01/03/2002

Jornal do Brasil
Folha de São Paulo
O Estado de São Paulo
O Globo
Gazeta Mercantil
Correio Braziliense

Jornal de Brasília
Zero Hora
Correio do Povo
Manchetes
Revistas

JORNAL DO BRASIL

- Epidemia de dengue terá 1 milhão de casos até maio

- O Ministério da Saúde estima que, em maio, os médicos terão notificado "até 200 mil novos casos de dengue em todo o estado do Rio". A previsão foi divulgada por João Gabbardo dos Reis, subsecretário Nacional de Assistência à Saúde do ministério, que visitou o Rio para reservar 2.000 leitos na rede pública para vítimas da doença.

O médico Ronaldo Gazolla, representante do ministério do Rio, lembra que, para cada notificação oficial, há quatro casos não informados.

Assim, as autoridades federais admitem o cálculo de 1 milhão de casos no estado até maio. "Os pacientes internados não serão necessariamente vítimas de dengue hemorrágica, mas portadores de outras doenças, como cardíacos, que podem ter o quadro de saúde agravado pela dengue", completa Gabbardo. (pág. 1 e 17)

- A Comissão Especial de Segurança Pública do Congresso aprovou proposta que, transformada em lei, vai enquadrar o seqüestro-relâmpago entre os crimes hediondos, sujeitos a penas mais severas.

Hoje, a punição varia de 4 a 10 anos de prisão, com base na legislação que enquadra casos de roubo e extorsão. Também foram aprovadas penas mais duras para delitos, como rapto de crianças e tráfico de armas. (pág. 1 e 5)

- Começou outra batalha na guerra travada entre os Estados Unidos e países exportadores. A Comissão de Comércio Internacional do governo americano divulgou relatório segundo o qual a produção de laminados brasileiros recebe subsídios de 12%.

O documento cita a CSN, Usiminas e Cosipa como beneficiárias. Os EUA despejaram, nos últimos anos, US$ 20 bilhões em sua própria indústria siderúrgica. Na terça-feira, George Bush anunciará medidas protecionistas. (pág. 1 e 15)

- A Receita Federal liberou só agora a entrada no País dos tubos do emissário submarino da Barra, que chegaram ao Rio em 22 de janeiro. O sumiço de um deles atrasou a liberação e, conseqüentemente, as obras de instalação dos dutos. (pág. 1 e 19)

- Lily Safra, viúva do banqueiro Edmond Safra, ganhou seu primeiro bilhão de dólares e figura entre os sete brasileiros da lista dos 500 mais ricos do mundo, divulgada anualmente pela revista Forbes. O americano Bill Gates ainda é o número 1. (pág. 1 e 16)

- Os partidos desistiram de brigar contra a decisão do Tribunal Superior Eleitoral de obrigá-los a respeitar no plano estadual as coligações montadas para a escolha do futuro presidente da República. Em vez de alianças, as legendas tratam de planejar a melhor estratégia para a chamada "campanha solo", com candidato próprio ao Palácio do Planalto. Parcerias ficaram para depois. (pág. 1 e 3)

- O circo está pegando fogo. Ontem, o ex-prefeito Paulo Maluf declarou, por meio da assessoria de imprensa, que irá processar os promotores Sílvio Marques e José Carlos Blat, "por conduta imprópria pelo cargo que ocupam". Eles investigam a origem dos investimentos de Maluf na Ilha de Jersey, paraíso fiscal no Canal da Mancha. Na terça-feira, conseguiram o depoimento que queriam.

Simeão Damasceno de Oliveira, ex-diretor financeiro da construtora Mendes Júnior, denunciou a existência de um esquema de superfaturamento de obras, emissão de notas frias e envio de dinheiro a Paulo Maluf. Ontem, Oliveira afirmou que a fraude se estendeu na administração de Celso Pitta. (...) (pág. 2)

EDITORIAL

"Atestado de êxito" - O vento voltou a soprar a favor da economia brasileira. Do exterior vêm notícias que apontam para o fim da recessão americana. O presidente do Federal Reserve, Alan Greenspan, já admite crescimento de 2,5% a 3% este ano e constata que a crise argentina não contaminou o mercado financeiro global.

Na frente interna, o Brasil dá adeus ao racionamento e comemora o retorno da inflação a níveis suíços e sinais de retomada da atividade econômica. O IPEA acaba de refazer os cálculos e prevê crescimento de até 2,5% para o PIB de 2002. (...) (pág. 10)

COLUNAS

(Coisas da Política - Dora Kramer) - Era ainda noite de terça-feira e vários figurões políticos com muita força regional - os chamados "caciques" - já entravam em de estado de ebulição total por causa da decisão tomada minutos antes pela Justiça Eleitoral, ordenando as coligações partidárias de modo a que acertos locais guardem relação de coerência com alianças nacionais.

Rápidos no gatilho, num átimo entenderam que aquilo representavam sério golpe ao poder, que, pessoalmente, eles têm de juntar diferentes partidos por uma ação personalista e pela força do domínio das estruturas locais de cada um. (...)

O mandonismo sofreu seu primeiro revés com as conseqüências nefastas que experimentaram Antônio Carlos Magalhães e Jader Barbalho ao impor ao País a assistência de um embate de personalidades ilimitadas. Sofre outro agora quando é quebrada uma daquelas tradições absolutamente distorcidas, mas que são defendidas apenas por serem tradicionais. E defendidas até por gente de boa biografia. (...) (pág. 2)

(Informe JB - Ricardo Boechat) - O Congresso Nacional vai proibir, este mês, o porte de armas de fogo em todo o País.

A venda continuará liberada, mas as pessoas só poderão ter arsenais dentro de casa.

Na rua, a pena a ser prevista na lei será proporcional ao calibre do trabuco. (pág. 6)

FOLHA DE SÃO PAULO

- País cresce 1,5%, abaixo do esperado

- A economia do País cresceu 1,51% em 2001, divulgou o IBGE. O resultado foi inferior aos 4,36% de expansão registrados em 2000 e ao esperado pelo Governo (2%) e pelos analistas.

Nos últimos três meses do ano passado, o Produto Interno Bruto (soma das riquezas produzidas) recuou 0,69% em relação ao mesmo período de 2000. Foi a primeira queda desse tipo desde o terceiro trimestre de 99 e a maior retração desde o quarto trimestre de 98.

Para o IBGE, o comportamento da indústria, afetada sobretudo pelo racionamento de energia, foi decisivo para a desaceleração do PIB. A indústria foi o setor com pior desempenho em 2001: queda de 0,58%.

O desemprego na região metropolitana de São Paulo atingiu 17,9% em janeiro, contra 16,3% em janeiro de 2001, segundo o Seade/Dieese. Pela pesquisa, o rendimento médio dos trabalhadores caiu 8,9% no ano passado. (pág. 1, B1 e B3)

- Detido no começo da semana, o seqüestrador Wanderson Newton de Paula Lima, o Andinho, mandou ontem por telefone que duas irmãs seqüestradas e mantidas em cativeiro fossem libertadas em Nazaré Paulista (SP). Andinho negou, porém, a autoria dos seqüestros e a atribuiu a outro grupo.

Ele aceitou ordenar a libertação das vítimas após um acordo com a Polícia Civil. Segundo a polícia, Andinho recebeu garantia de vida. (pág. 1 e C4)

- Os juros cobrados pelos bancos em empréstimos para pessoas físicas subiram e atingiram em média 61,2% ao ano em janeiro de 2002 - patamar mais elevado desde junho de 2000, quando o Banco Central começou esse tipo de medição.

A inadimplência, que teve alta de 50% em relação a janeiro do ano passado, foi uma das causas do aumento dos juros. No mesmo mês de 2001, a taxa média cobrada pelos bancos era de 50,6% ao ano. (pág. 1 e B5)

- A economia norte-americana teve um crescimento de 1,2% em 2001. No último trimestre, a alta foi de 1,4% - depois do atentado de setembro, a maioria dos analistas apontava uma retração de ao menos 1% de outubro a dezembro.

As principais razões para a recuperação dos Estados Unidos foram o aumento no consumo - o comércio de bens duráveis teve o maior crescimento em 15 anos e saltou 39,2% - e a elevação dos gastos do governo. (pág. 1 e B12)

- Vinte e uma pessoas conseguiram entrar na Embaixada do México em Havana para pedir asilo após um ônibus ser atirado em alta velocidade contra os portões do prédio.

A ação ocorreu depois que boatos falsos de que o México estaria oferecendo asilo a cidadãos cubanos circularam pela capital de Cuba. Centenas de pessoas tentaram se asilar, mas foram barradas. (pág. 1 e A9)

- Cento e sete dos 300 prisioneiros do Talibã e da Al-Qaeda mantidos na base norte-americana de Guantánamo (Cuba) começaram uma greve de fome quarta-feira à noite.

A greve de fome dos prisioneiros - capturados no Afeganistão - começou depois que um deles recebeu ordens de retirar turbante improvisado no momento em que, de joelhos, fazia suas orações. (pág. 1 e A9)

- O presidente americano Richard Nixon cogitou atacar o Vietnã com bomba atômica em 1972, numa conversa com Henry Kissinger, conselheiro de segurança nacional. Kissinger desaconselhou o uso. A proposta aparece em gravações liberadas pelo Arquivo Nacional dos EUA. (pág. 1 e A9)

- O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) ainda não tem uma posição definida sobre os desdobramentos de sua decisão de subordinar as coligações estaduais à aliança nacional.

No caso de legendas que não tenham candidato a presidente, há duas interpretações: segundo uma, o partido não poderá fazer coligações nos estados; para a outra, essa sigla está livre para fechar alianças com todas as demais. A decisão deve sair até terça-feira. (pág. 1 e A5)

- Os partidos governistas recuaram e resolveram aguardar para decidir qual será a estratégia em relação à decisão do TSE de verticalizar as coligações. Reunião que iniciaria a reação foi esvaziada pela base.

O PT deve entrar com ação contra a vinculação no Supremo Tribunal Federal. (pág. 1 e A4)

EDITORIAL

"Metas de inflação" - As notas da reunião do Comitê de Política Monetária do BC de fevereiro trouxeram indicações sobre a nova dinâmica das metas de inflação. Em razão da magnitude dos choques de preços ocorridos em 2001, o Copom sinalizou que o prazo apropriado para eliminar a inércia inflacionária herdada deveria ser estendido além dos 12 meses do ano. Assim, a correção do estouro da meta de 2001 ocorrerá ao longo dos próximos dois anos.

A política monetária passou a trabalhar com uma taxa de inflação entre 4% e 4,5%, e não mais com 3,5%. Isso possibilitou ao Copom reduzir a taxa de juros Selic de 19% para 18,75% aa. Com uma inflação projetada mais alta, foi possível adotar juros mais baixos, ainda que a redução tenha sido tímida. (...) (pág. A2)

COLUNA

(Painel) - O PFL reunirá seus diretórios na próxima semana e recomendará a todos que lancem candidatos a governador, mesmo onde não há chance de vitória. A fim de construir novos palanques para Roseana, já que o TSE inviabilizou muitas coligações que dariam sustentação a ela.

* César Maia (PFL), por exemplo, já fala em disputar o governo do Rio. Com a decisão do TSE, o prefeito considera que seus adversários ficaram enfraquecidos. Risco: se disputar a eleição e perder, não poderá retornar ao cargo de prefeito.

* Nos próximos 30 dias, mais do que nunca, os parlamentares estarão de olho nas pesquisas eleitorais. O pré-candidato a presidente que sofrer quedas bruscas em seus índices de intenção de voto correrá o sério risco de acabar falando sozinho. Sem o apoio de nenhum outro partido.

* O fantasma das pesquisas preocupa até mesmo a cúpula do PSDB de FHC e de Serra. A decisão do TSE favoreceu, sim, os tucanos, mas, se ele não subir nas pesquisas, a medida poderá ter um efeito contrário, espantando os possíveis aliados. (pág. A4)

O ESTADO DE SÃO PAULO

- EUA desistem de impor barreiras a aço brasileiro

- O governo americano aceitou o principal argumento apresentado pelo Brasil contra a imposição de barreiras à entrada de aço semi-acabado brasileiro nos Estados Unidos.

O presidente George W. Bush anunciará a decisão na quarta-feira. A tese do Brasil é a de que a adoção de medidas protecionistas aos semi-acabados seria prejudicial aos próprios interesses americanos, já que as exportações brasileiras, além de não serem parte das causas da crise que a siderurgia tradicional dos EUA atravessa, são parte da solução.

"Algumas empresas dos EUA adotaram um modelo no qual faz sentido integrar sua produção com outras partes do mundo, em termos do custo de produção mais eficiente", disse um alto funcionário do governo americano. (pág. 1 e B1)

- O Governo decidiu ceder à pressão dos senadores, principalmente do PMDB, para tentar aprovar antes do dia 18 a emenda constitucional que prorroga a cobrança da CPMF até 31 de dezembro de 2004.

O Palácio do Planalto avisou ao Congresso que vai retirar a urgência do projeto que altera a CLT, aprovado pela Câmara no fim de 2001 e com dificuldades de tramitação no Senado. Governistas acreditam que, com essa manobra, os senadores aprovarão a CPMF em curto prazo, neste mês. Na quarta-feira, a Câmara terá o segundo turno de votação da cobrança. (pág. 1 e A4)

- Mesmo que o Senado consiga aprovar a emenda constitucional que anula a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre coligações partidárias, a Câmara vai rejeitá-la. A decisão saiu de acordo informal entre PFL, PSDB e PT. OS líderes querem evitar um choque entre os poderes. (pág. 1 e A6)

- O PIB brasileiro cresceu 1,51% em 2001, 2,85 pontos porcentuais abaixo dos 4,36% de 2000. O desempenho foi afetado pelo racionamento, pelo desaquecimento da economia americana e mundial e pela crise argentina. (pág. 1 e B3)

- Nos Estados Unidos, o PIB surpreendeu com alta de 1,4% no último trimestre de 2001. (pág. 1 e B16)

- A ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada ontem, indica uma mudança de atitude do Banco Central. O Governo já trabalha com inflação de até 4,5% no ano, em vez da antiga meta de 3,5% no ano: não quer sacrificar o nível de atividade para conter os efeitos da crise de 2001 sobre os preços de 2002. (pág. 1 e B4)

- O seqüestrador Wanderson Nilton de Paula, o Andinho, ordenou ontem, com um telefonema, a libertação de duas irmãs que eram mantidas em cativeiro no interior de São Paulo. O criminoso decidiu liberar as vítimas após ser convencido por policiais. As irmãs estavam amarradas numa árvore, no km 45 da Rodovia D. Pedro I, em Bragança Paulista. Elas foram levadas ao HC de helicóptero. (pág. 1 e C5)

- A prefeita Marta Suplicy revelou ontem que fechou acordo com o Banespa/Santander sobre antiga dívida de R$ 856 milhões da prefeitura, reduzindo-a a R$ 116 milhões. O município também compra por R$ 40 milhões o Edifício Matarazzo, no Viaduto do Chá, futura sede da prefeitura. O acordo deverá passar pela Câmara. (pág. 1 e B2)

- Já desligadas da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), as TVs Record, Bandeirantes e SBT, se articulam para formar nova entidade que as represente diante do Governo. Para o consultor do SBT, Luiz Eduardo Borgerth, a Abert não representa interesses da maioria das emissoras. A discussão sobre participação estrangeira nos meios de comunicação agravou as divergências. (pág. 1 e A10)

EDITORIAL

"A Argentina começa a se mexer" - Ao contrário dos acordos anteriores, o pacto feito entre o Governo federal argentino e as províncias, sobre transferência de recursos tributários e controle de gastos, tem condições de ser cumprido à risca. (pág. 1 e A3)

O GLOBO

- Economia brasileira cresce abaixo da média mundial

- O racionamento de energia e a combinação de dólar e juros em alta fizeram com que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro - total das riquezas produzidas pelo País - crescesse apenas 1,51% no ano passado, bem abaixo dos 4,36% de 2000 e inferior aos 2,4% projetados pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) para a média mundial.

Os dados são do IBGE. O setor mais atingido foi a indústria, que apresentou retração de 0,58%. A agropecuária teve expansão de 5,11% e o setor de serviços, 2,52%. O presidente Fernando Henrique Cardoso disse que o desafio do Brasil agora é crescer mais e mais depressa e que o caminho são as exportações.

Ao ser cobrado por uma platéia de 800 empresários para que haja uma redução maior dos juros, ele respondeu que baixar as taxas agora seria irresponsabilidade, mas lembrou que os empresários precisam aprender a vender.

Os EUA divulgaram ontem também a revisão do resultado do PIB do quarto trimestre: o crescimento foi de 1,4%, puxado pelo aumento no consumo de produtos do país e pela maior elevação nos gastos públicos desde 1978. (pág. 1, 25 e 26)

- O presidente Fernando Henrique disse ontem que o dengue é uma dor de cabeça para o País e que é preciso uma campanha nacional para motivar a população a acabar com os focos do Aedes aegypti.

Para coordenar o mutirão do próximo dia 9, a Fundação Nacional de Saúde transferiu seu quartel-general para o Rio. Mais uma morte foi confirmada ontem, elevando o total no estado para 23. (pág. 1 e 14 a 17)

- Por falta de quorum e de acordo entre os partidos, a Comissão de Constituição e Justiça do Senado não conseguiu votar a proposta de emenda constitucional que derrubaria a decisão do Tribunal Superior Eleitoral de uniformizar as coligações.

O presidente do Senado, Ramez Tebet, tentou manter os ânimos anunciando que conversará com o presidente da Câmara, Aécio Neves, para obter o apoio dos deputados à proposta. Aécio, porém, deixou claro que a emenda será tratada como outra qualquer quando chegar à Casa.

A uniformização das alianças está causando polêmica até entre os ministros do TSE.

Eles divergem, por exemplo, se a restrição às alianças será válida para os partidos que não fizerem coligações para disputar a Presidência. (pág. 1 e 3 a 9)

- A estatística da violência publicada ontem pelo estado no "Diário Oficial" mostra que, em janeiro deste ano, houve aumento em sete dos dez índices listados, em comparação com janeiro do ano passado.

O maior crescimento foi no número de assaltos a pedestres, que passou de 1.070 para 1.316 casos (23%). Já o índice de roubo de veículos passou de 1.985 para 2.400 casos (20,9%), o maior número registrado nos últimos 20 meses. (pág. 1 e 23)

- Com o fim do racionamento de energia, os bancos estão autorizados a funcionar, a partir do dia 11, no horário antigo. No Rio e em São Paulo, o expediente deve voltar a ser de 10h às 16h.

Hoje, na maioria dos casos, é de 9h às 15h. Os caixas eletrônicos também poderão funcionar por 24 horas, mas a Febraban teme manter os caixas abertos à noite por causa da violência. (pág. 1 e 29)

- O Governo vai ter que atrasar o início do pagamento da correção do FGTS, previsto para começar em junho. Segundo a Caixa Econômica Federal, apenas 29,24% das informações necessárias para iniciar o pagamento foram fornecidas pelos bancos.

A correção dos saldos do Fundo, de 68,9%, foi decidida depois de um acordo entre o Governo e os sindicatos. (pág. 1 e 27)

- A Nestlé comprou a Garoto, a terceira maior fabricante de chocolates do País, e passará a controlar 53,8% do mercado, ultrapassando a Lacta.

O Governo, no entanto, deve determinar que a operação, avaliada em R$ 300 milhões, seja suspensa até que os órgãos de defesa da concorrência julguem o caso. (pág. 1 e 31)

EDITORIAL

"Pequena chama" - Com um governo eleito de forma indireta para cumprir um mandato-tampão e sob pressão permanente das ruas, a Argentina precisa o mais rapidamente possível de uma blindagem institucional interna que possibilite ao país negociar a ajuda internacional.

Tal apoio é indispensável para que a Argentina não continue na direção de uma depressão econômica calamitosa, quadro que deve ser evitado de todas as maneiras, pois significará ainda mais sofrimento para o povo argentino e instabilidade no continente. Não existe fundo do poço nesse tipo de crise. (...) (pág. 6)

COLUNAS

(Panorama Político - Tereza Cruvinel) - A decisão do TSE sobre coligações deixou mortos e feridos. E em situação peculiar o PMDB, que se tornou mais cobiçado e ao mesmo tempo mais rachado. Na teoria conspiratória alimentada pelas vítimas, a medida teria o objetivo de garantir seu apoio ao PSDB e enfraquecer a candidatura do PFL, forçando a reunificação da aliança governista. No entanto, as contradições internas fortalecem a hipótese de, repetindo 1998, o PMDB não apoiar ninguém para presidente, podendo assim coligar-se à vontade nas eleições estaduais. (...) (pág. 2)

(Ancelmo Gois) - O racionamento acabou ontem. Mas ninguém sairá por aí ligando as tomadas. As distribuidoras trabalharão, daqui para a frente, com uma perspectiva de redução média do consumo de 7%. Assim, o consumo de 2002 será igual ao de 2000.

* Pesquisa do Instituto GPP sem Itamar: Lula 28,7%; Roseana 23,6%; Garotinho 11,8%; Serra 10,4% e Ciro 9,9%. (pág. 18)

GAZETA MERCANTIL

- Samsung começa a fabricar disco rígido em Manaus

- (São Paulo) - A coreana Samsung dá início na semana que vem à produção, em larga escala, de discos rígidos (HD) de computadores em uma nova fábrica na Zona Franca de Manaus (AM), erguida ao lado de suas linhas de monitores e celulares.

É a primeira unidade dedicada à produção do componente no Brasil e também a primeira da Samsung fora da Coréia do Sul. Custou US$ 100 milhões, segundo a empresa, e tem capacidade para montar 1,2 milhão de discos por ano. Será uma base exportadora para toda América Latina.

Fabricantes de computadores importaram, oficialmente, em 2001, US$ 150 milhões em discos rígidos. Discos em valor equivalente, estima a própria empresa, entram no Brasil por contrabando, indicando a existência de um mercado potencial de US$ 300 milhões. (...) (pág. 1 e C-1)

- (Rio e Belo Horizonte) - A siderurgia brasileira é alvo de mais uma medida protecionista dos Estados Unidos. O Departamento de Comércio dos EUA divulgou, ontem, parecer que considera subsidiados alguns tipos de laminados a frio importados do Brasil, da França e da Coréia do Sul. Diante disso, o Departamento propôs a aplicação de direitos compensatórios sobre o produto. No caso brasileiro, o subsídio que teria sido apurado é de 12,58% para a Usiminas e a Cosipa e de 8,22% para a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). (...) (pág. 1 e A-9)

- (São Paulo) - No primeiro ano de gestão do Santander, o Banespa já contribuiu com 83,77% do resultado do grupo espanhol no Brasil. O grupo Santander Banespa teve um lucro líquido em 2001 de R$ 1,3 bilhão, dos quais R$ 1,089 bilhão vieram do ex-banco estadual paulista. A rentabilidade sobre o patrimônio médio do grupo foi de 26,9%; e a do Banespa, isolado, 47,15%. (...) (pág. 1 e B-3)

- (Buenos Aires) - Bancos do porte do Barclays, JP Morgan Chase e Santander Central Hispano estão entre os mais fortes candidatos à compra do maior grupo financeiro argentino, o Banco Galicia. Os potenciais compradores concentram os maiores volumes de créditos ao Galicia, estimados em mais de US$ 1 bilhão.

A notícia de que o banco argentino seria vendido ao HSBC não foi levada a sério por fontes do próprio Galicia, cujas ações subiram ontem nada menos que 44,7% na Bolsa de Buenos Aires. (pág. 1 e A-16)

- (Buenos Aires) - O Uruguai apresentou ao Mercosul reclamações contra barreiras comerciais do Brasil e Argentina. No caso brasileiro, o Uruguai se queixa de que não consegue exportar cigarros. Quanto à Argentina, os uruguaios dizem existir entraves à exportação nos setores de plásticos, detergentes, fraldas, tintas e alimentos. Uma comissão arbitral vai ser aberta para analisar as queixas. Se não houver acordo, a questão será levada ao recém-criado Tribunal de Solução de Controvérsias do Mercosul. (pág. 1 e A-16)

CORREIO BRAZILIENSE

- Estado de sítio em 19 cidades da Colômbia

- Para combater guerrilheiros, governo dá amplos poderes ao Exército e suspende liberdades civis de cinco milhões de colombianos. (pág. 1 e 18)

- O partido que quiser concorrer à sucessão de Fernando Henrique só tem uma saída para o impasse criado com a decisão do Tribunal Superior Eleitoral de vincular as coligações estaduais às alianças nacionais: lançar candidatos próprios. (pág, 1 e 6 a 9)

- Casa de Luiz Estevão vai a leilão no dia 11 de março - A Justiça mandou leiloar a residência do senador cassado para pagar débito de R$ 70 mil. Avaliado em R$ 2 milhões, o imóvel tem 15 mil metros quadrados. Dono do Grupo OK vai depositar dinheiro em juízo para tentar evitar o arremate. (pág. 1, 10 e 11)

- O racionamento acabou, mas o consumidor deve pensar duas vezes antes de acender a luz. Começa a ser cobrado hoje um reajuste de 2% sobre o consumo de energia para cobrir custos de aluguel de equipamentos destinados à geração de energia emergencial.

E este não é o primeiro aumento que o consumidor sente no bolso este ano. A conta de janeiro trouxe um acréscimo médio de 2,9%, um reajuste autorizado em 2001 para cobrir prejuízos das distribuidoras de energia com o racionamento. Os aumentos continuarão este ano. (...) (pág. 16)

- Às vésperas da chegada do negociador norte-americano para o Oriente Médio, Willian Burns, à Arábia Saudita para discutir o plano de paz do príncipe Abdul Aziz, a Casa Branca criou nova polêmica. O porta-voz do governo Bush, Ari Fleischer, disse que a culpa do acirramento do conflito na região é do ex-presidente democrata Bill Clinton. (...) (pág. 19)

- O levantamento brasileiro sobre emissões de gases que contribuem com o aquecimento da temperatura do planeta está quase pronto para ser apresentado às Nações Unidas em Bonn, na Alemanha, ainda este ano. "O inventário vai mostrar que o Brasil está entre os dez maiores emissores do mundo, por causa do desmatamento da Amazônia", afirma Fábio Feldmann, secretário-executivo do Fórum de Mudanças Climáticas, organismo criado para prestar assessoria ao Governo federal sobre o assunto. (...) (pág. 20)

ZERO HORA

- A taxa média de desemprego total na Região Metropolitana de Porto Alegre caiu de 16,6%, em 2000, para 14,9% no ano passado.

É o menor índice entre as regiões metropolitanas analisadas pela Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), feita pela Fundação de Economia e Estatística (FEE) em conjunto com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese). (pág. 22)

- Panelas de cerâmica, boleadeiras e machadinhos de pedra moldados por índios guaranis entre 500 a 2,5 mil anos atrás brotam da terra em Roque Gonzales, no noroeste do estado.

A cada remexer da lavoura para o plantio de soja, milho ou cana-de-açúcar, indícios de um sítio arqueológico esquecido surgem do chão vermelho do município. (pág. 13)

- O abastecimento de energia volta à normalidade hoje, com o fim do racionamento. Há expectativa de retomada na produção industrial, mas restam muitas dúvidas sobre a capacidade de abastecimento.

Como reforço, foram contratadas 58 usinas com capacidade de gerar 2.153,6 megawatts (MW). Consumidores residenciais que gastam mais de 350 quilowatts hora (kWh) por mês e grandes indústrias vão arcar com a maior parte da conta, que pode chegar a R$ 17 bilhões nos três anos de contratação de energia emergencial. (pág. 28)

MANCHETES

A TARDE

- Estudante mata colega na sala de aula

CORREIO DA BAHIA

- Racionamento de energia finalmente acaba

ESTADO DE MINAS

- Agropecuária segura a economia do País

JORNAL DE COMMERCIO (PE)

- Congresso briga dividido

O DIA (RJ)

- Economia de energia agora é por sua conta

ZERO HORA (RS)

- Fim do racionamento deixa dúvidas sobre energia no futuro

DIÁRIO DE S. PAULO

- "Andinho" manda quadrilha libertar irmãs seqüestradas

ATENÇÃO

O Boletim de Acompanhamento Macroeconômico da Secretaria de Política Econômica, que traz avaliação mensal da conjuntura econômica brasileira (análise e tendência de preços, salários, juros, balança comercial, contas externas, etc), está disponível via FTP através do endereço na INTERNET www.fazenda.gov.br, na área específica de "Publicações". Outras informações atualizadas, inclusive sobre os resultados do Plano Real, podem ser também obtidas, em português e em inglês, na página eletrônica do Ministério da Fazenda.

Consulte a homepage da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.

O endereço na Internet é www.brasil.gov.br

O telefone para solicitação de publicações é:061-411.4892.

O email da Secretaria de Comunicação Social é:secom@planalto.gov.br