros.

O da Economia Solidária condenou severamente a decisão do Governo brasileiro, mas o da Agricultura fez críticas à atuação de Bové. Em 2002, o fórum será de novo em Porto Alegre. (pág. 1, B6 a B10)

EDITORIAL

"Onde está o pensamento único" - O Fórum Social chamou a atenção da mídia. Mas nada avançou na construção do propalado "outro mundo". O que ficou desse autêntico festival fundamentalista foi um programado ato de vandalismo, uma patética confissão ideológica e uma jogada política. (pág. 1 e A3)

COLUNA

(Coluna do Estadão) - Como não é de aceitar derrota, o presidente do Senado, Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA), ainda vai tentar todos os meios para evitar a eleição do inimigo Jader Barbalho (PMDB-PA), mas sabe que os recursos agora são escassos.

No PMDB, depois da reunião que sacramentou o nome de Jader, o maior prazer era ver cair por terra o veto de ACM ao nome paraense.

No entanto, as comemorações ficaram mais em torno da escolha do candidato, que agora tem de assumir aquela posição de quem não quer saber de briga, só de votos. (...) (pág. A6)

O GLOBO

- Polícia liga oito mortes à máfia dos bingos no Rio

- Além do empresário Albérgio Alexandre Araújo, assassinado em Búzios no sábado passado, a Secretaria de Segurança investiga mais sete mortes - cinco das quais de policiais - que estariam ligadas à máfia dos caça-níqueis, controlada por bicheiros e policiais civis e militares, em disputa com os donos de bingos.

Sócio do Bingo Arpoador, Albérgio Alexandre pode ter sido morto por policiais ligados a bicheiros, em represália à reação dele ao negócio dos caça-níqueis avulso instalados nos bares, que concorria com os bingos.

Albérgio teria influenciado para que a Loterj cobrasse da PM repressão aos caça-níqueis avulsos. O secretário de Segurança, Josias Quintal, anunciou a criação de uma força-tarefa para investigar os crimes, o envolvimento de policiais e as atividades dos bingos.

Segundo o secretário, há 80% de chances de a morte de Albérgio estar relacionada ao jogo do bicho. (pág. 1 e 11)

- O PMDB fez vista grossa às denúncias contra o presidente do partido, Jader Barbalho, e o indiciou por ampla maioria para presidir o Senado. Mas a oposição decidiu entrar na disputa, lançando o pedetista Jefferson Péres. O PFL também avisou que não vai desistir: "A luta continua", disse ACM. (pág. 1 e 3)

- A Bolsa de Valores de São Paulo está investigando uma fraude na corretora Marlin, do Rio de Janeiro, que pode chegar a R$ 20 milhões.

O dono da corretora, Luiz Eduardo Simões, avisou, há 15 dias, que suspenderia as atividades da sua empresa e pediu que a Bovespa começasse uma auditoria, por ter desconfiado de uma operação.

Segundo o mercado, uma funcionária antiga da corretora teria vendido, por conta própria, ações de clientes da corretora. (pág. 1 e 22)

- O Governo gastou, no ano passado, R$ 87,4 bilhões com pagamento de juros da sua dívida pública, o que significa uma economia de cerca de R$ 40 bilhões em relação aos gastos de 1999 (R$ 127,2 bilhões).

A redução de gastos foi obtida com a queda da taxa básica de economia ao longo do ano e a maior estabilidade do real. Em 2000, as contas públicas fecharam com superávit primário de R$ 38,16 bilhões, o melhor resultado desde 1991. (pág. 1 e 27)

- A greve dos caminhoneiros, que começou anteontem, apesar de não mobilizar a maior parte da categoria afetou o abastecimento de alimentos e combustíveis em regiões do Paraná. Por sua vez, o Governo considera que o movimento já acabou e subsistem apenas grupos isolados que cometem atos de violência e serão tratados como desordeiros. (pág. 2 e 8)

- O subprocurador-geral da República Miguel Guskow está sendo acusado de favorecer a empresa TBA Informática ao ter enviado, em papel timbrado do Ministério Público, ofício ao ministro Martus Tavares suspendendo decisão da Câmara de Consumidor e Ordem Econômica que prejudicava a empresa. Guskow não tinha poderes para anular a decisão. (pág. 2 e 9)

- A campanha de prevenção à Aids no carnaval, que o ministro José Serra lança terça-feira que vem, usará um diabo e um anjo com o aviso: "Não importa de que lado você esteja, use camisinha.". Renato Cavalhere, vice-presidente da Master, agência de Curitiba que prepara a campanha, diz não temer reações contrárias de conservadores ou da Igreja Católica. (pág. 2 e 10)

- Numa articulação com o Palácio do Planalto, o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), retirou da pauta a votação da proposta de emenda constitucional que limita a edição de medidas provisórias.

A votação prevista para hoje, obrigaria o líder do PSDB, Aécio Neves (MG), a se posicionar contra o PT, o que comprometeria sua eleição a presidente da Câmara. O líder do PFL, Inocêncio Oliveira (PE), que já fala como oposicionista, avisara que votaria com o PT. (pág. 4)

- A ameaça de corte nos salários e o calor da disputa pela presidência da Câmara levaram ontem os deputados a Brasília. Dos 513 deputados, 461 registraram presença em plenário. A bancada do Rio - que teve 35 ausentes na véspera - estava em peso na capital. Dos 46 deputados, apenas Eber Silva (ex-PDT, hoje no PSB) não registrou a presença.

Ao contrário da sessão de abertura da convocação extraordinária, os três senadores do Rio - Geraldo Cândido (PT), Saturnino Braga (PSB) e Nilo Teixeira Campos (PSDB) - estavam presentes ontem à sessão do Senado. (pág. 4)

EDITORIAL

"Cercas e muito mais" - À primeira vista, a idéia de cercar favelas para conter o seu crescimento pode parecer tão fútil quanto enxugar gelo ou tapar o sol com peneira.

Como acreditar que quem é capaz de invadir espaços proibidos (encostas íngremes, margens de rios e canais, áreas de preservação ambiental), ou ser levado a isso, será detido por cercas ou muros não policiados?

Mas a experiência tem demonstrado o contrário. No Morro Dona Marta e na Rocinha, por exemplo, houve resultados práticos.

Além de demarcarem territórios, muros e cercas funcionam como marco de limites de tolerância do poder público. Principalmente, criam um ambiente fechado - e até valorizado - que acaba sendo do interesse da própria comunidade fazer respeitar. (...) (pág. 6)

COLUNAS

(Panorama Político - Diana Fernandes) - Na quase sangrenta disputa pela presidência do Senado, o dia ontem foi do senador Jader Barbalho. Antonio Carlos Magalhães, que falava em oito dissidentes na bancada do PMDB, viu seu inimigo ser referendado como candidato por 23 dos 26 peemedebistas. ACM disse que a luta continua, mas ao seu partido, o PFL, resta pouco a fazer. Vai concentrar-se na Câmara, com Inocêncio Oliveira. (...) (pág. 2)

(Ricardo Boechat) - Pesquisa da FGV constatou que o comércio varejista não tirou o pé do acelerador depois das vendas de Natal.

Nas 13 capitais estudadas, 83% dos empresários disseram que estão comprando tantas ou mais mercadorias do que em dezembro.

* Presidente da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, o senador Ney Suassuna revelou a amigos que está analisando os juros pagos pela Petrobras no exterior.

Ele suspeita que as taxas estejam acima do razoável. (pág. 14)

GAZETA MERCANTIL

- Novas marcas vingam e entram no carro popular

- (São Paulo, Curitiba e Rio) - A Chrysler, que acaba de anunciar a suspensão da produção de sua fábrica no Paraná, é uma exceção. As novas montadoras instaladas no Brasil vivem um bom momento, mantêm seus planos de expansão e prometem entrar, em bloco, a curto prazo, na disputa pelo mercado de carros populares, que concentra 70% das vendas internas de veículos. (...) (pág. 1)

- (Rio) - Técnicos de Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai, Chile e Bolívia reúnem-se em abril para concluir a primeira etapa do projeto do Índice de Preços ao Consumidor Harmonizado (IPC/H) do Mercosul.

Um cálculo experimental do indicador será apresentado em junho deste ano. Mas ainda não terá uma cesta de produtos suficiente para medir a inflação no bloco, o que ocorrerá em 2005. (...) (pág. A-4)

- (Brasília e São Paulo) - A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) conseguiu ontem cassar a liminar que impedia a continuidade da licitação do Serviço Móvel Pessoal (SSMP) - bandas C, D e E - de telefonia celular e já marcou a data do leilão para o próximo dia 6 de fevereiro, terça-feira que vem, na Bolsa do Rio.

Amanhã, será realizada em Brasília a sessão destinada à entrega das propostas dos grupos interessados. (pág. A-10)

CORREIO BRAZILIENSE

- "Vou clonar um ser humano"

- É o que garante o norte-americano Panayiotis Zavos, em entrevista ao repórter Rodrigo Caetano. Zavos e o italiano Severino Antinori, ambos renomados cientistas na área de reprodução humana, decidiram desafiar igrejas, sociedade e colegas pesquisadores e prometem tal façanha para, no máximo, dois anos.

"Dominamos a técnica, escolhemos o país (um da Europa mediterrânea) e já temos até voluntários", contou Zavos ao Correio. A técnica será testada em casais estéreis que não podem ter filhos nem mesmo pela fertilização in vitro.

E o bebê será a cópia genética da mãe ou do pai. Zavos também fez outra revelação importante: já há grupos de pesquisadores tentando clonar humanos na surdina - hoje, nenhuma nação permite esse tipo de experiência.

"É uma aberração", espanta-se Mayana Zatz, professora de Genética Humana da Universidade de São Paulo (USP). (pág. 1 e 12)

- Brasil fecha as contas de 2000 com folga: R$ 38,16 bi - Valor que corresponde à diferença entre a receita e a despesa do Governo federal, dos estados e municípios. Com isso, o País cumpre as exigências do FMI. (pág. 1 e 16)

- Capacidade de produção é surpreendente: 82% - E isso em janeiro, período do ano em que a economia brasileira anda devagar. É o terceiro maior resultado das últimas duas décadas. (pág. 1 e 15)

JORNAL DE BRASÍLIA

- Planos de saúde ameaçados

- Médicos e hospitais iniciam movimento contra convênios de autogestão e podem deixar de atender a mais de 350 mil usuários em Brasília. (pág. 1 e B-1)

- Desde a instalação de Brasília, o cerrado do Distrito Federal perdeu 57,65% de sua vegetação nativa. O levantamento é da Unesco, órgão da ONU para a Educação, Ciência e Cultura, que alerta para a necessidade de se tomar medidas de preservação ecológica na região. (pág. 1 e A-5)

- O Ministério da Saúde calcula que existam 540 mil jovens brasileiros com o vírus HIV. Boa parte pegou Aids porque deixou de usar a camisinha, que é o método mais seguro para evitar a contaminação. (pág. 1 e B-8)

ZERO HORA

- As contas do setor público (Governo federal, estados, municípios e empresas estatais) registraram no ano passado o maior superávit primário da história. Chega-se ao superávit primário descontando-se as despesas das receitas, sem considerar os gastos com juros. O superávit foi de R$ 38,16 bilhões, equivalente a 3,6% do Produto Interno Bruto, montante que ultrapassa em R$ 1,44 bilhão a meta fixada com o Fundo Monetário Internacional (FMI). (pág. 23)

- A paralisação dos caminhoneiros, em seu segundo dia, teve pessoas feridas, pontos de estradas bloqueadas e descontrole nas ações dos piquetes da categoria no Rio Grande do Sul. Por volta das 23h, as cidades de Três Cachoeiras, Morrinhos do Sul e Dom Pedro de Alcântara ficaram sem energia elétrica por mais de 1h30.

Técnicos da Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE) constataram que um objeto atingiu o alimentador de Três Cachoeiras, provocando o blecaute. Até o início da madrugada, manifestantes impediam funcionários da empresa de efetuar os reparos. Os grevistas bloquearam a BR-101 em dois trechos queimando pneus. Caminhões, ônibus e até veículos particulares tiveram seus pára-brisas estilhaçados. (pág. 20)

- Cada vaga nas penitenciárias moduladas do estado custou ao governo gaúcho o equivalente a um apartamento de um quarto no centro de Porto Alegre. Cerca de R$ 62 milhões foram gastos para construir as cinco casas prisionais capazes de abrigar 2.148 presos - um custo médio de R$ 29,2 mil por vaga. O valor é mais do que o dobro do custo médio nacional, que fica entre R$ 12 mil e R$ 14 mil.

Os projetos das penitenciárias moduladas foram orçados e iniciados na administração de Antônio Britto, em 1997. Três das cinco penitenciárias chegaram a ser inauguradas em 1998 - Ijuí, Charqueadas e Uruguaiana. Mas, conforme o corregedor da Superintendência de Serviços Penitenciários (Susepe), Francesco Conti, nenhuma delas estava em condições de operar com segurança. (pág. 42)

MANCHETES

CORREIO DA BAHIA

- ACM garante que haverá disputa no Senado

JORNAL DO COMMERCIO (PE)

- Só palavras ao final dos fóruns mundiais

O DIA (RJ)

- Erro tira dinheiro de militar

ZERO HORA (RS)

- Contas públicas superam meta acertada com FMI

VALOR ECONÔMICO

- FMI recomenda ao Brasil mais uma década de aperto fiscal

ATENÇÃO

O Boletim de Acompanhamento Macroeconômico da Secretaria de Política Econômica, que traz avaliação mensal da conjuntura econômica brasileira (análise e tendência de preços, salários, juros, balança comercial, contas externas, etc), está disponível via FTP através do endereço na INTERNET www.fazenda.gov.br, na área específica de "Publicações". Outras informações atualizadas, inclusive sobre os resultados do Plano Real, podem ser também obtidas, em português e em inglês, na página eletrônica do Ministério da Fazenda.

Consulte a homepage da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.

O endereço na Internet é www.brasil.gov.br

O telefone para solicitação de publicações é:061-411.4892.

O email da Secretaria de Comunicação Social é: secom@planalto.gov.br